Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2020 | 03h00

Juiz de garantias

‘Afronta às instituições’

Merece aplausos o Estadão pela clareza, objetividade e firmeza de seu editorial Afronta às instituições (24/1, A3). Difícil recordar episódio de tamanha afronta e tal desrespeito de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não só ao Congresso e à própria Corte – em especial ao seu presidente –, mas também ao presidente da República, que já havia sancionado aquela lei. Um ato de tamanha gravidade deveria merecer o imediato e unânime repúdio dos pares do ministro Luiz Fux. O que ele fez é simplesmente inadmissível.

MARCOS CANDAU

CARVALHOCANDAU@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Suprema ditadura

Parabéns pelo editorial Afronta às instituições. Escolhas legitimamente constitucionais do Legislativo e sancionadas pelo Executivo não deveriam ser afastadas por juízos de conveniência e oportunidade emitidos por um único magistrado membro de uma Corte colegiada. Cabe ao Judiciário analisar a constitucionalidade das normas, e não se sobrepor ao Congresso e ao presidente da República na escolha das políticas públicas. Urge que o Congresso tome providências para dar um basta nessa suprema ditadura da liminar monocrática.

CELSO BARCELLI

CELSOBARCELLI@GMAIL.COM

CABREÚVA

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Crise entre Poderes

Não há muito o que discutir. O ministro Luiz Fux abriu um precedente desabonador ao suspender sine die a aplicação do juiz de garantias. Não é função do STF aceitar ou não uma lei regularmente aprovada pelo Congresso Nacional, mesmo que tal lei seja questionável em seu fim e sua praticidade. Ao STF cabe unicamente decidir sobre a constitucionalidade ou não de lei aprovada pelo Legislativo. O que não é pouca coisa. Fux será derrotado no plenário, creio eu, de forma avassaladora. Se não o for, o Brasil que se prepare para uma crise entre Poderes de enormes proporções. É certo que tal lei foi feita de afogadilho, sem medir maiores consequências, apenas para de forma casuística blindar determinados políticos corruptos e sujeitos aos rigores de uma investigação. Mas não se justifica que um ministro, embora pense como a maioria da população brasileira, busque na decisão monocrática impedir a aplicação da vontade da maioria do Congresso, que em instância final representa essa mesma e imensa maioria da Nação. Se o Congresso não atende de forma honesta à maioria, esta deve reformar o Legislativo por meio da única ferramenta possível: o voto.

CELIO DAL LIM DE MELLO

DALLIMMELLO@ICLOUD.COM

CURITIBA

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Inconstitucionalidade

“É inadmissível que um magistrado prevaleça sobre o Legislativo e o Judiciário”, pondera o editorial em tela. Mas se o Congresso não disser de onde virá o dinheiro para cobrir o acréscimo de custos dos juízes de garantias, a lei simplesmente é inconstitucional.

FLAVIO FRAIHA

FF@BNIRJ.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Educação superior

Unesp

O editorial O ranking das universidades jovens (24/1, A3) vem em boa hora para reforçar o orgulho de fazer parte da Unesp. Esta universidade consegue se aprimorar dentro dos desafios e oportunidades que são consequência de sua natureza ímpar: a diversidade e a abrangência geográfica. Lembrando que, tal qual em outros rankings, apenas as instituições de ensino superior públicas têm tal destaque, contrariando os adeptos de uma CPI das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, que acabou sendo importante para as próprias instituições esclarecerem à população suas atividades e sua relevância. Mas esse resultado é menos evidenciado do que a crítica inicial, como sói ser para quem trabalha pela destruição do patrimônio público.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Equivalência salarial

A deliberação do Supremo Tribunal que estabelece, em caráter liminar, a coerência e a simetria de teto salarial entre professores universitários federais e estaduais foi recebida nas universidades estaduais paulistas como essencial para mantê-las como referência de qualidade nacional e internacional. Entretanto, o editorial Problema mascarado (23/1, A3) apresenta restrição pela forma como foi obtida. Em São Paulo essa decisão não aumenta as despesas do Estado, mas tão somente as das suas universidades públicas, visto que os orçamentos de tais instituições de ensino superior são definidos por porcentuais de arrecadação do ICMS e as Reitorias já se manifestaram como preparadas financeiramente para atender a essa decisão. O governo do Estado de São Paulo tem a oportunidade de apoiar e estimular o desenvolvimento científico e tecnológico paulista que se faz na USP, na Unicamp e na Unesp, apresentando instrumento legal que dê caráter permanente a essa deliberação.

JOÃO CYRO ANDRÉ, professor da Escola Politécnica da USP

JOAOCYRO.ANDRE@GMAIL.COM

BARUERI

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Em São Paulo

Mobilidade urbana

A mobilidade urbana – leia-se: os imensos congestionamentos de tráfego – é, possivelmente, o maior problema da cidade de São Paulo, pois afeta milhões de pessoas todos os dias. Uma proposta para enfrentar a questão é promover um total aggiornamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Essa empresa municipal precisa se reinventar à luz das novas tecnologias, que mapeiam toda a cidade em tempo real, como os aplicativos de trânsito mostram. Engenheiros de trânsito vocacionados devem fazer estudos de mudanças viárias e de melhor uso dos recursos humanos, maximizando a ação dos “amarelinhos” no procedimento de fazer a cidade “andar”. Urge uma reengenharia na CET!

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

SÃO PAULO, 466 ANOS

 

Neste 25 de janeiro, São Paulo está completando 466 anos de sua fundação. São Paulo da garoa, São Paulo das enchentes, São Paulo dos imigrantes, São Paulo de tanta gente. São Paulo, que sempre recebeu de braços abertos milhões de pessoas vindas não só de todas as partes do Brasil, como do mundo todo, e que os adotou como sendo seus filhos. Para mim, que tive o privilégio de ter vivido 45 anos nesta abençoada cidade, só me resta dizer obrigado, São Paulo, e parabéns pelos seus 466 anos.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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SÉRGIO MORO NO GOVERNO

 

Após intermináveis discussões e mutilações do texto original enviado ao Congresso pelo ministro Sérgio Moro, entraram em vigor na quinta-feira as novas normas do pacote anticrime. O aumento da pena máxima de 30 para 40 anos e critérios mais rigorosos para obtenção da progressão de pena são mais que bem-vindos. Enquanto isso, o Brasil despencou no ranking de corrupção em 2019, segundo relatório elaborado pela Transparência Internacional – em grande parte, por interferência política do presidente Bolsonaro e da paralisação, pelo STF, das investigações que utilizavam dados do Coaf – e um punhado de governadores deu a ideia absurda, felizmente abortada a tempo pelo presidente, de criar o Ministério da Segurança, por razões políticas moralmente duvidosas, e desmembrar, na cara dura, a pasta da Justiça. Sérgio Moro assumiu o ministério com o compromisso de implementar penas mais duras e combater o crime organizado e a corrupção. Já entrou para a história pelo que fez, com apoio da imensa maioria da opinião pública, mas sem dúvida existem e continuarão existindo forças explícitas contrárias a este projeto. Todo cuidado é pouco.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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RECUO ESTRATÉGICO

 

Sentindo a pressão por pretender esvaziar os poderes do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro disse “ter zero chance de esvaziar agora o ministério de Moro”. Como é difícil de acreditar em suas falas, que mudam como o movimento das nuvens, é só aguardar o “agora” após sua viagem à Índia. Quem viver verá!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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TRATAMENTO VIP

 

Depois de tirar a Coaf (agora UIF), foi a vez de uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com os secretários estaduais de Segurança, sem a presença de Sérgio Moro, o ministro da “Justiça e Segurança Pública”. A cadeira de ministro vale tudo este tratamento “VIP”?

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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MORDE E ASSOPRA

 

O presidente Bolsonaro faz declarações de manhã e não as sustenta à tarde, parece biruta de aeroporto. E, para agradar determinadas pessoas, que o emparedaram dias atrás, declarou que talvez recriasse o Ministério da Segurança, tirando-o das mãos do competente ministro Sérgio Moro e dando-o a seu amigo Alberto Fraga (o que este senhor fez um prol do Brasil?). Presidente, chega de ameaçar o ministro Moro, honre sua palavra de homem e chefe de Estado, como homem mais importante e respeitado do País. Seu modo de agir, morde e assopra, já cansou, como cansou este estado beligerante seu. Assuma o cargo de presidente de vez e não se deixe emparedar por ninguém, afinal o senhor foi eleito presidente deste país para governar, e não se vergar para essas pessoas. Sabemos que muita gente se sente incomodada pela presença do ministro Moro e seu protagonismo no cargo de ministro da Justiça, com brilhantismo e humildade, vem mostrando resultados positivos e com apoio de grande parte dos brasileiros. Seus adversários e inimigos no Congresso Nacional são muitos, começando pelo sr. Maia (vulgo Botafogo), junto com sr. Alcolumbre (ou Batoré, como é conhecido nas redes sociais),  que  boicotam tudo o que chega do Ministério da Justiça e Segurança Pública para ser votado nas  duas Casas, engavetando ou desidratando, assim mostram o caráter e a estatura destes, que, infelizmente, presidem Câmara e Senado.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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O PRESIDENTE ESTÁ ENGANADO

 

Bolsonaro não consegue ficar um dia sem provocar a ojeriza de quem votou nele. Nem falo nos que não votaram, pois não confiavam no seu modo de ver e ordenar as coisas. Estavam certos, porém era escolher o poste do PT ou ele. Triste escolha. Sua última “pérola” foi a insinuação de desmembrar o Ministério da Justiça com a criação do de Segurança Pública, como se os resultados do ministro Moro nesta parte não tivessem sido dos melhores. É total discordância com o cenário de redução de gastos públicos e responsabilidade na austeridade fiscal. Além de inoportuna em relação aos consideráveis avanços nos últimos 12 meses, a ideia de desmembrar a pasta é contra um contexto que aprova a integração de forças em busca da redução da criminalidade e da violência. Vários secretários estaduais de Justiça são contrários à divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública e consideram que os resultados satisfatórios até agora vêm correspondendo às expectativas da sociedade brasileira. A grande queda dos assassinatos no Brasil assustou todos aqueles que veem a popularidade de Moro como uma ameaça: Bolsonaro, Rodrigo Maia, vários governadores, metade do Supremo Tribunal Federal (STF) e a esquerda criminosa que não cansa de se autoproclamar inocente. Se Bolsonaro acha que desprestigiar Moro mais uma vez lhe seria útil, está completamente enganado.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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PREDADORES NO PLANALTO

 

Vez ou outra surgem situações criadas pela esquerda e pela mídia objetivando a criar embaraços e minar o governo Bolsonaro. Desta vez, colocando o ministro Sérgio Moro contra o presidente, os dois personagens de maior prestígio no atual governo, ao lado de Paulo Guedes. Não sei quem é o conselheiro político do presidente, mas a falta de bom senso está prevalecendo em Brasília, fomentando esta tentativa de criar atritos entre os protagonistas. Agora, que o time está formado e ganhando o jogo, onde está o técnico que não percebe que o adversário quer destruí-lo? Chega de burrice e fogueira de vaidades, senhores. O Brasil já não aguenta mais isso. Vamos ter coerência e honrar o voto dos 58 milhões de brasileiros.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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ESTRATÉGIA BOLSOLAVISTA

 

A estratégia bolsolavista é muito clara: Moro no Ministério da Justiça/Segurança está brilhando e ofuscando o Messias. Se continuar nesse ministério por mais três anos, será concorrente imbatível a qualquer cargo eletivo. Se desgastado/menosprezado, pedirá para sair e será desconstruído pela sanha bolsolavista, cuja competência é só essa (desconstrução). Regina Duarte, desfaça o namoro!

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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NOVELINHA DA CULTURA

 

A atriz aposentada Regina Duarte retorna aos holofotes como convidada para assumir a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro. Não perdeu o timing das novelas e desenvolve um enredo de “vai ou não vai”. Mas não conseguiu criar nenhum suspense, pois todo mundo sabe que ela não perderá essa chance de sair do ostracismo.

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

 

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A CORAJOSA PORCINA

 

Sassá Mutema, o salvador da Pátria, vulgo Lima Duarte, refugou a sua candidatura a vice-presidente da República na chapa de Mário Covas Júnior, em 1989. Diferentemente de Lima Duarte, a Viúva Porcina, vulgo Regina Duarte, aceita ser secretária de Cultura em 2020. Realmente, a Duarte mulher teve mais coragem, determinação e competência que o Duarte. Sempre achei a heroica Porcina muito melhor que o covarde coronel Sinhozinho Malta.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DINHEIRO NA BOA

 

A novela Regina Duarte, pastelão governamental, em que tudo se torna difícil e complicado, em nada melhorará o relacionamento “dos artistas” ou dos movimentos ligados às artes com o Palácio. Eles querem dinheiro na moleza para seus projetos, o que será difícil. Viviam de verbas públicas e patrocínios de empresas públicas, mas acabou. Querem não uma namoradinha, que com certeza não dará certo o relacionamento, mas sim grana pública de boa. Talvez um secretário/ministro deles, para eles e com eles. Pronto, falei!

 

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

 

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VAI DAR CERTO

 

Distinto de alguns leitores, vejo com bons olhos a designação de Regina Duarte para a Cultura. Ela é muito querida e vai surpreender, como Gilberto Gil surpreendeu. Mas ela não faz parte da esquerda zona sul do Rio de Janeiro, núcleo de onde emanam todas as reações negativas. Ela é empregada global, mas atua a partir de São Paulo, onde a força da mídia dedicada ao entretenimento é menor. Parafraseando Churchill ao falar sobre democracia, Regina é a pior opção... tirando todas as demais. Ela não é noiva de Bolsonaro, mas eterna namorada do Brasil e considera com paixão o País acima de tudo muito antes de Bolsonaro apossar-se do fraseado.

 

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

 

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A RODA DOS ESCARNECEDORES

 

A nomeação da artista Regina Duarte para o comando da Secretaria da Cultura é, sem dúvida, uma ótima escolha. Basta, somente, ela não se “amealhar” com os “artistas” colegas seus contaminados pelo vírus das gestões passadas, principalmente aqueles que já por lá passaram...

 

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

 

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NOIVADO

 

Espero que o noivado entre Regina Duarte e Jair Bolsonaro se transforme em casamento político, o mais breve possível, para que a cultura brasileira seja homenageada.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

 

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O NAZISMO NÃO ESTÁ SÓ

 

De repente, por um “pronunciamento infeliz”, de acordo com o presidente Bolsonaro, do recém-defenestrado secretário de Cultura, e pela segunda vez no seu mandato, o nazismo virou manchete na mídia, com os comentários enraivecidos dos eternos “especialistas” anônimos, e um dos principais assuntos nas redes sociais. Claro, é inadmissível ser a favor do nazismo. Tanto que nossa lei pune com reclusão de dois a cinco anos e multa quem “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo” (§ 1.º do Art. 20 da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989). Nossos valores e nossa lei excluem a defesa ou a propagação do nazismo no nosso meio pelo genocídio que Hitler e seus asseclas perpetraram. Nenhum de nós quer ver isso repetido. Os números variam, mas estima-se que 25 milhões de pessoas foram assassinadas por Hitler, entre as quais cerca de 6 milhões de judeus. Mas, no século 20, não foi só o nazismo que dizimou populações. O comunismo, puxado pela foice e martelo do seu estandarte, o antecedeu e o sobrepujou. O Livre Noir du Communisme, de Stephane Couritos, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek e Jean-Louis Margolin (Ed. Robert Lafont), nos apresenta em suas 770 páginas o que chama de “contabilidade do horror”, o registro detalhado do assassinato de 85 milhões de pessoas pelos comunistas mundo afora, pelos mais diversos preconceitos contra a dignidade humana – valor defendido pela Lei n.º 7.716 citada –, das quais 20 milhões na União Soviética, desde 1917, por meio principalmente da “Decularização” (russo: раскулачивание), do Grande Expurgo, do Gulag, das deportações, do Massacre de Katyn e do Holodomor, que condenou à morte pela fome 10 milhões de ucranianos; e 60 milhões na China de Mao, no Grande Salto à Frente e na Revolução Cultural, desde 1949. Os comunistas de Lênin e Stálin e de Mao, portanto, mataram três vezes mais que os nazistas de Hitler, por motivos que, junto com os nazistas, podem defini-los como genocidas, conforme o Art. 1.º da Lei n.º 2.889, de 1.º de outubro de 1956, que são “quem, com  intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional étnico, racial ou religioso, como tal: a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo”. Não devíamos, então, repudiar, tanto quanto os nazistas, os comunistas e emendar o § 1.º do Art. 20 da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para punir quem “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, ou da foice e martelo, para fins de divulgação do nazismo ou do comunismo”?

 

Sergio Moura saamoura@uol.com.br

Brasília

 

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MANOBRA

 

Enquanto o Goebbels tabajara distraía a plebe ignara, o presidente Bolsonaro aprovou o fundão eleitoral para 2020: R$ 2 bilhões. O povo distraído sempre será vencido.

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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AINDA A PORTA DOS FUNDOS

 

Cumprimentos ao professor Ives Gandra da Silva Martins, pela clareza de seu muito oportuno artigo de 21/1 (A2), ao definir até onde vai a liberdade de expressão e onde começa a proibição ou o impedimento de uma agressão. Ou seja, onde termina o direito de externar uma versão de fatos não verdadeiros, que não correspondam com a realidade, e que agridem e desrespeitam os valores éticos e sociais da pessoa e da família, conforme inciso IV do artigo 221 da Constituição federal, exatamente o que ocorreu com o especial de Natal do grupo humorístico Porta dos Fundos exibido pela Netflix, com brutal agressão aos valores de todos os cristãos na figura do fundador de sua religião.

 

Paulo T. Sayão  psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

 

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DIREITO CONSTITUCIONAL

 

Li a aula de Direito Constitucional que nos ministrou Ives Gandra da Silva Martins no Estadão de 21/1 (A2), Liberdade de expressão ou de agressão? As Cassandras não conseguem parar de profetizar o fim da religião e esbofeteiam com marreta de ferreiro o líder do cristianismo, Jesus, que há mais de 2 mil anos é seguido por uma imensidão de almas devotas. Atribuem, com aquiescência de juízes, o que nos causa estranheza, que isso fazem e justificam pela “constitucional liberdade de expressão”. As críticas recebidas pouco se lhes dá, porque, ao fim e ao cabo, quem dita a regra da “liberdade de expressão” são eles, que, ressabiados, imprimem na imagem de Cristo o selo de seu engenho perverso, maldoso e falso. Combate-se o que se não pode ter ou o que nos foge do alcance da compreensão. Assim dizia a raposa, por não poder alcançar as uvas: “Oh elas estão verdes!”. A “liberdade de expressão”, assim como a Justiça, alimenta-se e vive de valores éticos, diz o mestre Ives Gandra ao citar o Art. 221, Inciso IV da Constituição. (...) “respeito aos valores éticos e da família.” Se nesta base, que são os valores éticos, houver falhas, toda a sua estrutura ruirá fragorosamente. A imprensa que ataca os valores éticos, calunia e denigre as instituições, deturpando sua figura central, é evidente extrapolar os limites do bom senso, da ética e da moral. Mas, como afirma o mestre Ives Gandra, outra coisa não é senão mera “liberdade de agressão”.

 

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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ABOMINAÇÕES

 

No Estado de 21/1, Ives Gandra da Silva Martins cometeu duas abominações: defendeu que a magistratura defina que a liberdade de expressão não abranja manifestações culturais que contenham não verdades ou que firam os valores éticos e morais da família. Esquece-se o emérito professor de que nem as ciências duras aceitam a existência de verdades absolutas. A Filosofia da Ciência há muito se baseia no salutar princípio de que toda verdade é provisória e toda afirmação, para ser considerada ao menos uma teoria, precisa ser falseável. Ora, o conjunto de crenças cristãs é apenas isto: um conjunto de crenças cuidadosamente selecionadas e compiladas ao longo dos séculos e impostas às pessoas desde o seu nascimento. Não há sequer uma única prova independente da existência histórica de Jesus e da biografia que os evangelhos lhe atribuem. Por outro lado, um dos aspectos mais importantes do humor é justamente sua capacidade de antagonizar, com ironia e galhofa, as crenças sociais hegemônicas. Assim, a vingar a tese do professor, retroagiríamos à Idade das Trevas, época em que, com auxílio das fogueiras e ferros em brasa, não se admitiam sequer gracejos que provocassem as verdades que hoje estão na lata de lixo da História.

 

Agostinho Sebastião Spínola agosto.spinola@uol.com.br

São Paulo

 

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JUS AO NOME

 

Ainda a respeito do polêmico e totalmente sem graça vídeo de Natal do grupo Porta dos Fundos, resguardada a liberdade de expressão, sobretudo na área cultural, cabe dizer que nunca antes uma trupe de artistas fez tanto jus ao nome escolhido para defini-la. É dos fundos, mesmo!

 

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OFENSA A DEUS

 

Nosso sempre lúcido dr. Ives Gandra Martins deu mais uma lição ao grupelho Porta dos Fundos. Por que não ofenderam o profeta Maomé da mesma forma como ofenderam o Deus dos cristãos? A resposta seria a porta dos fundos do inferno

 

Giampiero Giorgetti giampiero@falcare.com.br

São Paulo

 

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CENSURA

 

Irônico observar que alguns liberais brasileiros, na hora de a onça beber água, respeitar a liberdade alheia, pulam olimpicamente para o conservadorismo retrógrado ou, até, ao radicalismo de direita.  O especial de Natal do Porta dos Fundos demonstrou isso. Achei graça em alguns momentos, outros não, e, por “razões superiores” à minha vontade, não o vi integralmente: impediu-me uma justa sonolência da madrugada de 25/12. Nenhum momento pela formação católica... Não gosta? Não veja. Proibir que outros vejam? Qual autoridade? Delegada por quem? Desligue a TV e economize energia. A Pátria agradece. O argumento de sugerir “afrontas” contra Maomé, profeta islâmico, é velhinho... Em geral, nos países islâmicos não há liberdade. Ou os “liberais” tupiniquins sentem uma inveja indisfarçável em relação ao “método” de radicais islâmicos contra jornalistas de um órgão de imprensa parisiense? Por enquanto, aqui, sem balaços, fuzis, apenas coquetel Molotov. Pouco? Polícia religiosa? “Bonde” de Jesus? Honestamente...

 

Luiz Melo lcqm10@terra.com.br

São José do Rio Preto

 

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IDENTIDADE CRISTÃ

 

O sr. Ives Gandra Martins (Estado, 21/1, A2) talvez gostaria de saber que os católicos italianos estarão se reunindo, convocados pelo Movimento Rialzati Itália, neste sábado, dia 25 de janeiro, às 15 horas (horário de Roma), para realizar a defesa da identidade cristã. O encontro servirá para a Manifestação dos Cristãos de toda Itália, principalmente católicos, como desagravo aos ataques sacrílegos contra Jesus Cristo, filho de Deus para nós católicos, perpetrados por filme da Netflix e quadro exposto em museu de Roma. Aguardam-se delegações de católicos de toda a Itália na Piazza Santi Apostoli, em Roma. Como se vê, a “mera tolerância, como acontece com os cristãos” já está chegando a seu limite, pelo menos na Itália.

 

Manoel Amiratti Perez mamiratti@uol.com.br

São Paulo

 

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ERROS NO ENEM

 

Num universo de 3,9 milhões de participantes, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 apresentou graves erros nas notas de 5.974 estudantes, como anunciado pelo Ministério da Educação. Isso demonstra que o ministro Abraham Weintraub também foi mal no Enem. E que, no lugar de culpar a gráfica por este transtorno, o ministro deveria assumir a falta de zelo de sua equipe no curso deste evento... Aparentemente, corrigidas as notas em tempo, a abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas para as universidades públicas, não foi interrompida. Será que, mesmo assim, o incompetente Weintraub vai continuar no cargo? 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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(V)EXAME

 

Ainda que num universo de 3,9 milhões de inscritos os inadmissíveis erros de gabarito tenham afetado as notas das provas de “apenas” 5.974 candidatos, entra ano e sai ano, entra governo e sai governo, e a oitava economia do mundo, prestes a ser admitida no seleto clube de países ricos e desenvolvidos da OCDE, simplesmente não tem a mínima competência para realizar um exame nacional de avaliação de estudantes sem que ocorram erros primários e malfeitos de toda ordem. O Enem virou o (V)exame Nacional do Ensino Médio. Uma vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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O MELHOR

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tinha afirmado que este Enem foi “o melhor de todos os tempos”. Imagino se não tivesse sido...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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SALÁRIOS NAS UNIVERSIDADES

 

Mais uma vez, o ministro Dias Toffoli mostra o seu despreparo e sua falta de saber jurídico, ao conceder a liminar a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo PSD, equiparando os salários dos professores das universidades estaduais aos das universidades federais, usurpando das suas prerrogativas de ministro do STF, interferindo nos poderes estaduais, que têm suas próprias legislações na questão da educação, entre outras. São lamentáveis tantas trapalhadas de um presidente do STF. País nenhum merece!

 

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

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O SUSTENTO DA UNIVERSIDADE

 

A forma de pensar dos acadêmicos fica longe de busca perene de resultados, o que é substituído por busca perene de dinheiro público a fundo perdido. Na leitura do artigo O ‘preço de mercado’ da universidade (Estadão, 23/1, A2), o primeiro ponto que carece de lógica é a defesa de que o governante se veja obrigado a nomear como reitor o primeiro da lista tríplice. Ora, se a lista é tríplice, os três são candidatos ao posto, portanto a prerrogativa de escolha é, e deve ser, do governante. Reclama a autora de que se tenta evitar a autonomia das universidades. Parece-me algo estranho reclamar de autonomia sem que se demonstre condição de buscar recursos que não financiamentos estatais a fundo perdido. É por demais confortável receber tudo o que cubra os custos da universidade sem que haja esforço dela em buscar recursos. Parece-me que a autonomia tem de ser conquistada, e não cedida. Aparentemente, a autora deseja que os governos deem autonomia e nada cobre como contrapartida. Ao colocar, conforme a autora nomeou, a exploração de naming rights, os governantes estão exatamente estimulando os dirigentes das universidades a desenvolverem trabalhos que gerem recursos pelos seus próprios esforços. O ensino universitário precisa ser repensado e deve haver cobrança pela matrícula dos indivíduos. Claro que há que haver sensibilidade e estabelecer valores diferentes para as pessoas, valores estes relativos à competência financeira de cada um. Chega de ensino universitário 100% gratuito. Em outro trecho do artigo, a autora menciona que universidades de classe mundial têm financiamento abundante. Numa vista de trabalho elaborado pelo National Center for Science and Engineering Statics (NSF), de 2017, se demonstra, através de levantamento feito em todo o território americano, que o abundante que ela menciona, conforme mostrado em tal trabalho, corresponde a no máximo 70% dos custos de manutenção das universidades, ou seja, os demais 30% dependem de esforço das universidades para buscar financiadores no mercado (incluem-se nesta faixa indústria, as próprias universidades, por meio da cobrança pelo ensino, geralmente cobrado de não residentes no Estado onde se localiza a universidade, doações de ex-alunos e outros).

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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PROPAGANDA ENGANOSA

 

O governo do Rio de Janeiro deveria ser proibido de fazer propaganda enganosa do carnaval. A cidade vive o caos da falta de água potável, todas as maravilhosas praias estão impróprias para banho e logo mais haverá nova epidemia de dengue. Com tudo isso, não faz sentido querer entupir a cidade de turistas.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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INCAUTOS

 

Que me perdoem os incautos que ainda acreditam nos políticos cariocas, mas, em pleno século 21, o Rio não tem água nem para beber... Em minha modesta opinião, todos eles, mesmo os que não participaram dos esquemas de corrupção, mas certamente fizeram vistas grossas para a ladroeira toda, deveriam ser emparedados, ter seus bens todos confiscados, salários e planos de saúde cancelados, até o término dos processos. Eles e seus familiares precisam sentir na pele o que o povo passa e o quanto sofre por causa deles, os falsos poderosos do Brasil.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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