Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 03h00

Reforma administrativa

Profissionalização do servidor

É muito mais significativa do que parece a informação de que a reforma administrativa do governo federal vai proibir a promoção dos funcionários públicos com base apenas no tempo de serviço. Tal critério é fundamentalmente injusto, pois contempla igualmente os servidores corretos, aplicados, tecnicamente competentes e os funcionários relapsos, incompetentes e desidiosos. A evolução funcional deve ser baseada no mérito, desde que objetivamente aferido. Para isso existem dois processos básicos, que são a avaliação de desempenho e os concursos de promoção. No primeiro caso, examina-se o comportamento do servidor, a assiduidade, a qualidade do trabalho produzido, o espírito de solidariedade, o interesse pelo serviço, o relacionamento com colegas, subalternos e superiores, a capacidade de assimilação de novas tarefas, etc. Nos concursos internos de promoção deve haver uma disputa, uma competição entre os interessados por meio de provas e títulos, oferecendo-se a todos oportunidades iguais. A Constituição federal, no artigo 39, § 2.º, cuida expressamente da formação e do aperfeiçoamento de servidores como requisitos de evolução funcional. O espírito da norma constitucional não será observado nem seu objetivo será atingido se os critérios de evolução funcional forem automáticos ou aleatórios, desvinculados do mérito de cada servidor. A evolução funcional, além de ser uma aspiração natural e um direito do servidor, é também instrumento de aprimoramento da eficiência do serviço público, resultando na melhoria da qualidade de vida da coletividade.

ADILSON ABREU DALLARI

ADILSONDALLARI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Servos da casta estatal

Vamos lá, quer dizer que o funcionário público deixa o tempo passar, sem fazer nenhum esforço, e é promovido com todas as benesses que o setor público desfruta? E mais: como no Judiciário, se apanhado com a boca na botija ele é punido com aposentadoria compulsória, recebendo o salário até então em vigor? E férias especiais e licenças-prêmio e um sem-fim de e...? E nós, pobres trabalhadores da iniciativa privada, na qual temos de nos aprimorar técnica e constantemente, dar o nosso suor e a nossa competência para mantermos o nosso emprego, ficando sujeitos às leis de mercado, ainda somos obrigados a sustentar essa casta? Acabar com essa farra não deveria ser chamado de reforma, e sim de ação “tomar vergonha na cara”!

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

RODRIGUESALONSO49@GMAIL.COM

SANTOS

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E os parlamentares?

Quando é que vamos falar de reforma política e do fim dos penduricalhos e privilégios dos congressistas? É auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículos e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas... Todos esses penduricalhos dos srs. membros do Congresso Nacional ninguém fala em cortar.

CELSO BARCELLI

CELSOBARCELLI@GMAIL.COM

CABEÚVA

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Rio de Janeiro

Gravação ilegal

Como pode um governador de Estado, de forma sorrateira, portanto, sem o conhecimento do interlocutor, gravar uma conversa telefônica com o vice-presidente da República, em exercício na Presidência, e divulgá-la? O brasileiro não merece esse tipo de político, porém é o que prevalece nessa classe.

SÉRGIO ROBERTO MOTTA BICUDO

TIOBICUDO@GMAIL.COM

CAMPOS DO JORDÃO

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História das milícias

A história das milícias no Rio é uma história sobretudo política, que começou com a reforma do prefeito Passos demolindo os cortiços, no início do século 20, o que implicou diretamente o surgimento das favelas, e se consolidou na década de 1980, quando o governador Leonel Brizola, em ato populista, impediu as polícias de subirem os morros cariocas sob a alegação de invasão de privacidade, atitude que ensejou o fortalecimento das atuais milícias, criadas originalmente por moradores preocupados com pequenos crimes dentro das favelas, contra os quais a polícia não podia mais agir. Lembro-me de um conhecido cozinheiro, trabalhador, maranhense, que em 1986 entrou para a milícia da Cidade de Deus porque queria proteger sua família recém-chegada do Nordeste. Acabou cooptado pelo “diabo louro”, o chefe na época.

MAURICIO MACHADO

MAURICIO@DUSURF.COM.BR

FLORIANÓPOLIS

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Brumadinho, um ano

Prioridade para os flagelados

A mineradora Vale, uma das maiores do mundo, deveria preocupar-se em pagar as indenizações às centenas de vítimas que produziu, em vez de, diariamente, gastar com propaganda na mídia para explicar o inexplicável. Ora, com esses recursos poderia amenizar a dor e a tristeza das famílias de seus funcionários mortos, resultado de sua ganância.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Crime e castigo

A soberba que dominava Fábio Schvartsman, então presidente da Vale, mesmo diante do enorme desastre causado pela irresponsabilidade dele e de seus pares, não pode ser atribuída à empresa. A Vale não existe senão por intermédio das pessoas que a representam. Portanto, a esses que a representavam no triste episódio de Brumadinho devem ser atribuídas as responsabilidades. Que se faça justiça integralmente e se documentos comprovarem a desatenção deles, que sejam punidos na conformidade das leis vigentes. Também não se deve esquecer jamais o pessoal da TÜV SÜD, a consultoria alemã que teria certificado a segurança da barragem de rejeitos. Que todos sejam punidos.

ABEL CABRAL

ABELCABRAL@UOL.COM.BR

CAMPINAS

2020


O ano realmente começou turbulento tanto aqui como lá fora. Discurso nazista de um secretário lunático, enchentes assassinas em Minas Gerais, ameaça de guerra entre EUA e Irã e, agora, o coronavírus chinês, que não se sabe para onde vai, são alguns exemplos apenas. Mas também começou alentador para nossa economia e para os desempregados: segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mais de 644 mil empregos com carteira assinada foram criados em 2019, em diversos setores – reflexo direto da confiança gradual e progressiva dos empresários na retomada da economia. Para quem aprecia parábolas, o copo está meio vazio, mas inegavelmente está também meio cheio.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PRENDER A RESPIRAÇÃO E AGUARDAR


Tudo parece indicar que o período recente, durante o qual se observaram altas históricas nas bolsas americanas e na Bovespa, sofrerá uma interrupção por causa de fator até certo ponto surpreendente: a eclosão do coronavírus, já atingindo várias cidades chinesas, com mais de cem mortos, e começando a se expandir por vários países. Embora vozes de analistas mais cautelosos não ousem, ainda, quantificar o impacto nas economias, apesar de reconhecerem que ele ocorrerá, outros avaliam que, desta vez – em 2003 a China teve uma queda de crescimento do PIB de 11,1% para 9,1% por causa da epidemia de Sars (crise respiratória aguda) –, a repercussão, apesar de intensa, deverá durar menos, em face da resposta rápida das autoridades chinesas no sentido de conter a propagação da doença. Mesmo com consequências ainda difíceis de serem vislumbradas, é possível, no entanto, que uma diminuição no ritmo da China por conta da epidemia – o seu crescimento pode cair de 6,1% em 2019 para 4,8% 2020, segundo o FMI – traga na esteira um terremoto maior nas finanças internacionais do que o verificado em 2003, em razão da mudança de expectativas do cenário financeiro global desde então. Diante de sinais ainda contraditórios, só resta ao mundo prender a respiração e aguardar.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLSAS EM QUEDA


Coronavírus derruba Bolsas de Valores mundo afora. Ações de fábricas de máscaras cirúrgicas estão em alta. Só na China, 1 bilhão e 400 milhões de máscaras. A população da Ásia é de 4 bilhões e 370 milhões. Logo, logo, estaremos precisando de 220 milhões de máscaras no Brasil.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CULPA


Momento muito difícil para alguns setores da imprensa brasileira, e alguns jornalistas, sempre de plantão, como também a oposição generalizada. Com este risco de epidemia global aumentando e derrubando Bolsas, derrubando os preços das commodities, com o dólar subindo, etc., não podem culpar o presidente Bolsonaro nem o seu governo, por nada, nadinha!


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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CORONAVÍRUS E O CARNAVAL


Em Wuhan, onde residem 11 milhões de pessoas, o governo chinês fechou a cidade em virtude do coronavírus. Todavia, antes disso, 5 milhões já haviam debandado. Há diversos voos diários entre Brasil e China. E na Ásia, onde as pessoas não têm o hábito de se tocarem em cumprimentos, a doença está tomando corpo. Transmite-se pelo ar, é lógico. Mas aqui, no Brasil, as pessoas se tocam muito. Com o carnaval chegando, aglomerações serão ainda mais comuns. O ponto é: quando o Ministério da Saúde fará um pronunciamento orientando as pessoas sobre os cuidados básicos e sobre a importância de evitarem locais fechados, sem circulação constante de ar, além de evitarem aglomerações? O carnaval está logo aí. Pode ser a bomba do coronavírus no Brasil...


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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ZERO BOM SENSO


Do Rio de Janeiro é difícil de esperar algo metaforicamente chamado de bom senso. Wilson Witzel, governador do Estado, se coloca em ação, sem respeito às pessoas e ao sistema, e divulga vídeo em que conversa com terceiro, sem a aquiescência do terceiro. Muito interessante a atuação do novo governador do Rio. No telefonema – origem da questão – o governador pedia ajuda do governo federal para os atingidos pelas chuvas. No ano retrasado, atendendo a apelo do Rio de Janeiro, o governo Temer emprestou dinheiro ao Rio em montante significativo e colocou, por meio da GLO, o Exército brasileiro nas ruas para cuidar da bandidagem. Havia, como contrapartida do governo estadual, a necessidade de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Recentemente, a Cedae demonstrou sua incapacidade de administrar o negócio que tem sob sua tutela, quase eliminando a água potável fornecida à população no Estado. Neste cenário, uma pergunta que envolve diretamente a atuação de Witzel: como vai o processo de privatização de Cedae?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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WILSON WITZEL


Um exemplo de juiz que virou político e demonstra com suas atitudes e palavras que não deu certo. Além da incompetência para administrar, Wilson Witzel demonstrou deslealdade e exibicionismo para que seu ego apareça a qualquer preço. Esta última atitude sua foi absurda: gravar conversa com o presidente em exercício, sem que este soubesse, e publicar o vídeo para tirar dividendos políticos disso foi de um mau-caratismo extremo. Descer na Ponte Rio-Niterói como “mocinho”, quando da execução por atirador de elite de um arrebatador de circular, já dava pinta de seu canalhismo. Que leva ruim de políticos... e São Paulo não fica atrás.


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo


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ÉTICA


Toda instituição necessita e possui uma ética. A Marinha do Brasil, bem como as demais forças, sempre se esforçou em esclarecer e transmitir a seus militares quão importante é praticar a ética no exercício de cargos e funções. O governador do Rio de Janeiro, oficial fuzileiro naval da reserva, em seu preparo para o oficialato, foi intensamente orientado para a prática da ética, virtude por demais destacada na formação do líder. Hoje, o relativismo e o materialismo presentes na política parecem tê-lo feito esquecer-se da ética em prol de egocentrismos.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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A REALIDADE CARIOCA


O Rio de Janeiro, dilapidado pela quadrilha de Sérgio Cabral, ajudado pelas ideias megalomaníacas da dupla Lula-Dilma, com a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos de 2016, não é capaz nem de oferecer à sua população água de qualidade aceitável, e, mesmo assim, o atual governador insiste em investir milhões na Fórmula 1, por exemplo. Sem dúvida, aquele surrado ditado “cada povo tem o governo que merece” se encaixa perfeitamente na realidade dos cariocas.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DESGOVERNO


Ao assumir o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro em 1960, o eminente e saudoso Carlos Werneck de Lacerda iniciou e concluiu a construção da Adutora do Guandu, proferindo em seu discurso inaugural a seguinte frase: “Água para o Rio de Janeiro até o ano de 2000!”. Tal obra, além de pôr fim ao sofrimento do povo carioca, enterrou de vez a chacota até então cantarolada em todos os carnavais da cidade: “Rio de Janeiro, cidade que nos seduz; de dia falta água, de noite falta luz (...)”. O que é inconcebível e lamentável é que, decorridos 60 anos, praticamente nada foi feito para preservar ou ampliar a capacidade da referida adutora. Ao contrário, o Estado, além do desgoverno de pseudogovernantes, permitiu-se a ocupação das margens do Rio Guandu, “cujas águas foram ao longo do tempo tomadas pela lama, por gigogas e esgoto próximo à área de captação”, como muito bem retratou O Globo de 16/1/2020. Enquanto cidadãos passam mal com gastroenterite, são internados por causa da ingestão da água contaminada, o presidente da Cedae, ao manifestar-se sobre o assunto, é fotografado saboreando um belo copo d’água. Água do lamaçal ou mineral? Melhor faria se imitasse o ex-governador Chagas Freitas, que, em 1982, para provar que a água do Rio Paraíba do Sul não estava contaminada, não titubeou e, de bermuda azul cáqui, banhou-se nele por mais de 10 minutos e, ainda, bebeu da sua água.


Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo


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ELEIÇÃO RIO 2020


Um ex-policial acusado de chefiar um grupo criminoso vai concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro. Pior, com chances de vencer, afinal, os cariocas já elegeram e celebraram Garotinhos, Cabral, Crivella, etc.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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A VOLTA DE FLAVIO DINO


O governador do Maranhão, Flavio Dino, o pior, segundo o presidente Bolsonaro, trocou o PT pelo PCdoB em 1994 e não voltou ao partido mesmo com a chegada da sigla ao poder em 2003, apesar de ter continuado próximo ao presidente. Mas será que Dino vai aceitar o convite do presidente Lula para ser o candidato petista em 2022, mesmo sabendo que o partido não fez nenhum gesto que seja para avaliar os muitos erros e malfeitos que cometeu na longa gestão, levando o País a enfrentar a maior crise econômica e moral da nossa história, que inclusive culminou com a prisão do seu eterno guru, que lhe faz o convite agora?


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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A CAIXA-PRETA DA CAIXA-PRETA


Ora, novamente o Brasil se vê diante de malfeitos. Agora, é o Tribunal de Contas da União (TCU) que quer saber por que o contrato da auditoria para abrir a caixa-preta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) saltou de R$ 16 milhões para “singelos” R$ 48 milhões e, para espanto de todos, não detectou nada de errado. No mínimo, é muita cara de pau, e o povo merece uma sólida explicação. Muda, Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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FILANTROPIA


Uma vez que a auditoria efetuada no BNDES, custando nada menos que R$ 48 milhões em 22 meses, concluiu não haver indícios de corrupção entre 2005 e 2018 na instituição, talvez seja interessante contratar uma nova auditoria para verificar e concluir se eventualmente não ocorreu tal fato na primeira auditoria efetuada a preço “filantrópico”. Né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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PÁGINA NEGRA


Qual a dificuldade que existe para abrir as caixas-pretas e descobrir o que realmente aconteceu ao longo dos anos no BNDES? Após torrar R$ 48 milhões com uma empresa privada de auditoria, chegou-se à incrível e fantástica conclusão de que nada houve de anormal. O Tribunal de Contas da União (TCU), ao contrário, deseja explicações e o Ministério Público Federal acusa prejuízos da ordem de R$ 2 bilhões relacionados a negócios com grupos privados. Além disso, há que esclarecer os vultosos empréstimos dados a Moçambique, Cuba, Venezuela e outros países à época dos governos petistas. Resolver esta questão é muito simples: que seja convocada imediatamente a ótima Polícia Federal brasileira (considerada uma das melhores do mundo), juntamente com o Ministério Público Federal, para que tenham como atribuição investigar na mais profunda intimidade do banco o que aconteceu por lá pelo menos nos últimos 18 anos. Certamente, na pior das hipóteses, será encontrado quem manipulou, escondeu ou apagou os registros de toda esta página negra da história brasileira, e, claro, a verdade virá à tona, possivelmente com números ($$$) muito mais elevados. A sociedade brasileira aguarda uma resposta.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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CREDIBILIDADE


No Brasil, tudo é tão confiável que vamos ter de fazer a auditoria da auditoria do BNDES. Seria cômico, não fosse trágico!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A FARSA DA CAIXA-PRETA


Se o momento de Jair Bolsonaro é ruim com a possível fritura de Sérgio Moro, não pegou bem também no mercado e nos meios políticos a tentativa do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, de jogar na gestão Temer a culpa pelos absurdos gastos de R$ 48 milhões relativos a contrato com uma consultoria americana para investigar uma suposta existência de caixa-preta nos empréstimos na era petista do banco com grandes empresas, como exemplo, a JBS. Na realidade, dos R$ 48 milhões, houve um novo aditivo ao contrato, no valor de R$ 15 milhões, feito pelo próprio e atual presidente do BNDES, Montezano, que agora deseja tirar o corpo fora... Ou seja, Bolsonaro vai culpar quem por mais este gasto improdutivo? O populismo do presidente, que não acredita nem na sua sombra, está custando caro ao País. Joaquim Levy, como presidente do banco em seu governo, já havia afirmado que não existia anormalidade nos empréstimos. E a falsa caixa-preta acabou virando, por culpa de Bolsonaro, a “farsa da caixa-preta”! E foram literalmente jogados no lixo pelo Planalto R$ 15 milhões, que se somam aos outros milhões de dólares que deixamos de receber do exterior, a fundo perdido, para salvar a Floresta Amazônica. Isso tudo além dos prejuízos nas exportações pelos contenciosos antidiplomáticos e do desprezo do nosso presidente pelo meio ambiente.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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BOLSONARO X SÉRGIO MORO


Manchete do Estado em 24/1dava conta de que Bolsonaro confirmou aos setoristas de plantão no Planalto intenção de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública: Moro pode perder Segurança Pública e Polícia Federal. Se o presidente continuasse com essa ideia maluca, contrariando tudo e todos os seus eleitores, afirmo com todas as letras que a manchete dentro de alguns dias seria: “Moro, cansado de humilhações, deixa o ministério”. E mais além, nas proximidades de 2022, as primeiras páginas estampariam: “Moro lidera com folga todas as pesquisas para presidente”. Portanto, em tempo, na Índia, Bolsonaro voltou atrás e disse a possibilidade de divisão do ministério é zero. O presidente sabe muito bem que não se mexe em time que está ganhando, e Moro, quase unanimidade nacional, tem apresentado excelentes resultados à frente do Ministério, contrariando aqueles incomodados que torcem contra a sua ótima gestão. Teriam sido os deuses indianos que o teriam demovido da cisão? Nada, melhor ter Sérgio Moro, sua principal coluna de sustentação, sob as asas, a deixá-lo alçar voo independente.


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

São Paulo


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A FRITURA DE MORO


Está mais do que claro que Bolsonaro está com medo da popularidade do seu ministro da Justiça e Segurança Pública. Foram vários os episódios de tentativa de esvaziamento e enfraquecimento do ministro que, junto com o seu colega de Ministério Paulo Guedes, são os pilares do governo. Com a repercussão, acredito que o melhor que o presidente possa fazer é cumprir integralmente o que prometeu, já que ninguém em sã consciência largaria uma carreira promissora no Judiciário federal em troca de um cargo de livre nomeação e exoneração. Se Bolsonaro insistir nesta toada com quem o supera em popularidade, acabará fazendo campanha indireta para Moro em 2022.


Fabio Tavares fabio.tavares2010@bol.com.br

Rio de Janeiro


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RESPEITO


Poucas figuras públicas despertaram em mim o respeito que sinto por Sérgio Moro: sua coragem, simplicidade, educação, serenidade, coerência e dedicação incessante para combater o mal são bons exemplos para a juventude brasileira. E isso ele pode transmitir de qualquer posto que ocupe, na vida pública ou na privada. Aos seus detratores e aos invejosos de plantão, toda a minha indiferença.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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BOLSOMORO


Sérgio Moro e Paulo Guedes são os dois pilares do processo eleitoral e do governo. Qualquer um dos dois que caia será, com certeza, o fim do governo Bolsonaro.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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LÓGICA


Não houvesse Sérgio Moro, talvez não tivéssemos a Lava Jato que temos tido; não tivéssemos a Lava Jato, decerto não teríamos tido Bolsonaro presidente; e, caso este afaste, direta ou indiretamente, aquele primeiro, poderemos, então, vir a ter aquele primeiro como o próximo presidente. Pode não haver lógica em política, mas há lógica nos valores morais, no patriotismo e na vontade da população em passar o Brasil a limpo de uma vez por todas.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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AS ESCOLHAS DE BOLSONARO


Ainda em tempo de o presidente Jair Bolsonaro firmar-se como estadista que andou “de mãos dadas com a justiça”. Se, para proteger seu filho Flávio, Bolsonaro necessita sacrificar ou enfraquecer a Operação Lava Jato e o processo de assepsia do Brasil, essencial à sua recuperação, deixando o superministro da Justiça e da Segurança Pública enfraquecido, com menos poder de atuação e autonomia em suas decisões, sem a estrutura e apoio necessários para dar andamento às investigações da Lava Jato a contento, tomando decisões como a retirada do Coaf do Ministério da Justiça e, agora, cogitando da possibilidade de também “arrancar” a Polícia Federal do comando do ministro Moro, sugiro, se não existe nada a temer, deixar o seu filho ser investigado e provar a sua inocência, como qualquer outro cidadão brasileiro necessita estar alinhado com as leis do País. Do contrário, poderá perder-se, a seu filho e também o projeto de reconstrução do Brasil, em bases limpas, e sem o velho “toma lá dá cá”. Como disse Jesus, “se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16: 24-26)


Silvia Rebouças Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo


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CRIME E CORRUPÇÃO


Antigamente, o ministro da Justiça no Brasil cuidava de três coisas: crime e censura e corrupção. Como não há mais censura nem corrupção, restou ao ministro Sérgio Fernando Moro cuidar do... crime. Mas o crime não aceita. O crime, os criminosos e os criminalistas querem o crime de volta à “Segurança Pública”. Assim, tem-se de volta a... corrupção. A imprensa pode ficar tranquila, pois, enquanto Sérgio Moro for o ministro da Justiça, não haverá censura. Se Moro perder a Segurança Pública, haverá, sim, crime e corrupção. Principalmente nos governos do Brasil.


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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DE VOLTA A CURITIBA


Caso Sérgio Moro perca a pasta de Segurança Pública e a Polícia Federal, conforme o noticiário, ele pode pegar seu bonezinho e voltar correndo para Curitiba, de onde jamais deveria ter saído, não é verdade?


Gildete Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo


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BLÁBLÁBLÁ INÚTIL


Eu não acredito nesta história de desentendimentos entre Moro e Bolsonaro.  Acho que se trata de intrigas, fofoquinhas da imprensa. Não creio que o ministro da Justiça queira ser candidato a cargo eletivo algum. Mas, para terminar com essas “dúvidas” e sair à francesa, o presidente deveria nomear o herói nacional para compor o Supremo Tribunal Federal (STF) quando abrir vaga, em novembro. Aí, encerra este blábláblá inútil e mudamos de assunto.


Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba


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PARA REFLETIR


O que você teria feito se fosse um judeu no Holocausto? – uma difícil pergunta de Alon Lavi no Estadão de 27/1/2020 (página A2). Não há o que retocar; ele também não consegue responder. O objetivo nazista era exterminar os judeus, os poloneses, os ciganos e as vidas “não válidas de serem vividas” e conquistar “espaço no Leste”. Foi um programa diabólico inimaginável e, por isso, inacreditável executado com perfeccionismo. Tenho 82 anos e, decerto, desde os 20 e poucos me pergunto o que eu teria feito se tivesse estado na Alemanha com a minha educação luterana? Estaria submetido ao mesmo ambiente de empolgação, violência e propaganda insano. A pergunta pesa; resposta prática também não tem. Por natureza, retrospectivas servem apenas para alertas e lições. No presente, é preciso construir o futuro. No meu entendimento, a vida precisa ser reconhecida e cultivada como o valor supremo e intocável comum a todas as sociedades, religiões, explicações. Trata-se de uma condição de prevenção de assassinatos e de inibição de guerras.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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LIBERDADE! LIBERDADE!


Abre as asas sobre nós! O extermínio de jovens, crianças, professores, inteligência, cientistas, religiosos, trabalhadores, inocentes, quase alcançou o Brasil. Aos dois anos de idade, quando iniciou o extermínio dos judeus, escapei, pois nascera em Santos. Meu pai, inclusive, fora requisitado para defender o Brasil na Itália; e um primo meu viajou para o front de guerra. Sendo judeu, e ainda imaginando tudo o que acontecera na Itália, senti uma enorme emoção ao ler O que você teria feito se fosse um judeu no Holocausto? A defesa embasaria que as asas sobre nós seriam abertas, para garantir a liberdade.


Bension Coslovsky bension@bright.com.br

São Paulo


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LEMBRAR É PRECISO


horror de Auschwitz deve ser lembrado, sim, pois não estamos livres de acontecimentos semelhantes. Basta ver o ódio que ainda persiste no Oriente Médio.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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HOLOCAUSTO


Custa a crer que exista quem ainda hoje tente negar a tragédia do Holocausto, 75 anos depois de sua libertação e descoberta, tragédia dentro de uma das maiores mortandades que vitimaram principalmente os judeus, bem como outras minorias. Tal tentativa de negar dito trágico acontecimento histórico é apenas em razão de um fanatismo ideológico irracional, que não cabe mais nos dias de hoje.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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