Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2020 | 03h00

‘Guerra das Águas’

Problemas e soluções

Inicialmente, parabéns ao Estadão por mais essa iniciativa. Sem dúvida o Brasil se destaca no mundo por dispor desse recurso com considerável fartura, contudo ele é finito, precisa de boa gestão, ou perderemos essa vantagem. Na edição de ontem é mostrado o conflito entre agricultores irrigantes e geração hidráulica de energia elétrica. Aqui vão alguns breves comentários de quem militou no setor elétrico. 1) Irrigantes sempre demandaram muito, até mesmo energia subsidiada, e foram beneficiados em várias oportunidades. 2) Todas as áreas inundadas para geração são beneficiadas por um royalty específico, recolhido pela geradora e depositado mensalmente para a União, os Estados e municípios (50% para estes dois últimos). Cabe também aos munícipes vigiar o correto uso desse recurso. A usina hidrelétrica de Barra Grande é um caso exemplar de responsabilidade social que estimula a correta aplicação dos recursos, como esse royalty. 3) A Cemig desenvolveu uma iniciativa que tenderia a zerar essa disputa em Cristalina, denominada Barraginhas, ao promover o desenvolvimento local estimulando microbarragens que proveriam água para diversos outros usos, favorecendo até o turismo rural, além de melhorar a regularização do fluxo de águas em todos os sistemas. Sim, há conflitos mas existem plenas condições de evitarmos uma guerra das águas.

JOSÉ SIMÕES NETO

JSMANTRAREG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Amazônia

O verdadeiro e o falso

Imperdível o artigo de Denis Lerrer Rosenfield O Conselho da Amazônia (3/2, A2). O conceituado professor de Filosofia resgata a opinião de grandes cientistas que, não comprometidos com ideologias espúrias ou torpes interesses internacionais, expõem os verdadeiros motivos dessa preocupação exagerada com a “preservação” da nossa Amazônia. Ora, sabemos todos da riqueza desse solo e de como ele pode determinar o desenvolvimento vertiginoso do nosso país, tornando-o forte concorrente do agronegócio no espaço internacional. Basta lembrar o slogan americano “florestas lá (no Brasil), fazendas aqui (nos EUA)”, citado pelo articulista. Na Europa não é diferente. Todos temem nosso imenso território fértil, nosso clima, nossa concorrência. É preciso, segundo eles, manter adormecida em “berço esplêndido”, ou seja, no meio da floresta a nossa rica Amazônia, enquanto eles plantam, colhem e enriquecem. Por isso exigem de nós tantas leis de proteção, tantas ONGs estrangeiras estão ali instaladas, as falácias em torno da “preservação” amazônica única e exclusivamente para manutenção do clima do mundo. A despeito dos gritos dos mal-intencionados, precisamos apoiar o recém-criado Conselho da Amazônia, que é legítimo e certamente nos protegerá melhor.

NEIVA PITTA KADOTA

NPKADOTA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Crime ambiental

O professor Rosenfield afirma que não há reclamação quando a Austrália está em chamas, enquanto queimadas na Amazônia provocam gritos de crime. A diferença é que na Austrália os incêndios são consequência do aquecimento global e na Região Amazônica são parte das causas. Um wildfire é um incêndio iniciado naturalmente, como acontece quando um raio atinge uma floresta, especialmente se estiver afetada por secas prolongadas – exatamente como na Austrália e na Califórnia – e ainda mais sob temperaturas elevadas. Na Região Amazônica wildfires são raros porque a floresta é muito úmida, em geral só há incêndios quando provocados pelo homem. Há incêndios quando o homem limpa a terra e depois bota fogo nos restos das árvores e outras plantas. E isso é crime ambiental quando há leis proibindo tal prática.

WILLIAM W. B. VEALE

RATIONAL.DIALOGUE@TERRA.COM.BR

SOROCABA

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STF

Soberania do júri

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu adiar de 12 de fevereiro para 23 de abril o julgamento que poderá autorizar a execução imediata da pena de quem foi condenado pelo Tribunal do Júri. Toffoli determinou o adiamento para que o decano Celso de Mello, em licença médica até março, possa participar do julgamento. Ora, é proibida a votação com dez ministros? Por certo que não. Que nossos doutos ministros não se esqueçam de que a Constituição federal assegura a “soberania dos veredictos” do júri, como preconizado em seu artigo 5.º, XXXVIII, c.

JOMAR AVENA BARBOSA

JOAVENA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Coincidência?

Será que a possibilidade de indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para o STF e a proposta de emenda à Constituição (PEC) de mudança na escolha dos ministros da Suprema Corte é mera coincidência?

PETER CAZALE

PAULFOREST@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

Prisão

A Polícia Federal prendeu um promotor de Justiça no Rio por receber propinas no esquema de ônibus. Mas o Ministério Público tem um jeito especial de “punir” os seus e talvez ele se aposente com salário integral...

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Religião falaciosa

Em delíquo

Democracia em Vertigem, filme de Petra Costa, é uma hagiografia dos santos da esquerda. José de Abreu, um novo João Batista, é a voz que clama no árido deserto da direita. Lula é o messias, o deus filho que retornará triunfante para fazer brotar leite e mel das pedras, derrotando capitão capiroto, o príncipe do obscurantismo. Karl Marx é o deus pai, roteirista principal da história. E a luta de classes é o Zeitgeist, o espírito que permeia tudo. Dessa religião falaciosa eu sou descrente.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

O BRASIL DO SALÁRIO MÍNIMO

 

Como destacou a manchete de primeira página do Estadão de 3/2/2020, os 27,3 milhões de brasileiros que ganham salário mínimo receberam a companhia de mais 1,8 milhão de novos sofredores, que passam a sobreviver com R$ 1.045,00 mensais. A matéria ainda destaca que uma família de até 4 pessoas precisaria ganhar R$ 4 mil para viver. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma que metade dos brasileiros vive com uma renda de no máximo um salário mínimo. Carentes de mínima instrução, com saúde pública caótica e sem saneamento básico, o povo brasileiro sobrevive de teimoso e das migalhas que a nação rica do andar de cima deixa cair.

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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SUJEIÇÃO AO MÍNIMO

 

Nos últimos quatro anos, por volta de 1,8 milhão de brasileiros passou a ganhar até um salário mínimo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Certamente, a submissão ao estipêndio pelo mínimo legal é decorrente do desemprego e da falta de criação de postos de trabalho. É de ressaltar que, se o mínimo legal fosse bem maior, milhares de empregadores não contratariam trabalhadores, porque o custo Brasil seria desencorajador, o que aumentaria o porcentual de desemprego, ou seja: teríamos bem mais que 11 milhões de desempregados.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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MUITO POUCO

 

Com R$ 1.045, o novo valor do salário mínimo aprovado pelo presidente Bolsonaro, será possível comprar duas cestas básicas (R$ 1.013) e mais um quilo de carne (R$ 31,52) por mês, segundo números do Dieese. Pobre Brasil...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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AJUSTE FISCAL E FARRA RELIGIOSA

 

Como vem se tornando uma constante no governo Bolsonaro, os militares sempre acabam sendo favorecidos a despeito da população. Eleito sob a égide da desestatização, o governo aporta R$ 9,6 bilhões em capitalização para a Emgepron, num claro flagrante de se valer de brechas no teto dos gastos. Enquanto isso, os novos empreendedores que continuem vendendo o almoço para comprar a janta. Além disso, mais uma farra religiosa vem aí: a pressão corporativista da bancada evangélica quer isenção total dos impostos no Parlamento para seu séquito. Outro claro flagrante de favorecimento ilícito daqueles que lavam dinheiro nas igrejas de fachada. Esse é o resultado que vemos concretizar-se ao permitir que a política entre em simbiose com o poder público. Max Weber já falou do “desencanto do mundo”, que significa que a moral protestante foi abandonada com a possibilidade de ganhos financeiros estratosféricos. Quem ainda acredita que a bancada evangélica tem ideais cristãos?

 

Eric Martins eric-martins@hotmail.com

São Paulo

 

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A BANCADA DO POVO

 

“Todo poder emana do povo e em nome dele será exercido.” Está na Constituição. Bela frase. Mas deve ter sido colocada lá para preencher algum espaço vazio, porque é o que menos se vê. O Congresso tem a chamada bancada da bala, a bancada ruralista, a bancada evangélica, etc. Cadê a bancada do povo? É óbvio que cada bancada dessa vai tratar dos seus interesses. Vem, agora, a bancada evangélica, por exemplo, pleitear isenção fiscal total. Nem é parcial. Pedem logo a total. Não querem pagar tributos. Adivinhem quem vai pagar o tributo deles?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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FALTA DO QUE FAZER

 

A impressão que fica é de que a bancada evangélica do Congresso, com 200 parlamentares, entende que os graves problemas do nosso país só serão resolvidos quando suas igrejas tiverem isenção total de impostos. Só pensam nisso! É muita falta do que fazer... A bancada tem um texto pronto para incluir essa jabuticaba de isenção de impostos na Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que trata de alterações no modelo fiscal do País. E despreza apoiar, com o mesmo interesse, outras pautas inadiáveis para acabar com o flagelo brasileiro de 100 milhões de pessoas sem saneamento básico adequado, 13 milhões de miseráveis e outros 28 milhões de pessoas pobres, mais de 11 milhões de desempregados e 28 milhões de subempregados. Ora, não me parece que as igrejas evangélicas estejam quebrando, assim como ocorre, infelizmente, com as empresas do setor privado que jamais receberam recursos a fundo perdido.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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BOM DIA COM O CHAPÉU ALHEIO

 

O presidente Jair Bolsonaro, para se livrar dos problemas inerentes ao cargo que ocupa, opta por jogar a “batata quente” no colo dos demais. A última foi a proposta de mudança no ICMS segundo a qual, para ficar “bem na foto”, pretende reduzir os preço dos combustíveis. Ocorre que a benesse feita com o chapéu dos outros foi rechaçada por unanimidade pelos governadores, pois essa receita é a principal fonte de arrecadação dos Estados. Ora, Bolsonaro, como estadista que é, resolva as “qüestões” de outra forma.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O COMBATE AO CRIME E AS AÇÕES SOCIAIS

 

Os cinco municípios que fizeram parte do projeto-piloto do Programa Enfrenta Brasil, lançado em agosto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, esperam agora a segunda parte, com obras sociais que evitem a marginalização tanto do território quanto dos indivíduos (Estadão, 3/2, A8). A fase inicial apresentou a redução da criminalidade, que, a bem da verdade, já diminuía antes do programa. O País viveu décadas na absurda situação em que grupos de pressão política pregavam e promoviam a desobediência civil, e as autoridades, temerárias, faziam vistas grossas, interessadas exclusivamente na conquista dos votos que as eternizassem no poder. A simples mudança após a eleição e posse de Jair Bolsonaro teve o condão de arrefecer a criminalidade diante da certeza de medidas punitivas. É preciso, agora, promover a salutar união de forças (federal, estadual e municipal) para conter o crime em todo o território. Todos remando na mesma direção fica mais fácil. Com essa coordenação, o crime diminuirá, viveremos melhor e as localidades menores poderão até sonhar com a volta do saudoso tempo da cadeira na calçada.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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‘O MARKETING DA IMPUNIDADE’

 

Cumprimento o Estadão pelo excepcional editorial O marketing da impunidade (3/2, A3), em especial no tocante à progressão penal, que da forma como é conduzida, sem dúvida, incentiva a criminalidade e a lotação dos presídios. De um lado, o Judiciário é conivente mantendo em regime fechado sentenciados já coloniados com direito a semiaberto por mais de 90 dias, enquanto todos sabemos que a impunidade gera contravenção e crime. O que a Justiça brasileira tem de entender é que o crime não tem recesso nem férias de vários dias por ano, assim como advogados criminalistas não estão preocupados em conhecer o sistema penitenciário por dentro, apenas trabalham por resultados com larga compensação financeira.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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IMPUNIDADE

 

Somos conhecidos como o país da impunidade. Mas como, se somos o terceiro país do mundo em número de presos, atrás apenas de EUA e China? Sim, punimos todos os pés de chinelo, pequenos traficantes, trombadinhas, autores de pequenos furtos e também os assassinos e ladrões pouco importantes. A impunidade de que falam e nos apontam é referente aos chamados pais da Pátria, que continuam por aqui, especialmente os políticos. Os maiores exemplos disso são Lula e José Dirceu, que, condenados, estão levando sua vida soltos e ainda conspirando, claro, respaldados pelo Judiciário. É essa a impunidade à qual nos referimos.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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ESCOLAS CÍVICO-MILITARES

 

Sobre a matéria MEC exige cabelo preso em escola cívico-militar (Estado, 4/2, A10), não entendo o barulho em torno dessas escolas. Que eu saiba, ninguém será obrigado a frequentá-las, se não desejar fazê-lo. Encaro como mais uma opção valiosa de ensino e formação de caráter, mesmo porque sem disciplina não existe sorte.

 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

 

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CABELO PRESO

 

Qual o problema em ser obrigada a ir de cabelo preso para a escola? Isso, por acaso, é assunto para vir na manchete do jornal? Em muitos lugares existe essa obrigatoriedade: para aeromoças, enfermeiras, quem manipula alimentos e assim vai.

 

Aline Foz fozlili@uol.com.br

São Paulo

 

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TERRÍVEIS LEMBRANÇAS

 

O projeto de escolas militares remete a uma “juventude bolsonarista”, doutrinada, com cabelos curtos, saias e boinas. Faltou uma braçadeira com o logo de Bolsonaro: uma mão em pose de arma. Esta história traz terríveis lembranças.

 

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

 

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BURACO SEM FUNDO

 

Agora, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) encontra detergente em manancial e fecha o reservatório de Guandu por tempo indeterminado. Quer dizer, já fecharam a água dos reféns da incompetência, e a população se pergunta: quando vão fechar a Cedae?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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CEDAE

 

Nenhuma empresa do Rio de Janeiro personifica melhor a situação atual do Estado quanto a companhia de distribuição de água e coleta de esgoto, a Cedae. A situação da empresa vem se agravando ao longo das últimas administrações, até chegar ao verdadeiro caos de agora, tal qual o governo do Estado, cujos últimos governantes: um está preso, condenado a mais de 200 anos; outro, recluso, em casa, com tornozeleira eletrônica; e um casal, que se mantém fora da cadeia graças a muita malcriação.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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DESSALINIZAÇÃO

 

Além de ter uma água imprópria para beber e para qualquer outro uso, com exceção dos vasos sanitários, o Rio de Janeiro, em contraste com a quantidade de água salgada da Baía de Guanabara, passa por uma crise jamais vista, e nem a Cedae, concessionária responsável pelo abastecimento, até agora, nem a distribuidora, nem os técnicos do Estado do Rio conseguiram dar resposta ao povo sobre a presença de elementos estranhos contidos na água, que passou a ser o filão dos fornecedores de água mineral e mais uma despesa forçada das famílias. A Cedae se transforma, além das milícias, em mais um perigo de vida para os consumidores do Rio. No país com um dos maiores potenciais de água potável do mundo, a crise da água do Rio poderia ser resolvida com a dessalinização da água do mar, processo que não é nenhuma novidade no mundo.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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RIO 40 GRAUS

 

Na irreverência das redes sociais, a definição da vida do carioca no verão 2020: “Rio 40 graus, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos. Água com barro, água com geosmina, água com carvão ativado, água com detergente e, agora, sem água”. Ruim com ela, pior sem ela! Vistas grossas aos irmãos sujismundos, que descartam inadequadamente seu lixo nas praias, ruas, praças, avenidas e barrancos, e choram as perdas decorrentes dos alagamentos e deslizamentos advindos com as chuvas da estação. Que venha o carnaval, pois o futebol já começou! Renovem-se as férias dos nossos governantes.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CORONAVÍRUS E BRASILEIROS EM WUHAN

 

Trazer de volta os cerca de 40 brasileiros que vivem na China e pediram para retornar ao Brasil, e pô-los em quarentena por apenas 18 dias, em cidades populosas como Florianópolis ou em Anápolis, conforme cogitado pelo governo, não deixa de ser uma temeridade. Essas pessoas deveriam ficar num local mais isolado, como Fernando de Noronha, por exemplo, e por um período bem maior, junto com todos os tripulantes do avião e agentes de saúde que entrarem em contato com elas. Pode parecer exagero ou até mesmo cruel, mas temos de nos lembrar de que somos um país de 210 milhões de habitantes, sem a estrutura necessária para segurar um surto de coronavírus que saia do controle. Se nem a China, um país que consegue construir um hospital com mil leitos em apenas dez dias, conseguiu, imaginem o Brasil, que nem da dengue deu conta ainda...

 

João Manuel Maio  clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

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CONTRÁRIOS À QUARENTENA

 

As declarações de um pai na reportagem ‘Nossos filhos voltam na condição de pestilentos’, de 4/2 (página A9), só me fizeram lembrar o dito popular “é melhor ler isso do que ser cego”, uma variação de “é melhor ouvir isso do que ser surdo”. Santa ignorância, que leva as pessoas a sobreporem o emocional ao racional, sacrificando a coletividade e a si próprio. É o baixíssimo espírito comunitário que impera entre nós.

 

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

 

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ARGENTINA

 

A equipe econômica da Argentina, ao invés de copiar o Plano Real, que deu certo no Brasil, resolveu fazer uma mudança igual ao Plano Cruzado, que no começo fez sucesso, mas depois virou um desastre. Já começaram a faltar produtos nos supermercados. Em breve, tudo vai dar errado.

 

Reinner Carlos de Oliveira  reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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