Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 03h00

Desarmonia dos Poderes

Câmara ignora STF

Vivemos um momento em que se presenciam situações inusitadas no Brasil, até mesmo estranhas. É só ver que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, sentenciou o afastamento da Câmara do deputado federal Wilson Santiago (PTB-PB), investigado na Operação Pés de Barro e acusado de distribuir R$ 1,2 milhão em propinas por obras na Paraíba. Mas a Câmara simplesmente ignorou a suprema determinação e reintegrou o deputado acusado de corrupção, em votação altamente significativa: 233 votos a favor e 170 contra. Será que os deputados que votaram a favor assim o fizeram por terem “rabo preso” e agindo dessa forma pretendem garantir votos a seu favor quando estiverem em situação similar?

ANGELO TONELLI

ANGELOTONELLI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Corporativismo explícito

É muito fácil identificar quem, na Câmara dos Deputados, quer manter o País no atraso. No episódio da votação que manteve o mandato de deputado federal do Nordeste ficou evidente o contraste entre os que querem mudar a mentalidade que vigora na política e os que preferem manter tudo como está. Tal deputado já tinha sido afastado pelo STF (logo o STF, “garantista” por excelência) e não restava aos parlamentares senão manter a decisão, em favor do decoro da Casa. O que se viu foi justamente o contrário. Mais uma vez a Câmara dos Deputados demonstra que dá prioridade a seus interesses corporativistas em detrimento dos interesses da sociedade. A cada votação fica evidente que a renovação promovida pela eleição de 2018 foi insuficiente.

MANOEL LOYOLA E SILVA

MAGUSFE@ONDA.COM.BR

CURITIBA

*

O crime e deboche

A Câmara, de fato, ignorou a decisão do STF afastando da atividade parlamentar o deputado Wilson Santiago, denunciado por corrupção pela Procuradoria-Geral da República: 233 colegas decidiram manter-lhe o mandato. Ora um, ora outra, Supremo e Câmara porfiam em inocular nos brasileiros a sensação de que o crime, com véus ou a descoberto, além de compensar, está na essência da vida parlamentar, vista a política como rampa para enriquecimento ilícito, rápido, seguro e impune, quando não debochado.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

MYGUEP23@GMAIL.COM

BELÉM

*

Reforma prioritária

A administrativa

Há controvérsia sobre qual reforma – administrativa ou tributária – deverá ser discutida e aprovada prioritariamente. Parece-me indiscutível que a primeira deve ser a administrativa, que, dispondo sobre a estrutura da organização funcional do País, com reflexos em todos os entes federativos, indicará o quanto cada um deles necessita para fazer face a seus gastos de custeio e o que poderá investir ou dar o destino que necessite para o restante de suas atribuições constitucionais. O que, por evidente, não será feito se o Congresso decidir e aprovar prioritariamente a reforma tributária. Nesse caso, sem os elementos básicos e imprescindíveis para uma reforma racional e estribada no que se deva atribuir como responsabilidade financeira da União, dos Estados e dos municípios.

JOSÉ ETULEY BARBOSA GONÇALVES

ETULEY@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

*

Ceticismo

Afinal, para que serve essa reforma administrativa, se os juízes, procuradores e políticos continuarão com as mamatas? Reforma administrativa séria já! O resto é conversa fiada.

JONAS DE MATOS

JONAS@JONASDEMATOS.COM.BR

SÃO PAULO

*

Aposentadoria precoce

Baixa produtividade

Muito já se tentou explicar sobre as causas da pouca produtividade dos trabalhadores brasileiros. Mas será que essa baixa produtividade média não é puxada para baixo pelas aposentadorias precoces de brasileiros? Ora, se parte da população para de trabalhar e produzir, aposentando-se aos 48/55 anos, e passa a viver à custa de quem trabalha, é óbvio que a produtividade média cai. Ainda mais se são desviados recursos de investimentos para o pagamento das aposentadorias precoces. Por acaso alguém conhece algum estudo sério a esse respeito?

MILTON BONASSI

MBONASSI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Eletrobrás

O carvão fantasma

Mais uma estatal envolvida em recursos “gastos” sem comprovação. Estamos falando da bagatela de R$ 205 milhões, cujo montante se refere ao período de 2011 a 2017, que corresponde à gestão petista. Ou será apenas mera coincidência...?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

SAVOLDELLI@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

*

‘Crentefobia’

Preconceito religioso

O artigo Crentefobia, de Pedro Fernando Nery (E&N, 4/2), foi de clareza e contundência poucas vezes vistas na imprensa nacional. O preconceito contra evangélicos neste país é coisa antiga e está presente tanto na mídia como nos relacionamentos pessoais. Sou evangélico e várias vezes me manifestei contra publicações mostrando claramente o preconceito de quem as escreveu. Manchetes do tipo “deputado evangélico fulano de tal recebeu propina em obra”... Jamais vi manchete desse tipo referindo-se a “deputado católico”. Quando o presidente Jair Bolsonaro manifestou seu desejo de subsidiar templos religiosos, vários políticos e também jornais e TVs se manifestaram contra essa medida, que, segundo eles, seria subsídio para templos evangélicos. Na verdade, a medida falava em templos religiosos, não em evangélicos. São sobejamente conhecidas as obras de construção e reforma de templos católicos com subsídios das prefeituras locais. Em alguns casos, a fim de justificar essa ilegalidade os prédios são tombados para, então, ser considerados patrimônio público.

ROBERTO CROITOR

ROBERTO.CROITOR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

O ICMS DOS COMBUSTÍVEIS


Eu zero o imposto federal se os governadores zerarem o ICMS, diz Bolsonaro sobre combustíveis (Estadão, 5/2). Bolsonaro sabe que não pode abrir mão da arrecadação federal pelos combustíveis, muito menos os governadores podem. A declaração do presidente é uma completa bravata populista. Os Estados estão quebrados, uns oficialmente e outros adiando o anúncio oficial. A reação foi adversa em uníssono. Eduardo Leite (RS) e Romeu Zema (MG), governadores liberais que comandam Estados falidos, condenaram com a polidez que se espera de homens públicos. Do PCdoB de Dino ao PSDB de Doria, parece que a sensatez com a realidade das contas públicas é mais factual nos entes da Federação. A fim de lacrar para a horda que o exalta diuturnamente na porta do Alvorada, o presidente abriu mão ainda mais da responsabilidade que sua fala carrega.


Jorge Neto jorgealvneto@gmail.com

São Paulo


*

PROPOSTA INDECENTE


Esta proposta de Jair Bolsonaro de zerar os impostos sobre combustíveis, que visa unicamente a confrontar politicamente com os governadores dos Estados, é inviável, indecente e puramente demagógica. Se Estados zerarem o ICMS sobre os combustíveis, o prejuízo com a queda de arrecadação será tanto maléfico quanto irracional. Seria como se o presidente revogasse a aprovada reforma da Previdência, que vai gerar uma economia em dez anos de R$ 800 milhões. Infelizmente, Bolsonaro, no lugar de governar, de angariar apoio dos Estados para reformas inadiáveis como a tributária, a administrativa, etc. – como faria um líder –, demonstra mais uma vez não ter noção do cargo que ocupa!  Prefere o confronto com a classe política, certamente prejudicando o País.  Pior ainda: se o governo federal ficar sem os impostos provenientes dos combustíveis, quebrado que está com monstruoso déficit público, iria escancarar o caminho, junto com os Estados, para transformar este Brasil numa Venezuela. O presidente não pode agir como se o Palácio do Planalto fosse um parque de diversão. O País merece respeito! Seu primeiro ano de mandato vai ser marcado por crises infantis, geradas pelo próprio presidente, e por um PIB medíocre em torno de 1,2% – e a expectativa para 2019 era de 2,53% em dezembro de 2018. Ora, com esta proposta indecente de afronta política aos Estados, de zerar o ICMS, estamos fadados ao retrocesso e a impedir que em  2020 se viabilize um crescimento econômico como o previsto, de 2,5%. Este governo federal não tem noção do tamanho das nossas prioridades e do flagelo dos mais de 40 milhões de brasileiros vivendo entre a miséria e a pobreza.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

ABERRAÇÃO


Na edição do Estadão de quarta-feira (5/2, A4), reportagem tratava do pagamento de pensão para 52 mil filhas solteiras de funcionários públicos que trabalharam para a União até 1990. Ora, essa aberração chegou ao cúmulo de uma das “agraciadas” receber a singela importância de R$ 233 mil no final do ano passado – enquanto o povo passa fome. Ora, se a União é uma “mãezona e um paizão”, não há motivo para oficializar a união estável. Aliás, pensando bem, não é o Judiciário que equiparou os direitos da união estável com os casamentos oficiais? “Só que não” para essas donzelas! Muda, Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

SOLTEIRAS PRIVILEGIADAS


Gostaria de saber se era coincidência as filhas de servidores do Executivo sempre terem a fama ficarem “encalhadas”. A quantidade de 52 mil recebendo verdadeiras fortunas dos cofres públicos de aposentadorias “legais” causa um sentimento de indignação incomensurável. Vergonha!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

INJUSTO


Ultimamente tenho visto diversas notícias sobre um dos maiores absurdos deste país: o pagamento de pensões absurdas e milionárias a diversas filhas solteiras. Não existe uma justificativa para alguém com 15, 20, 25 anos não trabalhar e passar pela vida vivendo à custa do esforço de uma grande maioria que trabalha e paga seus tributos. Esses pagamentos já seriam uma grande vergonha se fôssemos um país rico, mas a situação é agravada, em nosso caso, por sermos um país miserável, com milhões de desempregados e outros milhões de aposentados que recebem um único salário mínimo para apenas sobreviver. Alternativas para enfrentar a questão devem existir. Judicializem a questão, encontrem argumentos jurídicos para tributar estes benefícios em 50%, 60%. Talvez no rico e vasto mundo jurídico se encontre um caminho para tributar essas pensões. Somos todos brasileiros e a reforma da Previdência trouxe para a grande maioria do povo regras duras e perversas, logo, não é justo que uma minoria seja privilegiada em detrimentos de milhões. Pau que bate em Chico bate em Francisco – ao menos deveria. 


Frederico Moreno Paz Barreto fredmpb@outlook.com

São Paulo


*

UM EXEMPLO


Foi uma notícia auspiciosa: a Câmara de Vereadores de Linhares (ES) pretendia votar o aumento da remuneração dos vereadores (de R$ 6.192 para R$ 10.918). Porém, diante da indignação dos munícipes dessa cidade, a Câmara vota para baixar a remuneração para  R$ 1.593. Já é tempo de os líderes dos movimentos por um Brasil melhor ajudarem os eleitores na escolha dos seus candidatos. E, também, é bom lembrar que por essa porta costumam entrar os bons e os maus políticos.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


São Carlos


*

JOGO SUJO


O deputado Wilson Santiago (PTB-PB), afastado do cargo pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de roubar recursos públicos, teve seu mandato de volta graças à benevolência de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, de deputados do PT e de partidos da esquerda que desobedeceram à ordem do ministro. É preciso que todos saibam que o tal deputado é acusado de receber R$ 1,2 milhão de propina em obras superfaturadas de abastecimento de água no Nordeste. Esse apoio veio justamente dos parlamentares investigados por corrupção. Então roubar pode, mas, se discordar do chefe “Botafogo” e falar mal dos colegas, vai para o Conselho de Ética? Um jogo sujo nesta Casa onde apenas 170 deputados, dos 513, votaram pelo afastamento e 180 não apareceram. E depois o Congresso quer ser respeitado? Como fica o caso da juíza Selma, que foi cassada por abuso de poder econômico e caixa 2? E os demais que fizeram o mesmo, são amigos do rei? Que vergonha, Brasil! Alcolumbre e Maia vão destruir este país.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

CÂMARA FEDERAL


O STF determinou o afastando de um deputado por corrupção. Os deputados caçaram a determinação do STF. Aquilo é um antro!


Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

São Paulo


*

INTOCÁVEIS


A Câmara dos Deputados derrubou decisão de ministro do STF que afastou o deputado Wilson Santiago. É a prova de que o Legislativo é soberano, intocável. E quem vai julgar o caso? O Conselho de Ética da Câmara. Faz-me rir. Colega julgando colega? Contem outra, vai.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*

ATMOSFERA VICIADA


Já julguei em determinada fase da minha vida ser possível a existência de ilhas isoladas de honestidade e bons propósitos no mar de egoísmo e desinteresse público que domina o pensamento dos nossos congressistas. Atualmente, estou certo de que elas foram inundadas por uma maré mais feroz e avassaladora nos últimos tempos, e deixaram de ser visíveis. Não me refiro propriamente ao desconfortável fato de, afinal, não ser mais possível vislumbrar a atuação de bons políticos, mas à triste constatação de que o cidadão que se lança hoje na vida pública com a melhor das intenções rapidamente se adapta à atmosfera viciada e corporativa do toma lá dá cá, passa a considerá-la normal e adota uma ética completamente diferente da que orientava seu comportamento pessoal anterior. Simples assim.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


*

AINDA A ‘CAIXA-PRETA’ DO BNDES


Ao contrário do que afirmou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, sobre a auditoria realizada no banco, de que “não há mais nada a esclarecer”, não é o que parece, em vários quesitos. Um deles, talvez o principal, é um fenômeno que acontece aqui e em outros países também: quem contrata e paga a empresa responsável pela auditoria é justamente aquela que será auditada. Só isso já caracteriza indubitável conflito de interesses, já que as somas envolvidas são vultosas, como bem demonstram os R$ 42,7 milhões pagos pelo BNDES aos auditores. Por esta e outras, a “caixa-preta” não só continua preta, como ainda está bem longe do esclarecimento.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

LEGALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO


O sr. Gustavo Montezano, presidente do BNDES, acertou em cheio ao declarar que o Brasil legalizou a corrupção (Estadão, 29/1/2020). E ele está absolutamente correto dado que ele próprio iniciou e oficializou a legalização da corrupção com a realização da auditoria no BNDES. Iniciando, ele não deu a conhecer as possíveis existência e extensão da corrupção que estaria ocorrendo no BNDES. Não tornou públicos o escopo e a extensão da auditoria, assim como o valor máximo a ser gasto, que deveria estar dentro do seu limite de autoridade para esse tipo de atividade. Pior ainda: em lugar de abrir concorrência entre as empresas de auditoria, incluindo outras internacionais e principalmente as nacionais, que sem dúvida têm comprovada capacidade para realizar aquele e todos os outros tipos de auditoria, o sr. Montezano decidiu, sem qualquer razão, contratar a Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP. Adicione-se a isso o fato de que o valor da auditoria foi aumentado durante a realização da auditoria, que no fim custou alguma coisa entre R$ 42,5 milhões e R$ 48 milhões. Há controvérsias. E mais, a Cleary, em seu relatório, declara que não existe fundamento legal de existência de corrupção no BNDES, conclusão que poderia ter sido formulada pelos próprios auditores internos do banco, sem o dispêndio de mais de R$ 40 milhões, cujo destino final é desconhecido.


Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo


*

A AUDITORIA


Com duas caixas-pretas para analisar as operações do BNDES, dificilmente as irregularidades serão expostas às claras.


Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá


*

NEM TUDO É SÓ MATEMÁTICA


O caso dos R$ 48 milhões desembolsados pelo BNDES para uma auditoria que chegou à conclusão de que nada há de errado nas operações-alvos não me surpreende. Tampouco as declarações do presidente do banco afirmando que o Brasil legalizou a corrupção. Explico. Não conheço, detalhadamente, o que disse o sr. Montezano, mas ele não está de todo equivocado. Todo projeto examinado e avaliado pelas organizações bancárias em geral e, sobretudo, por um banco de fomento, para aprovar ou não sua viabilidade, tem um roteiro a ser cumprido em suas inúmeras fases, entre elas a análise de mercado, o econômico/financeiro, a jurídica, o contexto social, a estrutura do solicitante, retrospecto e perspectiva do objetivo do que pretende o projeto. Nesse emaranhado de nuances é que moram as sutilezas para a aprovação ou não do negócio. Então, está tudo dentro do previsto e sua legalidade, inquestionável; contudo, no subjetivo é onde residem as brechas para as fraudes sem que isso se caracterize corrupção, porque nem tudo é apenas matemática, de modo que dentro dessa conformidade pode haver muito jabuti.


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


*

AMIGOS, AMIGOS


O dito “amigos, amigos, negócios à parte” ficou expoente nos depoimentos dos corruptos Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ex-governadores do Rio de Janeiro, ao juiz Marcelo Bretas, no âmbito da Operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato fluminense. Disse o campeoníssimo Cabral, por ora condenado a 280 anos de prisão: “Pezão estruturou esquema de propinas e recebeu R$ 400 milhões na campanha (de 2014)”. “É mentira grande!”, rebateu com indignação o acuado Pezão, ora em prisão domiciliar. Negócios à parte, governadores, lavem suas roupas à exaustão, o dr. Bretas é todo ouvidos e paciente. Cabral, já passou da hora de “abrir o bico” sobre o condenado Lula da Silva e membros do Judiciário e do Ministério Público. Pezão, se você alcunhou algumas propinas como “taxa de oxigenação”, segundo seu ex-amigo Cabral, que tal oxigenar o seu bico nos próximos depoimentos com as sujeiras e malfeitos de um ensaboado casal de ex-governadores, tanto quanto enrolados com a Justiça?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

DEIXA PRA LÁ


Estadão de quarta-feira (5/2, A4) apresentou em Sinais Particulares o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, numa caricatura com o olhar descontente e a boca tampada por um xis, demonstrando sua preocupação e seu descontentamento ao ser questionado sobre o que acha da gestão de Wilson Witzel. Respondeu: “Eu tô preso, pô. Não posso falar muito”. Que precaução! Que cautela! Em boca fechada não entra mosca, diz o ditado popular.


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


*

‘POBRE RIO’


Precisamos das “pérolas”, mas o que temos através das redes sociais são lavagens. O que sai da boca do representante eleito são conveniências via live, e só. Quem perscruta o que sai da boca do eleito? “Brizola”, no morro, é papelote de cocaína e custa R$ 10, em homenagem ao caudilho pelo esforço dispensado outrora. O editorial Pobre Rio (30/1, A3) termina assim: “Cabe ao eleitorado escolher melhor”. Logo, eu pergunto: Como, se “Brizola” é dez, se o governador é sensacionalista e se no horário nobre em cada casa de família tem novelas e BBB, que nos entorpece? A imprensa é a melhor saída, mas falta a crítica para um horário nobre que empurra o voto para uma celebridade qualquer. Enquanto Brizola for dez reais, enquanto o horário nobre hipnotizar com a sua novela, o denominador comum será: Witzel, Pezão, Cabral...


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


*

A CRISE DA ÁGUA


Como se já não bastasse à população fluminense o desconforto e o perigo de ver jorrar das torneiras de suas casas água contaminada com a alga geosmina, com cor e sabor de terra (argh!), um novo problema não menos grave acaba de surgir: a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) detectou a presença de detergentes, arrastados para o sistema pelas fortes chuvas. Pobre Rio de Janeiro, que fase!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

NOJEIRA


Sexta-feira, 31 de fevereiro, desembarque de 4 mil pessoas de navio passageiro e o verdadeiro caos! A máfia e a milícia do táxi extorquindo os passageiros com a anuência e cumplicidade da guarda corruptas municipal. Uma corrida até o Santos Dumont de R$ 12 no Uber estava custando (extorsão com ameaças de assaltos, etc.) até R$ 80. Um assalto! Esta guarda, sai prefeito e entra prefeito, continua a delinquir de todas as formas, em todas as esferas de poder. Coitado do turista que desembarca no Rio de Janeiro. Ou é roubado pelo bandido, pela milícia, pela milícia oficial ou pelo governo. Não tem como se proteger de bandido, pois todo mundo é bandido. Em maio de 2016 fui extorquido por um fiscal da Comlurb numa área particular, na calçada do Aeroporto Santos Dumont, área de manutenção e responsabilidade da Infraero. Fui multado com ameaças, por ter jogado uma bituca de cigarro no chão quando não havia lixeira no local ou qualquer placa proibindo fumar ali. Mais do que isso, sem qualquer aviso ou placa da legislação municipal. Revoltado, tentei encaminhar essa imoralidade e ilegalidade ao Tribunal de Contas do Município (para que serve?), ao Ministério Público e a vários órgãos da Prefeitura do Rio. Aos visitantes e turistas poderia o fiscal alertar sobre a legislação, e não ficar escondido atrás de árvores para multar pessoas que visitam a cidade e não conhecem as leis municipais. É totalmente inoportuno estes fiscais ficarem dentro das áreas de aeroportos, particulares multando e extorquindo visitantes. Bela imagem da cidade do Rio! Visite o Rio e seja assaltado! A multa é a mesma para quem joga um sofá na Baía de Guanabara. Mais de R$ 200! Quando se escapa dos bandidos, o poder público te extorque no aeroporto. Triste ver que mudou o prefeito, mas a turma da Comlurb continua a mesma prática. Talvez se o prefeito tivesse feito uma limpeza na administração da cidade tais fatos não mais ocorressem. Incrédulo, testemunhei dias atrás que continuam a extorquir visitantes e turistas, no mesmo local, com as mesmas práticas e ameaças. Triste e inconformado, só me resta recomendar aos brasileiros que não visitem o Rio de Janeiro – “você será assaltado, com certeza”. Com a cumplicidade do Ministério Público, do TCM, do Judiciário ou da Prefeitura. Lamentável!


Hélio Silva Campos ericadf@bol.com.br

Brasília


*

EUA


Trump se livra de impeachment e concentra esforços na reeleição   (Estadão, 5/2). As viúvas de Obama estão arrasadas. Inconsoláveis. Em estado deplorável. Aqui e alhures. O tom do noticiário deixará de ser jocoso, depreciativo, parcial e arrogante. Depois da acaçapante  vitória no Senado, Donald Trump acelera e pavimenta o caminho da reeleição.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

NANCY PELOSI


Merece o nosso respeito e admiração a atuação da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a deputada democrata Nancy Pelosi. Mulher corajosa e de fibra, ela conduziu com brilhantismo o processo que culminou com a aprovação do impeachment de Donald Trump pela Câmara. Só não passou no Senado por ser um jogo de cartas marcadas, que solapou a democracia nos EUA e fez do país um verdadeiro Trumpistão e republiqueta de bananas. Ela ainda lavou a alma de milhões de pessoas pelo mundo afora ao rasgar a cópia do discurso ridículo de Trump, num gesto simbólico e significativo, de defesa da democracia e da dignidade humana. Oxalá tivéssemos no Brasil congressistas da mesma estirpe de Pelosi. São mulheres como ela que engrandecem a política e servem de inspiração para muitos na luta por um mundo mais justo e digno para todos. Palmas para Nancy Pelosi!


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


*

PAPELÃO EXPRESSO


O processo de reciclagem de papel e de papelão é similar. Mas o mesmo ocorre em linhas separadas. A água derramada sobre os fragmentos é o elemento que enfraquece as ligações do material e permite sua remodelagem. Nancy Pelosi, ao rasgar o papel discurso do State of the Union de Trump, fez papelão a seco, o que é novidade. Há quem diga que não lhe faltaram lágrimas de despedida do cargo, o que condiz com o tradicional processo de reciclagem. Tanto de celulose como de deputados que deixam muito a desejar.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


*

RISCO DE PROCESSO


Trump foi descortês, mas Pelosi cometeu um ato pelo qual pode ser processada.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


*

ELEIÇÃO NOS EUA


Sempre que falam em eficiência americana, lembro-me da eleição de 2000, em que os apuradores na Flórida olhavam as cédulas de papel contra a luz, para tentar descobrir para quem era o voto de furinhos! Foi quando George W. Bush ganhou a eleição, roubada de Al Gore, que teve muito mais votos e perdeu no Colégio Eleitoral, por causa da lambança na Flórida. As trapalhadas, agora, nas prévias dos Democratas em Iowa mostram como tudo continua igual na nação que vai reeleger Donald Trump, como danação. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.