Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2020 | 03h00

Criminalidade x economia

Turista assassinado

Leio que um turista lituano foi assassinado em Paraty e sua esposa, brasileira, estuprada. Ambos aposentados, minha esposa e eu deveríamos estar realizando nosso desejo de comprar um motorhome para turistar pelo nosso Brasil, mas não o fazemos por absoluto medo da insegurança nas estradas destes país. Simplesmente não temos confiança para sair de casa. Pensamos, então, em comprar um veleiro, mas um amigo nosso nos disse que, por exemplo, em Santos, se você seguir a carta náutica para entrar na barra, acaba assaltado por piratas em lanchas velozes que partem de uma favela ao avistar essas embarcações. E lembro que anos atrás o “Pelé” do mundo náutico da Nova Zelândia, Peter Blake, foi assassinado dentro de seu próprio barco, fundeado em Macapá. O Brasil é assim, inseguro e caro, e, como tal, a indústria do turismo sofre e patina, já que, somente para ilustrar, o dinheiro que eu poderia gastar em bens e serviços nas viagens que não faço, nem farei, aplico na minha casa, transformada num bunker – alarmes, câmeras, cercas elétricas, etc. –, na esperança de que o mal fique lá fora... Em suma, quem faz turismo no Brasil pratica “roleta-russa”.

PAULO BOCCATO

POFBOCCATO@YAHOO.COM.BR

SÃO CARLOS

*

Preços de combustíveis

Postos ‘self-service’

Há muita discussão sobre o custo dos combustíveis para o consumidor. Diferentemente dos postos de combustíveis nos EUA, na Europa a grande maioria deles não tem frentistas para abastecer os veículos – em alguns o cliente pode optar por ser atendido pelo funcionário, quando há, ou o próprio motorista o faz. Evidentemente, em cada opção há um preço a ser pago. E, é claro, quando há atendimento o preço é mais caro do que quando é self-service, ou seja, abastecimento pelo próprio cliente. No Brasil não é permitido o sistema self-service opcional por questões sindicais. Num posto que venda cerca de 300 mil litros, o custo de pessoal é da ordem de R$ 0,16 por litro vendido. Havendo opção, seria possível diminuir a quantidade de funcionários e baixar os preços dos produtos, com vantagem para o consumidor.

EDSON LUCHINI, sócio e diretor de posto de combustível

ELUCHINI@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

ICMS

Não acho justo que toda vez que sobe o preço dos combustíveis a arrecadação dos impostos, em especial o ICMS, suba também. Por que, sendo um bem essencial, os governos têm de aumentar sua receita sem aumento de custo nenhum para eles? É fácil achar solução matemática para o problema e a política tem de ser menos influente no caso.

MÁRCIO DA CRUZ LEITE

MARCIO.LEITE@TERRA.COM.BR

ITU

*

Pacto federativo

O planejamento fiscal do Estado não pode ficar à mercê de medidas populistas. Vale consignar que uma parte do ICMS arrecadado vai para os municípios, já tão sufocados com a baixa participação na arrecadação, em detrimento da enorme gama de atribuições constitucionais. Essa briga entre presidente e governadores pode servir para algo: iniciarmos a discussão sobre a reforma do pacto federativo.

NATHAN LORENZETTI

LORENZETTI@FOMELE.ORG

SÃO PAULO

*

IPTU 2020

Aumento em São Paulo

Recebi o meu IPTU. Moro no CEP 04536-070, numa rua que é toda remendada, não vê recapeamento há mais de 20 anos e apresenta um trânsito no meio e no fim do dia totalmente congestionado. Meu prédio tem, vizinhos, cinco estabelecimentos comerciais, restaurantes e padaria. Seus manobristas ocupam as vagas de Zona Azul, sem nenhuma fiscalização. E o reajuste do IPTU foi de 9,9%, numa inflação de mais ou menos 4%! Lembrarei bastante o nosso prefeito e o seu partido na eleição que se aproxima. Administrar assim até a minha falecida avó...

CARLOS TULLIO SCHIBUOLA

SCHIBU@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

O mais caro do Brasil

Foi com desgosto que recebi o carnê do IPTU 2020 da minha casa, em Pinheiros. À vista, com um ínfimo desconto, pagarei R$ 6.191,22. A segunda opção é o pagamento de dez parcelas de R$ 638,27 mensais aos cofres da Prefeitura, como se fosse um aluguel mensal a ser pago por algo que é meu. Um valor abusivo, muito acima da inflação e que faz o IPTU dos paulistanos ser o mais alto de todas as capitais brasileiras, o que é inaceitável. Pagamos altos impostos, semelhantes aos da Suécia, e recebemos em contrapartida serviços públicos do nível dos países mais pobres da África. No atrasado e subdesenvolvido Brasil, quem paga o pato é a classe média. O prefeito Bruno Covas (PSDB) e os vereadores de Sampa devem estar orgulhosos de si mesmos.

RENATO KHAIR

RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Pega na mentira

O prefeito anunciou com toda a pompa que o IPTU seria aumentado em 3,5% em 2020. Mentira! Tenho dois imóveis, um residencial e outro comercial. O residencial vem tendo aumento de 10% por ano desde 2014 e o comercial, de 15% no mesmo período. Não temos onde reclamar, a não ser neste Fórum dos Leitores. O Ministério Público não deveria examinar esses abusos?

IDILIO VALLINI

MARIELCONST@GLOBO.COM

SÃO PAULO

*

Corrupção

Ingenuidade

Que o papa Francisco receba Lula da Silva, tudo bem. Afinal, faz parte de seu trabalho ajudar espiritualmente os pecadores. Mas deixar-se usar para fins políticos... Aí já é muita ingenuidade!

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

O HOMEM DOS R$ 51 MI


Geddel Vieira Lima dedicou toda a sua carreira política, durante 28 anos, unicamente a roubar, fazer negociatas e levar vantagem nos mais altos cargos de governos de que participou. Foi preso pelos R$ 51 milhões, em dinheiro vivo e contado, que guardava num apartamento em Salvador, transformado em troféu símbolo da colossal corrupção revelada pela Operação Lava Jato. O ilustre figurão do “quadrilhão do MDB” foi condenado a 14 anos e 10 meses de prisão (178 meses). Cumpriu 29 meses, leu Crime e Castigo, emagreceu, esperneou e vai para um saudável e reconfortante semiaberto por ter cumprido um sexto da pena. Este é o Brasil, onde o crime compensa e recompensa os que roubam muito, têm anel de doutor, colarinho branco e já foram figurões  da República, a res (coisa) publica, sempre roubada pelos mais expertos.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

CARVÃO FANTASMA


Parece brincadeira. No dia 2/2, indignado com a gastança do ONS, escrevi neste fórum (e foi publicado) um desabafo acerca dos desmandos daquela entidade com o nosso dinheiro (shiatsu, jantares e pagamento de corrida a funcionários). E na quarta-feira (5/2), foi publicada no Estado a notícia de que a famigerada Eletrobrás pagou a mais a “pequena” quantia de R$ 205 milhões na compra de carvão. Na verdade, quem desembolsou este valor fomos nós, por intermédio de um encargo embutido na conta elétrica. Assim, pouco a pouco, vamos descobrindo por que a nossa conta de energia é tão cara e por que o esforço que cada um de nós faz para reduzi-la é neutralizado por eventos como o citado acima. Cabe a pergunta: vem mais por aí?


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


*

FANTASIA DE CARNAVAL


É mais fácil encontrar funcionário fantasma nas repartições públicas brasileiras do que caçar Pokémon, mas a novidade do momento é saber onde a Eletrobrás escondeu o equivalente a R$ 205 milhões na compra de carvão mineral. Carvão fantasma é uma exclusividade que pode se tornar fantasia de carnaval.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

IMPOSSÍVEL


Afinal, entendi o motivo de o sr. Rodrigo Maia dizer que é impossível privatizar a Eletrobrás. Os motivos já começaram a aparecer.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo


*

FALÁCIA PRESIDENCIAL


Ao assinar um projeto de lei para regulamentar a mineração e a geração de energia elétrica em terras indígenas, o presidente Bolsonaro alegou que “o índio é tão brasileiro quanto nós. Tem coração, tem sentimento, tem alma, tem desejo, tem necessidades”. Que o presidente me desculpe, mas desta vez exagerou. Todos sabemos, à exaustão, que a cultura dos povos indígenas é muito diferente da nossa. Para eles a floresta e os rios são importantes, não a mineração que certamente destruirá significativamente o seu meio ambiente. Aliás, para eles, em termos de obterem mais recursos, como pensa o presidente, a floresta em pé certamente lhes renderá muito mais do que uma mineradora, dado o interesse das demais nações em relação à Amazônia. Podemos até pensar que, para o presidente, Mariana e Brumadinho foram apenas acidentes de percurso. Se a Vale e sua subsidiária conseguiram fazer aqueles trágicos desastres em plenos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, imaginem o que poderão fazer na Amazônia. Ou o presidente acredita que agora esta e outras empresas vão ser fiscalizadas? Com o atual ministro do Meio Ambiente? Além disso, com a rápida evolução da energia elétrica fotovoltaica, bem como da energia eólica, não tem mais sentido construir hidrelétricas na Amazônia, principalmente pelo fato de aquele bioma ser uma imensa planície. A construção de Belo Monte foi um absurdo de tal monta que deveria ser o suficiente para o presidente nem pensar em hidrelétricas na Amazônia. Formar um lago daquela dimensão para ficar cinco meses inoperante por falta de água foi, na realidade, um crime de lesa-Pátria. O presidente disse, também, que se pudesse confinaria os ambientalistas na Amazônia. Ainda bem que não pode. Na Idade Média, a Inquisição da Igreja Católica, que dominava a política na Europa na época, mandou muitos dos que não concordavam com as suas ideias retrógradas para morrer nas fogueiras. Atrasou a evolução da humanidade por anos a fio, notadamente a Astronomia. A grande maioria dos cientistas do planeta concorda que a temperatura média da Terra está aumentando, mas o nosso presidente não. Seu ministro das Relações Exteriores já declarou com todas as letras que essa teoria é invenção dos marxistas, como se isso fosse viável. O presidente deveria ouvir mais os técnicos e os cientistas que têm a sua disposição, em vez de muitos palpiteiros inconsequentes que estão prejudicando o seu governo.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

FUNAI


nomeação de um pastor para cuidar de índios afastados é equivalente a elegermos um presidente que adora zumbis e, de repente, encontrarmos gente nas nossas escolas trabalhando para converter nossos filhos e netos na adoração de crenças esquisitas. Deixem nossos indígenas em paz, até parece que optar pela nossa religião irá levá-los à felicidade e à paz, basta olhar em volta para ver no que se tornarão!


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

AMAZÔNIA


Como demonstraram André Guimarães e Marcello Brito no artigo Como não resolver a regularização fundiária na Amazônia (Estado, 6/2, A2), não faltam leis. Cabe apenas aplicá-la, impor a ordem (enforce the law). Os envolvidos – funcionários das instituições, participantes de ONG, entendidos da matéria, etc. não sabem? Os componentes da bancada ruralista sabem e com toda desfaçatez exploram este vácuo da administração, e impedem que ele se feche tomando medidas cabíveis e lançam cortinas de fumaça retóricas. O que falta é uma quebra de paradigmas culturais na sociedade para que ele se mobilize contra a bandidagem em defesa do patrimônio nacional e do meio ambiente da humanidade. Trata-se de uma questão de responsabilidade pura e simplesmente. Trata-se de um problema de Segurança.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

‘O CONSELHO DA AMAZÔNIA’


O professor Denis Lerrer Rosenfield (O Conselho da Amazônia – “Investidores estrangeiros não estão interessados no meio ambiente, só na Região Amazônica”, 3/2, A2) está certo, o que falta é dizer por que a Amazônia se tornou a menina das ONGs, de instituições, de governos e de todos os picaretas que levantam a bandeira do ambientalismo: é por causa da excrescência política das reservas indígenas, um antro de vigarices, picaretagens, corrupção e lavagem de dinheiro.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


*

‘WILDFIRES’


O professor Rosenfield (3/2, A2) se mostra mal informado e preconceituoso com seus argumentos nacionalistas sobre queimadas na região amazônica. Afirma que não há reclamação nenhuma quando à Austrália virar uma bolha de chamas, enquanto queimadas na Amazônia provocam gritos de crime. A diferença é que na Austrália os incêndios são consequências do aquecimento global, e na região amazônica são parte das causas.  E, se o professor tivesse conhecimento do sentimento, no Primeiro Mundo, da vasta maioria dos jovens e da grande maioria dos não jovens mais instruídos, entenderia a gritaria. Presumo que o professor conheça a palavra em inglês wildfire. Um wildfire é um incêndio iniciado naturalmente, tal como ocorre quando um raio atinge uma floresta, especialmente se a floresta estiver afetada por secas prolongadas – exatamente como ocorreu na Austrália e na Califórnia – e ainda mais se for afetada por temperaturas mais elevadas. Na região amazônica wildfires são raras porque a floresta é muito úmida. Normalmente, só há incêndio quando o homem o provoca. Há incêndios quando o homem limpa a terra e, depois, bota fogo nos restos das árvores e plantas. E isso é, sim, crime. É crime ambiental, lei escrita ou não.  E é crime sob a lei brasileira quando houver leis específicas proibindo a prática.


William W. B. Veale rational.dialogue@terra.com.br

Sorocaba


*

MENSAGEM AO LEGISLATIVO


Todo ano é a mesma ladainha: mensagem do Poder Executivo ao Legislativo, com muitas loas e pouca sinceridade. Assim ocorre sempre, quando deveria a mensagem ser uma robusta peça anotando as necessidades do Brasil e, por consequência, uma conclamação dos parlamentares para que atuem nos projetos remetidos pelo Executivo, de tal sorte que a Nação ganhe com os apontamentos. De outro lado, mandar ministros que estão caindo ou na fase final da fritura não é oferta de bons augúrios e de bons trabalhos, mas demonstração plena da pouca importância da comunicação.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


*

‘UM PAÍS IMAGINÁRIO’


Estamos muito longe da Utopia imaginada por Thomas More, há pouco mais de 500 anos. Como bem demonstrou o editorial Um país imaginário (6/2, A3), o presidente Bolsonaro defende uma realidade distópica, beirando a insanidade com evidente traço autoritário antidemocrático. Na dúvida entre internar ou prender, seguimos anestesiados diante do desmonte da coisa pública em todos os setores sensíveis, de meio ambiente ao sistema de ciência e tecnologia, da educação à defesa dos direitos humanos, e da proteção social ao desenvolvimento econômico. Longe da clonagem higienista de Aldous Huxley em Admirável mundo novo, estamos mais para a queima de livros em Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


*

ELE ESTÁ INCLUÍDO?


A manchete do Estadão de 6/2 foi a entrevista do presidente Jair Bolsonaro ao jornal dizendo que ele “demitirá quem usar cargo para eleição”. A medida é correta, mas fica a dúvida: ele também está incluído nisso? Ora, sua campanha para a reeleição já corre leve, livre e solta. Quem viver verá!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

AUTODEMISSÃO


Coisa rara hoje em dia, uma boa notícia: conforme noticiado pelo Estadão de quinta-feira, Bolsonaro diz que demitirá quem usar cargo para eleição. No meu entender otimista, ele está anunciando que vai se demitir.


Gilberto B. Schlittler Silva gschlittler2@mac.com

São Paulo


*

USO ELEITORAL DO CARGO


Bolsonaro: para ministros, cartão vermelho; para o presidente, carta branca.


Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá


*

SECOM


O presidente Bolsonaro afirmou que ministro seu não pode usar o Ministério para participar de eleição. E como ele age em relação ao seu secretário de Comunicação, que é dono de empresa publicitária que tem contratos com o governo? Dá para aceitar esse procedimento?


Uriel Vilas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

MINISTRO DA SAÚDE


O ministro da Saúde, dr. Luiz Henrique Mandetta, merece todos os elogios por seu desempenho na força-tarefa para enfrentar a epidemia do coronavírus, extensivos à sua equipe. O ministro está tratando os jornalistas com toda educação mesmo diante de perguntas totalmente fora de propósito. Sabe bem o que está fazendo. É realmente uma pérola no meio de uma equipe de governo truculenta, inábil e de capacidade discutível.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


*

REPATRIADOS


O governo brasileiro adotou providências imediatas e louváveis na preparação da Base de Anápolis para a quarentena dos repatriados da China. Brasileiros que retornam e que criticavam a demora na decisão de mandar avião para buscá-los precisam, agora, a meu ver, por justiça, agradecer a Bolsonaro pela atitude tomada.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

QUANTA DIFERENÇA!


Com o avanço da epidemia do coronavírus, o governo chinês construiu um impressionante hospital em apenas dez dias. Fosse aqui, no Brasil, isso demandaria no mínimo dez anos, sem falar nos atrasos, como acontece desde sempre com a construção do nosso metrô, por exemplo. É lamentável!


Maria E. Amaral marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo


*

CORONAVÍRUS


Como tudo na vida tem seu lado bom, a chegada do coronavírus serviu para a humanidade entender que solidariedade é bem melhor que guerra.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

RASGANDO O DISCURSO


Durante o contundente discurso do presidente Donald Trump ao Congresso americano, várias vezes interrompido por palmas de presentes, foram elencadas as conquistas do país sob seu mandato, especialmente as de natureza econômica, social e de segurança pública. O republicano parece ter provocado a ira dos democratas da casa, demonstrando em números a melhora na qualidade de vida do povo em geral e de grupos identitários (mulheres, negros, hispânicos, asiáticos e portadores de deficiência) por meio do mais eficiente programa social já criado: o emprego. Posicionada e menos de um metro do palestrante, a rancorosa líder da Câmara, Nancy Pelosi, uma versão americana de Gleisi Hoffmann e adversária ferrenha do presidente, rasgou publicamente o discurso de Donald Trump sobre o Estado da União, numa demonstração de egoísmo e ambição, típica daqueles que colocam questões partidárias acima de questões nacionais. A democrata recentemente tentou, sem sucesso, emplacar um impeachment contra o mandatário americano. Resultado? Não só deu com os burros n’água, como também tornou mais curto o caminho para reeleger Donald Trump. Uma aula de patriotismo às avessas, que nos ensina, pelo mau exemplo, o tipo de políticos de que não precisamos: aqueles que não aplaudem as vitórias do país simplesmente por não serem protagonistas desse sucesso.


Paulo Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

DITADURA NA VENEZUELA


Durante o Discurso sobre o Estado da União, nos Estados Unidos, houve a surpreendente presença de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. O ditador Nicolás Maduro deu um golpe contra a Constituição, em 2016, quando impediu a realização do referendo revocatório na metade do mandato presidencial (2013-2019). Houve manifestações de rua, com mortes, prisões e torturas no prédio chamado Helicoide. No mesmo ano, ele deu um golpe no Parlamento tirando os poderes legislativos, com apoio dos membros indicados por ele no Tribunal Supremo de Justiça, passando-os para uma Assembleia Nacional Constituinte paralela. Em 2018, houve um golpe eleitoral com a mudança da eleição de dezembro para maio, violando as regras de calendário fixo do presidencialismo, com candidatos opositores presos, exilados e impugnados. Desde a posse em 10 de janeiro de 2019, o governo ilegítimo da Venezuela conta com apoio de Cuba, China, Rússia e Irã. Países que não permitem eleições livres e alternância de poder na Venezuela. Há um ano, tenta-se uma solução diplomática para a saída do ditador a fim de que o presidente interino possa assumir o poder para restabelecer a democracia, com novas eleições, e permitir a volta dos mais de 5 milhões de refugiados que abandonaram o país.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


*

PÁGINA NEGRA


Hoje se completa um ano do incêndio ocorrido no centro de treinamento do Flamengo que matou 10 jovens e deixou feridos outros 3. É difícil de entender como um clube que concretiza em poucos dias vendas e contratações milionárias de jogadores não tenha conseguido, no curso de um ano, firmar acordo de indenização com todas as famílias das vítimas. Página negra na história rubro negra.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.