Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2020 | 03h00

SEGURANÇA PÚBLICA

Motim cearense

Incrível a leniência das autoridades governamentais com os amotinados de uma Polícia Militar (PM). Os rebelados já deveriam estar presos e substituídos pela Força Nacional de Segurança Pública, que foi criada para essas situações, e jamais se reunindo com as autoridades para um acordo. Nossas PMs precisam decidir se querem ser milícias ou forças auxiliares do Exército Brasileiro a serviço da sociedade. O que acontece agora é que o Exército é que está cumprindo as funções de força auxiliar da Polícia Militar no Ceará.

Paulo Marcos Gomes Lustoza

pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

Paliativo emergencial

A Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), criada pelo petismo, é uma ficção: não tem efetivo regular nem estrutura física que lhe possa conferir status de corporação policial. Sobrevive de soluços – intervenções esporádicas, geralmente em áreas precárias quanto a recursos para prevenção e repressão policial. É uma miragem, dessas iniciativas públicas que não resolvem, apenas turvam a realidade, numa espécie de cala-boca. Um paliativo para uma situação aflitiva. Atualmente assistimos à sua atuação no Ceará, que vive em estado de terror. Como não conta com efetivo regular, a FNSP sobrevive de empréstimos das PMs dos Estados, com evidente prejuízo para os seus quadros, sempre reduzidos. É bom frisar que o soldo distribuído a cada agente que se alinha à FNSP é polpudo, levando em conta o salário médio dos policiais militares – na Olimpíada do Rio foi de cerca de R$ 5 mil. Quanto à eficiência das intervenções, não se tem notícia dos efetivos resultados dessa atuação, tendo em vista o reduzido efetivo, aquém das necessidades para atender todas as comunidades e garantir sua segurança. Numa área tão extensa e ainda conflagrada, caso do Ceará, entendo que muito pouco poderão resolver, vejam-se os números da criminalidade nos últimos dias. E tudo isso com alto custo para a União e o Estado.

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (pr)

Viaturas sabotadas

Uma vergonha as fotos da frota de carros de polícia do Ceará com os pneus arriados. Esses agitadores não merecem nenhuma anistia. Que sejam punidos como manda a lei.

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

O roto e o rasgado

Nada mais impróprio do que a promessa de seis governadores de enviar PMs ao Ceará para ajudar, diante da greve dos policiais de lá (29/2, A14). A inédita medida tem implicações de ordem jurídica, prática e ética. E traz a agravante de que os prestadores da ajuda padecem de problemas similares aos que levaram a PM cearense ao colapso. Em São Paulo, por exemplo, a PM tem “claros”, isto é, falta de preenchimento de 20% das vagas de seu quadro e os policiais não recebem sequer a reposição inflacionária em seus salários há pelo menos dez anos. É uma problemática nacional, que exige solução maior do que o simples acabar com uma greve. Esta sendo punida, pode provocar o alastramento do movimento para outros Estados com problemas e reivindicações iguais. Recuso-me a crer que os governadores estejam prometendo ajuda ao Ceará só de olho nas eleições.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Alternativa à ajuda federal

Diante da notícia de que seis governadores (SP, RJ, MA, PI, BA e PA) vêm discutindo alternativas à ajuda federal ao Ceará, dúvidas me surgem. Podem governadores discutir ajuda federal? Essa não é uma prerrogativa exclusiva do governo da União? Também se informa que os governadores oferecem tropas das Polícias Militares de seus respectivos Estados. Existe previsão legal para tropas da PM de um Estado atuarem em outro?

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

SAÚDE PÚBLICA

Covid-19 e outros vírus

É lógico que nos devemos preocupar com o coronavírus. Todavia, até agora, só dois casos foram confirmados no Brasil, cujo clima quente não é o mais propício à propagação do vírus. Ademais, se ficarmos isolados de outras pessoas, usarmos máscara e lavarmos bem as mãos, temos grande chance de evitar o contágio. O que me parece que todos estão esquecendo é que temos nossos próprios vírus, que, para nós, são muito mais perigosos e já mataram dezenas de pessoas nos últimos meses, além de terem dado causa ao nascimento de crianças com problemas congênitos. Refiro-me aos vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Além disso, mesmo que fiquemos trancados em casa, podemos pegar essas doenças, que são transmitidas por pernilongos, cuja entrada não conseguimos barrar. Não podemos, assim, nos concentrar num inimigo e nos esquecermos de outro, talvez até bem mais perigoso.

Jurandir de Abreu Júnior

almeidaeabreu@uol.com.br

São Paulo

Bolsa equilibrista

Por que um vírus arranha tanto a nossa bolsa? A queda vertiginosa da Bolsa de Valores de São Paulo e o fortalecimento do mercado de capitais no Irã expõem a volatilidade de nossos investimentos, essencialmente especulativos, sem âncora em empresas nacionais de fundamentos sólidos. Um cassino que pode fechar as portas sob circunstâncias adversas. Já o crescimento das bolsas no Irã se deve ao robustecimento da economia real, correspondente a uma arrancada de empreendimentos capaz de não sofrer impactos de uma pandemia virótica. Infelizmente, os fatos no Brasil lembram o risco pendular de um eterno equilibrista.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

PUBLICIDADE DO CORONAVÍRUS

Lamentável a decisão do ocupante do Palácio dos Bandeirantes de destinar R$ 14 milhões para campanha na mídia do coronavírus. Parece piada. Ano de campanha eleitoral é lamentável. A imprensa já está divulgando de graça, então para que campanha? Será que o Ministério Público não vai tomar providências? 

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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ALARMISMO

Incrível: toda a mídia brasileira está ocupando as 24 horas do dia para falar do coronavírus, e pedem que não haja alarmismo? Difícil!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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‘DO PARAGUAI’?

O Brasil é um país surreal! Nem o coronavírus (Covic-19) se cria: chegou aqui em estação de calor, quando a transmissibilidade e a morbidade são pequenas, quiçá a letalidade. De qualquer forma, os protocolos de segurança estão sendo seguidos e estamos preparados. Por ora, monitoramento sintomático identificado. Dados científicos até então sinalizam que o coronavírus aqui chegado é “do Paraguai”. Assim seja! E que a mídia esquerdopata entenda que o presidente Jair Bolsonaro não tem nenhuma ingerência sobre a chegada do Covic-19 ao País. Busquem outras pautas sensacionalistas.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUESTÃO DE ESFORÇO

Quanto tempo o mundo levaria para erradicar o mosquito da dengue? Se o coronavírus fosse transmitido por mosquitos, não haveria mais mosquitos no mundo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ECONOMIA EM PERIGO

O pedido do presidente Bolsonaro ao ministro da Economia, Paulo Guedes, de garantir um crescimento do PIB para este ano de, no mínimo, 2% complicou ainda mais a permanência do ministro no atual governo. Com a falta de investimento público, a dificuldade do governo em formalizar e apresentar as reformas tributária e administrativa, as trapalhadas políticas causadas pelo próprio presidente, além das crises originadas pelo governo norte-americano e pelo coronavírus, dificilmente teremos um crescimento positivo do PIB para este ano.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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NECESSÁRIO, MAS NÃO SUFICIENTE

Qualquer cidadão razoavelmente antenado desconfia de que, em face das complexidades de interdependência entre países no mundo atual, medidas isoladas não impulsionarão ou recuperarão uma economia combalida como a nossa, que se encontra em desesperada tentativa de reerguimento, mas um conjunto delas – conquista de ambiente político cooperativo e favorável incluída – aplicado de maneira mais ou menos simultânea, cujo efeito geral sejam as certamente lentas – nesta imprevisível área, qualquer upgrade é assintótico – retomada de desenvolvimento e atração de investimentos saudáveis. Assim, deve-se interpretar a redução da taxa Selic para 4,5% determinada pelo Banco Central como uma providência somente necessária, mas não suficiente.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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OBRAS INACABADAS

Como informou o jornalista José Nêumanne (Congresso quer mesmo é grana, Estadão, 28/2), o verdadeiro motivo que poderá levar o povo às ruas no dia 15 de março é a verba bilionária que os congressistas querem para cumprir a promessa de beneficiar os seus nichos eleitorais, porém o presidente Jair Bolsonaro, guardião do cofre, com bastante razão não quer ver a repetição da gastança que só beneficiaria os parlamentares na época das eleições. A verba bilionária deve ser para terminar as obras inacabadas deixadas pelos antigos donos do poder. Para este fim, terminar as obras inacabadas, o povo deveria apoiar o governo. Eis um motivo justo para contar com o povo no dia 15 de março.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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PAZ, ORDEM E PROGRESSO

Diante da condenável e inaceitável convocação da população pelo presidente Bolsonaro para a manifestação antidemocrática contra o Congresso Nacional em 15 de março, cabe destacar o que bem disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia: “O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir, razão pela qual é necessário que as autoridades deem o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional”. Com efeito, nesta hora aguda e grave da quadra altamente inflamável que o País atravessa, cumpre ter em mente três palavras para que o caos não se instale: paz, ordem e progresso. Viva o Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALOU, ESTÁ FALADO!

Adversários ferrenhos de Jair Bolsonaro, posando de indignados, exigem que o presidente venha a público negar que apoia manifestação em nível nacional marcada para o próximo dia 15, cujo inequívoco intuito será o de ultrajar, afrontar, macular, vexar, degradar, envergonhar e desonrar a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional. Ora, esperem sentados, sua excelência jamais viria a público negar o que quer que seja. Seria mais fácil um boi voar. Com ironia, por favor!

Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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LEMA

O lema de Bolsonaro e seus fascistas era “Brasil acima de tudo”, imitando o Deutschland über Alles da Alemanha de Hitler. Agora, é simplesmente f...-se. Com esse lema, querem convocar uma manifestação para acabar com os poderes constituídos do Brasil, Congresso Nacional e STF, ansiosos por um novo AI-5, de maneira a prender, torturar e matar quem não estiver de acordo. E são muito cristãos (de boca suja).

Victor Medeiros medeiros_v@yahoo.com

Rio de Janeiro

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MEDO

Quem tem medo das manifestações do dia 15 de março? Perguntar não ofende.

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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CONFIANÇA NO PARLAMENTO

Sobre a matéria ‘Mesmo com toda crise’, Maia reforça confiança no Parlamento para aprovação de reformas (Estadão, 28/2), o fato de Rodrigo Maia ser parlamentarista (se realmente o for) e discutir o assunto seja com quem ou onde for não depõe em nada contra seu cargo, por dois motivos: o primeiro é que o parlamentarismo é um sistema de governo que existe no mundo em grande parte das nações desenvolvidas, inclusive em monarquias, e é absolutamente funcional; o segundo é que, para que seja implementado no Brasil, a Constituição precisa ser alterada, o que obriga a concordância em dois turnos de no mínimo de três quintos dos membros de cada uma das Casas! Ora... Maia não manda no Congresso nem sequer na Câmara dos Deputados: ele foi eleito pelos demais congressistas da Casa e depende dos votos deles para poder exercer sua função. O nosso problema não é este, mas o fato de que hoje temos uma Constituição que mescla aspectos presidencialistas e parlamentaristas que criam conflitos institucionais sem que o STF (que arbitra dubiedades interpretativas da Constituição) possa fazer nada por objeto dos poderes determinados a cada uma das instituições que nos governam: Executivo, Judiciário e Legislativo. Mesmo com os “defeitos” que possa ter, Maia tem operado para aprovar as mudanças de que o País precisa, observando, claro, as limitações que lhe são impostas pelos seus liderados, uma vez que é a maioria dos congressistas (com seus interesses específicos) que decide com seu voto o que é ou não aprovado, não ele. Está na hora de acabar com “teorias da conspiração” que o acusam de pretender exercer um “parlamentarismo branco” e entender a realidade do País e suas instituições: para mudar o Brasil, não é de um “salvador” que precisamos, mas de um líder conciliador com espírito público, democrata e republicano.

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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PARLAMENTARISMO?

Apesar do fogo cerrado contra o presidente da República, acusado pela imprensa, pelo Judiciário e – pasmem – até pelo ex-presidiário Lula da Silva de fomentar um golpe contra o Estado Democrático de Direito, desta vez por causa de uma mensagem de WhatsApp convocando o povo para uma manifestação de apoio ao chefe do Executivo, as contas do atual governo tiveram um balanço surpreendente de R$ 44 bilhões no último mês, valor considerado o maior em 24 anos. Sugestão: ao invés de desmerecer o presidente cujo governo tem apresentado ao País resultados bem melhores que governos anteriores, por que o jornal Estado não noticia, por exemplo, a viagem de Rodrigo Maia à Espanha, que a princípio deveria tratar das relações entre os dois países, mas acabou se desviando para o assunto “parlamentarismo”, uma ideia que vem sendo ensaiada pelo presidente da Câmara dos Deputados e que, se posta em prática, além de tirar poderes do presidente da República, representaria uma afronta às leis do País? Diante de uma possível má repercussão sobre o assunto, a Embaixada da Espanha no Brasil resolveu deletar o tuíte sobre as conversas. O caso é grave. O senhor Rodrigo Maia deve explicações urgentes ao País.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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CNBB, QUEM ENTENDE?

Sobre a matéria Igreja pode interpelar Bolsonaro por vídeo sobre manifestação, diz secretário-geral da CNBB (Estadão, 26/2), um homem religioso, que sempre menciona a Bíblia, incorruptível, patriota, bem intencionado e ferrenho inimigo da corrupção é criticado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Uma pessoa que está empenhada em acabar com os desmandos do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), que nadam em ações corporativas e defendem criminosos, não tem apoio da Igreja. Será que o papa se encantou com Lula e caiu na conversa dele, orientando os dirigentes da nossa Igreja a aderir aos esquerdopatas? É lamentável que a religião, concebida para defender o justo, o honesto e o caminho do bem, use de hipocrisia e enverede para este atalho, de interesse único e exclusivo de quem mamou nas tetas do governo por décadas a fio. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou, na Quarta-Feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade de 2020. A Quaresma é tempo privilegiado de oração e penitência, de misericórdia e fraternidade, de perdão e reconciliação. Vivamos a Quaresma com reflexão e em serviço ao próximo. Vamos iniciar um tempo especial de conversão, em preparação para a Páscoa. Em todo o Brasil, na ocasião da Quarta-Feira de Cinzas, foi lançada a Campanha da Fraternidade 2020 com o tema Fraternidade e vida: dom, e compromisso, tendo como lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar o tempo quaresmal, especialmente a caridade e a justiça nos âmbitos pessoal, comunitário e social. Irmã Dulce serviu de inspiração para o cartaz da Campanha da Fraternidade 2020. Exemplo de humildade, fé, esperança e amor, Irmã Dulce passou a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres. A santa é conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia e foi uma das religiosas mais populares do Brasil, prestando trabalho aos mais pobres e necessitados. Sua canonização ocorreu no dia 13 de outubro de 2019, na Praça de São Pedro, no Vaticano, pelo papa Francisco. É considerada pelo Vaticano a primeira santa brasileira. Numa de suas frases, ela diz: “Se Deus viesse à nossa porta, como seria recebido? Aquele que bate à nossa porta, em busca de conforto para a sua dor, para o seu sofrimento, é um outro Cristo que nos procura”. 

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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O MÊS DAS MULHERES VIVAS

Dados são da ONU: em 2019, o Brasil ocupou o 5.º lugar em ocorrência de feminicídio. Com a nova lei de acesso, mais mulheres morreram por armas de fogo. E, pior, muitas viviam com seus agressores por pressão de parentes, em nome do casamento de fachada e do interesse econômico. E escolas sem recursos são acusadas de ideológicas por tentarem educar em parceria com famílias cultura, saúde, justiça, etc. Ficará mais difícil de formar futuros adultos mais sábios e menos covardes.

João Bosco Egas Carlucho, professor boscocarlucho@gmail.com

Baribaldi (RS)

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DECEPÇÃO EM MG

Mesmo com as finanças do Estado de Minas Gerais em frangalhos (de herança petista), onde servidores públicos recebem atrasado seu salário desde 2016, infelizmente, o governador Romeu Zema, do Partido Novo, decidiu reajustar em 41,47% os salários de policiais militares e bombeiros. Uma irresponsabilidade, já que o impacto deste reajuste será de R$ 5,6 bilhões já no primeiro ano de vigência. E, certamente, outras áreas desta gestão também vão pressionar Zema para obtenção de reajustes. Ora, se o PT, do ex-governador Fernando Pimentel, deu o primeiro passo para quebrar o Estado, parece que agora Romeu Zema decidiu afundá-lo de vez. Mas qual será a explicação do ex-candidato à Presidência e fundador do partido, João Amoêdo, que prometia com a sigla Novo um Brasil seguro? O único governador eleito do partido, em Minas Gerais, com este reajuste cavalar que autorizou aos PMs e bombeiros, só vai aumentar a agonia financeira do Estado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ZEMA E O AUMENTO DA PM DE MINAS

Analistas políticos renomados criticaram severamente Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e mesmo o partido Novo, sem procurar ouvir o objeto das críticas. Pecado básico de um bom jornalista. Demonstra arrogância, ou parcialidade, surpreendente. A opinião do professor Lohbauer, filiado ao Novo, evidencia que há fatos importantes omitidos pela grande imprensa. 

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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NO CAMINHO CERTO?

Passamos praticamente todo o ano de 2019 discutindo a urgente, necessária e aprovada reforma da Previdência. Como sabemos, a proposta do governo federal, aprovada pelo Parlamento brasileiro, tem como expectativa uma economia de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos, algo considerado por técnicos da equipe econômica e por economistas renomados fundamental para o ajuste das contas públicas. É inquestionável a urgência de implementarmos reformas estruturais e estruturantes. Depois da Previdência, é chegado o momento de discutirmos a reforma administrativa, a reforma tributária e o novo pacto federativo. Ocorre, no entanto, que nesse debate é imperioso que sejam colocadas em discussão punições mais rigorosas, efetivas e céleres contra os gestores públicos irresponsáveis. É inaceitável, por exemplo, que Estados hiperendividados consigam aderir aos Planos de Recuperação Fiscal e descumpram, sem qualquer pudor, suas contrapartidas no combate ao desperdício e no ajuste de suas contas. Não podemos, em hipótese alguma, permitir que gestores públicos regionais e municipais flertem com o apocalipse fiscal e não recebam nenhuma punição. É injusto que o conjunto da sociedade brasileira seja obrigada a arcar com todo o ônus. O fundamental, sem dúvida, é conseguirmos tirar o País do colapso e colocá-lo, finalmente, no rumo do desenvolvimento econômico, promovendo, antes de tudo, inclusão social. Para tanto, porém, é preciso encontrar o caminho certo.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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COMEÇA A GRANDE CORRIDA MUNICIPAL

Falta pouco mais de um mês para a data em que todos os candidatos a prefeito ou vereador filiarem-se aos seus partidos. A eleição ocorrerá dia 4 de outubro e os candidatos têm de se filiar com seis meses de antecedência. O eleitor será chamado no dia 4 de outubro para escolher 5.568 prefeitos e 57 mil vereadores. Para prefeito haverá coligação, mas para vereador elas são proibidas. Cada um dos 33 partidos registrados pode apresentar até 150% - uma vez e meia – o número de vagas nas Câmaras. Só em 15 das 5.570 cidades brasileiras há a possibilidade da hipotética eleição de um vereador por partido. Com mais de 1 milhão de habitantes, elas têm de 33 a 55 vereadores. O melhor que o eleitor pode fazer é conhecer os candidatos e, no caso de postulantes da reeleição, verificar o que prefeitos e vereadores fizeram (de bom ou ruim) para, com base nisso, decidir o voto. Pode, também, usar as redes sociais para conscientizar os demais eleitores. Afinal, prefeito e vereador, além de seus compromissos com o município, ainda são grandes cabos eleitorais para as eleições gerais, no caso as de 2022, quando serão eleitos (ou reeleitos) presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

         

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CID GOMES

O senador Cid Gomes estava licenciado quando atentou contra a vida de dezenas de pessoas – policiais militares e seus familiares – em Sobral (CE). Portanto, na ocasião, o quase-homicida não era senador (portanto, sem foro privilegiado), mas um cidadão qualquer, devendo responder na Justiça comum estadual cearense por tentativa de homicídio qualificado. Só foi contido em razão de ter levado dois tiros providenciais, em legítima defesa – do atirador e de terceiros –, que impediram uma tragédia (crime preterdoloso). Em última análise, os tiros salvaram a vida do próprio Cid Gomes, em face das possíveis consequências.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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INDISCIPLINA NO TRÂNSITO

De 1 a 10, quanto maior a indisciplina, maior a nota na classificação atual da indisciplina no trânsito de São Paulo. Segundo meu ponto de vista: 9 (ciclistas); 8 (patinetes); 7 (motoqueiros); 6 (manobristas de restaurantes); 5 (pedestres); 4 (motoristas de caminhões VUC); 3 (motoristas amadores); 2 (motoristas de taxi); e 2 (motoristas de ônibus).

Carlos Tullio Schibuola cschibuola@gmail.com

São Paulo

 

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