Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

Críticas sem fundamento

Em visita aos EUA o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer críticas aos governadores dos Estados brasileiros pela alegada recusa a baixar as suas alíquotas de ICMS sobre os combustíveis. Bolsonaro parece esquecer que o ICMS é a principal fonte de arrecadação estadual e, portanto, qualquer medida nesse sentido teria de ser amplamente discutida e haver alguma compensação no curto e no médio prazos. Em matemática não existe interpretação ou política, pois se trata de uma ciência exata. Pois bem, se existe um valor estimado de arrecadação e já se empenhou todo o planejamento com o montante previsto, qualquer alteração – se não for por causa de imprevistos – deve ser estudada a fundo. Além disso, a proposta presidencial deveria caminhar em outro sentido. Por que a União não reduz os seus impostos, em especial sobre medicamentos, para beneficiar a população e, em decorrência, as finanças dos Estados e municípios? O governo central, diferentemente das prefeituras e dos governos regionais, pode emitir títulos. Aos governadores e prefeitos cabe o custeio de parcela considerável dos serviços públicos tidos como essenciais. E então, vamos tirar dinheiro desses segmentos? A gestão pública exige, mais do que nunca, responsabilidade fiscal e transparência, em respeito aos contribuintes.

WILLIAN MARTINS

MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA

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Prioridades

Falta de lítio

Está faltando carbonato de lítio no mercado, informa Daniel Martins de Barros (9/3, A13), deixando desassistidos pacientes portadores de transtorno afetivo bipolar – 80% a 90% sofrem recaída quando a interrupção do remédio é repentina. E os três Poderes se digladiando por causa da manifestação do dia 15. Que tal darem atenção a esse desabastecimento? Ao defender a democracia não podem esquecer as pessoas.

SANDRA MARIA GONÇALVEZ

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Infraestrutura

Investimentos necessários

A Confederação Nacional da Indústria “expõe os efeitos deletérios das más políticas públicas no setor de infraestrutura e a urgência de fomentar condições para atrair o capital privado”, conforme o editorial A deterioração da infraestrutura (9/3, A3). Temos 100 milhões de brasileiros sem acesso a esgoto e poucas condições de incentivar investimentos do capital privado nessa área. Quase 60% dos gastos da União se destinam a pensões, aposentadorias e salários do setor público, quando o padrão mundial gira entre 20% e 25%. Segundo dados do Banco Mundial, os servidores federais brasileiros ganham em média 100% mais do que seus similares da iniciativa privada, a maior desproporção em 53 países pesquisados. Como os salários, benefícios e aposentadorias no setor público estão totalmente fora da realidade do País e protegidos pelo tal “direito adquirido”, parecem-me reduzidas as condições de o governo poder realizar melhorias na área de infraestrutura.

EDGARD GOBBI

EDGARDGOBBI@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Poder Judiciário

Apertando o cindo

Leio que, sem socorro do Executivo, o Judiciário tem de começar a fazer cortes para cumprir a lei do teto de gastos – regra que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior (8/3, B1). Será que agora vão usar melhor o dinheiro dos nossos impostos?

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Trânsito

Placa Mercosul

A obrigatoriedade de uso das placas do Mercosul nos veículos não agradou à maioria dos proprietários. Quiseram copiar o eficiente modelo europeu, mas nossa realidade é totalmente diferente. A nova placa exclui a tarjeta com nome das cidades e o lacre. E o preço, que deveria ser mais baixo, só aumenta. Em abril do ano passado emplacar um carro zero km custava R$ 129 na cidade de Sumaré. Neste ano, R$ 210, aumento de quase 70%, enquanto a inflação do período foi de 4,31%. O que justifica o abusivo aumento?

ALEX TANNER

ALEXTANNER.SSS@HOTMAIL.COM

SUMARÉ

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Ronaldinho Gaúcho

Preso no Paraguai

O craque, que já foi eleito duas vezes “o melhor do mundo” pela Fifa, campeão mundial em 2002 pela seleção brasileira, entre outras façanhas notáveis, encontra-se no momento detido no Paraguai por suposto envolvimento num esquema nebuloso de lavagem de dinheiro em negócios escusos e recebimento de documentos falsos de cidadão daquele país. Como se vê, a falta de um esquema profissional de agenciamento e aconselhamento de atletas na ativa ou fora dela acaba dando nisso. Ronaldinho, quem diria, virou paraguaio falsificado.

J. S. DECOL

DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Santa ingenuidade!

O Ronaldinho Gaúcho e seu irmão receberam documentos de naturalização paraguaios e acreditaram ser verdadeiros? Boa-fé ou burrice?

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Lá e cá

Vejam só que beleza, o Paraguai dando lição ao Brasil, mostrando como as coisas devem ser feitas! Lá o crime dá cana. Aqui, pede-se vista do processo, aí ele é perdido de vista e acaba prescrevendo...

ITALO POLI JUNIOR

ITALIPOLI10@GMAIL.COM

JAÚ

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De ameaças

O Paraguai decidiu que Ronaldinho Gaúcho representa uma ameaça ao país e as autoridades agiram rapidamente, prendendo-o. Já sobre a avalanche de armas, drogas e contrabando que invade o Brasil via Paraguai não se veem ações tão contundentes como essa da prisão do ex-jogador e seu irmão.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

COVID-19


O novo coronavírus (Covid-19) ganha proporções mundiais e exige cuidados. A Itália isolou um quarto de sua população (Estadão, 9/3, A12) e até o papa deixou de aparecer em público, emitindo sua bênção pela internet. No Brasil temos 25 casos confirmados, 663 suspeitos e 632 já descartados. Só o Maranhão ainda está livre. Epidemia de diferentes males, especialmente de gripe e assemelhados, é coisa antiga e tende a se ampliar no mundo globalizado. É preciso que a população esteja atenta. Não com a histeria de uso indiscriminado de máscaras ou assepsia exacerbada. Mas evitando aglomerações e locais que possam facilitar a transmissão do vírus, que, é bom dizer, ainda não circula no País, mas pode fazê-lo a qualquer instante. O momento é de cautela, mas importantíssimo não no esquecermos da dengue, da febre amarela, da zika e da chikungunya, males que, diferentes do corona, já circulam no País e fazem muitas vítimas entre nós.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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PÂNICO


O estresse causado pelo pânico do coronavírus vai causar mais problemas de saúde que o próprio.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TENSÃO MUNDIAL


Além do coronavírus, a abrupta e surpreendente queda do preço do petróleo deixa a economia global numa reviravolta cujas consequências num futuro próximo são desconhecidas. Aqui entre nós, tais fatos podem igualmente mudar todos os projetos políticos e econômicos que estavam em andamento, o que inquieta todas as lideranças nacionais.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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NAVEGANDO NUMA TEMPESTADE


Com a economia perdendo valor e entrando numa “tempestade perfeita”, vieram-me à mente alguns ditados de navegantes a esse respeito: nunca assobie pra chamar o vento... pode vir uma tempestade. Tempestades são lindas para quem as assiste por televisão. O mar é vivo. Lembre-se de que, se o barco subir numa onda, ele vai ter de descer. Numa tempestade, o vento é o comandante. Os maiores perigos estão na baía, não no mar aberto. O maior medo não é afundar o barco, é cair na água. Ocorre que o nosso horizonte, que é sempre igual, também é sempre diferente. Assim, não adianta teimar e exigir que as coisas sejam como você queria: não existe delivery no meio do oceano. Perante a imensidão, descobrimos quão pequenos são os nossos “grandes” problemas. As verdadeiras necessidades da vida são mais simples do que parecem. E pequenas mudanças podem causar grandes transformações. Em alto mar, na hora do aperto, todo homem crê em Deus.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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‘YES, NÓS TEMOS BANANA!’


Enquanto o dólar dispara, a economia empaca, as enchentes matam, o desemprego não diminui, a educação é sucateada e o coronavírus chega aqui, ao Brasil, o mandatário supremo come churrasco em Miami e faz acordo militar com os States. E diz que “vai dar um troco em Maia”. Consolida a frase “yes, nós temos bananas!”.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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CONSELHOS CERTOS


Bom foi o conselho dado por ministros a Jair Bolsonaro: ir à TV e dissuadir seus partidários da inoportunidade da manifestação do dia 15 para apoiá-lo. As redes sociais irão fazer o mesmo? E Bolsonaro, ficará com quem?


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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MENTIU, MAS ASSUMIU


O presidente Jair Bolsonaro, na controversa convocação para as manifestações em seu favor no próximo dia 15, deixou claro que, num primeiro momento, resolveu mentir sobre o fato, dizendo que “não sabia de nada”, mas depois, sem saída, resolveu assumir e passou aos quatros cantos convocar a população para demonstrar insatisfação contra a politicalha e contra alguns ministros do STF que lutam pelo quanto pior, melhor. Vamos aguardar!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ENTRE PODERES


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirma que “governo afasta investidor e ‘viraliza’ ódio”. Ora, com isso o senhor Maia se coloca na posição de vítima perante a mídia e a Nação, já antevendo o mundo desabando sobre sua cabeça quando das manifestações programadas para o dia 15 de março, quando Congresso e Supremo Tribunal Federal irão se transformar em vidraça. Será um salve-se quem puder. Quem viver verá!


Maria E. Amaral melisalf3175@gmail.com

São Paulo


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ÂNSIA DE PODER


Por que “Botafogo” está tão incomodado? A velha República luta para manter seu status quo. Até quando o Brasil vai suportar? Pouca coisa se aproveita deste Congresso viciado no toma lá da cá. É preciso dar um basta. Cumpra seu papel republicano, já está bom. Contenha-se na sua ânsia de poder. Mudanças são necessárias e são tão difíceis de realizá-las, porque sempre conflita com interesses corporativos que não beneficiam em nada a Nação.


Jose Luiz Monteiro jlm.eng@hotmail.com

São Paulo


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CUTUCANDO A ONÇA


Rodrigo Maia quis desfigurar o presidencialismo numa espécie de parlamentarismo. Cutucou a onça com vara curta!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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INDIGNADOS


Se o Congresso e o Supremo estão indignados por Bolsonaro ter pedido que a população participe das manifestações programadas para o próximo dia 15, é sinal de que estamos no caminho certo.


Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas


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CONTRADIÇÕES


Após criticar o presidente Jair Bolsonaro quando este declarou simpatia – perfeitamente aceitável, posto que oriunda de um cidadão – às manifestações, instrumentos legítimos do jogo democrático, programadas para o próximo dia 15/3, o senhor Fernando Henrique Cardoso afirmou não representarem elas risco para o Brasil, o que é evidente, já que a realização não objetiva a ameaças à ordem constitucional. Assim, onde reside o possível perigo hipotético por ele aventado? Talvez exatamente nas especulações eivadas de segundas intenções partidas de um hoje desacreditado líder que busca desesperadamente reaver o protagonismo de outrora, mas não consegue mais ser  convincente em seus pontos de vista, em face das contradições entre o que professa e os posicionamentos adotados em circunstâncias passadas vinculadas aos governos de esquerda.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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FHC


O ex-presidente, que desejou aconselhar Sérgio Moro, teve como ministro da Justiça Renan Calheiros. Conseguiu para si a reeleição (para muitos de forma pouco ortodoxa) e mantém aposentadorias e as mordomias de um ex-presidente – que podem ser legais, mas deveriam ser imorais para este “paladino da democracia”.


Marilene Fernandes mm.cruz23@me.com

São Paulo


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‘UM POVO INCÔMODO’


Realmente gratificante poder saborear a leitura do artigo Um povo incômodo (8/3, A10), de autoria do brilhante jornalista J. R. Guzzo, uma das poucas vozes capazes de entender o dispositivo constitucional que agasalha o direito à livre manifestação popular, seja qual for seu conteúdo! Diferentemente do que muitos de seus colegas apregoam – não se sabe se por ignorância mesmo ou por má-fé –, que a finalidade da manifestação do dia 15 tenha por objetivo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, tal possibilidade não está na ordem do dia! O que está na ordem é a necessidade de parlamentares mais conscientes de seus deveres para com o povo que os elegeu e os paga, bem como a necessidade de decisões mais sensatas de certos ministros da Corte Suprema, que se julgam no direito de se manifestar em assuntos políticos, lembrando-se, por exemplo, de esquecer o dever de não fazer julgamento prévio sobre questões que poderão vir a decidir. Parabéns ao jornal por ter entre seus colaboradores uma pessoa de elevado nível intelectual.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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CONSTITUCIONAL


Quero cumprimentar o colunista J. R. Guzzo, pelo excelente artigo publicado no Estadão de 8/3 (A10). Nele, o autor, com argumentos convincentes e irrespondíveis, demonstra que as manifestações convocadas para o dia 15 de março são legítimas e em conformidade com o artigo 5.º da atual Constituição brasileira. Portanto, não são nem antidemocratas e muito menos fascistas, como estão repetidamente alegando vários órgãos da imprensa e os presidentes da Câmara, do Senado e do STF. Complementando o artigo, acrescento um pronunciamento do ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln, reconhecidamente um defensor da democracia, que exprime o pensamento da maioria dos eleitores de Bolsonaro e que certamente estarão nas manifestações democratas de 15 de março: “Nós, os cidadãos, somos os legítimos senhores do Congresso e dos tribunais, não para derrubar a Constituição, mas para derrubar os homens que pervertem a Constituição”.


Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro


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15 DE MARÇO


Finalmente, alguém da imprensa não está se fazendo de desentendido. J. R. Guzzo (8/3, A10) entendeu que o povo pode ir às ruas, estimulado ou não pelo presidente da República. Quem ainda não entendeu que a população hoje vê com mais clareza que os parlamentares e ministros do STF fazem o que não devem? Ninguém quer fechar de fato seja o Congresso, seja o STF: querem exigir de seus integrantes mais trabalho honesto e o fim do descaramento com pose de democratas.


Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo


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INTERESSES


Sobre o artigo de J. R. Guzzo no Estadão de 8/3 (A10), parabéns ao jornalista, pelo texto, e ao jornal, que demonstra assim sua neutralidade e caráter democrático, por permitir artigos com as mais variadas tendências. Guzzo mostra com clareza que as manifestações do próximo dia 15/3 não serão, efetivamente, um atentado à democracia, como alardeiam, no Congresso Nacional, o deputado Rodrigo Maia e o senador David Alcolumbre, ambos criticando que serão um atentado à democracia e às instituições as próximas manifestações, mas, na verdade, estão apenas defendendo seus próprios interesses, com medo de serem expostos negativamente, como certamente deverão ser. Os lacaios do presidiário Lula, o “demiurgo”, estão quietinhos só observando, já que atualmente estão tão desmoralizados e fora do jogo político que se sentem incapazes de chamar e organizar a militância para uma manifestação comparável às que ocorrerão no dia 15 e haverão de ser, com certeza, históricas.  


Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo


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A SOLUÇÃO É A REFORMA


J. R. Guzzo (8/3, A10) indaga: desde quando um deputado ou senador não pode ser cobrado por quem o elegeu? Resposta simples: desde sempre, pois o eleitor não tem o poder de despedi-lo sumariamente do exercício de sua função. Tudo o que nos resta é demonstrar de mil maneiras nossa indignação. Ficamos de peito cheio por participar de manifestações, símbolos da democracia, para logo em seguida enfiar o rabo entre as pernas, pois os senhores citados e até representados por bonecos irão continuar em seus postos, fazendo o que bem entendem. Enquanto não houver reforma política e voto distrital com recall, ficaremos patinando no mesmo lugar.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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CHEIRO DE 2013


Dia 15 está cheirando ao junho de 2013, quando os movimentos sociais convocaram manifestações em todo o País para dar um basta na corrupção, na bagunça organizada pelo PT e seus governos, que culminaram com a saída de Dilma. Rousseff da Presidência. Hoje, quase sete anos depois, a história se repete, agora especificamente contra o Congresso e o STF e seus personagens que ultrapassaram os limites da democracia ao tomarem decisões à sua revelia, contra a Nação. Além de R$ 2 bilhões para o fundo partidário, R$ 30 bilhões para as emendas, os senadores e deputados tomaram para si o País junto com o STF que instituiu o juiz de garantia para tornar mais digerível a impunidade, como também a anulação da prisão em 2.ª instância. Ninguém acreditou, nem o governo, os políticos e a imprensa, nos protestos de 2013, que começaram no Rio de Janeiro e em São Paulo, e se espalharam pelo País inteiro. Muitos não acreditaram, zombaram, jornais e renomados jornalistas diziam, por exemplo, que no Rio de Janeiro era por conta do aumento de apenas R$ 0,20 nas tarifas de ônibus, mas no fundo era muito mais além da máfia dos transportes, eram Cabral, MDB & cia., a cleptocracia generalizada no Brasil. Um milhão de pessoas foram para a Avenida Presidente Vargas – e a TV Globo anunciou 300 mil, e a PM não quis revelar o seu número.


Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro


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O CONGRESSO E O POVO


Num regime democrático, o governo não pode tratar o Congresso como inimigo. Mas e o Congresso, pode tratar o povo como inimigo?


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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BAIXO PARÂMETRO


Num regime democrático, o Congresso não pode tratar o Executivo como inimigo, nem deve ter suas duas Casas presididas por marginais desqualificados. Infelizmente, no caso do Brasil, dado seu sistema eleitoral, é difícil de ter mais de uns 20% ou 30% de senadores e deputados preparados moral, ética e culturalmente para a responsabilidade que tais cargos exigem. Enquanto mantivermos os atuais parâmetros político-eleitorais, viveremos o vicioso sistema político que nos impede de ascender ao Primeiro Mundo.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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TROCANDO AS BOLAS


Será que não é o Congresso que trata o Executivo como inimigo? Concordo que se tem de fazer o debate público, mas não devem durar eternamente esses debates no Congresso nem ter prazos longos. O Brasil tem pressa. Parece-me mais uma retaliação do Congresso contra 58 milhões de eleitoras e eleitores que elegeram Bolsonaro. Será que ele não tem legitimidade também? Um Congresso autoritário, retaliador e sem senso crítico, será que não é?

Lino André Votta Alves lvottaalves@yahoo.com

Campinas


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INTRANSIGÊNCIA PARA A RUPTURA


A definição da democracia mais adequada ao momento atual brasileiro é a mais simples de todas: “governo em que o povo exerce a soberania” (by Google). Mas isso não é conveniente para os poderes que temem manifestações populares. Após décadas de conchavos políticas e generalizados que tornaram a corrupção uma prática nacional com base no toma lá da cá, os brasileiros elegeram um chefe de governo e de Estado – somos um sistema presidencialista, e não parlamentarista – para acabar com esta prática que incluía a proteção de parte da imprensa escrita, falada e televisiva, com base na troca de favores. A imprensa praticava a tolerância e o governo garantia as concessões, propagandas e outras benesses. Em nenhum momento o atual mandatário usou, mesmo quando atacado, adjetivos que desclassificassem membros do STF, como já o fizeram vários ministros. E nem aos presidentes do Poder Legislativo, mesmo quando o atacam citando o seu nome. Defendeu-se, sim, da imprensa no mesmo tom como foi atacado. Está no seu direito. Planos de segurança, reformas e propostas do governo e até mesmo atos de exclusiva responsabilidade do Poder Executivo têm sido abertamente atacados, recusados e deformados. O brasileiro não toleraria mais um retrocesso nem tolera esta intransigência dos outros dois poderes que insistem na volta de comportamentos que enaltecem o politicamente correto, mas que, na realidade, apenas para ocultar práticas abomináveis. A manutenção deste quadro e esta resistência que já está sendo chamada de chantagem pode ser a causa da construção de um caminho para a ruptura. Não há ruptura sem apoio popular e sem uma motivação justa para provocá-la. Os brasileiros não querem isso. Somente os intransigentes podem motivá-las com a instauração de uma crise institucional. Seria isso que os demais poderes e a imprensa querem? Ou querem derrubar o presidente para que ele não execute os seus planos? Criticar somente um dos poderes é injusto e irresponsável. Em vez de chamar a manifestação do povo de antidemocrática, não seria melhor que ouvissem os anseios dos brasileiros e mudassem a sua postura para uma ação em prol do Brasil, como se manifestou o presidente? A manutenção da intransigência e da resistência às iniciativas e reformas de um governo que foi eleito para implementá-las é o maior risco. Que tal pensarmos também sob este ângulo, não considerado pelos demais poderes e pela imprensa?


Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo


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REFLEXÃO


Inimizades se criam a partir das divergências de visão e interesse. Pedir a alguém que ofereça a outra face quando ambos acreditam que estão com a verdade é pura utopia. Se a democracia se forma a partir do conceito e do livre arbítrio da maioria que vota e opina livremente, um dos lados terá de ceder. Neste momento, uma reflexão mais profunda pode definir quem.


Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão


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PÉSSIMA MEMÓRIA


Katia Abreu afirma, conforme divulga a Coluna do Estadão (9/3, A4): “Ir às ruas, fazer greves e manifestações é legitimado pela democracia, mas chamar para a rua contra o Congresso e o STF é destruir a mesma democracia”. O brasileiro tem péssima memória política, e Katia sofre do mesmo mal. O que ela pensa de um bando de representantes do povo, no caso, de mulheres, subir à mesa diretora de uma Casa do Parlamento, rasgar documentos que registram as atividades do dia, impedir a continuação da sessão e ocupar lugares na mesa? É isso a prática mais fina numa democracia?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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A CULTURA E O GOVERNO


Regina Duarte e governo Bolsonaro: lua de mel ou de fel? A conferir nos próximos capítulos desta emocionante novela...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÃO 2020


Como se pode ver, Joao Doria é um trator. Em setembro passado, lançou como pré-candidata tucana à sucessão do prefeito Marcelo Crivella Mariana Ribas. No caminho surgiu Gustavo Bebianno, desafeto de Bolsonaro e presa fácil de Doria, que viu nele um potencial candidato a suceder Crivella. Não pensou duas vezes: derrubou Ribas e, como prêmio de consolação, ofereceu a ela um emprego na Secretaria da Cultura em São Paulo. Diante da rasteira dada em Mariana Ribas, Bebianno disse que “a política é muito dinâmica”. O nome disso é conspiração, já que na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem. Como disse Maquiavel, “em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã”. Já vimos esse filme. Aguardemos outubro.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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ALCOOLISMO NO FUTEBOL


Excelente a matéria do caderno de Esporte de ontem, página A15 (Alcoolismo, um tabu no futebol do Brasil). Além da matéria, o rosto lúcido e sóbrio do ex-jogador Cicinho joga luz num problema sério. Mas o ponto que gostaria de salientar aqui é o exemplo que o jogador nos dá por meio desta entrevista. A cervejinha é um drama para um atleta que ganha um bom salário, porque é apenas o gatilho para bebidas mais “nobres”. Porém um jovem torcedor de periferia tem na cerveja o mesmo gatilho, mas “vizinhos” um tanto quanto diferentes. Enquanto um jogador de futebol tem como vizinho uma padaria como a Lareira (Perdizes), por exemplo, um jovem torcedor de periferia tem em sua vizinhança um ponto de drogas. O mesmo gatilho para ambos, vizinhos diferentes. O torcedor que teve no “velho” Cicinho um exemplo não tem chances nenhuma de migrar para o Blue Label (R$ 799). Mas o torcedor que teve no “velho” Cicinho um modelo terá por perto a cocaína (R$ 10). Parabéns ao novo Cicinho, atleta de Cristo, sobriedade nas respostas. Temos de falar com os nossos jovens, eles estão morrendo nas mãos das drogas. Parabéns ao jornal, uma página inteira para tratar deste drama, que orgulho.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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RONALDINHO GAÚCHO


Demais para minha beleza ver o ex-futebolista brasileiro Ronaldinho Gaúcho preso no Paraguai por falsificação de documento. Jamais pensei que viveria até aqui para isso. O que mais tenho para ver? Desliguem os tubos já!


Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


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ATÉ O PARAGUAI


Até parece piada pronta, mas é realidade: o Paraguai prendeu Ronaldinho Gaúcho por suspeita de vários crimes, entre eles o de “falsificação”, o que, por si só, é hilário partindo de um país que nada fabrica e tudo comercializa. As garrafas de whisky falsificado tremeram nas prateleiras de Porto Stroessnner em Ciudad del Este. Agora, falando mais sério, ao menos a Justiça daquele país prendeu R10, algo que aqui, no Brasil, nunca aconteceu, ao contrário, o presidente Bolsonaro nomeou o dito cujo como “embaixador do Turismo do Brasil”. Até o Paraguai é mais sério que seu vizinho gigante...


Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru


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DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA


Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário Assis são presos preventivamente no Paraguai. Sustenta-se o decreto prisional temporário (até seis meses), em falsificação de passaporte, sem detalhamento do fato, pelo menos que tenha vindo a nosso conhecimento. Nestes casos, a prisão preventiva visa à garantia da ordem pública. Ordem pública do notório estado de desordem jurídica daquele país, como todos sabem? Os encarcerados estavam a caminho do Brasil; portanto, ameaçar a “ordem pública” do Paraguai é uma contradição em seus próprios termos. O Itamaraty, já na hora de demonstrar o que nos resta de soberania, deveria exigir um detalhamento de todos os fatos, emitir parecer jurídico concludente e, certamente, ao fim e ao cabo, exigir a imediata soltura de um nacional querido por nosso povo, que fez a alegria de milhões de brasileiros. O ato parece-nos, mais do que tudo, demonstração de força jurídica de um país que sempre se demonstrou enfraquecido, a começar pelo contrabando e pelo descaminho, e a receptação de veículos brasileiros, sob a bênção de suas autoridades, pelos quais nossos proprietários nunca alcançaram a devida indenização. O Direito Internacional opera na razão diretamente proporcional das soberanias e do autorrespeito dos povos envolvidos e de suas prontas intervenções.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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POR QUÊ?


Uma simples pergunta, com inúmeras possibilidades de resposta: qual a necessidade de um jogador de renome mundial no futebol como Ronaldinho Gaúcho de se envolver numa maracutaia de tal magnitude? Seria sua ignorância nas consequências, sua ingenuidade, será que ainda acredita em Papai Noel ou simplesmente queria engordar suas contas bancárias mediante motivos escusos, com mais euros, dólares, libras esterlinas ou reais, mesmo? Agora, cá entre nós, foi de uma infantilidade absurda seu argumento ao ser questionado como havia conseguido os passaportes paraguaios, afirmando que, quando os recebeu, nada questionou, pois achou tratar-se de um ato de gentileza e atenção do governo paraguaio com ele.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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IMATURIDADE


Ele é um ex-jogador famoso, solteiro, milionário, realizado profissionalmente, querido do grande público, sempre lembrado em documentários, imortalizado no exterior... Enfim, a perspectiva era apenas tocar a vida e ser feliz. Mas, aí, Ronaldinho Gaúcho, sabe-se lá por que, decide entrar no Paraguai com passaporte falso. Muito além do inexplicável, do desnecessário, é a certeza de que aquele menino humilde de Porto Alegre, como tantos outros mitos do futebol, se recusa a crescer.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ) 

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