Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 03h00

Petróleo e coronavírus

Mundo em transe

A queda das atividades econômicas no mundo todo levou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a reduzir a produção, para evitar a queda de preço. A Rússia, que não faz parte da Opep e deseja comprometer a produção do petróleo americano, extraído de xisto e que precisa custar mais de US$ 40 o barril para ser economicamente viável, foi contra um acordo e decidiu continuar sua produção no mesmo nível. A Arábia Saudita, aliada dos americanos, elevou sua produção e ainda dá descontos para conquistar novos mercados. Está armada a peleia. O barril de petróleo do tipo Brent, que valia US$ 69, caiu para US$ 45 pela recusa da Rússia. A decisão dos árabes e a disputa declarada fez o valor do barril cair para históricos US$ 30 e as bolsas de valores despencarem pra valer nesta segunda-feira. Há 120 anos o ouro negro provoca guerras entre as grandes potências e os maiores produtores. O tabuleiro da geopolítica promete grandes lances para os próximos dias, em meio ao combate contra o coronavírus. O Brasil e o resto do mundo, pelo visto, foram apanhados de surpresa no meio dessa guerra sem fim...

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Nova era

Estamos assistindo ao melancólico fim da era do petróleo. Uma guerra de preços em clima de fim de feira deixa claro que só vai sobreviver quem produzir petróleo barato. A época de petróleo a US$ 100 o barril tornou viáveis vários projetos de exploração caríssimos, como o pré-sal brasileiro. Com o preço do barril em queda livre, esses projetos se tornam economicamente inviáveis. As energias alternativas também vão sofrer com o petróleo barato. Com a redução da atividade econômica, países fechando as fronteiras e o fim dos grandes eventos públicos, o mundo está caminhando para se tornar um lugar pior, onde ninguém sai de casa, nem para trabalhar e estudar. Vão sobreviver aqueles que se adaptarem melhor e mais rapidamente a esta nova realidade.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Dependência

Espero que a atual situação, provocada pela covid-19 e agora pelo petróleo, ao menos sirva de alerta aos países ocidentais sobre a brutal dependência dos produtos fabricados na Ásia, notadamente na China. Há necessidade de impor limites à busca incessante do lucro com os produtos baratos lá produzidos. Se nada for feito, ficaremos eternamente reféns deles.

FAUSTO JAMES VIDOTTO

FAUSTOVIDOTTO@YAHOO.COM.BR

SÃO CARLOS

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Luz vermelha

As atuais crises do coronavírus e do petróleo devem acender a luz vermelha no governo no sentido de que as privatizações são urgentíssimas. Não podemos continuar com a economia engessada, capitaneada pelo atraso das empresas estatais. São organismos burocráticos, onde impera a mordomia para empregados, que nunca são afetados por crises econômicas. Eles sempre garantem sua “participação nos lucros” e não são afetados por reformas previdenciárias, por causa dos seus ricos fundos de pensão.

HEITOR VIANNA P. FILHO

LAGOS@ARARUAMA.COM.BR

ARARUAMA (RJ)

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Pit stop

Que tal uma parada nas disputas políticas e unir esforços para estancar a contaminação do coronavírus? Por enquanto, é o nosso maior inimigo.

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Harmonia dos Poderes

Ligar os motores

As intrigas entre os Poderes Executivo e Legislativo estão prejudicando o desenvolvimento do Brasil. Isso nada mais é do que falta de seriedade e compromisso com a Nação. Quando escolhe seus representantes, o eleitor o faz crendo que o Executivo vai executar as leis e cuidar da administração do Estado em todos os níveis e que o Legislativo vai se ocupar da criação, modificação e aplicação das leis. É também função do Legislativo fiscalizar as ações do Executivo. Fiscalizar, não atrapalhar. A Constituição federal estabelece que haja harmonia entre os Poderes. Eis alguns sinônimos de harmonia: equilíbrio, ordem, acordo, concórdia, consonância, entendimento, conciliação. Nos dicionários de língua portuguesa não consta a palavra “disputa” como sinônimo de harmonia. É preciso que o Congresso e o Planalto enxerguem que o Brasil está parado e o povo clama por dias melhores. Está passando da hora de decolar. Ligar motores!

JEOVAH FERREIRA

JEOVAHBF@YAHOO.COM.BR

TAQUARI (DF)

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Economia

Peso da máquina pública

O Brasil real vai muito bem, obrigado. Temos uma estrutura bancária e de mercado de capitais de qualidade mundial, na agricultura, bombando, somos campeões mundiais numa série de itens, como soja, milho, açúcar, laranja, carnes. Somos o maior produtor de álcool e celulose do mundo. O setor de mineração é muito eficiente, principalmente em minério de ferro e nióbio. Os serviços têm apresentado constante desenvolvimento. A indústria de produtos alimentares é das mais desenvolvidas. O que vai mal no Brasil, e cada dia só piora, é a estrutura pública, em todos os sentidos, com um valor astronômico de despesas improdutivas, o que faz não sobrar dinheiro para o poder público investir e ajudar a desenvolver o Brasil.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Largo do Paiçandu

No Lago do Paiçandu, à noite, bandidos se passam por moradores de rua para assaltar, aproveitando-se do fato de que a polícia não costuma abordar essas pessoas. Mas se a PM o fizesse, iria recolher diversos objetos perfurocortantes usados nos assaltos. Fica a dica.

HAROLDO SANTOS

AROLDOLS123@YAHOO.COM

SÃO PAULO

OS VOOS DA FAB


Decreto do presidente Bolsonaro publicado na última sexta-feira no Diário Oficial proíbe o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para autoridades viajarem para casa. Salvo motivo de segurança ou saúde. A medida revogará o que está em vigor desde 2002, ano em que o então presidente Fernando Henrique Cardoso autorizou, via Diário Oficial da União, a utilização de aeronaves por autoridades. Muitas delas, habituadas ao bem-bom, hoje devem estar furiosas com o fim dessa mordomia, que onera o bolso do contribuinte dando muitas vezes margem a exageros, como, por exemplo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recordista absoluto de uso dos jatos da FAB, que só no ano passado contabilizou um total de 229 viagens por nossa conta. O decreto também impõe às autoridades o compartilhamento de voos para o mesmo destino em horários próximos, proíbe o uso dos aviões por interinos e exige comprovação, registro e divulgação dos motivos da viagem, de responsabilidade da autoridade que requeira o voo, e estabelece regras sobre caronas. Não obstante, Bolsonaro é o único presidente que é vilipendiado e ameaçado de impeachment por não deixar que continuem a abusar do povo brasileiro. Sim, porque somos nós que pagamos esta conta, com impostos diretos ou indiretos. Por isso, tudo no Brasil é mais caro. Com mais esta medida antidesperdício em ação, não é exagero dizer que o Brasil está no rumo certo.


Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo


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FARRA AÉREA


Cumprimentos à oportuna e mais do que necessária decisão do presidente Bolsonaro de dar cobro ao uso de aviões da Força Aérea Brasileira a torto e direito para o deslocamento de autoridades País afora. É preciso pôr fim à “Farra” Aérea Brasileira. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PERDENDO O TREM DA HISTÓRIA


De acordo com o noticiário, Jair Bolsonaro endurece regras para voos da FAB. Ora, o presidente fica se preocupando e perdendo um tempo precioso com “miudezas”, enquanto gravíssimos e urgentes problemas da Nação clamam por soluções. Fala sério, Jair!


Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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DISPENDIOSAS VIAGENS


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, viajou de helicóptero do Estado 121 vezes no ano passado. Witzel não está com disposição para mexer com os donos das empresas de transporte urbano da capital fluminense. Pelo visto, o metrô vai continuar atendendo a uma minoria da população. O ex-governador Sérgio Cabral utilizou o helicóptero mais de 2 mil vezes durante o seu mandato. Cabral viajava frequentemente para a sua casa em Mangaratiba, junto com a família. Recentemente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, viajou para a Europa num jato da FAB. Existem vários voos diários para a Europa saindo dos aeroportos internacionais do Brasil. Não se pode entregar as chaves dos cofres públicos para qualquer um.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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NA FOLIA


Maia usou jatinho da FAB para ir à Europa no carnaval. E como fica? Fica por isso mesmo?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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ÓDIO


Para Rodrigo Maia, governo “viraliza ódio e afasta investidores” (Estadão, 6/3). O “ódio” da população é ver tanta desigualdade e, ao mesmo tempo, ver tantas corrupções “legais” (mordomias, salários incompatíveis com a realidade brasileira, muitos assessores, muita estatal deficitária, aposentadoria compulsória de juízes que vendem sentenças, aposentadorias precoces no âmbito estatal, excesso de dificuldades burocráticas para vender facilidades, etc., tudo dentro da lei) e as corrupções propriamente ditas sem punição à altura, por falta de iniciativa do Congresso ao não votar o “trânsito julgado” em condenações na segunda instância, ao não votar o marco regulatório do saneamento básico, ao não votar a fusão de municípios com prefeito, secretários, assessores, vereadores, mais assessores e sem escola pública de qualidade, sem saúde pública de qualidade, etc. Quer que desenhe, senhor Rodrigo Maia?


Flavio Fraiha ff@bnirj.com.br

Rio de Janeiro


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CICLO NEGATIVO


Concordo que o ódio afasta investidores, e cabe ao governo atual e à população que afastou os governantes que criaram o ódio encerrar este ciclo doente e negativo. Estamos livres do mal que por décadas dirigiu o País, agora precisamos sair desta espiritualidade e aproveitar a chance que temos, urgentemente. Estamos com as pessoas certas, vamos acabar e enterrar o mal que já passou.


Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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DESCRÉDITO


O governo Bolsonaro atrasa reformas e afasta investidores. Esta a declaração do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara. O Brasil efetivamente vive um momento de descrédito internacional pelos posicionamentos inoportunos de quem dirige o País. Como aceitar seus posicionamentos, chegando ao ponto de colocar um humorista para representá-lo em contato com a imprensa? Uma situação que tem reflexos na economia, prejudicando também a área social. E mais: os segmentos sociais comprometidos com o nosso futuro precisam elaborar um plano para promover o entendimento e fazer pressão contra as atitudes do atual presidente e de toda a sua equipe.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA


Está na hora de mandar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de volta para o plenário, junto dos seus pares, e fazer as críticas que lhe convêm. Como presidente, falta-lhe a estatura que o cargo exige. No novo Brasil não deve haver lugar para barganhas e conchavos.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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‘NACIONAL-POPULISMO’


Sobre o artigo Nacional-populismo (7/3, A2), do professor Miguel Reale Júnior, ir contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso não é instaurar o arbítrio nem lesar os direitos fundamentais, quando todos sabemos os “tipos” que lá habitam. Se assim fosse, o professor, acertadamente, não seria um dos propositores do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Atualmente, Bolsonaro é um mal bem menor. Acovardarmo-nos, jamais.


Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas


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ARBÍTRIO


“A eventual frustração de cada qual nos planos profissional, econômico, sexual, familiar, se soma à indignação dos eleitores contra o PT, a corrupção, o Congresso, o STF, muitos sem perceber que ir contra os dois últimos lesa direitos fundamentais e instaura o arbítrio.” O respeitável professor Reale Júnior (7/3, A2) assim escreveu sobre o governo Bolsonaro, numa análise sobre as vitórias dos candidatos de direita pelo mundo. Desculpe-me o ilustre, mas quem lesa meus direitos fundamentais é este Congresso que não vota nada que o povo quer e este STF que escarnece do povo sem punir nenhum dos inúmeros corruptos, além de ambos consumirem nossos impostos de forma obscena, quer seja com planos de saúde vitalícios  e para filhos de 33 anos, quer seja com licitação para lagostas e vinhos finos. Dr. Reale, o arbítrio já foi instalado, pois tanto o Legislativo quanto o Judiciário fazem o que bem entendem, sem qualquer satisfação aos pagadores de impostos que os sustentam. Data vênia, este papo de “instituições funcionando” é furado, pois o povo vive a pior ditadura de todas: aquela disfarçada de democracia.


Joao Paulo de O Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro


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ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO


As expressões constitucionais, sem exceção, são normativas. O Brasil é um Estado – é dizer, não é uma nação simplesmente dispersa, tal como a coletividade judaica antes da criação do Estado de Israel. É democrático, no sentido de que preponderam a liberdade pessoal e pública, nos limites da vontade expressa pela maioria, à qual se subordina a minoria. E é de Direito – direito constitucional. O ato deste fim de semana do governo central pode ser tachado de populista, mas é sobretudo inconstitucional. Nossas Constituições, historicamente, são rasgadas ou pisoteadas. Neste momento, está calcada aos pés na convocação de manifestação coletiva que a malbarata de modo insano. São atos sujeitos a controle – de efeitos gerais – e este o é, os praticados pela Presidência da República, escritos ou não, de natureza política. Cabe arguição de descumprimento de preceito fundamental ajuizável por uma das partes legitimadas e apreciável pelo STF. Provavelmente, o primeiro passo de um impeachment.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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BOLSONARO, O CONGRESSO E O STF


Passei os primeiros sete anos de existência sob a ditadura getulista e os primeiros 21 anos de vida profissional sob a ditadura militar. Hoje, com 81 anos de idade, não gostaria de passar os últimos momentos de vida sob nova ditadura. Desejo lembrar ao presidente Bolsonaro e aos seus seguidores mais radicais que não só ele, como os 513 deputados federais e os 81 senadores também foram democraticamente eleitos, e os ministros do STF foram nomeados por presidentes e aprovados por senadores legitimamente eleitos.


João Farah jf@citycon.com.br

São Paulo


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TRAGÉDIA NACIONAL


Na semana passada, quando uma tragédia de grandes proporções se abateu no litoral paulista e fluminense, por causa das chuvas torrenciais sobre as moradias precárias em áreas de risco, acarretando na morte de quase 50 brasileiros, além de mais algumas dezenas de mortos ainda não localizados, esperava-se uma atitude no mínimo solene do presidente da República. Algo como visitar as regiões atingidas, prestando solidariedade às famílias. Enfim, uma ação de estadista, que é o normal em qualquer país do mundo onde tragédias similares acontecem. No entanto, o que se viu por aqui, nestes tempos obscuros, foi o presidente sair do Palácio do Alvorada com um comediante a tiracolo zombando de jornalistas e fazendo piada sem graça sobre o crescimento do PIB pífio de 2019. E ainda tem pessoas que vão sair às ruas para defender este infeliz no dia 15 de março. Francamente, nunca senti tanta vergonha deste país como ultimamente. O Brasil não merece algo tão vulgar como Bolsonaro. Basta!


Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)


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EXAGERO


Penso que foi exagero do presidente levar consigo um humorista no encontro habitual com o povo. Sem dúvida, o governo já é cercado por uma trupe bem significativa.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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O GOVERNO E A IMPRENSA


A matéria do Estadão de domingo 8/3 (Bolsonaristas tentam atrair projeto que coage a imprensa) traz em suas linhas que apoiadores de Jair Bolsonaro tentam atrair para o Brasil uma organização de extrema-direita americana (Projeto Veritas) para desacreditar jornalistas e empresas de comunicação. Cientes de como funciona o verdadeiro cerceamento à imprensa e a jornalistas, pergunto: por que esses bolsonaristas foram procurar assessoria e know-how para intimidar jornalistas e censurar a imprensa na maior democracia do mundo? Por que não foram direto para a Venezuela e para Cuba? Certamente, sairiam de lá com um manual completo.


Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo


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DE ‘VERITAS’ NÃO TEM NADA


O tal projeto norte-americano de extrema-direita chamado Veritas, destinado a, segundo matéria do Estado, “desacreditar jornalistas e empresas de comunicação e que tem como método principal criar situações para filmar e depois editar de forma seletiva conversas informais de jornalistas e executivos sobre política e suas empresas”, é baixo e rasteiro, para dizer o mínimo. O objetivo direto de seus  idealizadores é constranger e intimidar jornalistas. Ou seja, desprezam o debate aberto, a imprensa livre e, portanto, a democracia. É a versão sofisticada das “bananas” do presidente à imprensa e prato cheio para satisfazer o desejo maquiavélico de seu filho, Eduardo, de “desmascarar a mídia esquerdista”. Veritas é uma palavra em latim que significa verdade. Este projeto pode não ter nada de ilegal, mas é moralmente incorreto e insulta a própria essência da palavra “verdade”.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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‘FORÇAS ARMADAS E SOBERANIA’


Roberto Romano escreveu um artigo (8/3, A2) pouco fora do tempo. Uma análise histórica bem elaborada, mas um pouco persecutória com o governo federal e as Forças Armadas. As greves de policiais militares sempre ocorreram em outros governos federais e nunca se falou disso: quebra de hierarquia. Desde a Nova República (quase todos os governos federais), enfrentaram-se greves de policias militares, que sempre ganharam pouco para o risco que correm. Não quero dizer que outras profissões, como nas áreas de saúde e educação, entre outras, são menos importantes. São tão importantes quanto. Mas o fato é que este artigo é mais persecutório do que imparcial. Sinto muito.


Lino André Votta Alves lvottaalves@yahoo.com

Campinas


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O GURU OU O BRASIL


notícia publicada no Estadão de que um filósofo autodidata com grande e indevida ingerência no governo Bolsonaro pediu perdão ao presidente por ter endossado o nome de Regina Duarte para secretária especial de Cultura é de um absurdo estratosférico. Agora, o indigitado filósofo afirma que errou no endosso de uma pessoa para um cargo ao nível de ministro no governo brasileiro, como se fôssemos uma república das bananas. O capitão Jair Bolsonaro tem o direito de seguir e acreditar em quem quiser. O presidente da República não tem. Nem sequer conduzir os destinos do País sob uma orientação religiosa, visto ser o Brasil um Estado laico. Esta situação vem ocorrendo desde o começo do atual governo, com o indigitado filósofo, que defende teorias esdrúxulas, como a de que a Terra é plana, contrariando toda a ciência humana que nos permitiu ir à lua e explorar o universo. O presidente Bolsonaro, a bem da verdade, durante a campanha eleitoral, deu inúmeros indícios de como trataria as questões do meio ambiente, como infelizmente vem fazendo. Porém jamais indicou que um filósofo autodidata defensor de teorias inusitadas teria grande influência nas indicações de seus auxiliares. Nós não podemos mais aceitar essa situação ridícula, de uma pessoa que até se recusa a morar no Brasil ter voz ativa na escolha dos nossos ministros, utilizando critérios bastante discutíveis, para dizer o mínimo. O presidente Bolsonaro tem de decidir: ou passa a governar o País como um autêntico chefe de Estado ou renuncie à Presidência para seguir os passos do seu guru.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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NOVA NOVELA


Uma nova novela foi lançada recentemente, tendo como protagonistas a atriz Regina Duarte e o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Não chega a ser uma novela longa, porque, se a secretária não obedecer ao que manda o script, será defenestrada, coisa que qualquer um tem acompanhado durante o troca-troca dentro do governo. Regina Duarte não terá muitas cenas para aparecer, pois não tem estrada para ter sucesso num ministério de tantas patacoadas; não será a “namoradinha” no cargo do Brasil que emplacará muito tempo no cargo. A dúvida é quem será o substituto da estrela dos Irmãos Coragem. Algum astro do futebol, um campeão do BBB ou algum outro membro da família Bolsonaro?


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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SORTE


No domingo, em entrevista ao Fantástico, Regina Duarte respondeu com simplicidade e sem arrogância às perguntas  provocativas de seu entrevistador. Estava com certas perguntas tentando a todo custo, e de forma tendenciosa, comprometê-la e ou intimidá-la. Parabéns a esta mulher, que no dia comemorativo das mulheres nos deu uma aula de democracia responsável, e não partidária, e tudo sem prévio script. Desejo-lhe toda sorte em sua tarefa, que não será fácil, pois um policiamento bilateral tenta abalá-la.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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TECNOLOGIA E DESEMPREGO


Diante do avanço tecnológico que está acabando com a necessidade de pessoas para executar as necessidades inerentes a qualquer serviço, não seria o caso de começar a pensar no que vai acontecer quando tivermos milhões e milhões de desempregados no mundo todo? Quanto à superpopulação, a natureza se encarrega de dar um jeito: atestam-no aids, coronavírus, etc. E, quando esta superpopulação está faminta: a guerra.


Francisco L. S.C Galvão atendimento2@costalimaseguros.com.br

São Paulo

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