Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

Leve?!

Li um comunicado (10/3) no site do Ministério da Saúde que começa assim: “Mais de 42 mil postos de saúde espalhados pelo país são capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Estudos indicam que a grande maioria dos casos de covid-19 são mais leves e poderiam ser atendidos nesse nível de atenção. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, dor de garganta e coriza”. No Estadodiz o colunista Fernando Reinach (11/3, A16): “Na Inglaterra, se você acha que pode ter coronavírus, não deve ir a um centro de saúde; você liga e alguém te testa em casa. Isso porque, tanto na China como em outros países, os primeiros casos que chegaram sem ser identificados acabaram infectando médicos e enfermeiros”. Entendo que alguém com suspeita de doença contagiosa não deve ficar circulando nas ruas, nos transportes coletivos, em filas de banco, postos de saúde, farmácias, supermercados, etc. Segundo o Ministério da Saúde a grande maioria dos casos de covid-19 é leve e pode-se buscar um posto de saúde, ou seja, o vírus vai circular pelas ruas, entrar em contato com outras pessoas. Daí a pergunta: se alguém do grupo de idosos ou doentes crônicos – pessoas com o sistema imunológico enfraquecido – for infectado por um desses “casos leves”, o caso continuará “leve”? Precisamos de atitudes sérias, responsáveis e menos retórica.

EDNA OGAKI

ED_OGAKI@YAHOO.COM.BR

VALINHOS

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‘Brincando com fogo’

O colunista Fernando Reinach chama a nossa atenção para a irresponsabilidade do governo brasileiro. Enquanto outros países se dedicam maciçamente a se preparar contra o avanço do coronavírus em seu território e a combatê-lo, nosso Brasil não se preparou adequadamente para tal combate. Parece-me que enquanto não houver um surto que atinja os nossos políticos pouco ou nada de sério será realizado.

MIGUEL GROSS

MGROSS509@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Quarentena geral

A Itália instituiu uma quarentena nacional. E agora, Brasil? Como vamos fazer, conseguiremos trancar um país de mais de 200 milhões de habitantes?!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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A nova marolinha

Donald Trump, o guru do presidente Jair Bolsonaro, reconheceu a gravidade da covid-19, tomou medidas econômicas e aproveitou o ensejo para dar uma “paulada” na Europa, proibindo viagens de e para o continente europeu, menos o Reino Unido – por considerar, talvez, que o vírus britânico seja inofensivo... Já que a ação veio da “matriz”, nosso presidente não precisa mais falar em “fantasia, e pequena crise”. Deve partir, isso sim, para medidas amplas a fim de evitar a propagação da doença. A começar, pelo impacto na disseminação do vírus, das pretendidas manifestações deste domingo. Bem informada, a chanceler Angela Merkel alerta que cerca de 70% da população alemã poderá contrair o coronavírus.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Contramão

Não é a primeira vez nem será a última a estarmos na contramão de fatos graves. Desta vez é na saúde pública. Uma aglomeração de 40 mil pessoas em jogo no Morumbi é uma irresponsabilidade. Falta coragem política das autoridades para proibir? Será que até nisso privilegiam a eleição? Pobre País!

MARIO COBUCCI JÚNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Aglomerações

Causou espanto a informação publicada no Estado (11/3) sobre a decisão dos organizadores do megaevento Lollapalooza de mantê-lo na data programada de 3 de abril, daqui a três semanas, em plena pandemia de covid-19. Tal decisão – a meu ver, irresponsável – dos organizadores deve ser obstada pelo Ministério Público no devido tempo, pois se trata de um evento que agrega a presença compacta de mais de 100 mil pessoas por três dias, boa parte das quais oriunda dos quatro cantos do mundo.

ELIE R. LEVY

ELIERLEVY@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Um homem doente’

Nota de repúdio

O Instituto Educatores, formado por ex-secretários de Educação dos Estados e do Distrito Federal, vem endossar e apoiar o editorial do jornal O Estado de S. Paulo de 11/3 (A3) ressaltando a importância do Todos pela Educação para o sistema educacional brasileiro. A entidade reconhece ainda o papel fundamental de sua presidente, Priscila Cruz, que foi desnecessária e desmedidamente atacada. Ao apoiar o editorial, o Educatores cumpre um de seus princípios estatutários: o repúdio a qualquer forma de manifestação de intolerância e/ou sectarismo. Por fim, destaca sua missão institucional de atuar proativa e propositivamente para a construção de um pacto nacional pela educação pública universal e de qualidade.

ANA LUIZA MACHADO (MG), ANDERSON GOMES (PE), ANTONIO IDILVAN DE LIMA ALENCAR (CE), ANTÔNIO NETO (RJ), BETANIA LEITE RAMALHO (RN), BINHO MARQUES (AC), CARLOS EDUARDO VIEIRA DA CUNHA (RS), CLÁUDIA SUELI RODRIGUES SANTA ROSA (RN), DANIEL QUEIROZ DE SANT'ANA (AC), DANILO DE MELO SOUZA (TO), DORINHA SEABRA REZENDE (TO), EDUARDO DESCHAMPS (SC), ERVINO DEON (RS), GASTÃO VIEIRA (MA), HÉLIO DE LIMA (MS), JOÃO CURY (SP), JORGE CARVALHO DO NASCIMENTO (SE), JOSÉ AUGUSTO DE MELO NETO (AM), JOSÉ CLÓVIS DE AZEVEDO (RS), JÚLIO GREGÓRIO FILHO (DF), LENIR RODRIGUES SANTOS (RR), LEOCÁDIA A. P. LEME (MS), LEUZINETE P. DA SILVA (MA), MARCELO AGUIAR (DF), MÁRCIA LUCENA (PB), MARCIA VALÉRIA SANTANA (SE), MARCOS J. C. GUERRA (RN), MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO (SP), MARIA NILENE BADECA DA COSTA (MS), MARIZA ABREU (RS), MILCA SEVERINO PEREIRA (GO), MOZART RAMOS (PE), OSVALDO BARRETO (BA), PAULO SCHMIDT (PR), RAFAEL PARENTE (DF), RAQUEL TEIXEIRA (GO), SANDRA MARIA V. C. MARQUES (RO) E WILSON RISOLIA (RJ)

COVID-19

 

A China anuncia que talvez o pior da epidemia do Covid-19 já tenha passado naquele país, e parece que um remédio comum desenvolvido por cubanos na China está tendo ótimos resultados para tratar os doentes. Tudo indica que houve uma reação completamente desproporcional a esta doença. Donald Trump cancela todos os voos vindos da Europa para os Estados Unidos por 30 dias, mas isso não se aplica ao Reino Unido nem à China – uma medida completamente estapafúrdia, que não trará resultado algum além do pânico desmedido no mercado. Os resultados da resposta ao coronavírus estão sendo muito mais danosos que a doença em si, o Brasil e o mundo sofrem por antecipação de um mal que não chegou e pode nem chegar.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MAROLA?

 

Em 2008, quando o mundo derretia com a quebra do mercado financeiro, um nosso presidente nos falava de uma “marolinha”. Agora, o coronavírus criou uma pandemia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que está gerando grande preocupação em todo o mundo, e nosso presidente informa que é “boato da mídia”. Com essas cabeças iluminadas é que estamos querendo sair do buraco? Esqueçam...

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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VÍRUS E VÍCIOS

 

O Covid-19 desembarcou no Brasil, onde as condições de higiene e saneamento básico são da baixa Idade Média, com mais de 50 milhões de pessoas sobrevivendo em favelas, vielas, casebres, barracos, encostas de morros, sem água tratada e esgoto correndo a céu aberto, para rios entupidos de lixo, na mais completa miséria. Um país de todos os vírus e vícios de uma sociedade injusta e alienada numa demoniocracia de oligarquias parasitárias.

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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PAGAR PARA VER?

 

Vamos aguardar o pandemônio italiano, para instaurar o lockdown brasileiro? Normalmente o Brasil sempre gosta de pagar para ver, ao invés de se prevenir.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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O VÍRUS BOLSONARO

 

Enquanto a pandemia do coronavírus fecha países e fronteiras, derruba bolsas, faz despencar o preço do petróleo e disparar o dólar, o presidente Jair Bolsonaro insiste na irresponsabilidade de amenizar as visíveis consequências da epidemia, que se alastra em alta velocidade, a um suposto alarmismo da imprensa. Bolsonaro precisa urgentemente entender que não é mais o deputado do baixo clero, quando as sandices que dizia no Parlamento morriam por lá mesmo. Resta-nos esperar que sua equipe entenda de modo diferente o que está acontecendo e tome as medida preventivas, enquanto ainda não sabemos a real gravidade da situação, que parece piorar a cada dia que passa.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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DOM JOÃO VI

 

Consta em alguns registros históricos que Dom João VI, do alto de sua sábia pachorra, teria declarado certa vez, diante do infortúnio de sua Corte, obrigada a se refugiar em emergência, e dos enormes problemas surgidos pela sua chegada à colônia, que quando não se sabe o que fazer o melhor é nada fazer. Nestes tempos tenebrosos de Covid-19, com os consequentes terremotos financeiros globais, acompanhados de imensa imprevisibilidade, autoridades e governantes mundo afora, Brasil incluído, são solicitados a emitir declarações que, mesmo carregadas das melhores intenções, resultam às vezes em desdobramentos inusitados cujos efeitos são contrários aos que eram objetivados originalmente. Mais do que nunca, é aconselhável extremo cuidado ao serem emitidos pontos de vista e tomadas certas atitudes que, na busca de evitar o pânico, muitas vezes aumentam a sua intensidade, estimulando a inevitável politização de um mal que afeta todos. A recente decisão intempestiva do presidente Donald Trump, ao cancelar voos entre seu país e o continente europeu, constituiu um destes exemplos nos quais a advertência do velho monarca português não foi lembrada.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CORONAVÍRUS

 

É no mínimo curioso: o Distrito Federal registra dois casos de coronavírus e tem as aulas suspensas na rede ensino. São Paulo, como é do conhecimento de todos, é o Estado mais afetado pela doença, registra mais de 30 casos, e continua tudo como dantes no quartel de Abrantes! Com a palavra, o excelentíssimo sr. governador, que quando da tragédia aqui, na Baixada Santista, limitou-se a sobrevoar as regiões afetadas num helicóptero.

 

Mauro Silveira prof.maurosilveira@gmail.com

São Paulo

 

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PROFISSIONAIS DA SAÚDE

 

Já está na hora de hospitais, clínicas, laboratórios, postos de saúde, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde, que são voltados a cuidados interpessoais de pacientes, adotarem imediatamente o uso contínuo de luvas e máscaras de proteção visando à sua própria saúde e também à dos pacientes, independentemente da omissão governamental quanto a medidas preventivas.

 

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

 

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CONSIDERAÇÕES

 

Na última terça-feira, o Santos jogou um partida, pela Copa Libertadores da América, sem a presença de público, em razão da pandemia do coronavírus; entretanto, no mesmo dia e horário, em São Paulo, com a presença de 30 mil torcedores, o Palmeiras jogou, pelo mesmo torneio, em São Paulo. Na quarta-feira (11/3), a torcida do São Paulo lotou o Estádio do Morumbi para um jogo da mesma Copa. Eu só queria entender... Em tempo: quantas pessoas no Brasil morreram vítimas da dengue, do sarampo, da febre amarela, etc., durante o período em que um idoso de 89 anos morreu na Bahia vítima do coronavírus?

 

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

 

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PROTEJAM-NOS

 

Para proteger os brasileiros, além do controle do coronavírus, o governo deve adotar medidas rígidas para coibir aumentos de impostos, taxas e serviços, e permitir redução de cobrança de multas e juros neste período. Os espertos de plantão, como bancos, concessionárias de serviços, prestadores de serviços de saúde, supermercados e seus fornecedores já anunciam e praticam aumentos. Assim como os espertos políticos, juízes e funcionários públicos, todos acreditam que o dinheiro continuará caindo do céu.

 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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ANÕES DO PARLAMENTO

 

Ao invés de acelerar as votações das reformas estruturais de que o País tanto precisa neste momento de histeria coletiva e pânico dos mercados, os presidentes do Senado e da Câmara estão mais preocupados em evitar a propagação do coronavírus em suas Casas. Um dos atributos mencionados pelo presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controlar essa pandemia global é a liderança política, algo que há muito tempo falta entre os políticos brasileiros.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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PANDEMIA & PANDEMÔNIO

 

Declarada a pandemia da Covid-19, não bastassem os apelos do ministro da Saúde invocando recursos extraordinários para enfrentá-la, pari passu, “no escurinho do cinema”, os incendiários presidentes Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia tocaram um pandemônio na economia do País, pautando e derrubando o veto presidencial ao pagamento dobrado do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que provocará um rombo de R$ 20 bilhões nas contas públicas de 2021, ameaçando com o rompimento do teto de gastos determinado pela Constituição. Com “amigos” harmônicos e independentes dessa natureza, o Brasil não precisa de inimigos. Preclaros parlamentares, estamos de olho, lutando pela retomada do crescimento do País. O rastilho está posto. Não desafiem a tolerância do povo! Se souberem o que isso representa, pensem republicanamente.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PESADELO EM BRASÍLIA

 

Depois que deputados e senadores derrubaram o veto de Jair Bolsonaro à lei que amplia o alcance do Benefício de Prestação Continuada (BPC), num ato de vingança ante a negativa do presidente em liberar R$ 30 bilhões a deputados, o Congresso acabou tornando o presidente refém de seus desejos, podendo com isso gerar um impacto nas contas públicas de R$ 217 bilhões em dez anos ou, em outras palavras, acabar com o teto dos gastos, que pode culminar com aumento de impostos. Durante entrevista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo federal deve acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de questionar a votação do Congresso Nacional que aumentou gastos obrigatórios do Executivo em R$ 20 bilhões sem indicar qual a fonte que cobriria esse valor, pois isso seria proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Entrementes, Rodrigo Maia recebeu deputados na residência oficial, na quarta-feira, para falar mal da manifestação de domingo e, claro, do presidente Jair Bolsonaro. Ele não convive bem com a crítica e teme a virulência das ruas. Parlamentares do Rio de Janeiro dizem que o vaidoso presidente da Câmara tem pesadelos sobre sua caracterização em bonecos infláveis em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos bastidores já andam dizendo que Rodrigo Maia ganhou apelido de “Coronavírus”, pela desenvoltura de procurar apenas os inimigos para cumprimentar.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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VETO

 

O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei do Senado que estabelecia novos limites de renda para o ingresso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). A renda per capita familiar sai de R$ 261,25 para R$ 522,50. Mais um rombo nos cofres públicos. A conclusão a que a gente chega é de que não adianta fazer reformas na esperança de que o Brasil vá melhorar. Foi feita a reforma da Previdência, estão a caminho as reformas tributária e administrativa, mas, com este exemplo que os parlamentares deram agora, vai continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes. A turma do quanto pior, melhor é bem maior do que a turma daqueles que desejam que o Executivo vá bem e consiga fazer com que o nosso país saia do atoleiro em que foi jogado por políticos irresponsáveis. Eu ouvi alguns discursos de oposicionistas. Puro populismo, conversa para boi dormir, investimento nas eleições deste ano, prefeitos e vereadores. 

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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IRRESPONSABILIDADE

 

Congresso tomar decisões sem os devidos lastro$, para punir o presidente e fazer média com famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada, é de muita irresponsabilidade. Cada país tem o coronavírus que merece. Alô, TCU!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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CONVITE

 

Congresso amplia benefícios; Avança projeto que dá R$ 15 bi a parlamentares; Gabinete do ódio em SP chama para atos; Liminar suspende investigação sobre gabinete de Flávio; Inquérito sobre Lulinha sai de Curitiba; TRF-4 manda soltar Renato Duque, condenado a 130 anos de prisão... A leitura do primeiro caderno do Estadão de 12/3 é um convite para a participação do povo na manifestação do dia 15...

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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REFORMA TRIBUTÁRIA

 

Muito interessantes os comentários do senador José Serra (O essencial ficou de fora, 12/3, A2), mas, como sempre, o nosso representante no Senado aponta uma infinidade de problemas, diz o que é preciso fazer para solucioná-los, mas não diz como fazê-lo. Agora, está esperneando porque restam apenas 45 dias para a data prevista para o término dos trabalhos. Ora, nossos políticos atuais em Brasília estão lá há anos, alguns até há décadas. Por que ainda não solucionaram o problema? Fácil resposta, também não precisa ser nenhum PhD. Pensam somente em si mesmos, em como agradar a seu eleitorado, visando sempre à próxima reeleição, sem se preocuparem com a situação do País como um todo. Sobram-nos políticos, faltam-nos estadistas.

 

Odair de Carvalho pops-smith@hotmail.com

São Paulo

 

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‘O QUE É ESSENCIAL FICOU DE FORA’

 

O artigo de José Serra (12/3, A2) expõe algo que muitos esquecem. Logo quando o Executivo informou que apresentaria projeto de reforma tributária, esse possível ato gerou, num exagero meu, desdém das duas Casas do Parlamento, que alegavam já ter seus projetos próprios. Ficou estabelecido, segundo o que a imprensa divulgou, que o Executivo respeitaria as tais reformas e só opinaria naquilo que julgasse conveniente. Isso foi demonstrar respeito ao Legislativo. Agora, no artigo, se vê que justamente a reforma originada na Câmara, apresentada por Bernard Appy, recebe do senador críticas, a meu ver, contundentes. Só para iniciar menção de seus possíveis defeitos, segundo Serra, ela só estaria completamente implantada em 2030. Qual a noção de urgência que tem estes nosso parlamentares? Indo além, os aumentos de carga tributária elencados por Serra (educação 211%, transporte 59%, profissionais autônomos 460%, taxistas 1.150%) demonstram que se há algo que o parlamentar não enxerga, e não protege, é o contribuinte. Esses aumentos se espraiariam por toda a economia, acabando de vez com a economia brasileira. É ainda destacada a omissão do projeto para a responsabilidade fiscal de Estados e municípios, deixando flanar a irresponsabilidade que vigora hoje em dia. Paro por aqui. Não vi Serra destacar um ponto positivo sequer sobre o projeto, e termina ele dizendo que os 45 dias que foram planejados para discussão do projeto não são suficientes de forma alguma. Será que nosso Parlamento quer fazer algo em favor do Brasil?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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A PREVIDÊNCIA PAULISTA

 

Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovaram, por 59 votos a favor, o texto-base da reforma da Previdência dos servidores do Estado na terça-feira (3/3). A sessão foi marcada por quebra-quebra e confusão nos corredores, obrigando a tropa de choque a intervir com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para apaziguar os ânimos. Entre os presentes, o advogado e professor Tiago Pavinatto desabafou: “O que é uma agressão verbal de Bolsonaro perto da violência física da esquerda que acabou de depredar e incendiar a Alesp, além de agredir seguranças e policiais?” Os sindicalistas parecem cães raivosos vendo a ração indo embora. As mamatas são retiradas por questão aritmética, de sobrevivência do próprio Estado, mas eles não aceitam perder privilégios. A esquerda nunca defendeu os pobres; ela defende os servidores públicos privilegiados à custa da população toda. E o faz à base de gritos e pontapés em policiais. Enquanto os cães raivosos latem e até mordem, a caravana do progresso avança inexoravelmente ao futuro.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

 

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PLANOS PARA O BRASIL

 

Perfeito o artigo de Eugênio Bucci Por que os líderes de oposição não se unem contra o fascismo? (12/3, A2). Ou os partidos de centro e de esquerda definem uma plataforma comum para as próximas eleições, ou teremos anos turbulentos pela frente. Está na hora de alinhamento de propostas, foco no que é importante para o Brasil e para sua população, e deixar de lado as “picuinhas” de cada um. Eu acredito que isso seja possível, e espero que outros também.

 

Azor de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo

 

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FHC, CIRO E LULA?

 

Fiquei abismado com o grau de agressividade destilado contra o presidente Jair Bolsonaro na página A2 de 12/3, no artigo Por que os líderes de oposição não se unem contra o fascismo? O jornalista (militante) Eugênio Bucci, além de destilar suas mentiras e distorções contra o presidente que vem lutando para endireitar o País e do qual ainda não se ouviu falar em corrupção, sugere um complô entre FHC, Ciro Gomes e – pasmem – Lula, o ex-presidiário que roubou a Petrobrás e foi considerado pela Lava Jato como o chefe da quadrilha do petrolão, para unirem forças e apear o presidente do cargo, contando ainda com a aprovação de boa parte dos brasileiros. Só porque ele quer. Se o colunista acredita, mesmo, naquilo que escreveu, sugiro que faça um convite a Lula para que ande em aviões comerciais e frequente lugares públicos. Se for saudado com o mesmo entusiasmo que Jair Bolsonaro recebe em suas andanças por aí, até voto nele.

 

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

 

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SINERGIA?

 

Eugênio Bucci continua... Eugênio Bucci. Em sua coluna de 12/3, ele compara a mobilização de 15/3 (à qual eu não irei) com as manifestações nazistas e fascistas. Aposto meu salário que não haverá quebra-quebras, nem pneus queimados bloqueando vias públicas, nem apedrejamento de fachadas de bancos ou concessionárias de veículos. Bem diferente daquelas manifestações que ele nunca criticou. Por fim, sugere uma sinergia entre Fernando Henrique, Lula e Ciro Gomes e afirma que “a maioria dos brasileiros vai segui-los”. Pois eu ficaria na minoria. Não sigo – muito menos apoio – bandidos.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

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DESVARIO

 

Eugênio Bucci dá uma paulada no bom senso do leitor ao expressar sua opinião desvairada e estapafúrdia num veículo de comunicação do alcance do Estadão, finalizando seu texto afirmando que “a democracia precisa de Lula, FHC e Ciro – juntos. Se eles souberem unir forças, a maioria dos brasileiros vai segui-los. E vai frear o fascismo” (12/3, A2). E ainda tem o descaramento de mencionar que a condenação de Lula foi controversa e açodada. O leitor poderia ter sido poupado deste desvario.

 

Flavio Carlos Geraldo flavio@fg4mad.com.br

São Paulo

 

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FANATISMO

 

Sobre o artigo de Eugênio Bucci Por que os líderes da oposição não se unem contra o fascismo?, ele mostra do que o fanatismo da esquerda é capaz: juntar um ladrão, um senil e um desequilibrado como solução para o Brasil, contra o presidente eleito democraticamente pelo povo.

 

Ruy Marco Antônio ruymarcoantonio@gmail.com

São Paulo

 

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COMBATER O MAL COM O MAL

 

Irresponsabilidade de Eugênio Bucci nominar Lula, apesar de tudo o que pesa contra ele, como “liderança” contra as caneladas do presidente. É o mal combatendo o mal.

 

Felicio Tadeo Zambom tadeo@transmotor.com.br

São Paulo

 

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TRIO ELÉTRICO

 

Seguir Lulla, FHC e Ciro? Apadrinhado pelo colunista, é o “Demagogia Explícita” com o mega hit “Baboseira, Perdigoto & Bravata”. Desfila nas próximas eleições...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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LULA NÃO

 

Concordo parcialmente com o texto de Eugênio Bucci (12/3, A2). Penso que as demonstrações convocadas para domingo são mais a favor de uma pessoa do que da democracia. Não comparecerei. Todavia, um dos principais responsáveis pela situação que atravessamos é justamente o senhor Lula. Se Lula se manifestar contra, eu e muitos outros mudaremos de posição e iremos às ruas. A oposição séria e equilibrada está nascendo com Randolfe Rodrigues e Marcel Van Hatten. Estes dois e mais alguns, sim, podem formar uma oposição equilibrada e inteligente, sem o personalismo e a esperteza de gente como Lula, que só quer anular as penas a que foi condenado.

 

Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

 

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LULA NUMA FRENTE DE OPOSIÇÃO?

 

Eugênio Bucci diz não saber por que Lula não se junta a uma frente de oposição com FHC e Ciro. Menos, sr. Bucci, menos! Seria ótimo para ele. Seria como uma lavanderia de caráter para ele fazer isso. Lula foi condenado por vários crimes em segunda instância, e não de forma açodada, como diz o sr. Bucci. Só não continua preso por uma decisão que mexeu com o País. Tem outra condenação em primeira instância e cinco outros processos na fila para julgamento. Poderá ser condenado a mais de cem anos de prisão. Aos olhos da Justiça brasileira, é um criminoso condenado. Não pode fazer parte de nenhuma frente com políticos que não têm a mesma classificação. Seria uma desmoralização que só serviria para mascarar sua história de crimes contra o País usando suas prerrogativas da Presidência. Já basta ele viajar pela Europa dando palestras ou fazendo sei lá o que como se fosse um político honesto e que tenha algo a ensinar que não seja prevaricação.

 

Otavio Durão Otaviodurao@hotmail.com

São José dos Campos

 

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EXTEMPORÂNEO

 

Li o artigo de Eugênio Bucci (12/3, A2) e achei interessante, mas extemporâneo e, por outro lado, não conectado com a realidade. Peço desculpas ao professor por minha manifestação. Considerei o texto extemporâneo porque isso poderia ter sido feito antes da eleição, quando Ciro Gomes tinha uma grande chance. Falo isso como eleitor de Geraldo Alckmin. Não conectado com a realidade ao insistir no mantra de que Lula foi condenado indevidamente e de forma açodada. O povo acompanhou o longo processo, os recursos a instâncias superiores e a condenação em segunda instância. Na verdade, faltou à defesa apresentar o registro de Léo Pinheiro no conselho de corretores de imóveis, ou até mesmo a sua denúncia no Creci por exercício ilegal de profissão regulamentada. Infelizmente, Lula é um condenado e tudo (e todos) o que venha com a sua indicação terá o apoio somente dos mesmos 30%. Outro erro é comentar sobre as manifestações do dia 15 de março – Bolsonaro está surfando numa manifestação futura que nada terá que ver com ele próprio, será muito mais contra as ações do Congresso contra o Brasil, como a que vimos esta semana: pregaram R$ 20 bilhões no Orçamento, não de Bolsonaro, mas do País, que enfrenta problemas gravíssimos de falta de caixa, como sequela de governos que o enterraram numa recessão nunca vista em Pindorama. As manifestações serão, também, contra algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como, por exemplo, ao revisar as prisões em segunda instância. Entendo as razões desta decisão do STF, por escore apertado, mas não é o que o povo está entendendo como certo. Triste Brasil, em que o povo tem de ir às ruas para acordar os outros Poderes. O lado ruim de considerar que estamos a caminho de fascismo é que a oposição sistemática a Bolsonaro lhe dá mais munição para se manter em campanha.

 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

 

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RENATO DUQUE

 

Mais um safado do PT, condenado a 130 anos de prisão por corrupção, sai da prisão: Renato Duque! A esquerda progressista em festa.

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

 
 
 
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