Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

Tempos difíceis

Momentos de muitas dúvidas vivem os cidadãos de todo o mundo. Declarada a pandemia da covid-19 pela Organização Mundial da Saúde, grandes eventos vêm sendo cancelados, pela gravidade da situação. A Fórmula 1 na Austrália foi cancelada. Os Jogos Olímpicos de Tóquio estão em xeque. A Libertadores da América, por ora, suspensa, bem como as eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Jogos da Liga dos Campeões da Europa, idem. Um caso de coronavírus na USP, dois de alunos diagnosticados na PUC-SP. E a vida do cidadão comum cercada de dúvidas. Para os católicos, que vivem a Quaresma, não falta preocupação. Trata-se de um período de 40 dias com celebrações que atraem grande número de fiéis, aglomerações de pessoas de todas as idades, que culminam na Semana Santa. Aliás, o papa até já rezou uma “missa digital” no Vaticano por receio do vírus. Para parte dos trabalhadores, a saída, nesta tragédia, é home office. Mas a maioria, num país onde o subemprego tem amplo espaço, está sem saber o que fazer. Se não sai para a labuta, não tem pão. Espero que nosso país, já tão machucado, saia desse filme de terror o quanto antes. Tempos difíceis estes, em que a pandemia só nos deixa “seguros” no mundo virtual.

LEANDRO FERREIRA

SILVAALEANDRO619@GMAIL.COM

GUARULHOS

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Prevenção

Não se pode aguardar mais. Cancelem-se todos os eventos que atraiam grande quantidade de público e suspendam-se as aulas. O primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser adiado para o segundo semestre e o segundo, para o primeiro semestre de 2021. As eliminatórias passariam para o calendário da Copa América, com o cancelamento desta. Isso dependendo ainda de a pandemia acabar logo.

VICTOR RAPOSO

VICTOR-RAPOSO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Fechamento de escolas

Sempre imaginei que as estratégias de governo para lidar com tragédias de qualquer natureza fossem adotadas após sério estudo e debate entre os que mais conhecem do assunto. Ao ver a fundamentação do sr. ministro da Saúde para justificar o não fechamento das escolas, percebo que as decisões são amadoras e se originam em simples achismo. Senão, vejamos: “Se fecharmos as escolas as crianças ficarão em casa com seus avós e esses não têm a mesma resistência ao vírus, o que aumentaria a mortalidade”. Ora, meu Deus, o fechamento das escolas é exatamente para evitar a contaminação das crianças. Em casa, elas permanecerão saudáveis e, portanto, não significam risco para ninguém. O mundo adota medidas desse tipo para conter a propagação do vírus e nossos políticos querem reinventar a roda.

ELIE BARRAK

EGBARRAK@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os otimistas

O Brasil está situado em outro planeta. Todos os países estão preocupados com o surto do coronavírus, suspendendo eventos importantes de toda natureza, mas aqui tudo está normal. Leio todo dia depoimentos de médicos consagrados afirmando que isso não vai acontecer no Brasil. É só uma gripinha. Não use máscaras (para não ser confundido com assaltantes?), o Brasil está no verão, etc., etc. E a Austrália?! Os médicos preocupados que alertam a população são desmentidos pelos tais otimistas. A ficha só vai cair quando a nossa rede pública de hospitais vir os seus corredores lotados por pacientes atingidos pelo vírus? A ver.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Eterno retorno

Enquanto a Península Itálica, em sua extensão total, entra em quarentena e faz inúmeras e importantes recomendações ao povo – o mundo do século 21 não pode ficar exposto a novas pestes devastadoras –, o governo brasileiro aborda temas como redução do gasto público, como se não estivesse já profundamente desgastado (Guedes), e rememora aspectos vencidos das últimas eleições (Bolsonaro). O coronavírus, implacável, cresce aritmeticamente e não se montou um comitê de enfrentamento nacional, conduzido por órgãos oficiais. Nenhuma previsão sobre nosso breve futuro, considerada uma população cuja metade (100 milhões de almas) não dispõe do mais elementar: o saneamento básico. Esperemos o auxílio da natureza, o de que o vírus não sobreviverá num país tropical, para que não sejamos nós a confirmar a teoria do eterno retorno – à implacável letalidade generalizada da Idade Média.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Quarentena italiana

Agora que o governo italiano decretou quarentena em todo o seu território como forma extrema de combate ao coronavírus, lembro-me de que há muito tempo alguém dizia que a Itália era o Brasil da Europa e eu achava um exagero essa comparação. Hoje até concordo, quando é tomada essa medida mais que atrasada e há que perguntar por que o governo italiano demorou tanto para tal providência, visto que os primeiros números já cresciam de forma preocupante. Dizem lá que a demora estaria na preocupação com a queda do turismo, que gera bilhões de euros. Ainda que aqui o tempo esteja mais quente, que os cientistas dizem não favorecer a propagação, de há muito o governo deveria estar controlando visitantes, de forma que não desembarcassem sem passar por um posto médico. Se no Brasil grassar uma epidemia, com o tamanho da nossa população e do nosso território, só Deus para ajudar.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Informação e solidariedade

O momento é de buscar consciência, para ter as melhores práticas no dia a dia. Informação de qualidade, lucidez, respeito ao próximo e amor no coração ajudarão muito a superar este momento difícil.

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

DECISÃO CORRETA


Muito sensata a decisão tomada por Jair Bolsonaro, transmitida para todo o Brasil pelas emissoras de rádio e TV. Diante da gravidade da pandemia anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente fez o que devia: recomendou que as manifestações previstas para amanhã (15/3), não ocorressem, para diminuir os perigos de contágio. Fez o seu dever, como cidadão e como presidente da República.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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PRUDÊNCIA


Muito prudente e inteligente o pedido de Jair Bolsonaro no sentido de que sejam suspensas as manifestações legítimas de amanhã, 15 de março. No momento em que diversos países estão adotando medidas para evitar aglomeração de pessoas em lugares públicos como estádios esportivos, teatros, cinemas, museus, eventos com mais de mil pessoas, viagens aéreas e outros cuidados, uma legítima manifestação com milhares de pessoas pode ser uma temeridade. Portanto, com esse pedido, o presidente tira o doce da boca dos espertalhões de plantão, ávidos para criticar, esperando por um contágio pelo coronavírus em virtude da legítima manifestação, dando-lhes a oportunidade de ouro para requerer o impeachment presidencial. Mas há um velho dito popular segundo o qual praga de urubu não consegue pegar.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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O PRESIDENTE E A PANDEMIA


Este presidente é mais falso que nota de R$ 3,00. No começo da semana ele disse que esta pandemia era coisa da grande mídia, que não existia. Não era tanto assim. Agora, vai à TV e faz um comunicado à Nação usando máscara. Vai ter coragem de pedir desculpas ou vai ficar por isso mesmo?


José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira


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BOLSONAVÍRUS


Bolsonaro fez pouco do coronavírus ao convocar seus seguidores para manifestação no próximo dia 15.  Queimou a língua e, ao voltar atrás, poupou a população de vírus muito mais daninho: o bolsonavírus.


Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo


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E AGORA, JOSÉ?


Jair Bolsonaro apareceu em manchete no Estadão (13/3, A1) usando máscara para se proteger do coronavírus. Antes, havia declarado que não se tratava de nenhuma pandemia e que tudo não passava de alarmismo “plantado” pelos especuladores, para obter ganhos financeiros. Na verdade, ele errou novamente em suas divagações. E agora, José, digo Bolsonaro?  


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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IMPRENSA, A BOLA DA VEZ


Jair Bolsonaro é daqueles governantes inseguros e que precisa culpar alguém em casos de incerteza nas respostas. A imprensa, cumprindo seus deveres democráticos, expõe fatos e demonstra a realidade para os leitores, inclusive o que não é do agrado governamental. Assim, é bem mais fácil jogar a culpa na mídia e nos jornalistas do que se defender das ocorrências apontadas. Não pode se esquecer, no entanto, de que mais cedo ou mais tarde vai ser cobrada dele a fatura da injustiça.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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OPORTUNIDADE PERDIDA


O presidente da República está aprendendo na prática quanto poder tem um parlamentar brasileiro. Jair Bolsonaro deveria lamentar os anos todos que ele desperdiçou como parlamentar sem jamais ter produzido nada de relevante. A Presidência da República não deveria ser um lugar para aprender a fazer política – com pouco mais de um ano no cargo, Bolsonaro ainda não aprendeu nada.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FANFARRONICE


Nos últimos 17 anos, com pequeno interregno, a sociedade brasileira tem pagado caro pela fanfarronice de nossos governantes (presidente e ministros). Quando muitos brasileiros achavam que poderiam promover uma mudança por meio do voto, olhem no que deu. Uns fanfarrões piores que os anteriores. Um iria criar empregos, tirados da crise; o outro, que o vírus que está causando tantos prejuízos era criação da imprensa e que não passava de meia dúzia de espirros. Enquanto estou escrevendo, a Bolsa de Valores está parada porque sua queda estava em 15%. Precisamos de tranquilidade, equilíbrio e seriedade. Chega de deseducação e farolice.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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OSTENSIVA IRRESPONSABILIDADE


Ostensiva irresponsabilidade demonstrou o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, ao viajar com a comitiva oficial, para reuniões de governo, mesmo sabendo poder estar disseminando o vírus por onde andasse. É motivo de ser retirado imediatamente do posto em que foi colocado.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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‘FAKE CRISES’


Tão nocivas e desonestas como as atuais fake news que infestam as redes sociais são aquelas que poderíamos chamar de fake crises, como a atual do coronavírus, cujos objetivos ocultos são grandes interesses políticos e econômicos, como sempre. Conforme a opinião de renomados patologistas e infectologistas do mundo inteiro, os órgãos de comunicação têm passado globalmente informações que não condizem com a realidade científica. Segundo esses profissionais, o coronavírus não é patogênico; sua ação, em geral, causa apenas um resfriado forte; não é letal para a esmagadora maioria dos que o contrai; os que morreram são pessoas que apresentavam problemas bronco-pulmonares respiratórios ou pessoas com baixa defesa imunológica, ou, ainda, pobres desnutridos. Números que foram apresentados num noticiário de televisão indicavam que até agora os casos positivos do vírus eram cerca de 125 mil pessoas, com aproximadamente 5 mil mortes no mundo todo. Ora, o que isso representa globalmente num mundo com 8 bilhões de habitantes? Que 1 em cada 100 mil humanos contraiu o corona e nem ao menos houve 1 morto para cada bilhão de habitantes no mundo, em decorrência disso. Para qualquer gripe comum os números são muito mais elevados do que estes. Então, por que todo este circo armado? Politicamente, a pandemia considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se iniciou na China, onde, por uma severa crise de abastecimento, houve interesse em manobrar a população desviando sua atenção para o fato, enquanto armava uma jogada para derrubar mundialmente o preço dos alimentos. Todas as vezes que a China passou por uma crise semelhante no passado (a peste suína, por exemplo) uma jogada dessas foi armada. Economicamente, por outro lado, o mundo financeiro aproveitou imediatamente a crise formada na busca de realizar lucros com as fortes oscilações que estão ocorrendo nas bolsas e no câmbio. Sem contar os grandes laboratórios mundiais que trabalham, atualmente, 24 horas por dia para desenvolver uma vacina que vai proporcionar lucros bilionários a eles. Os próprios órgãos globais de comunicação estão se beneficiando com a ocupação de seus espaços para impressão e tempos de transmissão nas emissoras de rádio e de televisão, informando ou transmitindo notícias ligadas ao coronavírus durante 24 horas por dia. Grande parte dessas informações e transmissões não passam de fake news.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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PANDEMIAS


Conta uma lenda oriental que há muitos e muitos anos um príncipe que voltava para o reino de se pai viu ao longe, no deserto imenso, uma figura que se movia rapidamente. Aproximou-se com seu cavalo e viu que era uma senhora muito idosa que parecia ter pressa de chegar a algum lugar. Ofereceu-se para levá-la, já que ia, como ele, para o mesmo país. E, quando perguntada sobre o motivo de tal viagem, ela explicou que não poderia falar a respeito, mas, como ele havia sido generoso, revelou que ela era a peste e tinha como missão matar toda a população do país para onde ambos se dirigiam. O príncipe, apavorado, pediu que ela desistisse de sua missão macabra e depois de muita insistência conseguiu que ela concordasse em matar apenas metade da população. Lá chegando, informou o rei, seu pai, que, apavorado, ordenou que seus arautos imediatamente espalhassem a notícia tão trágica, e assim foi feito. Muitos anos depois, ao percorrer o mesmo caminho, avistou a velha senhora e aproximou-se dela dizendo que iria matá-la por tê-lo enganado, e ela respondeu: eu fiz a minha parte, mas o culpado foi o seu pai, por ter mandado espalhar a notícia. Matei a metade da população, a outra metade morreu de medo.


Vera Augusta Vailati Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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ATRAPALHANDO


Algumas pessoas nascem com tendência à baixa imunidade, mas muitas vezes a ansiedade é que inibe nossas necessárias reações em busca do equilíbrio vital. Assim, o pânico gerado pelas constantes e já insuportáveis notícias sobre a covid-19 está colaborando para espalhar a virose de forma muito mais veloz que o esperado.


Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2020@bol.com.br

Teresópolis (RJ)


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CORONAVÍRUS, CHEGAREMOS LÁ!


No país dos bilhões desviados na Copa e na Olimpíada, mais de 50% do povo não tem esgoto e água limpa. Mas tem WiFi. Há décadas, dengue, zika e outras doenças ceifam brasileiros pobres. Agora, que a classe sem crise voltou contaminada de suas férias de inverno na Europa, gerou-se o pânico, coletivas do governo e alertas da mídia. E o mito pulha gripado segue no seu stand-up patife, para seu séquito de insanos e de trambiqueiros.


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)


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CRISE DE LIDERANÇA


A crise global que ora vivenciamos, talvez uma das mais complexas da história mundial dos últimos tempos, exige de nossas lideranças uma postura preventiva de estadistas. Esse comportamento é o que deveremos exigir de nossos dirigentes públicos e privados, para que superemos com menores sofrimentos este momento conturbado.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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GOVERNO AUTORITÁRIO


Sobre o artigo Mussolini, de Simon Schwartzman (Estadão, 13/3, A2), considerando o caos político e social instalado nas décadas de 20/30 do século passado na Itália, Espanha e Alemanha, com “o país paralisado por greves e ocupações sucessivas de terras e fábricas (sic)”, pergunto: se essa situação prevalecesse e as esquerdas tomassem o poder, o resultado teria sido diferente? Ou seja, um governo autoritário? Esclareço que sou um democrata convicto e tenho horror a qualquer ditadura, seja de direita, de esquerda e, principalmente, da religiosa.


Raul Figueiredo raulfigf@gmail.com

São Paulo


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NEM TUDO É FASCISMO


Na matéria de Paulo Beraldo, que entrevistou o historiador italiano Emilio Gentile (Não faz sentido dizer que tudo é fascismo, afirma historiador, 13/3, A9), coloca-se, pelo entrevistado, que a extrema-direita cresce no Brasil porque o País se sente ameaçado em termos de segurança ou, ainda, porque presume que sua identidade nacional esteja ameaçada. Porém, acredito que análises fundadas em parâmetros histórico-sociais tradicionais e ortodoxos não cobrem devidamente tal questão nacional, pois, especificamente no caso brasileiro, grande parte da nossa chamada direita, além de não ser extrema, funda-se sobre a não concordância com os – ditos democráticos – sistemas políticos, jurídicos e administrativos que temos, muito mais próximas de uma democracia ditatorial que de uma democracia verdadeira. A nossa luta de classes não é a do rico contra o pobre, é a do que se locupleta com o sistema e daqueles que tentam levar a probidade e o reto agir a todos os níveis de poder de nossa república democrática de direito.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘UM HOMEM DOENTE’


Sobre o editorial Um homem doente (Estadão, 11/3, A3), “se o presidente quisesse ter um ministro da Educação (...)”, esse ministro seria Mozart Neves Ramos, considerado um dos maiores especialista no setor. Nada como um educador para a educação, ou não? Opinião de quem lê o editorial deste jornal. E aí é que está o problema: a opinião de quem se informa por meio da imprensa é diferente do clube bolsonarista. E quanto dessa opinião é absurda? Comecei a minha leitura de quarta-feira pelo editorial, como não poderia deixar de ser. Afinal, tanto para o editorial quanto para o leitor, educação é prioridade. E é neste abismo que existe entre o ministro Abraham Weintraub e o professor Mozart Neves Ramos, por exemplo, que o cidadão agoniza. E a ignorância vai escavando cada vez mais o abismo. Já é o segundo editorial contundente em relação ao nosso ministro da Educação. O primeiro, Linha vermelha (19/11/2019, A3), já havia “cantado a pedra”, e o editorial de quarta-feira só a ratifica. Um editorial como este Um homem doente não é nada bom para o senhor Weintraub. Ele sabe muito bem disso. Ambos os editoriais pedem a sua degola – e seria sem motivos? Já não é o barulho da turba pedindo likes, tampouco o barulho dos incautos. Já é o segundo puxão de orelhas no ministro. Haverá um terceiro e um quarto puxão de orelhas? Há um homem doente, mas este país é feito também de homens “sãos, vigorosos e sadios”. A pergunta que faço diante deste editorial contundente é: quem educa quem atualmente, o senhor ministro da Educação ou o editorial?


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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EDUCAÇÃO


O vazio deixado pela inépcia do MEC, de 12/3 no Estadão, mostra um lado bastante positivo dessa inépcia: a mobilização dos agentes estaduais e municipais na condução dos assuntos relativos à educação, onde devem de fato ocorrer. Não nos esqueçamos de que o Brasil é um país continental, com diferentes e complexas realidades sociais e econômicas.


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo


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RACHADINHAS


Liminar suspende investigação sobre gabinete de Flávio Bolsonaro (Estadão, 12/3). Dá para levar este país a sério?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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RONALDINHO GAÚCHO


Tenho preocupação com o que estão fazendo com Ronaldinho Gaúcho no Paraguai. Até agora não sabemos do que ele está sendo acusado e, pelo meu ver, está sendo discriminado por ser famoso – e este fato dá visibilidade a gente que nunca a teve. Já está passando da hora de o governo brasileiro entrar no circuito e resolver diplomaticamente este problema.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

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