Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2020 | 03h00

Pandemia de covid-19

Bolsonaro x Mandetta

O presidente Jair Bolsonaro cometeu, conscientemente, dois atos irresponsáveis. Primeiro, incentivou e participou de manifestação contra a atuação dos outros dois Poderes da República, garantidos pela Carta Magna, que jurou respeitar. Depois, ao “ir para a galera”, ignorou a orientação de se manter em isolamento preventivo até que novos exames garantam não ter sido contaminado com o novo coronavírus, agindo em total discordância com o que recomenda seu ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta. Assim, o que se segue agora: o ministro pede para sair por ter sido desautorizado pela atitude de Bolsonaro, ou o presidente demite seu ministro por disseminar o terror na população por causa de um vírus que acredita não ser tão perigoso assim?

ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Projetos

O presidente poderia, por enquanto, deixar o projeto Bolsonaro para pensar no projeto Brasil, que precisa de soluções urgentes de sobrevivência. O mesmo vale para os parlamentares do Congresso Nacional. Os brasileiros agradecem.

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Viva o SUS

Mesmo o Sistema Único de Saúde (SUS) tendo os inúmeros problemas estruturais que todos sabemos, há que exaltá-lo e reconhecer sua importância no combate ao novo coronavírus e no tratamento da covid-19. Diferentemente do que acontece nos EUA, por exemplo, o Brasil garante na Constituição o acesso gratuito, universal e ininterrupto à saúde para os seus cidadãos. E somente com atendimento à saúde universal, gratuito e de qualidade conseguiremos vencer esta batalha. Todavia nosso sistema de saúde pública vive em luta por melhorias graduais, contínuas e permanentes e isso só se consegue com responsabilidade fiscal, espírito público e visão republicana, não com discursos populistas e ações irresponsáveis.

WILLIAN MARTINS

MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA

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Setor privado

O que o Brasil espera do seu setor privado é que atue com firmeza, com medidas fortes e eficazes, próprias de integrante de uma sociedade civil que tem perfeita noção da dimensão de suas responsabilidades na contenção da disseminação da covid-19 em nosso país. Não é possível que unicamente o setor público – lembrando que, entre tantas outras desvantagens, 48% da nossa população não tem coleta de esgoto e 35 milhões de pessoas não dispõem de acesso à água tratada – , fique responsável pela contenção desta grave pandemia. O preço da inação é altíssimo, como estamos observando na Europa. O momento pede a nossa união e uma ação efetiva e coordenada do setor privado.

JOSÉ CARLOS DUARTE AREIA FILHO

CARLOS.AREIA@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Transporte coletivo

É fundamental o governo impor diferenças de horário de funcionamento do comércio, dos bancos, escritórios, fábricas, etc., para evitar as aglomerações no transporte coletivo, a fim de barrar o vírus. Não sei como seria o ideal, mas isso se faz realmente necessário.

RONALDO ROSSI

RONALDO.ROSSI1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Janelas abertas

Aqui, na cidade de São Paulo, uma medida simples ajudaria em tempos de pandemia: instalar janelas móveis nos ônibus, trens e metrô, como era antigamente. Esqueçam o ar-condicionado em transporte coletivo por enquanto.

RICARDO M. FIGUEIREDO

RMFBRUMADO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pancadão e prevenção

Aplausos às autoridades pelo aumento do efetivo policial nas comunidades do entorno do Morumbi. E nosso veemente protesto pela falta de medidas preventivas de saúde pública urgentes na região, diante da crise do coronavírus. Sábado mesmo (14/3), mais um rotineiro pancadão, das 22 horas até as 6 da manhã de domingo. Tal descaso das autoridades é totalmente inaceitável! Além de ferir a lei do silêncio, o pancadão reduz drasticamente o resultado pretendido com o aumento do efetivo policial na região, já que esses eventos são focos conhecidos de violência e tragédias, como volta e meia é noticiado. O problema arrasta-se há várias administrações. Até quando?

EDUARDO SERGIO ANTUNES

EDUARDO.SERGIO38@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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E a cabeça?

Queria ouvir o parecer de psiquiatras. No meu bairro, as pessoas estão apresentando sintomas só de pensar no novo coronavírus. E ainda se olham de cara feia porque enxergam no outro um potencial transmissor. Acho que já estamos vivendo uma epidemia de pânico.

RICARDO C. SIQUEIRA

RICARDOCSIQUEIRA@GLOBO.COM

NITERÓI (RJ)

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Saneamento Básico

Novo marco regulatório

Será que nem essa tragédia anunciada pela qual o mundo está passando vai mover os nossos congressistas para que aprovem urgentemente o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico? Será que é preciso desenhar para que deputados federais e senadores compreendam que esta epidemia se potencializa, e muito, com a falta de saneamento justamente onde mora a camada mais sofrida e mais pobre da população? Se essa doença mata os mais debilitados, que dizer de quem convive com falta de água tratada e com esgoto a céu aberto? Os srs. congressistas tenham consciência e resolvam logo esse martírio secular por que passa grande parte dos brasileiros. Não é hora de fazer concessões ao corporativismo das estatais de saneamento, que só existem por si mesmas e não investem absolutamente nada na melhoria das condições de vida da população.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

OSEMENSA@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

INATINGÍVEL?


Fantasiado de super-homem, inatingível a todos os perigos da humanidade, Jair Bolsonaro fez pouco-caso do perigo iminente do novo coronavírus (Bolsonaro ignora vírus e vai a ato contra CongressoEstadão, 16/3, A4). Faltaram bom senso e responsabilidade ao chefe da Nação, virtudes que sobraram, a meu ver, na firme decisão do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, suspendendo por tempo indeterminado todas as competições comandadas pela entidade. O colossal desdém de Bolsonaro põe em perigo a saúde dos brasileiros e desmoraliza as ações eficientes das autoridades de saúde do País. Francamente.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PÉSSIMO EXEMPLO


Enquanto o mundo adverte para que se evitem aglomerações para evitar a contaminação do novo coronavírus, nosso mandatário Jair Messias Bolsonaro ficou exposto a dezenas de pessoas, abraçando-os e tirando fotografias. Mau exemplo.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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DESRESPEITO


Presidente desrespeitou recomendação de médicos para manter isolamento contra o novo coronavírus e foi a ato contra o STF e o Congresso. E ninguém vai pedir o impeachment dele?


Euclides Rossignoli  clidesrossi@gmail.com

Ourinhos


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LOUCURAS DO PRESIDENTE


O editorial Escassez de estadistas (16/3, A3) está absolutamente certo. Não temos um estadista no nível de um Winston Churchill, mas também não merecemos uma tranqueira infantil a nos liderar. Está cada vez mais claro que Bolsonaro não está à altura do cargo que ocupa nem dos desafios do presente. Ficar fazendo selfie e  disparando tolices nas redes sociais num momento tão grave como o atual é muito mais do que estar despreparado ou de ser medíocre, é clara loucura! Mesmo grato por ter derrotado nas urnas a corrupção do PT e de seus cúmplices, Bolsonaro deveria ser deposto por insanidade e deixar a sensatez do seu vice governar o País.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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‘ESCASSEZ DE ESTADISTAS’


A respeito do contundente editorial Escassez de estadistas (16/3, A3), cabe, por oportuno, citar o maior estadista de seu tempo, Winston Churchill: “A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações”. Como bem disse o editorial, “no Brasil, o cargo de estadista está vago, pois temos um presidente que não está à altura nem do cargo nem dos desafios que se lhe apresentam. É claro que nenhum dos candidatos a essa missão precisa ser um Churchill, mas é possível pelo menos almejar seu grande exemplo. Na tempestade perfeita que une um governo perdido, uma atmosfera de discórdia, uma economia letárgica e um vírus descontrolado, urge parar de perder tempo com tolices extremistas, produzidas pelo submundo delinquente da internet, e concentrar esforços para mobilizar a opinião pública contra o nosso grande e resiliente inimigo: a mediocridade”. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ESTADISTAS


Sim, faltam estadistas, principalmente diante dos novos tempos de inserção do povo nas opiniões que a tecnologia fez vislumbrar ao novo mundo. Haja coragem e corajosos, e que ajam! Perder status é para estadistas. Quem entende o que se passa no mundo e no Brasil? Não há sequer estadistas nas redações. Há bugalhos e miojos de cozimento de poucos minutos. Estou pronto para o vírus, seja ele qual for.


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo


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ESSA PORTARIA É NULA?


Segundo consta, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, editou portaria que obriga compulsoriamente a internação de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus e que se rebelam contra as recomendações médicas de isolamento e quarentena. Mas ficou evidente que nem mesmo o chefe da Nação a respeita. Ora, Jair Bolsonaro fez questão de descumprir as ordens médicas para “se jogar” nos braços de seus seguidores – e ainda diz que não é populista. Afinal, a portaria deve ou não ser respeitada? Infelizmente, este é o presidente que temos. Muda, Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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BOLSONARO IMPEDIDO


Sobre o artigo de J. R. Guzzo de domingo (Os mais odiados, 15/3, A14), parece que o excelente articulista, pela suave crítica à ida do presidente às manifestações de domingo, recomenda que parem de criticá-lo para que ele possa ser realmente um presidente à altura do cargo.


Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo


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A PRESIDÊNCIA DAS CASAS DO CONGRESSO


Ao criticarem o presidente Bolsonaro por exposição com manifestantes em 15 de março, os preocupados Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre não mencionam suas participações na festa de inauguração de um novo canal, com mais de mil convidados. Parece que temem apenas os populares que não aceitam suas ações contra o País.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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CRÍTICOS


O roto a falar do esfarrapado. Como ditados populares exprimem, muitas vezes, mais diretamente a insensatez dos seres humanos! Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre criticaram o presidente Bolsonaro pela presença na manifestação de domingo. Sobre Maia me vem a pergunta: será que “olhar para o próprio umbigo” não ajuda mais as pessoas a serem consistentes e solidárias, além de evitar choques? Debaixo da presidência dele a Câmara dos Deputados aprova aumento significativo do Benefício de Prestação Continuada (BPC), ferindo a Constituição (Artigo 195, parágrafo 5.º) e dificultando cada vez mais a seríssima crise econômica enfrentada pelo Brasil, a tal ponto que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU), órgão ligado à Câmara, alerta sobre o equívoco cometido. Se ele, Maia, cumprisse com maior atenção as responsabilidades que lhe cabem, deixasse de atribuir a terceiros todos os erros, com certeza, estaria ajudando muito mais a harmonia nacional. Será que ele visa a isso?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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VERBA CONTRA A COVID-19


Data vênia, se o Congresso está tão preocupado com a covid-19, poderia liberar algo do fundo partidário.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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SONHO SONHADO


Sonhar não custa nada. Que tal se nossos políticos, criaturas que se dedicam de corpo e alma à causa pública, destinassem os recursos bilionários do Fundo Partidário ao combate da epidemia do novo coronavírus? Mãos à obra, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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DINHEIRO HÁ


Se os políticos forem realmente responsáveis e preocupados com a saúde da população, neste momento de pandemia, devem destinar o dinheiro do Fundo Eleitoral para o Ministério da Saúde, para amenizar os efeitos da covid-19.


José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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ASSIM NÃO DÁ...


Nossos deputados e senadores não têm compromisso com o Brasil. Após uma luta insana, de anos, para amenizar o déficit da Previdência, cheia de agrados aos congressistas, enfim, desfigurada, foi aprovada a reforma. Mesmo com o Brasil em crise, dívida de 79,8% do PIB e pouco para investir, num tempo recorde o Legislativo acabou com alguns fundos, mas manteve os fundos políticos, consumidores de bilhões, e impôs uma nova despesa anual de R$ 20 bilhões. Nós, eleitores, fizemos a nossa parte, renovamos o Congresso, mas prevalece o descompromisso com o Brasil.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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É A POLÍTICA!


A oposição está torcendo pelo novo coronavírus contra o País!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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PANDEMIA


Significa, em grego, todo o povo. Jamais neste século 21 a sorte dos homens esteve tão estritamente conectada de modo que o desastre de um é o desastre de todos: além deste momento com o novo coronavínus, temos desde a guerra fria a ameaça da bomba atômica, mas não tão explícita como esta pandemia. Entre 1918/1919, na gripe espanhola, muitos pensaram no fim do mundo. Carmem Miranda cantou “e o mundo não se acabou”. A vida pode ser breve, mas o mundo parece eterno. O vírus neste século é uma história leve, mas é mostrado na mídia como se o mundo estivesse prendendo a respiração. O presidente do Brasil e dos Estados Unidos, homem mais rico e poderoso do mundo, com segurança e carro à prova de fuzil AR-15, com idade de risco ameaçado por este vírus minúsculo, que do latim é “fluido tóxico ou venenoso”. A ameaça de morte não fica à nossa espera no fim de uma longa estrada. Ela segue sempre conosco, na essência de cada momento. A propagação do vírus da gripe espanhola em 1919, para atingir uma pandemia, foi bem mais lenta, não existiam aviões e o meio de chegada eram os portos, pelos navios. Existe uma pane sistêmica na economia global hoje. Vemos o aprisionamento do indivíduo na cela de suas próprias limitações. Condenados a um raio restrito de atividades, apesar disso, com o trabalho remoto, esta tecnologia faz com que vivamos num canto escuro, pequeno e acanhado de nossa vida, aceitamos uma perspectiva limitada e uma visão artificial do mundo, nesta fase da pandemia. Se seguirmos as regras, então o sofrimento não nos atingirá. Sofrer é ficar de quarenta e isolado de tudo. Doença é sofrimento. A palavra dukkha, no idioma páli, é sofrimento, às vezes traduzida por “angústia” ou “descontentamento”. Dukkha nasce da ignorância, da incompreensão de que tudo é passageiro, duvidoso e inatingível – e de querer que seja diferente. Desejamos assegurar que nossa vida seja imutável, mas não podemos. Tudo está em constante transformação e escapando pelos nossos dedos.


João Misael Tavares Lantyer misael51@terra.com.br

São Paulo


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PARANOIA


Em razão da pandemia (200 casos confirmados, numa população de 220 milhões) provocada pelo novo coronavírus: as partidas de futebol do último fim de semana foram jogadas sem público, mas foram providenciados telões para os torcedores (em grandes aglomerações!) assistirem a esses jogos; o pároco da Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, celebrou para um grande número de fiéis as missas ao ar livre, com a distribuição de comunhão; a população corre para os supermercados e farmácias, esgotando seus estoques de álcool gel e papel higiênico (!); e, para coroar o despautério, o presidente da República deixa o Palácio da Alvorada para abraçar os participantes de uma manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).


Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo


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SURREAL


Absolutamente nada a me opor a qualquer tipo de religião, crença ou seita, como queiram classificar, pois cada um de nós atinge suas crenças, seus objetivos e ideais trilhando o caminho que mais acreditar. Agora, cá entre nós – simplesmente a título de comentário, e não de crítica –, a manifestação do bispo Edir Macedo ao pedir aos seus fiéis não se preocuparem com a propagação do novo coronavírus – que comprovadamente já causou milhares de óbitos pelo mundo e, pela maneira de sua propagação, infelizmente ainda criará muitos outros por tratar-se de um vírus letal –, atribuindo a tensão que o mundo vive com o avanço da doença incontrolável a uma “tática de satanás” e ao trabalho da mídia, é simplesmente surreal, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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MISSÃO IMPOSSÍVEL


Como funciona com as demais pessoas da família quando um de seus membros é colocado em isolamento ou quarentena? A separação e o isolamento sob o mesmo teto é uma missão impossível.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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AINDA OS PLANOS ECONÔMICOS


Leitores do Fórum do Estadão reclamam da demora da liberação de seus recursos relativos à correção monetária embolsada pelos bancos (principalmente os oficiais e os dois maiores privados) nos planos econômicos de 25 anos atrás. A Justiça, em decisão supostamente final, já deu ganho de causa aos antigos poupadores, mas os bancos, usando de sua proverbial influência política, inclusive no STF, conseguiram adiar os pagamentos e oferecer valores insignificantes aos que se habilitassem a conceder abatimentos a eles sobre valores que têm direito de receber integralmente. A ingenuidade dessas reclamações inúteis, pois sem apoio nem atenção da grande mídia, é até ridícula, porque tentam explicar que esse dinheiro funcionaria como incentivo à economia num momento de crise. Esquecem que nada se pode fazer contra bancos que têm o governo e o STF a seu lado. Provam-no as muitas mortes de poupadores de velhice, sem terem nada recebido. Obrigado, ministra Cármen Lúcia, que bem poderia ter sido mais firme nessa questão toda.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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ACORDO POR PERDAS


Os poupadores terão mais cinco anos para aderir ao acordo. Significa que, com a pequena adesão até agora, os bancos terão mais cinco anos para não pagar os que não aderiram. Ganham mais tempo e a Justiça colabora com eles (os bancos). Parece piada, considerando que a demanda dos poupadores já soma 30 anos. Além de tudo, incluir “agora” o Plano Collor I, que não fez parte do acordo anterior, gera insegurança jurídica. O que dizer para os que fizeram o acordo e já receberam sem o Plano Collor I? Parece piada.


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR


Há 30 anos, o governo congelava o dinheiro do País inteiro, no famigerado Plano Collor. Fernando Collor havia derrotado Lula na primeira eleição de verdade depois da ditadura militar, o País vivia a superinflação e o Plano Collor foi um de tantos planos que fracassaram na tentativa de estabilizar a economia. A estabilização só veio depois do impeachment de Collor, com o presidente Itamar Franco e seu ministro da Economia, Fernando Henrique Cardoso, e o Plano Real. Collor foi também o precursor do mensalão, da roubalheira generalizada na política, com seu infame cobrador de propinas, PC Farias. É incrível que o Brasil continue a existir como nação. São décadas de nulidades se alterando no poder: Sarney, Collor, Lula, Dilma e, agora, Bolsonaro. Se não fosse a rápida passagem de Itamar Franco e FHC na Presidência, o Brasil estaria arruinado faz tempo.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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‘DIÁRIOS DA PRESIDÊNCIA’


No dia 15/3 (A2) o sr. Celso Lafer publicou o artigo Diários da Presidência, 2001-2002, no Espaço Aberto do jornal. Gostaria de lembrar o sr. Lafer de que devemos a situação em que o País se encontra ao sr. Fernando Henrique Cardoso. FHC foi conivente com o sr. Luiz Inácio Lula da Silva e sua gangue, assim como a gangue do PSDB, da qual faz parte o sr. Aécio Neves. Graças ao posicionamento e à liderança do sr. FHC ganhamos de presente o sr. Jair Bolsonaro.


Eduardo Ortolan Escudeiro eo.escudeiro@gmail.com

São Paulo

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