Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

Bolsonaro e a covid-19

Qual tal o presidente Jair Bolsonaro aproveitar a boa notícia de que seu segundo teste de covid-19 deu negativo para nos fazer um favor? Refiro-me a tratar a situação como estadista, e não como político tupiniquim que avalia os problemas apenas em termos de ganhos e perdas pessoais e partidários. A covid-19 é um problema muito sério que pegou o Brasil no pior momento possível, e não uma “histeria, como se fosse o fim do mundo”. Os “grandes órgãos de imprensa” estão fazendo o seu trabalho. Além de noticiar o avanço inexorável da doença, prestam grande serviço à população explicando os sintomas, como se proteger, o uso correto das máscaras, o que fazer com as crianças em casa e outros temas importantes para as pessoas preocupadas com a situação. É boa hora para contemplar o seguinte: se quiser avanço no combate à covid-19, incluído o desenvolvimento de vacina no Brasil, comece a acreditar na ciência e tratar os cientistas com mais respeito!

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia de guerra

O mundo está em guerra contra a covid-19, não é só o Brasil. Antes que seja tarde, acho que seria importante o governo tomar uma medida usada na 2.ª Guerra Mundial: transformar a linha de produção de fábricas em linha de produção de artigos necessários. Lá atrás eram tanques e armas. Agora precisamos de respiradores mecânicos e máscaras, bem como de testes para a doença e eventuais medicações a serem eleitas como vitais. O presidente Jair Bolsonaro deveria pensar nisso.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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Poder público despreparado

O dinheiro público roubado por empreiteiras e políticos em passado recente poderia ter sido utilizado na aquisição de equipamentos médicos, construção de hospitais e especialização dos profissionais. Com a chegada da covid-19 percebe-se claramente que o Brasil não tem capacidade em seus hospitais públicos para atender a população necessitada. Diz-se que a corrupção mata mais que a guerra. Os milionários do País terão atendimento nos melhores hospitais da rede privada e nada faltará para seu pronto restabelecimento. Já quem depende do poder público federal, estadual ou municipal está em maus lençóis. Aonde foi parar o dinheiro da Copa, da Olimpíada, do petróleo...?

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Os aproveitadores de sempre

O mundo está um caos por causa dessa pandemia, mas no Brasil é sempre pior. Além das condições de higiene precárias, temos os aproveitadores da situação. O cidadão não encontra álcool gel e máscaras para comprar. Em alguns locais, quando existem, esses produtos são controlados para que mais pessoas possam adquiri-los. Em outros, algumas pessoas levam tudo, deixando os demais sem nada, em completa falta de solidariedade. O mesmo em mercados. Mais grave ainda é ver pessoas vendendo álcool gel fabricado clandestinamente, sem fiscalização ou punição. Nas farmácias não se vê álcool gel para uso dos clientes que ali entram. Essa é medida importante que toda empresa deveria adotar. Mas se nem farmácias dão o exemplo... Enfim, não acho que apenas prender pessoas em casa resolva, é preciso cuidado e respeito com quem precisa circular para trabalhar. O que dizer, então, dos transportes públicos? Arrecadam bilhões e tratam os passageiros como lixo.

IZABEL AVALLONE

IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bolsa de valores

Aulas em colégios e faculdades suspensas, teatros, cinemas e shopping centers fechados, a população instruída a ficar em casa, empresas mandando funcionários, quando possível, trabalhar em domicílio. Enfim, estão sendo tomadas todas as medidas possíveis contra o coronavírus e para permitir que a vida das pessoas retorne à normalidade o mais rápido possível. Entretanto, providências urgentes devem ser tomadas contra o que está acontecendo na bolsa de valores, com altas e baixas completamente sem sentido, alternando-se e fazendo a festa dos tradicionais especuladores, com prejuízo para os investidores tradicionais e bem-intencionados. Como resultado, teremos inevitável fuga de investidores, trazendo de volta ao mercado de capitais a injusta fama que já teve no passado de investimento perverso e maldito.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

ZAM@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Confisco das poupanças

Alguns leitores lembraram os bilhões de reais de correção monetária que detentores de cadernetas de poupança na época dos planos econômicos ganharam na Justiça, mas se encontram bloqueados até que o Supremo Tribunal decida que os bancos devem liberá-los. A adesão à marmelada de receber só cerca de 10%, deixando com os bancos devedores os restantes 90%, não encontrou adeptos. Hoje, depois de 25 anos, os antigos poupadores que ainda não morreram são idosos e precisam do dinheiro para seus tratamentos de saúde. Para a economia também seria benéfica a liberação desses valores numa época de crise que tende a se tornar insuportável em face da pandemia do coronavírus.

ADEMIR VALEZI

VALEZI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Vacinação dos idosos

No dia 23 vai ter início a vacinação contra a gripe para os idosos. Pelo que vi anos atrás, nos postos de saúde as filas são grandes. A questão é: como evitar que os idosos que vão ser imunizados contra gripe sejam expostos à covid-19?

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

A ECONOMIA NA PANDEMIA


Se será permitida a redução de horário de trabalho, com salário proporcional, para os funcionários das empresas, por que não se faz o mesmo para todo político e funcionário público brasileiro? A economia seria enorme e o valor poderia ser utilizado na saúde ou em investimentos tão necessários. O único problema é que reduzir a carga horária atual de trabalho deles pode chegar a ganhos zero e à conclusão de que ganham muito para fazer tão pouco. Sugiro incluir mordomias e benefícios nessa redução, para investimentos em educação.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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SACRIFÍCIO COMPARTILHADO


No dia 18/3 muitos prefeitos, governadores e até a Presidência da República pediram direta ou indiretamente que empresários fechem seu estabelecimento e não demitam seus funcionários. Seria o mais justo, mas mais correto seria os governantes dizerem claramente que protelariam, ou parcelariam, os débitos que esses empresários têm com os governos, senão estarão fazendo caridade com o chapéu alheio, mais uma vez à custa dos empresários. Estabelecimento fechado não gera renda, que paga funcionários e impostos. O sacrifício também deve ser compartilhado com os municípios, Estados e União.


Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba


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VÍRUS DE ALTO CUSTO


A covid-19 vai criar situações difíceis para todos, pois, se a grande maioria permanecer em casa, então podem faltar os alimentos, medicamentos, combustíveis, segurança, entre outros serviços e produtos importantes. Quando as empresas começarem a verificar os prejuízos, as demissões serão utilizadas como ferramenta de corte de custos. Não sabemos quanto tempo vai durar este confinamento nem quando teremos vacinas disponíveis para todos. O assunto é bastante sério e está causando ansiedade e perturbação por todo o mundo. Vamos vencer esta batalha em alguns meses, mas o custo será variável, dependendo da pessoa e das condições do local onde vive e trabalha.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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PANELAÇOS INOPORTUNOS


Era o que faltava: em plena crise sanitária e econômica sem precedentes, cujas consequências serão sabidamente funestas, grupos contra e a favor de Jair Bolsonaro, irritados que estão com a semiquarentena forçada em que se encontram por causa do novo coronavírus, deram início à série “panelaços noturnos”. Apesar das patacoadas do presidente, não é o momento de acirramento político de ânimos. Estes panelaços são tão inoportunos e impróprios quanto o criticado uso político da pandemia por Bolsonaro. É sabido que o isolamento social forçado pode causar distúrbios psicológicos, e daí para descambar para o barbarismo é um pulo. Os próximos dias serão difíceis e será preciso muita paciência e serenidade. Panelaços não somente não ajudam, como não levarão a absolutamente nada.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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NOSSO FOCO


Um bate panela numa janela, o vizinho ouve, corre pegar sua frigideira e bate junto. A troco de quê? Contra o que ou quem? Sabe-se lá. Nestes tempos estranhos, parece que muitos estão ligados no automático e reagem sem pensar quem são os verdadeiros inimigos. Hoje, diante da covid-19, ela deverá ser – e será – nosso foco, our goal. E vamos vencê-la. O mimimi político, vamos deixá-lo para as páginas dos jornais diários, porque estes vão continuar a seguir a mesma toada, certos de que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Eles não contam com nossa determinação e resiliência.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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SERIEDADE ACIMA DE TUDO


Panelaços deram o tom contra as ações e falas inacreditáveis e irresponsáveis do presidente Bolsonaro. Não era de admirar, afinal de contas ele foi eleito sob a promessa de repaginar o Brasil aos moldes virtuosos e meritocráticos tão sonhados por seus eleitores. O que Bolsonaro não compreende é que o eleitor que o elegeu, entre eles e infelizmente eu, não compactuam com o modus operandi da devoção cega, como os que propagam a seita petista apesar de todas as criminosas evidências. Vale ainda lembrar que grande parte de seus apoiadores está entre o grupo de maior risco de fatalidade da covid-19, aqueles saudosistas que se ocupam do tempo pretérito da ordem a qualquer preço. Confesso que também eu toquei a minha bateria na noite de quarta-feira. Presidente, com todo respeito, não nos subestime! Com essa enxurrada de impropérios ditos a todo momento pelo senhor e seus descendentes, resta-nos apenas fazer uso do tal slogan criado em sua campanha: É melhor “Jair” se acostumando. Nós o colocamos, nós o tiraremos. Que Deus esteja acima de tudo, mas que a sensatez, a honradez e o trabalho sério estejam acima do Planalto.


Ana Silvia P. P. Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo


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PANELAÇO AGORA NÃO


Eu gostaria que este presidente saísse, porém, em função da grave crise de saúde, que inevitavelmente vai afetar a economia, digo que é hora de reflexão, diálogo e colaboração. Não é hora de panelaço!


Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo


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NO LIMITE DA LOUCURA


O novo coronavírus é perigoso, a prevenção é bem-vinda, e as restrições são muito oportunas. Agora, colocar um país inteiro, com 209,3 milhões de pessoas em pânico, de joelhos, porque temos 4 mortos por covid-19, já passa a ser uma tremenda temeridade.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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MEDO


Estamos apreensivos diante de tantas notícias e tantas incertezas. Particularmente, o meu medo não é o vírus, pois o mundo está totalmente infectado por eles. Até algum tempo atrás, quando tínhamos um sintoma de febre, tosse e mal estar, éramos diagnosticados como portadores de uma virose. Alguns médicos chegam a receitar antibióticos, como se estes fossem capazes de curar todas as doenças, sem preocupação de que muito antibiótico pode tornar uma bactéria mais resistente e de difícil combate. Outros médicos, mais conscientes, receitam apenas descanso, boa alimentação e paracetamol – este último o mais recomendável, para não complicar uma possível causa de dengue. Hoje o vírus tem nome, não é só uma simples virose. Ganhou personalidade e poder, gera medo. Tenho medo, sim, do estrago econômico – este devastador para empresas, empregados, autônomos, governos e governados. Quem viver verá, e com certeza muitos viverão. A humanidade precisa ser reinventada, e quem sabe esta calamidade não nos faça abrir os olhos.


Cláudia Adriana Sucasas Santos cláudia@sfay.com.br

São Paulo


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DESEQUILÍBRIO


A atual quarentena global que a pandemia da covid-19 está impondo a grande parcela da humanidade, determinando que fiquemos em casa, provavelmente produzirá efeitos psicoemocionais em parte destes milhões de pessoas. Os estudiosos do comportamento humano certamente terão muito trabalho para equilibrar, passada esta fase, os que sofrerão as sequelas de tal situação inusitada na História.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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OS MAIS VULNERÁVEIS


Os trabalhadores informais serão os mais prejudicados pela quarentena e pela paralisação das atividades. São as pessoas que ganham de manhã o dinheiro do almoço e faturam à tarde o dinheiro do jantar. Alguns poucos dias sem trabalhar serão fatais para essas pessoas. São eles que devem receber o socorro imediato do governo.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ESPERANÇA É A ÚLTIMA A MORRER, MAS MORRE


Li no Estadão o brilhante artigo de José Nêumanne a respeito de uma “marcha da insensatez” em face das atitudes do presidente da República e seus apoiadores que participaram de aglomerações ineficazes e perigosas no dia 15 de março. O arguto jornalista lança argumentos irrespondíveis ao criticar a posição adotada pelo chefe da Nação nesta ocasião em que uma pandemia nos ameaça a todos. Parece que o ilustre presidente em quem votei se esquece de que a campanha acabou e a próxima se inicia, com eficiência, somente no início de 2022. Qualquer campanha antecipada é punida pela lei.    O poder corrompeu Lula e está inebriando Bolsonaro, que como um irresponsável, depois de recomendar que as manifestações devessem ser repensadas, deu a elas uma relevância indevida e perigosa. A democracia brasileira é frágil, muito nova e deve ser aperfeiçoada, e não confrontada.       Palavras de ordem antidemocráticas abundaram nas manifestações, com pedidos de edição de novo AI-5, fechamento do STF e do Congresso. Muitos apoiadores de Bolsonaro embarcam nessa canoa furada de medidas de exceção que já experimentamos num cenário completamente diferente. Não há, hoje em dia, nenhuma ameaça comunista ou uma revolução esquerdista em planejamento – os esquerdistas estão mais desacreditados e desqualificados que os pedófilos e não existe o risco presente nos idos de 1964. Gostaria que um apoiador próximo ao presidente encarecesse a ele que exerça a Presidência como estadista e se entregue a uma terapia de apoio para diminuir a necessidade de bajulação de falsos correligionários. No artigo do Estadão seu brilhante autor transcreve trecho de Albert Camus em seu premiado A peste, encerrando seu argumento quanto à gravidade da covid-19, esquecendo-se de que se tratava de um bacilo que tem características diversas, e que vírus é muitíssimo pior na disseminação e menor, hoje em dia, quanto à letalidade. A Medicina progrediu muito depois de Camus, e, mesmo com um presidente inebriado pelo poder, as demais autoridades e o povo em geral enfrentarão esta nova peste com coragem e galhardia. Venceremos em breve e o vírus será derrotado por uma vacina e por Deus.


Maurício de Campos Veiga mauriciocpo@camposveiga.com.br

São Paulo


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RISCO AO BRASIL


Os dois editorias do Estadão de 18/3 são de tirar o chapéu. Um contrabando no pacote econômico e Cadeira vazia retratam bem o desgoverno de Jair Bolsonaro. No caso do pacote apresentado com toda pompa pelo perdido Paulo Guedes, realmente, é de uma esperteza inconfundível. Quando diz que vai injetar na economia em frangalhos, nos próximos 90 dias, R$ 147,3 bilhões, omite que, deste valor, R$ 81,3 bilhões são recursos que serão antecipados para os trabalhadores, como o 13.º dos aposentados, abono salarial, etc.; e outros R$ 59,4 bilhões, benefícios fiscais para empresas cujo objetivo é assegurar empregos, mas que devem ser devolvidos dentro deste exercício. Somente R$ 3,1 bilhões são novos recursos, que serão direcionados a 1,2 milhão de pessoas que serão incluídas no Bolsa Família, das 3,6 milhões que aguardavam na fila. Até aqui, apenas um alívio paliativo... E reforça o teor do editorial Cadeira vazia, que aponta que em “nenhum dos 441 dias em que está na Presidência da Republica Jair Bolsonaro a exerceu de fato” e, como deputado federal, ganhava notoriedade somente quando de suas “grosserias”. Perfeito! No entanto, como membro do Congresso, era apenas um entre os 513 deputados e não poderia oferecer risco ao País. Agradava somente uma minoria “insignificante de liberticidas”.  Mas, na condição de chefe de Estado, mais tem ofendido filhos desta pátria do que governado. É um péssimo exemplo para a Nação.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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PÉSSIMO EXEMPLO


Infelizmente, Bolsonaro continua o mesmo, até pior. Como eu esperava, confirmando sua incapacidade, além de declarações incoerentes, seus atos as têm acompanhado. Na coletiva de imprensa ao lado de ministros, na quarta-feira, além da incoerência, seu comportamento tirando/pondo sua máscara, além de absurdo, é um péssimo exemplo para o povo


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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SHOW PATÉTICO


A coletiva do governo Bolsonaro foi pensada para ser um show de pirotecnia, mas acabou se transformando em circense. Bolsonaro reuniu seu time principal para um grotesco ato de autoidolatria ao seu próprio governo, com direito a uma verdadeira aula de como não usar máscaras faciais. Os repórteres selecionados para fazerem as oito perguntas, ao final, deveriam ter recusado fazê-lo, pois assim caíram na arapuca armada, de receberem respostas cínicas e mentirosas, sem que houvesse o direito de contestá-las. O grande desapontamento foi ver o médico Luiz Henrique Mandetta, que desenvolve um trabalho sério e competente à frente do Ministério da Saúde, compactuando com as patéticas cenas, que já se espalharam, como a covid-19, pelo mundo afora.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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RACIONALIDADE?


Em relação ao pronunciamento presidencial desta semana, sobre a crise do coronavírus, um sugestivo e deseducativo quadro encenado, ao menos parece que a racionalidade prevaleceu, se não for outra a causa de tanto recuo em tão poucas horas, o que me parece mais provável. Apesar da encenação montada, em vários aspectos, ferindo vários protocolos de segurança em saúde, a começar pelo tipo e manuseio inadequado das máscaras, distâncias, etc., o espetáculo não comoveu. Ficou entre o trágico e o cômico, o quadro, o atraso, a humildade, as reais intenções e a desfaçatez. Nesse assunto, o único que se salva é o ministro da Saúde, novamente submetido a vexame. Ponto alto foi o presidente, humilde e docemente, falar em esforço conjunto, colaboração e respeito entre Poderes, depois de tanto desconsiderar os reais perigos, riscos ao povo, distribuindo pontapés. Ressaltou o presidente como chefe do Executivo e mais alto mandatário que ainda irá desconsiderar protocolos de segurança, para estar ao lado do povo. Mas, antes tarde do que nunca. Até entender que se trata de calamidade pública, ufa! Quem tem o poder faz a outra parte se mexer, talvez isso explique a encenação. Show contínuo de besteiras federais e inadmissíveis, infelizmente, com visível perda de apoio. Tempestades se formam e, infelizmente, o que é, eventualmente, bom e bem feito fica sem destaque. Sobram, no entanto, pessimismo, incertezas e  desconfiança.


Luiz A. Bernardi  luizbernardi51@gmail.com

São Paulo


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MACACO QUE MUITO PULA...


O procedimento no trato de auxiliares e do povo, em geral, corresponde àqueles exemplos vistos em filmes militares protagonizados pelos sargentões no comando dos novos recos: palavras rústicas, mostrando falta de educação e, muitas vezes, um complexo escondido. O nosso presidente tantas escorregadas nesse particular dirigiu a seus auxiliares e a jornalistas, principalmente, que foi angariando verdadeira ojeriza daqueles eleitores que nele votaram por falta de opção. Com a sua recente performance, de total irresponsabilidade – sair a abraçar entusiasticamente seguidores, comprometendo-se a eventualmente disseminar o vírus, visto que estava em grupo de risco – foi a gota que fez transbordar o copo. Daí o panelaço que, a meu ver, demorou para ocorrer. Agora, recomendo fazer como as tartarugas: esconder a cabecinha, pois os facões estão levantados.                          


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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INCONSEQUENTE


É criminosa a conduta irresponsável e inconsequente adotada por Jair Bolsonaro sobre a gravíssima pandemia do coronavírus. Enquanto no mundo todo os líderes estão enfrentando a crise sanitária, aqui, no subdesenvolvido, arcaico e medieval Brasil, temos um fanfarrão zombando e fazendo piada com algo muito sério e grave. Quantos brasileiros vão morrer por causa da omissão e irresponsabilidade de Bolsonaro? É um verdadeiro assassino que age contra o País e o povo brasileiro. Não tem a menor condição de permanecer no cargo e deve ser pessoalmente responsabilizado pelo que está acontecendo.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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NERVOS À FLOR DA PELE


Convenhamos que a ausência de estadista no País é sabida há bem mais de um ano, após o resultado das eleições de 2018. Uma pessoa que foi eleita sem plano de governo, falando bravatas o tempo todo, desprezando a própria política representativa e as instâncias democráticas não poderia significar outra coisa. O que vemos agora, denunciado pelo editorial Com os nervos à flor da pele (19/3, A3), é apenas consequência explícita daquele desvario, tocando em ponto mais sensível, que é a saúde pública.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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ANTIDIPLOMACIA


A ficha da família Bolsonaro ainda não caiu! Será que não percebem o mal que estão ocasionando com as declarações irresponsáveis e sem fundamento? Esta última culpando a China pelo coronavírus foi fatal, os chineses não vão perdoar e quem vai pagar é o povo do Brasil. Na diplomacia não podem ocorrer declarações como esta de Eduardo Bolsonaro, porque é uma grave ofensa ao povo chinês. A continuar assim, o presidente nunca será reeleito! Pergunta ao deputado Eduardo: ele gosta que o presidente Macron da França responsabilize o Brasil por causa da devastação da Amazônia?


Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo


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VÍRUS MENTAL


“Contraiu vírus mental.” Irretocável e primorosa a resposta do embaixador chinês no Brasil, retrucando sandices do energúmeno Eduardo Bolsonaro culpando a China pela escalada do coronavírus.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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DIGITAÇÃO IRRESPONSÁVEL


O que falta para fazer “calarem” os dedos dos “filhobolsonaros”? Será que já não basta o que estamos passando? A cada dia é mais uma estúpida declaração irresponsável de três “crianças mimadas” que só sabem usar os dedos, mas não sabem usar a cabeça.


Paulo M. B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro


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MITO... MANÍACO


“É histeria”, “é igual gravidez”, “é complô da China”, “pergunta para o Posto Ipiranga”, “banana para a imprensa”. Basta! Enumerar todos os deslizes (para não dizer crimes de responsabilidade) tomaria 1 ano, 3 meses e 19 dias. Bolsonaro é um mito... mitômano, mitomaníaco!


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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POLÍTICA


Para o presidente Bolsonaro o coronavírus é um inimigo político. Em que mundo está vivendo?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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‘PARECE QUE BEBE’


Eu tinha uma colega que costumava dizer, quando alguém fazia ou falava alguma besteira: “Parece que bebe”. É o caso do presidente, que, diante de uma pandemia, como chefe da Nação, quando deveria assumir a liderança com atos e pronunciamentos que tranquilizassem o povo – e isso só aumentaria o seu prestígio e confiança –, ao contrário, ele toma atitudes irresponsáveis e dá declarações que vão contra o bom senso mundial. Minha antiga colega, se estiver a par do que Bolsonaro vem fazendo e dizendo, poderá afirmar com razão: “Parece que bebe”.

                

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo


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QUEM MERECE O MUNDO?


Há de passar a tragédia do coronavírus no tempo mais breve possível. Um estremecimento que não ficou somente no plano sanitário, isolou os seres humanos, implodiu costumes sedimentados e, principalmente, obrigatoriamente renovará valores antropocêntricos. Um desconhecido vírus mostrou-se capaz de estremecer o mundo e a humanidade. Esta, com certeza, depois de experiência tão drástica, não admitirá mais governos como o dos Estados Unidos e da China; no coração angustiado da crise, ao invés de conjugar recursos em busca de antídotos e vacinas, o grande líder do norte vem atribuir, do alto de sua consciência jurídica e conhecimento científico, responsabilidade à China pelo surgimento do primeiro caso em Wuhan; e o Partido Comunista chinês retaliando o adversário como responsável por levar a seu país, por meio do exército americano, nos jogos de 2019, a doença que se espraiou por quase todo o orbe. A necessidade de solidariedade para vencer o inimigo comum e a trágica experiência mundial deveria ser o bastante para uma mudança profunda de valores. Se nem mesmo essa extrema circunstância for suficiente para reformar o homem, resta saber quem merece o planeta: o ser humano ou o virótico.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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NO FIO DA NAVALHA


O Brasil, por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus, está no fio da navalha. As funestas consequências desta pandemia já bateram à nossa porta. Refiro-me não exatamente à patologia em si, mas aos resultados macro e microeconômicos que estão vindo na sua esteira. Estamos muito próximos do fundo do poço, embora este poço não tenha fundo. É preciso que se dê um basta no falso “dia a dia” do Congresso Nacional, repleto de briguinhas, vaidades e uma infinidade de interesses pessoais que assolam esta entidade, sempre em prejuízo maior ou menor da Nação. Isso sem falar na infinidade de parlamenteares que estão com processos na Justiça. O Brasil não é propriedade dessa gente. O Brasil urge por honestidade, ações, comprometimentos e compliance. É preciso que os parlamentares que fingem trabalhar (de terça a quinta-feira), que recebem salários e ajudas de custo astronômicos, comem, dormem e tratam de sua saúde e da de familiares como se fossem imperadores, ponham a mão na consciência e passem a respeitar o Brasil e a sua população. É fundamental, e não há mais tempo a perder, que o Congresso Nacional inicie imediatamente e se dedique com extrema seriedade à discussão das reformas tributária e administrativa, entre outras, sem mais atrasos e conversas inócuas. Este é um trabalho suprapartidário, apenas o começo para as mudanças por que o Brasil anseia, e não tem mais tempo a perder. Enquanto o Brasil com o seu pífio PIB está gemendo, está definhando, está sofrendo, a economia minguando rapidamente, o desemprego batendo na porta dos brasileiros em escala não menos geométrica, a fome, o desabastecimento, o criminoso oportunismo dos bandidos de sempre, tudo isso aliado à insegurança jurídica, cada dia que passa coloca-nos em posições mais e mais friáveis. Faz-se mister que políticos saiam da sua zona de conforto. Que se dê um basta definitivo nos fundos partidários e eleitorais, emendas parlamentares (na maioria das vezes só favorecem os políticos), em suma, um “chega prá lá” no mau uso do dinheiro público. É preciso, ainda, acabar com o paternalismo da Justiça. Torna-se um princípio básico que seja votada rapidamente a PEC da prisão após condenação em segunda instancia. É inaceitável que os cidadãos de bem que pagam altos impostos sejam obrigados a conviver com bandidos, criminosos de alta periculosidade que roubaram e dilapidaram o erário e, lamentavelmente, ao invés de pagar pelos seus crimes, seguem livres – pior ainda, sendo custeados pelo mesmo sistema imoral que ajudaram a construir. Chega de roubalheira! Chega de impunidade! Chega de leniência! Enfim, que cada um de nós reflita e possa entender que, se por um lado a covid-19 é uma situação terrível, ao mesmo tempo ela nos está dizendo em alto e bom som: brasileiros, chegou a hora de consertar este país. Que cada um faça a sua parte.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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TEMPESTADE PERFEITA


Nos dias de hoje temos a formação de uma tempestade perfeita, que é a ameaça do novo coronavírus. Explico: 1) epidemia viral de baixa mortalidade; 2) redes sociais onde cada um diz o que quer; 3) mídia confusa, explicações contrastantes, intoxicação de notícias pela mídia falada e escrita; 4) dizer o politicamente correto para não se comprometer. Vão morrer doentes com coronavírus de infarto do miocárdio, atropelados, com hemorragia cerebral, etc. A única coisa certa é que iremos morrer. O grau de letalidade do corona é baixo – se fosse um ebola seria diferente. As boas notícias não vendem e as notícias muito boas, na sua maioria, são falsas. Não sei o que será pior, parar o mundo ou as consequências de parar tudo para evitar o corona...


Carlos Tullio Schibuola cschibuola@gmail.com

São Paulo


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AUSENTES


Os três maiores bancos privados do e no Brasil tiveram, cada um, um lucro líquido de mais de R$ 20 bilhões em 2019, e, a ser verdade, até agora nada fizeram em favor de mais da metade da população brasileira, mormente a atingida pelo novo coronavírus. Como diria Eça de Queirós, “é d’escachar”.


Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo


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DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA


Sobre este assunto, acho que seria mais eficaz se o governo enviasse pelos Correios as declarações dos idosos, já que eles têm isenções acima de certa idade, pois adiá-las para setembro não beneficiaria em nada os idosos, que continuariam a ter de se deslocar para retirar as declarações de renda. Espero que aceitem minha sugestão, pois tenho em casa duas idosas, de 91 e 92 anos.


Reynaldo Pereira da Silva reynaldopsilva@uol.com.br

São Paulo


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TESTE CONFIÁVEL?


Leio todo dia que uma autoridade deu positivo para a coronavírus, mas, no dia seguinte, a contraprova mostra negativo. A pergunta pertinente é: este teste é confiável ou o vírus entra de manhã e sai à tarde?


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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AS BOAS NOTÍCIAS


No meio de notícias de todos os lados a respeito da pandemia, algumas são muito boas e promissoras (dependendo de validação dos médicos, autoridades e mídia): 1) a China fechou seu último hospital de coronavírus. Não há casos novos suficientes para apoiá-los. 2) Médicos na Índia tiveram sucesso no tratamento de coronavírus. Combinação de medicamentos utilizados: Lopinavir, Retonovir, Oseltamivir, juntamente com Clorfenamina. Eles vão sugerir o mesmo medicamento globalmente. 3) Pesquisadores do Centro Médico Erasmus afirmam ter encontrado um anticorpo contra o coronavírus. 4) Uma avó chinesa de 103 anos se recuperou totalmente da covid-19 após ser tratada por seis dias em Wuhan, na China. 5) A Apple reabre todas as 42 lojas da China. 6) A Cleveland Clinic desenvolveu um teste covid-19 que fornece resultados em horas, não em dias. 7) Boas notícias da Coreia do Sul, onde o número de novos casos está diminuindo. 8) A Itália foi atingida com tanta força, dizem os especialistas, apenas porque possui a população mais idosa da Europa. 9) Cientistas em Israel provavelmente anunciarão o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. 10) Os três pacientes graves com coronavírus de Maryland estão totalmente recuperados e devem retornar à vida cotidiana. 11) Uma rede de cientistas canadenses está fazendo um excelente progresso na pesquisa da covid-19. 12) Uma empresa de biotecnologia de San Diego está desenvolvendo uma vacina Covid-19 em colaboração com a Duke University e a National University of Singapore. 13) O primeiro caso covid-19 positivo de Tulsa County se recuperou. Esse indivíduo teve dois testes negativos, que é o indicador de recuperação. 14) Todos os 7 pacientes que estavam sendo tratados no hospital Safdarjung, em Nova Délhi, se recuperaram. 15) O plasma de pacientes recém-recuperados da covid -19 pode tratar outros infectados pela covid-19. Por favor, validem estes fatos e noticiem para que tenhamos o que comemorar. Enquanto esperamos, vamos cuidar um do outro e manter o foco em obedecer às instruções das autoridades responsáveis e na segurança dos mais velhos e dos mais vulneráveis.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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CANHOTO

A dica do leitor sr. Jorge Nurkin publicada pelo Estadão no dia 19/3 (Vivendo como canhotos) é uma dessas coisas simples, práticas e inteligentes que deveria ser publicada em grande escala. Sabe-se lá quantas contaminações poderão ser evitadas com este simples e inteligente gesto.


Harry Rentel harry@florarome.com.br

Vinhedo

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