Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

O acessório e o essencial

Sim, lindo, mas não precisamos de palmas, de vídeos editados no sofá de casa, de grupos de cantores cantando mensagens de apoio ou de políticos agradecendo aos médicos, na TV, só para saírem bem na foto. Queremos equipamentos que nos protejam baseados na ciência. Nós temos a índole de fazer o bem ao próximo. Porque se nós, no front da batalha, adoecermos, quem fará nosso trabalho? Existem médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras insubstituíveis neste momento de pandemia. Chega de políticos disputando um caótico protagonismo. Chega de secretarias de saúde que deixam os postos aglomerados de pacientes sem febre, incluídos idosos e pessoas com comorbidades, na mesma porta de entrada de suspeitos de covid-19. Consultas eletivas devem ser repensadas neste momento. Estamos diante de uma emergência pandêmica. Precisamos achatar a curva da covid-19, não aumentá-la. Planejamento e equipamentos, isso é o que nos está faltando! A população precisa entender e saber, para cobrar dos governantes.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS, médico

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Crise e oportunidade

Vejo com tristeza, neste momento, dois tipos de pessoas e empresários: os que desesperadamente lutam para manter seus negócios cortando custos, desinvestindo, demitindo, diminuindo de tamanho, e uns poucos que, em tempos de aflição e desespero, buscam com mais tenacidade uma solução pela inovação e pela produtividade, investindo e se perguntando onde está a oportunidade nesta crise. Lamentavelmente, os primeiros não perderam a capacidade, nem a coragem, mas, sim, a fé. Assim como a guerra separa covardes e heróis, a crise identifica perdedores e ganhadores. O grupo dos otimistas persiste e se mantém com ações ousadas, pois sabe que a crise, tal como a guerra, um dia acaba e eles sairão dela mais fortes. O momento não é só de trabalhar mais, mas de trabalhar melhor. De inovar e de aperfeiçoar. De fazer o mesmo mais eficiente e o novo, diferente. De dar esperança aos parceiros e à comunidade, e não de alimentar o pessimismo. Reinventar, e não potencializar a crise. Pois nós vamos vencer esta guerra e dela vamos sair mais fortes!

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES

PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Contribuição da Justiça

O Conselho Nacional de Justiça decidiu corretamente suspender o trabalho presencial em fóruns e todos os prazos processuais no País até o final de abril. Deveria complementar tal medida determinando aos juízes e servidores que se dediquem exclusivamente ao pagamento às partes credoras de valores de condenação já depositados em contas judiciais e que dependem simplesmente de tramitação burocrática para o recebimento. Outros atos judiciais devem ceder lugar neste momento e as energias do Judiciário ser canalizadas para amenizar o terrível impacto financeiro da quarentena, pois a grande maioria da população não tem reservas para emergências. Há uma grande quantidade de pessoas com créditos a receber e a contribuição da Justiça pode fazer muita diferença.

FLAVIO CALICHMAN

IBRACAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Grandes bancos privados

Quando eles vão aparecer para ajudar no combate ao coronavírus? Seria ótimo que destinassem parte do seu enorme lucro líquido do ano passado para a compra de materiais e equipamentos, montagem de hospitais, distribuição de sabão e álcool para a população carente. Ou vão continuar na moita e, ainda por cima, seguir cobrando taxas escorchantes de todos nós pelo uso da internet que nós mesmos pagamos?

CARLOS EDUARDO SERRA FLOSI

ZEDUFLOSI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Receita Federal

Os contribuintes que caíram na malha fina têm 20 dias após o recebimento da notificação para fazerem o agendamento na Receita Federal a fim de se justificarem. Na situação atual, esse órgão estará aberto ao público estes dias? E se o contribuinte for idoso, ainda é obrigatória a sua presença na repartição?

CARLOS KENRO HIGUCHI

CKENRO05@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Parcimônia

As pessoas que agora ensaboam cuidadosamente as mãos e o rosto devem se lembrar de fechar a torneira enquanto fazem isso. Uma crise hídrica agravaria demais a situação preocupante que vivemos.

MARIA TOLEDO ARRUDA G. DE FRANÇA

MARIATOLEDOARRUDA@GMAIL.COM

JAÚ

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O governador e o pagode

Não obstante a proibição do governador de ajuntamentos de pessoas, convivemos na madrugada de sábado para domingo, durante 12 horas ininterruptas, com o pagode de inauguração de nova construção na invasão da Avenida Vicente Rao, esquina com a Rua Dr. Adhemar Queiroz de Moraes, no Brooklin. E não conseguimos que os policiais contactados na avenida tomassem providências.

MARIA JOSÉ FALBE-HANSEN

ZEZAFUNICELLI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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IPTU

Solicitamos à Prefeitura orientação quanto aos pagamentos do IPTU, visto que a entrada de recursos de contribuintes será drasticamente reduzida e é preciso guardar o dinheiro para as coisas mais essenciais. A Prefeitura poderia suspender os próximos pagamentos até as coisas se normalizarem e depois parcelar sem multa e sem ônus para o contribuinte. Aguardamos.

CAMILLO M. M. FERREIRA

CAMILLOMMFERREIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ajuda aos paulistanos

Sugiro à Prefeitura suspender a cobrança do IPTU por determinado prazo, por exemplo, três meses, e voltar a cobrá-lo quando a poeira baixar. Se não tivermos emprego e remuneração, como faremos?

MENDEL SZLEJF

MENDELS4@GMAIL.COM

SÃO PAULO

SERIA O FIM


É com sopesar que, ao assistir à TV, fiquei sabendo sobre a medida provisória de suspensão de contrato de trabalho por quatro meses. Na realidade, seria a teoria do caos, pois como um trabalhador vai pagar as suas contas, aluguel, comida, para sobreviver? O governo pretendia criar moradias gratuitas e dar alimentos gratuitamente? O governo também pretendia suspender os seus contratos de trabalho e salários de todos os seus servidores? Acho que o mais prudente e coerente é mantermos a calma e lutar contra este novo coronavírus, e vencer com as devidas providências já tomadas pela alçada ministerial. Mantida essa proposta da MP, o povo brasileiro ia acabar adoecendo e falecendo com depressão, angústia, de fome, e não do coronavírus. Vamos manter a calma e a prudência, e pensar no povo brasileiro.


Ricardo F. Cardoso rfcrepres@bol.com.br

São Paulo


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CENÁRIO SOMBRIO


Esta não é apenas uma crise de saúde global, é, também, uma crise de mercado de trabalho e econômica, segundo Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Vai quebrar empresas, acrescentar aproximadamente 25 milhões de pessoas aos 188 milhões de desempregados no mundo e aumentar a desigualdade social. Cenário sombrio, que é corroborado pela fala de um sorveteiro de 65 anos, “se não morrer desse vírus, morro de fome”.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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FAZENDO HISTÓRIA


O pesadelo continua. Ângela Merkel, em discurso à nação, disse que “esta crise é o maior desafio que a Alemanha enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial”. Quero complementar que não só a Alemanha, como toda a humanidade. Assim, muito a contragosto, estamos fazendo história. Este ano, sobreviventes do Holocausto foram a Auschwitz celebrar 75 anos de sua libertação com o fim da guerra. Daqui a um século, quando lerem nos livros como o mundo parou com a covid-19 e como as pessoas conseguiram encontrar força para superar os desafios que se sucediam, haverá algum engraçadinho que dirá que tudo isso não passa de uma história inventada. Afinal, não pode ser que as coisas ocorreram desse jeito. Mas também haverá outros com juízo suficiente para se lembrar, aprender as lições e celebrar o fim do pesadelo.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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NO BRASIL, ÓTIMA IDEIA


Vozes de peso pedem que o Fundo Partidário, onde repousam bilhões de reais, seja destinado ao combate à covid-19. Alguns políticos desapegados – coisa rara – propõem diminuir temporariamente os salários do Legislativo, Executivo e do Judiciário, para o mesmo fim. Há até mesmo defensores do adiamento das próximas eleições, para evitar uma terrível contaminação entre os brasileiros. Ótimas ideias para serem colocadas em prática o mais rápido possível.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A PEDIDO DO PROCURADOR-GERAL


Supremo Tribunal Federal (STF) retira R$ 1,6 bilhão da Lava Jato para combate ao coronavírus? É isso? O imperativo é adiar as eleições e destinar o fundo partidário para combater a epidemia.


Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo


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OS ANÉIS E OS DEDOS


O Congresso Nacional se mostra com muita boa vontade para atender aos pedidos do governo federal no sentido de aprovar medidas de urgência para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Mas fico com uma sensação de que para o Congresso parece valer o adágio do vão-se os anéis e ficam os dedos, pois, de iniciativa própria, nenhuma medida mais sensata e corporativamente penosa, de uma enorme quantidade de medidas já reclamada há tempos, é tomada pelos senhores parlamentares, como, por exemplo, abrir mão do bilionário fundo eleitoral, abrir mão do milionário plano de saúde para todos eles e para os seus (deles), abrir mão dos vultosos e inexplicáveis recursos de gabinetes, e de carros e de viagens e de tanto mais que os parlamentares poderiam viver e trabalhar muito bem sem eles, etc.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘O ESTADO NÃO PODE PARAR’


Há males que vêm para o bem. Parabéns ao Congresso pela realização da primeira sessão remota. Dá para imaginar se este esquema fosse adotado definitivamente? Os congressistas só permaneceriam em Brasília na última semana de cada mês, para as votações. Teríamos enorme economia de salário de assessores, passagens aéreas, apartamentos funcionais, carros com motoristas, etc. Maior agilidade na tramitação de propostas (a reforma da Previdência demorou dez meses para ser aprovada). Seria bom demais para ser verdade, um verdadeiro sonho!


Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)


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DIREITO DE FECHAR FRONTEIRAS


É muito fácil de entender que, para a montagem de uma logística para o combate ao coronavírus, que atenda a todos os Estados, seja fundamental uma coordenação central das estruturas de transportes. Nesse sentido, fechar os meios de transporte entre Estados – medida anunciada pelos governadores do Rio de Janeiro e de São Paulo – não ajuda. Mas, diante de um presidente que sai de uma coletiva em que seus ministros, apesar da grotesca cena das máscaras, anunciam medidas corretas de combate ao vírus, dizendo que a tal epidemia não passa de uma “gripezinha”, é aceitável que os governadores não acreditem no que acabou de ser anunciado. E, ainda que saibam que não têm esse direito, cogitem de executar tais medidas para proteger seus Estados.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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VITÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA PAULISTA


Dada a alegada impossibilidade de Brasília destinar R$ 15 bilhões mensais aos Estados brasileiros em virtude da epidemia que assola todos os entes da Federação, o Estado de São Paulo conseguiu, em caráter provisório, impedir que sejam pagas as parcelas da dívida com a União. A liminar concedida ao Palácio dos Bandeirantes abre caminho para que Rio de Janeiro, Minas Gerais e os demais governos regionais ingressem com ação semelhante no Supremo Tribunal Federal (STF) e obtenham, assim como Dória, decisão judicial autorizando o não pagamento. A situação é excepcional e exige tais medidas. Diferentemente do governo federal, que, ao decretar calamidade pública e ter o decreto reconhecido pelo Congresso Nacional, dando, portanto, permissão para que seja descumprida a meta fiscal, os Estados não dispõem desse dispositivo jurídico. O Estado mais rico do País tem investido pesado no combate ao novo coronavírus e precise desse alívio, visto que o Ministério da Economia negou qualquer possibilidade de ajuda em dinheiro aos governos e prefeituras.


Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema


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CONVERSA FIADA


Está na hora de o magnânimo governador João Doria parar de fazer campanha. Por que não declara que: 1) todo funcionário público estadual receberá só 60% do salário? 2) Isso valeria até para o Judiciário. 3) Toda essa verba não jogada fora no momento atual seria canalizada para saúde e assistência aos futuros necessitados. 4) Isso valeria para servidores aposentados também. 5) Seriam dispensados todos os “aspones da vida” dependurados como assessores. É só fazer as contas e ver que não vai faltar verba para o combate à epidemia. Quem quer faz, não discursa.


Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas


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SP EM QUARENTENA


O governador de São Paulo comunicou no sábado (21/3), com pompa e circunstância, como é seu costume, que decretou quarentena no Estado a partir desta terça-feira (24/3). Senhor governador, por que não no próprio sábado? O senhor combinou com o coronavírus que ele pode infectar à vontade só até a segunda-feira? Só queria entender...


Valdir Aparecido Alves de Souza valdirsouza@uol.com.br

São Paulo


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SEGURANÇA


Enquanto nosso timoneiro se preparava para uma festinha de aniversário, o ministro Mandetta, sua equipe, o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas, também com as respectivas equipes, dão uma belíssima demonstração de profissionalismo e transmitem uma sensação de segurança fundamental para atravessarmos este período turbulento da nossa história. Parabéns a todos eles e também aos profissionais da Saúde, sem os quais, a depender do comandante-mor do País, estaríamos todos no cemitério.


Roberto Calvo roberto@calvoadv.com.br

São Paulo


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CHEGA DE MEDIOCRIDADE


Os verdadeiros líderes estão surgindo. A crise tem este lado: mostrar ao eleitor, com clareza, que os problemas só se resolvem com líderes honrados e comprometidos com a ciência, a educação e com as primeiras necessidades da população. Chega da desgraça de líderes – de direita ou de esquerda – ignorantes, populistas e medíocres.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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GOVERNO BIFRONTE


Sobre o artigo Um governo bifronte, de Bolívar Lamounier (22/3, A2), o ministério do presidente Bolsonaro é de alto gabarito. É o presidente que não está à altura dele.


Ernani Silva silvaernani45@gmail.com

São Paulo


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‘PAÍS PODE IR À CONFLAGRAÇÃO’


O título é a opinião dada numa entrevista com Eduardo Gianetti da Fonseca, um economista e filósofo respeitado, mas derrapa quando comenta o governo atual, que, segundo ele, é representante da direita populista e todos os males atuais parecem culpa única e exclusiva dessa facção que hoje é representada pelo presidente Bolsonaro. Ele joga para a direita tudo o que de ruim o País atravessa em suas necessidades várias, como o momento na saúde em face desta pandemia, da qual mostra estar sem condições de enfrentamento positivo e tenta através de medidas provisórias atenuar o efeito que, dependendo da sua duração, colocará no buraco a economia e o desenvolvimento do País sabe-se lá por quanto tempo. Não é preciso seu diagnóstico para sabermos que Bolsonaro age como um Trumpdólatra, que copia muito do que o americano faz, esquecido que os EUA têm cacife para peitar alguma divergência com a China, por exemplo, mas não como fez o filho 03, que, se amanhã os chineses suspenderem importação de produtos nossos, o que ele dirá aos nossos exportadores? Este economista é igual muitos outros quando joga a culpa total para a direita, esquecido de que ela está na Presidência do País há 15 meses e herdou de um governo populista esquerdista, que durante quatro mandatos petistas corrompeu toda uma infraestrutura de governo tornada ainda  mais corrupta do que era e cujo “mérito” foi colocar o Brasil entre os países mais corruptos do mundo.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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‘GRIPEZINHA’


A “gripezinha” de Bolsonaro pode levar o Brasil ao colapso.


Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá


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IMPRENSA UNIDA


Nesta gravíssima e trevosa quadra da história da humanidade, é absolutamente fundamental e da maior importância dar total e ininterrupto combate à viralização da letal covid-19 e das famigeradas fake news. Cumprimentos à Associação Nacional de Jornais (ANJ) pelo lançamento da louvável, necessária e mais que oportuna campanha #imprensacontraovírus, reunindo os principais veículos de comunicação do País. Juntos, venceremos os dois males. À vitória!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ESCOLA PÚBLICA E PANDEMIA


Excelente reflexão da articulista Zeina Latif (Cuidado com as fórmulas prontas). Passando o período agudo do isolamento social necessário para a baixa da curva de disseminação da pandemia, é preciso pensar no retorno gradual às atividades laborativas. Ela acerta ao indicar o papel que a escola pública terá nesse processo. É justamente por isso que a aprovação de uma PEC Emergencial que prevê cortes sem critérios de salários e jornadas do funcionalismo posta-se como um absurdo.


Marcos Marques de Oliveira marcos_marques@id.uff.br

Niterói (RJ)


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UM DESAFIO


Muito pertinente a proposta de Zeina Latif em seu artigo Cuidado com as fórmulas prontas, do caderno de Economia, no dia 23/3. As escolas públicas de fato poderiam ser um local adequado para as crianças em situação vulnerável. Não só pela falta de saneamento e estrutura de casas em comunidades e bairros mais pobres, como foi exposto, mas também pelo fato de que estes grupos da população, se não estiverem desempregados, são grandes contribuidores para a continuação dos serviços essenciais aos centros urbanos. (Quantos serão, e qual parcela mora em comunidades?) Logo, por estarem em contato com muitas pessoas diariamente, estão muito mais vulneráveis ao coronavírus do que aqueles que se resguardam em suas casas. E essa vulnerabilidade dos trabalhadores é facilmente estendida para os respectivos familiares com quem dividem a casa. A logística para manter as crianças nas escolas, no entanto, precisaria ser cuidadosamente pensada. Num momento difícil, muitas famílias (felizmente!) não querem estar distante dos filhos, e não seria justo confinar os pequenos sem poder ver os pais. Concomitantemente, permitir que todos se vejam quando bem entenderem vai contra a ideia de evitar aglomerações. É de fato um desafio, que deveria ser estudado com cuidado, porém rapidamente.


Laís Castrignano Tavares lais.tavares@usp.br

São Paulo


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QUARENTENA PARA OS MAIS VULNERÁVEIS


Se liberarmos todos fora do grupo de risco para voltar a trabalhar e estudar e mantivermos apenas os mais vulneráveis, como eu, que tenho 74 anos, em quarentena rígida, evitaremos que o remédio seja mais nocivo que a própria pandemia. Acredito que os efeitos para o sistema de saúde possam ser positivos, pois os mais jovens estariam imunizados em pouco tempo e deixariam de ser vetores.


Henryk Bergmann hb@eduana.com.br

São Paulo


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DOAÇÃO DE SANGUE


Sou doador de sangue e gostaria de contribuir neste momento de crise. Sugiro que os bancos de sangue façam mutirões em lugares longe dos hospitais. Só assim será possível regularizar o estoque, sem risco de contaminação dos doadores.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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