Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

União acima de tudo

Alguns fanáticos pelo presidente Jair Bolsonaro atacam os que não concordam com as declarações de seu ídolo, tachando-os de bandidos. Não sou bandido, nem comunista, nunca votei no PT e no Lula-Dilma, fui para a rua, mas o atual presidente não tem bom senso e diz besteiras. Sou médico e sei o que significa uma pandemia. A Índia tem mais de 1 bilhão de pessoas em quarentena para impedir a disseminação do vírus. Se o número de contaminados for muito alto, o Brasil vai ser obrigado a parar e, além das mortes, a recuperação econômica será muito mais difícil. Logo, não há outra saída. A união de todos, neste momento, precisa ser sólida e superar os interesses pessoais.

JOSÉ PAULO CIPULLO

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Bolsonaro na TV

Fiquei estarrecido ao ouvir o presidente Bolsonaro na TV. Sua fala vai de encontro a toda ação – acertada, aliás – que seu governo vem tomando! Se há exageros nas ações do Ministério da Saúde, são excessos para convencer quem está em dúvida; já sua fala serviu para acentuar as dúvidas, podendo levar ao relaxamento do comportamento preventivo da população. Parece querer livrar-se de Mandetta, que com seu jeito seguro e ponderado passa tranquilidade sem tentar esconder a gravidade do momento. De colaborador, Mandetta parece ter-se tornado rival. Pela lógica do presidente só os velhos correm risco, então, basta isolá-los no gueto doméstico. Todos os outros brasileiros poderiam voltar à vida normal: escola, shopping e, no fim de semana, praia e boteco. Melhor acreditar na pior hipótese e fazer piadas ao final do que chorar logo, logo.

PAULO ROBERTO SANTOS

PRSANTOS1952@BOL.COM.BR

NITERÓI (RJ)

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Lero-lero

Levo tão a sério o presidente Bolsonaro quanto levava a presidente Dilma.

ABELARDO VILLAS-BÔAS

ABEVILLAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Click’

São estarrecedoras as palavras da juíza (!) do TRT-SP Gisela Moraes (24/3, A4): “Essa solenidade (12/3) foi feita de aperto de mão, de beijo, de abraço e, quando a gente faz isso com amor, a gente não pega vírus”. O mais preocupante é que são palavras de uma autoridade com poder de decisão sobre o futuro da vida de trabalhadores.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

ZAM@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Dilema

O brasileiro está com mais medo de pegar o vírus ou de perder o emprego?

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Eu queria entender

Neste momento complicadíssimo, queria entender o que significa o Banco Central pôr “R$ 1,2 trilhão à disposição dos bancos” (24/3, A17). É muito dinheiro! E vai para os bancos?

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

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Bom exemplo vem do BC

Em meio às inúmeras trapalhadas deste governo, felizmente, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, correto na sua leitura sobre a gravidade desta pandemia do novo coronavírus, a de que vai afetar duramente a atividade econômica, tomou importantes medidas. Como pôr à disposição dos bancos R$ 1,2 trilhão, equivalente a 16,7% do PIB, com o objetivo de manter a liquidez do sistema e não paralisar as operações financeiras com os clientes. Melhor ainda seria se o Planalto, agora que o Congresso aprovou o estado de calamidade pública, também tivesse a lucidez e coragem de tomar medidas mais robustas para enfrentar esta pandemia do coronavírus e evitar que o Brasil entre novamente em depressão econômica. Milhares de empresas podem falir e o desemprego, segundo calculam alguns especialistas, pode chegar a 40 milhões de trabalhadores, ante os atuais 11,6 milhões.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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ICMS

Ao sr. governador de São Paulo: os estabelecimentos fechados por seu decreto estão, em sua maioria, no regime tributário do Simples. O governo federal fez a sua parte, prorrogando os impostos do Simples devidos em março para a partir de outubro. Pedimos ao sr. governador que também faça sua parte com o ICMS já devido em março, para manter vivas as pequenas lojas e os restaurantes, que estão em grande número nos shoppings fechados por esse seu decreto. Encher os cofres do Estado e depois pedir socorro ao governo federal não é justo. O sr. governador é empresário, conhece bem o assunto.

DAIRSON TULMANN

DTULMANN@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Leão

Talvez seja cedo para tocar no assunto, mas nada indica que até o último dia do mês de abril estaremos livres da pandemia. É praticamente certo que isso não vai acontecer. Para os confinados em casa que têm a infelicidade de ter seus documentos em algum lugar fora de seu domicílio, entregar a Declaração de Imposto de Renda, se não é uma operação suicida, não deixa de ser a assunção de alto risco. Vale a pena se expor? Há duas possibilidades: entregar a “prova em branco” e enviar a retificadora mais tarde, ou torcer para que o prazo de entrega seja expandido. Com a palavra as autoridades.

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX10123@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cuidado com as unhas

Como médico, observo um detalhe pouco referido nos reiterados avisos sobre a higiene das mãos, que são as unhas. Vemos nas muitas imagens divulgadas pessoas paramentadas, porém exibindo unhas enormes e esmaltadas, manipulando seringas ou instalando infusões, cateteres ou sondas. Fácil entender que o espaço subungueal aloja colônias mil de todo tipo de micro-organismos. Resumindo: corte rente as suas unhas!

MARCIO BASTOS

DOCMASILVEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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