Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

Chance de repensar o Brasil

O Brasil vai ficar parado por tempo indefinido, oportunidade para pensar ordenadamente e apresentar propostas realistas que corrijam nossos erros crônicos. Todos, sem exceção, em todas as áreas, não só da saúde, que no momento está sendo pensada intensamente, apresentando respostas e agindo, como deveria ser com tudo. Levantar as prioridades conhecidas, ouvir os brasileiros, com mediadores e coordenadores, mas sem os eternos proprietários ou paizões, e terminar esta quarentena com um plano de ações realizável. Os grandes jornais têm importância capital nesse processo, pois podem imprimir em folha dupla números, gráficos e outros dados que possam ser abertos em casa, um ao lado do outro, e sirvam como referência para o pensar de todo brasileiro que queira ajudar na criação de um projeto de planos e metas, repito, factíveis, para o País. O Brasil que vivemos hoje é uma pandemia de absurdos, erros e malfeitos sem controle. Se quisermos, daremos um fim nisso e teremos futuro.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

ARTUROALCORTA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Covid-19 e o futuro

Em todo lado o coronavírus afeta as populações e causa grandes estragos. Os sistemas de saúde de grande parte dos países estão mal preparados, e isso não deve mudar no curto prazo. As populações não faziam ideia de como reagir e até que aprenderam rápido (desde a China), mitigando o déficit dos sistemas de saúde. Os paradigmas político-econômicos vigentes não darão conta dos estragos em consequência desta pandemia: o mundo vai mudar. Diante do desconhecido se revela o poder da ciência, no se conhecer pela razão, e o poder da fé, no apaziguar a emoção. Como em toda crise, há muito a aprender.

BRUNO HANNUD

HANNUD.BRUNO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Gato escaldado...

Órgãos da administração direta, fundos especiais, autarquias, fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, por Estados, Distrito Federal e municípios precisam seguir a Lei 8.666 para realizar obras, serviços, incluídos os de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações da administração pública. Na atual situação de calamidade pública, não necessariamente precedidas de licitação. As normas gerais sobre licitações e contratos administrativos não estão valendo. Uma festa para quem tem as chaves dos cofres públicos no Brasil. Se em tempos normais somos tungados...

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Desejos

Ou Bolsonaro renuncia ou sofre impeachment, desejo de Lulla. Já o cidadão ficaria satisfeito se calassem a boca. Ambos.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pitacos descabidos

Lula e Dilma dão pitacos críticos e sabem tudo. No entanto, estiveram 14 anos no poder e sob o seu olhar, no mínimo, passivo ocorreu o estrago na Petrobrás, que perdura até hoje, pois a estatal está em via de ter de pagar US$ 2,5 bilhões aos acionistas norte-americanos prejudicados. Isso desestruturou e contaminou o Brasil, quase “venezuelamos”, além de, em suas gestões, ter sido perpetrado o maior esquema de corrupção da face da Terra. Se o Brasil fosse um país sério, eles ficariam calados e teriam sido severamente punidos, em vez de flanarem por aí cheios de regalias.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Agora é hora

Todos cobram a recuperação dos recursos desviados no mensalão, no petrolão e em outras ações criminosas perpetradas nos 14 anos dos governos petistas. Segundo algumas estimativas, passam de R$ 500 bilhões, mas até agora, pouco mais de R$ 2 bilhões voltaram aos cofres da União. E o resto? Essa é a pergunta que está na cabeça do povo brasileiro há muito tempo. Por que os demais recursos ainda não foram recuperados? Se o volume é tão gigantesco, e muita gente já foi presa, onde está o dinheiro desviado? Com esse volume de recursos daria para alavancar a economia pós-coronavírus, financiando e subsidiando pequenas e médias empresas que certamente estarão quebradas após esta tormenta que abalou o mundo. Torcemos para que o ministro Sergio Moro, a Polícia Federal, a Lava Jato e, principalmente, o Supremo Tribunal Federal unam esforços para buscar essa dinheirama toda, decerto escondida em paraísos fiscais e em nome de terceiros. Não será difícil essa investigação se “alguns” não atrapalharem ou criarem dificuldades para isso.

ELIAS SKAF

ESKAF@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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A Justiça não vai parar

A Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis), a despeito do editorial A pandemia e a lentidão da Justiça (25/3, A3) a demonstrar a posição do jornal, esclarece que, entre os Poderes, o Judiciário é o mais bem avaliado. Nossa produtividade, aliás, vem batendo recordes atrás de recordes nos últimos anos. É leviano afirmar que o Judiciário não estava preparado para uma pandemia de vírus desconhecido que se espalhou rapidamente pelo mundo. Ora, ninguém estava: nem Executivo, nem Legislativo, nem iniciativa privada. Se o Judiciário adotou normas diversas ao longo destes dias, assim como o próprio Executivo, isso se dá ante a evolução dos fatos e descobertas. E, a despeito da situação crítica, todos os magistrados estão trabalhando, assim como os servidores, e mantendo a prestação de serviço à população. O Judiciário paulista pôs seus quase 50 mil servidores e magistrados em trabalho remoto, a demonstrar prontidão.

BETH MUNHOZ, assessora de comunicação

BETH@AVOCAR.COM.BR

SÃO PAULO

ISOLAMENTO POLÍTICO


Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, até aqui um dos melhores aliados de Jair Bolsonaro, perdeu a paciência e rompeu com o Planalto. Caiado já não concordava com a manifestação popular promovida pelo presidente contra o Congresso e o STF, quando, em desobediência à sua equipe médica, o presidente foi irresponsavelmente cumprimentar manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. Agora, a gota d’água para Caiado veio com o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV em que Bolsonaro, descaradamente, defendeu o fim do isolamento das pessoas em função da pandemia do coronavírus, afirmando se tratar apenas de uma “gripezinha”, além de tecer críticas aos governadores. Como probo e competente homem público e, principalmente, como médico que é, Caiado disse que no seu Estado de Goiás serão respeitadas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que vem sendo muito bem coordenado por Luiz Henrique Mandetta, indicado ao Planalto pelo próprio citado governador. Indignado com essas atitudes do presidente, o governador em boa hora manda um duro recado a Bolsonaro, citando uma frase do ex-presidente dos EUA Barack Obama: “Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude”. Por sua exclusiva culpa, Jair Bolsonaro vai sofrer isolamento político, já que perdeu voz e moral para continuar dirigindo o Brasil.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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LÍDERES FRACOS


Certa vez, Pankaj Mishra escreveu que “falta-nos inteligência para as questões da alma”. Depois do pronunciamento à Nação do presidente da República e da reunião realizada na manhã de 25/3 entre o presidente e os governadores, somos compelidos a reconhecer que lhes falta inteligência nas questões da Nação. O que se assiste é a um presidente sem estatura de estadista, perdido nas teias de suas próprias elucubrações; um presidente que já não aceita ouvir verdades nem mesmo de seu círculo próximo de auxiliares. Se a Bíblia diz que na multidão de conselhos não falta sabedoria, ao não aceitar nenhum conselho sensato, o presidente se condena à tolice e irrelevância. Doutro lado, assistimos ao governador do Estado de São Paulo, que já havia abandonado pela metade o mandato como prefeito da maior cidade do País, utilizar demagogicamente uma das piores crises da saúde pública do mundo. Mirando somente a si mesmo e ao seu futuro político, o espelho de sua vaidade pessoal, o governador de São Paulo sacrifica milhões no altar da eleição de 2022. Estamos assistindo a líderes fracos, demagogos, populistas, perdidos a jogar a Nação no caos, nas trevas e na escuridão. No momento em que a nação brasileira mais precisa de um estadista, nenhum é encontrado.


Luciano de Oliveira e Silva Luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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‘A VOZ DO BRASIL’


Das coletivas-shows concedidas diariamente pelo governador alpinista João Doria, fiquei certo de que ele está no lugar errado. Pela impostação da voz, posturas e textos decorados, colarinhos by@ministro Fux, apagada a passagem de triste memória pela Embratur, ele é o homem certo para comunicador do ancestral programa de rádio A voz do Brasil. Aproximando-se a Semana Santa, seria uma excelente oportunidade narrar também a encenação da Via Crucis, ambientada na Avenida Paulista, por ordem. Oportunismo inédito é isso, governador!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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DORIA


Pelo andar da carruagem, creio que nosso governador deve estar aspirando, também, ao cargo ocupado por Trump... Ou não?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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O VÍRUS E A BANDEIRA ELEITORAL


A infestação de coronavírus e, principalmente, as mortes que dela poderão decorrer são os mais graves problemas do País. Ainda poderemos sofrer adicionalmente a crise econômica e social. Tanto que o presidente Jair Bolsonaro pede a governadores e prefeitos que abandonem o “conceito de terra arrasada” e acabem com o fechamento de escolas, comércio, indústria e o confinamento geral, para manter isolados apenas os maiores de 60 anos. Mais grave do que os riscos do vírus é a polarização. A conhecida falta de tato do presidente, somada à oposição e ao oportunismo de seus contrários, potencializam a discórdia, num momento em que a união é fundamental. Além de proteger a população da infecção, é preciso evitar a derrocada econômica. Só 6% da população tem alguma, as pequenas e médias empresas só têm caixa para 27 dias e os trabalhadores informais e moradores de favelas precisam gerar sua renda todos os dias para não passarem fome. Presidente, governadores, prefeitos e suas equipes têm de criar o protocolo que mais se ajuste à situação brasileira, com o cuidado de evitar que os efeitos colaterais do “remédio” sejam mais devastadores do que o mal combatido. Deixem a briga para depois que a pandemia acabar...

               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

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PRECIPITAÇÃO


Nossos governadores tiveram ímpetos que parecem ter sido carentes de melhor análise. Quase por unanimidade, resolveram fechar tudo (comércio, escolas, etc.), sem ponderar os impactos dessa medida. Alguns dos impactos que aqui destaco mostram, com clareza, que pode ter havido sobretudo precipitação. Em primeiro lugar, tal medida causaria, como está causando, falta de vendas de produtos, portanto ausência de ICMS e ISS. Logo em seguida começaram a forçar a liberação de recursos federais para cobrir tal ausência. E a Lei de Responsabilidade Fiscal? Com grande parte dos Estados insolventes seguindo esse caminho, o agravamento da crise econômica será muito sério. Foi para isso que os eleitores elegeram estes governadores? Ademais, esqueceram “detalhes” que comprovam a pouca visão (não seria descaso) de proteção de seus eleitores. Mesmo com a paralisação dos negócios por eles decretada, alguns abnegados trabalhadores continuaram, e continuam, a trabalhar. Destaco, mas não pretendo cobrir todos eles, carteiros, motoristas de caminhões para transporte de alimentos, policiais, funcionários da área de saúde, que ficaram sem possibilidade de se alimentar, pois fechamento de restaurantes, e similares, impede que esses heróis tenham ao que recorrer. Isso é governar?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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DESARMAR


Ou o conflito entre o presidente e os governadores é desarmado, para a construção de um caminho, ou não sei o que vai acontecer...


Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo


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POLÍTICO DE CARREIRA


Eu, como leigo em assuntos de ciência médica, principalmente nos malditos casos que o olho humano nada vê, tenho a obrigação de não atrapalhar e de colaborar com quem é da área para obter minha proteção. Mas isso não ocorre com todos os humanos, pois sempre tem alguém que se acha o bom, e não existe melhor exemplo do que o político de carreira. Para esta praga, dane-se a ciência, o que interessa é grana, é dinheiro, é poder e status. Nós somos massa de manobra.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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A SAÚDE BRASILEIRA E A ‘GRIPINHA’ PRESIDENCIAL


Seria recomendado que, nesta fase, apenas o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sua equipe e os ministros comprometidos com suas diretrizes falassem com a população. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro deveria planejar o que fazer com o País na próxima fase, e ficar em quarentena de atleta até lá. Será melhor para todos, inclusive para a família dele.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ISOLAMENTO VERTICAL?


Bolsonaro diz que vai pedir ao Ministério da Saúde isolamento só para idosos e pessoas com doenças (Estado, 25/3). O problema não é se o sr. ministro da Saúde, Luis Henrique  Mandetta, mudará o tom, saindo da posição em defesa do isolamento horizontal para o vertical. O grande problema é que a mudança de tom viria logo após o presidente abrir as portas do inferno do gabinete do ódio. O que poderia ser um caso de flexibilidade demonstraria não lealdade, mas, sim, uma passividade cega e obediente. Deixar de entrar para a História para entrar na próxima manchete, por passividade, é mau.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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DESQUALIFICAÇÃO


Sr. Bolsonaro, que tal ajudar o Brasil a sair desta calamidade se calando? A sua fala no pronunciamento de terça-feira só demonstra sua desqualificação para a Presidência do Brasil.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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LIMITE ULTRAPASSADO


O pronunciamento de terça-feira em rede nacional do presidente da República foi de tal disparate que, decididamente, ele não tem mais como continuar à frente da Presidência do Brasil. Faz tempo que ele vem governando o País atendendo aos anseios de seus seguidores das redes sociais. Estes seguidores em absoluto representam a vontade da maioria da população, pois muitos deles seguem um filósofo autodidata que, entre outras excentricidades, defende a teoria de que a Terra é plana. Ademais, dá atenção a dois de seus filhos que, sem entender nada de governabilidade, conseguem influenciar seu pai a fazer e falar barbaridades como as de terça-feira. Os eleitores, no segundo turno, colocados entre duas alternativas inapropriadas, o escolheram para presidente numa escolha desastrada. Porém não podem pagar por isso ao extremo. Não é de hoje que o presidente vem demonstrando um apetite incontido de governar independentemente do Congresso, numa clara saudade dos tempos do regime militar. Jamais foi um bom deputado federal e, agora, se revela um péssimo presidente. No discurso desta semana, porém, ele passou de todos os limites. Ao criticar o fechamento das escolas e parte do comércio adotado pelo ministro da Saúde, demonstrou uma ignorância patética sobre a pandemia que se abateu sobre todas as nações. Acusou a imprensa de disseminar “histeria” e, pior, declarar que por seu histórico de atleta não sentiria nada caso pegasse o coronavírus. “Quando muito, seria acometido de uma gripezinha ou resfriadinho”. Uma bravata ridícula para um homem de sua idade, nos envergonhando, mais uma vez, perante o mundo. Para quem acompanha a política nacional há mais de 70 anos, fica clara a sua jogada visando à sua reeleição. Mesmo à custa da vida de um número indeterminado de pessoas? Entretanto, tudo tem limite. Não é uma declaração de uma pessoa que esteja entendendo a grave situação por que passa a humanidade. Têm razão o presidente e o vice-presidente do Senado, que se manifestaram no sentido de que o Brasil precisa de um presidente sério. Bolsonaro não é. É necessário, e com urgência, um pedido de impeachment do chefe do Poder Executivo na Câmara dos Deputados, para dar início a um processo que será longo e doloroso, mas inadiável. O vice-presidente Mourão tem de assumir o governo o mais rápido possível e exonerar os ministros incompetentes que pululam no atual governo. Caso em contrário, sofreremos graves prejuízos, tanto no nível nacional como no internacional.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DESASTRE


Presidente Bolsonaro, diante de suas atitudes inconsequentes e irresponsáveis, torna-se inaceitável a sua permanência como comandante-chefe da Nação. Entregue o cargo ao vice – imediatamente – e suma. Assinado, um eleitor seu.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

São Paulo


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TEMOS UM VICE


Mourão, prepare-se para assumir!


Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


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LEITOS DE UTI EM ‘FARTURA’


Bolsonaro fica tranquilo com a capacidade de assistência do nosso sistema hospitalar baseando-se no número de leitos de UTI que existem. Ora, quantos destes estão ocupados e quantos disponíveis? Tomemos, por exemplo, o caso de Nova York, pois é uma cidade parecida com São Paulo. Eles estão precisando de 30 mil leitos para atender a demanda adicional causada pela epidemia.  Temos essa disponibilidade? Só se fizermos a terrível escolha de quem será deixado para morrer: os novos pacientes ou os atuais.


Jorge Alberto Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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VÃO FALTAR RESPIRADORES


Fugindo das “politicagens” de alguns articulistas que não perceberam que os artigos devem ter como objetivo os temas mais importantes do momento: o coronavírus e a economia. O articulista Fernando Reinach, em seu artigo Vão faltar respiradores (25/3, A10), dá uma visão rápida da necessidade de respiradores em três hipótese. Para completar essa análise e dar um tratamento matemático e estatístico, seria importante que os membros da área de Engenharia ou Matemática determinassem através de algoritmos a quantidade necessária de respiradores nas três hipóteses e considerando o tempo de liberação de cada respiradouro. Isso ajudaria os governadores estaduais a ter uma ideia da quantidade mínima de  respiradores necessários. Poderá também ser estuada a liberação programada de pessoas para serviços e produção considerando se a quantidade de infectados graves será atendida pelos respiradores existentes, que deverão ter sido adquiridos após o primeiro estudo.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


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OUVIR A CIÊNCIA


A maioria que votou em Sua Excelência o fez porque não queria mais o PT. Essa maioria não é bolsonarista, mas torce para que seu governo dê certo. Confia em Sérgio Moro, em Paulo Guedes, em Mandetta e em vários outros de sua equipe. Mas ela pede por favor: ouça a Ciência. Sua Excelência tem a capacidade e a humildade de voltar atrás, como o fez diversas vezes. Faça o mesmo em relação ao coronavírus. Ele é perigoso. Ouça o conselho de quem entende do assunto. Com certeza, Trump não é o mais confiável dos epidemiologistas que a Medicina conhece.


Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo


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BOIS DE PIRANHA


Bolsonaro trata o trabalhador brasileiro como boi de piranha. Para salvar a economia diante da crise provocada pela necessidade do isolamento social, em vez de medidas que amparem empresas e famílias de baixa renda, o presidente propõe que trabalhadores atravessem primeiro o rio infestado.


Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo


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DESAFIO


A crise imposta a nós pela pandemia expôs a ferida que é a desigualdade social no País. Por outro lado, surge a oportunidade de enfrentar tamanho desafio, sem amadorismos.


Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba


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PERIGO


O sindicalista Ricardo Patah, presidente da UGT, e o empresário Junior Dursky, da Madero, preocupados com as paralisações e com o possível aumento do desemprego, alertaram para um provável início de saques e violência urbana. Um supermercado da zona leste de São Paulo, no Itaim Paulista, foi invadido e saqueado por um grupo de 20 a 30 pessoas. O desemprego aliado à fome são os estopins para deflagrar o caos num país paralisado por causa de um vírus.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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BRINCANDO COM COISA SÉRIA


Quero ver com a continuação deste isolamento social quando os que vivem de biscate, camelôs, autônomos, população de rua não tiverem o que comer, o que vai acontecer. Vão saquear lojas, supermercados, haverá quebra-quebra, vão atacar pessoas na rua, teu carro, tua casa, etc. É isso que querem? Ou acham que com distribuição de cesta básica serão acalmados? Estão brincando com coisa séria.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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ESTRATÉGIA CORRETA?


“Por suposto deveria morrer a menor quantidade de pessoas por causa do coronavírus. Mas será para isso uma catástrofe econômica a medida mais correta a ser tomada? Isolem-se os mais vulneráveis, porém não todos os outros.” Minha tradução livre do trecho de um artigo de Bernd Riegert, que foi publicado no site da Deutsche Welle no dia 25/3. Ele dá razões bastante pertinentes para pensarmos se não estamos enfrentando esta guerra com uma estratégia incorreta. Parece a mim muito mais pertinente isolar apenas aqueles mais vulneráveis e não paralisar completamente toda a economia. Além disso, este isolamento forçado de todos causará aumento de outros problemas sociais dentro dos lares, como, por exemplo, a violência doméstica e divórcios.


Rogério Ribeiro  rogerio.ribeiro@daad-alumni.de

São Paulo


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A SAÚDE PRIMEIRO


Para poder combater e vencer o avassalador surto epidêmico da tenebrosa covid-19, é preciso, antes de mais nada, preservar a saúde da população e, em seguida, a saúde da economia. Brasileiros, fiquem em casa; Bolsonaros, fiquem calados!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TERCEIRA GUERRA


O físico Albert Einstein disse não saber como seria lutada a Terceira Guerra Mundial, mas que a quarta seria com paus e pedras. Estivesse o grande mestre da energia, espaço e tempo vivo hoje, saberia...


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


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COVID-19 DEVE MUDAR O MUNDO


Mas quem realmente precisa mudar é o Brasil. Como pode médicos, pesquisadores, cientistas, etc. recebendo valores bem abaixo, mas muito abaixo, do que recebe um jogador de futebol? O profissional estuda dez anos para chegar a um doutorado e a vida toda continua se atualizando, e um garoto de 19 anos é revelação no futebol e já assina um contrato de milhões de dólares. Ainda temos de ver cantoras cuja música mal conseguimos ouvir, pois não têm voz, mas põem à mostra o bumbum e ganham fortunas. Acorde, Brasil, precisamos valorizar várias categorias que foram esquecidas, professores, cientistas que deixam nosso país e são valorizados no exterior e outros mais. O governo deve dar empréstimos a empresários brasileiros por meio do BNDES para investirem na construção de fábricas para substituírem produtos importados e com isso geramos muito empregos, isso já foi feito no chamado milagre brasileiro no anos 70. Estamos no meio de uma crise e ainda há deputados federais e senadores em dúvida se devem aprovar a transferência dos bilhões do fundo partidário para ajudar na solução da doença. Dá para entender? Este vírus é um mal, mas deve deixar algumas lições para nosso pobre país, que tem tudo para dar certo, mas alguns poucos lutam contra.


Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo


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CONGELAMENTO


Tendo em vista o estado atual que estamos vivendo, em que todos nós devemos ter consciência e colaborar com as decisões governamentais, dou uma sugestão à equipe econômica e ao sr. presidente, para que congele por um ano todos os aumentos de aluguéis, tanto comercial como residencial, inclusive prestações da casa própria. Fica fácil observar a situação do comércio com severas restrições. Portanto, nada mais justo que a suspensão dessas despesas, pois muitos estão sem trabalhar diariamente em várias repartições, sendo obrigados a ficar em casa, portanto sem condições de ganhar o normal, porém com despesas correndo normalmente, com prestações vencendo, etc.


José Fernandez Rodriguez cholo@terra.com.br

São Paulo


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DEMORA NA DIVULGAÇÃO DOS EXAMES


A contenção da pandemia de coronavírus está sendo prejudicada com a demora injustificada das secretarias municipais de saúde e da secretaria estadual de saúde do Estado de Minas Gerais para divulgarem os resultados dos exames dos possíveis portadores da doença. Diariamente tenho consultado os boletins das cidades do leste mineiro para me informar e os casos sempre constam como suspeitos e nunca descartam ou mudam classificação, indicando que esses resultados não foram entregues. A subnotificação de contágios pelo coronavírus tem gerado uma falsa sensação de segurança e muitas pessoas já começam a descuidar da prevenção colocando todos em risco. As verbas emergenciais já foram liberadas e considero descaso com o contribuinte demorar tanto tempo para divulgar o resultado de um teste que custa menos de R$ 100. Já fiz essa pergunta para todos os órgãos responsáveis e me ignoraram solenemente, espero que respondam para o jornal, pois desta vez nossa vida está em risco.


Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)


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MILHAS


Tendo em vista a restrição e redução dos voos decorrentes da pandemia do coronavírus, parece-me razoável que as companhias aéreas prorroguem a validade das milhas que vencem durante o período da quarentena. 


Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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