Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

O inopinado nas ruas

É com pesar que vejo nosso presidente agir de maneira “inopinada”, segundo suas próprias palavras. Não poderia esperar, vinda de quem veio, tamanha irresponsabilidade. Seria de supor que ouvisse seus ministros, como Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro. Governar é um exercício de dividir e, principalmente, somar responsabilidades. Não é o que pensa nosso presidente. Ao dar sinais trocados à sociedade, sabe-se lá os motivos, embora ache que está somando votos, está dando satisfação à parcela de seus eleitores que se opõe à ciência, a qual, em todas as frentes, está tentando, com conhecimento de causa, tornar o fardo da pandemia mais leve para a população mundial. A pergunta que não quer calar: quem o aconselha? Contra que moinhos estará ele lutando? Pior, correndo o risco de morrer e matar outros tantos – mas, afinal, “todos vamos morrer um dia”...

JACQUES GANDELMAN LERNER

JGLERNER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Paladino da covid-19

A verdade é que o que Bolsonaro diz não se escreve. Seus ministros divulgam medidas corretas, pelo bem do povo. O que está pretendendo o presidente?

GERALDO SIFFERT JUNIOR, médico

SIFFERT18140@UOL.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

Informação responsável

Li com satisfação o editorial Vírus, informação e responsabilidade (28/3, A3). Sim, devemos entender que há uma pandemia de informações e não sabemos onde está a verdade absoluta (alethea). Somos curiosos, à procura da verdade, e quando encontramos uma “verdade” queremos divulgá-la. Mesmo com a boa-fé de quem se informou, o viés é sempre pessoal e, se não estiver acostumado a ler artigos científicos de medicina, por exemplo, vai escolher o viés mais ou menos favorável, de acordo com seu momento. Assim, aguardar o desenlace de acontecimentos é difícil para a grande maioria, e com muita facilidade preenchemos esse lapso com dados que nos parecem adequados, com o intuito de aplacar a ansiedade. Só que o resultado pode ser pernicioso. Apenas informações amplas e responsáveis, como denota o editorial, podem favorecer essa conduta e, assim, evitar reações em manada, como parece ser o caso do atual momento.

JAQUES GOLDSTAJN

JAQUES0301@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Tripé crucial

Política, ciência e jornalismo são coisas sérias e nas circunstâncias atuais, em que a humanidade enfrenta um inimigo pandêmico, formam um tripé crucial para que as sociedades vençam essa batalha. Porém nem todos os políticos, jornalistas e cientistas são sérios, infelizmente. Os países que estão coordenando com justeza e inteligência as ações desse tripé têm mostrado ser o caminho para vencer a batalha contra o coronavírus. Já os que estão vacilando e confundindo a sociedade têm apontado o caminho do colapso sanitário. Triste o Brasil estar neste segundo time. A pergunta que se impõe é: quando vamos amadurecer e nos tornarmos uma nação em que a dignidade seja posta acima dos interesses mesquinhos?

ROBERTO MENDONÇA FARIA

FARIA@IFSC.USP.BR

SÃO CARLOS

*

Câmara e Senado

Por óbvio, todos sabemos, logo virá o rebote na economia. Nesta hora era de esperar que o Congresso estivesse em regime de emergência, antecipando e votando, ao menos, o que já está pautado, reformas e propostas. Essa seria a grande contribuição esperada. Mas o que se vê são proposições e discussões estéreis, que em nada contribuirão para a grave situação que virá. Esse trabalho pode ser feito digitalmente, no aconchego.

RENATO PÖPPL

RENATOPOPPL@YAHOO.COM.BR

CAPÃO DA CANOA (RS)

*

Solidariedade é remédio

Não há quem no planeta não pregue a solidariedade. Ela é o grande e indispensável remédio para combater o vírus. Mas há quem esqueça que a solidariedade requer despojamento, não cabem egoísmo e ambições políticas e econômicas. Oxalá a pandemia possa mudar tantas atitudes egocêntricas.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIRO.JCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

*

Donas de casa

Neste momento não nos podemos apequenar e o melhor antídoto é a solidariedade destituída de picuinhas, avarezas, vaidades e ambições. Modelos exemplares são as donas de casa que estão liberando e assumindo as tarefas de suas diaristas, mantendo-lhes o pagamento.

HELENA RODARTE COSTA VALENTE

HELENACV@UOL.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

Quem pode contribuir

Segundo a Forbes, o Brasil tem 58 bilionários, com fortunas que somam US$ 179,7 bilhões. O lucro somado de Itaú, Bradesco e Santander em 2019 foi de R$ 63,27 bilhões. Temos ainda Ambev, JBS, TIM, Vivo, CSN, etc., todas com lucros de mais de R$ 5 bilhões em 2019. Se emprestassem 20% disso ao governo, daria para bancar o programa de ajuda a desempregados, sem prejudicar assalariados.

JOSE VERAS

JOAPV.1934@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

‘Opção safada’

Pelo texto publicado no domingo, o colunista sr. J. R. Guzzo pareceu não saber fazer contas com os mesmos números que forneceu acerca do H1N1. É fácil verificar que a mortalidade deste é bem menor que a do novo coronavírus. Ou não teríamos um número crescente de pacientes hospitalizados com insuficiência respiratória. Em questão de dias, infelizmente, os céticos verão a realidade...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS, médico

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

*

Milagre

“Nosso pior problema de saúde pública dos últimos 30 anos não é o coronavírus, é o SUS.” Com todo o respeito que tenho pelo excelente jornalista J. R. Guzzo, o SUS, na verdade, é um milagre brasileiro.

ALBINO BONOMI

ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

‘OPÇÃO SAFADA’


Excelente a coluna de J. R. Guzzo intitulada Opção safada, publicada na edição de domingo (29/3, A13), cujo conteúdo induz à reflexão. Muito bonito os políticos quererem adotar as medidas do Primeiro Mundo no combate ao novo coronavírus, inclusive financeiras: estas, é claro, com o dinheiro do povo, não deles. Mas por que só nesta crise sanitária? Entre as medidas já adotadas no Primeiro Mundo de que tanto o Brasil necessita estão: prisão a partir da condenação em segunda instância para proteger a população de bem (somos o único país do mundo a ter quatro ou até cinco instâncias, privilegiando os corruptos e criminosos ricos); redução da inchadíssima máquina pública em todas as esferas – federal, estadual e municipal – e manutenção de empregos por desempenho e produtividade, não por estabilidade sem contrapartida; redução do Parlamento e de sua remuneração e vergonhosas verbas e penduricalhos; entre outros injustificavelmente privilegiados, redução do salário e penduricalhos de magistrados, com alguns dos quais chegando a ganhar hoje perto de R$ 400 mil por mês, segundo divulgado pela imprensa (para políticos, magistrados, etc.: se quiserem atendimento em hospitais de primeira linha, que paguem um plano de saúde do próprio bolso, como os cidadãos comuns); revolução no saneamento básico, com cobertura nacional; revolução na educação, priorizando as crianças, educação esta atrelada às mães, com reuniões no mínimo bimestrais de orientação, inclusive em questões de alimentação, higiene doméstica e pessoal e controle de natalidade; revolução na área de moradias populares (ao fim desta crise do coronavírus, haverá ainda mais desemprego – que usem nossa infelizmente tão desqualificada mão de obra na construção civil); e essas são só as medidas mais urgentes, já adotadas em países desenvolvidos. Como diz Guzzo na conclusão de sua coluna, “não é esta, é claro, a opinião de quem jamais pôs os pés no SUS – mas decide o que você tem de fazer e de saber sobre a epidemia. Poucas coisas são tão estúpidas nesta vida quanto deixar decisões importantes a cargo de quem não vai sofrer nada com as consequências. É exatamente o que estamos fazendo neste momento”. Nosso país é um atraso, com dezenas de imensas e vergonhosas falhas e injustiças, cuja prioridade de solução precede em muito o combate ao coronavírus.


Lenke Peres

Cotia


*

O HORROR PARA TODOS


O artigo de J. R. Guzzo Opção safada (29/3) diz com a virtude da simples constatação: nosso pior problema de saúde pública dos últimos 30 anos não é o coronavírus, é o SUS. E elenca diversas causas mortis que não atingem os mais privilegiados da fortuna, mas que, no mínimo, se não superam, ao menos igualam os dramas e os traumas do coronavírus para os desafortunados econômicos, e, não por isso, jamais catalisaram com tanta força essa união nacional em torno do, agora, problema comum de todos. E por que esse atual escândalo com a possibilidade da morte rondando nossa vida, se jamais ocorreu tal escândalo quando a morte sempre rondou, tão de perto, e continua e insistentemente, a vida de todos os despossuídos? Saúde pública e filas em hospitais?  Oh! A covid-19 é terrível! Falta de saneamento básico e mortes por doenças que assolam apenas os miseráveis? Oh! A covid-19 é terrível! É, sim, cara-pálida! Porém, este horror que agora não é só privilégio de alguns parece ter se mostrado, finalmente, para todos, inclusive para os que sistematicamente encheram seus bolsos sem o merecer e em detrimento de tantos desvalidos. Não, o mundo nunca mais será o mesmo. Esperemos que também não as hipocrisias.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

OMS


Mais uma vez brilhante J. R. Guzzo, no Estadão de 29/3. Como médico, entre tantos conteúdos muito bons em seu texto, destaco: “Não é verdade que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha autoridade científica para ser levada a sério; é apenas uma entidade política terceiro-mundista”. Onde esteve no continente africano nestas décadas nas diarreias, infecções outras, aids, tuberculose, ebola, etc.? Omissa, fazendo reuniões e reuniões em salas lindas, limpas é, ao fim, regadas a um bom almoço. Hipocrisia pura. Vamos, aqui, ficar unidos, todos sem exceção, e jogar as vaidades políticas fora, bem longe, se possível perto da sede da OMS. Sei porque sou há anos contribuinte dos médicos sem fronteiras e recebo seus relatórios.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


*

SEM BASE CIENTÍFICA


Repudio aos artigos de opinião verdadeiramente desinformadores e falaciosos que vêm sendo publicados pelo sr. J. R.Guzzo. Com afirmações sem qualquer base científica, talvez oriundas de ensinamentos que tenha absorvido com o pior do terraplanismo, do negacionismo e do boçalnarimso, se isso é possível, o artigo de domingo, em especial, é uma ode a meias-verdades e um chamamento à irresponsabilidade, suportando a posição delirante e genocida do atual presidente da República. O artigo, bem na base do nós contra eles, limita-se a enumerar platitudes descabidas, sem indicar um único caminho pelo qual se possa sair da fase de isolamento social, que combate, para a retomada paulatina da vida normal.


Jorge Luiz Babadópulos jorge.babadopulos@geproconsult.com

São Paulo


*

NÃO EXISTE CURA


Ao ler o artigo de J. R. Guzzo domingo no Estadão (Opção safada), não o reconheci. Não sou um intelectual com o seu gabarito, sou apenas um engenheiro que em 45 anos de profissão aprendeu a lidar com a lógica dos números e com acertos e erros advindos de informações incertas ou não, incluídas em cálculos e planejamentos. Concordo que salvar vidas e salvar a economia não são excludentes, apenas discordo de nosso presidente, que optou pela segunda alternativa. Concordo: a H1N1 matou e mata muita gente, com letalidade maior que a covid-19. O que ocorre é que agora sabemos nos proteger dessa praga. Ontem mesmo recebi a minha vacina e, com alguns cuidados, ficarei livre dela. As doenças cardiovasculares matam talvez mais que as 300 mil pessoas, mas sabemos que se eu for cardiopata, e eu sou, posso beijar meus entes queridos sem medo. A morte por tuberculose não vale menos que uma morte por covid-19. Mas a tuberculose pode ser tratada ou circunscrita. O nosso presidente ironizou comentando se a indústria de automóveis poderia ser responsável pela morte de 60 mil pessoas em acidentes de trânsito. Sr. Guzzo, com o respeito e a admiração que lhe tenho, informo que a covid-19 é algo novo e para ela ainda não existe cura (nem com a hidroxicloroquina que o sr. presidente alardeia como efetiva, embora em testes e fatal, se ingerida sem controle). Em pouco tempo teremos a covid-19 reduzida à tal “gripezinha”, pela vacina e pelos procedimentos descobertos. Mas, atualmente, temos de seguir as orientações da OMS e nos espelhar em Milão, na Espanha, na França... Discordo quando o autor critica a mídia, que vem fazendo em sua totalidade um trabalho excelente, ao contrário de alguns. Sr. Guzzo, até a elite ignorante sabe que salvar vidas e salvar a economia têm de andar juntos. Até Donald Trump já percebeu isso e está injetando US$ 2,2 trilhões (mais que o PIB do Brasil) na economia e pedindo ao povo que entre em quarentena. O que ocorre é que nossa liderança, esta, sim, ignorante, despreparada, obcecada, não é capaz de orientar um plano de ação que nos leve a um porto seguro, tanto na saúde como na economia.


Cesar R. de Araújo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo


*

BOM SENSO


Discordo dos termos e conteúdo usados pelo jornalista J. R. Guzzo em seu artigo Opção safada, de 29 de março. Apesar da morte por coronavírus não valer mais que as demais mortes por ele citadas, não se pode negar que tal vírus sobrecarrega e até contamina equipes de saúde, sendo assim mais impactante do que outras moléstias. De outra forma, muito esclarecedor foi o artigo de Fernando Reinach Ignorar, mitigar ou suprimir, na mesma edição do Estadão. Que o bom senso, a ciência e a solidariedade prevaleçam neste momento.


Pedro Moura pedro.zzz.moura@gmail.com

São Paulo


*

PLANO PARA AS FAVELAS


O debate sobre a aplicação do confinamento vertical ou horizontal talvez precise de novos esclarecimentos e embasamentos quando as favelas brasileiras começarem a apresentar seus contaminados e a possibilidade de transmissão da covid-19. São milhões a serem cuidados e instruídos sobre os comportamentos necessários. Ou não?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


*

SEM FÔLEGO


O Brasil sustenta o governo, o País trabalha quase seis meses por ano para pagar impostos, chegou a hora de o governo sustentar o País. Muitas pessoas e muitas empresas não têm fôlego para ficar meses sem trabalhar, de portas fechadas, pagando contas. O governo precisa se antecipar à pandemia de demissões e falências que teremos nos próximos meses. Suspender imediatamente as cobranças de taxas e impostos: água, luz, Imposto de Renda, IPTU e IPVA. Fica tudo para o segundo semestre. Essa é uma maneira rápida e eficiente de deixar o dinheiro na mão das pessoas e das empresas, enquanto não se definem novas formas de o governo ajudar a população a sobreviver à pandemia.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

ECONOMIA


“Se afundar a economia, acaba com meu governo.” Sr. Bolsonaro, o seu governinho já acabou, mas o senhor não se deu conta disso.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


*

NAS RUAS


Sobre a matéria Bolsonaro vai às ruas em desafio a Mandetta (Estado, 30/3, A4), é impressionante a postura do nosso presidente e também do ministro Paulo Guedes. Trabalhei 30 anos na área de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais de grande porte. Cansei-me de ver pessoas em cargos importantes, de comando nas empresas, se cercarem de profissionais medíocres, quase sempre indicados por alguém. Lembro-me de, em algum evento sobre RH, um professor da GV dizer que “o dirigente/executivo medíocre, sem grandes recursos intelectuais, dá preferência a pessoas como ele ou ainda mais limitadas. Jamais vai se sentir ameaçado”. Eu não sei como Moro, Guedes e, agora, Mandetta suportam este senhor ocupando um cargo para o qual não tem as mínimas qualificações. E senhor Paulo Guedes, corrija a tabela do Imposto de Renda. O senhor e o presidente estarão beneficiando milhares de desempregados e aposentados como eu, que vão pagar IR. E não é pouco.


Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo


*

INTERDIÇÃO


“Essa é uma realidade, o vírus está aí. Vamos ter de enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra! Não como um moleque”, declarou Jair Bolsonaro, presidente da República. Este é o líder da nação de 230 milhões de habitantes em meio a uma pandemia mortal, e ninguém toma a iniciativa de interditá-lo por irresponsabilidade total. Estão esperando o quê?


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

A FALTA QUE FAZ


“É num momento como este que se tem a consciência exata da falta que faz ter um estadista na Presidência da República”, disse Affonso Celso Pastore em artigo no Estadão (29/3).  Disse tudo.


Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo


*

LEI DA GRAVIDADE


No domingo, o presidente Jair Bolsonaro ultrapassou todos os limites da irresponsabilidade e, desafiando o bom senso, a ciência e seu insistente – ainda bem – ministro da Saúde, inventou um tour aleatório por Brasília, ignorando qualquer regra de prevenção contra a doença. Bolsonaro parece se sentir poderoso até mesmo para desafiar a lei da gravidade, mas seus seguranças e sua caneta Bic não poderão protegê-lo da covid-19. Não se trata de rogar praga, mas uma lógica conclusão, pela despreocupada exposição à qual o presidente se permite, não sendo ele, pelo menos neste momento, o atleta que imagina ser.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*

UM FILÓSOFO


O presidente Bolsonaro afirmou que “quer poupar a vida”, mas que “todos vamos morrer um dia”. Não sabia que, além de ser atleta, nosso presidente é um grande filósofo!


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


*

DEMAGOGIA


Fiquei estupefato ao ver a foto do presidente da República (em quem votei) passeando por Brasília, cercado de seguranças, em total desacordo com o que o mundo e seu ministro da Saúde recomendam. Mandetta e todos os demais ministros decentes, em solidariedade a ele, deveriam pedir demissão e deixar este presidente ignorante, irresponsável, paranoico e demagógico falando sozinho. Aliás, sozinho talvez não seja bem o termo, pois sempre terá o apoio de seus portentosos filhos, como este enlouquecido senador que acaba de produzir matéria nojenta sobre a cura do coronavírus. Um horror!


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


*

APELO


Prezado ministro da Saúde, dr. Luiz Henrique Mandetta, os cães ladram e a caravana passa. Não desista de “nós”!


Tania Tavares taniatma7@gmail.com

São Paulo


*

NINGUÉM ESTÁ IMUNE


Com 65 anos de idade, Bolsonaro parece se esquecer de que também é idoso. Portanto, deveria tomar mais cuidado ao se expor, evitando aglomerações. Infelizmente, ninguém está imune, por enquanto.


Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru


*

LOUCO ELE NÃO É


Nosso presidente se expõe fisicamente desrespeitando o isolamento social proposto pelos órgãos de saúde, talvez seja uma irresponsabilidade para com o nosso povo, mas louco ele não é. Será que ele já não estaria imune ao coronavírus? Este isolamento poderia ser levantado para aqueles que já passaram pela doença e, portanto, estariam imunes?


Sergio O. Massara smassara@gmail.com

São Paulo


*

SOBRE A ESTUPIDEZ


Errados estão o Ministério da Saúde do Brasil, a Organização Mundial da Saúde, a Sociedade Brasileira de Infectologia, os especialistas brasileiros e estrangeiros, o vice-presidente Hamilton Mourão, os governadores estaduais, Angela Merkel, a União Europeia, a grande imprensa brasileira, The Economist, os governos de “ene” países, o (arrependido) prefeito de Milão... Certo está o “mito”.


Carlos A. Idoeta carlosidoeta@yahoo.com.br

São Paulo


*

‘TOSCO’


Ao falar mal do vice Hamilton Mourão, dizendo que “ele é mais tosco do que eu. Muito mais tosco. Não é porque é gaúcho, não”, nosso (ainda) presidente ofende os gaúchos. É hora de cair fora, e seu impeachment é mera questão tempo. Como se diz no Rio Grande do Sul, deu pra ti! Fora, Bolsonaro!


Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo


*

INSEGURANÇA


Não há motivos para impeachment do presidente, pois não comete crimes previsto na Constituição no caso da covid-19. Por outro lado, está na contramão do mundo e de brasileiros intencionados em resolver a pandemia. Começamos a duvidar de sua capacidade de exercer o cargo. A interdição judicial consiste em considerar uma pessoa incapaz de exercer atos da vida civil. O Código Civil prevê que o Ministério Público pode pedir a interdição de uma pessoa para atos civis. Neste caso, a sugestão do curador é o vice Mourão. Desculpem a infantilidade, mas as declarações do presidente somente trazem insegurança a todos.


Reinaldo Somaggio reisomaggio@terra.com.br

São Paulo


*

LIDERANÇA


Tivesse capacidade (ao menos de dominar o idioma pátrio), respeito ao trabalho da imprensa, condescendência com toda a Nação e a liderança que o cargo de presidente exige, o artigo escrito pelo governador João Doria deveria ser de autoria de Bolsonaro.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


*

DORIA EM CASA


Diante do bate-boca dos últimos dias com o presidente Bolsonaro em relação ao confinamento e isolamento social, cabe ao governador João Doria, aos 62 anos, no grupo de risco dos idosos, dar o bom exemplo e cumprir o que vem pleiteando em relação às recomendações de combate à pandemia de covid-19: deixar de circular por aí e ficar trancafiado em casa ou no Palácio dos Bandeirantes.


Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro


*

JOGANDO PARA A PLATEIA


Não temos leitos para todos. Isso já foi dito por vários médicos. Então, está mais que explicada a razão do confinamento. Não que não seja importante, mas a razão mais forte é justamente esta, porque o sistema de saúde no Brasil, ou pelo menos nas grandes capitais, não tem estrutura para atender alguém que chegue para um curativo com BandAid. Por isso a recomendação de que, quando alguém procura um hospital com algum sintoma do novo coronavírus, é mandado para casa. O governador Wilson Witzel, do Estado do Rio de Janeiro, falou no início destas medidas de combate a pandemia que, além da rede hospitalar do Estado (?), tinha mais dois hospitais com 300 leitos. Jogando para a plateia. Já foi publicado que não há respiradores suficientes. Por que vocês acham que publicaram os decretos de confinamento e restrição de circulação? Porque os técnicos da área da saúde disseram “decrete o confinamento. Não temos condições de atender ninguém”. Simples assim.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*

‘COPA SEM HOSPITAL’


Sobre o artigo Copa sem hospital (Estado, 30/3, A2), de Roberto Livianu, será que o jogador Ronaldo estava representando o presidente do País para decidir quantos estádios e quantos hospitais deveriam ser feitos? Ou estava no seu papel de embaixador do futebol, seguindo orientações dos governantes? Por que focar em Ronaldo, quando o ex-presidente e ex-presidiário Lula disse para quem quisesse ouvir que não se faziam Copas com hospitais. Caso não tenha visto, é só procurar o vídeo disponível para quem quiser assistir.


Roseli Cordeiro roselilotto.cordeiro@gmail.com

Santo André


*

MALVERSAÇÃO


Conforme já explicou Ronaldo Fenômeno, “não se faz Copa do Mundo com hospitais, mas sim com estádios”. Ele estava certo porque a Copa aconteceu e foi praticamente um fracasso de 7 a 1, mas os estádios superfaturados e a corrupção ficaram como legado e os elefantes brancos agora têm de servir de base para que se construam “hospitais de campanha”, ou seja, barracas em seus abandonados gramados. Que se vangloriem os apoiadores deste descalabro e apareçam para pedir desculpas pela falta de planejamento e pela malversação das verbas públicas em obras desnecessárias.


Jacob Dorf jdorf43@gmail.com

São Paulo


*

FRONTEIRAS FECHADAS


O governo brasileiro proibiu a entrada de pessoas estrangeiras em nosso país. Pena que essa medida tenha sido tomada tarde demais, visto que hoje o vírus que circula em nosso país já é suficiente para contaminar muita gente.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

UTOPIA REVISITADA


Há 102 anos a humanidade passou por uma catástrofe pior do que esta atual, provocada por um parente do coronavírus covid-19. Agora, novamente, uma virose provoca uma comoção mundial, sem poupar crenças religiosas ou posicionamentos políticos e ideológicos, e democraticamente ceifa ricos e pobres, por enquanto, até mais ricos do que pobres, como se viesse para provocar uma união ampla e geral dos povos. E, de repente, o que mais se ouve, até da boca de ateus e agnósticos, é que ao sairmos desta crise o mundo não será mais o mesmo. Triste ilusão será, sim, completados 12 meses após a morte do último caso do novo coronavírus, populistas e fanáticos continuarão sendo eleitos, a ganância continuará provocando guerras e miséria, Israel e palestinos não chegarão a nenhum acordo, a fome e a falta de condições de vida com moradia, água encanada, alimentação e emprego continuarão a matar milhares de vezes mais do que o coronavírus. Se tudo fosse um jogo, tudo isso não passaria de um blefe...


Claudio Pereira das Neves claudio.pereiradasneves@gmail.com

São Paulo


*

PSICOVIRULÊNCIA


Para um provinciano como sou, a ideia de evento global nunca foi tão evidente. Olimpíada cancelada deu lugar a uma Tanatopiada, e esta, sim, em plena concorrência, o sombrio ranking vai ao ar com estranha semelhança: o país tal com x medalhas de ossos bate o recorde do país tal com x medalhas de pelos e o país tal com x medalhas de cartilagem em terceiro... campeões da mortandade. Inútil considerar que todos estão na disputa, todo mundo se jogando. Saíram das manchetes as: rupturas de barragens, Boings atingidos e derrubados, incêndios criminosos, chacinas e balas perdidas, além de tantos outros. Alguma força dentro de mim quer me destruir... confessa o cliente no divã, e o terapeuta diz que todo mundo tem um inimigo interno, mas talvez desde as grandes guerras o inimigo externo não se apresenta para nações e nações de forma implacável e concreta, a despeito de ser microscópico, mas enormes exércitos, incontáveis números que se reproduzem muito em meio ótimo. Quando o inimigo é externo parece que o de dentro até descansa, em termos psíquicos, e agora? Bem, o sofrimento real e o neurótico se compensam? É paradoxalmente possível e seria uma forma de situar melhor quem é quem, para podermos, com amor, reagir contra os impulsos hostis que abrigamos dentro de nós. A psicologia trabalha nesta questão dia após dia, mesmo que parcialmente libertos podemos construir nosso bem com nossas virtudes.


Marcio Bastos Silveira, médico docmasilveira@gmail.com

São Paulo


*

NOTÍCIAS ALENTADORAS


As notícias de que o Instituto Butantã constata um decréscimo, ainda que incipiente, da pandemia do coronavírus em São Paulo, em razão da quarentena, e o avanço das pesquisas científicas desenvolvidas por duas dentre as melhores universidades do mundo (USP e Unicamp), de modo a permitir agilizar os testes, devem ganhar destaque em nossa mídia. Isso porque informações positivas também auxiliam no combate a outro grande mal: a depressão da psique coletiva brasileira, já há anos, por fatores que ora se somam aos nefastos efeitos da covid-19.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.