Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Liturgia do cargo

O presidente da República ainda não entendeu que governar o País não é como comandar um pelotão militar, em que o capitão dá ordem e todos obedecem. Não é assim que funciona. O presidente é, antes de ser chefe de governo, o chefe de Estado e, como tal, deve se investir de uma aura calma e equilibrada. Jair Bolsonaro tem de se despir do figurino militar e adotar a liturgia de seu atual cargo. Seu último pronunciamento à Nação mostrou que o presidente não pode tudo e deve se comportar adequadamente para poder governar. Bolsonaro parece ter sentido o peso das reações a suas atitudes e, enfim, compreendido que suas palavras devem iluminar o caminho certo para o povo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Coordenação de equipe

O presidente Jair Bolsonaro, sem dúvida, escolheu uma excelente equipe de ministros, mas tem se revelado péssimo coordenador. Precisa se conscientizar de que o sucesso de seu governo dependerá do brilho dos componentes da equipe. Deveria ouvir o conselho de André Luiz, por intermédio de Chico Xavier: “Um só nada faz, é o conjunto que opera”. Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, cada um no seu quadrado, estão fazendo o melhor pelo Brasil e isso engrandece e dignifica o seu governo. Cabe aos ministros André Luiz Mendonça, da Advocacia-Geral da União, e Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, responderem pelas questões jurídicas. Falta de competência para o cumprimento da missão que lhes foi confiada?! O sr. presidente que se previna contra os bajuladores...

PEDRO GERALDO

PGTHOMAZ@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Voluntariado

Os mais diferentes segmentos sociais estão sendo envolvidos na busca de soluções para os graves problemas provocados pelo coronavírus, fato que merece muita reflexão. A saúde e a economia mundiais merecem e precisam de ações coletivas, e isso está sendo feito, embora sem a ênfase necessária em alguns momentos. No Brasil, municípios, Estados e organismos do governo federal estão implementando muitas medidas que podem preservar vidas humanas. Mas não se pode deixar de destacar a ação dos voluntários, colaboradores que se empenham na arrecadação e distribuição de doações. É um incentivo à solidariedade que por certo terá reflexos futuros.

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Isso é ciência?!

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) errou ao autorizar um plano exclusivo para idosos (Prevent Senior). Isso porque tem havido muitos óbitos num hospital da rede, pois o coronavírus se tem mostrado mais letal em pessoas nessa condição. Quer dizer que se o vírus, por exemplo, fosse mais agressivo em gestantes ou crianças, ele mandaria fechar maternidades e clínicas infantis? Com todo o respeito ao ministro, isso não é ciência!

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Idosos sem alternativa

O ministro da Saúde dizer que a Prevent Senior “não deveria aceitar idosos” é um absurdo que revela desconhecimento a respeito de uma área importante de sua pasta. A verdade é outra: Prevent Senior é o único plano de saúde que aceita idosos! Todos os demais rejeitam fazer seguro-saúde para pessoas com idade mais avançada.

CARLOS E M MATHEUS

CEMMATHEUS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Alívio para o SUS

Ainda sobre a fala do ministro, será que ele desconhece que os demais convênios, além de não aceitarem idosos, fazem de tudo para afugentar os clientes que atingem 60 anos? Eles só querem atender quem traz menor risco. E o SUS só se beneficia com a existência desse único plano de saúde para idosos, pois, sem outro convênio que os aceite, só poderiam recorrer ao sistema público.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Suspensão de aluguéis

Fui surpreendido com a notícia de que estaria para ser votada uma lei permitindo a suspensão do pagamento de aluguéis por inquilinos que não possam pagá-los. Tenho 79 anos e minha fonte de renda, além da simbólica aposentadoria, são aluguéis. Nunca apliquei na bolsa, sempre juntei meus caraminguás para comprar os três imóveis, que alugo, e assim consigo viver modestamente. Como fazer para pagar minhas obrigações?

CHARLES ALEXANDER FORBES

CHARLES@SAVING.COM.BR

SÃO PAULO

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Prevenção

Conduta exaustivamente apregoada hoje como necessária é o lavar as mãos. Para recordar, um médico húngaro, Ignaz Semmelweis, em 1825, trabalhando no Hospital St. George, em Londres, iniciou uma campanha para que seus colegas lavassem as mãos, já preocupado, embora ainda sem saber as causas de morte dos pacientes. Foi repudiado. Partiu para Viena (1840) e em outro hospital observou que ali existiam duas salas de parto. Uma frequentada por estudantes que após saírem das autópsias faziam os partos. Na outra eram realizados por parteiras. Na primeira, alta incidência de febre puerperal (pós-parto) e mortes. Colocou uma bacia com água mais cal e cloro e fez os estudantes lavarem as mãos antes de fazerem os partos. Em 30 dias a incidência de mortes caiu de 18,3% para apenas 2%. Retornou à Hungria e uma forte depressão o acometeu, foi internado num manicômio e morreu, aos 47 anos, com um ferimento gangrenado numa das mãos. Uma das suas última frases: “Quando revejo o passado, só posso dissipar a tristeza que me invade imaginando o futuro feliz em que a infecção será banida...”.

CLAUDIO BAPTISTA

CLABAP45@GMAIL.COM

SÃO PAULO

NO INÍCIO...


Era uma vez um laboratório biológico em Wuhan, próximo de onde começou a epidemia da covid-19. Ali, coincidentemente, se pesquisavam vírus de morcegos e haviam catalogado mais de 2 mil destes vírus – uma enormidade. E, infelizmente, houve momentos em que a segurança dos procedimentos sofreu falhas. Mas, como argumenta a China, não há evidências de que o vírus que desencadeou a pandemia tenha vindo de lá. Apenas uma coisa muito intrigante: como foi que a China percebeu que um surto de doença respiratória por infecção a vírus estava ocorrendo em questão de dias? Notar o problema, concluir o que estava se passando e tomar as devidas medidas levam sempre muito mais tempo. Quem explicou isso foi Átila Iamarino, no programa Roda Viva (minuto 20 segundos 13), não para implicar os chineses, mas para ressaltar a excepcionalidade da percepção e da reação que eles tiveram. Assistam à exposição do quão surpreendente foi este fato e tirem as suas próprias conclusões. Pois, talvez, por falta do que fazer, eu esteja elucubrando. 


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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NOVA YORK SITIADA


Senhor presidente da República, siga o conselho do jovem ilustre cientista Átila Iamarino (programa Roda Viva de 30/3): ligue para o telefone de quem sente na pele a covid-19. Ligue para Andrew Cuomo, governador de Nova York, por exemplo. Ligue, também, para o prefeito Bill de Blasio, para falar do filme triste que se passa por lá. De cada 4 americanos, 3 estão em casa; dos mais de 150 mil infectados nos EUA, a metade está em Nova York, segundo este jornal. Pare com o populismo nojento e renove a sua assinatura de jornal. O Roda Viva o senhor certamente não viu, assim como jornais o senhor não lê. O senhor e a Bielorrússia na luta contra os moinhos de vento, santa loucura messiânica. Sair pelas ruas como se fosse um mártir, levando perigo para o povo, que horror. Houvesse usado esse martírio em prol de saneamento básico, em seus 28 anos como deputado do baixo clero, seria muito melhor. Eis o que é o populismo, mascara o que não foi feito lá atrás, só engana os poucos desavisados. Não queremos a sua visita, queremos que o senhor seja adulto. Ajudaria muito.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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UM ESTRESSE POR DIA


Depois de desprestigiar seu vice Hamilton Morão, que classificou como “muito mais tosco que eu”, o presidente Jair Bolsonaro teve sua fúria voltada contra o ministro Sérgio Moro, que “só pensa nele” e “não está fazendo nada” para ajudar o governo na batalha que o presidente trava com os governadores. Declarou que “está de saco cheio” do ministro Luiz Henrique Mandetta e estuda demiti-lo. Atribuiu aos meios de comunicação espalhar “a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália”. Histeria à parte, o ministro Moro não tomou providências para evitar o espalhamento da doença nos superlotados presídios brasileiros, com seus 812.564 presos, dos quais 337.126 são presos provisórios, ou seja, pessoas que ainda não foram condenadas (dados do Conselho Nacional de Justiça). O ministro Mandetta não apresentou plano claro de proteção para boa parte dos 11,4 milhões que moram nas comunidades brasileiras (dados do IBGE) e que não têm o “luxo” de praticar o tal de distanciamento social. Na travessia desta situação delicada e difícil, precisamos de um estadista seguro, que ouve a palavra dos cientistas, e não de um presidente estressado, com mentalidade de bunker que subestima a situação, apesar dos resultados dolorosos em outros países, inclusive nos Estados Unidos, de seu amigo de peito Donald Trump.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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COMO RESOLVER?


A insanidade, a intransigência, a irresponsabilidade e a burrice são armas perigosas quando utilizadas isoladamente. Se juntas, pior ainda, matam...


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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ESTÁDIOS SIM, HOSPITAIS PARA QUÊ?


Oportuno o artigo do procurador Roberto Livianu (Copa sem hospitalEstadão, 30/3, A2) a respeito da cínica fala do ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário por ocasião da realização da Copa do Mundo no Brasil, colocando em destaque o criminoso avanço nos cofres públicos por pessoas envolvidas com o evento. Porém, não se referiu o autor ao nome do Lula, sabe-se lá a razão. Tudo bem colocado. Mas, e daí?! Preso, efetivamente, só foi Marin (e nos EUA), pois os demais desfrutam das benesses da legislação brasileira e da benevolência da filosofia garantista do Judiciário. A verdade é que eles permanecem com muito dinheiro, vivendo boa vida e usando o patrimônio amealhado ilicitamente, escondido em paraísos fiscais com o auxílio de laranjas... os amigos. O ex-presidente “dos pobres”, que hipoteticamente esteve recluso durante certo tempo (fartou-se com as regalias, até conquistou namorada nova), está viajando com as despesas pagas pelo erário, dispondo de seguranças, frequentando ótimos hotéis e restaurantes, e, o mais grave, aproveita o ensejo para denegrir a imagem do Brasil no exterior (em coro, dona Dilma) fazendo campanha eleitoral. Nem Kafka teria sido capaz de produzir enredo que tal para retratar esta absurda tragicomédia. E o povo continua se lascando, morrendo nos corredores dos hospitais (mesmo antes da covid-19), constatada a carência de estabelecimentos de saúde e de recursos financeiros. Esta gentalha referida no artigo em comento (com os adendos necessários) está pouco se lixando para a catástrofe e a mazela da população, rindo dos otários, e certamente dizendo “valeu a pena”.


Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

São Paulo


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MÁ VONTADE


Muito lúcida a análise feita por Roberto Livianu (Copa sem hospitalEstadão, 30/3, A2). Mas entendo que ele comete um julgamento equivocado – e com má vontade – na afirmação de Ronaldo. É necessário entender o contexto de sua afirmação. Ele apenas alertou que o Brasil se comprometera a realizar a Copa e, sem estádios, isso não seria possível. Não disse nada a respeito de não fazer hospitais.


Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos


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O QUE FAZ A FALTA DE ESTRUTURA


Muito bem falado por J. R. Guzzo no artigo Opção safada (29/3). Guzzo é um jornalista experiente, acostumado a lidar com crises e já passou por elas. O nosso problema é o de sempre: o País não tem estrutura para lidar com a pandemia. Mas já teve para lidar com a endemia? Afinal, por que a febre amarela, uma doença endêmica, ainda não foi curada? Os brasileiros foram todos vacinados? Assim como tantas outras doenças, o País oferece vacina à população? Nesse momento em que a população “recebe” do governo a vacina da gripe nos postos de saúde, a trivalente, quem pode paga pela tetravalente ou pentavalente. Estes políticos oportunistas lembrando-se de que o povo existe, agora, e se dizendo preocupados, algum dia realmente se preocuparam com ele? Que país é este que constrói campos de futebol em lugar de hospitais? Que país é este que cobra do cidadão verdadeiras fortunas nos planos de saúde e agora sinalizam que não têm como atender seus pacientes? E o SUS, que recebe verbas e mais verbas, mas não oferece tratamento ao povo? Estes mesmos que estão preocupados com seus leitos, por que não se anteciparam aos fatos? Espero que o povo saiba tirar uma boa lição deste caos. Não é hora de disputa política, mas o Brasil, como sempre, chega por último ao que deveria ser o primeiro.


Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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COMO FICA?


Deixemos de lado as diferenças políticas, partidárias, ideologias, credos e religiões, sem rancor e sem mágoa, e vamos ao que interessa: coronavírus x economia nacional. 1) Manter o planejamento e as ações conjuntas do Ministério da Saúde e todos os secretariados estaduais e municipais. Pois, não havendo o controle da saúde, teremos um colapso econômico na saúde e o caos da população. 2) Manter as empresas: individuais, micro, pequenas e médias com plano de manutenção financeira, enquanto perdurar o ciclo da pandemia, sabendo que a retomada e o vencimento da inércia negativa serão muito acentuados, portanto muito difíceis, e não é do dia para a noite que se suplantam e retomam as atividades econômica em todos os setores, cada qual com sua tipicidade e particularidades. 3) As empresas de crédito, cooperativas, construção civil, escolas particulares e de crédito e financiamento precisarão abrir as facilidades para os prestamistas, pois não haverá recursos para pagamento de financiamento e créditos (carnês-prestações) de bens, máquinas, carros, casas, utilidades domésticas, escolas, etc. Negativamente, teremos a maior concentração de inadimplentes já vista nos Serasas do Brasil, o que compromete todo o ciclo de consumo e produção. 4) Manter os programas de subsídios dos salários mínimos com garantias de subsistência da população trabalhadora (empregadas domésticas, diaristas, motoristas, motociclistas, autônomos, ambulantes, empregados formais, pequenas oficinas de costuras, autos, borracharias, elétricas, hidráulicas, pescador, lavador, vendedor ambulante, fabriquetas de fundo de quintal, etc.) de todos os setores da indústria, comércio, serviços, agronegócio, todos de pequeno porte da nossa economia. 5) Setores de hotelaria, turismo e serviços (hotéis, restaurantes, aéreas, rodoviárias, ferroviárias, fluviais, casas de shows e espetáculos, teatros, etc.), que a parte alavanca acima de 8,0% do PIB nacional, com uma massa de empregabilidade acima de 7 milhões. 6) Os prestadores de serviços, consultores, assessores e profissionais liberais (médicos, dentistas, engenheiros, advogados, arquitetos, químicos, físicos, etc.), todos estão dentro da mesma situação, uns mais, outros menos, mas, se não tem giro, se a economia para, os ciclos micros e macros não alavancam as demandas. 7) Apoio dos bancos privados e estatais, cooperativas de créditos, bancos analógicos, companhias de crédito, financiamento e investimentos, consórcios, cooperativas de commodities agrícolas, a cadeia é gigantesca, todos precisam estar juntos ou não? 8) As empresas de comunicação em geral e agências de publicidade e negócios, o que farão com seus funcionários e profissionais técnicos e prestadores de serviços, como fica se a roda não girar? 9) E as escolas particulares, técnicas de todos os níveis, as faculdades, universidades, centros tecnológicos, e por aí vai? 10) E a economia subterrânea, como todos sabem, que carrega nas costas mais de 30% da informalidade da nossa economia, e parte dos empregos que se autossustentam, independentemente de qualquer governo? É quase que uma cultura impregnada nos brasileiros honestos que correm e procuram um meio para ganhar a vida honestamente. Claro, tem muito ainda por falar, se entrarmos nas jogatinas clandestinas (jogo do bicho, bingos, cassinos, bordéis, etc., etc.), aqui também temos brasileiros, velhos, jovens, aposentados, deficientes, bandidos, corruptos e corruptores. Excluem-se aos de boa-fé, que de uma forma ou de outra correm atrás de um sustento e/ou um meio de vida.


Edson Caetano da Silva scecaetano@hotmail.com

São Paulo


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DIARISTAS


Sugestão aos governos e Congresso: verificar a viabilidade de estender o auxílio emergencial às pessoas de baixa renda contribuintes do INSS e até um certo teto a determinar. Muitas pessoas, como diaristas, contribuem sem ter qualquer vínculo de trabalho e dependem de uma renda mínima. No meu caso, por integrar um dos grupos de risco, suspendi a faxina semanal, mas mantive o pagamento normal das diárias. Necessito reavaliar e melhorar a forma de contribuição no que alcançar logo que possível.


Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo


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GUEDES RACIONAL


É mais que correta a posição de Paulo Guedes: cortar salários de servidores, na conjuntura de uma crise de saúde, só vai dificultar a recuperação da economia. É preciso, como ele faz, distinguir possíveis medidas de austeridade com o simples revanchismo. Parabéns, ministro.


Marcos Marques de Oliveira marcos_marques@id.uff.br

Niterói (RJ)


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CONVERSÃO


Quase fui às lágrimas ao assistir ao ministro Paulo Guedes preocupado com os brasileiros desassistidos, os informais, os autônomos, que trabalham vendendo mate na praia, bala no trânsito, brasileiros valentes que lutam, que nunca pediram nada. Quase um Mahatma Gandhi ao mostrar, antes tarde do que nunca, que o governo está preocupado com eles. A pandemia de covid-19, além da crise sanitária e da desorganização da economia, provocou a conversão inacreditável de um liberal raiz num protocomunista.


José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo


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DE REPENTE, A AJUDA!


A pandemia de covid-19 está fazendo com que os países mais desenvolvidos gastem trilhões de dólares e euros em cuidados e prevenção de sua população. Tal soma inimaginável de recursos jamais esteve disponível para que se evitassem tantos morticínios de populações inteiras, mas que não eram, então, os nacionais de qualquer destes ricos países desenvolvidos. Parece até que ouvimos uma voz que, solene, murmura em brados silenciosos por sobre o mundo inteiro: uni-vos!


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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O PESO DOS IMPOSTOS


Os governos federal e estaduais podiam ajudar os brasileiros – em situação de guerra, como agora – diminuindo os impostos. E podia também, ser reajustada a tabela do Imposto de Renda, que já deveria ter sido reajustada há anos, deixando o leão mais manso e com meno$ para os políticos roubarem na ilha da fantasia que é Brasília.


Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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UNIÃO


É preciso entender, apesar de ter dúvidas de que estes animais políticos entendem, que a hora não é de polemizar, mas de agregar e apresentar as soluções e os argumentos. Políticos têm a mania de citar e fazer críticas. A população está preocupada em sobreviver e utilizar todos os meios para não se contaminar. Até os animais à frente do inimigo se unem! A solução é simples, dar uma cesta de alimentos a todo brasileiro que se apresentar. Evitar a todo custo aglomerações. Lembrar que Cristo não precisou de templos suntuosos nem arrecadou dízimo. E que o trabalho não é objetivo único na vida, e sim a própria vida.


Martim Affonso Santa Lucci mslucci@uol.com.br

Campo Grande


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FÉRIAS ESCOLARES


O que o governador precisa ainda para decretar férias escolares em abril em todo o Estado de São Paulo?


Jorge Eduardo Gonella jorgegonella@hotmail.com

São Paulo


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DADOS DISTORCIDOS?


Estou muito preocupado com a qualidade e a legitimidade das informações divulgadas sobre a contaminação e, principalmente, sobre as mortes em razão do vírus chinês, que provoca a doença covid-19, e se essa doença é a causa principal de mortes. Ainda não vi em nenhum lugar – e parece que não vou ver – uma análise estatística esclarecedora e comparativa com a seguinte abordagem real: sabemos que existem muitas causas de mortes além da covid-19. A própria gripe básica, influenza, dengue, H1N1, meningite, infarto, aids, câncer, atropelamento, pneumonia, problemas renais, enfim, tantas mortes diárias e mensais, e sabemos que estes dados existem, são estratificados por Estado e por mês. É conhecida a sazonalidade de cada Estado para cada tipo de morte, sobre o que se fazem projeções estatísticas. Temos recebido muitas denúncias nas redes sociais, podem ser fake ou não, de pessoas que morreram por outro motivo e o atestado de óbito declara “covid-19”. Acredito que, em sendo verdadeira essa distorção por manipulação de dados e resultados, deva-se processar criminalmente o responsável. Porém, penso que a sociedade precisa de referências reais históricas. Sugiro que seja feita, com base no histórico dos três anos, qual seria a projeção para cada Estado para o mês de março de 2020, principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro, e comparar com o que foi registrado para ver a diferença do que seria esperado com o que estão divulgando. Em seguida, considerar que, se a estatística das mortes para o mês de março, por cada tipo de fato, tivesse ocorrido. E considerando que a diferença entre essa projeção e o realizado (registrado) foi categorizado “equivocadamente” como covid-19, qual seria o número e o índice de mortalidade da covid-19? Sinceramente, sei que o novo vírus corona tem alta capacidade de contaminação, mas não acredito na força de letalidade/mortalidade nas pessoas saudáveis. Penso que estejam cometendo muitos equívocos ao registrar uma morte por enfisema pulmonar de um fumante ativo, causado pelo fumo, como sendo a covid-19 a causa principal da morte, por exemplo. Acredito que, após uma análise desta, se de fato estiverem distorcendo os dados reais das causas principais das mortes, eles podem recuar dessa estratégia de “fraudar” a causa da morte para ampliar o número de mortes pelo vírus chinês. Também penso que deveria ser obrigatório que toda pessoa que morresse de covid-19 fosse avaliada se não havia outra causa de maior importância na morte. Não acredito nestes números de São Paulo e Rio de Janeiro. Penso que estejam distorcidos, gerando incertezas e pânico, e este estudo que estou sugerindo seria esclarecedor.


Almir Barbosa Filho almir.rcr@gmail.com

São Paulo


 

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