Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Três Brasis

Sempre li e ouvi dizer que tínhamos dois Brasis, bem sintetizados por Jacques Lambert no livro em que discorre sobre a latente dicotomia em nosso país. Sim, dois Brasis, um com acesso a informações, saúde, lazer, escola de qualidade; o outro marcado pela exclusão social. Agora constato um terceiro Brasil, acima da ética e da moral. No momento em que nós, brasileiros, estamos em quarentena, muitos sem ter o que comer, deparamos com a notícia de que o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) determinou, por portaria, o pagamento de 15% de adicional à remuneração dos juízes do grupo de trabalho remoto. Felizmente o Conselho Nacional de Justiça cancelou-o. Mas tentaram e atentaram contra todos nós, sob a alegação de que esse adicional é pago desde 2017. Esse é apenas um exemplo do excesso de penduricalhos com que uma categoria do serviço público cujos salários estão muito acima dos da média da população brasileira é agraciada. Uma forma de ultrapassar o teto salarial estabelecido pela Constituição sob o manto da “legalidade”. Isso só acontece porque se trata de um mecanismo autorregulatório. Até quando vamos ter de aguentar as excrescências desse terceiro Brasil?

MARIA LUCIA FERNANDES

MLDAMFER@HOTMAIL.COM

GARÇA

*

Parece mentira...

...de 1.º de abril a tentativa de “brindar” o contribuinte cearense com mais um penduricalho para rechear o contracheque de 24 magistrados do TJCE, o tal “bônus de home office”, adicional para juízes que trabalham em casa em tempos de coronavírus (1.º/4, A5). Quando será que nosso Judiciário se vai igualar em eficiência ao dos países desenvolvidos, custando ao contribuinte algo equivalente?

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

*

Penduricalhos para a saúde

Alguns políticos demagogos estão propondo cortar no salário dos funcionários públicos para usar o dinheiro no combate ao coronavírus. Cortar no salário desses demagogos seria risível, porque o salário deles não é nada perante o que recebem de penduricalhos e mordomias. Proponho não mexer no salário deles, mas cortar todos os penduricalhos e mordomias, destinando o dinheiro à saúde.

VICTOR RAPOSO

VICTOR-RAPOSO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

HC x Alesp

Venho de saber que a verba anual do Hospital das Clínicas (HC) é de R$ 1,3 bilhão e o custo da Assembleia Legislativa paulista (Alesp) é de exatamente o mesmo valor. Como é possível uma coisa dessas? Como vamos enfrentar esta pandemia do coronavírus, se o Estado mais rico do Brasil tem uma “pandemia” eterna sustentada pelos pagadores de impostos? E nenhuma palavra da deputada mais votada na História, Janaína Paschoal, a quem dei o meu voto para mudar este país?

IZABEL AVALLONE

IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Os oportunistas de sempre

Venho compartilhar com o “meu” jornal de toda a vida a constatação de que sempre há oportunistas, mesmo em tempos de hecatombe mundial. Tenho uma microempresa e fiz acordo coletivo com meus 15 funcionários, acordo esse negociado e autorizado pelo sindicato e agora também pelo governo. E, em tempos de coronavírus, o sindicato me cobrou a bagatela de R$ 2.500 só para validar o acordo! Uma vez sindicato, sempre sindicato... Os sindicalistas não perdem a oportunidade de tungar empregados e patrões. Outra barbaridade é que os cartões de crédito do BNDES – tão importantes para os pequenos e microempresários – emitidos pela Caixa Econômica Federal foram cancelados unilateralmente, antes do vencimento do prazo de validade, sob a alegação de reestruturação e melhorias na utilização. Não podiam esperar um pouco? Não podiam reestruturar antes e substituir depois?!

PAULA DE RIBAMAR E SILVA

PAULA.RIBAMAR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

BB em tempos de coronavírus

Em tempos de crise como esta que estamos vivendo há mais de um mês, espera-se que as instituições bancárias se atualizem para bem servir aos clientes. Não é o caso da nossa empresa estatal Banco do Brasil (BB). Sou cliente do grupo de risco (tenho 78 anos) e a transferência bancária é, a meu ver, o método mais seguro de pagamento, mas o BB continua a cobrar R$ 10,45 por TED ou envio de dinheiro para outra conta. Questionei o banco por WhatsApp e, espantoso, fui aconselhado a ir ao caixa eletrônico! Queixei-me ao meu gerente de conta e ele me mandou ler a tabela dos serviços contemplados em meu pacote... É, no Banco do Brasil nada mudou.

PEDRO THADEU GALVÃO VIANNA

PTGV@ME.COM

BOTUCATU

*

Prorrogação do IR

Já que o motivo da prorrogação do prazo para a entrega do imposto de renda da pessoa física são as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus, sugiro que, por meio do Banco Central, o governo publique portaria obrigando os bancos a enviarem pelo correio, como era praxe antigamente, o informe de rendimentos, especialmente para os idosos que têm dificuldades de acessá-los pela internet, pois os sites dessas instituições não são nada amigáveis e fazem de tudo para empurrar a compra de produtos altamente rentáveis para eles.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

JGSILVESTRINI@GMAIL.COM

PIRASSUNUNGA

*

Pedido de socorro

Experimentamos na última década um crescimento econômico pífio. Mas empresas estatais e privadas sólidas, apesar das denúncias de corrupção, na média apresentaram sempre bons resultados, lucros razoáveis. No meu entendimento, deveriam ter reservas para suportar momentos difíceis. Todavia, diante da pandemia, já batem à porta do governo pedindo auxílio. Ora, auxílio é para quem realmente precisa, os desassistidos!

IRIA DE SÁ DODDE

IRIADODDE@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

A PANDEMIA E A SALVAÇÃO NACIONAL

A covid-19 está presente em 186 países, já contaminou 830 mil pessoas e matou mais de 41 mil. No Brasil, são quase 6 mil contaminados, 202 mortos e muita incerteza. Discute-se a possibilidade de os danos econômicos decorrentes do recesso imposto serem maiores que os do vírus. E o pior é que a discussão já descambou para a política, a ideologia e o impatriótico interesse eleitoral. Tudo num momento em que as forças deveriam estar unidas contra o mal, que pode atingir todos. Governantes dos diferentes níveis e forças da sociedade deveriam formar uma frente contra a covid-19 e, numa ação de salvação nacional, deixar suas diferenças para depois. Panelaços de nada adiantam, mas servem para enfraquecer a República e suas instituições. Em vez de brigar, todos deveriam estar atuando contra o vírus, inimigo comum acima de quaisquer outras diferenças. É preciso racionalidade, e esta tem faltado.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


*

VIDA ANTES, ECONOMIA DEPOIS


Sem dúvida que a atividade econômica é de extrema importância para o País, e dela depende a totalidade da população nacional. Um descalabro da economia afeta a vida das pessoas, das empresas e pode levar ao colapso todas as atividades necessárias à sobrevivência dos cidadãos e empresas. Mas a economia, mesmo com dificuldades e muitos sacrifícios, pode se recuperar e determinar novos rumos e novas possibilidades aos que seguem seus comandos. No entanto, as vidas ceifadas são objeto de inscrições em túmulos e deixam de participar do novo contexto das nações, porque não há ressurreição nem restabelecimento. Se a economia pode se restabelecer, a vida humana só pode adornar os jardins dos cemitérios. Vamos ficar com a vida, porque o resto é consequência, e vem depois.


José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


*

BASE CIENTÍFICA


Estadão faz parte da imprensa séria que traz os fatos à tona, mantendo seu posicionamento político sem se dobrar aos ditames presidenciais, como estão fazendo outros veículos, principalmente as TVs alinhadas com o governo. O editorial Ciência versus achismo (1/4, A3) é um ato de responsabilidade, clamando para que as medidas que devem ser tomadas no combate à covid-19 sejam de base científica. Porém, não surtirá efeito, uma vez que a política oficial de obscurantismo somente será mudada com a saída do mandatário criminoso. 


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


*

UNIDOS SOMOS FORTES


Aos 81 anos, ainda sou otimista, ainda acredito na valorização da educação para reduzir o desnível social e o Brasil alçar voo de gavião. É difícil, mas não é impossível, embora seja negativo o nosso recente histórico: as melhorias listadas ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até hoje não se concretizaram; na Copa do Mundo, construímos estádios além dos necessários. Eventos edificados estourando os orçamentos, com desvios de vultosos recursos, quando o Brasil carecia de tudo. Paralelamente, tivemos a maior corrupção à face da Terra, com punição simbólica aos poucos apenados. Um novo ciclo se inicia. Fala-se em gastos do governo federal de R$ 800 bilhões no combate à covid-19. Temo por desvios e uso perdulário. Moro em Vila Velha e, na tarde de 27 de março, uma carreata defendeu o retorno imediato das atividades comerciais, em seguida a orla ficou deveras movimentada, como se a covid-19 não nos ameaçasse mortalmente. Lembro que uma cidade italiana que não levou a sério a quarentena congestionou as estruturas hospitalares e funerárias, daí não conseguir sepultar dignamente as suas vítimas. Unidos pela vida ou qualquer outra atividade somos fortes, mas divididos somos vulneráveis e se tornará difícil o controle do coronavírus. Uma quarentena temporária na economia e da população será menos traumática que a epidemia com perdas de vidas.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

TODOS DESPREPARADOS


Sobre o vírus da covid-19, com raras exceções, todos só podem estar palpitando. Ninguém estava preparado par esta surpresa nem no contexto da saúde pública nem no contexto das consequências econômicas. Na cena nacional encontramos três verdades: 1) a gravidade inacreditável da corrupção generalizada nos governos petistas, que só veio à luz do dia para a cidadania conhecer pela Operação Lava Jato, conduzida por Sérgio Moro; 2) a sociedade só veio a conhecer a gravidade do comportamento associal do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) porque o presidente Bolsonaro tem a coragem de enfrentá-los; 3) a sociedade está sofrendo as consequências dos descalabros dos governos anteriores nos desvios de recursos da educação e da saúde, esbanjamento na Olimpíada e na Copa do Mundo com a costumeira corrupção, obras em Cuba, na Venezuela e na África. Um déficit fiscal rombudo não deixa margem para projetos para gerar empregos, renda, receita fiscal e acelerar a economia. Nesta cena, o Congresso se empenha para impedir os esforços de saneamento do Executivo e uma imprensa sofista maliciosa e subversiva afirma que o culpado disso é o presidente. Este é o pano de fundo na adicional crise do coronavírus. O presidente erra ao se preocupar com as consequências econômicas da epidemia? Essa preocupação indica que ele não se preocupe com a saúde? Algum acadêmico ofereceu soluções para a conciliação eficaz das duas preocupações e para o encaminhamento prático? Então todos estão despreparados, não só o governo e o presidente. Este tem a virtude da coragem de não se deixar perturbar no empenho por suas metas pelo palavrório vazio, detrativo e venenoso da maioria da mídia e de parte do coletivo acadêmico. Essa é uma atitude de liderança. Em comparação, Lula, Dilma e associados são moleques inescrupulosos e mentirosos que tiveram o objetivo de criar um ambiente cubano e venezuelano no Brasil, enriquecendo pessoalmente. Aquilo não foi liderança para o bem público. Só depois das lições trazidas pelas três constatações acima a sociedade pôde aprender as diferenças e se posicionar contra os seus exploradores. Trata-se de uma situação inédita na história das democracias. Não existe modelo para a solução do impasse. O ideal seria que a mídia e a academia se metamorfoseassem.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

A DEFICIÊNCIA DE SEMPRE EM HOSPITAIS


Quando sofremos a quarentena de hoje causada pela pandemia do coronavírus, destaca-se a triste situação da falta de hospitais públicos no Brasil, que em situação normal não garante ao cidadão uma assistência médica decente – dá para imaginar quando explode uma anormalidade como a de agora. Cobram demais o governante atual, que, apesar das idiotices que expele vez em sempre, tem apenas 15 meses no cargo, enquanto o PT ficou quatro mandatos e nada fez para melhorar essa condição. O PT, sob comando de Lula, preferiu gastar em eventos como Copa do Mundo, em 2014, espalhada País adentro, e Olimpíada, em 2016, com o Rio de Janeiro escolhido como sede sob a alegação de experiência porque sediara os Jogos Pan-americanos de 2007. E foram gastos absurdos em obras para os eventos, mas nada em hospitais, justo estes, mais que necessários quando grassou uma epidemia de dengue, com seus poucos locais de atendimento, lotados de doentes jogados em macas largadas em corredores imundos. Foram três eventos que exigiram obras que, somadas, consumiram bilhões de reais – e até hoje não sabemos o valor total – dos quais a maior parte foi desviada. Mas dessa dinheirama toda nada se aplicou na construção de um único hospital.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


*

INCORRIGÍVEL


Quando li no noticiário que a velha “jararaca” disse que o atual presidente da República é um perigo para o Brasil, lembrei-me de velho dito popular segundo o qual a velhice não melhora ninguém, mas pode acentuar os defeitos.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


*

ESTÁDIOS E HOSPITAIS


artigo de segunda-feira escrito por Roberto Livianu é uma perfeita análise sobre a necessidade de hospitais e os estádios construídos para a Copa de 2014, mesmo em lugares sem necessidade, verdadeiros elefantes brancos. Nesta epidemia de coronavírus, boas iniciativas têm feito governos locais na construção de hospitais de base em espaços como estádios e centros de exposições. Há um modelo na Arquitetura que chamamos de retrofit, em que aproveitamos a estrutura e as redes dessas edificações para darmos outros usos ao imóvel. Quem sabe estes elefantes brancos, os estádios que o ex-jogador Ronaldo julgou imprescindíveis para a Copa, resultados de alguns erros do passado, pudessem se destinar à saúde (ou outros usos ou multiusos, como a educação), com retorno imediato para a sociedade?


Pedro Paulo Gomes da Costa pedro_paulocosta@yahoo.com.br

São Paulo


*

SABE AQUELE HOSPITAL?


Solidário com a dor dos irmãos alcançados pelo coronavírus e indignado com a falta de estrutura do nosso sistema de Saúde para acolhê-los com dignidade e respeito, afastada a iminência de uma escolha de Sofia para salvar alguns deles, sintetizo oportuno comentário que impera nas redes sociais. Sabe aquele hospital que não foi construído para a Copa do Mundo porque o dinheiro foi roubado pelas empreiteiras e pelos petralhas, e também usado para construir um Porto em Cuba e financiar ditaduras? Vai fazer falta agora! A culpa é do PT e de aliados que roubaram; do Congresso, que se corrompeu; e do STF, que não pune seus ladrões de preferência. E quem vai pagar pelo coronavírus é o sofrido e surrupiado povo, porque corrupção mata, já disse apropriadamente o supremo ministro Luís Roberto Barroso. Afastada a corrupta manada que mamou escandalosamente na teta estatal, atire a primeira pedra quem discordar do sentimento do povo! Triste saber que esses bandidos se arvorando perseguidos anjos institucionais ainda têm a proteção de uma hipócrita e insuportável mídia vermelha, que está a torcer pela quebra da República para se locupletar.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

PREVENT SENIOR


Independentemente dos méritos do ministro Luiz Henrique Mandetta na condução desta terrível pandemia, não posso deixar de criticar severamente sua fala a respeito da Prevent Senior quando disse que a agência de saúde não deveria permitir um plano de saúde para idosos. Pelo visto, o ministro desconhece que os planos de saúde em geral não aceitam pessoas com mais de 69 anos. Isso, sim, deveria merecer atenção das autoridades, sendo proibida tal limitação. Quando surgiu a Prevent com esta proposta, foi uma tábua de salvação para as 460 mil pessoas idosas que aderiram ao plano. A fala do ministro foi irônica e desrespeitosa e revela total desconhecimento de nossa realidade de idosos quanto aos planos de saúde. Não entrarei no mérito desta questão de mortalidade nos hospitais da Prevent na atual crise, mesmo porque o que lemos do SUS em tempos normais também não é muito animador.


Anita Hitelman anitahitelman@hotmail.com

São Paulo


*

O QUE É ISSO, MINISTRO?


O que o ministro Mandetta quis dizer com “um empresário resolveu fazer um plano de saúde só para idosos (...)”? Em primeiro lugar, isso é proibido? Em segundo lugar, preste atenção, a Prevent tem mais idosos porque é a única que aceita idosos sem restrições e sem cobrar preços escorchantes, mas atende pessoas de todas as idades. O ministro sabe onde estariam estes idosos que só a Prevent atende? Abarrotando ainda mais os hospitais do SUS. Meu marido e eu somos clientes da Prevent e somos testemunhas da excelência do atendimento, do porteiro ao médico. Atenciosos, cuidadosos e, acima de tudo, competentes. Não têm pressa de encerrar a consulta, como em todos os planos e seguros de saúde. Eles são organizadíssimos, o que torna ágil o atendimento, sempre na hora marcada e, em algumas clínicas, saímos de lá com todos os exames feitos. Nós nos sentimos respeitados e totalmente seguros na Prevent. O ministro não tem o direito de depreciar uma empresa que trabalha com zelo e competência.


Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo


*

INACREDITÁVEL


Acho inacreditável que a Prefeitura de São Paulo tenha pedido intervenção sanitária na Prevent Senior em função do número de mortes por coronavírus ocorridas nos hospitais da Prevent, que atende só idosos, e estes representam mais de 80% das mortes pelo vírus. A solicitação só pode ter saído da cabeça de um cabotino, quem sabe a soldo de outros planos de saúde incomodados com o sucesso deste grupo.


Oscar Müller oscar@mullermetais.com.br

São Paulo


*

PREVENT, HEROÍNA OU VILÃ?


Sou um conveniado no plano de saúde Prevent Senior há menos de um ano. Tenho 72 anos. O plano anterior (um dos maiores do Brasil), que eu tinha por décadas, expulsou a mim e minha esposa aos poucos a partir dos 50 anos de idade, por meio de aumentos indecentes e impiedosos, ano após ano. Todo o meu histórico passado não valeu para nada. Aposentado, idade avançando, não tive mais fôlego para continuar pagando. No mercado não existia nenhum outro plano para nós (eu e minha esposa). Tornamo-nos párias para as operadoras de planos de saúde. Sentia-me um leproso em busca de abrigo. Um casal com idade superior a 60, 70 anos, altíssimo risco para os “negócios” de saúde. Sem outra opção, entramos na Prevent. De início, uma cautelosa desconfiança; depois, uma agradável surpresa, serviço muito melhor e mais humano do que o plano anterior me oferecia a valores escorchantes. Note-se que, quando pedi o cancelamento do meu contrato anterior, ninguém se deu ao trabalho de perguntar por quê. Alguns dirão que a Prevent Senior apenas explora comercialmente o nicho dos idosos. Concordo que todo negócio tem objetivo de lucro. Ela não é nenhuma instituição de caridade. Porém a Prevent opera um nicho abandonado pelo governo, mas de modo honesto e a preços decentes, cobrindo uma classe social e etária invisível aos olhos de todos os poderes públicos, principalmente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que fecha os olhos diante dos desmandos das operadoras dos planos de saúde. Ou será que há um SUS eficiente para atender todos os idosos brasileiros? Hoje, no olho do furacão desta pandemia do coronavírus, em que todo o sistema de saúde do planeta está com “telhado de vidro”, entendo o drama da Prevent Senior, com todo o respeito pelos que sofreram e sofrem, morreram e poderão morrer (inclusive eu) no Hospital Sancta Maggiore, e as dores dos seus familiares, dores que eu compartilho com muito pesar. Torço por todos.


Mario Hosokawa mh1.mario@gmail.com

São Paulo


*

PLANO DE SAÚDE PARA IDOSOS


Com a falência da Unimed Paulistana, as dívidas provocaram um aumento extraordinário no valor das mensalidades da Unimed Fesp. Isso levou inúmeras pessoas a procurarem outro plano de saúde. O único plano a aceitar pessoas de 70 anos ou mais foi o Prevent Senior. A ANS permitiu esse plano para idosos. Outros planos continuaram a barrar a entrada de pessoas com 70 anos ou mais. A única alternativa seria o SUS, e pessoas com a possibilidade de pagar por um plano de saúde abarrotariam ainda mais o tão combalido SUS.


Lilia Hofmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo


*

REAJUSTE DOS REMÉDIOS?


Aí já é demais: estamos numa pandemia, o País parado, e os caras estão discutindo reajuste dos preços dos remédios? Tem cabimento isso? Só falta as empresas funerárias também reajustarem os preços dos caixões. Será? Neste país, tudo é possível.


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


*

SOLIDARIEDADE


Notícia do Estadão (31/03, H9) esclarece que, com alta tecnologia e cooperação dos times da Mercedes Benz de Fórmula 1 e da University College London (UCL), juntas desenvolveram, em menos de uma semana, um aparelho respiratório que auxilia as pessoas acometidas pelo coronavírus. Pena que toda essa rapidez e tecnologia jamais chegarão ao nosso país. Ora, primeiro passo é enfrentar toda a burocracia, todos os carimbos, todas as chancelas, todas as criações e instalações de comissões – e de outras “comissões” –, todas as impugnações, todas as dúvidas, dentre muitas outras, até concluir que “agora não há mais necessidade dessa tecnologia de ponta, pois a covid-19 já nos deixou, juntamente com muitos óbitos”. Está explicado!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

TEM ALGUM DINHEIRO SOBRANDO?


Para onde estão indo os recursos da merenda escolar das unidades fechadas por causa da covid-19? O auxílio-creche recebido por vários funcionários públicos não é necessário neste momento. Se as atividades dos parlamentares foram reduzidas, os recursos para a compra de alimentos e bebidas estão sobrando. Caso semelhante ocorre no Judiciário e no Executivo. Os adicionais de combustível, alimentação, viagens domésticas e internacionais não serão necessários. Fala-se muito em arrumar mais dinheiro para os equipamentos de segurança, hospitais e postos de saúde, mas ninguém falou até o momento sobre o dinheiro que está sendo economizado em razão do isolamento dos funcionários. Matemática pura!


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


*

O DIA SEGUINTE


Às tragédias que envolvem a humanidade como um todo, seu renascimento consiste na reformulação de seus valores. Não há culpados. Mas há uma síntese culposa que se abate sobre todos os habitantes do planeta. Ao invés de dirigir suas riquezas maiores ao desenvolvimento da ciência no campo da paz, a exemplo das pesquisas biológicas, capazes de nos blindar dos ataques como este, da covid-19, as nações, entredevorando-se por interesses exclusivamente materiais, deram primazia à indústria bélica. Passado este momento cruel, só haverá lugar para o humanismo da solidariedade global. Como advertiu gravemente Santo Agostinho na abertura das Confissões, a verdade não se encontra nas montanhas, planícies e mares, mas dentro da alma.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


*

GABINETE NO PLANALTO


Sem cargo no governo, Carlos Bolsonaro ganha sala ao lado do pai (Estadão, 31/3). Não custa insistir na pergunta: o que faz um vereador licenciado do Rio de Janeiro num gabinete no Palácio do Planalto em Brasília, ao lado do presidente, sem mandato ou nomeação para isso? Os ocupantes dos gabinetes vizinhos não esboçam a menor reação a esse abuso. E não dizem um pio a respeito.


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos


*

PRODUÇÃO


Recebi, por acaso, um vídeo absolutamente asqueroso produzido pela turma de Bolsonaro e que me foi enviado por uma pessoa humilde que eu estimo muito e que tinha acreditado naquela nojeira. É terrível ver como podem ser abjetos em sua gana de manter o poder.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

ATO FALHO


Ao endereçar uma reclamação ao Twitter sobre o fato de mensagens de seu pai e de outros familiares terem sido apagadas, o deputado federal e ex-candidato a embaixador brasileiro nos EUA, Eduardo Bolsonaro, em vez de traduzir a frase “da família toda” para o inglês “from the whole Family”, grafou “from the hole family”, que significa “da família buraco”. Não foi engano. Foi ato falho. Freud explains...


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

HINO


Para Bolsonaro, o “verás que um filho teu não foge à luta” só anda valendo para os 01 (quando não se está falando de rachadinha, Queiroz, loja de chocolate), 02 (só vale para redes sociais) e 03 (para dar pitacos xing lings), pois os adotivos Moro (pela prudência fundamental) e Guedes (como cidadão) já estão aquartelados faz tempo. O “som do mar” que virou panelas parece querer tirar o presidente do “berço esplêndido” e fazer algo pela “pátria amada”, que almeja “o sol da liberdade”, e não “a própria morte”.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


*

‘A PEDRA NO CAMINHO’


Uma pedra no caminho da vida da nação brasileira. Em histórico editorial, o Estadão de 31 de março analisou o momento de perplexidade que vive o Brasil, quando a Nação, em sua maioria absoluta, faz o oposto do que prega seu presidente da república – assim em letra minúscula, de acordo com sua mentalidade de idade da pedra lascada. Um presidente marchando com o pé errado e dando tiros nele.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

CAPITÃO CAFÉ COM LEITE


O nosso capitão está marchando em sentido oposto à tropa. Como o inimigo é invisível, ele acredita que não existe. Conclama os soldados a avançar. Só que não mais é atendido. Perdeu a autoridade e a moral. É tratado como uma criança rebelde que esperneia e avança sozinho tropeçando em alguns poucos ajudantes de ordens e espalhando estilhaços em seus companheiros. Não há mais espaço para exércitos sem comando e a guerra já está perdida para ele. Vai voltar para casa de pijama.


Jose Eduardo Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Itu


*

DESPAUTÉRIO


Acho que se perguntarem para Bolsonero que, se morressem 300 pessoas de covid-19, isso seria comparativamente igual à queda de um Boeing, talvez ele respondesse: “Vocês são burros mesmo. Claro que não. E o prejuízo com o avião, talquei?”


Edmir de Machado Moura negrinho10@hotmail.com

Caçapava


*

ÓRFÃOS DE PRESIDENTE


Que sina! Depois de 14 anos de desgoverno petista, com Lula e Dilma, desgraçadamente, o povo brasileiro está há 15 meses órfão de um presidente da República. Jair Bolsonaro não tem refinamento institucional, menos ainda respeito à vida humana, como bem demonstra nesta grave pandemia do novo coronavírus. Vinte e quatro horas por dia só pensa na sua reeleição de 2022. E o caminho que procura para se promover é desastroso e indigna a sociedade brasileira: ofensas àqueles que não comungam de suas medíocres e belicosas ideias, sejam eles professores, estudantes, cientistas, tradicionais parceiros internacionais, congressistas, governadores, prefeitos, a imprensa, que ele odeia, etc. Promoveu até um manifestação popular para tentar jogar o povo contra o Congresso e o Judiciário. É incapaz de ouvir as pessoas sensatas que desejam ajudar seu governo e o Brasil. Infelizmente, prefere seguir à risca as orientações de seu “gabinete do ódio” que montou no Planalto, sob a batuta de seu filho, vereador no Rio, o incendiário Carlos Bolsonaro. Agora, perdido, isolado, com ciúmes da visibilidade de seus ministros que trabalham com seriedade, como o da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deseja desmoralizá-los, cobrando fidelidade e apoio principalmente para sua insanidade de querer dar fim ao isolamento das pessoas que se protegem desta pandemia que já matou pelo mundo mais de 40 mil pessoas e tem 1 milhão de infectados. Mandetta não abre mão de sua dignidade em defesa da saúde dos brasileiros, e Sérgio Moro, como o juiz implacável que foi da Lava Jato, demonstra um só desejo: de ser fiel ao País, e não a um presidente como Bolsonaro, soberbo, inconsequente, autoritário, que flerta com regime de exceção e deseja que seus colaboradores e a Nação fiquem abaixo de seus pés. Tem razão o governador de São Paulo, João Doria, que conclama o País: “Não sigam as orientações do presidente da República do Brasil”.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

PRESIDENTE


O presidente só é mandatário de si próprio. Personagem secundarizo cuja plateia e o espelho refletindo um coadjuvante adormentado. Sem discurso, sem diálogo, apenas com sua narrativa errática. E não há ponto que dê dicas ou jeito. Esperemos o ato final.


Ludovico Ribondi ludovicoribondi@gmail.com

Brasília

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.