Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

O mundo desnudado

A terrível pandemia do novo coronavírus vem revelando ao mundo as fragilidades organizacionais de todas as autointituladas superpotências, com seus trilhões de poder econômico, seus arsenais bélicos capazes de destruir nações inteiras, mas impotentes diante de um invisível microrganismo. Uma visão apocalíptica vem desnudando a incapacidade da civilização pós-tudo, digitalizada, algoritmizada e na iminência da conectividade quântica, de também estar “lobotomizada” em sua hora mais escura. Ao atacar todos os estratos sociais e econômicos da população mundial, ficou mais evidenciada a injustiça social em todas as nações. Dos 6 mil moradores de rua da riquíssima Nova York aos 2 milhões de habitantes de favelas no Rio de Janeiro, todos os países vêm demonstrando as suas graves e incuráveis doenças sociais. Quando este espetáculo de horror findar, espera-se que um novo paradigma oriente as filosofias político-econômicas das nações deste nosso planeta Terra, com seus 7,7 bilhões de frágeis seres humanos.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

*

Corrida contra o tempo

Nas duas últimas semanas de março, 10 milhões de pessoas perderam o emprego nos Estados Unidos. É esse o impressionante número de pedidos de auxílio-desemprego, que mostra o enorme impacto sofrido pela economia, pois a pandemia do novo coronavírus já atingiu mais de 200 mil pessoas e causou mais de 5 mil mortes. Em todo o mundo, chegam a 1 milhão os infectados e 50 mil os mortos. A humanidade está numa corrida contra o tempo em busca de uma vacina.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

Recuperação pós-covid-19

A aparente sensação de que a Nação está parada em decorrência do isolamento social é apena isso: aparente. Milhares de pessoas, mesmo isoladas, estão pensando em como cumprir suas obrigações, tanto como devedores quanto como credores. Um dos temas mais sensíveis será a relação entre inquilinos e proprietários. Inquilinos residenciais e comerciais já enfrentam severa redução de seus rendimentos e provavelmente não terão como pagar os aluguéis. Às dificuldades dos inquilinos somam-se as dos proprietários, muitos dos quais têm como renda principal – às vezes única – a advinda dos aluguéis. As partes precisam refletir e chegar a acordos que possibilitem uma saída menos prejudicial para ambas. Um acordo pode até ser ruim, mas é muito melhor do que o conflito. Abarrotar os Fóruns com ações de despejo não será a melhor solução, quer pelos custos dos processos, quer pela demora do Judiciário. A única forma de sair da crise é agirmos juntos. Separados só agravaremos a situação de todos e de cada um.

LUCIANO DE OLIVEIRA E SILVA

LUCIANO.OS@ADV.OABSP.ORG.BR

SÃO PAULO

*

Unidos venceremos

Agora que não há como se proteger com carros blindados, segurança particular, presença ostensiva de policiamento, planos de saúde caros com direito a uso de helicóptero, bons advogados contratados, leis especiais e jurisprudências salvadoras, condomínios com seguranças armados e câmeras de filmagem, etc., o problema passa a ser de todos. E todos, unidos, venceremos o mal.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

*

A união faz a força

O sucesso no combate à covid-19 depende de cada um de nós, senão o bicho vai pegar, e não dispomos de estrutura hospitalar para suportar a demanda. Daí muitas serão as baixas. A economia é recuperável, mas a vida, não. Nossa união pela quarentena é o melhor remédio contra o coronavírus.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

*

Governo virtual

De virtual a ferro e concreto, Jair Bolsonaro resume bem o próprio governo. Tudo se passa como se estivéssemos numa perigosa bolha de rede social. A começar pela ameaça socialista, na avaliação do estratego da gaiola de ouro alçado a Golbery. A conspiração em curso de uma imprensa leninista acelera perigosamente a estatização da economia graças ao “vírus chinês”. Indispensável o antídoto, que só pode vir de Paulo Guedes. Atento e arguto, o ministro da Economia não se deixa enganar, nunca acreditou em Keynes, linha auxiliar do socialismo, contra cujas medidas aponta uma PEC. Afinal, Estado bom é Estado mínimo, virtual, no qual se pode apagar logo a notícia falsa postada pouco antes. Qualquer um, em rede social, pode medir a eficácia do governo. Reparem como o “marxismo cultural” também é uma pandemia, combatê-lo exige estratégia, sub-reptícia, que se infiltra e, quando menos se espera, estamos percebendo as coisas de acordo com imagens e áudios compartilhados convenientemente descontextualizados. O anacronismo é uma das armas preferidas. Reconhecer que a realidade alterada implica abordagem distinta confunde o senso comum, se é que o percebemos. Todo cuidado é pouco.

ANTÔNIO M. DE MEDEIROS DA ROCHA

MAXIMOJEREMIAS@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

*

Marx estava errado

Aviso aos marxistas: não foi o determinismo histórico que interrompeu o capitalismo, foi um vírus!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

EUGENIOALATI13@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

Falta de vacina H1N1

Pois é, tanto cuidado para que os idosos, grupo de risco, não saiam de casa por causa da covid-19, mas, infelizmente, não é só o coronavírus que nos preocupa. É a falta de vacinas da gripe H1N1 em algumas cidades. Em Santos, por exemplo, nas policlínicas as enviadas são insuficientes, deixando os idosos expostos. As autoridades têm por objetivo salvar vidas. Mas desse jeito, não sei, não.

THEREZINHA STELLA ROMUALDO

THERE.STELLA@HOTMAIL.COM

SANTOS

MEIA DOSE NÃO SERVE

 

A medida provisória anunciada pelo governo a respeito da redução da jornada de trabalho e dos salários, com o governo bancando o restante via seguro-desemprego, é uma boa forma de ajudar os trabalhadores a atravessar os dias difíceis por que passamos. Mas, para que se atinja esse objetivo, é preciso que dure até terminar o isolamento social e é preciso criar algum mecanismo de ajuda às empresas para que elas tenham condições de pagar suas despesas durante o período e continuar suas atividades no ambiente hostil que certamente virá na sequência. Sem empresas operantes, não haverá como garantir empregos. Infelizmente, tomar só metade do remédio não vai funcionar. Guardadas as proporções, o nosso problema econômico decorrente da pandemia e das medidas adotadas é semelhante ao dos EUA e da Europa. E as soluções não podem ser muito diferentes. E de onde virão os recursos? Das privatizações e das reformas que deixamos de fazer. Espero.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

*

IDEIA FIXA

 

O economista Paulo Guedes é deslumbrado pelos Estados Unidos, onde foi estudar e voltou falando inglês-americano-caipira. Assim, conquistou a admiração do ignaro capitão Bolsonaro, que, uma vez eleito presidente, o nomeou ministro da Economia, com o título de “Posto Ipiranga”. Só que o Posto Ipiranga está vendendo gasolina adulterada com muita frequência. Algumas dessas “vendas” ficaram famosas, como aquela de chamar os servidores públicos de “parasitas”. A mais recente é de que “a privatização da Eletrobrás é a única maneira de superar a crise”. É muito estranha essa fixação na venda de uma empresa estratégica que, em 2019, apresentou um lucro líquido de R$ 10,7 bilhões.

 

Joaquim Francisco de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

*

MADERO DEMITE

 

É lamentável ver uma empresa de tanto sucesso demitir 600 colaboradores logo no início do período difícil que começamos a enfrentar. Certamente, tanto a empresa como o sr. Durski dispõem de recursos para aguentar um período sem faturamento ou com redução deste. Aliás, ele mesmo declarou que tinha caixa para aguentar seis meses, o que parece ser verdade, uma vez que previa investir na abertura de 60 novas lojas. Ainda não temos no Brasil a cultura de boicote a atitudes antissociais, mas este seria um caso. Pessoalmente, vou adotar essa medida.

 

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

 

*

REDUÇÃO DE SALÁRIOS

 

Quando será que senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores vão devolver ou reduzir à metade seus salários para ajudar a salvar a vida de seus irmãos brasileiros? Quando? Já passou da hora! Não se esqueçam de que ser político não é profissão, é encargo de quem se compromete para servir e representar a vontade popular e para colaborar com os destinos de sua cidade, de seu Estado e, principalmente, do seu país. O povo agradece.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

*

O FIM DOS PRIVILÉGIOS?

 

Passada a crise mundial provocada pela pandemia de covid-19, o Brasil estará depauperado e inviabilizado para que as classes do funcionalismo público privilegiado retomem os seus absurdos vencimentos milionários, que, então, serão finalmente contrastados com a situação daqueles que não mereceram tais privilégios. Há males que vêm para o bem e, quem sabe assim, via morticínios de pragas, sejam outros mais estancados por meio do fim do morticínio advindo dos privilégios indecorosos e assassinos dos que ganham, do dinheiro público, muito além do devido.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

ABASTECIMENTO

 

Os dados confiáveis hoje são apenas dois: 1) estudo do Imperial College of London (ICL) prevê letalidade de 0,5% para o Brasil até ser descoberto um medicamento eficaz ou uma vacina, o que pode demorar dois anos em qualquer cenário previsto (ignorar, mitigar ou suprimir); 2) a quantidade de mortes acumulada. Quanto maior o isolamento, mais se aproxima da supressão, mais se achata a curva de óbitos e se alonga o tempo, mas a quantidade de mortes deve ser a mesma para a letalidade prevista se não se descobrir cura. Este é a taxa potencial, uma expectativa limite de 1,04 milhão de mortes para a população de 212 milhões do Brasil. A quantidade 1/0,5% = 200 infectados para cada morte é o único número aceitável para a massa de dados hoje conhecida. Analiticamente, podemos admitir que no Brasil hoje teríamos 201 x 200 = 40.200 infectados, em lugar dos 5.717 reconhecidos (subestimado), ou seja, letalidade de 3,5%, o que não deve ser real. A pandemia do vírus influenza de 1918 matou 50 milhões de pessoas, mas a população do mundo em 1920 era de 1,8 bilhão e a do Brasil, de 31 milhões de pessoas. A taxa de letalidade na época alcançou 2,8%. A real taxa atual só o tempo mostrará. Soube que o governo do Brasil deverá implantar uma pesquisa com 33 mil lares para verificar esse número cientificamente. Estou de acordo com todos os governantes brasileiros. Deplorável a postura dos EUA, onde Trump ignora o surto, este explode e, então, ele compra tudo o que pode, e lixe-se o mundo. O problema hoje não é saúde ou economia, é abastecimento.

 

Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

 

*

RESPIRADORES E IMPROVISAÇÃO TERAPÊUTICA

 

Nesta fase de dificuldades em decorrência da pandemia por coronavírus, muitos pacientes que terão de ser submetidos a cuidados intensivos vão necessitar de suporte ventilatório e, consequentemente, de respiradores mecânicos em seu tratamento. Ocorre que esses aparelhos não estão disponíveis em número suficiente para atender à crescente expectativa de demanda. Além do mais, trata-se de equipamento de elevado custo e que atualmente se encontra escasso não só no mercado nacional, mas também no restante do mundo pelo mesmo motivo. Uma certa improvisação terapêutica emergencial talvez possa ser uma forma alternativa para compensar transitoriamente a falta destes recursos vitais em alguns lugares, evitando, assim, que pacientes possam ficar desassistidos. O aproveitamento de respiradores mais antigos do tipo Bird, Bennett, Takaoka, entre outros, que durante muitos anos foram utilizados em terapia intensiva até serem substituídos por equipamentos mais modernos, poderia ser uma opção. Outra possibilidade, já utilizada na Europa, seria o compartilhamento de um mesmo respirador por dois pacientes, o que demandaria apenas uma adaptação no circuito ventilatório e o uso de filtros. No entanto, caso a situação se torne mais crítica, é possível, ainda, recorrer à ventilação manual por meio de um sistema bolsa- válvula. Este recurso extremo foi empregado com sucesso na Dinamarca em 1952, durante uma epidemia de poliomielite que assolou a Europa. Naquela época não havia respiradores suficientes. Empregando a “improvisação terapêutica emergencial”, o Hospital Blegdam, em Copenhagen, sob orientação do professor Lassen, utilizou um sistema simples de ventilação manual com balão, combinada a traqueostomia nos casos de paralisia respiratória. Neste período, 1.500 estudantes voluntários de Medicina e Odontologia se revezaram em turnos de 6 horas para ventilar manualmente todos os pacientes 24 horas por dia, e assim contribuíram com seus extraordinários esforços para salvar muitas vidas. Foram aproximadamente 165 mil horas de trabalho conjunto, o que ajudou a reduzir a mortalidade de 90% para 25%. Espero que essas considerações possam ser úteis de alguma forma.

 

Prof. Dr. Armando Fortuna armando.fortuna@uol.com.br

Santos

 

*

GANÂNCIA

 

Há anos tenho por hábito não comprar qualquer produto da China. Por ganância de lucros maiores, o mundo comprava mais e mais da China, enfraquecendo o mercado interno de cada país. Tudo era da China, mesmo sem qualidade. Em 2016 tive de fazer escala forçada e dormir uma noite em Washington. Outubro, frio intenso, saímos para jantar e, na praça ao lado do hotel, muitos americanos dormindo na praça e a perua do exército da salvação dando sopinha quente para cada um. No outro dia, no café da manhã, observei que da xícara na mesa ao lustre, o garfo, a faca, a garrafa de café, tudo era feito na China. Enfim, o hotel era todo chinês. A ganância americana fez o povo se esquecer do mercado interno dos EUA e fortalecer o da China – aliás, não foi só o americano (o americano foi mais burro e ganancioso e transferiu tecnologia para a China). A Itália importou chineses para Milão e continuou a fazer a grife “made in Italy”, enfraqueceu o mercado interno da Itália com mão de obra barata e escrava e importou o coronavírus (ou “vírus chinês” ou “gripe chinesa”), pois os chineses que trabalhavam em Milão vieram de Wuham, onde tudo começou. A China precisa de arroz... tá na hora de o mundo acordar ou será tarde?

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

*

NA CHINA

 

Depois desta pandemia vai ficando clara para todos a frase Deus fez o céu e a Terra, o resto foi feito na China.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

TEMPO

 

As ordens são claras: preparem-se e assumam a posição na linha de frente desta batalha. Proteger-se, em tese, seria uma das recomendações. Na prática, sobra teoria e faltam insumos – em quantidade e qualidade. É bem verdade que a contagem regressiva para o caos que se aproxima já foi iniciada com relativa antecedência, mas as mudanças de rotina, os fluxogramas de atendimento médico e a execução de um planejamento (?) estratégico começaram basicamente esta semana. Junto com a subida da curva. Entre a realidade e as expectativas – e com a bênção do papa –, seguimos para o mundo enfrentar o desafio. Mas não são dias para pessimismo. É certo que em algum tempo voltaremos ao normal – ainda não sabemos se isso significa voltar ao que era antes. Em breve, teremos medalhas homenageando heróis, placas, praças, ruas e monumentos homenageando vítimas e uma atenção nunca antes vista aos cuidados de saúde – com foco na prevenção. Tão certo como esses dias chegarão é a certeza de que, considerando o histórico da humanidade, esses dias não tardaram a serem esquecidos. A História não nos assusta como deveria. Agora, as sequelas serão inevitáveis: as físicas e as mentais – essas num número que dificilmente conseguirá ser quantificado. Um novo jeito de olhar a humanidade, a vida, os relacionamentos, o dinheiro, a saúde, a arte, a arquitetura e tudo o que, pelos mais variados motivos, passava despercebido ou já era tão normal que não gerava reflexão. De tudo deve, ao menos, ficar a certeza da mutabilidade da existência e todas as consequências atreladas a esse fato. Que a ciência – no mais amplo conceito – possa prosseguir (com o apoio necessário) em busca de fatos, e não de opiniões. Que as teses continuem sendo apresentadas, mas que elas evoluam até receberam a chancela de teoria: e isso não significa “verdade absoluta imutável”, mas sim a valorização da sistematização do conhecimento – em todas as áreas.

 

Michel Roberto michelcanhoto@hotmail.com

São Paulo

 

*

LUZ X TREVAS

 

O Brasil se vê diante de uma encruzilhada: de um lado, o iluminista raciocínio científico e racional do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com a inquestionável e prudente recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de permanência do isolamento social horizontal. De outro, o obscurantista pensamento tosco e irracional do presidente Bolsonaro, forçando o término da quarentena para salvar a economia e seu trôpego e claudicante governo. Espera-se, para o bem de todos e saúde geral da Nação, que a luz vença as trevas e o bem prevaleça sobre o mal. Amém.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

FAMÍLIA BOLSONARO

 

A manifestação de Carlos Bolsonaro de que o Brasil “partiu para o socialismo” é descabida, desnecessária e preconceituosa. E ainda cita que tem gente preocupada com a fala do presidente. A população brasileira não está somente preocupada com a fala do presidente, mas com a fala dos filhos dele também. São quatro falas espalhando asneiras aos quatro ventos. E pensar que votei em três deles. Quanto arrependimento!   

 

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

*

GABINETE PIRATA

 

Afinal, presidente, qual é a do seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, ocupando sala no Planalto? Ele oficialmente abandonou o cargo dele?

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

*

‘TOCANDO O TERROR’

 

Os países considerados de Primeiro Mundo, economicamente fortes, socialmente estruturados, com sistemas de saúde assistencialmente eficientes, tecnologicamente avançados são os mais atingidos pela pandemia. Como se explica EUA e Europa? Um general americano falou à CNN ser impossível a Coreia do Norte não ter registro de casos. O que dizer da Rússia, de Vladimir Putin, e dos números da China? Alguém poderia explicar o fenômeno? Até agora só se fala em números. Deveria ser considerado que, embora avançados, esses países não cuidam bem da saúde de seus cidadãos, nutricionalmente, fisicamente, imunologicamente. Enquanto isso, no Brasil, entre tantos mentes do governo e dos contra o governo, assim falou o senador Eduardo Braga dias atrás, sem saber que estava online no plenário virtual do Senado: “Estou tocando  o horror”.

 

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

TIRO NO PÉ

 

O cidadão Jair Bolsonaro dá sinais de que nunca vai entender a posição que ocupa nem se comportar como um presidente da República. A postagem de um vídeo que fez no Twitter, Instagram e Facebook em que um homem desconhecido do presidente denuncia um suposto desabastecimento na Ceasa de Contagem (MG) explicita essa conclusão. O presidente tem a seu dispor uma enorme estrutura, inclusive com jornalistas com quem facilmente poderia checar a informação que recebeu, em pouquíssimo tempo. Mas, como age por impulsos e sem nenhum senso de responsabilidade, não resiste a qualquer oportunidade de criticar opositores do seu governo, preferencialmente governadores e prefeitos, tratados com inimigos de sangue. Então, segue atirando indiscriminadamente para qualquer lado e direção, e, não raramente, acertando o próprio pé.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

*

O CAMALEÃO

 

É impressionante a capacidade transformista do “camaleão” que, infelizmente, governa o Estado de São Paulo. Após ser eleito, graças ao apoio do ex-governador do Estado, bandeou-se para o lado do então candidato Jair Bolsonaro, que despontava como um dos favoritos à eleição para presidente. Com a eclosão da pandemia do coronavírus, passou a engendrar medidas de grande efeito bombástico e pouquíssimos resultados práticos, esquecendo-se das famílias de baixa renda e dos sem-teto. Solicitou ao Ministério Público “investigação” das causas do grande número de óbitos numa rede de hospitais dedicada à saúde de idosos e, aproveitando as palavras do presidente menosprezando a atual pandemia, passou a fazer coro com o povo desesperado, passando a critica-lo publicamente. Por fim, ontem, pelos jornais, assistimos a uma incrível troca de elogios entre essa patética figura e o ex-presidente Lula.

 

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

 

*

INIMIGOS?

 

João Doria e Lula da Silva, adversários ferrenhos, compartilham crítica a Bolsonaro e se aproximam sob o pretexto de que “o vírus não escolhe ideologia”. Um tucano e um criminoso petista juntos, com um só objetivo: alijar um concorrente e conquistar o poder. É um bando de safados.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

*

VANGUARDA DO RETROCESSO

 

Fim de carreira, coronavírus, chegou a vacina. Está formada a vanguarda do retrocesso para enfrentar a pandemia: Lula, João Doria, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli e Rodrigo Maia, com expertise em movimentos de massa e grana, tipo Olimpíada e Copa do Mundo.

 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

*

CORONAVÍRUS E PRIORIDADES

 

Aos políticos deveria ser muito mais importante do que as eleições a não redução do número de eleitores.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

NAS PRISÕES

 

No artigo Covid-19 nas prisões, o problema é nosso (2/4, A2), redigido por quatro advogados criminalistas, eles invocam a necessidade de libertar presos condenados por crimes que cometeram contra cidadãos indefesos. A razão humanitária, segundo os nobres advogados, é que eles podem transmitir a covid-19 e criar uma nova pandemia dentro das prisões, e que, neste caso, é nosso o problema. Prezados advogados, como eles seriam infectados, uma vez que as visitas estão proibidas e o contato somente se transmite de pessoa para pessoa? Sendo assim, eles correm o risco tanto quanto um de nós que estamos aprisionados em nossa residência. Portanto, devem ficar onde estão, monitorados. Simples assim. Por outro lado, se estão assintomáticos, carregando o vírus, os senhores pretendem colocá-los na rua ameaçando, mais uma vez, a sociedade? Ou pretendem transferi-los para a residência de parentes, expondo-os à contaminação? Sinceramente, o que parece é que estão usando o vírus como argumento para abrir as portas das prisões para que a marginalidade vá para as ruas, tendo em vista que um dos articulistas já escreveu que as cadeias estão cheias porque a polícia prende demais, pretendendo dizer que não são bandidos, mas vítimas da sociedade. Neste momento, senhores advogados, não cabe uma escolha de Sofia, pois em primeiro lugar deverá vir o cidadão de bem, e que presos sejam mantidos onde merecem estar, isto é, nas prisões.

 

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.