Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Mandetta fica

Ainda bem que o bom senso prevaleceu e poderemos continuar contando com a presença de um ministro da Saúde que antes de tudo é um médico de verdade e não se curva a politiquices de aldeia e molecagens fúteis, enquanto vidas estão sendo levadas por um vírus do qual a verdade é que sabemos muito pouco.

VERA AUGUSTA VAILATI BERTOLUCCI

VBERTOLUCCI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Estrelas no governo

As únicas estrelas que o presidente Jair Bolsonaro admite em seu governo são as dos generais. Luiz Henrique Mandetta faz apenas e tão somente o que os organismos internacionais de saúde recomendam e não há nada de heroico ou excepcional nisso. Mas para os parâmetros do grupo de aloprados instalados na Esplanada dos Ministérios já é suficiente para se destacar.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Suprema canetada

Tristemente oportuno o editorial Cheque em branco (7/4, A3). Parafraseando o ministro da Economia, Paulo Guedes, o País fazendo um orçamento de guerra de cerca de R$ 900 bilhões e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), com uma canetada, como consta no editorial, “obrigando uma despesa adicional de R$ 90 bilhões para os cofres da União”. Rir ou chorar?

WALDYR SANCHEZ

WALDYRSANCHEZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lewandowski e sindicatos

A decisão monocrática do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, de atrelar os acordos de redução salarial dos trabalhadores durante a pandemia do coronavírus à aprovação dos respectivos sindicatos é, no mínimo, tragicômica e desastrosa. Seria o ministro um arauto do caos? Com que objetivo? Se os sindicatos se manifestarem contra as medidas governamentais e/ou o plenário do Supremo confirmar tal decisão, o desemprego será mais rápido que a infecção. Vai querer o STF esse ônus? Parece-nos que também no Judiciário, não só no Executivo, há falta de bom senso.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Levando vantagem na crise

Para ajudar as empresas (principalmente as menores) durante esta pandemia o Banco Central encheu os bancos de dinheiro retido para eles atenderem com empréstimos aos empresários. E o que aconteceu? Os bancos não só aumentaram os juros, como também restringiram, e muito, suas carteiras de empréstimo e aplicaram rapidamente o dinheiro recebido para aumentar seus lucros. A desculpa singela e patética da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é de que o empréstimo nesta época é de alto risco (!). Só rindo... Continuando, o preço do barril de petróleo derreteu e a Petrobrás já reduziu o da gasolina em 40%, mas em muitos postos o preço final pago pelos consumidores continua o mesmo. O botijão de gás, do nada, sumiu e seu preço foi para a estratosfera. Os preços dos produtos de consumo diário também subiram muito. A covid-19 está mostrando que o Brasil, o país da impunidade, é também a terra dos oportunistas. E o povo? Sei lá.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Dinheiro pelo ralo

O editorial Os partidos e seus donos (6/4, A3) exibe sem meias-palavras o escândalo da farra com dinheiro do povo promovida no seio dos partidos. Dinheiro público virando dinheiro privado. Está na hora de acabar com mais esse ralo, especialmente agora, em tempos da tragédia da covid-19.

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Exemplo a ser seguido

A reação furibunda de líderes partidários à proposta feita pelo Partido Novo de usar os recursos do Fundo Partidário para o combate ao coronavírus é característica de políticos habituados ao uso do dinheiro público em benefício próprio. Esquecem que foram eleitos para atender exclusivamente às necessidades do público, e não para facilitar a própria reeleição. Parabéns ao Partido Novo, cujo exemplo merece ampla divulgação e reconhecimento.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

LARPRP@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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A dívida é de todos

Diante da pandemia, ainda não vimos o menor sinal de que membros da cúpula do Legislativo, do Executivo e do Judiciário tenham a intenção de repartir alguma fração de seus polpudos salários para ajudar no combate ao vírus. Não se abriu mão de nenhuma porcentagem do absurdo Fundo Partidário para socorrer a Saúde, já há muito tempo combalida com a diminuição do dinheiro a ela destinado. Enquanto isso, todos se fazem de preocupados com a situação sanitária atual e com a economia do País. A distribuição injusta de renda continuará por muito tempo enquanto tivermos cidadãos de primeira e de segunda classe.

MARIA I GNEZ AULICINO ANDRADE

AULICINO.ANDRADE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Reativar hospitais fechados

Os custos para a montagem dos hospitais de campanha, que tendem a se elevar pela dispensa de licitação por motivo de emergência ou calamidade pública, podem ser bastante atenuados se a administração pública, em vez de construir novas estruturas, requisitar, com base no artigo 3.º, VII, da Lei n.º 13.979/2020, os hospitais que se encontram desativados. Somente na Zona Oeste da cidade de São Paulo existem dois hospitais desativados que poderiam ser utilizados: o Panamericano e o Sorocabano. Certamente devem existir outros tantos nas mesmas condições para o combate ao coronavírus.

NELSON LOPES DE OLIVEIRA FERREIRA JR., procurador do Estado aposentado

NELSONEGUIDA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


REUNIÃO NO PALÁCIO DO PLANALTO

Em meio à crise sanitária e econômica gravíssima por que passa o mundo inteiro, o Brasil parou na segunda-feira, por algumas horas, estupefato diante da possibilidade de o presidente Bolsonaro ter a audácia de demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Seria uma das maiores burrices jamais vistas na história deste país, que selaria de vez o futuro político do presidente, se é que ainda sobraria algum. O ministro Mandetta conquistou a imensa simpatia da população por uma razão muito simples: condução objetiva, serena, clara e transparente da pandemia do coronavírus, por meio da ciência, baseada em evidências. Bem diferente do autocrático, voluntarioso e invejoso presidente Bolsonaro, que, quanto pior sua popularidade, tanto mais ele acha que tudo pode na base do grito e da canetada. Conseguiu o feito inédito de colocar a opinião pública, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo seu entorno militar contra ele, todos ao mesmo tempo. É tolice comparar o cada vez mais isolado presidente com a rainha da Inglaterra: embora reine, mas não governe, ela ao menos tem o merecido respeito do seu povo e do mundo.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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FALTOU TINTA


Bolsonaro não assinou o seu próprio atestado de óbito. Na hora de demitir o ministro, a caneta estava sem tinta...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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PENSAMENTO PEQUENO


Demitindo Mandetta, um super herói pelo trabalho que vem desenvolvendo no Ministério da Saúde, Bolsonaro deixaria transparentes sua pequenez como autoridade máxima da Nação e sua sordidez como ser humano. E o faria num momento em que os brasileiros não podem sair às ruas por respeito ao isolamento.


Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo


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DIA DO FICO


E na segunda-feira (6/4/2020) o ministro Mandetta revisitou a história e em outras palavras disse: “Se é para o bem de todos, desespero do patrão e sua Bic e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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DIAS CONTADOS


Reunião tensa, na segunda-feira, expôs as divergências entre Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta, que não foi demitido. Mas a queda do ministro da Saúde é questão de dias, para infelicidade geral da Nação.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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‘LIKES’


É quase certa a demissão do ministro da Saúde, Luiz Mandetta, não precisa ser nenhum especialista em psicologia para entender o que acontece na cabeça de Jair Bolsonaro quando alguém do governo tem mais “likes” do que ele e sua família, e o caso é de interdição antes mesmo do impeachment.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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A CANETA DO PRESIDENTE


Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro se manifesta de forma inconveniente e em momento errado, considerando a atual pandemia de covid-19. Referindo-se a ministros seus, sem citar nomes, disse ele que “vai chegar a hora deles. Minha caneta funciona”. Nem é necessário citá-los. E o presidente também mencionou: “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas”. Acredito, senhor, que isso pode ter acontecido exatamente com sua excelência, o poder lhe subiu à cabeça, atingindo-lhe a área da cautela e do raciocínio lógico. Senhor presidente, não alimente a imprensa para não se queixar dela depois. Vale saber: a característica principal do homem que nasceu para mandar é que saiba mandar em si mesmo. Né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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SUGESTÃO


Sugiro ao presidente Bolsonaro que pegue sua caneta e, “numa folha qualquer, desenhe um sol amarelo, com cinco ou seis retas é fácil fazer seu castelo”, de onde pode ver e deixar seus ministros trabalharem.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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INCONTINÊNCIA VERBORRÁGICA


E o boquirroto presidente Bolsonaro, do alto de sua incorrigível incontinência verborrágica, disse que “algo subiu na cabeça de algumas pessoas” de seu governo, que “estão se achando e falando pelos cotovelos. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona”. Pena que a cabeça não...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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INSENSATEZ


Se eu não tivesse lido no Estadão, não teria acreditado nos absurdos que foram ditos: “A hora deles vai chegar”. Inimaginável termos alguém com este grau de insensatez responsável pelo nosso destino. E o da Pátria Amada, Brasil!


Elisabeth Berlowitz Buny bethbuny@uol.com.br

Cotia


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A HORA VAI CHEGAR


A caneta Bic do capitão ameaça funcionar contra membros de sua própria tripulação, porque “algo subiu na cabeça”, “a hora deles vai chegar”, “a minha caneta funciona”. Algo realmente subiu à cabeça do presidente e a hora dele vai chegar. Canetas para isso não faltam.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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AFLIÇÃO


O presidente Bolsonaro apoia o descomunal gasto no combate à covid-19, mas, aflito com a economia e o desemprego, perde o controle, fala o que não deve no momento errado. Está no caminho certo, mas para superar obstáculos e crescer nas pesquisas, seja sensato em sua fala e da sua prole. Presidente, estamos juntos pelo seu bem e do Brasil.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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AGULHA NO PALHEIRO


Em crise com Mandetta, Bolsonaro diz que hora de quem está “se achando” vai chegar. Pobre Presidente. Está mais perdido que agulha em palheiro.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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CRIME DE GUERRA


Luiz Henrique Mandetta está combatendo a pandemia de covid-19 com empenho e responsabilidade. Com o ego ofendido pela popularidade do ministro, o presidente Jair Bolsonaro, que inveja todos os que se destacam, ameaça derrubar o ministro da Saúde. Que Bolsonaro esteja avisado de que seus atos serão julgados –com muita firmeza – no futuro e que, caso opte por condenar a Nação à morte, terá o mesmo fim dos criminosos nazistas, condenados por seus crimes de guerra em Nuremberg.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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LÓGICA PERVERSA


Os fatos falam por si mesmos. No teste Pisa 2018 (leitura, Matemática e ciências), as classificações foram 1 e 58 para os alunos chineses e brasileiros, respectivamente. Ao invés de cuidar de nosso (sofrível) ensino, o ministro Abraham Weintraub usa a Turma da Mônica para fazer gozação sobre os chineses. De janeiro a outubro de 2019, o superávit do comércio com a China foi de US$ 21,4 bilhões. No momento, a China é o maior fabricante de respiradores pulmonares e outros equipamentos necessários no combate da covid-19. Um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais teorias de conspiração contra aquele país, o que provocou repetidos protestos da embaixada chinesa. No Brasil, o presidente declarou que sua caneta está pronta para eliminar o ministro Luiz Henrique Mandetta. Ou seja, nosso maior parceiro comercial está sendo hostilizado e no meio da batalha a pessoa que vem coordenando o combate contra a covid-19 pode ser substituída por outra, sem razão convincente. Pobre o Brasil, que sofre as consequências das atitudes irresponsáveis de alguns de seus políticos.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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VAI-NOS CUSTAR CARO


A falta de inteligência emocional de alguns membros do governo brasileiro vai custar muito caro ao País: depois de cancelar a venda de equipamentos médicos para o Brasil, a China anuncia que vai passar a comprar mais soja dos Estados Unidos, o que significa dizer que comprará menos soja do Brasil. Com a desculpa esfarrapada de que o Brasil enfrenta vários problemas, nosso maior parceiro comercial começa a dar as costas ao Brasil. O deputado Eduardo Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub, que fizeram insinuações e piada com a China, devem estar muito contentes, o Brasil vai perder bilhões de dólares, mas eles não perderam a piada, afinal, o que importa é “mitar” nas redes sociais.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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UM RESPIRADOR PARA WEINTRAUB


O destrambelhado ministro Weintraub pediria desculpas à China pelas grosserias em troca da venda de mil respiradores para o MEC. Com uma condição: um respirador é para ele.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PROMESSA DE CAMPANHA


Está cada vez mais claro que o presidente Bolsonaro cumpriu o papel que a História lhe reservava: eliminar uma poderosa facção criminosa que se alastrou por todas as instituições do País, corrompendo até parte da imprensa livre. Este é o motivo pelo qual o povo precisa ser paciente com a sua impetuosidade e aguardar por novas reformas, pois Bolsonaro, apesar das aparências, pode estar a preparar o País para as próximas eleições, quando o eleitor escolherá o seu candidato preferido, sem ser por exclusão. Sonho? Basta o presidente confirmar a sua promessa de campanha de não se candidatar e passar a apoiar uma chapa integrada por um ou dois de seus competentes e honrados ministros: Tarcísio Gomes, Paulo Guedes, Tereza Cristina, Sérgio Moro, Luiz Henrique Mandetta. Além de Hamilton Mourão, etc. Todos eles, aos olhos da população, comprometidos com a educação, ciência, segurança jurídica, empreendedorismo e com as primeiras necessidades da população. O Brasil teria outro ânimo para enfrentar os desafios do presente.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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‘DOMINAR AS CIRCUNSTÂNCIAS’


Verdadeira pérola o Dominar as circunstâncias, dilema de Bolsonaro, do excelente jornalista Carlos Alberto Di Franco (Estadão, 6/4, A2). Com a maestria de um emérito professor, cita as atitudes do Conde, personagem do livro Um cavaleiro em Moscou, de Amor Towles, cujos atos são presididos pelo bom senso. Um verdadeiro contraste com os destemperos do presidente Bolsonaro. Sintetizando sua análise, diria que, apesar de contar com um ministério com excelentes ministros, dá ouvidos ao seu entorno, no qual se destaca a presença extemporânea de seus filhos, em particular Carlos, que deveria estar cumprindo seu mandato de vereador no Rio de Janeiro. Longos anos como professor de Medicina, direção de Faculdade de Medicina e de hospital universitário me ensinaram que: 1) ouvir é melhor que falar; 2) queixas e sugestões são melhores que elogios; 3) apoiado por auxiliares competentes, agir sem tergiversar; 4) o interesse coletivo supera a mesquinhez. Encerro com a mesma esperança do preciso jornalista Carlos Alberto Di Franco: “O Brasil espera que o presidente domine as suas circunstâncias”.


Antonio Calos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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BONS CONSELHOS


Bons conselhos do dr. Di Franco para nosso presidente (6/4, A2). Tomara que este artigo chegue ao destinatário. Gostaria de acrescentar: presidente, decida com menos emoção e mais razão. A razão move montanhas.


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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EM ALGUM LUGAR DO FUTURO


Soa como piada, no que se refere à ética vigente no âmbito da nossa nada nobre classe política, neste momento que deveria ser marcado por solidariedade generalizada, a solene exortação emitida por John Kennedy no seu discurso de posse da presidência dos EUA, em 1961, segundo a qual o cidadão não deve se perguntar o que o país pode fazer por ele, mas o que ele pode fazer pelo país. Nada mais oposto ao espírito da célebre frase do que a preservação e a blindagem, sem modificações, do criminoso fundo eleitoral, que, ao contrário, deveria, com a mesma celeridade com que foi aprovado, ser integralmente disponibilizado para, por exemplo, a aquisição de equipamentos necessários ao combate da pandemia do coronavírus. É lícito esperar que, em algum lugar do inescrutável futuro, os nossos homens públicos venham a exibir tal desprendimento em prol da sociedade que os elegeu?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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VIDA E ECONOMIA


Todos os países estão sofrendo com esta pandemia, que, sem dúvida nenhuma, provocará problemas na economia de todo o mundo. O presidente faz muito bem de se preocupar como vai ser o problema do Brasil depois da epidemia, como todos os países terão de acertar alguma coisa. O problema será resolvido, mas, se não sobrar ninguém vivo, não terá a menor importância de como estará a economia. Necessitamos de alguém que governe este nosso querido país, tão maltratado nos vários últimos governos.


Rafael Kertzman rafaelkertzman@yahoo.com.br

São Paulo


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CORONAVÍRUS X RESSURREIÇÃO


Se não houver pessoas, não há o que falar em Economia, nem sequer em Nação. Por outro lado, se houver Economia, poderá ou não haver pessoas, pois os mortos não trabalham. A Economia não é um fim em si mesma; a vida e as pessoas o são. No embate entre os pouquíssimos que são contra o isolamento social (baseados meramente em “achismos”) e os que são a favor do isolamento social (em conformidade com estudos técnicos e a praxis adotada ao longo da História), melhor optar pelo isolamento social. A Economia se recupera, mas a ressurreição dos mortos ainda não é possível.


Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


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UNIDOS NA DISSEMINAÇÃO DO VÍRUS


A solução mais simples contra a disseminação do vírus é a proteção mecânica, através do uso indiscriminado de máscaras. Esta solução funciona e é adotada em lugares como Tóquio, Hong Kong e Seoul. Nossos governantes nada fizeram para que as máscaras chegassem à população. Atualmente, é praticamente impossível de serem compradas, mas na verdade são facílimas de ser fabricadas. Elas tinham custo inferior a R$ 0,20 ao consumidor final antes da crise. Em vez disso, os governos municipal e estadual ajustaram o transporte público à demanda, fazendo com que nosso parco sistema continue lotado de gente sem máscaras, funcionando como um vetor para o vírus. Município, Estado e União, juntos de braços dados contribuindo para a disseminação do vírus.


Abram Belk abrambelk@gmail.com

São Paulo


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MORTES EM SP


Nós, cidadãos, gostaríamos de entender qual o objetivo do governo Doria com a estapafúrdia previsão de 111 mil mortes pelo coronavírus nos próximos seis meses, na consideração de mitigação total. Se não, vejamos, pelos números oficiais do Ministério da Saúde, atualmente temos uma taxa média de evolução diária de mortes no Estado de São Paulo de 13,6%, nos últimos dez dias, o que nos conduz numa projeção para 180 dias a 62.162 mortos. Ou seja, a previsão do governo Doria sinaliza para 78% acima da atual taxa de evolução de mortes no Estado. Qual seria o objetivo? Intimidar a população para aumentar o confinamento ou construir um discurso político do contraditório para obter vantagens lá na frente? Ou ambos? Brasileiro é conhecido por ter memória curta, entretanto o desencontro dos números nas manifestações públicas de nossos governantes com relação ao número de mortes e casos em suas projeções pode conduzir, lá na frente, para uma convulsão social sem precedentes. Quem viver verá!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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NA CAPITAL MINEIRA


Belo Horizonte possui uma região hospitalar, no Bairro Santa Efigênia, onde estão localizados ótimos hospitais e clínicas. Essa região fica bem perto do centro da cidade, onde existe o Othon Palace Hotel. Esse hotel está desativado e poderia ser utilizado durante a crise do coronavírus, pois tem instalações hidráulicas, elétricas, ar-condicionado, elevadores, telefonia, enfim, uma boa parte da infraestrutura necessária para abrigar leitos hospitalares. Alguns ajustes serão necessários, mas a sua localização privilegiada e imensa área construída disponível poderiam ser uma ótima alternativa, ao invés de construir hospitais de campanha em lugares remotos. Os recursos economizados poderiam ser utilizados para a compra de medicamentos e equipamentos que ajudem no tratamento da doença.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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MÁSCARAS ARTESANAIS


Vi com entusiasmo, porém certa apreensão, as fotos publicadas no jornal de ontem sobre a iniciativa de doação de dinheiro pelos bancos para que microempreendedores confeccionem máscaras de proteção contra o vírus da covid-19. As máscaras mostradas nas fotos publicadas me pareceram bastante artesanais, sendo estas feitas de tecidos variados e uma delas feita até de “crochê”. Apesar de não ser um especialista no assunto, sabemos que a principal característica de uma máscara desse tipo, para ter sua função validada e ser eficaz, é ter sua capacidade de filtragem comprovada, de forma a eliminar os elementos em prospecção no ar, bem como combater aqueles emitidos pelo próprio organismo, o que me parece não ter ficado visível e tampouco claro nesta publicação. Acredito existir uma especificação mínima de filtragem a ser atingida, sem o que essas máscaras não terão sua função adequada. De forma cooperativa, sugiro às autoridades competentes proverem essas informações, também para que outras iniciativas dessa espécie se atentem para esse importante aspecto.


Artur Lovro artlovro@hotmail.com

São Paulo

 

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