Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Cloroquina, a polêmica

O ministro da Saúde foi claro. No início foram testados doentes mais graves, posteriormente admitiu o uso do medicamento cloroquina em casos internados sem necessidade de ventilação mecânica a critério médico e com o aval formal do paciente, de acordo com o princípio da autonomia. O ministério e a Anvisa não podem estabelecer um protocolo de tratamento obrigatório sem estabelecer a eficácia e os fatores de risco. Não houve nenhum erro das autoridades competentes. Diante da gravidade da situação, estão sendo feitas pesquisas com vários medicamentos e não existe nenhuma proibição ao uso da hidroxicloroquina a critério médico. No caso do dr. David Uip, que merece o respeito de todos, ele não é obrigado a divulgar publicamente o tratamento recebido (autonomia do paciente). Além disso, sua melhora e cura poderia ter ocorrido independentemente do tratamento e a divulgação da terapêutica poderia ocasionar a adoção de um falso resultado. Portanto, a hidroxicloroquina pode ser utilizada a critério médico, em razão da inexistência de remédio de eficácia comprovada e da gravidade da doença. Vamos agir com prudência e fundamento científico, esquecendo as conotações políticas.

JOSÉ PAULO CIPULLO

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Nova fosfoetanolamina?

Em 2016 Bolsonaro apresentou projeto no Congresso pela aprovação de uma droga contra o câncer, a despeito de não haver suficiente comprovação científica: a fosfoetanolamina. E foi aprovado! Felizmente, o Supremo Tribunal barrou e depois se comprovou que não fazia efeito. Agora estudos tentam promover o uso da cloroquina contra a covid-19, mesmo sem suficiente comprovação científica. Pode ser uma droga viável contra a covid-19? Pode. Mas antes de ser usada em larga escala são necessários mais estudos. E testar outras terapias.

M. CECÍLIA PENTEADO BUSCHINELLI RINO

CECILIABUSCHINELLI@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Pandemônio

Pior que a pandemia é o pandemônio criado por todos os políticos, em nome da ganância, da ânsia pelo poder. Quando as excelências, de todos os níveis, vão parar de se digladiar e se dedicar a cuidar do País?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

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Revoltante

O Brasil se esfacelando diante da pandemia de covid-19. Milhões de desempregados, a que ao longo dos próximos meses se juntarão outros tantos milhões, aqueles que conseguirão sobreviver à doença, mas perderão o emprego pela morte ou agonia de milhares de empresas. Milhões de trabalhadores autônomos sem nenhuma fonte de renda. E os distribuidores de energia elétrica já querem que o governo repasse às contas dos consumidores eventual perda de receita pela queda de consumo?! Esse é o mais perfeito retrato do que é o Brasil, onde cada um enxerga tão somente uns milímetros além do próprio umbigo. Lamentável, deplorável, execrável. Digno de um sonoro palavrão.

RENATO OTTO ORTLEPP

RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Santas Casas

Li, estarrecido, o artigo Socorro prometido não chega às Santas Casas (8/4, A2), de Mirocles Véras, que revela a insensibilidade e ganância da Caixa Econômica Federal: além de absurdas exigências burocráticas, impõe a essas heroicas instituições a absurda taxa de juros de 10% ao ano. Ora, sendo o governo, com a espantosa defasagem da tabela do SUS, o maior causador do rombo nas finanças das Santas Casas, nada mais justo que nesta hora determine à Caixa a imediata concessão do empréstimo a juro zero. Isso para dizer o mínimo, pois, sendo o titular de facto dessa dívida – ou de grande parte dela –, o próprio governo, justamente pela inescusável diferença de valores da tabela do SUS, devia assumi-la, zerando tal passivo das Santas Casas.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

LUIZMLEITAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Hospitais em São Paulo

Faz mais sentido reformar o antigo Hospital Panamericano, um belo prédio em Pinheiros que ocupa um quarteirão e está desativado há mais de 20 anos, do que gastar dinheiro montando e depois desmontando hospitais de campanha. Recuperadas, as instalações desse hospital permaneceriam atendendo a população. Mas, provavelmente, isso não dá tanta mídia quanto montar hospitais de campanha em estádios de futebol.

EDUARDO CARVALHO TESS FILHO

ECTESS@TESSLAW.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

Cartel paulista

A crise provocada pela pandemia do coronavírus diminui a repercussão de um fato relevante: a Ecovias informou ao Ministério Público Estadual (MPE) que 12 contratos assinados pelos governos do Estado de São Paulo desde 1998 foram fraudados por um cartel. Verbas foram destinadas ao caixa 2 de campanhas políticas. E são citados três ex-governadores do PSDB. Como vai ser o encaminhamento dessa acusação?

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Mera coincidência?

Ao tomar conhecimento do acordo entre a Ecovias e o MPE envolvendo a confissão de pagamento de propina e a devolução de R$ 650 milhões pela concessionária, que integrava o cartel que atuou durante anos, logo me recordei da história da destruição da malha ferroviária paulista naquele período. Com efeito, a Fepasa foi cedida quase de mão beijada pelo governo paulista (Mário Covas) ao governo federal (Fernando Henrique Cardoso) para ser incluída no programa de desestatização das ferrovias, sendo, posteriormente, transferida para a Ferroban por migalhas. Interessantíssima a notícia em comento, eis que naquela época a justificativa governamental foi a estratégia de incentivar o desenvolvimento do transporte rodoviário e da produção automobilística.

ULISSES NUTTI MOREIRA

ULISSESNUTTI@UOL.COM.BR

JUNDIAÍ

PRESOS LIBERTOS

 

A Justiça brasileira está libertando presidiários por entender que eles correm risco de contaminação por covid-19 no isolamento das celas. Ao homem de bem é imposto um isolamento pelas mesmas razões. Senhores juízes, tendo explicação, eu aceito!

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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BANDIDOS À SOLTA

 

Conforme matéria do Estadão, a Justiça (?) mandou soltar mais de 35 mil bandidos das cadeias. Porém, quando passar o surto, esta horda de marginais vai para a fila de empregos? Lógico que não! Vão aumentar a violência, com mais assaltos, estrupos, mortes... Qual será o futuro do nosso país?                    

 

Rubens Fernandes sualoc@yahoo.com.br

Itanhaém

 

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TRIÂNGULOS

 

Há, no Mar do Caribe, uma região denominada Triângulo das Bermudas, onde, pregam as lendas, tudo o que passa por lá desaparece, sejam embarcações ou aviões. No Brasil já há área semelhante. Em um ponto, o detentor do cargo máximo na área da Saúde dificulta de todas as formas o uso de um medicamento, o único até agora a apresentar algum resultado contra a covid-19. No segundo ponto estão médicos renomados que já foram curados dessa doença, mas se negam a fornecer informações sobre o tratamento que fizeram. E no último ponto está quem se utiliza desta maldição, esta desgraça, este pesadelo que o mundo vive para se alçar em campanha política, visando às próximas eleições. No meio desse triângulo estamos nós, com nosso barquinho furado, sem remo e sem rumo.

 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TRANSPARÊNCIA

 

Em trecho final do artigo Autoridades, parem de distorcer fatos (Estadão, 8/4), há o seguinte: “A transparência em relação ao que se sabe sob a covid-19 é inegociável”. Um artigo assinado por tanta gente (seis colaboradores) fica com a obrigação de qualificar a atitude do médico David Uip, que, como coordenador do grupo de combate à covid-19 no Estado de São Paulo, se curou do mal e se nega a dizer qual foi o tratamento ao qual foi submetido. Isso é transparência?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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CLOROQUINA

 

A cloroquina tem sido a razão de disputa entre Jair Bolsonaro e Henrique Mandetta. Ora, a solução para esclarecer os incrédulos poderia ser a seguinte: que dez pacientes alcançados pela covid-19 autorizem por escrito serem tratados com a cloroquina, conforme quer Bolsonaro; e, por outro lado, outros dez pacientes, nas mesmas condições de acometimento, sejam tratados nos moldes preconizados por Mandetta. Depois é só contabilizar qual grupo se saiu melhor. Fácil assim.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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OS GRANDES LABORATÓRIOS

 

O mundo inteiro faz doações para aquisição de máscaras para proteção contra o vírus. Personalidades, empresas, indústrias. Campanhas de prevenção são feitas por todos os meios de comunicação, até os cobradores de boletos de serviços. Já os grandes laboratórios são contra o uso da cloroquina, por ser barato, de fácil distribuição, efeito testado para casos extremos da covid-19. A única coisa que fizeram no Brasil até agora foi pedir reajuste dos preços dos remédios em plena crise, o que foi imediatamente rechaçado, adiado pelo governo. Não vi nem li alguma nota ou contribuição de um dos grandes da indústria farmacêutica no mundo e aqui. No mais, continuamos aguardando a vacina milagrosa dos pesquisadores dos laboratórios, institutos e universidades para acontecer o milagre da salvação e aplicar milhões de doses maciças em dólares ou euros nos seus balanços.

 

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INTERESSANTES ABORDAGENS DIALÉTICAS

 

Sobre a matéria Agência de saúde dos EUA autoriza o uso de hidroxicloroquina e cloroquina contra o coronavírus, que foi publicada no Estadão em 30/3, da China veio a pandemia que infelicita a humanidade, todavia dos EUA veio a cura para o grande mal que nos assola. O comunismo versus o capitalismo, a doença e a cura, interessantes abordagens dialéticas.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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RELAÇÃO BRASIL-CHINA

 

O Brasil não tem nada a ganhar brigando com a China, muito pelo contrário, temos muito a perder. Não é exagero afirmar que a China carrega o Brasil nas costas, é disparado a maior compradora do agronegócio brasileiro, qualquer deterioração das relações com a China será catastrófica para a economia brasileira. Diante desse cenário, resta ao Brasil demitir sumariamente o ministro Abraham Weintraub, que fez piada ridicularizando os chineses. A demissão com pompa e circunstância do péssimo ministro da Educação, junto com um pedido irrestrito de perdão do governo brasileiro, poderá assegurar a manutenção das lucrativas relações comerciais com a China, nossa querida e insubstituível parceria comunista.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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É TRÁGICO

 

Será que o iluminado ministro da Educação brasileiro tem a consciência de que é necessário ser poliglota para ter um sotaque de estrangeiro? Trata-se daquele ministro que repetitivamente provou que nem monoglota é. Mal domina a própria língua materna, nem escreve corretamente o próprio nome. “Weintraube” é alemão e se escreve com “e”. Mas quem tem sotaque brasileiro pronuncia o “e” de qualquer forma, então para que escrever? Seria cômico, se não fosse trágico...

 

Henrik Monssen hmonssen@yahoo.com

São Paulo

 

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ENQUADRADA

 

Parece ter chegado a hora de as nações do mundo livre e democrático enquadrarem a China e nós, brasileiros, mais especificamente, enquadramos este embaixador que pensa ser maior do que as autoridades brasileiras. Com efeito! O mundo sofre porque a China demorou a divulgar o que acontecia em Wuhan. O embaixador precisa entender que no Brasil prezamos a liberdade de expressão.

 

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

 

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INDENIZAÇÃO

 

Quantos trilhões de dólares a China está separando para ressarcir os países afetados?

 

Walter Tranchesi Roriz wtroriz@hotmail.com

São Paulo

 

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ACABOU

 

Quando acabar esta crise, a China nunca mais será olhada com admiração.

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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CEGOS PELA GANÂNCIA

 

Em 1938, o deputado Winston Leonard Spencer Churchill discursou no Parlamento inglês conclamando o mundo a se unir na contenção de Adolf Hitler. O primeiro-ministro Neville Chamberlain, em coro com outros deputados, enfureceu-se contra aquele deputado “beligerante e até irresponsável”, argumentando que o desenvolvimentista Hitler não estava atacando ninguém. Churchill perguntou-lhe: e para que ele está se armando tanto, acaso para exibir nas vitrines? Em 1940, Chamberlain, aturdido e atônito, zumbriu-se diante daquele deputado “beligerante”, rogando-lhe que assumisse o governo. Ele aceitou para conduzir a resistência ao nazifascismo, no que se saiu muito bem, não sem sacrifícios inenarráveis e perdas irreparáveis ao planeta. Que falta está fazendo ao mundo um grande estadista! A avidez de lucros fartos e fáceis cegou empresários, economistas, governos e políticos, beneficiando-se da mão de obra semiescrava da despontante China, transformando-a numa monopolista fornecedora barata, ainda que para tanto tivessem de fechar suas fábricas ocidentais e promover o desemprego em seus países. Essa concentração industrial num único país, mormente tratando-se de uma ditadura tirânica com pretensões expansionistas/ imperialistas, tanto quanto o nazismo e o stalinismo, nunca convenceu este velho bronco de que estivesse certa. E agora, José?

 

Walter Barreto de Alencar walteralencar30@gmail.com

Salvador

 

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DONA DO BRASIL

 

Antigamente, era a “pastelaria do chinês”. Foi o começo. Hoje, são companhias elétricas, como a Cesp em Chavantes (SP), o Porto de Paranaguá, fazendas, cooperativas agrícolas, etc. Hoje a China não quer o Brasil como parceiro, ela quer ser dona do Brasil, e, pior, está conseguindo. Imaginem a China, com toda a tecnologia que foi repassada a ela por ganância do mundo, com os dólares, com a mão de obra abundante (1,5 bilhão de habitantes), sendo dona do Brasil, que tem terras, clima bom e, se fosse bem administrado, seria o celeiro do mundo. Só cego não enxerga. O que a China precisa é de arroz e de boicote aos produtos da China. O mundo precisa fortalecer o mercado interno de cada país.

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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VÍRUS POLÍTICO

 

Nunca se leu e ouviu tanta bobagem quanto agora, justamente num momento em que deveriam prevalecer o bom senso e a verdade para diminuir os impactos de uma crise internacional inevitável. Nunca se viram tantas fake news tão perversas e desumanas. A pandemia e a consequente necessidade de fazer o isolamento social, provocadas pela covid-19, também têm servido para muita gente que prega o quanto pior, melhor tentar provocar um caos ainda maior, e as redes sociais são uma das ferramentas utilizadas para aumentar o clima de intranquilidade e terror. A última desta gente desocupada e doente é insistir em que o coronavírus é “uma farsa e o vírus é político em nome de uma tal ordem mundial (faltou combinar com os outros países) liderada, principalmente, pela Rússia e pela China”. Alguns áudios e vídeos destes aloprados dizem, ainda, que a gripe não é nada demais e que alguns dos que nos lideram e querem quebrar o País são representantes do Congresso Nacional e do STF, ministros, governadores e prefeitos. Contrariando organismos técnicos e científicos como, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde, eles colocam mais gasolina na fogueira ao dizer que “políticos e imprensa têm objetivos econômicos e querem até derrubar o presidente Bolsonaro”. Uma pena que uma doença gravíssima como esta, que vem vitimando milhares de pessoas ao redor do mundo, além de todos os problemas advindos dela, ainda seja vista como uma “gripezinha” e um vírus político. Uma pena que circule por esta importante ferramenta – que deveria servir para informar e advertir sobre maneiras e métodos verdadeiros para salvar vidas – tanto lixo e desserviço, compartilhados por pessoas portadoras de outra doença grave: a maldade.

 

João Direnna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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DESTEMPERANÇA DESGRAÇADA

 

Enquanto a epidemia se alastra no Brasil, brigam Executivo com ministros e com políticos; no Congresso Nacional, brigam entre si e com todos; no Judiciário brigam e se cutucam dentro e fora dos pilares da justiça. Os Três Poderes se embolam entre socos e acusações, enquanto, silencioso e feroz, sem saber quem é quem, se ministro, governador ou cidadão comum, o vírus vai se apoderando de cada corpo. Não se ouve ou vê qualquer ação de união, estratégia conjunta ou trato da coisa pública com comando para combater o inimigo único e fatal chamado coronavírus. Vemos somente mesquinharias, cutucões, socos, rasteiras e aspectos de traição. O povo brasileiro deveria ser a maior prioridade destes que comandam a Nação e a maior, primeira e única preocupação, salvar os brasileiros deste monstro devastador.

Ofendem China, EUA, Rússia e outros, mas não olham para os nossos cidadãos, os filhos desta nação. Pior do que tudo isso é que fazem o que fazem, brigam e se desesperam por uma única causa: saber quem vai se sentar no trono. Esta destemperança desgraçada leva os poderes, a Nação e os brasileiros ao caos do “salve-se quem puder”. Os oportunistas, os políticos, os demagogos, os que noticiam o fim do mundo e pregam a devastação verão Deus varrer para o inferno um por um, até que esta nação esteja limpa e desinfetada, livre destes podres cidadãos.

 

Eugenio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

 

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TERRA À VISTA

 

Neste pandemônio da pandemia, estamos já cansados de receber tantas notícias tristes e desanimadores. Contudo, situações positivas aconteceram. A solidariedade passou a ser um artigo em evidência a ser compartilhado e o reconhecimento da população à dedicação com que os agentes de saúde atendem os pacientes, medicando e animando, num esforço às vezes sobre-humano, aparece até com aplausos. Já no aspecto tecnológico, a internet se mostrou um item imprescindível em todos os sentidos. E entender a computação, uma necessidade tal qual a alfabetização. Existem aplicativos para todos os fins. Ante a abrangência do tema, atenho-me aos de delivery, que permitiram que estabelecimentos e serviços já preocupados com esta opção de atender clientes, desenvolvendo sites de produtos para vendas online, tivessem neste momento de isolamento sua única fonte de sobrevivência econômica. Essa talvez seja a nova revolução do sistema de vendas. Se antes a presença do comprador ou usuário era fundamental para a concretização de um negócio, hoje verificamos o quão secundária pode ser. O campo a ser explorado pela área comercial ainda é grande. Portanto, há chances de crescermos se todos os envolvidos, usuários e provedores, se integrarem nessa missão. O mundo não é só tragédia.

 

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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PONTO PARA AS EMPRESAS DE TECNOLOGIA

 

Quais são as atividades que podem continuar sem qualquer alteração em tempos de pandemia? As remotas e as automáticas. Por exemplo: a telecomunicação, as atividades bancárias, o comércio eletrônico, a educação à distância, sistemas totalmente automatizados, os remotamente controláveis, entregas e transporte por meio de veículos sem motorista, a internet, etc. A humanidade parou, mas suas máquinas não. Isso fez com que a fragilidade humana e a vantagem do uso da tecnologia ficassem mais claras do que nunca. Este fato certamente não passará despercebido no desenho da retomada que virá a ocorrer após esta grande crise. Ponto para as empresas tecnológicas, cujas soluções serão cada vez mais utilizadas. E de forma acelerada. Pelo menos, até que surja um vírus na rede que nos obrigue a desligar as máquinas.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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SP NA ERA DA PEDRA

 

Os resultados de exames feitos na AME Idoso-Oeste (na Lapa, fone 4280-1950) têm de ser retirados pessoalmente. Em pleno século 21, o Estado de São Paulo encontra-se defasado no tempo. Em qualquer lugar do mundo as pessoas retiram os resultados de exames, quaisquer exames, via internet. No caso de uma AME que atende apenas idosos, com muito mais razões a facilidade deveria estar disponível. Neste momento de quarentena em que o governador João Doria está todos os dias na mídia falando sobre “ficar em casa”, a impressão é de que tudo é marketing político, nada mais.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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‘CARÊNCIA DE TUDO’

 

O médico Raphael Parente, do Conselho Federal de Medicina, reclamou em carta ao Fórum dos Leitores (7/4, A3), com razão, de decisões de sucessivos governos que prejudicaram o desempenho de sua profissão. Todavia, falseia ao dizer que os médicos brasileiros sofrem com salários horríveis. O programa Médicos Pelo Brasil, por exemplo, começa com salário de R$ 12 mil, podendo chegar a R$ 31 mil. Em 2013, o governo de Mato Grosso já oferecia salário de R$ 30 mil a médicos que se dispusessem a trabalhar no interior. Em qualquer lugar, um médico, mesmo que mal formado, recebe R$ 1 mil por um plantão de 12 horas. No ano passado, a Federação Nacional dos Médicos divulgou o piso salarial de R$ 14.619,39 para apenas 20 horas de trabalho por semana. Nos Estados, médicos dos Detrans recebem, em média, R$ 100 por consulta que é a mais simples possível e não dura 15 minutos. Alguns nem sequer se levantam da cadeira para medir os batimentos cardíacos e tirar a pressão de quem é obrigado a pagar em dinheiro pela consulta. A propósito, medicina é a única profissão de pleno emprego no Brasil. Aqui, o médico só não trabalha, e ganhando bem, se não quiser. E não vale a conversa de que custam caro porque estudaram muito. Engenheiros estudaram tanto quanto, mas custam barato, isso quando têm trabalho.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

 

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PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Estes vão para a morte salvando vidas. Espero que o Brasil aprenda que estes profissionais são heróis e deveriam ganhar o que ganham jogadores de futebol. Que esta pandemia nos ensine quem é importante para nossa vida.

Roberto Moreira da Silva  rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

 
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