Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Previsões sombrias

Com muito atraso e, de certa forma, só depois da pressão do Congresso, o governo federal acerta com suas medidas de ajuda a empresas, a trabalhadores com carteira assinada, a informais, a beneficiários do Bolsa Família, etc. Um contingente em torno de 120 milhões de pessoas que devem receber por três meses recursos para tentar sobreviver ao caos que se instalou na atividade produtiva por causa da pandemia do coronavírus. Sem que se evite, infelizmente, a previsão de mais 5 milhões de desempregados, somados aos 12 milhões já existentes. Segundo pesquisa do Sebrae, em nove de cada dez pequenos e micronegócios o faturamento caiu 69,3% numa única semana. Nessas condições estão 89,2% dos 17,2 milhões de empresas desse porte, que empregam milhões de trabalhadores e cujo fechamento o Congresso e o governo precisam urgentemente encontrar saídas para evitar. Em meio a esse caos de dificuldades, o presidente do Bradesco revela que a demanda por crédito aumentou dez vezes, de R$ 2 milhões para R$ 20 milhões por dia. Os bancos Santander, Itaú e Bradesco estão prorrogando dívidas dos clientes por 60 dias. E se for preciso, lá na frente podem ser mais elásticos. Mesmo com todos esses esforços, todavia, é sombria a previsão de queda de até 4% do PIB neste ano. Um cenário que clama por união de todos, deixando de lado o nefasto “nós contra eles”.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Solidariedade já

Grande parcela dos brasileiros vive da informalidade e muitos foram atingidos pela perda de seus precários empregos em decorrência da paralisação das atividades econômicas. Toda essa gente deixou de ter renda e, sem dinheiro, não há comida. Para sobreviver precisa da ajuda de quem ainda pode. O que para muitos pode parecer pouco, é muito para quem nada tem. R$ 100 de arroz e feijão podem garantir a alimentação de uma família por um mês. É hora de união num país que foi impiedosamente dividido de várias formas nos últimos anos. Quem pensa apenas em sobreviver deve lembrar-se de que sua sobrevivência dependerá da sobrevivência dos que estão ao seu redor. Há instituições confiáveis (centros sociais, igrejas, etc.) onde poderemos deixar nossa contribuição. Mãos à obra! Quem pode faça, mesmo que seja pouco. Deus abençoa.

JOMAR AVENA BARBOSA

JOAVENA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Dura realidade

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, anunciou um corte de R$ 150 milhões nas despesas da Casa, dinheiro a ser aplicado nas ações contra a covid-19. Boa iniciativa. Aliás, todos os imensos recursos que, no Orçamento da União, são destinados ao funcionamento dos três Poderes da República poderiam de há muito ter sido reduzidos na proporção das necessidades básicas e essenciais da sofrida população brasileira. Qual o sentido de edifícios palacianos majestosos para uso de administradores, magistrados e representantes de um povo tão carente e empobrecido? E qual o sentido de esse mesmo povo pobre ter de sustentar tantos apaniguados, tantos assessores e tantas benesses e mordomias numa estrutura que deveria funcionar na exata medida indispensável para o desempenho de suas funções? Esperemos que após a pandemia as mudanças que todos predizem alcancem uma melhor adequação entre o fausto das instituições públicas e a dura realidade da sociedade.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Razão e sensibilidade

Com um número imenso de desempregados no País, com tendência a aumentar dramaticamente, é incompreensível a insensibilidade das altas esferas do serviço público, em todos os níveis e Poderes, omitindo-se de promover um corte de gastos via redução de jornada e salários do conjunto do funcionalismo, excluídos os serviços essenciais. Trata-se das categorias mais bem remuneradas, muitas vezes de forma até indecente, acima do previsto em lei. Abrir mão de parte desses valores poderia amenizar o sofrimento dos brasileiros menos favorecidos e, ao mesmo tempo, dar fôlego às empresas para que possam manter os empregos.

SAVÉRIO CRISTÓFARO

SCRISTOFARO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Mazelas reveladas

Foi preciso uma pandemia para as eternas mazelas brasileiras serem reveladas. Por exemplo, a máscara N95, o tema do momento, é feita com uma malha fina de polímero sintético, que é um tecido não malhado de polipropileno obtido pelo processo chamado sopro por fusão. Pesquisando o assunto, constatei a existência de diversos projetos em universidades e na iniciativa privada buscando a fabricação dessas máscaras, como a Universidade Federal do Maranhão, já em fase de certificação do seu produto. Considerando a existência do amplo parque industrial brasileiro, fica a pergunta: por que até o presente não se fabricam, em quantidade suficiente, essas máscaras no Brasil? Se a resposta for que o produto chinês é mais barato, que tal os nossos industriais buscarem subsídios para fabricá-las, considerando tratar-se de artefato de interesse sanitário, em vez dos pleitos recorrentes de benesses tributárias e de financiamentos com juros na bacia das almas?

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Direitos e garantias

Sem fazer juízo do mérito político, perguntamos: é constitucional o governador do Estado de São Paulo monitorar as pessoas atrás das concessionárias de telefonia celular?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

Ecovias

Afinal, em que malas foram parar os milhões em propinas confessados pela Ecovias? Com a palavra o PSDB.

PAULO CELSO BIASIOLI

PCBIASIOLI@YAHOO.COM.BR

LIMEIRA

PÁSCOA

 

A Páscoa católica, a ortodoxa e a judaica são comemoradas no mês de abril, embora em datas distintas. O momento de reflexão, em meio ao isolamento social, é uma oportunidade de interiorização dos pensamentos em busca de conforto espiritual. O equilíbrio com a vida real será diferente após o fim do confinamento a que estamos todos submetidos por causa do novo coronavírus. O mundo que existia até 2019 não voltará mais, depois da pandemia. Os anos 20 do presente século vão marcar a mais dramática virada na história da humanidade desde a crise de 1929.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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TUDO NOVO

 

Talvez a festa da Páscoa não tenha para nós o mesmo apelo afetivo que outras, como o Natal, por exemplo. Mas, na Páscoa, não estamos celebrando uma lembrança, algo que já se foi e que procuramos não esquecer. Na Páscoa vivemos o que vivemos todo dia, se é que somos cristãos. Vivemos, festejamos, saboreamos a presença de Jesus entre nós. Alegremo-nos com sua presença, com sua atenção, pela companhia que nos faz. Olhamos para ele, o que vive entre nós e nos faz viver e tudo se torna mais claro e mais simples para nós. Não lemos suas palavras, mas ouvimos sua voz e escutamos o que nos diz. Páscoa é vida, é presença, esperança e certeza. Porque Jesus ressuscitou e está de pé, tudo é novo para nós, tudo é possível, tudo está garantido. Feliz Páscoa para nós!

 

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

 

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SE JESUS VOLTASSE HOJE

 

Jesus, Luther King, Sócrates, Ghandi, todos mortos por praticarem a elevação humana com conhecimento e solidariedade. Seus algozes ainda estão por aí. Os hipócritas na Páscoa e no Natal, diante de crises humanitárias como a da gripe, tiram suas máscaras. Se Jesus voltasse hoje, de novo o venderiam por 30 moedas e o matariam, acusando-o de comunista, gay, pobre, negro, refugiado, etc. Patifes sempre inventam justificativas para sua ganância e atraso humano.

 

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

 

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MENSAGEM DE PÁSCOA

 

Ao elaborar perfume num recipiente, o primeiro a ficar perfumado é o recipiente; quando colocamos lixo putrefato num balde, o primeiro a se contaminar com os odores mefíticos é o balde. Com os seres humanos não é diferente, se emitimos sentimentos superiores de amor, paz, harmonia, benevolência, os primeiros beneficiados somos nós, antes de alcançar o destino colimado; da mesma forma, se emitimos sentimentos inferiores de ódio, vingança, inveja, malquerença, os primeiros atingidos somos nós, as usinas geradoras, antes do objetivo visado que, muitas vezes, segue incólume, a depender da psicosfera individual formada. E pior, esta carga negativa vai paulatinamente minando o organismo psíquico, causando sequelas transmissíveis ao somático, aí causando enfermidades e desgastes físicos precoces que podem apressar a época prevista para retorno à espiritualidade. Pior ainda, na outra dimensão da vida, isso, amiúde, é considerado suicídio lento com a consciência impondo correções que podem ser penosas. Feliz Páscoa.  

 

Walter Barreto de Alencar walteralencar30@gmail.com

Salvador

 

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FINAL FELIZ

 

Analogamente ao que o historiador Eric Hobsbawm caracteriza, em sua massiva obra A Era dos Extremos, o período abrangido entre o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e a queda da União Soviética, em 1991, como o “curto século 20”, é lícito especular que o século 21 se tenha iniciado em 2020, com a eclosão da pandemia do coronavírus, que, ao que tudo indica, introduzirá na sua esteira profundas transformações em termos de comportamento e de aplicação de novas políticas pelos governos, com desdobramentos imprevisíveis, associados a conflitos de interesse e ao aparecimento de novas  hegemonias que certamente advirão. Como, porém, ainda não é possível aproveitar a vantagem da retrospectiva, diferentemente do momento em que a famosa obra foi publicada, em 1994, não há, é óbvio, como ter nem uma tênue ideia de como e quando o presente século terminará. Torçamos por um final feliz.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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a.C - d.C

 

Nesta segunda década do século 21, o mundo pós-covid-19 verá o início do declínio do poderoso império americano e dos biliardários petroreinados árabes, enquanto se dará a consolidação do novo império chinês. Com efeito, nada será igual ao que era até poucos meses atrás: a.C. - d.C. Quem sobreviver verá...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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CONTRA A POLARIZAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA

 

Não sou contra o debate aberto e franco, muito pelo contrário. A oposição às nossas ideias nos fazem refletir e reavaliar com mais critérios. Sou a favor da discussão ampla, sincera e plural. Tudo isso representa um dos importantes pilares de qualquer democracia, seja ela madura ou cambaleante e incipiente, como a nossa. Porém preocupa-me demasiadamente a polarização beligerante que, parece, tomou conta do Brasil nestes já tão conturbados dias de pandemia e procura incansável de soluções para ela. A impressão que tenho é de que a dicotomia saúde x economia invadiu nosso querido País, já tão combalido por outras mazelas, e os dois lados digladiam-se diariamente em busca da razão a qualquer custo e da verdade absoluta, num embate desnecessário e infrutífero. Cada um dos dois lados age de maneira sectária e intransigente gerando polarização totalmente insana e descabida. Não precisamos de combates irracionais entre “dois lados”,  não precisamos de antagonismo inconsequente, não precisamos de animosidades gratuitas neste momento tão peculiar (ao menos para esta geração) e tão indefinido em relação ao futuro próximo. Precisamos, sim, de equilíbrio, precisamos  de uma dosagem adequada (que não é fácil) entre saúde e economia, precisamos, sim, discutir civilizadamente buscando consenso e tentar obter o melhor de todos que apresentam sugestões e opções para a crise atual. Precisamos de vigor para defender nosso ponto de vista, e, na mesma intensidade, humildade para reconhecer eventuais equívocos. Precisamos aprender a ouvir antes de rebater; refletir antes de concluir. Enfim, mais racionalidade e menos arroubos. Precisamos de união para atingir a solução “possível”  neste momento  de angústia generalizada, pois talvez a solução ideal seja impraticável por diversas circunstâncias. Principalmente, tempo. E um dos caminhos para tudo isso é, sim, o debate, mas debate com responsabilidade, com coerência, com maturidade, com altruísmo, desprovido de interesses político-partidários, alheio a motivações de cunho pessoal e isento de rancores ideológicos. Um debate devotado ao coletivo, ao invés do individual. Será que vamos conseguir trilhar tal caminho?

 

Ricardo Ribeiro do Val ricardorval@yahoo.com.br

Fortaleza

 

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UM EXEMPLO POR DIA

 

Quando a saudade bater, o presidente Jair Bolsonaro sai às ruas, sem máscara, para cumprimentar o povo, em claro desafio às orientações do ministro Luiz Henrique Mandetta, dos infectologistas e da maioria dos governadores dos Estados. Sendo ele o “infectologista-mor”, mostra a hidroxicloroquina sem preocupação com as consequências do uso indiscriminado deste medicamento e da possibilidade da sua falta no mercado, já que o Brasil não produz sua matéria ativa. A mensagem é clara: a covid-19 não passa de uma “gripezinha”, que pode ser tratada com o referido santo remédio. Ou seja, o isolamento social é exagero, basta o (impraticável) isolamento vertical. Em comparação, a chanceler alemã, Angela Merkel, optou por quarentena voluntária porque seu médico foi infectado, embora ela não. Duas placas são sempre visíveis nas entrevistas diárias da cúpula do governo do Reino Unido: “Fique em casa” e “salve o sistema nacional de saúde”, do colapso, obviamente. O exemplo vem de cima, e o nosso está com os sinais trocados.

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

  

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CRIANÇA TEIMOSA

 

O presidente Bolsonaro, além de não dar o exemplo, está parecendo uma criança teimosa, pois, mesmo a OMS e o Ministério da Saúde alertando sobre a importância de fazer o isolamento social, a criança não quer escutar nem obedecer, e também não escuta os pais. Então, provavelmente, o castigo será dado pelo vírus – e aí, quem sabe, ele vai aprender.

 

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

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OPORTUNISMO

 

O fato de Bolsonaro estar errado no distanciamento social não transforma Maia, Alcolumbre, Doria, Lula, Globo e companhia em super-heróis. Continuam oportunistas de última hora. Se estes são a alternativa que temos, Bolsonaro vai ficar por mais oito mandatos.

 

Stefano Orsi orste46@gmail.com

São Paulo

 

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ENDURECENDO O ISOLAMENTO

 

Sobre a matéria Doria promete mais rigor e até prisão se isolamento não aumentar em São Paulo (Estadão, 10/4), o governador Doria, um antigo traíra de Bolsonaro, em cuja onda se elegeu, agora, como aprendiz de ditador estadual, inventa prisões de infratores a seus decretos inconstitucionais de isolamento. O cidadão “infrator” vai ser preso, mas depois será solto, pois, além de não ter infringido o Código Penal, terá de ser solto porque muitos bandidos de verdade também estão sendo soltos. Eis as contradições do minitirano.

                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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A FOLIA DA PESTE

 

Desacreditado o telejornalismo pautado pelas panelas, o presidente da República resiste a sucessivos complôs. O ministro da Saúde está onde estava. A cloroquina vence a morte nos hospitais. O coronavírus avança em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará, cujos governadores – João Doria saltitante à frente – viveram o carnaval excitados com multidões nos blocos de rua, sob câmeras e holofotes da TV Globo, bico calado, o coronavírus largado na China, noticiado no mundo. Em São Paulo, Rio e Fortaleza, o enredo era faturar popularidade e grana.

 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

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DE PROVISÓRIO A DEFINITIVO

 

Montar e desmontar hospitais de campanha assemelha-se a montar e desmontar arquibancadas para o desfile de carnaval, prática que perdurou por muito tempo na cidade do Rio de Janeiro, até que um governador estadista, Leonel de Moura Brizola, resolveu acabar com a farra carnavalesca e construir uma passarela com arquibancadas em caráter definitivo. Assim, com vários prédios vazios e desocupados, por que não transformar o que é para o temporário da pandemia de covid-19 em definitivo para o que será para tantas doenças que castigam a população em todos os tempos, inclusive nos tempos sem pandemia, diariamente, e sem os hospitais suficientes?

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SEMPRE À ESPERA

 

Nestes tempos da covid-19, nunca se viu tanta preocupação com os pobres, parece campanha eleitoral. O discurso está na boca de todo político, mas na hora em que essas pessoas precisam de atendimento, não há. Fica sempre a pergunta: e quando houve?  Há 30 mil testes aguardando resultado para covid em São Paulo. Não há testes para 200 milhões de pessoas, porém uma pergunta sempre fica na cabeça do cidadão: e os políticos, fizeram o teste? Os leitos estão garantidos? Então, sempre foi assim. Doenças vão e voltam, e nós ficamos sempre à espera do discurso virar prática.  

 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A EMBAIXADA DA CHINA

 

Acredito que o embaixador chinês está exorbitando de suas funções ao reunir-se com governadores de Estado que estavam em discordância com o presidente da República, com o presidente da Câmara, criticar ministros e ações do governo e negociar ajuda a Estados – sempre sem a interlocução do Itamaraty.

 

Marilene F. Goncalves mm.cruz23@icloud.com

Vinhedo

 

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FORNECEDORA MUNDIAL

 

Para combater a pandemia do coronavírus, todos os países estão importando tudo da China, máscaras, respiradores, remédios, etc. E a China tem tudo para pronto embarque, faturando barbaridades. É muita coincidência, não é? Segundo a OMS, foram registrados apenas 583 casos de coronavírus em Pequim e 526 em Xangai até 3 de abril. Dá para acreditar?

 

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

 

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NUNCA SABEREMOS

 

Imaginem se a origem da covid-19 tivesse sido no Brasil, o que diriam alguns brasileiros e o mundo. Mas, como foi na China, a repercussão foi mínima e, talvez, nunca se saiba como de fato aconteceu. Que retrato da vida vivemos, parece existir um mundo obscuro.

 

Manoel Edilberto Fernandes Modesto manoefa@gmail.com

São Paulo

 

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EUA-CHINA

 

O presidente Donald Trump ameaça não vai financiar a Organização Mundial da Saúde (OMS) porque a instituição não orientou adequadamente os Estados Unidos e fez o contrário com a China; diz o presidente norte-americano que a OMS é mais política do que técnica e que serve ao país asiático. Como é possível que um vírus possa atingir todos fisicamente e, principalmente, também politicamente? Muitos países seguem as orientações internacionais sobre saúde e podem estar sujeitos aos interesses chineses? Trump proibiu a venda de empresas americanas aos chineses, o que demonstra sua desconfiança sobre as atitudes do gigante oriental com relação ao comércio e poder global. No Brasil, os chineses já demonstraram o interesse de comprar empresas brasileiras, especialmente do agronegócio. Faz sentido: o país mais populoso do mundo compra empresas que mais produzem alimentos no planeta.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘NINGUÉM FICA PARA TRÁS

 

Sobre o editorial Ninguém fica para trás (10/4, A3), agradeçamos o empenho do presidente da República e de toda a sua equipe para repatriar nossos 11,5 mil irmãos. E ainda faltam chegar mais de 5 mil irmãos. A luta continua!

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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TESTES

 

Por que aplicar testes nos pacientes à beira da morte? Apliquem testes nos que estão sem sintomas, como fez a Coreia do Sul, e só depois de três meses faleceu um doente.

 

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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