Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Trágico momento

O que estamos passando na economia ainda não é nada do que acredito que nos espera, a depender da duração da paradeira. Negócios, se já vão mal, vão ficar pior por falta de movimentação econômica. O que não foi produzido e/ou consumido já era. Não tem volta. Produção e consumo não vão crescer o necessário para compensar o tempo de inércia. Some-se a tudo isso a falta geral de dinheiro. Por ora o melhor a fazer é aproveitar toda oferta de crédito do governo e se capitalizar ao máximo para suportar minimamente o que vier. Os valores são significativos, têm carência, juros compatíveis e prazo para pagar. É melhor do que nada. Diante da fragilidade da nossa economia, o governo federal não tem muito mais a fazer. Mesmo aumentar a dívida pública é um caminho que não sabemos se será suficiente. Precisaríamos de muitos bilhões, mas aqui não é a Alemanha nem os EUA. A recessão será brava e muitos ficarão pelo caminho. Gostaria de estar errado, mas não creio. Preparemo-nos.

MARIO COBUCCI JUNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Futuro em pauta

Excelente o artigo O Brasil depois da covid-19, de Rubens Barbosa (14/4, A2). A pandemia vai passar, sim, mas o futuro tem de ser discutido. Afinal, precisamos assegurar vidas.

SÉRGIO LUÍS MARIANO

SERGIO.L.O.MARIANO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O mesmo de sempre

Passado o tumulto do vírus, ninguém sabe quando, o País da privilegiatura, da maior democracia da América Latina, ou, quem sabe, do mundo, vai continuar sendo a mesma coisa de sempre. Os três Poderes continuarão harmônicos e independentes e os privilegiados continuarão na mesma categoria. A economia estará um pouco pior e o déficit público, bem maior, para sanar as dívidas de Estados e municípios, que continuarão a gastar mal, mantendo o padrão e os privilégios. Não vai mudar nosso sistema de saúde, nem o de educação. Afinal, o ente burocrático é voraz e indestrutível.

CARLOS VIACAVA

CV@CARLOSVIACAVA.COM.BR

SÃO PAULO

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PL 149

Os “nobilíssimos” deputados federais estão a esfolar a galinha dos ovos de ouro – o povo – ao aprovarem o Projeto de Lei n.º 149 sem contrapartida dos Estados e municípios.

ANTONIO MANOEL VASQUES GOMES

AMAVAGO@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Impostômetro

Nos primeiros cem dias de 2019 o Impostômetro apresentava o valor acumulado de R$ 718,7 bilhões. No mesmo período de 2020, esse valor foi de apenas R$ 591,9 bilhões, uma redução de 17,6% na arrecadação de impostos no Brasil. A liberação de verbas emergenciais em razão do covid-19 agrava mais o rombo nos cofres públicos. A recuperação do Brasil antes da pandemia já estava difícil. Agora a equipe econômica vai ter de se superar ou deixaremos uma bela dívida de herança para as gerações futuras. As autoridades dos três Poderes precisam arregaçar as mangas e trabalhar para tirar o Brasil da rota de colisão com esse iceberg. Na verdade, afundando já estamos há muitos anos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Celeuma viral

A covid-19 está promovendo em nosso país a maior e mais beligerante divisão entre quem assume ser a favor ou contra as recomendações do Ministério da Saúde. Nessa luta inglória, quem sai perdendo é o povo, que ainda não entendeu – ou faz ouvidos moucos – a trágica proliferação do vírus entre nós. Uma vida vale mais que todo o PIB, vale mais que milhões de empregos perdidos, vale mais do que empresas fechadas. Enfim, não tem preço. Os países que estão sendo mortalmente feridos pela covid-19, os que serviram de exemplo para o nosso presidente, tratando-a como uma simples “gripezinha”, se deram muito mal.

ALOÍSIO A. DE LUCCA

ALOISIODELUCCA@YAHOO.COM.BR

LIMEIRA

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Minha casa, minha vida

A propósito da prudente e inquestionável recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil de se manter a tediosa quarentena em casa para evitar o contágio da mortífera covid-19, cabe, por oportuno, citar marquês de Maricá: “Quem não faz sacrifícios não alcança benefícios”.

J. S. DECOL

DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Folha de pagamento

O governo federal anunciou o financiamento por dois meses da folha de pagamento de empresas com faturamento até R$ 10 milhões. Acontece que os bancos estão restringindo o financiamento. Só vão atender clientes que já tinham a folha de pagamento vinculada a eles. Um absurdo.

VICTOR HUGO ISOLDI CASTANHO

VICTORHCASTANHO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Mais louvável ainda

Os bancos Itaú, Bradesco e Santander anunciaram que farão doações bilionárias para combater a pandemia do novo coronavírus. Empresas como a Ambev, Vale e Gerdau, entre outras grandes companhias, também anunciaram iniciativa semelhante. Mas que comecem pela melhor iniciativa: não demitir seus funcionários.

JOSÉ EDUARDO VICTOR

VICTORJOSEEDUARDO@GMAIL.COM

JAÚ

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Tablet para presos

Em vez de o governo distribuir tablets para os presos se comunicarem com a família (coitadinhos, tão isolados), que tal fazer essa mesma caridade para os professores darem aulas dignas e para outros servidores que necessitam fazer uso de home office? Haja demagogia...

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

A PREVISÃO DO BANCO MUNDIAL


Prevê o chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe que o Brasil perderá este ano 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em razão do coronavírus. Será a maior das quebras. Não serve de consolo, mas destaca o Banco Mundial que, pior do que nós, a Argentina perderá 5,2% e Equador e México, 6% cada. As autoridades precisam cuidar do lado médico da pandemia, mas não esquecer o econômico, pois quando o mal acabar precisaremos ter condições de trabalhar e produzir. É preciso abandonar a fogueira de vaidades e a interesseira linha político-eleitoral da situação. Não esquecer que, mesmo com a covid-19 atuando, também existem dengue, sarampo, zika, chikungunya e outros males endêmicos que também matam e que só neste ano já custaram a vida de 200 brasileiros. Já enfrentamos inúmeras pandemias, epidemias e surtos, mas em nenhum deles mandou-se parar tudo. Os responsáveis devem se certificar de que essa é a única providência cabível, porque, caso contrário, terão muitos problemas a enfrentar, além, é lógico, da impopularidade que poderá advir do sofrimento e da miséria da população desempregada, desesperada e com fome.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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DOAÇÃO


A doação de R$ 1 bilhão pelo Banco Itaú para o combate à covid-19 demorou a sair, afinal os bancos no Brasil são os que cobram os juros de cartão mais caros do mundo, taxas de administração aviltantes, sem dizer cobranças nunca explicadas aos correntistas. Ademais, lucram como em nenhum outro país do mundo e apenas cinco bancos controla um país de mais de 200 milhões de correntistas. Acho R$ 1 bilhão.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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R$ 1 BILHÃO


Confesso que agora fiquei preocupado com a saúde do Itaú. Será que não vai fazer falta?


Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto


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BANCOS FECHADOS


Concordo plenamente com a mensagem do leitor sr. João Magro Ventura (Fórum dos Leitores, 10/4), quando ele cita que gerentes de banco da nossa conta pessoal estão afastados ou em home office. Sou cliente de um dos maiores bancos do País e durante duas semanas a minha agência ficou fechada. Para minha infelicidade, no meio deste período, tive problemas com os cartões de crédito e da minha conta pessoal, além de não ter acesso às minhas aplicações. Fiquei totalmente no escuro. Fui à minha agência e, depois de pedir insistentemente, veio um gerente que me atendeu e a outras pessoas também do lado de fora da agência. Continuei com os cartões bloqueados e realmente ele conseguiu me tranquilizar quase que totalmente em relação às minhas aplicações. Não estou acostumado com isso, já que sou médico. A minha formação profissional é totalmente diferente, pois fazemos um juramento.


Arnaldo de Queirós e Almeida arnaldodequeiros@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)


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A VOLTA E A REALIDADE


Estamos completando um mês de quarentena. E o Brasil não é os EUA. Por exemplo, quantas empresas têm capital de giro para aguentarem dois meses sem faturar e estão apostando nas perspectivas de 2020? Tampouco o apoio dado às nossas empresas na crise foi como o americano. Como resultado, vários trabalhadores, quando chegar a hora de voltar, não terão para onde. Diversos ficarão sem nem sequer receber a indenização trabalhista. Pelo menos até a ação da Justiça. Sem faturamento não há recursos. E pegar em bancos é impensável. No capitalismo, o objetivo das empresas é o lucro. Assim, no mínimo, importantes ajustes podem e devem ocorrer para manter a sobrevivência dos empreendimentos. Quantos irão colocar a mão no bolso para evitar demitir uma fatia considerável de sua folha? Senão a folha toda? Um porcentual menor, salvo agradáveis surpresas. Infelizmente. É a nova realidade econômica que se impõe.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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UNIDADE NACIONAL


Venho pregando, por meio deste Fórum dos Leitores, o esforço comum na busca de nossa recuperação econômica e retomada do desenvolvimento. A covid-19 nos trouxe a motivação de que precisávamos para essa unidade nacional. Vemos que é possível unir nossos esforços para buscar um objetivo tão importante e essencial como vencer o coronavírus. É, entretanto, necessário o exercício de forte liderança para unir um povo neste esforço. E nós não a temos. O ministro da Saúde assumiu esse papel para enfrentar a crise sanitária. Mas nosso presidente não é um verdadeiro líder. E, mesmo que fosse, precisa dos meios de comunicação para exercer um comando eficiente, gerando motivação e otimismo, além de difundir o que cada um deve fazer e como fazer. Faço, aqui, um apelo para todos os meios de comunicação: assumam a liderança que nos falta, especialmente porque acredito que temos uma falta terrível de líderes no Brasil.


Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo


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DE PARTIDA


O equivocado e ranheta Jair Bolsonaro anuncia que o “vírus está começando a ir embora”. Pena, por sua vez, que ele só vá embora em 2022.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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‘UM CERTO CAPITÃO BOLSONARO’


Em seu excelente artigo Um certo capitão Bolsonaro (13/4, A2), mostrando as peculiaridades do capitão, o ministro Almir Pazzianotto se esqueceu do principal: não há uma única denúncia de corrupção em seu governo. Sem dúvida alguma, ele não sabe dialogar, como sempre souberam seus antecessores, para quem diálogo era sinônimo de barganha. Devotado aos princípios inerentes às Forças Armadas, ele espera que cada um cumpra o seu dever. 


Adilson Abreu Dallari adilsondallari@uol.com.br

São Paulo


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GENOCÍDIO NO BRASIL DE BOLSONARO


São muito oportunas e tocantes as reportagens contando a história de vítimas da pandemia do coronavírus. São pessoas de carne e osso como nós, com nome e sobrenome, que deixam seus entes queridos devastados pela dor da perda. Não são números frios nem meras estatísticas. O sociopata e genocida Jair Bolsonaro tira sarro e debocha da dor e do sofrimento das vítimas e de seus familiares, impunemente. É revoltante o antigoverno que temos hoje no Brasil, que joga contra o País e o povo brasileiro, num verdadeiro crime de lesa Pátria e que causará a morte gratuita de milhares de brasileiros. Até quando iremos tolerar tamanhos absurdos sem reagir à altura?


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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O MAU EXEMPLO DO PRESIDENTE


Será que a pandemia é culpa de Bolsonaro? Será que as pessoas fumam, sabendo das possíveis consequências pulmonares graves; motoristas dirigem embriagados; pessoas atravessam fora da faixa; inseguros fumam maconha para ver se acham a saída; banhistas tostam no sol de meio-dia, ignorando o câncer de pele; e outras ignorâncias mais são culpa de Bolsonaro? Ou será que a humanidade é, por definição e ignorância, rebelde? A lavagem cerebral que a mídia tem feito apavorando as pessoas com repetitivas e cansativas notícias, sempre colocando Bolsonaro no meio, certamente está fazendo o efeito contrário. Será que os desastres de carro, os assassinatos, os roubos, as enchentes e tudo de ruim que acontece diuturnamente deixaram de acontecer por causa da covid-19?


Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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OS MEUS AMIGOS


Participo de algumas redes sociais, nas quais alguns amigos se comportam como apoiadores e replicadores das irresponsáveis orientações do presidente Bolsonaro, no sentido do afrouxamento das medidas preventivas contra o surto de covid-19, já praticamente seguidas em todo o mundo e sob orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas Bolsonaro vai às ruas, lancha em padaria, esfrega o rosto e cumprimenta qualquer um que lhe estenda a mão, tudo sem luva, sem proteção respiratória ou qualquer outra proteção, com atitudes de um verdadeiro “cabra macho” que não tem medo desta “gripezinha” metida à pandemia. Enquanto isso, de casa, meus amigos seguem lhe apoiando e postando freneticamente, comprando tudo pela internet e borrando os pijamas com medo de sair às ruas.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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‘DITADORES DE QUINTAL’


Ao ler a coluna de J. R. Guzzo Pequenos tiranos (Estadão, 12/4, A8), soube que um cidadão de bem que apenas queria trabalhar (abrir seu lava-carros), na cidade de Maringá (PR), foi preso, agredido e algemado – repito, preso, agredido e algemado! – por um guarda municipal. Imediatamente, hoje, aos meus 75 anos, retornei a 1964, quando cursava o segundo ano da faculdade e fatos lamentáveis como este também ocorriam com estudantes. Interessante que pouca ou nenhuma informação nos chegou sobre este desprezível a abominável ato. Conclui o colunista: “Na pandemia, apareceu uma quantidade surpreendente de ditadores de quintal no Brasil”. Aonde queremos chegar como sociedade civilizada?


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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REGISTRO DOS FATOS


No Estadão, J. R. Guzzo (12/4, A8), no artigo Pequenos tiranos, levanta a bandeira da liberdade dos cidadãos e mostra o lado tirano de governadores e prefeitos Brasil afora. Estarrecedor é ver a inação da mídia em relação a estes disparates da civilidade. O que aconteceu com o jornalismo?


Moacir de Vasconcelos Bufo moacirbuffo@gmail.com

Campinas


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COMO O REI DAVI


Conta a Bíblia que o Rei Davi, em certo momento, ordenou o recenseamento das tribos que compunham o seu reino, para medida de sua grandeza. Deus, ofendido pela arrogância dessa atitude, ordenou ao monarca hebreu que escolhesse um de três castigos possíveis. Devia ele escolher entre três anos de fome, três meses de guerra sob a espada de seus adversários ou três dias de peste, sob a ira do Senhor. Sábio entre os sábios, Davi calculou que, por doloroso que fosse, três dias de peste trariam menos sofrimento e, em última instância, resultariam em menos mortes que as outras duas opções. Em três dias, pereceram 70 mil hebreus, e, passado o luto, Davi continuou a reinar sobre Israel. Já nossos governantes, menos sábios ou versados em estatísticas que Davi, têm optado por colocar seu povo nas garras da fome, que pode, considerado o histórico econômico do Brasil, se estender por três vezes três anos. Endosso, aqui, o que J. R. Guzzo trouxe à luz em sua coluna Pequenos tiranos, de 12/4. De repente, nos vemos cercados de todo tipo de ditador de última hora, que se valem do medo da pandemia para impor às pessoas todo tipo de abuso. Cabe não esquecer, neste momento sofrido, que tirar bruscamente a forma de sustento de milhões e milhões de pessoas também é cruel, e que cercear o direito das pessoas de buscarem seu sustento pode ter consequências sociais mais trágicas que a pandemia pode sonhar em lograr.


Daniela Guimaraes danielapguimaraes@gmail.com

São Paulo


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OS PRESOS E A COVID-19


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Recomendação 62/2020, recomendou – mas não obrigou – a juízes de todo o País a adoção de medidas preventivas contra a propagação do coronavírus no sistema de Justiça Penal e socioeducativo. Essa recomendação não pode ser interpretada nem como uma janela à soltura em massa de presos nem como uma impunidade disfarçada. Assim como toda a Nação, a população carcerária pode ser alvo da propagação do vírus, cuja letalidade seria maior em decorrência das condições higiênicas e de superlotação dos estabelecimentos prisionais. Sendo assim, são salutares medidas que, de acordo com os parâmetros legas, permitam a presos cumprir o restante de sua pena em regime domiciliar, desde que não ofereçam risco à sociedade. A recomendação do CNJ, portanto, é um instrumento de sensatez, de equidade, de ponderação, e assim deve ser utilizada por todos e cada um dos juízes na análise de caso a caso. Não pode ser utilizada como uma permissão à concessão indiscriminada de soltura nem simplesmente ignorada como um suposto instrumento de impunidade.


Luciano de Oliveira e silva Luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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EM CASA


A principal recomendação no combate da covid-19 é precaver-se e ficar em casa. A Justiça quer soltar presos para evitar a covid-19 devido à aglomeração e, para tal, basta convencer a OAB a, por intermédio dos seus filiados, enquanto perdurar a epidemia de coronavírus, custodiar em sua casa tais detentos. Assim, a prevenção seria obedecida, satisfazendo a vontade do Judiciário sem acrescentar maiores riscos à sociedade.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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‘A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA’


As universidades públicas brasileiras sabem do seu papel social e como dar respostas científicas e tecnológicas em situações de crise porque foram assim constituídas. O editorial A importância da pesquisa (13/4, A3) realça alguns exemplos do momento no combate à covid-19, mas também os severos cortes orçamentários para a ciência e tecnologia e – o que também é gravíssimo – a falta de entendimento do que é este setor para o desenvolvimento do País e a necessidade do Estado social. Os néscios no poder não o sabem porque não o viveram.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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AINDA A CLOROQUINA


No Brasil existem mais de 2 mil médicos reumatologistas, que são quem usa a cloroquina diariamente e há anos, para tratar lúpus, artrite reumatoide e artrite, e que são as maiores “autoridades” para falar dos efeitos colaterais e mortes em decorrência do uso dessa medicação, a vilã cloroquina. As autoridades no assunto não são os médicos imunologistas. Com a palavra, a Sociedade Brasileira de Reumatologia.


Carlos R. Gomes Fernandes, médico crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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SÓ PARA QUEM TEM FÉ


No Reino Unido, bastaram alguns poucos dias de tratamento com cloroquina para que Boris Johnson fosse mandado da UTI para casa, ao invés das três semanas se costume. Será que a cloroquina funciona como aquelas crendices que só fazem efeito para quem acredita, mas acredita mesmo? Agora entendi o porquê da relutância das “autoridades” ligadíssimas na ciência aqui, no Brasil.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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ADEUS, FANTASIAS


As pessoas estão percebendo a inversão de valores da pior forma possível, com a pandemia de covid-19. As celebridades perderam o sentido, os salários exorbitantes dos reis da mídia não podem comprar a saúde, os esquemas de corrupção armados entre os políticos e empresários não fazem mais sentido. As frequentes baladas não passam de futilidades. Cada um precisa encarar o espelho de frente, sem maquiagem, sem máscaras e sem roupas. Quais são as reais convicções de cada um? Somente o espelho poderá responder. Maldito vírus que tirou todo o mundo da fantasia coletiva e universal. A verdade é tão simples assim?


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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DR. CIRO FONTÃO DE SOUZA


Na segunda-feira, 13/4/2020, faleceu, aos 96 anos, o ex-presidente da Federação Paulista de Futsal dr. Ciro Fontão de Souza. Natural de São João da Boa Vista, foi presidente da federação no período de 1976 a 2016, tendo construído seus dois ginásios e transformando-a na mais importante do Brasil. Dr. Ciro lutou durante todo o seu mandato para transformar o futsal em esporte olímpico, criou o campeonato mundial de futsal, com sua primeira edição realizada no Brasil, no início da década de 1980. Após a segunda edição, realizada na Espanha, o torneio passou a ser organizado pela Fifa. Dr. Ciro também era conselheiro vitalício do São Paulo Futebol Clube.


Joaquim de Oliveira Souza, filho cesarfontao@hotmail.com

São Paulo

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