Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2020 | 03h00

Pandemia

Troca de comando na Saúde

A saída de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde traz para o presidente Jair Bolsonaro toda a responsabilidade sobre o andamento e as consequências da covid-19 no Brasil. Mesmo que o substituto seja eficiente e capaz e não preste vassalagem ao presidente, o resultado de suas ações ainda é incerto, com o acréscimo de que os brasileiros ficarão sempre se lembrando da atuação de Mandetta. É bom recordar que, quando as atribuições do ministério não são difíceis de encarar, é fácil trocar de ministro. Mas com os problemas que a pandemia traz, sem dúvida os resultados da troca de ministros serão imprevisíveis e muito perigosos. O tempo dirá.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Mudança de paradigma

Com base apenas no que disse quando foi apresentado como novo ministro da Saúde, com transmissão ao vivo pela TV, pareceu-me que Nelson Teich basicamente traz uma mudança de paradigma em relação ao seu antecessor na abordagem da crise provocada pela covid-19. Teich fez menção a mudanças tanto na natureza das questões que considera relevantes, mudanças de base que darão suporte às respostas que ele dará caso seja indagado, bem como na forma de soluções que vai propor. Pensar Teich como se pensava Mandetta ou como se pensa Bolsonaro é, a meu ver, um caminho equivocado.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Outro posto Ipiranga?

O presidente Jair Bolsonaro, quando perguntado sobre assuntos econômicos, costumava responder: pergunte ao “posto Ipiranga” – ou seja, ao ministro da área, Paulo Guedes. O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, será o seu “posto Ipiranga” em assuntos de saúde? Pergunto porque

no tempo de Luiz Henrique Mandetta o presidente Bolsonaro parecia querer ser o dono desse posto...

TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Novo ministro

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, defendeu e defende, pelo menos neste primeiro momento, as mesmas propostas insistentemente defendidas pelo ministro demitido do cargo, Luiz Henrique Mandetta, de manter o isolamento horizontal e o distanciamento social. Medidas contrárias ao que espera o presidente Bolsonaro e que, ao menos oficialmente, determinaram a substituição, agravada pelo ciúme da popularidade alcançada por Mandetta, que passou a ser visto como obstáculo para 2022. Resta saber como se comportará o novo ministro quando Bolsonaro sair às ruas, desrespeitando as regras básicas que Teich mostrou defender, em busca do aplauso popular.

ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Isolamento estratégico

O que o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, defende é o que chamou de “isolamento estratégico”. A verdade nua e crua é que, de fato, sem dinheiro não existe saúde, como admitiu o próprio Mandetta. A saúde necessita de capital intensivo para poder sobreviver. E se hoje ultrapassamos os 76 anos de expectativa de vida, é graças ao capitalismo e aos gigantescos investimentos feitos no último século em medicina e saúde. E é da riqueza da economia que vem o dinheiro para essas áreas.

VANDERLEI ZANETTI

ZANETTIV@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Discussão política

É importante ressaltar que mesmo entre médicos o isolamento total da população não é consenso. Do ponto de vista epidemiológico, uma comunidade passa a ter proteção quando 50% dela já está imunizada – entenda-se como ter contato com o patógeno, no caso, o coronavírus. O grande desafio que a condução da pandemia no nosso país está enfrentando é o fato de todo mundo opinar a esse respeito, especialmente sem fundamento técnico. Mas mais problemático ainda é o fato de o tema ter-se tornado, sem base científica (porque não há), um ponto crítico de discussão da política nacional. Admirei demais a postura do ministro Mandetta, que é meu colega de profissão. Entretanto, decepcionei-me ao observá-lo na tentativa de colher ganhos políticos com esta crise. E por mais inábil que seja o presidente – vistos os seus modos sem requintes no trato com o diálogo –, o que Bolsonaro afirma a respeito das consequências econômicas e sociais é inquestionável. E, enfim, penso eu que um líder de Estado não pode permitir que um ministro, que dele diverge, tenha em seu cargo um objeto de projeção pessoal.

JOSE RICARDO PINOTTI PEDRO

CORREIODOZE@ICLOUD.COM

SÃO PAULO

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Partidarização

Em alguns momentos temos a sensação de que o coronavírus assumiu um partido político no Brasil. Ou estamos enganados...?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

SFRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os camicases

Muitos pilotos japoneses suicidas na 2.ª Guerra Mundial lutavam pelo seu imperador, morriam e matavam com a explosão de suas aeronaves e não foram consagrados heróis. Os contrários viam que o custo da perda humana era fruto de uma reação desesperada – veja-se como levou ao colapso de Hiroshima e Nagasaki; logo, concluíram que a humildade da rendição salvava vidas humanas. Será que esse exemplo não significa nada para o mundo em que queremos viver, sem provocação de parte a parte, olhando juntos, cuidando da nossa saúde? Porque sem ela não existe vida que produza, nem flores de cerejeira para o nosso fim.

AKIRA CHINEN

AKCHINEN@ADV.OABSP.ORG.BR

SÃO PAULO


TRISTE EPISÓDIO


“Agir contra a própria consciência não é seguro nem honesto.” A frase do reformador alemão Martinho Lutero poderia ter sido proferida pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Sem agir contra sua própria consciência, o ex-ministro sai do Ministério muito maior do que quando entrou. Embora perca um grande ministro, a Nação não pode parar nem gastar suas energias no agora inútil debate se ele deveria ter permanecido ou não no cargo. Também não se pode, torcendo contra o novo ministro Nelson Teich, esperar o pior para a própria Nação. Espera-se que a Nação, assim como o presidente da República, tenha a humildade de aprender com este triste episódio e que todos colaborem, com sensatez, para a construção de soluções de que os brasileiros precisam.


Luciano de Oliveira e Silva Luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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FALSA VITÓRIA


Nosso Capitão América (vulgar, o presidente Jair Bolsonaro) acabou de demitir seu “marechal de campo”, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, no meio da fase dura da batalha contra a covid-19. Desde o começo da sua Presidência, o capitão optou por ações que não servem ao Brasil e foram, muitas vezes, incompreensíveis, bizarras ou irresponsáveis. Internacionalmente, entrou em choque com o mundo sobre questões ambientais; entrou em atrito com a Argentina, nosso maior parceiro latino-americano; fez questão de se distanciar da União Europeia (UE), apesar da importância do acordo comercial UE-Mercosul. Ele e seus filhos insultarem Alemanha, China (nosso maior parceiro comercial), França, Noruega, entre outras nações. Na esfera nacional, está em tensão permanente com os Poderes Legislativo e Judicial, os governadores dos Estados, além da mídia e dos repórteres que estão fazendo seu papel normal numa democracia. Sem respeitar os repetidos apelos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos infectologistas, nem contemplar o que aconteceu nos países que estão em fase mais adiantada que o Brasil na crise, acabou eliminando uma voz que insiste no distanciamento social, por uma razão bem clara: o nosso sistema de saúde público e privado não dará conta se houver a tímida explosão de casos, se as restrições foram tiradas de maneira abrupta e desorganizada. Embora nada seja fácil com este errático presidente, desejamos boa sorte para o dr. Nelson Teich.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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À MERCÊ DO VÍRUS


O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, é a favor do “distanciamento social”, imitando, como faz Bolsonsaro, o que diz Donald Trump. Não é mais a favor do “isolamento social horizontal”, como afirmara antes. Está muito mais preocupado com a economia do que com a saúde, ao contrário do que pregam todos os principais economistas brasileiros. Vão conseguir matar muito mais brasileiros. O Brasil totalmente à mercê do coronavírus.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CONDENADOS


Gostei muito da declaração do novo ministro da Saúde de que, uma vez que não haverá leitos e tratamento para todos (por quê?), eles serão destinados preferencialmente aos jovens. Agradeço ao ministro por ter-me condenado à morte! Mas, pensando bem, sendo ele idoso, sendo o presidente da República idoso, sendo um monte de políticos nefastos ao País idosos, quem sabe a gente se livra de uma grande quantidade deles de uma só vez? A não ser que para eles os critérios sejam outros.


Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo


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ASSIM FALOU NELSON TEICH


“Como você tem o dinheiro limitado, você vai ter de fazer escolhas. Vai ter de definir onde vai investir. Eu tenho uma pessoa mais idosa, que tem doença crônica, avançada. E ela tem uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que vou gastar para investir num adolescente que está com problemas. Mesmo dinheiro que vou investir. É igual. Só que essa pessoa é um adolescente, que tem a vida inteira pela frente. A outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?” (Estadão, 16/4). Começou mal. Primeiro, porque ele é jovem e “tem a vida inteira pela frente”; segundo, porque ele sugere uma verdadeira eutanásia, que é proibida pela Constituição brasileira, que diz claramente que matar alguém, mesmo com seu consentimento, configura crime de homicídio e a pena pode ser de reclusão de três a seis anos.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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ROCK PAULEIRA


A novela Mandetta chegou ao fim e o novo protagonista, Nelson “Mick Jagger” Teich, promete cantar no ritmo de Bolsonaro. É o rock pauleira na saúde com todo mundo na rua.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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QUE A CONTA SEJA BAIXA


Após a demissão do ministro, a conta das mortes futuras recaíra sobre o presidente. Por nosso próprio bem, esperemos se seja uma conta baixa. O presidente continua a se empenhar – com sucesso – em ser o pior presidente do mundo em estratégia de combate ao vírus.


Marilda Nimer marilda.nimer@gmail.com

São Paulo


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DESTRUTIVO


Pior que a covid-19, o vírus que está destruindo o Brasil chama-se Jair Bolsonaro. E ele se atreve a professar que é cristão. Para os que ainda acreditam nele, sugiro que leiam ou releiam os Evangelhos.


Gilberto Bueno Schlittler-Silva gschlittler2@mac.com

São Paulo


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TIRO DE CANHÃO


Bolsonaro enfim realizou mais um de seus sonhos genocidas ao demitir Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. Em mais um de seus pronunciamentos fascistas, o presidente nos brindou novamente com suas patacoadas ao mencionar que ele tem o poder de decretar o estado de sítio no Brasil. Isso mostra seu lado ditatorial e sua total incapacidade de ocupar o cargo de presidente do Brasil e tocar com sabedoria e equilíbrio esta crise pela qual passamos em razão da covid-19. Insistir no tratamento com a cloroquina, medicamento que causa efeitos colaterais nefastos se mal utilizado, demonstra uma ignorância de tal tamanho que o coloca no pedestal da burrice do Brasil, quiçá do planeta. Bolsonaro, com seu narcisismo, não tolera que alguém se torne mais importante que ele num cenário de crise e demonstre muito mais capacidade que ele próprio para lidar com a crise que nos aflige. Com a demissão de Mandetta, Bolsonaro acabou por dar um tido de canhão em seu próprio pé e terá de arcar com as consequências de todas as suas estripulias nonsense, até cair de seu pedestal.


Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo


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PAU-MANDADO


Com a demissão do ministro da Saúde Henrique Mandetta, está comprovado que o presidente Bolsonaro somente aceita ministros pau-mandado. Mas, diante dos seus filhos e do gabinete do ódio, o pau-mandado é ele. Torçamos para que o novo ministro Nelson Teich, não seja mais um.


Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira


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O DONO DO BRASIL


Infelizmente, parece que o novo lema será “Bolsonaro, ame-o ou deixe-o”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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‘TOCANDO EM FRENTE’


“Penso que cumprir a vida seja simplesmente; / Compreender a marcha, ir tocando em frente / Como um velho boiadeiro / Levando a boiada eu vou tocando os dias / Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou” (Tocando em Frente, Almir Sater). Obrigado, ministro Mandetta. Nosso comandante-chefe pode estar se afogando em seu próprio pântano de mesquinhez e egoísmo, mas o povo brasileiro será eternamente grato pelas boas contribuições do senhor ao País.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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‘SOMBRA’, NÃO


Espero que o ministro Sérgio Moro não mostre uma competência exagerada, pois corre o risco de ser demitido.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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CONTRARIANDO MORO


Neste momento Jair Bolsonaro não tem moral para criticar corruptos, já que, na tentativa de salvar seu filho senador, Flávio Bolsonaro, das investigações da suposta rachadinha vil de salários com seus ex-assessores quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, o presidente mais uma vez contrariou seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, e sancionou a lei que muda regra de tribunal do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que julga recursos de empresas e pessoas físicas sob a mira da Receita Federal. Conforme alega Moro, ao não vetar essa lei, essas investigações podem ficar travadas.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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O FUTURO DIRÁ


É profundamente lamentável a capacidade dos políticos de aproveitar todas e quaisquer oportunidades para usá-las em benefício próprio, mesmo que envolvam a saúde e até a vida das pessoas. Na quinta-feira assistimos ao desfecho de uma tragicomédia bufa, com a demissão do ministro da Saúde, que, monitorado pelo seu novo guru, o indefectível governador de Goiás, Ronaldo Caiado, conseguiu provocar sua demissão e preparar sua futura carreira política. Não pretendo isentar o presidente da República, o grande culpado pelo início desta pantomina, mas, se o ministro não mais se sentia em condições de administrar seu trabalho, deveria solicitar a sua demissão, evitando os ruídos e os desdobramentos a que assistimos. Mas, ao ser demitido, conseguiu ficar como uma vítima neste triste e execrável episódio, ponto de partida para sua carreira política. O futuro nos dirá a respeito.


Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo


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PEQUENEZ HUMANA


O País, assim como o mundo, em estado de calamidade, e o pensamento é destituir o presidente ao invés de ajudá-lo. Depois reclamam de que o Brasil não vai para a frente... E pode?


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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BASTA!


Não se trata de gostar ou não de Bolsonaro, mas é fato que ele tem razão quanto à necessidade de retomar as atividades econômicas. Estar vivo com fome, desempregado, com contas atrasadas, sem perspectiva, num inferno pior que a crise de 1929, interessa a quem? Eu mesmo sou do grupo de risco e, se eu vier a morrer, paciência, mas ao menos os mais jovens terão uma economia qualquer para reiniciarem sua vida. Porém, se continuarmos assim, não haverá o que salvar, mesmo com menos gente morrendo.


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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DEPOIS DA COVID-19


Após a quarentena e ao fim desta terrível doença, vamos enfrentar uma recessão econômica que levará à fome, à violência e a outras consequências piores. Acho que deveríamos nos unir e, por meio de uma ação conjunta entre população, empreendedores, empresários e governo, tentar minimizar esta crise que sem duvida virá. O governo tem o BNDES, que poderá financiar a empresários e empreendedores juros subsidiados, e estes deveriam investir na produção de bens que hoje são importados. A sociedade deveria, para agregar esse estímulo, consumir produtos nacionais e evitar produtos importados. Com isso, poderíamos fazer o processo de substituição de importações e gerar empregos, girar a economia, arrecadar mais impostos. Os bancos deveriam seguir o exemplo do BNDES e fazer o mesmo. O estímulo gerado poderá beneficiar todos os segmentos da sociedade e minimizar os efeitos deste caos.


Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo


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‘NÃO DEMITA’


Na última semana, um grupo de grandes empresas inaugurou um movimento de preservação de empregos. O gesto é simbólico, mas é “para inglês ver”. Primeiro, porque são empresas não só grandes e capitalizadas, como também que têm sofrido pouco (ou até prosperaram, como o caso de um grande supermercadista) durante esta crise. Em segundo lugar, além de a promessa só valer por dois meses, ela protege uma ínfima parte dos empregos no Brasil, que advêm em larga parte de pequenas e médias empresas, que só agora começavam a se recuperar dos anos de governo petista e que estão mergulhando novamente numa profunda crise. Demitir é caro do ponto de vista econômico, social e moral, portanto não é uma questão fácil para nenhum empresário, mas, sim, uma questão de sobrevivência. Os signatários da promessa de não demitir sabem disso tudo. Fica a pergunta: por que, então, assinar – marketing, efeito manada, inocência ou voluntarismo? Você decide.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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E OS PEQUENOS?


O governo brasileiro preocupou-se com os desvalidos, com o Bolsa Família, com o pessoal de rua e com algumas empresas grandes empregadoras, e pergunto: e os pequenos comerciantes e prestadores de serviços? Com aluguéis e IPTUs não suspensos, e com eventuais problemas trabalhistas, esses comércios, que empregam os jovens no seu primeiro emprego e movimentam a economia dos bairros, estão mais perto da população. Não foi suspensa a cobrança de IPTU, os aluguéis e as dívidas com bancos vão se acumular e a quebradeira geral se avizinha. Tudo liderado pelo governador João Doria, influenciador dos governadores contra o presidente da República. O que pequenas lojas de roupas e acessórios, de automóveis usados ou não, podem gerar de aglomeração e oferecer perigo? Socorro, reabram estes pequenos, antes que seja tarde.


Ronaldo Rossi  onaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo


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BANCOS NA CRISE


‘Nenhum banco tem interesse em deixar empresas quebrarem’, diz presidente do Bradesco (Estadão, 16/4, B4). Mas querem cobrar dos pobres correntistas taxa de cheque especial, mesmo que ele não seja usado, por exemplo. Se usar, está perdido, pode quebrar.


Hélio Manfredini clauclausps@hotmail.com

São Paulo


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DOAÇÕES


Itaú, Bradesco, Santander, Ambev, Vale e Gerdau fizeram doações expressivas para combater a covid-19. Não seria hora de o privilegiado Judiciário dar o exemplo e doar os penduricalhos como auxílio-paletó, auxílio-livros, dentistas, remédios e planos de saúde, psicólogos, carros oficiais, auxílio-moradia, etc., que turbinam o salário em até 60%? Aliás, doar não, mas acabar de vez com os penduricalhos. Nota: poderia seguir o exemplo da Suécia, onde juízes vão trabalhar de bicicleta e sem mordomias. 


Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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GRANDE AJUDA


O Supremo Tribunal Federal (STF) deveria liberar os processos dos expurgos inflacionários das cadernetas de poupança que estão sobrestados já há anos, para que os bancos paguem a diferença das correções monetárias dos planos Verão e Collor 1 e 2. Isso, sim, poderia injetar recursos aos idosos poupadores e corrigir a injustiça da Febraban, que conseguiu cooptar o STF.


Arthur M. Mazzini arthur@mellomazzini.com.br

Vinhedo


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BONDADE MARCANTE


Preocupado com a cativante e exemplar bondade de Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander, que doaram vultuosas quantias para combater o coronavírus, estou pensando seriamente em emprestar meus cartões de crédito para que evitem a falência iminente.   


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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GASOLINA


A partir de 25 de março é de R$ 1,14 por litro o preço médio da gasolina na refinaria da Petrobrás. É o seu menor preço praticado desde 31 de outubro de 2011, e em 2020 a redução foi de 40%. É absurdo o acréscimo (cerca de 200%) até chegar ao consumidor.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O MÊS SEGUINTE


O ex-ministro Guido Mantega, durante o malfadado governo Dilma, sempre que entrevistado afirmava, categoricamente, que a recuperação econômica se daria no mês seguinte. Chegamos aonde chegamos. No mês passado, os “especialistas” previram o pico de ocupação de UTIs no Estado de São Paulo em abril. Não deu certo. Agora, estão prevendo para maio. Se não der certo, nenhum problema, basta convocar Mantega de volta.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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PREGADORES DO APOCALIPSE


É isso mesmo o que se visualiza diuturnamente nas redes sociais, sobre a mortífera e nefasta covid-19, que já infectou em todo o mundo mais de 2 milhões de pessoas, deixando um rastro de mais de 130 mil óbitos – cerca de 1.800 deles no Brasil. Para quem achou que não era nada, que seria apenas uma “gripezinha”, o bicho é feio e está pegando, e as perspectivas futuras são de piora. O número de infectados no Brasil pelo novo coronavírus aumentou drasticamente logo depois do carnaval, atingindo hoje o patamar de quase 30 mil casos confirmados no País, sendo o Estado de São Paulo o epicentro da contaminação, com mais de 11 mil casos confirmados e por volta de 800 mortos. Durante o carnaval, enquanto a China chorava seus mortos pela covid-19, aqui, no Brasil, milhares de pessoas eram incentivadas por políticos a sair às ruas, partiram em viagens internacionais para lugares infectados e, agora, a conta chegou para todos nós, brasileiros, sem distinção de cor, raça, religião, ricos e miseráveis. Não precisa ser vidente para prospectar o que está para acontecer se os casos em nosso país se multiplicarem como já vem acontecendo em alguns Estados. É histórica a falta de leitos para doentes “normais” no sistema público de saúde nacional, quem dirá leitos para adaptados para receber milhares de portadores crônicos do fúnebre e mortal coronavirus...


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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