Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2020 | 03h00

Em tempos de pandemia

O fim de uma era

O mundo está inundado de petróleo, literalmente. Nem há mais onde estocar o ouro negro. O petróleo foi um dos responsáveis pelo progresso da humanidade, tornou viável o surgimento de muitas indústrias, trouxe conforto, riqueza e facilidades para todos. Mas o preço disso foi a poluição generalizada, o lixo plástico que está em toda parte. A pandemia mostrou como o planeta se pode recuperar rapidamente se o homem simplesmente parar de lançar no meio ambiente milhões de toneladas de poluentes todos os dias. Estamos tendo a oportunidade de vislumbrar um mundo sem petróleo, não porque tenha acabado, mas porque ninguém o está usando: carros e aviões estão parados, assim como as fábricas. Em breve voltaremos a usar o petróleo, mas ficou claro que o mundo será um lugar muito melhor quando a humanidade finalmente parar de usar esse que é o maior fator de poluição do planeta e substituí-lo pelas tantas opções de energia limpa e produtos sustentáveis e biodegradáveis que já existem e apenas esperam por uma chance.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Crise política

O presidente da República defende o estado de sítio, convoca manifestação em frente ao Quartel-General do Exército e prega a defesa de suas reformas em enfrentamento com o Congresso Nacional. Seus áulicos chegam a pregar o fechamento do Parlamento, com a consequente derrogação dos mandatos e a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva e popular. Tudo isso aconteceu entre outubro de 1963 e março de 1964, quando não havia maioria qualificada para aprovar o impeachment de João Goulart. A Constituição de 1946 não sobreviveu aos três abalos sísmicos e políticos: suicídio (1954), renúncia (1961) e golpe (1964). A Constituição de 1988 está sofrendo seu terceiro abalo sísmico, após dois impeachments (1992 e 2016). Tanto no referendo de 1963 como no plebiscito de 1993 a vitória foi do presidencialismo. Assim, espero que haja uma nova consulta popular antes do início do próximo mandato presidencial, em 2023.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Bipolaridade?

Não consigo mais entender: coronavírus é gripezinha ou coisa séria? Volta da ditadura ou "liberdade e democracia acima de tudo"? O que falta é "bom senso e foco acima de tudo". Como diz o presidente, "menos Brasília e mais Brasil". Será que daria para começar isso logo?

MARILDA NIMER

MARILDA.NIMER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sem dinheiro

O presidente Jair Bolsonaro disse que se continuar o isolamento social nos Estados e municípios vai faltar dinheiro para pagar o salário dos funcionários públicos. Então, como administrador, já devia ter enviado ao Congresso Nacional medida provisória para reduzir o salário da única casta da nossa sociedade que até agora não contribuiu para aliviar a crise por que todos estamos passando. Quem sabe, assim, o valor do Orçamento será suficiente?

DARCI TRABACHIN DE BARROS

DARCI.TRABACHIN@GMAIL.COM

LIMEIRA

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Privilégios x sacrifícios

O presidente Bolsonaro não quer enviar ao Legislativo a medida provisória do corte de salários dos mais privilegiados, funcionários dos altos escalões do governo e políticos, por medo de perder capital político. Eles precisam colaborar, porque estamos no mesmo barco. Menos privilégios para essa casta significam menos sacrifícios para a sociedade. S. Exa. pode fazer isso sem medo, já que não há o menor perigo de ser reeleito.

LENIRA CIPOLLARI TORCATO

INST.TORCATO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Pós-covid-19

O déficit da Previdência é um dos mais sérios problemas brasileiros, embora amenizado pela reforma. Outro problema é a dívida pública federal, ora agravada com o combate à covid-19. Em 2019 a dívida federal era de R$ 4,249 trilhões, dela advindo R$ 1,038 trilhão de juros e amortização anual. Em 2020, com os enormes gastos com a saúde, com a máquina pública e com os encargos da dívida, pouco sobrará para investir. Superada a covid-19, reduzir drasticamente as despesas com a máquina pública e adotar sobriedade nos demais gastos será básico para a sobrevivência e para retomar o crescimento econômico.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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O preço do descaso

Os governos federal, estaduais e municipais sempre "se lixaram" para o serviço público de saúde. Aliás, não só de saúde, mas também de educação, segurança, saneamento básico, etc. Nunca prestaram serviços adequados em troca do montão de dinheiro que recebem. Cansamos de ver hospitais lotados, doentes em macas nos corredores, filas para exames que são marcados para 12 meses depois, pessoas morrendo nas filas sem atendimento e outras mazelas. Agora, com a pandemia de uma doença "democrática", em que todos são iguais mesmo, correm para construir hospitais emergenciais a toque de caixa, a fim de tentar evitar o colapso do sistema público de saúde. Ora, o SUS está em colapso não é de hoje, só os governos não viram. O objetivo desses hospitais de campanha é "abaixar" a tal curva de casos, tentando dar uma resposta à crise instalada. Se os políticos tivessem cuidado da saúde pública antes, quantas pessoas poderiam não ter morrido nas filas do SUS?

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO

SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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Mazelas escancaradas

Vivemos outros tempos após o advento do novo coronavírus. As mazelas se escancararam. Nossas favelas, com seus inúmeros problemas, precisam ter uma solução. São mazelas conhecidas, mas esquecidas. Têm de ser resolvidas. 

HELIO TEIXEIRA PINTO

HELIO.TEIXEIRA.PINTO@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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ESTAMOS CANSADOS

“Não sou coveiro”, respondeu Bolsonaro ao jornalista que lhe perguntou sobre o número de mortos no Brasil pela covid-19. Isso confirma que ele não tem a mínima noção da sua posição. Já estamos cansados de tantos absurdos vindos de um "presidente" totalmente despreparado.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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RÉQUIEM

Bolsonaro: "Não sou coveiro". Mas vai enterrar o Brasil

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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COVEIRO DA REPÚBLICA

Se, resultante da política do presidente da República no combate ao coronavírus, o número de mortes pelo vírus tiver um aumento expressivo, Jair Messias Bolsonaro será, sim, conhecido como o grande coveiro da República.

Eni Maria Martin de Caralho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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DEMOCRACIA É DEMOCRACIA

Cada vez que o presidente Jair Bolsonaro apronta alguma das "suas" - a saber: discursos francamente antidemocráticos e menosprezo acintoso pela covid-19 -, as redes sociais pululam com insinuações de que o presidente não tem mais condição de exercer o cargo e pedem veementemente sua "saída", inclusive com sugestões de intervenção das "autoridades". É preciso ficar claro que, num Estado Democrático de Direito, uma eventual "saída" de um governante só pode se dar dentro do mais estrito cumprimento da legalidade. Democracia é como gravidez: não existe mais ou menos. Ou é ou não é. Não admite exceções em hipótese alguma. Se o presidente avilta a democracia e demonstra despreparo para o cargo com suas falas e comportamentos irresponsáveis, aviltamento pior é sugerir que ele seja deposto pela força. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MEDO

Eu estou com muito medo. Não é medo da pandemia, é medo do que eu vi domingo, sobre a nossa democracia. Foi assustador! O que está acontecendo? Será que estão enxergando coisas que eu não estou vendo? Abramos os nossos olhos. Não tem preço a liberdade. Governo do povo, pelo povo e para o povo, que prossiga assim. Senhor, tenha de nós piedade.  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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LÍDER DE QUALQUER COISA

Jair Bolsonaro, com suas elucubrações sobre a covid-19, passou a ser novo aliado dos países Turcomenistão, Bielo-Rússia e Nicarágua. A "quadra" desdenha da pandemia, uns são contrários ao isolamento social e outros a enfrentam com vodca, sempre dizendo que o resto do mundo está redondamente equivocado. Afinal, Bolsonaro quer ser reconhecido como líder de qualquer coisa que apareça, e essa é sua chance. Este é o nosso presidente!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FALTA-NOS LIDERANÇA

Nos dias atuais em que o Brasil enfrenta uma pandemia cujo vírus grassa de forma cruel o mundo, e pior ainda aqui, porque revela a enorme carência no atendimento à saúde da população, o que mais transparece é a inexistência de políticos capazes de liderar o País não só nesta batalha, mas sempre. Isso começa pelo próprio presidente, quando se julga perfeito e eleito por seus méritos, e não para evitar a continuidade petista no poder, que arrebentou com o País. Com essa egolatria, embalada pela claque que o trata como "mito", sem atentar que esse substantivo também se refere a uma lenda, miragem ou iguais e significa nada, ele tem usado e abusado do cargo. Mas tem razão quando proclama a necessidade de acabar com a patifaria que faz o que quer num Congresso composto de uma politicalha sem moral alguma. Essa ausência vai aos demais políticos do País e mostra um vazio aterrador, porque a politicalha atual não dá um passo sem olhar futuras eleições como a de 2022. A desesperança chega ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, se consultado sobre um possível impeachment do presidente, nada a esperar, porque parte dos ministros está ali não por merecimento, mas porque, aliada a políticos, deve a eles a nomeação, o que tira sua independência quando do julgamento de alguns temas, como a decisão de libertar Lula, o maior exemplo, que, em vez de estar mofando numa cela, foi liberto passear na Europa.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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O DISCURSO DO PRESIDENTE

Não gostei do uso que Marcelo Godoy (Militares tentam minimizar gravidade do ato do presidente, 21/4, A5) fez de Hannah Arendt, filósofa que, na análise das motivações de um criminoso nazista, desenvolveu a ideia da "banalidade do mal", ou seja, o criminoso teria agido burocraticamente, cumprindo ordens superiores sem questionar e sem distinguir o bem do mal. O que isso tem que ver com o desarticulado presidente do Brasil e seu discurso em frente ao QG do Exército no domingo? Se quer acusá-lo de ter cometido algo grave, que o faça, mas que use argumentos pertinentes, não recorra à autoridade intelectual de dramaturgos e filósofos. Se os fatos podem condená-lo, use-os, mas em respeito aos leitores não tergiverse.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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ANTIDEMOCRÁTICO

Antidemocrático é ignorar, politicamente, todas as necessidades básicas da população e não ignorar a liberdade provisória, mandados para suas mansões, de compadres que, corruptos de carteirinha, desviaram bilhões do dinheiro público. Antidemocrático é não se mostrar de peito aberto assumindo suas próprias posições políticas, mas se esconder detrás de painéis de votação, togas endeusadas e vencimentos astronômicos, em contradição com a própria Constituição. Antidemocrático é reiterar tanto que temos, no Brasil, uma verdadeira democracia, quando o que temos é, verdadeiramente, um sistema político que prima pela manutenção de altos vencimentos para os amigos da corte e baixíssimos investimentos em saúde, educação, segurança e saneamento.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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A TAL DEMOCRACIA

A tal democracia é, realmente, uma cortesã, uma messalina. Estava sempre na boca de Lula e, agora, está com Bolsonaro. Ambos a ela se referem como se lhes fosse importante e imprescindível. Mas, na verdade, só lhes atrapalha porque ela pertence ao povo. E este não tem noção do que ela representa e do que significa. Aceita cartazes a favor do retorno da política produzida pelo AI-5, do fechamento do Congresso e do STF e, no dia seguinte, fala em democracia. Não é incrível?

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo 

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LENHA NA FOGUEIRA

Hoje à procura de um bombeiro para apagar a crise dos poderes no Brasil, Roberto Jefferson aparece em entrevista para tacar lenha na fogueira e denunciar um golpe contra Jair Bolsonaro. Velho conhecido do mensalão, ele denunciou a quadrilha do PT, mas eximiu Lula de culpa; logo veio a Lava Jato e o condenou pela sua vida pregressa. Preso e solto, sem mais nem por que, continua por aí a dar pitacos na cena brasileira conspirando também, como FHC, STF, Congresso, OAB e partidos de esquerda, conforme diz Jefferson. Concordo quando ele fala do PT e de FHC, mas discordo quando ele isentou e omite Lula de culpa antes e agora.

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL RUMO AO CAOS

Em entrevista à CNN (16/4), o presidente Bolsonaro disse com todas as letras e sem corar que Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, "está conduzindo o País ao caos". Diante de mais uma demonstração de sua incorrigível incontinência verbal, cabe dizer que com a demissão do competente e responsável ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em meio à mais grave crise sanitária, econômica e humanitária da história da humanidade, com a avassaladora pandemia da mortífera, invisível e traiçoeira da covid-19, que mata em média 200 brasileiros por dia (!), num universo até agora de mais de 30 mil casos e 2 mil mortes no País, cabe, por oportuno, perguntar: quem é mesmo que está conduzindo o Brasil ao caos, cara-pálida? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PERDEU A RAZÃO

O presidente Bolsonaro demite Luiz Henrique Mandetta, ataca Rodrigo Maia, João Doria e alguns ministros do STF, e o vírus continua firme e forte. Bolsonaro carece de serenidade e mostra-se emocionalmente despreparado para enfrentar crises, achando que todos querem derrubá-lo e mostrando total insegurança. Os seus constantes arroubos de enfrentamento escondem um homem despreparado que age mais instintivamente do que pela razão. Perdeu a razão e partiu para a violência.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CONTENDAS PREJUDICIAIS

Enquanto o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, procura exames para a covid-19 e as redes sociais injetam veneno, por robô ou teleguiado pelo "gabinete do ódio", Bolsonaro deita e rola contra os Poderes Legislativo e Judiciário, com ataques especiais a Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, morrem milhares de pessoas no Brasil, mas as estatísticas não importam ao presidente da República, até que afetem a sua candidatura à reeleição. É bom relembrar Luiz 14, rei de França, o "rei sol", porque ainda chegará o dia em que dirá: o Brasil é meu e não me atrapalhem!

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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TESTES EM MASSA

Brasil deverá fazer 46 milhões de testes para Covid-19, diz Teich. E onde esta o material para efetuar os testes?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

Não será dando patadas no presidente da Câmara que Jair Bolsonaro voltará a merecer o carinho de Rodrigo Maia. Sábios palacianos devem convencer Bolsonaro de que, trombando com Maia, estará melindrando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ambos do DEM. Costumam agir como irmãos siameses. Nas alegrias e nas tristezas. Bolsonaro insiste em jogar no lixo a experiência adquirida em sete mandatos de deputado federal. A boa e saudável convivência facilita o caminho do entendimento. Bolsonaro desconhece a lição de Maquiavel segundo a qual, se não consegue dobrar ou vencer o adversário, o melhor a fazer é atrai-lo para seu lado. O drama de Bolsonaro torna-se ainda maior porque o governo não conta com forte nem qualificada base aliada. É um bando de gatos pingados dando cotoveladas uns nos outros. Bolsonaro peca por não ter interlocutor do ramo para conversar com o Congresso. Deputados e senadores há muito tempo não convivem bem com generais ministros. Pelo habitual destempero verbal do chefe da Nação, dividindo mais do que somando, passou da hora de Bolsonaro admitir que a boa e difícil arte da política ensina que para vencer obstáculos, sobretudo aqueles sem solução, é preciso engolir sapos. É hora de o descontrolado engolir enormes batráquios. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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'ESTUPRO COLETIVO'

No Espaço Aberto de terça-feira (21/4), Fernão Lara Mesquita honra a tradição jornalística secular da família com Um país amarrado para o estupro coletivo, uma exposição isenta, pontuando com propriedade os homens públicos atuais e suas contrapartidas de interesse político. Fernão é a prova cabal de que ainda existem no jornalismo homens como antigamente.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo 

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MANTENHA DISTÂNCIA

Após ler artigo de Tara Parker-Pope, do The New York Times, publicado ontem no Estadão (21/4, A12), no qual ela fala que "suas chances de pegar o vírus quando sai ao ar livre são extremamente baixas, desde que você mantenha uma distância segura das outras pessoas. Ambientes ao ar livre são seguros e certamente não há nuvens de gotículas carregadas de vírus", então, para mim, ficou claro que a abordagem de isolamento social que muitos países estão adotando, entre eles a Alemanha, é muito mais correta, pois não se põe o foco em "ficar em casa", mas sim em "manter a distância segura dos outros". Inclusive na Alemanha, as autoridades de Saúde incentivam as atividades ao ar livre, mantendo a distância mínima de 1,5m para outras pessoas que não são do mesmo ambiente familiar. E atividade física ao ar livre com certeza diminui muito o estresse nestes tempos de confinamento.

Rogério Ribeiro rogerio.ribeiro@daad-alumni.de

São Paulo

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INCENTIVO AO TRABALHO

Vamos incentivar os condomínios a oferecerem trabalho aos desempregados por meio de pequenos serviços. Será uma pequena contribuição para diminuirmos um pouco a grande crise por que passamos.  

Hélio Barnabé Caramuru helio.barnabe@terra.com.br

São Paulo

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CONTA DE LUZ NA QUARENTENA

Interessante a maneira que a Enel encontrou para fazer a leitura dos relógios de luz a fim de efetuar a cobrança de seus "clientes" durante o período de confinamento por causa da pandemia da covid-19. O próprio cliente efetua a leitura e envia a foto do marcador por WhatsApp ou internet. Os idosos que moram sozinhos conseguirão "se virar" com a tecnologia? Além disso, baseado em exemplos anteriores de alguns prestadores de serviço, por exemplo, bancos, que demitiram funcionários e automatizaram as agências para que o "próprio cliente" efetue o trabalho do prestador de serviço, ou as companhias aéreas que também automatizaram suas lojas nos aeroportos, com o mesmo resultado do exemplo anterior, caso a "arrecadação" da companhia de energia não seja reduzida com essa prática, já podemos imaginar que isso poderá se transformar no "padrão" em futuro próximo. E poderemos ter, nesta esteira, a Sabesp e companhias de gás, etc. fazendo o mesmo. O mais "curioso" nisso tudo é que as tarifas bancárias pelos "serviços prestados" nunca foram reduzidas, e o mesmo em relação às passagens aéreas. Muito pelo contrário. Será que a já cara conta de energia vai ser reduzida? Enfim, no país onde o "cliente tem de provar que tem razão", só nos resta nos resignar.

Mauricio Adriano Niel mauricio.carilha@hotmail.com

São Paulo

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PODERIA TER SIDO PIOR

Especialistas em biossegurança têm dito que, embora haja evidências de que o novo coronavírus não teria sido criado num dos renomados laboratórios de virologia de Wuhan, na China, que conduzem uma série de pesquisas relativas a vírus de morcegos, ele poderia facilmente ter escapado de lá enquanto estava sendo analisado. Especialmente porque estes vírus estavam sendo tratados com segurança de nível 2, em vez do nível 4 recomendado. Assim, algo de errado pode ter ocorrido durante a coleta, a cultura, o isolamento, infecção de animais, etc., causando a infecção de um técnico de laboratório e, a partir dele, para o mundo. Pensando bem, poderia ter sido muito pior: o Brasil tem 178 espécies de morcegos e já fizemos algumas pesquisas a respeito dos vírus deles. Mas, como sempre, temos sérias deficiências na captação de recursos para financiar o trabalho dos nossos cientistas. Imaginem só se a proveniência dessas atividades e deste vazamento viral fosse aqui?

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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