Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

Jogando a toalha

O governo está nas cordas, é melhor parar, porque a surra é forte. O presidente Jair Bolsonaro foi empossado legitimamente e levou para o Planalto a esperança de milhões de brasileiros. Mas segue achando que tem um capital político muito maior do que realmente tem, se é que ainda tem. A forma como tratou o agora ex-ministro da Justiça foi deplorável. Um homem de reputação acima de suspeitas, altamente técnico, coerente e com uma vontade enorme de fazer a coisa certa dar certo. Parece que estamos fadados às incertezas de um presidente que se vê como imbatível, mas, na verdade, está cambaleante. Na incapacidade de limpar a sujeira na própria trincheira, acena para políticos de carreira, detentores dos mais deploráveis currículos, os mesmos que repudiava quando candidato. Conseguiu criar uma oposição onde não havia. Agora busca alianças que estão se mostrando caríssimas e ainda mandarão a conta. Com a toalha, o ministro Paulo Guedes.

LAÉRCIO CHAVES MARTINS

MLAERCIO32@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Velha política

Com a aproximação do presidente com Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto, pode sair daí o novo ministro...

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Natureza do escorpião

O Centrão pôs a faca no pescoço de Bolsonaro? Ele que não se iluda, em 2022 todos eles estarão com outro candidato. E nós, com Sergio Moro.

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Pés pelas mãos

Finalmente, Bolsonaro conseguiu. Enfiou os pés pelas mãos, provocando a saída de Moro. Com essa, adeus 2022...

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES

CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Justiça seja feita

Sergio Moro foi coerente: pau que dá em Lula dá em Bolsonaro também.

MARA MONTEZUMA ASSAF

MONTEZUMA.SCRIBA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Por aqui!

Com seus arroubos, o presidente Bolsonaro está acabando com a esperança e a paciência daqueles que o elegeram.

VIDAL DOS SANTOS

VIDAL.SANTOS@YAHOO.COM.BR

GUARUJÁ

*

Subiu no telhado

O presidente lembra uma bailarina, equilibra-se na ponta dos pés. Mas a água já chegou ao pescoço...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Data-limite

O Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes, não pode aguardar amanhã por mais uma atitude desastrada de seu presidente. Ontem, 24 de abril de 2020, foi a data-limite.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

JWILSONLENCOIS@HOTMAIL.COM

LENÇÓIS PAULISTA

*

Cavando a própria sepultura

Votei em Bolsonaro, fiz muita campanha para ele nas redes sociais, mas vejo que, infelizmente, ele dá munição aos adversários políticos. Tirou o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que seguia o melhor caminho para conter a pandemia do novo coronavírus, e faz tudo ao contrário do que a OMS prega ser o correto para conter esse mal. Desautorizou um homem visto como herói nacional, o então ministro Sergio Moro, que, no entanto, manteve a dignidade e pediu demissão. O presidente parece estar querendo cavar o próprio túmulo. Nesse ritmo que está seguindo, logo a população não se vai importar que Bolsonaro sofra um processo de impeachment. Num tempo em que todos necessitam de paz, ele quer a guerra. O verdadeiro “mito” deixou o governo ontem.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

REINNERCARLOS1970@GMAIL.COM

ARAÇATUBA

*

Gota d’água

Quando Bolsonaro surgiu como a única esperança de tirar o nefasto PT do poder, embarquei na candidatura dele, mesmo sabendo da sua falta de capacidade para governar o Brasil. Mas acreditei que com bons ministros, como Sergio Moro e Paulo Guedes, com carta branca para tocarem suas pastas, seu governo poderia dar certo. Tenho tido uma decepção após a outra. Essa saída de Moro foi a gota d’água para transbordar o meu copo, já tão cheio. Não dá mais. O Brasil não tem como sobreviver a uma epidemia de um vírus mortal e aos desatinos de Bolsonaro, simultaneamente. Impeachment já, para o bem do Brasil.

RONALDO GOMES FERRAZ

RONFERRAZ@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

*

Esquisitão

Assim não dá! O grande chefe do nosso país não pensa direito. Manda embora seus melhores auxiliares e mantém os piores. Eu nunca vi isso. Os ministros que ele deveria mandar embora são o da Educação e o das Relações Exteriores, mas os escolhidos foram Mandetta e Moro. Muito esquisito.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

CLIDESROSSI@GMAIL.COM

OURINHOS

*

Bandidos e filhos

Não resta a menor dúvida de que o esteio da campanha de Bolsonaro foi o combate à corrupção, cujo alicerce era Sergio Moro, sem o qual certamente ele não se elegeria. Desconhecedor da política, Moro foi o inocente útil para levar Bolsonaro à Presidência. O ex-ministro deveria saber que em baile de cobras sempre se devem usar perneiras. Os filhos de Bolsonaro e a bandidagem agradecem a sua demissão.

LAURO BECKER

BYBECKER@GMAIL.COM

INDAIATUBA

*

Família sem máscara

Pronto, acabou. A família Bolsonaro desmascarou-se. Agora vamos ver se o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e as Forças Armadas vão atuar para proteger o Brasil disso que ostensivamente se prepara.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

O POVO NÃO ESQUECE


Com as demissões de Luiz Henrique Mandetta e de Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro mede forças com a opinião pública ou, no mínimo, pouco se importa com ela. Estratégia arriscada. Não é por acaso que existe o sábio dito popular que diz que “o povo não esquece”.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

BOLO SEM FERMENTO


Uma semana após demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que vinha diariamente recebendo aprovação da população, o presidente Jair Bolsonaro viu pelas redes sociais que o apoio ao seu governo continuava imbatível, e, baseado nessa premissa, deve ter forçado a demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro. Mas fica uma pergunta ao presidente: o que era Mandetta na receita do bolo do seu governo? Um ilustre desconhecido. Mas Moro não. Moro era o fermento, e todos nós sabemos como fica um bolo sem o fermento: duro de engolir!


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


*

CAI MAIS UM PILAR


Podemos descrever a Presidência de Jair Bolsonaro como peculiar, estranha e, muitas vezes, mesquinha. O governo tem mais ministros militares (36%) que a Venezuela (29%) e os governos dos presidentes militares Ernesto Geisel e João Figueiredo (civil não serve?). Tem três ministros que não fariam falta, a saber, Ernesto Araújo (Relações Exteriores), que descobriu que o DNA da covid-19 é vermelho e comunista; o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que vai manter o Enem na época anunciada anteriormente, com covid-19 ou não (se até a Olimpíada de Tóquio foi adiada); e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que deixa a Amazônia queimar e quer, ao mesmo tempo, cobrar dos outros taxa de carbono (pelo dióxido de carbono gerado na Amazônia?). Por outro lado, saem os ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, que estavam fazendo o possível em suas pastas, apesar das limitações impostas pelas repetidas interferências, não cabíveis, de nosso errático presidente. Talvez a ideia seja colocar um de seus filhos como ministro de Justiça. Assim, pode lhe contar diariamente como estão indo as investigações sobre fake news, por exemplo, sobre o financiamento de aglomerações em frente ao Palácio da Alvorada, além das suas possíveis relações escusas com as milícias no Rio de Janeiro.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


*

DESGOVERNO


As cabeçadas presidenciais poderão levar o Brasil ao caos. Total irresponsabilidade. Não é possível que, depois de tantas brigas institucionais, teremos de enfrentar a pandemia e, com ela, a volta da corrupção mais danosa à Nação.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


*

O ÚLTIMO CRISTAL


Bolsonaro quebrou o único cristal que não poderia. Os verdadeiros patriotas continuarão a manter os mesmos ideais, mas não necessariamente este mesmo nome.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

‘DIÁRIO OFICIAL’


Atribui-se ao general De Gaulle a frase “o Brasil não é um país sério”. Sem entrar no mérito da autoria, o que vejo é o seguinte: o Diário Oficial de ontem trazia a exoneração “a pedido” do sr. Maurício Valeixo, do cargo de superintendente da Polícia Federal, ato que traria a assinatura do presidente da República e do ministro da Justiça e Segurança Pública. O ministro citado veio, então, a público e afirmou que a exoneração não foi a pedido do funcionário e que o ato não teve sua assinatura. Por outras palavras: não se pode acreditar no que está escrito no Diário Oficial. Será que este é um país sério?


Sarah C. F. Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo


*

DEMAIS


Perdão, bolsonaristas, mas mexer com pessoa de confiança de Sergio Moro numa altura dessas, depois do imenso desgaste com Mandetta, “o vitimista oportunista”, já é demais. Razão e competência não escolhem lado, elas são resultado de ações politicamente confiáveis!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


*

FIM DE GOVERNO


A saída de Moro significa que o esfacelamento e a credibilidade do governo Bolsonaro caminham a passos largos.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

O GOVERNO DEPOIS DE MORO


A saída de Moro vai permitir que este presidente, que já manchou a farda do Exército brasileiro e já rasgou a imagem da Câmara dos Deputados, venha a proteger a caterva de bandidos que está instalada no Palácio do Planalto e, ainda, comandar seu exército de pracinhas rumo à ditadura. Mas a reação será idêntica à das Diretas Já e dos rostos pintados para afastar Collor, mesmo que isso possa conflitar direita e esquerda, com sangue nas ruas.


Dalton A. S. Gabardo dalton@gabardos.com.br

Curitiba


*

CARTÃO VERMELHO


A regra é clara: pode dar canelada no adversário, mas no juiz não pode, né, Bolsonaro?


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


*

MEDO


O pedido de demissão de Sergio Moro veio depois de o presidente Bolsonaro dizer que trocaria a direção da Polícia Federal (PF) – com o único intuito de ter na PF alguém de seu núcleo e confiança que, dessa maneira, não avançaria nas investigações no Rio de Janeiro e nas milícias, onde certamente o medo da família Bolsonaro era serem encontradas todas as digitais da família.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

SEM ALTERNATIVA


Na sua posse, Jair Bolsonaro deu carta branca a Sergio Moro para continuar seu trabalho contra a corrupção e ilícitos praticados no País. Na verdade, percebeu que a Polícia Federal, que se subordina ao ministro, estava chegando até seus filhos, fato inaceitável para um presidente que, literalmente, chega às lágrimas quando se trata do seu clã. Alternativa não houve senão trocar o comando da PF por alguém que interrompa essas ameaças. Ou seja, foi um tiro no próprio pé. Quem viver verá!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

MORO DERRUBADO


Derrubou seu melhor ministro para proteger seus filhos! Vossa Excelência está dinamitando esta nação. Chega! Fora Bolsonero!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


*

INDIGNO


Bolsonaro traiu um país inteiro para poupar seus três filhos. Atitude indigna de um presidente.


Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru


*

CRISE NO GOVERNO


Até quando o presidente vai conseguir proteger seu filho bandido?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*

ACABOU


Votei em Jair Bolsonaro e até ontem eu o apoiava. Mas levou longe demais suas sandices. Não podia esperar nada de bom. Afinal, foi político. Detonou o PT e mais nada de bom fez. Dou o maior apoio ao seu impedimento, e que não demore. E, aproveitando o ensejo, apoio também o impedimento de seus filhos. Acabou. Sugiro a Bolsonaro, quando estiver longe do Planalto, montar uma creche para cuidar dos seus filhos retardados.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


*

COM OS DIAS CONTADOS


O presidente da República apresenta sinais de desespero. Com as investigações avançando contra seu filho, Jair Bolsonaro não vê outra saída senão passar a controlar diretamente as ações da Polícia Federal. Para obter esse controle, Bolsonaro pretende substituir o diretor da PF por alguém de sua confiança, com a missão de resolver o problema do seu filho investigado e com grandes chances de ser condenado. A mudança na Polícia Federal teria acarretado o pedido de demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro. Se Moro passar a atuar contra o presidente Bolsonaro como ele atuou contra o ex-presidente Lula, o governo Bolsonaro estará com os dias contados.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

PERIGO À VISTA


Mesmo dizendo não ser coveiro, presumo que, depois da saída de Sergio Moro do Ministério, o presidente Bolsonaro cavou sua própria cova.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

DEMISSÃO DE SERGIO MORO


Quando a autoridade máxima de um país toma decisões de cunho pessoal em detrimento de critérios técnicos, o futuro torna-se sombrio.


Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira


*

PRÓXIMA SEMANA É GUEDES?


E a saída de Paulo Guedes? O que ele está fazendo no governo deste doido?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

TUDO DESMORONA


Tudo desmorona no governo, que nunca teve bases sólidas de existência. A saída do ministro da Justiça é, infelizmente, apenas mais um capítulo dessa pandemia dupla de vírus e verme que vivemos. O próximo a sair, Paulo Guedes, já foi substituído por militares anunciando supostos planos de recuperação econômica.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


*

HOSPÍCIO BRASÍLIA


Ministro Paulo Guedes que se cuide. Bolsonaro está de olho nele e só espera o filho senador indicar um nome para, depois, criar uma situação para demiti-lo. Lembre-se, ministro, de que o presidente chegou a sugerir que o filho que morou nos EUA e trabalhou como chapeiro em lanchonete fosse nomeado embaixador. Creio que a autoridade “que manda” sofre de inversão de valores.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


*

SOBRE O PRESIDENTE


Somente uma afirmação, bem brejeira: “Quem muito tira será tirado”.


Henrique Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo


*

FIM DE FEIRA


O último que sair do Palácio do Planalto, favor apagar a luz!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

VÃO LIVRE ACIMA DA MEDIDA


A carta branca a Sergio Moro para promover o combate à corrupção é pilar principal do apoio popular a Jair Bolsonaro. Corrigindo: era. Após trocar o responsável pela Saúde em plena pandemia, o Brasil agora troca o responsável pela Justiça sem ter vencido a guerra contra a corrupção. Agora só falta trocar o responsável pela Economia no momento mais delicado da crise da convalescença do combate ao vírus. Presidente, vão livre é algo muito bonito, mas tem limite. Refaça seus cálculos, corrija o curso e repare as coisas enquanto o prédio ainda continua em pé. São as palavras de quem torce pelo o seu sucesso e pelo do Brasil.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


*

GOVERNO RIDÍCULO


Nesta toada, vamos ter de montar um picadeiro de circo para nosso governo apresentar suas palhaçadas.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


*

HORA DE DECIDIR


Hora de os generais do Exército decidirem se desembarcam do governo ou se conduzem a instituição a um perigoso caminho rumo à desmoralização. É muito arriscado apostar nos apoiadores do núcleo duro do bolsonarismo, menos de 30% e derretendo. Notem que escrevi “generais” e “Exército”. Não confundir com militares e Forças Armadas.


Vitor Lopes vlmmendes@gmail.com

São José dos Campos


*

PRESIDENTE DESASTROSO


Não bastasse o momento crítico e calamitoso que o País passa diante do novo coronavírus, altamente letal e galopante, com diversas indicações confusas de comportamento para combatê-lo, inclusive do governo federal, que fizeram com que o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fosse demitido por discordar das indicações do presidente, agora nos deparamos com um tsunami no Planalto: o pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, provocado única e exclusivamente por irresponsabilidade, incapacidade, inexperiência e inabilidade total do presidente Jair Bolsonaro. O poder lhe subiu à cabeça e conseguiu, em pouco mais de um ano, destruir o que nós achávamos que Bolsonaro fosse reestruturar. Achávamos que ele seria nosso salvador. Porém ele vem nos decepcionando diariamente, inclusive pelo péssimo comportamento de seus filhos, que tiveram a quem puxar. Então podemos afirmar a veracidade da expressão de que “filho de peixe peixinho é”. Ele já perdeu nove ministros e está prestes a perder mais um, Paulo Guedes. Enquanto isso, vai nos destruindo por sua obsessão pelo poder.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

LUÍS XIV


O presidente Bolsonaro definitivamente incorporou o espírito de Luís XIV da França: “Le État c’est moi” (o Estado sou eu).


Harry Rentel harry@florarome.com.br

Vinhedo


*

NOSSO DOM QUIXOTE


Dom Quixote de La Mancha é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes. É uma paródia em que o personagem perde o juízo, acredita nas histórias que leu e decide torná-las verdadeiras. Dom Quixote, ao lado de seu fiel amigo Sancho Pança, se envolve numa série de aventuras fantasiosas, que são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico. O encanto da obra nasce do descompasso entre o idealismo do protagonista e a realidade na qual ele atua. Jair Bolsonaro é assim. Luta com seus moinhos de vento. Inventa que o Congresso Nacional, a imprensa e o Supremo Tribunal Federal (STF) articulam complôs e golpes para derrubá-lo. É um capitãozinho de pouco estudo, despreparado e destemperado, que foi enxotado do Exército por insubordinação e entrou na política com pouco mais de 30 anos, e de lá nunca mais saiu. Pobre Brasil. Tiramos a esquerda maldita do poder e elegemos um desequilibrado que pensa ser Dom Quixote.


Chester Martins orc@orc.com.br

Orlândia


*

AJUDA


A facada que recebeu afetou órgãos e, aparentemente, muitos neurônios do presidente Bolsonaro. Precisa de ajuda o mais rápido possível.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


*

TIRO


Inacreditável a saída do ministro Sergio Moro do Ministério da Justiça. O presidente Bolsonaro deu um tiro em sua própria cabeça. Não honrou os compromissos com Moro, traiu quem se colocou ao seu lado para combater a corrupção. O ministro sai muito grande deste governo, jamais ficará sem emprego, pois é um cidadão que fez seu nome à custa de seu trabalho. A corrupção mostrou que está bem viva. Perdem os brasileiros, perde o Brasil.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

IMPEACHENT JÁ!  


O capitão de milícias se entregou. Ou renuncia ou impeachment nele!


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


*

IMPEACHMENT NÃO, UTI


Urgente: não há tempo a perder, é necessário mandá-lo para a UTI. Precisa ser encaminhado para cirurgia cerebral no intuito de eliminar o vírus que está provocando curto-circuito, aumentando a imprudência nos atos, sem o menor pudor. UTI tem longa fila de espera, mas ele pode furá-la, porque é presidente – pelo menos, por enquanto.


Itsumi Kato i.kato@outlook.com

São Paulo


*

FORA BOLSONARO


Capitão, você já fez a sua parte: afastou o PT do Planalto.    Agora, com a saída de Moro, pode pegar a sua ninhada e sumir.   Quem nasceu para capitão nunca chegará a general. Mourão dará conta do recado.   


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


*

CAPITAL ELEITORAL


O alcaide-mor de plantão acaba de desferir mais um tapa na cara do cidadão deste triste e enfermo país. Mas não importa, porque, se Sergio Moro se candidatar à Presidência da República, vai levar fácil.


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


*

2022


Mais uma atitude desrespeitosa e ditatorial de nosso presidente dispensar o chefe da PF sem consultar o ministro Sergio Moro, a quem estava subordinado. Só esperamos contar com Moro em 2022, pois o Brasil não aguentaria uma possível reeleição do atual presidente ou uma candidatura vitoriosa do PT.


Roberto Luiz Pinto e Silva  robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo


*

BRASIL


In Moro we trust, in Bolsonaros, no.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

TRISTEZA


Sergio Moro não merecia passar por esta situação. O País está triste. Agradeço a Moro por tudo, e o mais grave foi ele ter perdido 22 anos da magistratura e, também, a previdência da sua família. Lamentável!


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


*

ANTIGO PROJETO


Moro devia retomar seu antigo projeto, que seria passar um tempo fora do País. Cumpriria sua quarentena do governo e aproveitaria para estudar, como era seu desejo. Depois, voltaria para atuar na área de sua escolha.


Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André


*

LUTA


Sou grata a Sergio Moro, gladiador incansável, por tudo o que já fez e tem feito pelo Brasil. Fora do Coliseu, Moro, vencedor perante o povo brasileiro, vai poder continuar sua luta contra a corrupção e o crime em benefício de todos nós.


Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo


*

SEM DEFESA


Se o desprezo pela saúde e pela vida da população já tinha deteriorado o apoio a Bolsonaro, agora, ao abandonar de vez a pedra fundamental de sua eleição – o combate à corrupção –, aliando-se ao “centro podre” marcado pela prisão de alguns, e querendo interferir na PF para “salvar” os que lhe são “caros”, nem o mais empedernido “bolsomion” tem como argumentar em sua defesa! A maioria dos brasileiros não é formada de “comunistas” (como os “milicianos” propagam) nem quer a esquerda de volta ao poder: quer um país democrata e republicano, que valorize os brasileiros por seu trabalho e esforço pessoal. Sobram-lhe as hostes milicianas pagas sabe-se lá (ainda) por quem e os da “velha política”, que não perdem qualquer oportunidade para continuar usufruindo das benesses do poder.


Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú


*

CRISES REAIS E CRISES FABRICADAS


A crise real é o coronavírus, as crises fabricadas (pelo governo) são as trocas de ministros, tentativas de demissões, brigas com o Congresso, abertura forçada e antecipada de comércio, e tantas outras. Em tempos de crise, liderar é resolver problemas, não criá-los. Nossos líderes fazem o contrário. A próxima eleição dirá se estão certos ou não.


Marilda Nimer marilda.nimer@gmail.com

São Paulo


*

RECORDE DE MORTOS


A “gripezinha”, ou a “histeria criada pela imprensa”, como definiu o presidente Jair Bolsonaro, a pandemia do novo coronavírus se alastra de forma pavorosa no Brasil. Na quinta-feira, em 24 horas, tivemos om recorde de 407 mortes e mais 3.735 pessoas infectadas no mesmo período de tempo. Infelizmente, já acumulamos 3.313 mortes e 49.493 infectados em todo o Brasil. Ora, se o nefasto presidente Bolsonaro vem pregando diariamente pelo fim do isolamento social, com este assustador índice de óbitos, justo seria ser julgado como um genocida.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

MASSACRE


Nos EUA, país mais rico do mundo, mais de 50 mil pessoas já morreram devido à pandemia do coronavírus. Em um único dia, 23/4, mais de 3.200 norte-americanos morreram. Apesar da situação gravíssima e alarmante, aqui, no Brasil, de forma irresponsável, já vemos flexibilização e relaxamento com a quarentena e as medidas de isolamento social. É um erro crasso e fatal, que causará a morte gratuita de milhares de brasileiros. Se o insano e genocida Jair Bolsonaro não está nem aí para a vida das pessoas, os governadores e prefeitos devem ter o bom senso e a responsabilidade de seguirem as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de manterem a quarentena. Caso contrário, teremos um verdadeiro massacre, sobretudo dos mais fracos, pobres e vulneráveis, que não têm como se defender da pandemia.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


*

GUERREIROS


Vamos ter muito o que contar nas próximas décadas para nossos filhos, netos e, quem sabe, bisnetos sobre o vírus mortal que vem assolando o mundo nos últimos meses. Na maior guerra que enfrentamos nos últimos tempos, senão nesta geração, o inimigo é invisível e não há armas de fogo que possam combatê-lo. Essa doença vem causando prejuízo não só à saúde pública, mas na economia e na vida de milhões de brasileiros. Como os dados mostram, a covid-19 está crescendo do País, porém não é imbatível se for mantido o distanciamento social principalmente nas cidades em que é maior o número de infectados, como são os casos de São Paulo e Manaus. Nas redes sociais, cresce a quantidade de vídeos mostrando pessoas que venceram a doença e receberam alta dos hospitais, como o ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial Ernando Piveta, aos 99 anos, que saiu do hospital das Forças Armadas em Brasília sob festa feita pelos médicos e enfermeiros, nossos guerreiros que trabalham ali. Além do esforço de cada um, devemos lembrar que existem verdadeiros guerreiros que estão no

pelotão de frente lutando contra o coronavírus e preservando a saúde e a vida de milhares de desconhecidos. O momento não é para fazer politicagem, e sim de união, empatia, solidariedade e cuidado dobrado. Nós, em sintonia, podemos, sim, ajudar estes profissionais a vencer essa guerra contra o inimigo invisível.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


*

INFORME PUBLICITÁRIO


O comunicado O Coronavírus e a Saúde no Brasil, publicado no jornal de 23/4 (A5), é de uma irresponsabilidade a toda prova. Quem assina o comunicado, José Isaac Peres, CEO da Multiplan, só está pensando no interesse econômico de sua empresa, e não nas vidas que estão em jogo no Brasil em razão da pandemia de covid-19. Basta ler o jornal para ver o caos em que o País está entrando na questão da saúde. O comunicado faz comparações estatísticas completamente inverídicas, porque analisa taxas de mortalidade em países onde o pico da pandemia foi atingido e alguns que até já estão em fase decrescente de contaminação. E os compara ao Brasil, com dados que mostram o início da pandemia. Nós não chegamos ao pico da pandemia aqui! Imaginem quando o vírus atingir (o que já está acontecendo) as camadas mais pobres da população em periferias e favelas de nosso país? Ou os nossos pobres são imunes ao vírus, como nosso brilhante (!) presidente aventou recentemente? É triste ver a existência de empresários no País com essa visão.


Luiz Alberto de Castro Santos lacs1951@outlook.com.br

São Paulo


*

‘O CORONAVÍRUS E A SAÚDE NO BRASIL’


O sr. José Isaac Peres, CEO da Multiplan, publicou a nota O Coronavírus e a Saúde no Brasil, comparando os números das mortes pela atual pandemia com os resultantes de doenças crônicas. Preliminarmente, entendo que não cabe comparar as mortes por doenças crônicas com as decorrentes de uma pandemia, ainda mais com dados parciais. As doenças crônicas levam à morte por um curso natural durante o qual inúmeros tratamentos, quer clínicos, quer espirituais, minimizam o drama de sua evolução fatal. Como os recursos de que dispomos ainda não nos permitem evitar a ação desse vírus, só resta o isolamento social, que tem inquestionáveis benefícios. Com a diminuição das contaminações ao mesmo tempo, evita-se que o corpo clínico escolha quem deve viver ou quem deve morrer, além de possibilitar o tratamento numa UTI de outras emergências – um infarto agudo do miocárdio ou apendicite supurada, por exemplo. Entendo, ainda, que a comparação que esta nota faz prejudica o necessário atual confinamento, pois muitos leigos passam a duvidar de sua eficácia, apesar dos fatos constatados em outros países, com mortos nas ruas ou em valas comuns, que serão incapazes de recuperar a economia.


Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


*

PREOCUPAÇÃO


Lendo o anúncio de página inteira do sr. José Isaac Peres, CEO da Multiplan, contra o destaque dado à covid-19 quando comparado aos óbitos das nunca lembradas patogenias que anualmente nos acometem, fiquei matutando se a inusitada preocupação não se deveria à perda de renda do abnegado filantropo com o momentâneo fechamento de seus shopping centers.


Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


*

MAGNÂNIMO?


Quanto tempo será que o sr. Cândido Bracher (Doar para transformarEstadão, 24/4, A2) vai capitalizar a doação de R$ 1 bilhão para ajuda na pandemia? Banqueiro não conhece o verbo dar e, quando o faz, fica até emocionado.


Paula de Ribamar e Silva paula.ribamar@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.