Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

País desgovernado

Tardia e lamentavelmente, percebemos que mais uma vez fomos enganados às urnas, em 2018. Esse senhor que levantou a bandeira contra o PT não passa de lobo vestido de cordeiro, que agora já mostra sua verdadeira feição lupina, garras e caninos e ameaçadores. Estraçalha os amigos que aquartelou pelo caminho com promessas de carta-branca, pulverizando um a um, sem dó nem piedade e a qualquer preço. Não fora o Exército Brasileiro manter-se inexorável na defesa da democracia, não tenho dúvida de que esse senhor decretaria o fechamento tanto do Supremo Tribunal quanto do Congresso Nacional, escrevendo nova página escura de nossa História. O povo brasileiro não merece isso. Saliente-se, ademais, que vivemos inferno astral com inimigo invisível que chegou para matar, o novo coronavírus. E esse senhor não tomou nenhuma providência em prol do Brasil diante desse drama que enluta as famílias. Ele governa só para si e para seu clã. Basta analisar-lhe o chorrilho de destemperos cometidos nas últimas semanas. Quebrando, mentecapto, uma das vigas mestras de seu governo, o ex-ministro Sergio Moro, que lhe dava sustentação moral e ética, como já havia feito com Luiz Henrique Mandetta, bombardeou ambos num verdadeiro suicídio político. Percebemos agora que saímos de uma governança horrorosa (PT) para cairmos noutro desgoverno tão ruim ou ainda pior.

ANTONIO BONIVAL CAMARGO

BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.ADV.BR

SÃO PAULO

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Reino de Carluxo

Pobre Brasil, depois de ter sido governado por Dilma, agora tem o seu governo influenciado por um tal de Carluxo! Votei em Jair Bolsonaro, fiz campanha para ele, não por achá-lo um mito nem por acreditar em sua competência para dirigir o País. Mas confiei em suas intenções, imaginando, erroneamente, que ele colocaria a Nação acima de tudo e de todos. Bolsonaro, no entanto, não passa de mais um político inebriado pelo poder, que pôs a família e seu projeto de reeleição acima de tudo e de todos. A impressão que fica é de que ele não é dado ao trabalho, não fez o que se esperava dele e não deixou que outros fizessem. Mostrou-se um homem pequeno e mesquinho. Sua propagada humildade foi substituída por arrogância e grosseria. Depois do triste episódio com Sergio Moro, símbolo maior do combate à corrupção sistêmica neste país, acabou o resto de esperança que os mais otimistas, como eu, ainda depositavam nesse governo.

ELIE BARRAK

EGBARRAK@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Rachid

Após tudo o que ouvimos a respeito do danoso comportamento de Jair Bolsonaro, só podemos concluir que seu real interesse e sua intenção estão claros e evidentes: blindar o filho senador contra acusações facilmente comprováveis de praticar a chamada rachadinha quando deputado estadual no Rio. 

ANGELO TONELLI

ANGELOTONELLI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Lema

Bolsonaro antes da eleição: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Depois de eleito: "Brasil acima de tudo, meus filhos acima de todos".

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Derrapada

Sem dúvida, foi uma senhora derrapada. Ele conseguiu se superar ao perder o mais carismático ministro de seu governo. E pelo que se vê vai demitir ou forçar a demissão do mais competente e técnico, Paulo Guedes, da Economia. Na corrida presidencial de 2022 pode tirar o cavalinho da chuva, porque não vai se reeleger, uma vez que ele próprio pôs Sergio Moro no páreo e, portanto, não haverá o "voto contra", como se viu em 2018. Talvez ele agora passe a se dedicar a administrar o País, pois a reeleição já era.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

RODRIGUESALONSO49@GMAIL.COM

SANTOS

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Negócio de família

O presidente vai fechar o Posto Ipiranga e colocar uma faixa de aviso: "Agora sob nova direção, Bolsonaro & Sons".

JOSÉ PAULO CIPULLO

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Pagador de promessas

Ainda do pronunciamento de despedida do ex-ministro Sergio Moro, ao menos uma verdade ficou bem nítida: a promessa de Bolsonaro, em campanha eleitoral, de que daria pleno apoio à Operação Lava Jato e travaria guerra sem trégua contra a corrupção endêmica que campeia no Brasil não passou de meras palavras, sem o propósito de levá-las adiante. Ladinamente, ele apenas se aproveitou do anseio do povo de ver extinta a corrupção reinante e lançou isso como mote na campanha. Não apareceu, ou não foi percebido na ocasião, o que depois de eleito ficou demonstrado: a falta do necessário preparo intelectual e político do presidente, bem como a carência de qualidades de estadista, recursos tão necessários para o bom desempenho de tão importante função. Portanto, lamentavelmente, o que resta agora aos brasileiros é esperar que surja alguém verdadeiramente idôneo, competente, incorruptível para cumprir as promessas esquecidas por Bolsonaro.

AURÉLIO QUARANTA

RELYO.QUAR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bordão

Pressinto que a frase "prezada, não estou à venda" será o "tchau, querida" de Bolsonaro. Interessante exemplo de como uma simples frase pode desmascarar e queimar o filme de um político (no caso, uma deputada do PSL). Aliás, a parlamentar em questão não cometeu o mesmo crime de Jair Bolsonaro, de advocacia administrativa?

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS VIEIRA

JRDSVIEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Guilhotina

Quero lembrar que foram mulheres do mercado de Paris que prenderam Luiz XVI, em 1789. Ninguém pode com o povo!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

EUGENIOALATI13@GMAIL.COM 

CAMPINAS

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GOVERNO EM LABIRINTO

  

A indicação de Alexandre Ramagem por Jair Bolsonaro para superintendente da Polícia Federal, considerados seus vínculos com a família Bolsonaro, com membros investigados pelo órgão, obviamente tisna o princípio da impessoalidade, previsto no artigo 37 da Constituição federal, enquanto requisito inafastável da titularidade de cargo público, e, consequentemente, deve ser inibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um revés do presidente, que cada vez mais se perde no labirinto em que se transformou seu governo.

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FILHOCRACIA

Favorito para chefiar a PF tem confiança dos filhos. Fica provado que quem comanda o Brasil não é Bolsonaro, e sim os filhos dele. Que vergonha.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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BEDEL DE ESCOLA

O presidente da República deseja indicar um amigo dos seus filhos para diretor-geral da Polícia Federal. Parece a atitude de diretor de escola na indicação de um bedel de confiança porque os filhos estudam no mesmo local. Quer receber as informações diretamente de quem deveria agir de maneira impessoal e com base nas regras estabelecidas, com o claro objetivo de evitar a aplicação de sanções disciplinares.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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POLÍCIA FEDERAL É POLÍCIA DE ESTADO 

A Polícia Federal é instrumento policial de Estado, e não polícia de governos, eventuais e transitórios. A polícia do Estado, quando se torna polícia do governo, significa que estamos diante de um regime totalitário. A história recente está cheia de exemplos. A Alemanha nazista tinha a Gestapo, sua polícia secreta. A Rússia comunista stalinista criou a KGB. A Itália fascista tinha a Ovra. A ditadura no Brasil tinha o DOI-Codi. Portugal salazarista tinha a Pide. A Stasi era a polícia política da Alemanha oriental, onde Vladimir Putin atuou. Todas as ditaduras se mantêm à força pela atuação perversa de suas polícias de repressão à liberdade, à oposição e à democracia. Só a verdade nos libertará. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EXPLICAÇÃO

O presidente Bolsonaro ainda não explicou a razão da avidez com que ele queria trocar o diretor da Polícia Federal. Os leigos, como eu, só queríamos entender este procedimento porque, se essa explicação não for dada, podemos acreditar que há algo escuso neste caso.

João Aguiar Soares Machado jotaiada@gmail.com

São Paulo

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QUE DECEPÇÃO!

Em 24 de abril assistimos à oitava troca de ministros feita pelo nosso atual presidente, sr. Jair Messias Bolsonaro. Errar é humano, mas o motivo para a demissão do diretor-geral da Polícia Federal e, depois, do ministro da Justiça e Segurança Pública pegou muito mal. Nem nos governos anteriores o desrespeito foi tão grande. E quem foi punido foi o ministro, o ex-juiz Sérgio Moro. O combinado na nomeação de Moro não valeu para o sr. presidente, e deu no que deu... Pelo visto, muitos eleitores do atual presidente, em tão pouco tempo, já ficaram decepcionados. Será que assistiremos a coisa pior?

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com.br

São Paulo

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CARTA BRANCA?

Como se viu na contundente fala do ex-ministro Sergio Moro, em que apresentou gravíssimas denúncias e provas de crimes cometidos pelo presidente Bolsonaro, a carta (nem tão) branca que recebeu para aceitar fazer parte do governo, como sua salvaguarda moral, trazia impressa em letras miúdas, quase invisíveis, a determinação de que qualquer brasileiro pode ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, com exceção expressa da família presidencial. Pode um negócio desses? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ROUPA SUJA

Na última sexta-feira, lavou-se muita roupa suja no chafariz da praça central. Sobrou até para a sogra presidencial. O Brasil inteiro viu que o placar foi ampla e justamente favorável ao matreiro Sergio Moro, a despeito de este ter sofrido doídas estocadas de Jair Bolsonaro, meio perdidão. Por exemplo, ninguém engole a solução da charada do Adélio da faca. E mais, Moro fez elogios aos governos petistas por não assediarem a Polícia Federal, porém é sabido que, ali por 2016, o marqueteiro João Santana, enrolado até o pescoço com a Justiça, escapou de ser preso pela PF porque certa matrona, de posse de informação privilegiada, o alertou para que fugisse para o exterior.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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PONTO SEM RETORNO

A primeira decisão antes de uma tempestade que se aproxima é a mais importante: para que lado ir? O maior perigo é ser pego na tempestade, sem espaço para manobrar ou fugir. É onde os brasileiros estão. Epidemia, crise econômica e desgoverno - um caos sem precedentes em todos os sentidos. Mas é também onde o presidente Bolsonaro se encontra. Excelência, não entre nessa! Não tente seguir os exemplos de Dilma e Temer. A situação é incomensuravelmente mais grave e seu apoio, incomensuravelmente menor. Haverá um momento em que o povo não irá tolerar mais. Não aposte contra a possibilidade de que este momento esteja muito próximo.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS

A História é rica em atentados mortais que mudaram o destino de países e até do mundo. Brutus matando Júlio Cesar na Roma ainda republicana e Gravilo Princip assassinando o arquiduque austríaco Francisco Fernando e sua esposa Sofia, em Sarajevo - estopim da Primeira Guerra Mundial -, são exemplos bem conhecidos. Adélio Bispo de Oliveira talvez tenha concorrido para abalar o rumo do - a duras penas conquistado - regime democrático brasileiro, ao apunhalar o então candidato à Presidência da Republica Jair Messias Bolsonaro. O covarde atentado, além de afastá-lo dos debates pré-eleitorais nos quais provavelmente teria mostrado o seu despreparo para tão importante investidura, conferiu-lhe uma aura de mártir. Ele acabou chegando ao segundo turno como a única opção contra a maléfica coalizão política que fora a praga que institucionalizou a corrupção no Brasil. Agora estamos vendo o resultado desta tragédia quando o presidente, em plena pandemia mortal para o nosso povo, provoca crises institucionais para "salvar a pele" da sua família.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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CONFISSÃO

O que mais incrimina o presidente não é o depoimento de Sergio Moro, é o discurso do próprio Bolsonaro na sexta-feira. Nele, ele confessa que queria da Polícia Federal informações que não lhe eram devidas, chegando a deixar claro que entende como uma das funções da PF o papel de agência de informação.

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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PINGO NOS IS

Jair Bolsonaro apresentou-se à imprensa para contestar o pronunciamento do ex-ministro da Justiça ao deixar o cargo e para acusá-lo de mentir quando disse que o presidente pretendia interferir na Polícia Federal, e disse que Sergio Moro havia sugerido a ele uma troca: permitiria a substituição do diretor-geral da PF, se fosse indicado para o STF. Entretanto, tão logo terminado o pronunciamento do presidente, Moro apresentou, no Jornal Nacional, mensagens trocadas pelo  WhatsApp provando que ele havia dito a verdade. Por enquanto, dois pingos em dois is a favor de Sergio Moro.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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RESPOSTA LÚGUBRE

Sinceramente, a resposta de Bolsonaro ao desabafo de Sergio Moro foi convocar seus ministros para acompanhar seu pronunciamento. Lembrou mais a cena de um comunicado de morte, como registraram as faces soturnas dessas figuras. Sentem um cadáver já decomposto e incerteza quanto ao futuro?

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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REFERÊNCIAS MUSICAIS

Após assistir ao pronunciamento do presidente na sexta-feira e refazer-me de vomitar, vieram-me à lembrança algumas referências musicais do passado: a primeira, a inesquecível My Way, imortalizada por Frank Sinatra. Parece que o presidente ouviu, não entendeu direito e quis levá-la ao extremo, e se deu mal. A segunda, ao ver a enorme entourage reunida com cara de o-que-estou-fazendo-aqui?, lembrei-me da capa do álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (no caso, Capitão Peppers) - nonsense psicodélico. Finalmente, falando em banda, a marchinha dos anos 50 General da Banda, em que Blecaute profetizou sobre o Capitão da Banda: Mourão Mourão / Vara madura que não cai / Mourão, Mourão, Mourão / Catuca por baixo que ele vai...

Gerson Azambuja Neves Filho gersonazambuja@yahoo.com.br

São Paulo

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PRONUNCIAMENTO

Eu estava esperando a renúncia do presidente na sexta-feira. Faltou-lhe grandeza - como era de imaginar...

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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POST DO CRIOULO DOIDO

Tão sem pé nem cabeça quanto aquele pronunciamento que Bolsonaro levou quase cinco horas para preparar, defendendo-se do que veio a público na fala de despedida de Moro, é um post que passou a circular pelas redes sociais, massivamente postado por renitentes bolsonaristas, detalhando uma mirabolante conspiração em que estariam envolvidos o ex-diretor da Polícia Federal Marcelo Valeixo, Sergio Moro, João Doria, FHC, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli, conspiração que teria o intuito de derrubar Bolsonaro e que, após ter chegado ao seu conhecimento, motivou a demissão de Valeixo e a consequente saída de Moro. Ao ler a postagem, cheguei a considerar a possibilidade de ter ocorrido o retorno ao mundo dos vivos do inesquecível Stanislaw Ponte Preta para nos brindar com mais uma das suas sensacionais gozações, desta vez o "Post do Crioulo Doido".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DESPREPARADO

Diante dos infindáveis problemas oriundos do ocupante do cargo mais alto da Nação a que estamos assistindo, pasmados, todo dia, eu pergunto: como é que um indivíduo sem a menor condição para o exercício do cargo que rege os destinos de nossa população, de centenas de milhões de pessoas, pode ser autorizado a governar-nos sem ter sido submetido a um exame psiquiátrico, sem ter apresentado um currículo comprobatório de capacidade e experiência profissional, sem ter participado de debate? Enfim, uma completa incógnita.

John Coningham Netto maria.coningham@gmail.com

Campinas

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AINDA A DEMISSÃO DE SERGIO MORO

O saimento inopinado do ex-ministro, a quem sempre dediquei grande admiração, mexeu com meu sistema emocional. Era meu intento aguardar o pronunciamento do presidente, consoante recomendação da prudência, para formação de melhor juízo. Precipitadamente, levado pela comoção, soltei uma crônica antes. Hoje só tenho uma certeza: um dos dois está mentindo. O tempo, senhor da razão, dirá quem é quem. Abraham Lincoln ensinou-nos que "não se pode enganar a todos durante todo o tempo". Sou eternamente grato a ambos pelo que já fizeram pelo Brasil. Todavia, conquanto a nebulosa incerteza, quer-me parecer perigoso abandonar o presidente neste momento crucial em que luta sozinho contra todas as feras famintas e vorazes. Ele encarna a última esperança contra o deletério sistema. Com todos os seus possíveis senões e temperamento explosivo (e talvez por conta desse temperamento), ele foi o único a se levantar a favor do rompimento libertador. A queda dele significa o desastroso retorno à bandalheira administrativa de sempre, desde o tempo da colonização. Procuremos conter as paixões, as dissensões e reflitamos com serenidade. O momento é de união e soma de forças para "o bem de todos e felicidade geral da Nação".

Walter Barreto de Alencar walteralencar30@gmail.com

Salvador

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O ÚLTIMO PILAR

Com a saída de Sergio Moro, um dos pilares deste governo, basta agora apenas Paulo Guedes, o outro pilar, renunciar para que Bolsonaro seja defenestrado, sem necessidade de impeachment ou qualquer ato de força. Está em suas mãos, Paulo Guedes.

Luiz Antonio D'Arace Vergueiro luiz-vergueiro@hotmail.com

São Paulo

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COZINHEIRO TRAPALHÃO

O cozinheiro do Palácio do Planalto está todo atrapalhado e errando nas receitas. Depois de fritar o Mandetta e Sergio Moro, a bola da vez é o ministro Paulo Guedes, que entrou em rota de colisão com Rogério Marinho e com o general Braga Netto por causa do programa Pró-Brasil, que está sendo chamado de "New Deal" e também de "Plano Marshall" brasileiro. Guedes, que é um entusiasta e seguidor das ideias neoliberais, vai ter de engolir John Maynard Keynes ou passar do ponto.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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COMBUSTÍVEL

Será que o Posto Ipiranga terá gasolina suficiente para aguentar tudo?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SEM SAÍDA

Sergio Moro expôs o presidente Jair Bolsonaro para os brasileiros. Moro mostrou os dados de realidade que não deixam dúvidas. Bolsonaro está combalido, junto com os seus filhos políticos. A podre herança ficará para os contribuintes, que pagarão dívidas enormes contraídas por essa equipe despreparada e descompassada que está no poder. Sem a confiança de seus eleitores, Bolsonaro ficará vagando, pedindo ajuda para os congressistas que irão abandoná-lo, um de cada vez. A Polícia Federal conhece as fraquezas da família Bolsonaro e tem provas suficientes contra eles. Bolsonaro está sem saída, mergulhado na lama.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ZUMBI

Militares ouvidos pelo Estado consideram que, por ser o afastamento do presidente Jair Bolsonaro um caminho "longo" e "difícil", o destino dele seria o de se tornar um zumbi, à semelhança do que aconteceu com Michel Temer. Bem, em menos de dez dias Bolsonaro canetou a demissão de dois ministros populares, competentes e vitais, exonerou o diretor-geral da Polícia Federal e nomeou outro - amigo da família - em seu lugar. Este não é, pelo menos até o momento, o comportamento típico de um presidente zumbi. Ao contrário, Jair Bolsonaro continua vivo e perigoso. De qualquer forma, zumbi por zumbi, saudades de Temer... 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FÓRUM DE ELEITORES

Obrigada por este espaço do Fórum dos Leitores. Sempre gostei dessa página, onde os principais assuntos são comentados, mas especialmente as cartas dos dias 25 e 26 de abril, após a saída de Sergio Moro, que resumem de maneira brilhante tudo o que leitores anônimos, como eu, sentem. Imaginem que Brasil teríamos se essas opiniões representassem um "fórum de eleitores" em 2022.

Irene Silva Avalone ireavalone.ia@gmail.com

Santos

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SINUCA DE BICO

Por orientação de Lula, o PT pisou no freio quanto ao pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. Se o pede, estaria, em tese, apoiando Sergio Moro, considerado o algoz do ex-presidente; se criticar o juiz, ficará ao lado do presidente que lhes tomou o poder. Sinuca de bico!

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

São Paulo

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REPRESENTATIVIDADE

O editorial O esvaziamento dos partidos (26/4, A3) aborda de modo muito pertinente um problema fundamental da nossa democracia. De fato, os partidos deveriam naturalmente representar os interesses da população, mas entre nós lhes falta justamente o essencial: a representatividade. Apesar das redes sociais, no esquema atual há significativa dificuldade de acesso tanto do eleitor aos partidos como o inverso, com o que na vida prática estes em geral não passam de uma abstração. Gostaria, então, de sugerir algo que poderia contribuir para superar essa deficiência. Não é simples, requer alterações constitucionais e sua implementação demandará tempo, mas creio que traria bons resultados concretos. Trata-se de autorizar a criação de partidos políticos estaduais e municipais. Os primeiros poderiam eleger governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores; os últimos, apenas prefeitos e vereadores. Esses partidos estariam muito mais próximos do eleitor, seriam mais fáceis de constituir, todo o processo eletivo custaria muito menos e o eleitor poderia cobrar melhor seu desempenho. Num segundo passo, nada impediria que, ao se constatarem afinidades, eles começassem a se fundir e, então, formar partidos maiores, inclusive federais, mas aí já teriam personalidade. Seria um processo orgânico, de baixo para cima, respaldado na população, o que é, afinal, a essência da democracia. Mais adiante, então, uma vez consolidado o esquema, poder-se-ia migrar para um regime parlamentarista, bem melhor que o atual, mas que para fazer sentido depende justamente de partidos representativos - este, porém, já é outro assunto.

Roland Körber roland@korber.com.br

São Paulo

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'A NECESSIDADE DA UTOPIA'

O papel de liderança do jornal O Estado de S. Paulo se revela mais uma vez no editorial A necessidade da utopia (20/4, A3), numa análise político-partidária-eleitoral da situação nacional, comparando os anos de 1919 e 2019. O editorial é um chamamento aos cidadãos brasileiros contra a "covardia eterna do povo" e para que reflitamos sobre a nossa inércia causada pela "orgulhosa ignorância", "obscurantismo militante" e "truculência política", que nos impede de assumirmos "um sentimento de coletividade, do pertencimento verdadeiramente patriota" no exercício da cidadania e na defesa das políticas sociais como defendia Rui Barbosa, apoiado pelo Estado, em sua campanha para a presidência da República em 1919. O editorial aponta a distância que ainda nos separa, de modo oposto, das propostas de Rui Barbosa, pois "temos um Jair Bolsonaro, que representa os inconformados com a democracia". E logo abaixo, na mesma página, temos outro editorial, O esvaziamento dos partidos, que conclui: "Sempre adiada, a reforma do sistema político-eleitoral é da máxima importância". Convido os leitores a divulgarmos amplamente este excelente editorial.

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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QUADRO INSÓLITO 

Tudo parece indicar que as preocupações das autoridades sanitárias do Rio de Janeiro diante de uma possível explosão de casos de covid-19 em comunidades menos favorecidas não são compartilhadas pelas lideranças das milícias, que, para se manter, cobram taxas compulsórias de comerciantes e prestadores de serviços lá estabelecidos e os obrigam a retomar suas atividades, em flagrante desrespeito às determinações expedidas pelas autoridades no sentido de evitar aglomerações. Como se vê, trata-se de uma situação patética, na qual o poder público, ao mesmo tempo que se arvora em defensor da vida das pessoas, mediante a adoção de medidas preventivas como forma de deter a propagação do vírus, não consegue proteger uma significativa parte da população, deixando-a à mercê do crime organizado, sem alimentar a menor esperança de reverter quadro tão insólito.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOA VIAGEM, GOVERNADOR!

Qual o limite do bom senso e da cara de pau do nefasto traíra governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, aquele déspota que vai prender e arrebentar o cidadão que sair às ruas? Com o Estado na pindaíba financeira há algum tempo, agravada pela covid-19, que levou o inconsequente aprendiz de político a inflamados e midiáticos discursos apelativos e ameaçadores ao governo federal por razões econômicas diversas, eis que ao ex-ministro Sergio Moro, ainda quente sobre a maca da República, o governador, sem eira nem beira, ofereceu a Secretaria de Justiça, inusitada e inoportuna pasta a ser criada por interesse político, dando de ombros para o contribuinte e para o orçamento, sendo fato que a rede de saúde fluminense está a carecer de leitos de UTI, respiradores mecânicos, equipamentos de proteção individual, testes, insumos, profissionais especializados, etc.! Witzel, o Rio de Janeiro não te merece! Estou triste porque acreditei em ti em 2018. Meu voto foi para o lixo, e para lá tu irás em 2022. Boa viagem!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA QUE REPETIR IDEIAS ALHEIAS?

Sei que estou com tempo de sobra, mas gostaria de usá-lo de uma forma útil. Lendo a extensa entrevista que Luciano Huck fez com o filósofo americano Michael Sandel, nada aprendi, fui vendo linha a linha um resumo do que médicos, sociólogos, políticos, psicólogos e outros filósofos já falaram ao jornal à exaustação. Mas persisti, pois imaginei que algo deveria haver aí, até que quase no final na oitava coluna (26/4, H7), ficou claro o objetivo da tal entrevista: elogios ao entrevistador, apresentado por Sandel como paladino da democracia. Em meio à pandemia, temos de aguentar propaganda eleitoral disfarçada em supostas ideias originais. Pode ser que muitos não conheçam as ideias apresentadas, mas garanto que os leitores do Estadão, sim. Haja paciência!

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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