Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2020 | 03h00

República dos Bolsonaros

Controle jurisdicional

Prevalece ainda hoje a tese de Seabra Fagundes de que cabe ao Poder Judiciário julgar os atos administrativos dos outros Poderes quando ferem o Direito e as leis vigorantes, em especial a Carta Magna. Assim, está revestido da necessária legalidade o decisório do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relativo à posse de Alexandre Ramagem na chefia da Polícia Federal (PF), visto o ato apreciado do Executivo estar eivado de ilegalidade, ferindo a Constituição da República, especialmente no seu artigo 37. Com efeito, a nomeação de Ramagem fere os princípios da impessoalidade e da moralidade, porque o nomeado é amigo íntimo da família Bolsonaro e filhos do presidente estão sendo investigados pela PF por fake news e outros fatos nas redes sociais, também em apuração pelo STF. Em caso de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), certamente o pleno do STF manterá a decisão do ministro prolator, em decorrência da jurisprudência predominante na Corte, aumentando a desmoralização do presidente. Aliás, essa decisão leva ao presidente a seguinte consideração: ele pode muito, mas não pode tudo, porque a lei é a sua mandante. Gostando ou não, é assim que é.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Presidência em ruínas

O advogado, ainda que seja o titular da AGU, não está dispensado de seguir os valores, princípios e normas constantes da Lei 8.906/94 (Estatuto do Advogado), sob pena de sofrer processo disciplinar no Tribunal de Ética da Ordem. Entre os deveres do advogado insere-se não postular contra expressa disposição de lei e, por óbvio, contrariamente a seu convencimento lógico, por imposição do empregador ou do chefe da instituição pública a que serve, ainda que seja a Presidência da República. O presidente revoga uma nomeação, causa a perda de objeto de um mandado de segurança e compele o AGU a recorrer de modo teratológico, dizendo ser ele quem manda na República. Tudo para nomear amigo de seus filhos, enxovalhando o nosso ordenamento jurídico, construído no decurso secular de elevados estudos jurídicos, a que se dedicaram grandes personalidades da nossa História.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Baixo clero

Acho que nem Freud explica o tamanho do complexo de inferioridade de Bolsonaro, para ele precisar reafirmar “quem manda sou eu” tão constantemente.

M. DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO

ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU (SP)

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O mandatário

São várias as estratégias para não resolver os problemas: propor soluções absurdas para serem rejeitadas, ignorar os problemas na ilusão de que se vão embora sozinhos, inventar outro problema que não interessa para desviar a atenção. Nosso inseguro (“quem manda sou eu”) e insensível (“e daí?”) presidente usa essas estratégias constantemente. Para não resolver o problema da segurança pública quer armar a população, até com armas e munição sem registro. O vazamento do petróleo nas praias do Nordeste e as queimadas na Amazônia foram solenemente ignorados. São os Estados e municípios que devem resolver o problema da covid-19, a ele cabe criticá-los, desafiar as normas de segurança e distanciamento social (criou anticorpos?) e engajar-se em “batalhas” de seu próprio interesse, como a do controle da PF. Pena que o dr. Nelson Teich não seja psiquiatra.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Futuro sombrio

Acompanhando a conduta do presidente Bolsonaro, concluo que estou diante de uma personalidade que modula as atitudes de acordo com suas conveniências, conforme as condições do momento. Na formação do seu Ministério nomeou pessoas de reputação ilibada, como Sergio Moro, dando a entender que cumpriria a promessa de campanha de combate à corrupção, que foi indispensável para vencer a eleição. Mas ao surgir o primeiro caso de conduta irregular de um dos seus filhos, revelada pelo antigo Coaf, passou a tomar atitudes para desprestigiar o ministro, que foi obrigado a engolir esse e outros sapos que se seguiram, até o ponto em que poderia comprometer a sua reputação. Daí seu necessário pedido de demissão. Analisando a sequência dos últimos episódios, percebo que o presidente tem testado a resiliência dos brasileiros com atitudes que preocupam os que acreditaram em suas promessas. Olhando para o futuro, creio que corremos o risco de uma conduta contrária ao clamor popular, que exige probidade e respeito à Constituição.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Receita Federal x igreja

Aos amigos, tudo. Os outros são os outros. Bolsonaro pressiona Receita para atender igreja evangélica (30/4, A1). Muito grave e significativa essa postura do presidente, principalmente porque vem do ocupante de um cargo que exige sabedoria, isenção e, acima de tudo, total equilíbrio emocional.

VERA BERTOLUCCI

VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Faturamento

Qualquer cidadão ou cidadã minimamente informado(a) e imparcial sabe que o débito da tal igreja jamais será pago. A pergunta que não tem resposta é: como uma igreja conseguiu atingir tamanha dívida?

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Imposto a mais

Enquanto Bolsonaro quer aliviar R$ 144 milhões de uma igreja evangélica, nós, contribuintes, pobres aposentados, vamos ter de pagar mais um pouco de Imposto de Renda na declaração, além do que já nos foi descontado na fonte. A tabela está defasada somente em 95%!

VITOR DE JESUS

VITORDEJESUS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

DESPREZO

 

O último “e daí?” dito pelo presidente da República veio acompanhado de um desprezo pelos brasileiros. Seu comentário foi das coisas mais revoltantes que se viu ultimamente. O País sofrendo com a evolução desta doença insidiosa e desconhecida, que foi considerada por ele como uma “gripezinha”, mas que maltrata , deixa sequelas e mata inúmeras pessoas, e teve de ouvir uma coisa desta de seu presidente. Nenhuma palavra de simpatia ou consolo, somente um “lamento” depois que tomou conhecimento de que o tal e daí? tinha sido gravado. Um verdadeiro chefe de Estado fica ao lado de seus compatriotas, tenta aplacar com palavras e gestos o seu sofrimento. Um verdadeiro chefe de Estado estaria viajando pelo Brasil consolando os doentes e seus familiares, dizendo palavras de consolo e apoio. Estaria se multiplicando pelos Estados, ajudando nas suas dificuldades, dando ideias e se desvelando para ajudar. Uma fala de consolo, de ajuda e apoio aos profissionais da saúde, médicos, atendentes, enfermeiros, policiais, motoristas e outros muitos já seria uma forma de agradecer aos que estão se dedicando aos doentes. Onde estão a compaixão, a simpatia, o agradecimento aos que de alguma maneira estão se desvelando e se dedicando aos que mais precisam? Onde está a solidariedade aos Estados mais atingidos pela pandemia? Só um “e daí, quer que eu faça o quê?”

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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O CAMINHO PARA 2022

 

Para Bolsonaro é simples: basta ir pisando nos cadáveres que são de sua responsabilidade, eles não têm importância. O que importa é a reeleição.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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SLOGANS

 

Com o passar do tempo, os slogans utilizados pelo governo deveriam ser alterados para “O Brasil não pode pagar”, “Mais Brasil, Menos Planalto”, “Brasil acima de tudo, Presidente acima de todos” e “Pátria desanimada Brasil”. E daí? Lamento, é o que penso.

 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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O PRÓPRIO VENENO

 

Ao nosso excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro: lamento muito, senhor, porém sou obrigado a me manifestar a respeito da sua indicação para a Diretoria-Geral da Polícia Federal de Alexandre Ramagem. Tivesse o senhor mais sensatez, critério e podemos até mencionar inteligência, teria evitado a vergonha, o constrangimento e o dissabor a que se sujeitou insistindo na nomeação ante a pressão de seus filhos pela ligação de amizade pessoal e íntima com a família Bolsonaro. Embora sua constante afirmação de que “quem manda aqui sou eu”, o senhor provou do próprio veneno para se conscientizar de que não é bem por aí, tanto que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação e a posse do novo diretor. E daí, presidente?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REPÚBLICA

 

O bloqueio da nomeação do delegado-geral da Polícia Federal Alexandre Ramagen pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendendo a pedido do PDT, foi um direto no estômago do Planalto e um alívio para a opinião pública. Seria impalatável, após a exoneração estapafúrdia do ex-ministro Sergio Moro, assistir impotente a esta nomeação, no mínimo, obscena de Ramagen, amicíssimo do vereador Carlos Bolsonaro, suspeito até o pescoço de envolvimento no escândalo das fake news. Este é um belo exemplo do significado real da República: a independência dos três poderes para que um controle o outro e não haja “abuso” de nenhum deles. O STF e o Congresso podem ter seus defeitos, mas neste episódio acertaram em cheio ao coibir este verdadeiro deboche do Executivo.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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INTERFERÊNCIA

 

Mais uma vez um membro do STF resolve intervir num ato do Poder Executivo. Isso pode? É constitucional? Os poderes não são independentes? Que poder Alexandre de Moraes tem para impugnar uma nomeação do Poder Executivo? Será que o STF quer dominar o setor da Polícia Federal?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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DESVIO DE FINALIDADE

 

A determinação de um ministro do STF contra a indicação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal por certo não pode ser considerada como um conflito entre dois Poderes da República. É apenas a constatação de que o indicado não tem condições de ocupar um cargo tão importante em razão de suas relações com a família Bolsonaro, o que poderia influenciar suas atividades. O organismo goza de muito conceito pelas investigações que promove. Até quando o atual presidente vai agir em interesse próprio?

 

Uriel Villas Bolas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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PONTE DE RAMAGEM

 

O presidente Jair Bolsonaro queria uma ligação direta com o novo diretor-geral da Polícia Federal, com o intuito de ter uma fonte de informações para blindar o governo e seus filhos. Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez cair essa Ponte de Ramagem, após a Justiça cruzá-la rumo às investigações na CPMI das Fake News e sobre as manifestações anti-instituições. A queda é simbólica. Invoca alegoricamente a situação da Alemanha nazista, quando Hitler deu ordem para implodir todas as pontes na fronteira com o objetivo de obstruir a entrada das tropas aliadas, em março de 1945, mas não houve tempo de impedir a travessia pela Ponte de Remagen. Esta caiu alguns dias depois, sendo tema de filme em 1969. Evento marcou o início do colapso do regime.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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SONHOS COM A PF

 

Bolsonaro diz sonhar com Ramagem na Polícia Federal. Sonho raro. Contam-se nos dedos os brasileiros que sonharam como o presidente. Já sonhar com Disney...

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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PAU OCO

 

De muita importância o que José Nêumanne alerta (Polícia Federal: uma santinha de pau oco, 29/4, A2): Polícia Federal autônoma? Como se fosse uma instituição acima das fraquezas humanas? E mais: “nenhuma instituição armada pode ser autônoma, porque representaria um risco para a liberdade, valor fundamental”.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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POLÍCIA FEDERAL, INSTITUIÇÃO DE ESTADO

 

Necessário e oportuno o artigo de José Nêumanne Polícia Federal, uma santinha de pau oco (Estado, 29/4, A2), analisando a quantas andam as disputas, até os dias de hoje, entre as categorias de servidores da Polícia Federal (PF) no rastro do choque frontal entre o presidente da República e o ministro da Justiça e Segurança Pública demitido, o ex-juiz Sergio Moro. Lembra-nos de que nas gestões de Lula/Dima (PT) a PF foi usada, afrontando o que determina nosso Texto Magno, também quanto ao princípio da impessoalidade, para fins de perseguição dos que se opunham a seus governos e, na gestão de Bolsonaro para fins de blindar os seus filhos. Desrespeitaram o fato de que a Polícia Federal é uma instituição armada e de Estado, que não pode ser autônoma, como determina o texto constitucional. Por isso tudo que o artigo apontou, e outras afrontas do “mito” que o Estado e imprensa em geral já noticiaram, acho melhor o vice, Hamilton Mourão, ficar de prontidão, pois pau que bateu em Dilma está sendo preparado para bater em Jair – o incorrigível –, pelo bem do Brasil. Votei nele pensando que defenderia a democracia republicana. Ledo engano. “E agora, José?”, como fica a Lei Maior nas mãos do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF)?

 

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

 

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A CONFISSÃO É A RAINHA DAS PROVAS

 

Vários inquéritos foram instaurados contra o presidente Bolsonaro, entre eles o mais notório, em que o ex-ministro Sergio Moro diz que o presidente insistia em mudar o chefe da Polícia Federal sem trazer ao ex-ministro a causa, justa ou não, dessa exoneração, visto que, segundo a lei, tal mudança tem de ter motivos justificados e indicação impessoal, a bem do serviço público. Isso é evidente. A evidência não precisa de prova, brilha por si, a prova lhe está implícita. Não é preciso provar que o sol brilha nem tampouco que o mel é doce. Isso é evidente. Também no âmbito das funções e cargos públicos as nomeações têm de ser técnico-jurídicas, na forma da lei. Nomeações políticas destoam porque sinônimas de “compadrio”, embuste exalante de mau cheiro. A isso o ex-ministro Sergio Moro, mesmo coagido, preferiu perder tudo, o posto de ministro e, pasmem, 22 anos de magistratura a submeter sua honradez e dignidade a servir de capacho em que o capitão limpasse as botas. Que este seu “não estou à venda” soe e retina por todos os recantos da Pátria, como exemplo de coesão de caráter. Esse gesto ensine-nos a fidelidade aos princípios. O nobre quebra, mas não verga! Celso de Mello, do velho, constante, excelente remoer questões de direito, e já acostumado à poeira do longo caminho na judicatura, quando causas, as mais notórias, como as mais complexas lhe correram e correm sob as vistas apuradas, não tenho dúvida, que ao notável juiz, dum só lançar de olhos, tem sua convicção firmada, sem outras provas que a própria confissão ali posta. A confirmação é do presidente Bolsonaro, de que, realmente, a nomeação proposta tem feição política: “é isso, a indicação é política, e daí?”, isso numa explosão de orgulho e bravata, bem própria dos que se supõem acima da lei, e acima de todos. Essa afirmação por si dispensa quaisquer outras provas. Os sábios dizem: na cólera, cale-se. Bolsonaro não só não se cala, mas, pior, confessa num disparo tiro certo ao admitir como verdadeiro o fato, contrário ao seu interesse, e prova, com evidências fáticas o motivo pelo qual o ex-ministro pediu demissão. Ninguém acima da lei. Senhores, não é só por todo o Brasil que se abrem covas, em Brasília também.

 

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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‘CAPITIS DIMINUTIO’

 

André Mendonça assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública com uma redução de capacidade, de autoridade, em relação a Sergio Moro, seu antecessor, porque este indicou o diretor da Polícia Federal, para que o presidente da República nomeasse. Já Mendonça foi empossado depois da escolha do diretor da PF. O diretor da Polícia Federal escolhido e nomeado por Bolsonaro só não tomou posse porque o STF barrou a indicação. Se o presidente defende a autonomia da Polícia Federal, que é órgão do Estado, encarregado de investigação e inquérito, inclusive sigiloso, deveria, para não haver quebra de hierarquia, consultar o ministro da Justiça sobre que nome este gostaria de ver à frente da polícia judiciária. Sim, como gosta de reafirmar Bolsonaro, é dele a competência para nomear, o que não exclui a cortesia, a elegância de consultar seu ministro responsável pela área da segurança pública. Por que fez isso com Moro?

 

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

 

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INDICAÇÕES

 

Após a saída de ex-ministro Moro, o presidente sr. Bolsonaro fez mudanças na Polícia Federal e fez indicações para a substituição do ex-ministro Moro e também na PF. Tem sido questionado que as pessoas indicadas para essas vagas são amigos pessoais do sr. Bolsonaro e família. Alguma vez alguém questionou a indicação do ministro Marco Aurélio Mello, indicado pelo ex-presidente e seu primo Collor de Mello – quer mais próximo que isso? Alguém alguma vez questionou a indicação do ministro Dias Toffoli, que era consultor da CUT e assessor jurídico do PT, e que foi indicado pelo ex-presidente Lula? Dá para entender ou precisa desenhar?

 

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REPÚBLICA FAMILIAR

 

É inacreditável! Ninguém merece passar por isso no meio de uma pandemia viral. O fato é que no Brasil nos dias atuais temos ao mesmo tempo uma pandemia na saúde e um pandemônio político causado por quem deveria servir de exemplo neste momento de pânico e medo por que passa milhares de brasileiros em razão de uma luta mortal contra o adversário agressivo e invisível que já ceifou a vida de mais de 5 mil brasileiros e brasileiras. Em meio a esta guerra, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e, pior, tudo leva a crer que a atitude foi tomada por vaidade política. A ação temerária pegou mal, mas o presidente conseguiu ultrapassar esse momento sem abalos políticos mais profundos. Mas agora, por inabilidade política – para dizer o mínimo –, seu ministro mais popular pediu demissão, com acusações gravíssimas de que Bolsonaro tentou ter acesso a dados sigilosos da Polícia Federal (PF), como se a Polícia Federal fosse polícia de governo, e não de Estado, algo que um presidente deveria saber. A saída de Sergio Moro da Justiça e Segurança Pública inaugura o momento mais ligado de um governo caudilhante feito de momentos delicados em meio a uma pandemia viral e sanitária. Sr. presidente, economia se recupera, a vida de milhares de brasileiros não tem volta. Chega de teimosia!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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TEIMOSIA PRESIDENCIAL

 

Como o Brasil conseguirá diminuir o número de mortes causadas pelo coronavírus, se o presidente da República não acredita na metodologia aplicada pelo Ministério da Saúde, a do confinamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotada por quase todos os países do mundo? Aqui, o porcentual da população que segue o método é menor que 50%, que prova não estar funcionando como era esperado. Tive mostra disso na manhã do último domingo, numa padaria, onde apenas eu e os funcionários usavam máscara. Ao afastar-me de uma pessoa que teimava em ficar próxima, esta comentou com outra que não usava máscara que o presidente também não usava, e ele deveria saber mais que todos nós. Fui embora sem discutir, afinal, se o exemplo vem de cima, como eu, sem um cargo importante, poderia convencer a pessoa? Quando um governante, que tem a responsabilidade de liderar um país e transmitir tranquilidade e confiança à sua população, age como o presidente Bolsonaro, enfim, só nos resta torcer para dar certo, ou amanhã terá de responder pelo número de mortos que escolheram seguir sua teimosia.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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TRANQUILIZANTE

 

Informado sobre o expressivo aumento dos casos de morte por coronavírus, o ministro da Saúde, Nelson Teich, convocou uma coletiva, as pressas, e nos tranquilizou: vamos continuar acompanhando.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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O AVANÇO DA EPIDEMIA

 

Presumo que já passou da hora de o ministro da Saúde, Nelson Teich, dizer a que veio, até porque, diante da velocidade com que o coronavírus vem atingindo todos os Estados do Brasil, o ministro, em seus comentários, não menciona uma palavra a respeito do distanciamento social, que no atual momento é a única solução para tentar barrar esta epidemia. Como perguntar não é ofensa: será que o ministro da Saúde está seguindo orientações do capitão?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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#FIQUEEMCASA

 

Com 5.017 mortes causadas pela covid-19, o Brasil superou a China. Foram 474 confirmações de óbitos apenas nas últimas 24 horas - novo recorde para um dia (Estadão, 28/4). Acredito que parte do aumento de mortes pode ser atribuída ao relaxamento do isolamento social, tão apregoado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Diante das declarações do presidente e da omissão do ministro da Saúde, Nelson Teich, o povo, ansioso por retomar suas atividades, o distanciamento social em São Paulo caiu para 48%. Presidente Jair Messias Bolsonaro, por que não te calas?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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EM SÃO PAULO

 

População de São Paulo, pelo amor de Deus, vamos zerar as ruas! O governador João Doria ameaça não permitir a volta do comércio a partir do dia 11 de maio, o que não faz sentido, pelo próprio abandono popular do isolamento. Ele vai impor aos comerciantes o ônus e a falência. Pelo amor de Deus, em nome de todos os restaurantes, bares, baladas, cabeleireiros, camelôs, barracas de praia, etc., vamos ficar em casa!

 

Roberto Moreira da Silva  rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

 

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DEIXEM OS MÉDICOS TRABALHAREM

 

Espero que nosso ministro da Saúde, Nelson Teich, honre a classe médica tomando medidas adequadas ao combate dessa terrível pandemia. Porque, se depender de Ernesto Araújo e de Jair Bolsonaro, estamos perdidos. Como é que um ministro das Relações Exteriores diz tamanho absurdo, comparando medidas de distanciamento social com os campos de concentração nazistas? Se o Barão do Rio Branco e Ciro de Freitas Valle, ícones das nossas relações diplomáticas, estivessem vivos, teriam uma síncope. E nosso presidente responde a um repórter: “E daí, o que você quer que eu faça?” Por favor, ministro e presidente: não façam nem falem nada. Fiquem quietos, usem máscara e deixem os médicos trabalharem.

 

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

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ISOLAMENTO

 

Associações judaicas cobram desculpas de chanceler brasileiro (Estadão, 29/4).  Será que para pessoas como o nosso ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, tenho de pedir para informar-se sobre o que foram os campos de concentração nazistas? Uma vergonha este nível de ignorância dentro do governo e falta de consideração aos sobreviventes do holocausto, ao usar este exemplo para falar do isolamento para coronavírus.

 

Luiz Frid    luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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MAIS UMA

 

Com mais uma bobagem, agora ofendendo os judeus, o ministro Ernesto Araújo deve sentir-se superseguro no ministério do atual governo, que está precisando de inimigos para usar como biombo para ocultar o sofrimento do povo com a “gripezinha”.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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