Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 03h00

Bolsonaro & Filhos

A cegueira da paixão

O depoimento de quase nove horas, sábado, dado por Sergio Moro à Polícia Federal em Curitiba, ao qual teria juntado provas robustas de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal (PF), acendeu a luz de alerta nos bolsonaristas mais próximos do gabinete presidencial. Esse grupo já busca uma estratégia mais eficaz para servir de escudo contra as denúncias de Moro. Por enquanto, continuarão a desqualificar o ex-ministro, tentando minar sua credibilidade. O problema nessa tática é a semelhança que guarda com a do marido traído que, avisado por um amigo de que a mulher o trai, permanece casado e briga com o amigo.

SERGIO RIDEL

SERGIOSRIDEL@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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O amigo do amigo

Leio (3/5, A6) que o presidente Bolsonaro considera a hipótese de nomear para a direção da PF o delegado Rolando Alexandre de Souza, da Abin, subordinado de Alexandre Ramagem tido e havido como seu braço direito. Quer dizer, não podendo contar com o amigo, sempre estará por perto um providencial amigo do amigo.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

JQF@TERRA.COM.BR

PIRASSUNUNGA

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Espião?!

O deputado federal Eduardo Bolsonaro ironizou o tempo de duração do depoimento à Polícia Federal, dizendo que Sergio Moro não era ministro, mas espião infiltrado no governo de seu pai. Acontece que foi Jair Bolsonaro que pegou carona na Lava Jato para se eleger, não Moro que foi atrás da canoa furada que agora já faz água por todos os lados.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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De mal a pior

O ditado “nada é tão ruim que não possa ficar pior” encaixa-se no momento que vivemos. Depois de tanta lambança, faltava a cereja no bolo: aliar-se ao Centrão. Os integrantes desse grupo, em sua maioria, não têm currículo, mas capivara. Histórico nada recomendável. Lembrando: um candidato à Presidência no último pleito negociou com o Centrão, teceu-lhe loas, aliou-se. Resultado: nem chegou ao segundo turno.

JOSÉ PERIN GARCIA

JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Felonia

O presidente Jair Bolsonaro gosta de chamar ex-ministros de Judas, mas ao se aliar ao que há de pior na Câmara dos Deputados, ele não só traiu a maioria dos 57 milhões de eleitores que o elegeram, mas mostrou para todo o Brasil quem é o verdadeiro Judas Iscariotes.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Messias x Judas

O presidente Jair Messias Bolsonaro, de volta à velha política, juntou-se ao Centrão, berço de muitos corruptos. Precisava também mexer na Polícia Federal para defender os filhos acusados de ilícitos. Percebeu, então, que Sergio Moro e sua bandeira anticorrupção, procurados por ele para fazerem parte de seu governo, prometendo carta branca, já não serviam. Rasgou a tal carta e armou uma estratégia para que Moro saísse do governo. Quem foi o Judas? O traidor nessa história política foi Jair Messias Bolsonaro.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO

ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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Quebra de contrato

Judas por quê? Sergio Moro nunca disse ser bolsonarista. Aceitou o convite para ser ministro porque lhe foi prometida carta branca para continuar a sua luta contra a corrupção. Não cumpriram a palavra dada, ele saiu. Simples assim.

ELIE BARRAK

EGBARRAK@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pato manco

Se alguém ainda tem dúvidas quando ao rumo que está tomando o governo Bolsonaro, não pode deixar de ler o Estadão de ontem, páginas A2 e A3. Eu votei em Bolsonaro para excluir o PT. E achava que o novo governo caminhava relativamente bem, torcia para que desse certo, mas vi que me enganei quando 01, 02 e 03 começaram a mostrar as garras, com o beneplácito do pai, que se tornara refém dos filhos. A gota d'água que faltava para escancarar os objetivos obscuros da família veio de Sergio Moro, ao se demitir do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Estadão esclareceu todas as dúvidas que eu tinha. Ao presidente só resta “governar” de mãos atadas ou puxar o carro para evitar o pior.

TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Zero, nota zero!

Fui eleitor de Jair Bolsonaro, mas, como cidadão, tenho o dever de criticar sua atitude como presidente. O camarada é literalmente um demolidor! Todos os assessores são atacados e desprestigiados, mais hora, menos hora. Os rumos do governo mudam a todo momento, inexiste qualquer política consolidada no governo para dar algum rumo ao País, nas mais diversas áreas. Bolsonaro, na sua campanha, falava no banditismo existente no País, mas não apoiou Moro em nada do que concerne à mudança e atualização das leis penais. Ao mesmo tempo, o governo não tem nenhum projeto para a educação nem para o meio ambiente. O ministro Paulo Guedes fala em integração do País às cadeias globais, mas nada acontece, tudo fica pelo meio do caminho. Sou funcionário público e já tive muito chefe que não trabalhava, só fazia detonar a equipe de apoio, jamais tendo um time formado para a solução de coisa alguma. Assim é este governo caótico e perdido. Nota zero para a administração Bolsonaro!

PAULO ALVES

PAULOROBERTO.S.ALVES@HOTMAIL.COM

RIO E JANEIRO

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Igrejas ‘perseguidas’

O deputado Marco Feliciano (1.º/5, A3) parece desconhecer que o Mestre recomendou dar “a César o que é de César”. Logo, que se paguem os impostos!

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

VIAS BLOQUEADAS

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou que a partir desta semana dará início ao bloqueio parcial de vias principais da periferia no intuito de provocar congestionamentos e, assim, desestimular a circulação de pessoas para conter a disseminação do coronavírus. Com todo respeito às inciativas da Prefeitura em manter o máximo possível o isolamento social num momento em que a pandemia na cidade está em plena ascendência, esse tipo de ação talvez mais atrapalhe do que ajude. Muitas pessoas que trabalham em atividades essenciais, entre elas profissionais de saúde, moram na periferia e estão justamente fazendo uso de veículos particulares para se deslocar a fim de evitar o transporte público, onde o risco de contaminação é grande. Além disso, outras mais precisam ir ao médico, supermercado, banco, etc. – necessidades vitais que não podem esperar. O momento da pandemia na cidade é muito delicado, pois o pico está se aproximando e o colapso do sistema público de saúde é praticamente certo. Não é o bloqueio de vias de circulação de veículos que vai modificar essa situação.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O HOMEM QUE NÃO RIA

No sábado o decano dos articulistas do Estadão, o sempre magistral Gilles Lapouge, apontou que o primeiro-ministro da Espanha, o comissário de finanças europeu e outras personalidades europeias apontaram a necessidade de um Plano Marshall. Eles apenas se juntaram a empresários e políticos brasileiros que tiveram, simultaneamente, a mesma ideia por aqui. O general George Marshall, conhecido como “o homem que não ria”, sempre partia do diagnóstico preciso da profundidade do desastre. Sem rodeios, ele apontou o despreparo americano em recursos materiais e humanos em sua intervenção na Primeira Guerra Mundial e, a partir dessa visão realista, traçou o plano que, sem favor algum, levou os aliados à vitória contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial. O próprio Churchill dizia que ele foi o “artífice da vitória” com planos tão abrangentes e, ao mesmo tempo, detalhados que incluíam o fornecimento de carne enlatada aos soldados russos. O mesmo nível de estudo se fez presente no seu plano de recuperação da Europa no pós-guerra, que traçou as bases do que seria a futura União Europeia. Plano Marshall é hoje o sinônimo que se usa quando se refere à necessidade de um plano ao mesmo tempo amplo e detalhista, com táticas de curto prazo e estratégia de longo prazo, ao invés das ideias absurdas, simplistas e tacanhas que temos visto. Falta um George Marshall. Quanto à necessidade dos sorrisos, Marshall dizia que os reservava à Sra. Marshall.

Alberto Maurício Caló acalo@bancomaxima.com.br

São Paulo

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‘A CORTE DE BOLSONARO’

Na esteira do episódio em que o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal, por ver nela “desvio de finalidade”, o Estado, em A corte de Bolsonaro (2/5, A3), comenta a confusão do presidente da República, que “age como (...) se ele fosse o imperador”. Inconformado, Bolsonaro chegou a ameaçar com a possibilidade de uma “crise institucional” e conclamou: “Eu apelo a todos que respeitem a Constituição”. Como bem observou o jornal, “o respeito pela Constituição deve começar pelo presidente da República”. Cabe lembrar, entretanto, que Bolsonaro não está só. Os chefes das duas Casas do Congresso e o do Judiciário padecem do mesmo pendor pelo absolutismo. Maia, por exemplo, se “esqueceu” de levar ao plenário o projeto de lei sobre foro privilegiado. Alcolumbre engaveta sem decisão todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Dias Toffoli, o chefe dos guardiões da Constituição, patrocinou ao lado de Alexandre de Moraes censura a dois veículos de mídia. Como se percebe, a tragédia brasileira é, desde sempre, a ausência de apreço à democracia pelos componentes da plutocracia que se apoderou da República.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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BOLSONARO, O IMPERADOR BRASILEIRO

Após a leitura de A corte de Bolsonaro (2/5, A3), fica claro que o presidente Bolsonaro de fato se considera o imperador brasileiro do século 21 ao afirmar “quem manda sou eu”. Que o Brasil é difícil de ser governado por causa das grandes diferenças sociais e econômicas ninguém tem dúvidas, só que o presidente Bolsonaro está exagerando no comando do País. “E daí”? Infelizmente, eu votei no presidente Bolsonaro para o País sair da lama (PT) e o Brasil acabou entrando no barro.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DESÂNIMO

Li a coluna do grande Ignácio de Loyola Brandão (E daí, Presidente Morte?) e mais uma vez o desânimo se abateu sobre mim, em ter como presidente o sr. Jair, e ter ainda pela frente mais 2 anos e 8 meses dele no governo. Mas tão triste quanto esse fato é ver milhares de pessoas aplaudindo e apoiando as loucuras dele. Certo está o jurista Miguel Reale Júnior, quando escreve que o sr. Jair tem uma “possível anormalidade de personalidade”. Triste país o nosso.

Auta Terezinha Garcia Cares auta.cares@gmail.com

São Paulo

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E DAÍ?

O comportamento esperado entre pessoas humanizadas, em momentos de sofrimento do outro com a perda de entes queridos, é a compaixão, mesmo se existir alguma questão entre elas. Todos os seres humanos, todos sem exceção, erram. Alguns erros mais graves outros menos. E os políticos não são exceção. Bolsonaro, político velho, também teve os seus. Durante 28 anos recebeu polpudos salários e verbas, com pouco retorno a quem custeava tudo isso. Durante todo esse tempo empregou muitos amigos e parentes, vários deles que também pouco ou nada faziam, farra que foi sendo ampliada por seus filhos. Mas para tentar se diferenciar dos demais políticos, resolveu negar seus erros, como se malversação de recursos públicos não fosse prática abominável. Esse comportamento, motivado pelo anseio da população por mudanças e o consequente afastamento dos políticos mais em evidência, deu um bom resultado na eleição. Isso certamente o estimulou a adotar um modo esdrúxulo de fazer política, com aversão, distanciamento, e apontando os erros dos outros, que evidentemente não se sustenta num governo democrático. Um comportamento hostil que visa apenas a destruir todos os que “cruzam” seu caminho, com mentiras (fake news), distorções dos fatos e agressões verbais. E faz isso com o maior cinismo, destilando muita raiva, inclusive contra personalidades que prestam ou prestaram relevantes serviços ao País, até mesmo contra aqueles que até dado momento estiveram junto a ele (os traidores). O resultado não poderia ser outro, seu crescente isolamento. Mas se não bastasse o comportamento hostil e sua total inabilidade com as palavras, ele agora evidenciou outra face que tentava dissimular: a falta de humanidade, de empatia com o próximo. Mais de 5 mil mortes, pessoas sendo enterradas em valas comuns e sem despedidas, e Bolsonaro banalizando. E daí? Quem não estiver minimamente envergonhado desse comportamento deve refletir, pois ninguém, mesmo sendo apoiador de Bolsonaro, precisa se igualar a ele. O Brasil só terá jeito se tivermos mais ética, solidariedade e visão histórica de longo prazo.

José Augusto Varanda jvarandabr@gmail.com

São Paulo

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ANORMALIDADE DE PERSONALIDADE

No artigo Pandemônio – comportamentos de Bolsonaro indicam possível anormalidade de personalidade, de Miguel Reale Júnior, (Estadão, 2/5, A2), ele cita uma entrevista dada ao programa Câmera Aberta (Band, 1999) pelo #PresidenteMorte. Nessa entrevista, indagado se, caso fosse presidente, fecharia o Congresso, respondeu: “Não há a menor dúvida. Daria golpe no mesmo dia”. Nessa entrevista, defendeu a tortura e disse que o Brasil “só vai mudar, infelizmente, quando partirmos para uma guerra civil (...) matando uns 30 mil (...). Vão morrer alguns inocentes. Tudo bem. Em toda guerra morrem inocentes”. Sr. #PresidenteMorte, o sr. está agindo da forma que age para dar um golpe fechando o Congresso, o STF (“se quiser fechar o STF, você sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo não”, Eduardo, filho do #PresidenteMorte) e chegar às 30 mil mortes economizando os custos de uma guerra civil, mas torcendo para que a covid-19 faça isso?

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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‘PANDEMÔNIO’

Eu não sou médico para saber onde classificar os graves transtornos de personalidade do nosso presidente, mas certamente não há de ser nada tão grave que uma injeçãozinha de 10mg de Haloperidol toda manhã não pudesse resolver. No entanto, alerta! A própria bula admite que “(...) pacientes gravemente perturbados ou inadequadamente controlados podem requerer, às vezes, posologia mais elevada. Em alguns casos a resposta ótima pode exigir dose diária acima de 100 mg (...)”.

Paulo E. S. Vieira psurnin@uol.com.br

São Paulo

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MAU-CARATISMO

Foi preciso o enquadre psicopatológico feito por um grande jurista, professor doutor Reale Júnior, com tantos profissionais da matéria médica por aí. Parabéns! É temerário e faz a gente elucubrar sobre a sua plateia, súditos, bedéis... sim, porque de eleitores o alienado não vai mais precisar, não deve nem terminar este mandato. Agora pensem quem são estas pessoas que sofrem de miopia política quando comungam com o mau-caratismo e se identificam! Chamam-no de mito! O novo ministro o chamou de profeta! O problema é sério. Pasmo ao constatar que sempre vai haver um séquito para qualquer paquiderme que se arvore em ser um candidato com promessas vãs e que ainda viria acompanhado de prole que multiplicou a desgraça. Há uma necessidade de aceitação democrática sobre a escolha do outro, mas o desvio, moléstia, demência, contagia.

Marcio Bastos Silveira docmasilveira@gmail.com

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA

Sempre contraditório, nosso presidente alega hoje direito a resguardar sua privacidade, para não mostrar o resultado dos testes de coronavírus. No entanto, quando se submeteu a cirurgias decorrentes da facada, fez questão de expor toda a sua intimidade ao público. Para explorar sua vitimização, valeu até posar de camisolão para as páginas dos jornais. Mas para mostrar exames, evoca direito à privacidade. Uma vez pateta, sempre pateta.

Cybele Russi cyrussi@terra.com.br

São Paulo

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MUDANÇAS NECESSÁRIAS

O Brasil precisa mudar, o presidente Jair Bolsonaro está fazendo uma gestão catastrófica na pandemia, segue atacando a quarentena, contrariando todas as evidências científicas, comportamento que coloca em risco a vida de milhares de pessoas que tendem a seguir o líder. As atitudes do presidente Bolsonaro na gestão do meio ambiente também é catastrófica, Bolsonaro pune e desmantela as instituições que protegem o meio ambiente e estimula ações criminosa, premiando grileiros, madeireiros e mineradores ilegais, os criminosos da floresta. Bolsonaro anuncia um verdadeiro genocídio dos índios brasileiros, pretende acabar com o que resta desses povos para lhes roubar as terras. Bolsonaro rasga a Constituição e pretende nomear um amigo do seu filho para conduzir a Polícia Federal, que passaria a ser uma espécie de Guarda Pretoriana da sua família. O Brasil espera que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro se agigante diante das barbaridades criminosas cometidas por Bolsonaro e salve a Pátria novamente, mandando mais um presidente da República para a cadeia.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ÚLTIMA OPÇÃO

Excelente a entrevista com Luís Roberto Barroso (O impeachment é a última opção). O ministro do Supremo Tribunal Federal é ardoroso defensor do semipresidencialismo e, portanto, da separação de poderes entre chefe de Estado e chefe de governo. As crises de governo devem ser resolvidas com a troca de primeiro-ministro ou a convocação de novas eleições parlamentares. Isso evita que a crise política se transforme numa crise de regime, ameaçando a estabilidade democrática. No caso do presidencialismo, julgar um terceiro presidente por crime de responsabilidade será a última opção, como ocorreu nos casos de Fernando Collor (1992) e Dilma Rousseff (2016).

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CHAPA COMPLETA

Na contramão do ministro Barroso, para muitos o impeachment é justamente a primeira opção, havendo os que querem a chapa completa, na busca de um terceiro turno.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

São Paulo

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O GRÁFICO DA PANDEMIA

O jornal The New York Times atualiza diariamente o gráfico da evolução das mortes em vários países. No caso do Brasil, chama a atenção que nas últimas duas semanas, que marcam a demissão de Mandetta e a interrupção de sua luta para conscientizar a população da necessidade do isolamento, nossa curva mudou a trajetória e está quase na vertical. É mais um triunfo de nosso Doutor Morte.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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NA DINAMARCA

A premier da Dinamarca decretou isolamento antes da primeira morte pelo coronavírus. E nenhuma ocorreu. Lá vigora um “Estado amigo”, e não o “Estado inimigo” dos brasileiros; daí a tendência do povo a seguir as lideranças. Questão de costumes e cultura, não de dinheiro, embora estejamos a falar do país de melhor Índice de Desenvolvimento Econômico (IDH) do mundo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CRÔNICAS DE MORTES ANUNCIADAS

Talvez, no futuro, a covid-19 ganhe o apodo de síndrome do descaso. Brasil, 8.ª economia e 79.º lugar no IDH. Ou seja, rico na exportação agromineradora, mas no atraso econômico e social. Primeiro a gripe pegou a minoria que tem hospital e como fazer isolamento. Agora, chegou aos outros 80%. A maioria sem hospital e condições de isolamento, sem renda fixa e que ganhou um “dane-se”, ou, melhor, um “e daí?” para suas mortes, do mito dos patifes, focado apenas em esconder seus crimes.

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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O BRASIL MISERÁVEL 

A pandemia do coronavírus trouxe para o noticiário da televisão o Brasil dos 70 milhões de pessoas miseráveis, que formam filas colossais nas portas das agências da Caixa Econômica Federal, tentando receber a esmola de R$ 600 destinada a evitar que morram durante a quarentena. Passada a epidemia, podem voltar a morrer como antes, de falta de tudo: de comida, de trabalho, de saneamento básico, de governo, de atenção de uma sociedade desnaturada e fútil. Como os animais que invadem as cidades, também a miséria está mostrando sua cara para os que estão no conforto de suas vidas burguesas. O mundo no espelho, sem máscaras, mostrando sua verdadeira face.

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LEGADO DA COPA

A pandemia revela o “legado da Copa”. Só mesmo os hospitais de campanha para lotar os estádios...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SORTE OU AZAR

Sábado, 2 de maio, 11 horas da manhã, um casal ousa caminhar na rua do prédio onde moro. De repente, surge uma moto com dois ladrões. O que era para ser um simples passeio se torna um trauma. Eu e minha esposa, além do casal do apartamento de cima, assistimos impotentes à cena. Moramos muito próximos da segunda maior comunidade da cidade de São Paulo. Anos atrás, ao presenciar um assalto às 7 horas da manhã na Avenida Giovanni Gronchi, escrevi naquele momento uma carta ao Estadão sugerindo a instalação de um posto policial na avenida. Logo depois, talvez uma semana, a PM instalou um trailer no local. Para minha surpresa e decepção, sem maiores explicações, a PM retirou o referido trailer. Alô, PM, estamos entregues à nossa própria sorte?! Ou, no caso, ao nosso próprio azar?! Em tempos de pandemia, máscaras, capacetes e quetais são ótimos para bandidos... Aliás, já sugeri mais de uma vez a este Fórum que o glorioso Contran exigisse, e a PM poderia endossar, uma medida simples para coibir os ladrões que se utilizam de moto. O uso de jalecos com material fosforescente com a placa da moto. Dá para tomar alguma atitude?

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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A MORTE DE RUY FAUSTO

Em que pese sua reconhecida e louvável competência, o que salta aos olhos é que nunca temos notícia na imprensa nacional de um intelectual brasileiro de esquerda que tenha morrido placidamente tocando piano, em um país socialista!

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais

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