Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

As bravatas do presidente

Assisti, no domingo, pela televisão, a uma reportagem que jamais poderia sequer imaginar que veria durante o período de um governo democrático que tem como dever de ofício zelar pela saúde de seus concidadãos, além da óbvia sujeição à Constituição. Creio que a história jamais registrou semelhante agressão à saúde de brasileiros desinformados por um presidente que, a cada dia, se despe progressivamente de sua falsa pele de cordeiro. Jair Bolsonaro desobedeceu, com sua presença na manifestação em frente ao Palácio do Planalto, à recomendação de isolamento social do Ministério da Saúde de seu próprio governo. É espantoso! Como médico alergista que sou, reprovo esse estímulo reiterado às aglomerações que, certamente, deixarão como legado para alguns dos seus apoiadores presentes a estes ajuntamentos uma doença viral cuja insuficiência respiratória é apavorante, que pode levar à morte alguns deles. O presidente – em quem votei, diga-se de passagem – terminou por ameaçar a democracia brasileira, dizendo que tem ao seu lado, nesse sentido, o apoio das Forças Armadas – no que a minha formação, que inclui o patriótico serviço militar, não me permite acreditar.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Testando os limites

Jair Bolsonaro está testando os limites da ordem pública e cada vez mais se aproxima da ruptura institucional. Se não soubermos resistir, estaremos nos braços da ditadura desse desequilibrado.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em busca de credibilidade

Bolsonaro está usando as Forças Armadas como usou Sergio Moro para dar credibilidade ao seu governo.

VIDAL DOS SANTOS

VIDAL.SANTOS@YAHOO.COM.BR

GUARUJÁ

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A voz da caserna

Que o presidente vem usando politicamente a corporação em benefício próprio, isso é evidente. A pergunta é: as Forças Armadas se sujeitarão a isso? Até quando?

MARIA ÍSIS MM DE BARROS

MISISMB@HOTMAIL.COM

SANTA RITA DO PASSA QUATRO

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Antidemocracia

No dia que se comemorava o Dia da Liberdade de Imprensa, apoiadores de Bolsonaro atacaram a chutes e socos jornalistas do Estadão, no Planalto. É inadmissível que se tolere esse comportamento, seja lá de quem for. Acredito vivermos numa democracia, com respeito à liberdade de expressão. Bolsonaro e seus asseclas pensam ser os donos da verdade e querem impô-la a todos pela ofensa e pela agressão. Já aconteceu isso no passado e não terminou bem.

LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Providências

Quanto aos ataques a jornalistas e a profissionais da Saúde, de todos os lados aparecem críticas, mas providências contra os vândalos, quando serão tomadas?

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Sem medo

Foi de grande valia ler as palavras do editorial Suprema união (Estadão, 3/5, A3). Pude refletir com frases como as do último parágrafo: “Ao fim e ao cabo, o que interessa à Nação é saber que pode contar com a mais alta instância do Poder Judiciário sempre que tentarem fazer letra morta dos preceitos da Lei Maior. Tão ou mais grave do que um ataque à Constituição é a tibieza dos que são investidos do poder de defendê-la”. Essa mesma tibieza pôde ser vista no domingo, em manifestação em frente ao Palácio do Planalto, um ato de total baderna que contou com apoio irrestrito do sr. Jair Bolsonaro. Anote-se que neste ato irresponsável houve um dos maiores ataques recentes à liberdade de imprensa: o fotógrafo Dida Sampaio foi gravemente agredido enquanto registrava o presidente na rampa do palácio, e outros repórteres que cobriam o ato foram atacados verbalmente. Sabe-se que sem imprensa não há liberdade nenhuma. Atacam a imprensa a fim de atacar as liberdades constitucionais. O Estadão continuará, certamente, produzindo o melhor e mais independente jornalismo do País. E seus jornalistas contam com nosso apoio irrepreensível, sempre com olhos atentos aos textos e fotos registrados nas suas páginas. Avante, sem temer arroubos autoritários de qualquer monta.

ELIZEU FERREIRA DOS SANTOS

ELIZEUFERREIRASANTOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cólera presidencial

Haja paciência para aturar por mais dois anos e meio um presidente terrivelmente colérico e permanentemente ligado no modo pit-bull.

PAULO M. BESERRA DE ARAUJO

PMBAPB@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Toma lá...

Nosso presidente, democraticamente eleito por exclusão, que começou seu governo com forte apoio popular, mas vem frustrando paulatinamente as esperanças de seus eleitores com atos absurdos, restaurou a velha prática lulopetista ao adotar o loteamento de cargos de sua administração. Ele os entrega a políticos do Centrão com o intuito de sabotar votações no Congresso sobre seu possível impedimento. Com isso, quebra mais uma de suas principais promessas de campanha, o combate à corrupção. Impossível deixar de lembrar que tudo começou com sua disposição desenfreada de proteger ou acobertar possíveis irregularidades ou até atos criminosos de familiares, suspeitos de praticar “rachadinha”, disseminar fake news e outras ações quiçá até piores. Diante disso, difícil não perguntar ao presidente: acobertar os seus filhos vale, mesmo, tudo isso?

LAZAR KRYM

LKRYM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


AGREDIR REPÓRTERES, UM GRANDE ENGANO


São lamentáveis e preocupantes as agressões a jornalistas durante manifestações políticas. O que vimos acontecer neste domingo em Brasília em nada difere do que ocorria na região do ABC no final dos anos 70, quando seguidores do então emergente líder sindical Luiz Inácio da Silva perseguiam repórteres dos veículos de comunicação que não lhes pareciam simpáticos à causa. A imprensa sempre foi alvo. A história registra o empastelamento de jornais ocorrido em momentos cruciais como a queda do império, as revoluções, a morte de Getúlio Vargas e outros. Descontentes, indignados ou simples revanchistas invadiam as redações e oficinas gráficas onde destruíam equipamentos e ateavam fogo para impedir a circulação do jornal. Atos de protesto que a tecnologia e a segurança de hoje dificultam e, mesmo concretizados, não teriam o mesmo efeito de antigamente. Então, o que sobrou para protestar? A agressão ao jornalista. Os líderes deveriam considerar que os repórteres presentes aos atos não são os que decidem a linha dos veículos em que trabalham e que hostilizá-los em nada muda o que sai na mídia; pelo contrário, gera solidariedades e acirra os ânimos. Numa democracia a imprensa tem de ser livre e servir à difusão das ideias divergentes para que o leitor-ouvinte-telespectador tenha as informações necessárias para montar o seu juízo. Impedi-la não atende aos interesses da comunidade. Parem com isso!


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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SELVAGENS


E aí, Forças Aéreas Brasileira (FAB), as fotos divulgadas, que não mentem, mostram dois sujeitos com uniforme igual (até o boné) ao desta força armada, com nome estampado nas costas, agredindo covardemente o fotógrafo do Estadão. Vocês já identificaram estes selvagens? Vão expulsá-los de sua corporação? Os brasileiros de bem esperam uma resposta.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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ATOS DE APOIO A BOLSONARO


Os manifestantes são poucas centenas de energúmenos que não representam nada em relação à população de nosso País. Devem ser tratados na forma da lei pela desordem que provocam.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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LIMITE


Jair Bolsonaro tem razão quando diz que já chegamos ao limite. De fato, ninguém mais o aguenta, nem o seu antigoverno fascista e grotesco. Basta! Já passou da hora de o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) reagirem e mandarem este louco passear. Mais ainda em face da gravidade da pandemia do coronavírus, com milhares de mortos e infectados. Já deu. Bolsonaro e sua gangue ultrapassaram todos os limites da decência e da razoabilidade e devem ser afastados imediatamente, pelo bem do Brasil e do povo brasileiro.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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BASTA


Quem está fora do limite somos nós, o povo. Nossa esperança é de que Bolsonaro não chegue ao fim do ano no cargo.


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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SEM CONVERSA


Jair Bolsonaro, desrespeitando o decreto para uso de máscara protetiva, isolamento social e apoiando o fechamento do STF e do Congresso, disse que “chegou ao limite e não tem mais conversa”. Pelo andar da carruagem, ele deve estar se referindo ao povo brasileiro, que não aguenta mais suas atitudes infantis, irresponsáveis e delirantes causando um verdadeiro pandemônio no País. Se ele acha que um golpe o deixaria livre, leve e solto – junto com sua prole –, está redondamente enganado. Nem mesmo terá apoio das Forças Armadas, como pensa ter, uma vez que elas já disseram que Bolsonaro fez uso político da corporação. Aliás, o atleta que usa camisa vermelha apoiando estes protestos ainda não percebeu que nunca chegará lá, por um simples motivo: ele é ruim, mesmo!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS


O Brasil não pode se acovardar diante das pretensões de Jair Bolsonaro. Seus objetivos já foram claramente expressos: fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e implantar uma ditadura bolsonariana no País. Haverá eleições, que serão sistematicamente fraudadas, como acontece em todas as ditaduras. Quem discordar do novo Messias vai apanhar na rua, como já estão apanhando a imprensa, os enfermeiros e todos os que ousam divergir do “mito”. O Brasil espera que os tantos militares que integram esse governo ruinoso criem vergonha na cara e parem de apoiar Bolsonaro enquanto ainda dá tempo, se não quiserem ser jogados junto com ele na lata de lixo da história.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FOLHA CORRIDA


Sem levarmos em conta a irresponsabilidade e o desprezo pela vida que já é uma marca cunhada pelo presidente do “E daí?”, Bolsonaro chocou a todos, desta vez pela insensibilidade e crueldade de levar a própria filha à manifestação de domingo. Se aceitarmos como verdade que os testes, que o presidente não quer mostrar, atestam que não esteve contaminado pela covid-19, pode ele próprio ter contaminado a menina, ao levá-la a um passeio pelos arredores do Palácio do Planalto, onde interagiu fisicamente com pessoas desprotegidas e que não conhece, conduzindo-a pela mão. É mais um crime para a sua verdadeira folha corrida.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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CONSTITUCIONAIS E DEMOCRÁTICAS


Embora os comentadores políticos insistam em caracterizar as manifestações das quais o presidente Bolsonaro participou e que pediam a volta dos governos militares como inconstitucionais e antidemocráticas, o próprio ministro do STF Luís Roberto Barroso, em entrevista televisiva, caracterizou tais manifestações como constitucionais e democráticas. Sim, pois manifestar o entendimento político de modo pacífico e ordeiro é livre em democracias, assim como, também, as opiniões que diferem em seus entendimentos, inclusive os dos comentaristas.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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INCAPAZ


O presidente Bolsonaro, ao dizer que é ele que manda, que está no limite e que é apoiado pelas Forças Armadas, age como o menino dono da bola que é ameaçado pela turma por ter feito jogada infeliz. A resposta é sempre a mesma: “Olha que eu posso parar o jogo, porque a bola é minha. E, se vocês me baterem, chamo meu irmão mais velho”. Risível falta de argumentos e maturidade para o cargo. Ridículas, mas neste caso muito mais graves, pois atentam contra a sua promessa eleitoral, configurando evidente estelionato e o retorno à velha política, atraindo o centrão para si com oferta de cargos no seu governo. Se não bastasse, tenta blindar teóricas práticas políticas questionáveis de filhos forçando aprovação de pessoas muito amigas, portanto questionáveis, para a chefia da Polícia Federal. O ato insistente aparentemente confirma a dúvida latente. Finalmente, ao participar de manifestação cujos participantes atacaram profissionais deste jornal no trabalho, o presidente prova cabalmente sua restrita capacidade de diálogo. Também ainda não percebeu que grande parcela da população está no limite com sua limitada capacidade de trabalho, de governar o País como se deve num período de tão extrema gravidade. Só consegue se contrapor usando a agressividade das palavras: inócuas.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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REGIME MILITAR DISFARÇADO


Bolsonaro fez duas afirmações (4/5, A4) reveladoras: “O povo está conosco” e “as Forças Armadas também estão ao nosso lado”. Como a primeira premissa é falsa – segundo as pesquisas, somente 35% do povo confia nele –, a segunda premissa tem de ser verdadeira, já que ele continua no poder. Concluo, então, que já estamos num regime militar “disfarçado de Bolsonaro”, pois é claro que sem as Forças Armadas Bolsonaro não teria sustentação. E não é que o populismo de esquerda e de direita está nos levando de volta a 1964?


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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ESCALADA


Não é a primeira vez que Jair Bolsonaro, no exercício da Presidência da República, usa o nome e o prestígio das Forças Armadas em benefício próprio e com a finalidade de amedrontar os demais poderes da República. Assim, domingo, dia 3/5, mais uma vez ele disse estar com o povo e que o Exército está com o povo. Em suma, é uma escalada rumo ao indesejável: a quebra da Carta Magna, no seu cerne, na espinha dorsal, na manutenção do regime democrático, cuja mudança não pode contar com nossas Forças Armadas. Por isso que o povo aguarda uma manifestação clara de seus representantes, a bem do Brasil e de nossa democracia. Finalmente, coisa mais feia e condenável: a agressão aos jornalistas do Estadão. Não é uma agressão violenta à democracia?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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ISOLADO


Parece que estamos nos estertores do governo Bolsonaro. Ao saber exatamente o que seu ex-“ministro ídolo” Sergio Moro disse em seu depoimento a Polícia Federal, não lhe resta outra coisa a não ser apelar para as Forças Armadas. Mas parece que elas não “compraram” o seu discurso de “pátria amada Brasil”.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O QUE OCORREU?


O que se terá passado ao longo das oito horas durante as quais o ex-ministro Sergio Moro apresentou à Polícia Federal vídeos e gravações relacionados à suposta interferência direta do presidente Jair Bolsonaro na nomeação para a direção geral da PF, já verificada em governos anteriores sem necessidade de semelhante escrutínio? Será que o depoimento foi tão longo por razões técnicas ou por não ser considerado inicialmente convincente e que, por isso, com o passar do tempo, o nobre ex-juiz ser obrigado a exibir dados cada vez mais explosivos tirados da sua caixa de Pandora? Como o conteúdo das declarações não foi divulgado pela imprensa, como foi o explosivo posicionamento do ex-juiz, ao vivo e a cores, por ocasião do seu pedido de demissão, é legítimo especular sobre qualquer conclusão, por mais absurda e fantasiosa que seja, a respeito dos acontecimentos ocorridos a portas fechadas na longa tarde-noite de sábado (2/5), principalmente agora que o caso está adquirindo contornos nitidamente políticos, com objetivos direcionados inclusive  à projeção de candidaturas para 2022.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DEPOIMENTO DE MORO À PF


Estamos vivendo momentos de pura inversão de valores. Um juiz de notório saber e integridade reconhecida sendo tratado como um réu contumaz. Impossível, diante de quadro tão grotesco, não lembrar aquele velho ditado: “quem dorme com cães pode acordar com pulgas”.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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SERGIO MORO E O FORNO


Espero que o depoimento de Moro não acabe com a refeição degustada ao seu final.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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MAIS UM TCHAU?


Pelo andar e solavancos da carruagem, e com o depoimento do juiz Moro, vamos falar “tchau, querido”?


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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BODE NA HORTA


A situação atual do Brasil me faz lembrar os estragos de um bode solto na horta. Mas há um agravante: nosso presidente, além de psicopata, é mau caráter. No meio de uma pandemia, é uma situação trágica. É necessário que todos os poderes legitimamente constituídos se unam para lutar contra esta outra peste que nos assola e é tão mortal como o coronavírus.


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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COMPETÊNCIA


A propósito das contínuas e despropositadas manifestações do presidente Bolsonaro contra o STF, cabe, por oportuno, citar o que disse o ex-presidente do órgão Carlos Ayres Britto: “O STF não governa, é certo, porém tem a competência de impedir o desgoverno”.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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INICIATIVA PARLAMENTAR


Somente uma Proposta de Emenda Constitucional, preenchendo uma lacuna grave de nossa Constituição, ao não prever o recall, poderá abrir caminho à destituição de um presidente da República infranormal e incendiário do regime democrático que reconquistamos ao longo de resistência de décadas. Seus apoiadores, igualmente insanos, não podem ser enfrentados nas ruas neste momento de crise sanitária, de modo que tarda uma iniciativa parlamentar.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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MORTES PELA COVID-19


O nível de infectados pelo novo coronavírus atingiu o patamar de 100 mil casos, com 7 mil mortes. A letalidade de 7% é muito alta. O desrespeito ao isolamento social agrava a situação do País. A curva exponencial, ainda em dramática ascensão, aponta que atingiremos o pico apenas no final do semestre. Ser o próximo centro da pandemia mundial provocará uma tragédia de proporções inimagináveis, durante os quatro meses de inverno, até a descendência da curva de casos. Milhares de pessoas morrerão por irresponsabilidade do presidente da República, que incentiva a livre circulação de pessoas e, ao mesmo tempo, agride jornalistas e as instituições democráticas.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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AUXÍLIO EMERGENCIAL


Não entendi a razão pela qual os bancos federais BNB e Basa ficaram de fora deste grande esforço nacional (pagamento do auxilio emergencial). No Norte e Nordeste, eles seriam um reforço extraordinário. Da mesma forma, há quatro bancos públicos estaduais que poderiam colaborar: o Banco do Estado de Sergipe (Banese), o Banco do Estado do Pará (Banpara), o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e o Banco Regional de Brasília (BRB). Neste momento, todos devem dar a sua parcela de sacrifício.


Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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