Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2020 | 03h00

Senda do autoritarismo

Noite dos Cristais

Pode parecer exagero, mas ao assistir às cenas de barbárie perpetradas pelas milícias bolsonaristas no domingo pensei nos ataques antidemocráticos na Alemanha, antes mesmo da 2.ª Guerra Mundial, pelas SA. Faltaram apenas aos que atacaram profissionais da saúde e jornalistas do Estado as braçadeiras com a suástica que caracterizavam os adoradores de Hitler – aqui são adoradores do “mito”. Há que pôr cobro nisso, pois o mal prospera na apatia, como nos ensina Hannah Arendt. Dou a mão à palmatória, porque votei no atual presidente no segundo turno – no primeiro, meu candidato teve desempenho ridículo, apesar de ter feito um bom governo e contar com grandes apoios – para evitar a desastrosa volta do PT ao governo (lembram-se dos 14 milhões de desempregados, da destruição da economia, a duras penas em processo de recuperação pelo presidente Michel Temer?). Apesar de aparentar ser um mal menor, o mal não deixa de ser mal, como também nos lembra Hannah Arendt. Não fiquemos apáticos.

EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO

E.BUENO@LIMALAW.COM.BR

SÃO PAULO

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Agressão como método

agressão aos repórteres do Estado por seguidores e Jair Bolsonaro segue o método de sua preferência: tortura, ditadura, milícias e todo o arsenal delituoso que sempre defendeu.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Sádicos de plantão

A mídia nem deveria mais noticiar a palhaçada domingueira do clã Bolsonaro. Com divulgação somente pelo gabinete do ódio e filiais, talvez a eles se dedicassem a outros passatempos, como churrasco à beira da piscina... Para esse pessoal saudoso do “passado que não houve”, é bom lembrar que os regimes de exceção fazem aflorar o sadismo que vive escondido nas pessoas em qualquer lugar do mundo. Aqui, durante a ditadura, tivemos inúmeros exemplos. Prisioneiros tiveram seus filhos ameaçados de tortura, mulheres foram abusadas de todas as maneiras. Sem direitos constitucionais, qualquer cidadão está sujeito a ser preso, sem direito a advogado nem juiz para conceder habeas corpus, basta que alguém cisme em denunciá-lo, tachando-o de comunista ou outra bobagem.

NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHO

NESTOR.FILHO43@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Relembrando o passado

Em seu editorial Quando se tolera o intolerável (4/5, A3), o Estadão lembra, com absoluta propriedade, que não se devem repetir erros passados, aludindo ao episódio do mensalão, que só não levou ao impedimento de Lula da Silva porque os tucanos o pouparam. Que o Congresso Nacional entenda o recado, faça um ato de contrição e, apurada a veracidade das denúncias do ex-ministro Sergio Moro, tenha o patriotismo de tocar adiante um processo de impeachment do perverso presidente Jair Bolsonaro, poupando a Nação de maiores e mais dolorosos sacrifícios.

LUIZ MARIO LEITÃO DA CUNHA

LUIZMLEITAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os riscos da polarização

Eleito na corrente da polarização direita x esquerda, o presidente Bolsonaro tem demonstrado total insensibilidade com a perda de vidas de brasileiros pela covid-19, atitude que nos leva a acreditar que ele se imagine num campo de batalha, onde o aniquilamento de vidas é antecipadamente esperado, e não na gestão do País. Na mesma trilha, o comportamento desafiador de preceitos constitucionais e normas funcionais indica um autoritarismo intrínseco e incontrolável, desde sempre instalados na sua formação pessoal, para o mal da Nação. E também irremediavelmente atrelado a seu dia a dia é o comportamento brutesco, estabanado e exibicionista, muito distante dos esperados recato e razoabilidade de um primeiro mandatário. Assim, não bastasse a trágica pandemia, somos obrigados a conviver com o flagelo de termos elegido um presidente completamente despreparado para a missão de governar. Pois é, a polarização tem esses riscos. As próximas eleições vão indicar se aprendemos a lição.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Seis por meia dúzia

O governo de Jair Bolsonaro está cada vez mais parecido com o de Lula. Assim como Lula, Bolsonaro procura deputados envolvidos em corrupção para aprovar seus desígnios. E, assim como Lula, Bolsonaro quer parar investigações da Polícia Federal. Trocamos apenas a ideologia dos governos, o modus operandi continua o mesmo.

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

ZEROBERTODEJESUS@GMAIL.COM

CAPÃO BONITO

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Fuga de eleitores

São necessários aproximadamente 20 milhões de votos de diferença para garantir a eleição de um presidente. Bolsonaro talvez continue com cerca de 30 milhões de eleitores, seguidores fanáticos, mas depois do seu comportamento ante a pandemia e das aparições dominicais em frente ao palácio, ridículas e patéticas, perdeu mais de 20 milhões de votos. Será praticamente impossível recuperá-los. Esses votos irão para candidato que não represente a esquerda nem a extrema direita.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Coronavírus

Entendemos não haver motivo de tanta preocupação, Bolsonaro é fraco e cairá sozinho. No momento o foco tem de ser superar o coronavírus e seu flagelo, que pode invadir até os lares mais protegidos.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Torcida organizada

Muitos dos que se acotovelam “espontaneamente” às portas do palácio em apoio a Bolsonaro logo farão o mesmo à frente de algum hospital em busca de socorro médico. Torçam para que haja vagas...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

VAPT-VUPT


Com medo de ser novamente proibido de tomar posse, o novo diretor da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, empossado na segunda-feira, já trocou o diretor da PF do Rio de Janeiro, vapt-vupt.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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PROMOÇÃO ESTRANHA


O presidente Bolsonaro, não gostando do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira, resolveu promovê-lo. Só que ele não vai cuidar mais das investigações do órgão. Muito suspeito...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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DRIBLE


Belo drible dado no impedimento à nomeação do delegado-geral da Polícia Federal Alexandre Ramagem. O presidente Bolsonaro não aguardou o pronunciamento do STJ e já nomeou outro, que fez a troca do delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro. A indicação do delegado Ramagem não estabelece impunidade da rapinagem de qualquer pessoa, assim os olhos da Justiça deverão permanecer bem abertos contra a impunidade e desejo de benefício familiar.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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CERIMÔNIA VELADA


A cerimônia de assinatura do termo de posse de Rolando Alexandre de Souza para o comando da Polícia Federal foi realizada de forma velada, sem nenhum prévio anúncio. O presidente da República, Jair Bolsonaro, não conseguiu manter Alexandre Ramagem, rechaçado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A família de Bolsonaro está sendo investigada e cada aliado é importante nesse momento. O maior revés que Bolsonaro enfrentou até agora foi o pronunciamento de Sergio Moro, pouco antes de apresentar a sua carta de demissão. Bolsonaro leva coça da imprensa, do STF e do Congresso também. O combate não vai parar tão cedo!


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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AMIGOS


Gostaria de saber o motivo da presença do estagiário a diplomata na posse (?) do novo diretor-geral da PF.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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DESBOCADO


Bolsonaro nega interferência na PF, se exalta e manda jornalistas ‘calarem a boca’ (Estadão, 5/5). Eu falo o que EU quero. E daí? Cala a boca, Magdo!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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JORNALISTAS AGREDIDOS


Como assinante e leitor deste bravo matutino desde a década de 1980, venho manifestar meu total e irrestrito apoio aos jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo agredidos por bolsonaristas em mais um ato antidemocrático liderado pelo presidente da República, domingo, em Brasília. A violência ocorreu justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, que tem no Estadão um de seus baluartes no Brasil. Tenho certeza de que o jornal vai resistir a esses arroubos antidemocráticos, do mesmo modo que enfrentou com inteligência os ataques e a censura imposta nas ditaduras Vargas e militar de 1964, assim como no governo Sarney.


Jorge Antonio Barros jorgeantonio.barros@gmail.com

São Paulo


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A MÃE DE TODAS AS VIOLÊNCIAS


Penso que a covardia cometida contra o premiado repórter fotográfico do Estadão Dida Sampaio, no domingo (3/5), no Distrito Federal, resgata a Fênix que habita em nós. No meu caso, as cinzas das minhas memórias eu já havia espalhado ao vento do esquecimento à espera de que submergissem quietas no rio da minha consciência. No texto O Livreiro, Monteiro Lobato nos ensina que “(...) os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma (...)”. E, ressalta ele, “(...) a ignorância se perpetua e se perpetua (...)”. Eis a razão deste meu nariz de cera todo. Já senti algumas vezes à flor da pele o pavor de tamanhas estupidezes. Certo dia, um empresário da cidade onde comecei no batente do jornalismo me ameaçou por telefone sem nem sequer disfarçar a voz: “(...) você fica aí fazendo essas perguntas ‘descabidas’; vai embora para São Paulo aprender a ser repórter (...)”. E eu fui, é claro. Até pelo fato de nesses lugares o despotismo ser muito pior. Comenta-se que por aquelas bandas ainda quase todas as “autoridades” frequentam as mesmas quermesses e colunas sociais. Noutro “causo”, o saudoso cantor e compositor Belchior estava na cidade, para duas noites de show num fim de semana. Apaixonado por música, eu o entrevistei para uma FM local. Na segunda-feira, o diretor da emissora me chamou à sala dele para, raivosamente, me inquerir: “Como você ousa ir ao ar com um ‘artistazinho’ desses?”. Triste, não é? Parece que esse tal diretor seguiu fazendo a mesma coisa naquele antro de “jabás” e “permutas”. É, sim! Porque muitas vezes a “notícia” naquilo que eles dizem ser um veículo de comunicação vale um quilo de carne no açougue da esquina mais próxima. É submundo das almas, mesmo. Meu pai morreu quando tinha 48 anos. Era assistente social e lecionava latim e português. Da nossa curta convivência ficou cravada em mim uma frase dele solta no ar ante a minha percepção infantil: “Uma única palavra poder custar vidas, meu filho”. E é exatamente o que está acontecendo no planeta Terra. Nossos “líderes” são tiranos, “dinheiristas”, descarados e desalmados que seguem versando mal as palavras, populistas que dão aos fatos a versão que bem entendem e, o pior, exterminam assim toda a gente de bem. São ignorantes profissionais. Relutei a escrever estas linhas, mas o fiz para não cair em desalento – “o pior dos sentimentos”, segundo Madre Teresa de Calcutá. Então, meus caros colegas, para a frente e para cima! Não se intimidem. A ignorância, assim como a vaidade dos políticos, é a mãe de todas as violências. Parafraseando o mestre Pasquale Cipro Neto: “É isso!”


Paulo de Tarso Porrelli tarsoporrelli@outlook.com

São Paulo


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‘SELVAGENS’


Bolsonaro já ultrapassou todos os limites e, a julgar pela lerdeza das instituições, quando resolverem agir, talvez seja tarde demais. Estamos assistindo de camarote a como nasce um regime ditatorial. Uma lástima.


Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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CAVALO DE TROIA


A respeito do editorial Quando se tolera o intolerável (4/5, A3), Bolsonaro é cavalo de troia, foi lança necessária para tirar a retrógrada esquerda e, depois, mudar o ar nefasto de corrupção, crime organizado, sem governo do Planalto, mas adentrou-se no palácio com seus filhos, e nada de governo, é só Twitter de desconstrução, fakes. Quando eles trabalham? A CPI das Fake News vem aí. Recall seria na medida. Apoio às manifestações com ordens de AI-5 e intervenções é muito anacrônico e dizer que os militares estão com ele é afronta aos militares e a nós, cidadãos. Década perdida. A sugestão de Miguel Reale Jr. é boa. Com tantos problemas de ordem pessoal e familiar e os que ele caça, uma licencinha permitiria à máquina do governo funcionar melhor. Suportamos Bolsonaro no lugar de Lula/Stédile no palanque. Um anarquista? Não temos lei a ser cumprida pelo cidadão, ainda mais o presidente? Quem são os nossos guardiões?


Nelson Kozo Taira nzkelso@uol.com.br

São Paulo


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‘QUANDO SE TOLERA O INTOLERÁVEL’


O editorial coloca de maneira muito própria o que se deseja e o País precisa. Mas esqueceu de mencionar fatos importantes. Logo no primeiro parágrafo, menciona “quando lideranças políticas optaram por poupar o então presidente”. Sempre desejável lembrar que quem iniciou esse movimento, e mais lutou por ele, inclusive dizendo “vamos deixar ele sangrar no cargo e ganhamos a próxima eleição”, foi ninguém diferente de FHC. Lula não foi estranhamente poupado, foi intencionalmente poupado. Notemos também que antes de abrir os fatos aos brasileiros Roberto Jefferson, elegantemente, foi ao ex-presidente e o advertiu sobre o que ocorria, e só veio a público quando se deu conta de que Lula nada fez para acabar com a corrupção que campeava. As investigações sobre as denúncias de Sergio Moro são totalmente devidas e devem caminhar com celeridade, e que se puna quem responsável for. Agora, afirmar que interferências não correram na Polícia Federal (PF) nem mesmo nos desastrosos governos petistas fere o bom senso. A troca de Paulo Lacerda por Luiz Fernando Corrêa foi o que, então? Em setembro de 2007, o próprio Estadão mencionou e comentou a estranha substituição.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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A HORA E A VEZ DA HONRA


Bem, é agora que o caráter e a honradez dos ministros militares Ramos, Braga Netto e Augusto Heleno estarão sendo postos à prova em seus depoimentos à Procuradoria-Geral da República, que os convocou para depor a conferir as declarações do ex-ministro Sergio Moro. Se negarem, estarão dizendo que Moro mentiu. Se confirmarem, deverão explicar ao povo brasileiro os motivos pelos quais ainda permanecem num governo cujo chefe deseja intervir, sem nenhum escrúpulo, na Polícia Federal. Estaremos aguardando o desenrolar de mais esse episódio lamentável, mas pedagógico, por outro lado, pois pode nos mostrar cabalmente o enorme valor e a importância do caráter daqueles que estão no poder para nos servir.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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TESTEMUNHAS


Quase gargalhei: Procuradoria-Geral da República (PGR) quer ouvir três ministros militares citados por Moro (Estadão, 5/5, A4). Que tal marcar os depoimentos para uma noite de sexta-feira? Só falta resolver quem vai levar o baralho para o poker...


Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo


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ODISSEIA BÍBLICA


Com medo dos fariseus petistas escolheram o messias pensando em Moisés, o gal. Fernando faz declarações meia-boca do tipo “segura que o filho é teu”; Aras dá uma de Pilatos “não me comprometa, um olho no peixe outro no gato”; Marco Aurélio, sem poder, atira pedras em Alexandre sem se lembrar de Madalena; e nós seguimos a nossa péssima odisseia esperando pelo pessach.


Alberto Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Paulo


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ASSINARAM SEM VER


Os comandantes das Forças Armadas não confirmaram o apoio apregoado pelo presidente Bolsonaro na manifestação que ocorreu no domingo passado em Brasília. Mas, ao afirmarem que a liberdade de expressão é requisito fundamental num Estado democrático, acertaram no contexto e erraram no texto. Pedir fechamento do Congresso e do STF, com a participação do presidente Bolsonaro, filhos e alguns assessores, não tem nada compatível com Estado democrático. Será que os comandantes assinaram sem nem mesmo verem os vídeos que o próprio Bolsonaro postou?


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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COVID-19 DEVASTADORA


Nunca foi tão importante ficar em casa! Em tempos desta pandemia de covid-19, é bom prestar atenção na sua evolução devastadora. Como exemplo, no Estado de São Paulo, que foi um dos primeiros a decretar o isolamento social, há exatos 30 dias o coronavírus estava em 87 cidades, e no domingo 3/5 já atingia 332 municípios. Em 4 de abril, 25 cidades tinham registrado óbitos por covid-19, e neste domingo já eram 153 cidades, das 645 existentes no Estado. E, da primeira morte anunciada, em 17 de março, passados apenas 48 dias, acumulamos um total de 2.654 mortes, 32.187 infectados e 9,1 mil pessoas internadas nos saturados hospitais. São 3.534 em UTIs e 5.580 em enfermarias. Já em todo o País, mais de 105 mil infectados e 7.288 mortes. Valorize a vida, fique em casa!


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ALDIR BLANC


Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao grande poeta e letrista Aldir Blanc, autor, entre outras pérolas, do “hino da anistia”, O bêbado e a equilibrista, de 1979, maravilhosamente interpretado pela insuperável Elis Regina. Viva Aldir!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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MISÉRIA ESCANCARADA


O tsunami de informações e palpites referentes à covid-19, segundo a escritora Nayara Fernandes, em nenhum momento se refere ao hábito praticamente impossível para pelo menos 35 milhões de pessoas que vivem sem água encanada e 100 milhões sem coleta de esgoto. Os governadores freiam a entrada da iniciativa privada neste setor porque temem a desvalorização das estatais que tratam do assunto. E assim continuamos a depender das ações básicas de civilidade nas nossas populações. Sempre caímos nos temas: saúde e educação e suas consequências óbvias.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOM SENSO NO AUXÍLIO EMERGENCIAL


Para evitar este caos e, consequentemente, o sofrimento das pessoas para receberem o benefício de R$ 600,00, a Caixa Econômica Federal poderia ter organizado agências emergenciais, provisórias, em espações de órgãos do governo, ginásios e outros lugares, fora das agências regulares, com 10, 15 ou 20 guichês-caixa, deslocando alguns funcionários de cada agência e, se necessário, contratando horas extras. Planejamento e organização requerem um princípio muito simples: bom senso.


José Carlos Castaldo jcastaldo@uol.com.br

Jundiaí


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AUMENTO DO ITCMD


Está tramitando na Assembleia Legislativa de São Paulo o Projeto de Lei n.º 250/2020, que aumenta de 4% para 8% o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), por ocasião das mortes por covid-19. Os autores do projeto são os deputados estaduais Paulo Fiorilo e José Américo, ambos do PT. Enquanto o povo está focado na pandemia, nas mortes de seus familiares, na falta de emprego, vendo o colapso do sistema de saúde se agravar a cada minuto, estes senhores se aproveitam do momento trágico no Estado de São Paulo para, na surdina, tentar mais um aumento de imposto. Uma total falta de solidariedade, de respeito, de sensibilidade, um oportunismo atroz. Fiquem de olho, cidadãos, vejam como votarão seus deputados, a imprensa fará sua parte divulgando quem é quem na política.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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PROJETO HIENA


Impossível encontrar melhor referência ao Projeto de Lei 250/2020, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo, apresentado sorrateiramente e sem alarde pelos deputados estaduais petistas Paulo Fiorilo e José Américo, que dobra de 4% para 8% o ITCDM, o imposto sobre doações e heranças, exatamente no meio de uma crise sanitária em que o número de pessoas mortas não para de crescer.


Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo


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LOGÍSTICA X CORONAVÍRUS


“Vamos inaugurar um novo hospital de campanha para contaminados pela covid-19 no início do mês y com 90 leitos”, é o recado do governador z que leio no jornal. Trata-se de um Estado que tem um núcleo de funcionários familiarizados com os instrumentos de logística, coordenado por ex-diretor de indústria de importante fábrica de montagem de produtos complexos, atuando há vários anos no setor público. Além disso, dispondo de alguns especialistas em vários setores, entre os quais o de saúde e o de programação e controle financeiro. Neste caso, dá para confiar na data! A logística está presente para gerar projeto, escolher empresa adequada para sua execução e supervisionar a contratada. Obviamente que a urgência, qualidade e custos devem ser respeitados como inseparáveis pelas empreiteiras privadas cuidadosamente escolhidas. Será que os prefeitos e governadores responsáveis pela luta contra a covid-19 estão conscientes sobre a importância da logística, que, esquecida até hoje, ainda poderá ser útil? Se não para evitar mortes, pelo menos manter a dignidade do enterramento dos corpos?


Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo


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DRONE X CORONAVÍRUS


 A ideia é utilizar drones para pulverizar as áreas externas da cidade. A vantagem do emprego de drones é a facilidade de pulverização, rapidez e o baixo custo do equipamento. Seria utilizado um produto químico à base de quaternário de 5.ª geração, desinfetante que esteriliza ambientes contaminados por bactérias, fungos ou vírus por até três meses. O produto químico quebra a capa que envolve o vírus e, assim, acaba deixando-o inativo em pouco tempo. O produto foi usado inicialmente na cidade de Wuhan, na China, local onde apareceram os primeiros casos de covid-19. O produto químico mata o vírus presente em qualquer superfície em apenas dez segundos. Em ambientes abertos, a população pode circular normalmente logo após a aplicação.


Cláudio Moschella arquiteto@laudiomoschella.net

São Paulo

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