Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2020 | 03h00

Diabruras do capitão

Churrasco ou jet ski?

O Brasil passou das 10 mil mortes por covid-19. E daí? Enquanto isso, já que o churrasco era “fake”, bora passear de jet ski. Inacreditável como nosso presidente faz troça dos brasileiros toda semana. Imaginem o que se passa na cabeça das famílias que perderam um ente querido... É revoltante!

LUIZ ROCHA

DRLUIZROCHA@UOL.COM.BR

GUARULHOS

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Anátema

De fato, o #PresidenteMorte só sabe fazer troça e graça, enquanto milhares de pessoas choram os seus mortos.

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Reprise

Quando vi o vídeo do presidente se exibindo em passeio náutico pelo Lago Paranoá, exatamente quando as mortes por coronavírus no Brasil ultrapassavam 10 mil, e todos lamentavam, lembrei-me de outro presidente afeito a exibições esportivas ou mirabolantes. Já vi esse filme e sei como acaba.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

SHERIFFFARIA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Titanic do Paranoá

Uns veem um pseudopresidente passeando no lago, eu vejo um barco naufragado em cima de um jet ski.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bizarro

Bolsonaro se supera na bizarrice, falta de empatia e de sensibilidade. Mais de 10 mil brasileiros mortos e ele continua com suas ironias. Depois da repercussão negativa do tal churrasco, disse que era “fake” e chamou jornalistas de idiotas. E assim mostra por que nunca será um estadista, nem mesmo um bom governante.

LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tudo ‘fake’

Mesmo sendo “fake” o tal churrasco, como disse Bolsonaro, o momento não é para brincadeiras, quando a pandemia já resultou em mais de 10 mil mortes no País. Um verdadeiro presidente da República, um estadista, jamais faria isso.

ALVARO SALVI

ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Cartão corporativo

Escandalosa também a notícia de que as despesas “sigilosas” do Jair Messias dobraram nos quatro primeiros meses de 2020 e foram para mais de R$ 3,76 milhões. Penso que, com salário de mais de R$ 30 mil, sem pagar despesas como aluguel, gasolina, viagens e passeios de moto no solo e na água do Lago Paranoá, aquele dinheiro bem poderia ser aplicado em algo mais nobre. Exemplo: iniciar obras de saneamento básico para dar água e esgoto a mais de 100 milhões de brasileiros desamparados.

HERMANN GRINFELD

HERMANN.GRINFELD@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Confidencial e sem limite

Não são os políticos que estão errados, somos nós, o povo brasileiro, que continuamos elegendo os mesmos dirigentes e representantes para fazer as leis. Ao lermos que o presidente da República tem um cartão de crédito confidencial praticamente sem limite e que gastou em quatro meses quase R$ 4 milhões, diríamos que é um absurdo. Realmente, quem quase morre numa fila de banco para sacar os míseros R$ 600, não vai nem entender esse montante que o sr. Messias Bolsonaro teve a cara de pau de gastar. Dizer ao povo que num só dia ele sacou o valor de R$ 20 mil não vai entrar na cabeça do pobre coitado do povo brasileiro. Mas quem elegeu esse senhor e também quem fez a lei que lhe permite gastar num cartão de crédito esses valores absurdos? Nós, o povo! Temos de mudar nossas atitudes nas próximas eleições.

NELSON CEPEDA

FAZOKA@ME.COM

SÃO PAULO 

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Pandemia e ética

Teoria testada pela prática

Segundo o boletim do coronavírus do Estadão, saiu o protocolo médico que dá diretrizes para o caso de os recursos (leitos de UTI) escassearem. É a ciência ditando a realidade e se impondo sobre a moral. Dificílimas, imagino, as decisões. Em casos assim, é vital que haja grande participação de entidades até de fora da medicina (que têm o poder de lançar um olhar novo, muitas vezes complementar) para que o processo possa ser maturado e se tenha abertura e contato com o trabalho de campo para que esse protocolo possa evoluir. Porque a teoria, como se diz, na prática é outra.

BRUNO HANNUD

HANNUD.BRUNO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Uma nova consciência

Muito embora a humanidade tenha sofrido com diversas outras pandemias, a população mundial atual nunca viu nada parecido, salvo alguns poucos que possam ter testemunhado a gripe espanhola. Por isso é natural que os problemas nos aflijam e nos deixem atônitos. Infelizmente, esses problemas só tendem a aumentar, e assim sempre será. É inevitável. De tempos em tempos a humanidade atravessa um “tsunami” desses e sempre sobrevive para contar história. Assim, urge que o ser humano aprenda lições para aplicá-las à vida e às empresas. Todos somos iguais, sem distinção. A vida do empregado é tão importante quanto a do empresário. O trabalho desenvolvido pela microempresa, igualmente, é tão importante quanto o da multinacional. Uma nova consciência, mais altruísta e solidária, roga-se que se estabeleça. 

BRUNO KARAOGLAN OLIVA

BRUNO@KOSA.COM.BR

SANTOS

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‘Religião com ciência’



A contribuição ética e a profunda crença na melhoria, destacadas por Michel Schlesinger (9/5, A2), a permitirem o avanço seguro da ciência, levarão ao afastamento do obscurantismo danoso. Pensamento lúcido, artigo excelente!

JAQUES BUSHATSKY

JAQUES.BUSHATSKY@ICLOUD.COM

SÃO PAULO

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PRENDENDO A RESPIRAÇÃO

Lucros decrescentes nas grandes corporações; desemprego global em alta; economia mundial em recessão, com movimentos comerciais entre países próximos à estagnação; aniquilação recorde de médias e pequenas empresas, outrora consideradas glóbulos da seiva vital de negócios. Eis alguns dos efeitos que se apresentam como decorrentes da pandemia de coronavírus que ainda se desenvolve mundo afora, sem que a verdadeira ciência saiba até agora como frear seu avanço, aconselhando, por isso, aos respectivos governos o único recurso que se apresenta para poupar vidas: um defensivo isolamento social, às vezes com recomendação de lockdown – palavra atualmente na moda. Enquanto todo este cenário se desenrola, o mundo prende a respiração à espera de uma vacina ou da comprovação de eficiência de algum medicamento milagrosamente revelada que permita que o real combate à expansão da doença se mostre efetivo. Que Deus inspire os que labutam na reclusão dos laboratórios.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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$O$

Até agora, o real já se desvalorizou 45% (!) no ano, enquanto a Bolsa derreteu 32,45% (!). Aonde vamos parar?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PERGUNTA AO BANCO CENTRAL

Resumidamente, a função do Banco Central é de ser o guardião da moeda. Por que deixou o dólar chegar a R$ 5,70? Lendo os jornais, verifico que os índices como o IPCA estão em 3,30%; o IGP-M, em 6,68%; e o IGP-DI, em 7,01%. Qual é o que vale para medir a inflação? O que pretendem baixando os juros para 3%?  Induzir a população a aplicar em Bolsa e perder o pouco que tem? Se tiver capacidade para responder, cartas para este jornal, pois para controlar a inflação e ser o guardião da moeda está dormindo no ponto. Com todo o respeito.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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REABERTURA DA ECONOMIA

Para entender o princípio por trás da reabertura da economia norte-americana, cabe voltar ao objetivo do seu fechamento: permitir que a curva de progressão do vírus entrasse numa fase de descida sem que o sistema hospitalar colapsasse, o que teria causado uma explosão no número de mortes. Eles sabem que, apesar de estarem adotando diversos cuidados conforme a situação em cada lugar, a contaminação e o número de mortes vão aumentar com a abertura, mas não veem alternativa. Assim, evitado o que teria sido muitíssimo pior, pretendem voltar à normalidade na medida do possível. A pergunta para o Brasil que se espelha no que os americanos estão fazendo é se estamos seguros de que nosso sistema hospitalar em cada local tem condições para atender à demanda que deve crescer com a reabertura da nossa economia. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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NAU DOS INSENSATOS

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e ministros militares, acompanhados de empresários lobistas, caminharam até o Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, para pressionar o tribunal a tirar de Estados e municípios a prerrogativa de determinar as medidas restritivas para combater a epidemia do coronavírus, unicamente preocupados com as atividades econômicas paradas, impedindo os lucros de seus negócios. O que menos os preocupa é o desemprego ou a morte de 10 mil brasileiros. Sua motivação são o lucro cessante e as consequências políticas para a reeleição do capitão da nau dos insensatos. 

                

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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NÃO FUNCIONOU

A ida do presidente Bolsonaro, juntamente com empresários, ao STF para encontrar o ministro Dias Toffoli foi um verdadeiro passeio desastrado, pois teve de ouvir conselho do visitado de como fazer para abrir a economia do Brasil. Como diz Boris Casoy, isso é uma vergonha!

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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BONS OLHOS

Ainda bem que o presidente Bolsonaro levou sua equipe de filmagem para registrar o momento no STF, porque nas imagens o que se vê claramente é o ministro Dias Toffoli bem receptivo, ouvindo atentamente as ponderações do governo, e respondendo o que lhe cabia responder, com boas palavras, o que em nenhum momento ensejou que houve algum tipo de deslealdade ou tentativa de envolvimento do ministro Dias Toffoli “em sua contradança macabra”. Para fazer um julgamento perfeito, é necessário ouvir as duas partes. E, se possível, verificar as imagens novamente, com bons olhos.

Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo

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CARAVANA AO STF

Depois de 30 anos em que tudo era decidido a portas fechadas, muitas das vezes comprando o apoio – a Petrobrás que o diga –, parece que todo mundo se desacostumou de ter negociações abertas e transparentes. A visita ao STF, que seja de surpresa, quantas vezes fazemos isso ao longo da vida, foi completamente aberta e para conhecimento de toda a Nação. Quem se incomoda com isso precisa se reciclar.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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TERRORISMO

O presidente Jair Bolsonaro é o próprio fanfarrão terrorista. Uma hora diz que está legendando o vídeo de reunião (briga) com o ex-ministro Sergio Moro, para depois dizer que só tem parte da gravação. Disse que, por ser atleta, não pega a “gripezinha”, mas se nega a entregar os laudos laboratoriais. Vai ao STF pedir a liberação do comércio, quando a pauta dos empresários que o acompanhavam era outra. Autorizou liberar o reajuste dos salários dos servidores públicos, mas depois disse que vetaria a proposta. Também disse que Regina Duarte e Paulo Guedes permaneceram no governo, mas os frita descaradamente. Bolsonaro, o Brasil não precisa de tanto terrorismo, temos é de controlar a covid-19. ¿Por qué no te callas?, como disse o rei Juan Carlos de Espanha?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A MARCHA DOS BRUCUTUS

O editorial A marcha dos camisas pardas (9/5, A3) alerta que um grupo de apoiadores do presidente Bolsonaro armou acampamento nos arredores da Praça dos Três Poderes em Brasília para organizar  um protesto e uma invasão ao Congresso Nacional e ao Superior Tribunal Federal (STF). Se considerarmos que em 19 e abril, em frente ao quartel-general do Exército em Brasília, o presidente Bolsonaro já exortava os manifestantes que pediam o fechamento das instituições democráticas, por que  tanta morosidade das Forças Armadas de não se manifestar como defensores constitucionais da democracia brasileira? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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BRAVATAS

“Deus, Pátria e família”, movimento fascista dos camisas ou galinhas verdes de Plinio Salgado, muito se assemelha aos valores defendidos por Jair Bolsonaro, agora apoiado pelos camisas pardas, ou os “300 pelo Brasil”, que ameaçam invadir o STF e o Congresso Nacional. Governos radicais, ao se sentirem ameaçados, reagem com bravatas. Basta lembrar o “exército” do Stédile, que volta e meia era lembrado por Lula da Silva.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Convém lembrar aos camisas pardas que, chegando sua vez de adentraram um hospital, vitimados pela covid-19, serão piedosamente atendidos pelas enfermeiras que ora agridem.

Lairton Costa adriana.pcol@uol.com.br

São Paulo

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EM BUSCA DO EQUILÍBRIO

 

No Brasil, as mortes decorrentes da covid-19 não podem ser tributadas simplesmente à presença da pandemia. A maioria decorre da soma do mal com moléstias preexistentes. Mas as outras, causadas por atraso ou falta de atendimento nos hospitalares e UTIs, são culpa de sucessivos governantes que não investiram o suficiente na saúde e, mais ainda, dos que desviaram dinheiro dos cofres públicos e com isso reduziram o poder de investimento do Estado. Recorde-se que antes da chegada do coronavírus já havia a nefasta fila de pacientes graves à espera de vagas de internação e que muitos morreram nessa situação. Hoje somos obrigados a assistir à luta entre os defensores da vida e os da economia. Uma contenda burra, que deveria ser imediatamente substituída pela união em busca do ponto de equilíbrio. Cada governante, no seu quadrado, deveria dar o melhor que seus recursos permitem para a solução do problema e evitar falar mal dos adversários, pois isso só serve para trazer pânico e desconforto à população. Devem, também, cercar todas as possibilidades de corrupção, notadamente nas compras de emergência e sem licitação, e jamais dar viés político-eleitoral ao combate da pandemia.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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UM VÍRUS MUITO PIOR

Parece que o País está acometido de um vírus muito pior que o da covid-19, o vírus da insanidade: Supremo Tribunal Federal (STF) legislando, agindo completamente fora de suas atribuições de zelar pela Constituição; cidadãos honestos sendo presos com violência; bandidos altamente perigosos sendo soltos por juízes; grandes somas de dinheiro sendo liberadas para Estados e municípios sem contrapartida e sem fiscalização; aumento de salário de servidores sendo concedido enquanto milhões sofrem com demissão do emprego ou falta de remuneração de trabalho informal; a imprensa explorando imagens de covas abertas; prefeitos e governadores tomando medidas absurdas. O que está acontecendo com o nosso país? É preciso que tenhamos, todos, um respiro de sanidade e moderação, e a imprensa é ator fundamental nisso. Não podemos continuar com este clima de terrorismo, que inclusive está levando muitos ao desequilíbrio emocional e até ao suicídio. É preciso que as atividades de trabalho sejam retomadas – guardadas todas as medidas de segurança sanitária. É preciso que voltemos à sanidade.

Lenke Peres lenke@uol.com.br

Cotia

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ELAS POR ELAS

Com o endosso de Paulo Guedes, Bolsonaro diz que vetará aumento do funcionalismo. Inclusive para professores e profissionais da saúde. “Será apenas por dois anos”, justificou em tom dramático o ministro da Economia. Nessa linha, diante da drástica canetada presidencial, o servidor pondera que também venham a ser congelados os preços dos alimentos, vestuário, planos de saúde, mensalidades escolares, remédios, água, luz, aluguéis, transporte público e livros didáticos. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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COMBATE À COVID-19

Pessoal, me desculpem, eu não estou desmerecendo o combate a este vírus que realmente é terrível, principalmente por não sabermos como lidar com esta pandemia. Mas as autoridades parecem totalmente perdidas para fazer um diagnóstico de onde vêm as maiores contaminações, e aí ficam dando tiro para todos os lados sem saber exatamente o “como”. Exemplo: bloquear o trânsito para carros particulares e ou aplicativos. Para onde esse pessoal está indo? Alguém procurou saber? Esse é o pessoal que deve ficar em casa? Essas pessoas, se precisarem se locomover, vão utilizar o transporte público, seja ônibus ou metrô, que sabemos são um dos maiores focos de contaminação. Outro quer bloquear o Sistema Achieta-Imigrantes. Por quê? Aonde as pessoas que circulam nessas rodovias estão indo e por quê? Os hotéis estão fechados, e, se as pessoas estão vindo para São Paulo, ou é para trabalhar ou até para ficar no seu apartamento, pois as praias estão também fechadas. São decisões amadoras e sem qualquer embasamento técnico, é um tiro no escuro que funciona bem politicamente, mas racionalmente não significa nada. Mas, cedo ou tarde, estes governantes terão de tomar decisões de como funcionará o município com esse vírus, e isso não está tão longe, será em curto espaço de tempo, e eles não terão muito fôlego para contar com esse devaneio. Precisam trabalhar e racionar para tomar medidas efetivas, e não ficar atirando para todo lado e justificar que agiram com preocupação, mas nós sabemos que sem efetividade.

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

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RODÍZIO EM SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, está mais perdido nesta pandemia do que cego em tiroteio. Nem passou pela cabeça que determinar rodízio diário de automóveis, de acordo com placas par e ímpar, que muitos vão trabalhar de automóvel com medo de se infectarem em transportes públicos? Quantos mais estiverem em seus próprios automóveis, correm menos risco do que no metrô ou nos ônibus. Com certeza, não passa de cortina de fumaça do prefeito para esconder os inúmeros problemas na rede pública da maior e mais rica cidade do País. Temos visto várias matérias mostrando a precariedade do sistema. Nesta pandemia da covid-19 estamos podendo avaliar os políticos que escolhemos. Lastimável!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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E O TRANSPORTE PÚBLICO?

É muita incompetência este rodízio atabalhoado deste prefeito barata-tonta que ninguém elegeu – está lá por causa de Doria, que traiu o eleitorado e deixou de herança este Covas, que quer entupir o transporte público, para que as pessoas se contaminem ainda mais. Atrapalhar a vida da cidade é especialidade desta turma que não tem compromisso com o bem-estar dos paulistanos, que precisam trabalhar para comer.

Ronaldo Rossi ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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TROCA DO ROTO PELO RASGADO

Absurdo decretar rodízio placa par e ímpar! Quem precisa realmente se deslocar para fazer serviços essenciais e prefere o automóvel para não se contaminar será obrigado pelo prefeito a ir, na marra e vários dias por semana, de ônibus, trem e metrô, onde terá contato muito próximo e por muito tempo com centenas de pessoas no transporte público lotado. O prefeito, atordoado, só agrava a situação do contágio. É muita ignorância e falta de embasamento. Por outro lado, os que normalmente usam o transporte público vão enfrentar lotação – e probabilidade de contágio – muito maiores. O certo a fazer seria aplicar sanções pesadas a quem for flagrado em deslocamento sem motivo justo, e dar ampla publicidade ao feito. Pelo exemplo da punição severa a alguns se pode inibir muitos que sairiam sem bons motivos. Mas o rodízio dia sim, dia não oferece ao prefeito oportunista uma percepção pública de suposta eficiência e mais manchetes... Bem entendido? Mais uma atitude infeliz de um prefeito desastrado.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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CONHECER O INIMIGO

Uma das dificuldades do Brasil no enfrentamento da atual pandemia está na inexistência de testes ou no número pequeníssimo de testes sobre a presença do coronavírus no cidadão brasileiro. O vírus é novo e o Brasil não se conhece no que se refere à presença e distribuição geográfica do vírus na população. Para superar essa limitação, sugiro que, por projeto de lei ou  decreto ou portaria, seja obrigatória a inclusão do teste do coronavírus em todos os exames de sangue, em todo o País. Para tanto, o governo deverá tomar as medidas necessárias para a viabilização física desses exames, em nossos oito e meio milhões de quilômetros quadrados, o que implica logística sofisticada. São milhares de exames diários distribuídos por todo o País. O custo desses exames cairá muitas vezes na medida em que haja escala no número de pedidos desses exames. Em paralelo, o governo deverá providenciar a aquisição, facilitando a importação, se necessário, das matérias-primas que esse exame vai exigir. Ao mesmo tempo, deverá ser formada uma central para onde serão enviados os resultados desses exames, construindo uma rede e um banco de dados, atualizado permanentemente, com a fotografia da realidade brasileira no que toca à presença do vírus. Parte da infraestrutura já existe, formada pelos milhares de laboratórios onde já são feitos os exames de sangue. Será  necessário construir uma rede de coleta dessas informações e seu envio a uma central. Sobre esses dados armazenados, um software de big data trabalhará e retirará todas as informações aí armazenadas, viabilizando caminhos para o conhecimento do vírus e o enfrentamento do inimigo. Este vírus é ainda muito pouco conhecido e veio para durar muito tempo. Tudo indica que ele vai e volta com o tempo. Não pode ser enfrentado com paliativos. Em jogo, a sobrevivência da humanidade. Todo recurso investido é pouco. Um ditado chinês diz que, “se você conhece a si mesmo e conhece seu inimigo, então você ganhará todas as batalhas”. Hoje o Brasil não conhece o exército do inimigo, o vírus, e, em decorrência, estamos perdendo a guerra.

Raymundo de Oliveira raymundo.oliveira2010@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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