Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Avantesmas

O editorial Assombrações (11/5, A3) mostra o presidente Jair Bolsonaro e seu bolsonarismo “de corte autoritário” cevando fantasmas e atemorizando a sociedade, atacando seus opositores e invocando a assombração da volta do lulopetismo, enquanto o País começa a entrar em colapso sob um governo que não sabe governar. Bolsonaro, que se diz republicano, dá mostras constantes de seu desprezo pelo povo e apoia movimentos de cunho anticonstitucional, anti-instituições de Estado – Supremo Tribunal e Polícia Federal, por exemplo –, em plena Esplanada dos Ministérios, sob os olhares plácidos de militares que servem a ele no Palácio do Planalto. Aqui invoco a magistral análise do artigo Responsabilidade militar (11/5, A2), de Denis Rosenfield, que sugere, entre outras medidas, “os militares mais diretamente engajados retirarem seu apoio, com as Forças Armadas deixando claro que não pactuam com a polarização atual”. E ainda alerta que “as redes sociais são influenciadas pelo dito gabinete do ódio, extensão do clã familiar, em cujas mãos parece estar o destino do País”. Indiferente à realidade dura das famílias enlutadas pela covid-19, Bolsonaro resolveu passear de jet-ski no Lago Paranoá, em vez de tomar um jipe, um cabo e um soldado – todos com máscara! – e passar defronte aos hospitais de Brasília saudando os heróis que tratam dos pacientes, muitos perdendo a própria vida. Por tanto desprezo, autoritarismo e alienação, digo que basta de Bolsonaro. Já se faz tarde.

HERBERT SILVIO A. PINHO HALBSGUT

H.HALBSGUT@HOTMAIL.COM

RIO CLARO

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O demolidor

Assombrações como as relatadas no editorial estão na mente limitada do presidente porque a realidade mostra que ele é um consolidado destruidor do Brasil. Todas as suas ações se limitam à defesa de sua família e de uma agenda retrógrada que inclui lemas da ditadura e do nazismo. Os périplos pela Praça dos Três Poderes e o desdém pelos mortos em passeio de moto aquática são testes, não da capacidade do presidente, mas do limite da nossa tolerância.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Defesa do povo

Excelente o conteúdo do editorial Assombrações. Abrangente e realista, mostra o reaparecimento de políticos que já estavam esquecidos e, graças aos erros e alucinações do presidente, conseguem voltar à mídia como se fossem donos da verdade. É óbvio que estão armando uma grande armadilha para Sergio Moro. É hora de ficarmos atentos à atuação de STF, STJ , OAB, PGR, Câmara e Senado. Veremos os verdadeiros defensores do povo brasileiro.

VITOR DE JESUS

VITORDEJESUS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Projeto de poder

O presidente está disputando com os petistas o tal “projeto de poder” que elles tentaram impor à Nação. Ficou claro que a tigrada inspirou o capitão em “como fazer”, nos mínimos detalhes, e quiçá sendo “melhorado” pelo clã Bolsonaro. Assim, ai de quem não aceitar suas condições, pois será considerado como “a serviço do diabo”. Estamos vivendo e aprendendo como se faz o aparelhamento do Estado. E em plena pandemia!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Terra arrasada

Lula e asseclas passaram 13 anos destruindo o Brasil. Será que Bolsonaro, em quatro anos, vai terminar o serviço?

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fábula sobre a soberba

Brincando ou não, Jair Bolsonaro, ao dizer que será presidente até 2027, transportou-me a fábulas, e até versículos bíblicos, que tratam sobre a soberba. A mais popular das fábulas é a Lebre e a Tartaruga: muito segura de si, a lebre propõe à tartaruga uma corrida, sabendo da lerdeza da oponente, e, achando-se imbatível, resolve tirar uma soneca no meio do caminho; quando acorda, tinha perdido a corrida. Ainda temos dois anos e meio para o término do mandato, em que o presidente, com sua língua solta, conspira contra si próprio. Melhor ouvir os assessores e falar menos, o povo não gosta dos soberbos.

BEATRIZ CAMPOS

BEATRIZ.CAMPOS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Arrogância

As atitudes arrogantes do presidente Bolsonaro, seja perante a pandemia que vivemos, seja na falta de educação com a imprensa, só revelam o teor de uma ideologia política mesquinha e viciada. Ele nos deixam perplexos e frustrados. Afinal, de quem esperávamos seriedade e patriotismo, o que constatamos são palavras e ações de moleque inconsequente!

CÉLIO BORBA

CELIOBORBACTBA@GMAIL.COM

CURITIBA

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Bipolar

O presidente claramente sofre de bipolaridade. Os sintomas estão cada vez mais evidentes. É só observar o comportamento dele. Faz e desfaz, escreve e anula o que escreveu, elogia e abomina, ou seja, vai do céu ao inferno num piscar de olhos. E nós, brasileiros, ficamos tontos atrás da bola da vez.

BETE MARUN

ELISABETEMARUN@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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No limite

Bolsonaro já ultrapassou todos os limites e a julgar pela lerdeza das instituições, quando resolverem agir, talvez seja tarde demais. Estamos assistindo de camarote a como nasce um regime ditatorial. Uma lástima!

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

MISISMB@HOTMAIL.COM

SANTA RITA DO PASSA QUATRO

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Em São Paulo

Dinheiro preso

Nesta época de finanças abaladas pela pandemia, bem que o governador João Doria poderia liberar o dinheiro que os contribuintes que optaram pela Nota Fiscal Paulista têm a receber. Seria uma ajuda e tanto.

MARIO MARINHO

MARIOMARINHO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


A FARRA CONTINUA


No dia 9/5 li no site do Estadão que, mesmo em meio à pior crise da história, Judiciário e Ministério Público seguem aumentando salários, criando penduricalhos e pagando licenças-prêmio de centenas de milhares de reais. Enquanto o contribuinte brasileiro aceitar ser explorado e abusado, a farra vai continuar.


Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)


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‘HOME OFFICE’


A reportagem sobre os penduricalhos no Ministério Público e no Judiciário traçava um bom caminho crítico enquanto tratava do “bônus covid” e da licença-prêmio, porém desandou quando incluiu de modo infundado e inoportuno o home office na lista de privilégio: primeiro, porque trata-se de medida de distanciamento social necessária durante a pandemia (que não tem data para acabar) – distanciamento este defendido pela imprensa (que diuturnamente relata o elevado número de contaminados e mortos pela covid-19); em segundo lugar, home office não é férias, quem está em home office trabalha, não fica à toa. Portanto, a crítica ao home office não tem fundamento e contraria as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como entra em contradição com o que vem pregando a imprensa. #fiqueemcasa


Celso Barcelli celsobarcelli@gmail.com

São Paulo


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COMPRAS SEM LICITAÇÃO


Compras emergenciais durante pandemia são investigadas em 11 Estados e no DF (Estadão, 11/5). Recursos fáceis, irresponsabilidades estaduais absurdas. Fugir das responsabilidades financeiras municipais é a melhor forma de escapar dos desmandos. Fossem dadas aos cidadãos essas duas possibilidades, tudo seria mais fácil, mas infelizmente não é assim. Mas há um Congresso tão irresponsável quanto Estados e municípios, que garante aos outros dois tais privilégios, e sem contrapartidas. Que se dane a responsabilidade fiscal, contribuinte foi feito para ser explorado. Só faltou mostrar na edição de 11 de maio o que ocorre de semelhante na área federal.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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CRIME HEDIONDO


Reportagem de 11/5 do Estadão tratou das aquisições sem licitação para a compra de equipamentos e produtos destinados aos hospitais que cuidam de pacientes do coronavírus. Muitas se mostraram operações fraudulentas, que superam todos os crimes revelados pela Operação Lava Jato. A matéria aponta que esses crimes ocorreram em 11 Estados e no Distrito Federal e que procedimentos preliminares foram realizados e podem originar processos criminais. Estamos cansados de saber pela imprensa de casos em que uma vítima do vírus morreu aguardando vaga na UTI, para utilizar um respirador e receber os demais cuidados para mantê-la viva. Ora, qualquer trambique nessa área, como atrasos ou, pior, nenhuma entrega, implicou, sem dúvida, a morte de inúmeras pessoas. Assim, não dá para entender por que esse assassinato escabroso é tratado como “poderá originar processo criminal”. Já tomei conhecimento de que alguns empresários (eufemismo utilizado para nomear verdadeiros assassinos) tiveram seus bens bloqueados. Não é suficiente. Na realidade atual, quando alguém se atreve a participar de uma aquisição pública, sem licitação, como é o caso, não tendo condições de fornecer o produto ou equipamento solicitado, sabendo que pessoas vão morrer em decorrência da sua malandragem, é um assassinato premeditado. É um crime hediondo, previsto no artigo 273 do Código Penal. Seu autor deveria ser conduzido, de imediato, à prisão, preventivamente. Aliás, como acontece com inúmeros presos que lotam as nossas prisões mesmo antes do julgamento. O mesmo deve ocorrer com servidores públicos, efetivos ou não, que contribuíram para tal crime, por ignorância ou por associação aos criminosos. Se o servidor for honesto e conhecer as suas obrigações, absurdos como os relatados na reportagem em tela e outras já denunciadas anteriormente não acontecem. Existem várias fontes que podem ser utilizadas, como a razão social da empresa e o seu capital, consulta na Junta Comercial, verificar as condições da sua sede, utilizando os recursos da internet. Inclusive uma visita à empresa, quando as aquisições implicarem quantias vultosas, como é o caso. Não é pelo fato de ser possível a dispensa da licitação, prevista pela Lei n.º 8.666/93, que estabelece as normas gerais de licitações, que os cuidados rigorosos que são exigidos nas aquisições de bens e serviços públicos devam ser relevados.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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ASSASSINOS


Em tempos tão tenebrosos como estamos vivendo há dois meses ou mais, com milhares de pessoas sem poder trabalhar se juntando aos 12 milhões de desempregados, assombrados, temos notícias de que alguns órgãos públicos criam penduricalhos como “bônus covid” e licença-prêmio. Notícia recente nos conta que compras sem licitação por covid-19 são investigadas em 11 Estados e no DF. Perguntas que não querem calar: o que merecem estes verdadeiros assassinos? O que esperar de uma Justiça mais justa com bandidos do que com as vítimas? Será que só nos restará a justiça divina?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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CONSERTANDO O AVIÃO EM PLENO VOO


Notícias dão conta de que muitos respiradores comprados pelo Brasil vieram com defeito, ou seja, não estão funcionando. Para piorar a situação, há médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que não sabem operar esses aparelhos e que aulas estão sendo dadas para treinar os funcionários. Vivemos num Brasil onde se conserta o avião em pleno voo, mesmo sabendo que somente no ano passado morreram em três meses 65 mil pessoas de pneumonia. Onde estavam essas autoridades, que não providenciaram respiradores e treinamento do pessoal envolvido? Não se sabe o que é pior, morrer por falta de respirador ou tê-lo e morrer por falta de pessoa qualificada para operá-lo. É um eterno salve-se quem puder. E depois dizem que estão salvando vidas.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CARTÃO CORPORATIVO


Em sua desconexa explicação do caso da demissão de Sergio Moro, entre outras lamúrias – como veto a mudança do taxímetro dos taxis e aumento dos pontos na CNH –, o presidente Jair Bolsonaro disse que o uso dos cartões corporativos em seu governo sempre foi muito aquém dos valores gastos por seus antecessores. Bastou falar mais essa bobagem para vir a público a informação de que os gastos não se coadunam com o “pão sem manteiga”, como sempre diz. Na verdade, os gastos extrapolaram em muito os da tigrada petista. Ô coitado!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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SEGURANÇA


A Presidência da República afirma que não divulga os gastos com os cartões corporativos por motivo de segurança. Deve ser para ter segurança de que ninguém saiba com o que está sendo gasto este dinheiro público.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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ZOMBETEIRO


Definitivamente, o sr. Jair Bolsonaro é um zombeteiro. Definir como atividade essencial, para salvar vidas, na visão dele, salão de beleza e barbearia (higiene pessoal) e academias (evitar que o colesterol cresça nas pessoas em quarentena), ele mostra para o mundo todo que não está aí com a pandemia que leva diariamente centenas de vidas de brasileiros e também não está à altura do cargo para o qual ele foi eleito, o de presidente da República do Brasil. Parece que ele já percebeu que o horizonte futuro é muito tenebroso e, com suas atitudes infantis, tenta dar ao Legislativo motivos para abrir o processo de impedimento dele.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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SHOW DE BUFÕES


O ministro da Saúde, Nelson Teich, protagonizou uma das mais bizarras e patéticas entrevistas da história da televisão, ao tomar conhecimento da decisão presidencial de Jair Bolsonaro autorizando a abertura de academias de ginástica, salões de beleza e barbearia. A entrevista, que já era uma barafunda de conceitos sem sentido, atingiu níveis de comédia maluca de causar inveja a mestres do humorismo. Realmente, é o ministro que faltava para completar o elenco de patetas, junto do chanceler Araújo, de Weintraub, Ricardo Salles, Damares Alves, Regina Duarte e demais canastrões deste show de bufões.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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DESRESPEITO


É muita falta de respeito que o presidente Bolsonaro teve com o ministro da Saúde, Nelson Teich, quando decretou como atividades essenciais salão de beleza, academias e barbearias – sem avisar o ministro ou consultá-lo. Só em plena entrevista coletiva é que informaram ao ministro do decreto – ao vivo! Atitude vergonhosa!


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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LIBERAÇÕES


Bolsonaro liberou da quarentena as academias, barbearias e salões de beleza; são “serviços essenciais”. Bordéis, prostíbulos e rende-vouz, também “essenciais”, continuam bloqueados, mas prescindem de autorização para funcionamento. O Boçalnistão já é uma zona...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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CULTO À MORTE


Vivemos no Brasil um flerte apaixonado com a morte violenta. E isso não vem apenas das ruas e do cotidiano mais cruel. Mas também do centro do poder legitimamente constituído. Foi chocante a imagem do presidente da República, ainda em campanha, ensinando a uma criança o gesto simbólico da arma. Agora, testemunhamos algo ainda mais perverso: a aproximação das ideias de maternidade e morte violenta, como feito pelo filho do presidente ao anunciar o sexo de seu futuro filho com um tiro num balão. Que Deus nos proteja.


Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo


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A HISTÓRIA SE REPETE?


Nos idos de 1989, Fernando Collor de Mello foi eleito presidente do Brasil. Na televisão e no restante da mídia, Collor valorizava sua aparência de jovem, com cabelos engomados e roupas de grife. Collor também aparecia fantasiado de esportista, exercitava-se nas ruas de Brasília e às vezes brincava de jet-ski. No fim da história, em 1992, Collor é acusado de envolvimento em corrupção e fraudes financeiras e recebe impeachment. Agora, já em 2020, Jair Bolsonaro exalta sua aparência de jovem, com cabelos engomados e roupa de grife. Bolsonaro também valoriza sua condição de atleta e brinca de jet-ski. O crime de Bolsonaro é sua insistente manifestação contra o isolamento social, apesar de o Brasil ultrapassar 10.600 mortes e quase 160 mil casos confirmados de covid-19. Será que o fim da história vai se repetir?


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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PATO MANCO


No último domingo, o “pato manco” Jair Bolsonaro foi visto de jet-ski no Lago Paranoá. Logo em seguida, disse em alto e bom som que sairá do governo em 1.º de janeiro de 2027. Se a cada dia parece mais difícil que consiga permanecer no governo até o fim de 2022, o que dirá mais além?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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MIRAGEM


Votamos numa miragem. Pensávamos, assim, afastar o Ali Babá e sua tropa. Muitos se lembrem da primeira frase de Charles De Gaulle, poucos da segunda. “O Brasil é o país do futuro, e sempre o será!”.


Mara Fage maratfage@gmail.com

São Paulo


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RODÍZIO 24 HORAS EM SÃO PAULO


O início do rodízio 24 horas na cidade de São Paulo, com o objetivo, segundo a Prefeitura, de aumentar a taxa de isolamento social e restringir a circulação de pessoas, impôs restrição diária para circulação de 50% da frota, com poucas exceções, e sua vigência em todo o município. O anúncio da medida não referiu os critérios que embasaram sua adoção. Decorrido o primeiro dia de sua implantação, constatou-se aquilo que o senso comum já imaginara: ônibus e metrô superlotados, aumentando o risco de contaminação pelo coronavírus, e nenhuma alteração significativa na taxa de isolamento social. Para não dizer que todos reprovaram a medida, empresários de ônibus festejaram o aumento da demanda. E alguns políticos, também. Não à toa, os maiores doadores individuais para as campanhas políticas são empresários de ônibus.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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NINGUÉM PENSOU NISSO?


O rodízio da capital paulista importa na alternância de circulação de veículos de finais ímpares (em dias ímpares) e finais pares (em dias pares), 24 horas por dia e em todos os dias da semana. Não sei o que acontecerá nos meses com 31 dias, como maio, julho e agosto. As pessoas com automóveis de final par vão ficar dois dias seguidos sem poder sair com os veículos?


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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DESPAUTÉRIO


Que Jair Bolsonaro não é flor que se cheire já sabemos, resta conhecermos até onde vai o despautério das autoridades do Estado e do município em implantar rodízio de veículos que esvazia as ruas e lota o transporte público, na contramão do requerido distanciamento das pessoas!


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


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CEGUEIRA


A pandemia só chegará ao fim com a descoberta de uma vacina. Bloqueios de ruas e avenidas e rodízio de veículos, duas medidas adotadas pela Prefeitura de São Paulo, mostram-se inócuas e permitem maior disseminação do vírus, já que os meios de transporte coletivos superlotam e tornam-se a única alternativa dos trabalhadores das atividades permitidas.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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FOCO ERRADO


O novo rodízio em São Paulo, que tem como foco e objeto principal o carro, tem tudo para dar errado, obviamente, pois o foco tem de ser as pessoas, que mesmo sem carro continuarão a ir para a rua com transporte público.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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A QUEM VOCÊ SERVE?


A ciência vêm mostrando que esta doença, a covid-19, acomete principalmente o sistema respiratório, o que leva a muitos pacientes requererem internação em UTI e respiração assistida por equipamentos. Sem o isolamento social, o contágio aumenta rapidamente, logo, o sistema de saúde não seria suficiente para atender todos os que necessitam destes cuidados, e consequentemente o número de mortes por insuficiência respiratória cresceria exponencialmente. O presidente da República proclama que a economia não pode sofrer mais, ou seja, diminuir ou acabar com o isolamento social, não importando quantos brasileiros mais terão de morrer para que a economia retome o crescimento, pensando também na sua popularidade para as eleições de 2022. Pois bem, na grande maioria das religiões, a vida é o dom maior e o mais importante. Para nós, cristãos, temos, além do 5.º mandamento (não matar), também o exemplo maior de Cristo Jesus, que nos alertou sobre esse tipo de escolha quando disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6.24), ou seja, devemos sempre observar e cumprir com as nossas obrigações morais para com Deus acima de tudo, porque aquele que neste momento de pandemia incentiva o contato social está em desalinho com as leis de Deus. Então, é chegada a hora em que os verdadeiros cristãos devem dar o seu testemunho de fé, agindo conforme os preceitos evangélicos. Também isso nos alertou Jesus dizendo: “E vocês também testemunharão, pois estão comigo desde o princípio” (João 15:27). Mas alguns irão dizer: “Se não retomar a economia agora, muitos passarão fome”. E disse Jesus: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?”. “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: que havemos de comer? ou: que havemos de beber? ou: com que nos havemos de vestir? Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:26-34). Agora, cabe a nós proteger a vida ou o interesse econômico, lembrando que não se pode servir a dois senhores.


Audir Martins audir@hotmail.com

São Paulo


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EM FAVOR DA MINHA VIDA


A pilha do meu relógio acabou, a bateria do meu velho iPhone pifou, meu cabelo, já  comprido quando as diretrizes do retrato do grande Doria(n) Gray arrotaram no sótão do Palácio dos Bandeirantes, hoje me adorna com a imagem de um velho náufrago. O meu tratamento das ceratoses no rosto, que a idade me adornou, está suspenso há quase três meses. Uma figura sinistra, sem um mínimo sinal de humanidade, diz-me que no dia 15 não poderia usar meu automóvel para ir a uma consulta médica com o meu urologista. As minhas calças preferidas estão caindo e  o peito de minha camisa não me agasalha, pois não encontro uma portinha aberta onde senhoras defendiam o seu pão ajudando  pregando seus botões. Moro sozinho, não tenho onde fazer uma refeição. Compreendo, eles estão defendendo vidas – a deles, com toda certeza – e seus projetos políticos. Malditos sejam!


Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo


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UMA NOTA DE ALENTO


O artigo O lado bom da crise, no austero caderno de Economia (11/5, B7), de Antônio Penteado Mendonça, traz uma nota de otimismo e um olhar animador no seio das preocupações com a covid-19. Apontando a redução da poluição por força da diminuição da movimentação dos veículos automotores e emissão de gases poluentes, alinha ainda o aumento da expectativa de vida dos moradores das grandes cidades, o aumento da vida útil de veículos e maquinário e a diminuição dos crimes contra o patrimônio por força do distanciamento social. Ajunta,  ainda, uma nota de alívio, referindo-se à possibilidade de podermos agora ver, no horizonte, o “céu cor de rosa” das canções. Não é um Cândido de Voltaire, mas estimula vivermos os dias difíceis com maior disposição.


Agostinho Toffoli Tavolaro agostinhotavolaro@tavolaroadvogados.com

Campinas


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ENFERMEIROS


Ontem, dia 12 de maio, se comemorou o Dia do Enfermeiro. Devemos estender nossas homenagens a todos os profissionais da área da saúde e que estão da linha de frente do combate a esta doença da covid-19 em todo o planeta. Que tais profissionais sejam reverenciados como os grandes heróis neste momento único da história da humanidade.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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HERÓIS


Aplausos para os valorosos enfermeiros. Heróis da resistência, na luta contra o mal que assola, sem trégua, o planeta.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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