Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Sob o domínio do Centrão

O presidente Jair Bolsonaro vem de conduzir ao Conselho de Itaipu alguns elementos pouco recomendáveis. Esse é o resultado da pressão que o Centrão está exercendo como condição para aprovar projetos do Executivo. Essa é a velha e nefasta prática que Bolsonaro tinha prometido nunca mais adotar. Mais uma promessa de campanha não cumprida. Enquanto isso, Bolsonaro procura um “capacho” para o Ministério da Saúde. Nada de novo e de alentador nesse governo, que está perdido e levando o País a uma situação de caos.

CELSO BATTESINI RAMALHO

LETICIALIVROS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Alienação

Enquanto a maioria dos países começa a se abrir, após seus governos terem feito a lição de casa, respeitando as normas da OMS e da ciência, no Brasil seguimos com um presidente na contramão do mundo, vivendo numa ilha da fantasia, provocando conflitos sem fim, a ponto de ter perdido dois ministros da Saúde durante a pandemia, e alheio à imensa crise sanitária e econômica que o País atravessa, preocupado apenas em proteger seus filhos e amigos. Mas e daí?

CELSO NEVES DACCA

CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sabotagem

Dois editoriais do Estado de sábado (A3), Teich rejeita opção pela morte e Isolamento é vida, merecem leitura atenta, principalmente pelos céticos e pelos apegados aos bens materiais. Destaco dois trechos: “... não há outro meio capaz de preservar vidas a não ser o isolamento” e “... enfrentando governadores e prefeitos que, além de terem de lidar com a pandemia, são obrigados a enfrentar a sabotagem do governo federal”. Sei bem quão verdadeira é a necessidade do isolamento social, pois, quando superintendente do Hospital das Clínicas de São Paulo, num domingo contei dezenas de pacientes em macas nos corredores do pronto-socorro e os colegas plantonistas chegaram a confessar que havia situações que os obrigavam a escolher quem devia viver. Essa é a situação que os valorosos plantonistas são obrigados a enfrentar pela impossibilidade, material e humana, de atender ao mesmo tempo uma legião de doentes. Mas a primeira consequência desse ato insano de uma autoridade do nível de um presidente da República, a sabotagem, prejudica também a economia, pois se 70% dos cidadãos de São Paulo tivessem confiado nas autoridades locais, que se basearam em fatos, hoje, chegando a dois meses de quarentena, já estaríamos no retorno gradual de nossas atividades.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Adeus às ilusões

A nota realmente triste e preocupante da semana que passou foi dada em entrevista à TV pelos ministros da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência, generais Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos, ao defenderem as opiniões disparatadas do capitão presidente sobre a epidemia do coronavírus, tanto ao relativizar sua importância como as medidas de combate adotadas em todos os países civilizados. Os argumentos absurdos apresentados pelos dois ilustres militares são condizentes com os de Bolsonaro, demonstrando uma unidade de pensamento que tirou dos brasileiros de bom senso qualquer ilusão de que os dois militares pudessem atuar como moderadores e censores das insanidades presidenciais. Ilusões perdidas pelos ingênuos da Nação.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Militares na Saúde

“Na guerra a primeira vítima é a verdade.” Lembrei-me disso quando o presidente colocou um general no Ministério da Saúde. Será que ele tentará manipular a divulgação de dados de mortes pelo Ministério? Isso reforçaria sua narrativa de que a covid-19 não passa de uma gripezinha. Aliás, no evento sobre os 500 dias desse (des)governo, outros generais já mostraram não se constranger em manipular dados. Também me intriga a obsessão do “dr. Jair” em nos enfiar cloroquina goela abaixo. Talvez ele pretenda que a população volte às ruas confiando que haverá um remédio barato para se tratar do contágio. Se essa insanidade se concretizar, e quando o número de mortos dobrar, ele continuará dizendo “e daí?”?

SÉRGIO SAVASTANO

SERGIO@SAVASTANO.COM.BR

CAMPINAS

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O troco

Quando Jair Bolsonaro for apenas (apenas?) o triste registro de um desatino, um torpe tropeço na história da civilização brasileira, o povo terá o direito e o dever de impor aos futuros governantes do País, pelos próximos cem anos, a nomeação de médicos para o comando do Ministério da Defesa, das três Armas, da PF e da Abin.

EMILIO BORSARI ASSIRATI

ASSIRATI42@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A quem interessa?

Absolutamente importantes as questões levantadas por José Álvaro Moisés no Estado de 16/5. A quem interessa a adoção da cloroquina sem a certificação devida? Que laboratórios a produzem? Que laboratórios têm interesse na sua adoção? Mais: quem a produz, quem a vende, quem a repassa? E quem ganha com isso?

LAMIA ARBX

LAMIAARBX@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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De livre-arbítrio

O Conselho Federal de Medicina deu ao médico o direito de prescrever a cloroquina desde que o paciente se responsabilize. Ora, se eu estivesse afundando e o diabo atirasse qualquer coisa para eu me apoiar, avisando que podia não dar certo, deixaria de pegar e afundaria? Acho uma falácia dizer que o paciente fragilizado por ameaça de morte é livre para essa escolha. Que o doutor assuma sua prescrição e se for contra, não prescreva. Não há decreto presidencial que o obrigue!

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

INTERFERÊNCIA POLÍTICA NA SAÚDE

Algumas decisões de um presidente da República afetam profundamente o bem estar de todos os cidadãos. Na área da saúde, em meio a uma pandemia, este é o caso. Infelizmente, o desgoverno começou com a infeliz expressão “gripezinha” utilizada por Sua Excelência, Jair Bolsonaro. E se seguiu com reiteradas demonstrações de conduta despreocupada, para não dizer leviana, com um assunto tão grave. Este comportamento desleixado fez escola principalmente entre os segmentos mais humildes e menos informados da sociedade. Não se sabe quantas vidas isso custou, mas a brincadeira com coisa séria certamente não saiu de graça. Normalmente, o Ministério da Saúde serve de bússola para todos os que procuram um norte em questões médicas. Especialmente numa hora como a que estamos vivendo, em que o País inteiro se encontra num prolongado compasso de espera marcado por centenas de mortes diárias. Isso posto, a sua sucessiva troca de ministros dá vívida expressão à falta de estratégia nesta área vital. Vejamos: Nelson Teich avisou à Sua Excelência que não poderia atendê-lo mudando o protocolo de uso da cloroquina sem comprovação científica, e teria pedido demissão da pasta da Saúde. Um médico, no seu juramento, assume o compromisso de agir pelo bem do doente segundo o seu poder e entendimento. E o de evitar causar dano ou mal a alguém. Em assuntos que mexem com vida ou morte, deve-se estar bem embasado para poder agir com critério. Os seus últimos ministros da Saúde não sentiram conforto para atender às solicitações de iniciativa de Sua Excelência. Não seria o caso de deixar o próximo ministro da Saúde exercer a pasta sem interferência política no ministério? Pelo menos, até passar esta crise?

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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PRECISAMOS FALAR SOBRE CLOROQUINA

 

Na década de 1950 foi lançada na Alemanha uma medicação sedativa, mundialmente usada para combater a insônia. Ampla publicidade foi realizada entre médicos, sugerindo a prescrição inclusive para grávidas. Naquela época, estudos sobre a interação do remédio com o desenvolvimento de fetos não era usual. No Brasil, a droga chegou em 1959, chamada Sedalis, nome comercial dado ao talidomina, produzido pelo laboratório Grünenthal. O medicamento foi um grande sucesso comercial. O laboratório estava tão empolgado com a droga que 16 mil pacientes receberam talidomina ainda na fase experimental, incluindo gestantes. Com o passar do tempo, apareceram relatos de efeitos colaterais, até então considerados leves. Surgiram artigos de pesquisadores aconselhando o uso não prolongado da droga, pois faltavam pesquisas que comprovassem a eficácia e a segurança no longo prazo. O pior estava por vir. Em seguida, diferentes países começaram a registrar um número elevado de nascimentos de crianças com malformações graves nas extremidades, como dedos, braços e pernas, entre outros problemas. Uma coisa em comum: as mães tinham feito uso do talidomina na gravidez. Aproximadamente 15 mil crianças no mundo foram vítimas do remédio, e a taxa de mortalidade chegou a 45%. A maior parte dos óbitos ocorreu no primeiro ano de vida. O remédio foi recolhido entre 1961 e 1965 e levantou uma série de discussões que estabeleceu diretrizes para pesquisas clínicas mais eficientes. O caso foi levado aos tribunais e a empresa alemã concordou com pagar altas indenizações. Na sede da Grünenthal, uma estátua de uma criança com malformações mostra que a tragédia nunca será esquecida. No Brasil, o caso gerou mais desdobramentos com a liberação da droga para outros fins. Quase 60 anos depois nos deparamos novamente com a possibilidade da utilização de um medicamento sem os estudos necessários a fim de prescrevê-lo para uma nova doença. E olhar para o passado pode nos ajudar a evitar erros futuros.

 

Diogo Cavazotti Aires dcavazotti@gmail.com

São Paulo

 

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BOLSONARO E A CLOROQUINA

 

Por que o presidente não edita logo uma medida provisória declarando a cloroquina um santo remédio para curar a covid-19, e pronto?

 

Cássio M. de Rezende Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

 

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SABE TUDO

 

Será que o presidente Bolsonaro não tem de fazer o Revalida para poder exercer a medicina?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PRESIDENTE SEM CREDIBILIDADE

 

Bolsonaro não entende nada de Biologia, nem de Medicina e não pode prescrever medicamentos. Bolsonaro não respeita a ciência e as evidências. Necessitamos de uma liderança federal, uma estratégia nacional, sem colocar em risco a vida dos brasileiros. Falta uma postura coerente da gestão federal. Cada região do Brasil tem uma realidade social diferente. A cloroquina pode ter efeitos colaterais graves e deve ser receitada por um médico, de acordo com a situação do paciente. Bolsonaro não passa credibilidade durante a pandemia. Qual país trocou de ministro da Saúde duas vezes em um mês durante a crise da covid-19?

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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CABEÇA VAZIA É OFICINA DO JAIR

 

Até pouco tempo, quando alguém não sabia algo, dizia “não sei”. Podia estudar o assunto ou perguntar para quem sabe, como o médico, o engenheiro, o padeiro, etc. Bobagens sem fundamento eram ditas em família. Hoje, são ampliadas nas redes. A internet, contrariando a preguiça e a má-fé dos néscios que seguem o psicomito, é fruto do progresso da ciência, não fruto do achismo, de boatos, de fanatismos, do vizinho fofoqueiro, do rabo do unicórnio ou de delírios psicóticos.

 

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

 

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A SAÍDA DE NELSON TEICH

 

Com efeito, de nada adiantará o troca-troca de ministros, enquanto o capitão da desgovernada nau Brasilis permanecer no comando. Por oportuno, cabe citar Sêneca: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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FERRADURAS

 

Junto com a carta de demissão, o conceituado médico e pesquisador Nelson Teich deveria ter entregue a Jair Bolsonaro um par de ferraduras, uma salada de capim e um suco de alfafa. O “mito” relincharia de alegria.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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INDESEJÁVEL EFEITO COLATERAL

 

Desde que chegou ao Brasil, a covid-19 provoca um insano efeito colateral: além das mortes, está destruindo as relações políticas e o respeito entre os eleitos e a sociedade. Presidente, governadores e prefeitos divergem, radicalizam e judicializam questões que deveriam ser resolvidas com diálogo e negociação. Governadores e prefeitos fecham tudo e Jair Bolsonaro quer a flexibilização do isolamento social. Como não se entendem, trocam acusações. Na falta de entendimento, o presidente chama os empresários para pressionar Estados e municípios. Também com eles vai ao Supremo Tribunal Federal (STF). A tensão estabelecida não atende aos interesses da população. As partes devem estar abertas ao diálogo. Reconhecer que ninguém sabe exatamente o que é mais adequado para enfrentar a pandemia, já que ela surgiu em dezembro lá na China, e suas nuances e comportamento futuro são desconhecidos. Na comunidade científica existem opiniões divergentes daquelas dos que querem fechar tudo e parar o País. Melhor seria buscar o consenso e, adotadas precauções profiláticas, permitir o trabalho e a produção. É preciso garantir os meios básicos para que, salvo da doença, o indivíduo não venha a perecer de fome ou de qualquer outra decorrência da miséria.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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CONTRASSENSO À ECONOMIA

 

No dia 8 de maio, o dr. Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, deu uma aula de Economia durante a apresentação diária do grupo constituído pelo Estado para combater a pandemia do coronavírus. Ele mostrou que em época de pandemia todas as atividades se desestruturam e a produção econômica cai fortemente, em razão da perda de produção e de horas de trabalho. Mostrou que, do ponto de vista exclusivo da Economia, com E maiúsculo, a perda econômica será menor quanto menor for o período afetado pela pandemia, daí a importância do isolamento social, ou quarentena. Mostrou que é contrassenso considerar tentar manter a produção econômica ativa em ocasiões de pandemia, pois o ganho é pequeno diante das perdas. Concluiu que a quarentena é o único método viável de redução das inevitáveis perdas econômicas. Ele nem mencionou que sem uma quarentena eficiente o gasto do governo em atendimento médico cresce sem cessar, com mais quartos de UTI, mais equipamentos e mais pessoal de saúde, sem citar o atendimento social. Esse enorme crescimento de gastos prejudicará ainda mais a recuperação da economia.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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BRASIL E SUÉCIA

 

Jair Bolsonaro quer que o Brasil faça como a Suécia: abra tudo! Comparar a Suécia com o Brasil é como comparar a mansão do Joseph Safra, o homem mais rico do Brasil, com a favela de Paraisópolis. A Suécia tem meia dúzia de pobres e nenhum analfabeto. O Brasil ostenta 70 milhões de pobres, sobrevivendo com os R$ 600 ansiosamente buscados nas filas na Caixa Econômica Federal. A Suécia não fez isolamento social e está com índice altíssimo de contágio pela covid-19, maior que o do Brasil e muito superior aos demais países nórdicos, como Noruega, Finlândia e Dinamarca. A Suécia tem menos habitantes que a cidade de São Paulo, sem o cinturão de miséria paulista. O que o Brasil deveria imitar a Suécia é na adoção da social-democracia, na erradicação do analfabetismo e no notável sistema de saúde.

          

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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OUTRO PLACAR

 

Excelente artigo do dr. Antonio Carlos do Nascimento (Isolamento social x flexibilização, jogo brasileiro de prognóstico fácilEstadão, 15/5, A2). Comparar o que foi feito na Alemanha e o que não foi feito no Brasil elastece o placar para muito mais de 7.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

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ISOLAMENTO SOCIAL E POLÍTICA

 

Estamos numa situação no mínimo estranha e que tem todos os ingredientes de uma situação muito mais política que científica. Foi dado aos governadores a prerrogativa de definir os rumos da condução da crise da covid-19, fato outorgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), porém, apesar dos baixos índices de afastamento, o que vemos? Primeiro, uma retórica de ameaças que não se cumprem, mas que espalham medo e terror. Segundo, a falta de coragem para de fato declarar o lockdown efetivo, com policiamento e medidas efetivas, pois, até onde foi implantado e longe do epicentro, assistimos todos os dias a ruas cheias de pessoas e trânsito caótico. Em São Paulo, diminuímos os carros nas ruas, mas aumentamos a concentração de pessoas nos meios de transporte públicos, superlotados nos horários de pico, muito pior que veículos nas ruas. Fica, então, a opção de que a covardia está atrelada às eleições e, portanto, é claramente uma atitude política. Qual o valor da informação da compra de 30 mil urnas funerárias? Nenhum, mas causa medo. Ou as autoridades ousam tomar medidas de fato, como em outros países, ou é melhor se calarem e continuar a lamentar o que de fato ocorre, esta desobediência civil.

 

Pedro Luis pedrolfgm@gmail.com

Caraguatatuba

 

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QUEM CONFIA NO BRASIL?

 

As notícias econômicas são desanimadores, pois a política é exercida ignorando os problemas vividos por aqueles que sentem na pele a dificuldade de viver sem ter como trabalhar, daqueles que vêm perdendo seu emprego, além dos que o perderão. Nossa política é uma confusão, os governos não se entendem, mas o Centrão não deixa por menos, e, como diz Celso Ming em sua coluna O galope do dólar (15/5, B2), “os políticos do Centrão se aproveitam da desordem para cobrar o que bem entendem em troca de apoio duvidoso e provisório”. Por que as reformas tão importantes foram engavetadas? Moedas de países emergentes vêm perdendo seu valor perante o dólar. No Peru, a perda de sua moeda novo sol é de -4,1%; na Argentina, o peso perdeu -12,6%; a Rússia, com seu rublo, ficou em -18,6%. E quem teve o pior desempenho? O Brasil, com seu real desvalorizado em 45,1%. O que pode explicar esse tombo do real diante do dólar? A perda de confiança. Quem tem dinheiro para investir confia no Brasil diante desta pandemia e com um Congresso avesso a resolver os problemas da população e de um governo que não sabe para onde vai? Não seria esta a hora de o Congresso estar preocupado e pressionar o presidente da Câmara para votar as reformas? Qual é, mesmo, a preocupação de que tanto falam nossos parlamentares, se a cada dia temos de relembrá-los de fazer sua lição de casa?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A PANDEMIA NA AMÉRICA LATINA

 

Crise levará 28,7 milhões à pobreza na América Latina, diz comissão da ONU (Estadão, 15/5). Tanto se ouviu e tanto se fala da Organização Mundial da Saúde (OMS), que as “receitas” dessa entidade foram e estão sendo seguidas de forma quase cega. A OMS faz parte da ONU. E esta, agora, alerta para o terrível empobrecimento da América Latina. Que tal se ouvir a ONU e se convencer de que a virtude está, sempre, no meio?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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RECAPEAMENTO

 

Favor mandar retirar a faixa Obras de Recapeamento nesta via - Alameda Lorena, estendida entre os números 280 e 289, que está lá há semanas. Nunca vi começo de recapeamento que nem é necessário, já que o asfalto da Lorena é muito bom. Mas a Rua Batataes, paralela à Lorena, está em petição de miséria há muitos anos, necessitando de recapeamento completo, especialmente entre as Ruas Capitão Pinto Ferreira, Joaquim Eugênio de Lima e Alameda Campinas. A Batataes é cheia de desníveis, remendos emergenciais malfeitos, principalmente no lado par entre a Joaquim Eugênio de Lima e a Campinas. Também está horrível o cruzamento da Batataes com a Joaquim Eugênio de Lima, é uma valeta profunda, autêntica quebra-molas. O tipo de recapeamento deveria ser o da Rua Manoel da Nóbrega, que está sendo recapeada novamente, após um período talvez de apenas dois anos.

 

Maria Veronika Keri marika.keri@gmail.com

São Paulo

 
 
 
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