Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

‘Vada a bordo!’

Totalmente oportuno o editorial Vada a bordo! (17/5, A3). Mas o sr. Bolsonaro não voltará a bordo para capitanear o País porque nunca esteve lá. Falta-lhe competência para tal. O que o Brasil fez na última eleição presidencial foi um salto no escuro rumo ao desconhecido. O resultado não podia ser outro.

STEFANO ADDEO NETO

STEFANOADDEONETO@GMAIL.COM

OSASCO

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De gaiato

Bolsonaro ainda não entendeu que não foi eleito como um líder, as circunstâncias é que o levaram à Presidência. Sua atitude se assemelha mais à Melô do Marinheiro, dos Paralamas do Sucesso – “Entrei de gaiato num navio/ Entrei, entrei, entrei pelo cano/ Entrei de gaiato/ Entrei, entrei, entrei por engano” – do que ao caso do capitão Schettino.

MAURICIO MANGINI

MAUMANGINI@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Enganação dos números

Se o sr. Bolsonaro e seus ferrenhos seguidores prestassem atenção aos números da eleição, deveriam parar de se jactar dos 57 milhões de votos. A grande maioria foi dada contra o PT. Eu mesmo votei sem conhecer muito do candidato, assim como a maioria dos meus conhecidos, com o único objetivo de não permitir a volta do petismo. Se o candidato no segundo turno fosse o Zé da Esquina, teria o meu voto. Acredito que não mais de 15% tenham votado no “seu Jair” com conhecimento de causa e sabendo de quem se tratava. Ou seja, ele teve uns 8,550 milhões de votos, não mais que isso.

SYDNEY BRATT

SYDNEYBRATT@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pária mundial

A coluna Piada no exterior (17/5, A7), da jornalista Vera Magalhães, retrata com exatidão a vergonha que teremos ao sair do Brasil, de agora em diante. Que país e que presidente são esses? Muitos votaram nele esperando que sua vida desse uma virada para melhor, mas se enganaram redondamente. É hora de enxergar e reconhecer o erro. A vida e a esperança após a pandemia voltarão, mas, realmente, o Brasil estará no fim da fila para o reingresso.

PERICLES CARROCIN

PERICLESCARROCINI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Maniqueísmo

Ótimo o artigo Heróis da retirada, de Luiz Sérgio Henriques (17/5, A2), extremamente tempestivo para uma reflexão séria dos poucos bons políticos que ainda nos restam. É preciso sair do embate maniqueísta e medíocre que vivemos.

ANTONIO CARLOS MESQUITA

EMAILDOMESQUITA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Pajelanças

Nem seria preciso uma crise com as dimensões desta que nos aflige para surgirem grandes achados originados nas mentes lampejantes que abrilhantam o Poder Legislativo. Vem de ilustre senador a proposta de limitar, durante a pandemia, os juros das UTIs financeiras – rotativos de cartão de crédito e cheque especial – em 20% ao ano. Por que 20% e não 12%, como proposto em 1988? Por que não 38,45%? Ele menciona juros atuais de 600%, tão reais quanto os moinhos de vento contra os quais investia o Cavaleiro da Triste Figura. O destino das feitiçarias, tablita, confisco, congelamento de preços, com direito à caça de bois no pasto, deveria servir de alerta. E essa é apenas uma das diversas propostas delirantes que, se materializadas, serão ruinosas para o País. As lojas de porcelana rejeitam a entrada de elefantes, excelências!

ALEXANDRU SOLOMON

ASOLO@ALEXANDRU.COM.BR

SÃO PAULO

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Na contramão

Li com muita tristeza e indignação a notícia de que Estados estão concedendo reajuste de salário a seus servidores, em meio a uma pandemia que desemprega, empobrece e reduz salários de milhões de trabalhadores nos mais diversos segmentos. O que é isso, afronta, provocação ou politicagem sórdida? Até quando seremos desafiados e humilhados por decisões políticas inconsequentes e irresponsáveis? Não é possível que fiquemos de braços cruzados vendo nossos irmãos passarem necessidade, enquanto outros se apoderam dos nossos impostos para engordar a conta bancária de lobistas egoístas, sem nenhum ato nobre de solidariedade. Será que temos de engolir mais esse desaforo sem que nenhuma autoridade responsável tome alguma medida concreta contra isso?

ELIAS SKAF

ESKAF@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Rodízio e ‘lockdown’

O prefeito terminou com o ineficaz rodízio de 24 horas, depois de uma semana em que pôs centenas de milhares de paulistanos em risco sanitário no transporte público superlotado. E continua a falar em lockdown. Mas para fazê-lo há necessidade de primeiro implantar o distanciamento social, o confinamento e o acesso à água corrente em cortiços, favelas, invasões e todas as comunidades carentes da cidade – cuja estratégia deve ser apresentada pelo prefeito aos paulistanos com a máxima urgência. Sem essas amplas providências o prefeito só poderá impor um lockdown falso, punindo os que já estão confinados, sabe-se lá para quê.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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O essencial e o acessório

Pergunto ao prefeito Bruno Covas: quantos leitos de hospital poderiam ser ativados, quantas cestas básicas poderiam ser distribuídas na periferia ou quantas famílias poderiam ser ajudadas com o dinheiro que a Prefeitura está gastando com o recapeamento asfáltico ao redor do Ibirapuera, nesta crise profunda? Cada centavo de obras não essenciais deveria ser redirecionado para causas urgentes, a população carente tem fome e demandas de assistência à saúde. Recapear ruas objetivando promoção eleitoral, neste momento, é até imoral.

GUSTAVO CHELLES

GUCHELLES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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