Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 03h00

OMS

Sem fronteiras

Muito oportuno e esclarecedor, o editorial Um país doente (19/5, A3) deixa claro o papel da Organização Mundial de Saúde (OMS) ao longo da História e, em especial, a forma como vem tratando a pandemia do coronavírus. A participação do Brasil foi fundamental tanto na sua criação como no desenvolvimento e na expansão de suas atividades. O médico sanitarista brasileiro Geraldo Paula Souza teve papel destacado na criação da organização, em 1948. Coube a outro médico sanitarista brasileiro, Marcolino Gomes Candau, meu pai, dar continuidade à sua obra, ao assumir a direção desse órgão em 1953. Reeleito três vezes para o cargo de diretor-geral, Candau foi o único a ocupar o cargo por tão longo período, tendo sido o responsável pela universalização do atendimento, ao conseguir que praticamente todos os países do mundo passassem a integrar a OMS. Nos seus 72 anos de existência, a OMS sempre se destacou pela seriedade, independência e objetividade de suas ações, sempre baseadas no conhecimento científico e no tratamento igual a todos os países-membros, dentro do princípio de que doenças não conhecem fronteiras. As recentes e injustas críticas à OMS atendem mais a interesses políticos de dirigentes que erraram ao menosprezar a importância da atual pandemia do que à realidade dos fatos.

MARCOS CANDAU

CARVALHOCANDAU@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Mera coincidência?

Em 15 de abril o Exército Brasileiro anunciou a produção de 1,25 milhão de comprimidos de cloroquina, com previsão de produzir mais 1,75 milhão. Para isso os laboratórios do Exército receberam parte da verba extraordinária para o combate do coronavírus, no valor de R$ 231 milhões. Será coincidência a pressão do Planalto - trocando ministros da Saúde até achar um que não fosse médico - para recomendar o uso irrestrito da cloroquina? Que se considere o fato de que a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina já haviam liberado o uso da droga desde que prescrita por médico e com a anuência do paciente. Serão coincidência a emissão da MP 966, que isenta agentes públicos de responsabilização por eventual malversação de recursos durante a pandemia e o empenho do presidente em comprar o Centrão para aprovar essa medida quando for apreciada pelo Congresso? Afinal, o que está havendo?

JOSÉ ROBERTO MONTEIRO

JM6042645@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Maniqueísmo forçado

Segundo aforismo do presidente Jair Bolsonaro, quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda, tubaína. Acrescento: e quem é de centro respeita a medicina, não cai em antagonismo inexistente.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Um poeta!

O presidente Bolsonaro revelou sua veia poética, conseguiu rimar cloroquina com tubaína...

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Trágico capricho

Já perdemos 18 mil brasileiros para a covid-19. Enquanto isso, o presidente brinca de médico. Não merecemos essa tragédia, fruto de um irresponsável e trágico capricho.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Futuro titular da Saúde

O nome indemissível do cargo de ministro da Saúde só precisa ter três atributos: ser evangélico, dono de laboratório fabricante de hidroxicloroquina e obsessivamente obediente aos ensinamentos do Messias de plantão. Pronto! Com uma só cajadada se matam vários coelhos: faz a alegria da imensa base de apoio das forças divinas, agrada ao empresariado, porque com a farta disponibilização da cloroquina só se infecta quem quiser, acaba a quarentena e assim todas as empresas poderão escancarar as portas, as multidões invadirão alegremente ruas, shoppings, academias. Melhor ainda, humilhará governadores, prefeitos e as comunidades médicas e científicas que tiveram a audácia de defender o execrável isolamento social. E daí se essa cajadada matar alguns milhões de seres humanos? PS: alguém aí tem pra vender um EPI-CS (Equipamento de Proteção Individual Contra Sandices)? Pago bem.

PAULO ISAMU UEHARA

PAULOUEHARA119@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Guerra é guerra

Agora Bolsonaro já admite não haver comprovação científica de eficácia da cloroquina contra a covid-19. Demorou!

CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Feriadão

Qual é a lógica desse feriadão de até seis dias para evitar contágio da covid-19 em São Paulo? Muitos saíram logo correndo para as praias, entrando na corrente de contágio, e depois voltarão para casa doentes, deixando um rastro de infecções onde não havia. Moro em Maresias e já na terça-feira 20/5 chegou a enxurrada. Os srs. Bruno Covas e João Doria terão sonhado com essa solução flibusteira?

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Tentativa e erro

Nosso governador e nosso prefeito me lembram a série Perdidos no Espaço.

JOSE RUBENS DE MACEDO SOARES

JOSERUBENSMS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Resistência cultural

Nossa realidade é complicada. Na tentativa de conter o coronavírus foram antecipados feriados, mas o brasileiro, com sua “criatividade”, não pensou duas vezes e, indiferente, à situação, pegou a estrada e foi viajar. Assim, além de o feriadão não contribuir para maior índice de isolamento, ainda aumentou o risco de mortes, agora por acidentes nas rodovias.

LAERT PINTO BARBOSA

LAERT_BARBOSA@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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JUDICIALIZAÇÃO NECESSÁRIA

Muito embora alguns governadores acertadamente já tenham anunciado que não seguirão o novo protocolo da cloroquina, assinado pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, é imperativo que este protocolo seja judicializado. Não faltarão cidadãos e entidades responsáveis que o façam e é difícil de imaginar que um juiz seja capaz de endossar o uso indiscriminado da droga indo contra todas as recomendações científicas sérias apresentadas até agora sobre o assunto. Cloroquina não é achismo ou poção mágica, tampouco tem a ver com democracia. A afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que “você não é obrigado a tomar cloroquina, agora, quem quiser tomar que tome” é nada menos que horrenda. A permissividade ao uso deste fármaco é perigosa e certamente abrirá portas para outras estripulias do nosso irresponsável presidente.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NÃO TEMOS UM PRESIDENTE

Alguém que faz piadas de mau gosto, como Jair Bolsonaro fez, demonstrando total falta de sensibilidade e comiseração com a desgraça que se abate sobre o nosso país com esta pandemia, quando 1.179 brasileiros vieram a óbito no dia 19/5, não podemos dizer que temos um presidente no verdadeiro sentido da palavra. O que temos é uma caricatura mal acabada de governante que ousa brincar com a desgraça alheia, como se esta não lhe dissesse respeito. Não dá para pensar diferente quando ele diz rindo, em dias tão tristes: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína. Viu como eu sou educado?”. Ora, Bolsonaro, aprenda a se comportar respeitando e comportando-se como manda a liturgia do cargo, ao invés de agir tal qual aquele ditador gordinho da Coreia do Norte, Kim Jon Un, que costuma constranger todos a rirem de suas piadas, provavelmente tão sem graça como as suas. Se não dá conta de governar, renuncie, pois só lhe sobram sabugos entre seus apoiadores, aqueles que se agarram a uma ilusão da qual se recusam a abrir mão por não suportarem a dor desse tipo de perda, porque dizer que eles já não o conhecem o suficiente para saber da sua nulidade é impossível! 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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O BUFÃO

“Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína” (sic #PresidenteMorte). Fala sério! O povo brasileiro não merece o escárnio deste bufão. Ele errou de profissão, seria ótimo como palhaço em picadeiro de circo mambembe. 

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

   

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CLOROQUINA OU TUBAÍNA

Quando é que os adultos da sala vão colocar ordem nas crianças da quinta série? As atitudes do presidente da República seriam cômicas, se não fossem trágicas! Fazer piadinhas em cima dos 17 mil mortos por covid-19, imitando o sr. Donald “Laranja” Trump, que também está sendo garoto-propaganda da cloroquina - ainda que até a FDA lance suspeitas sobre este remédio contra o coronavírus? “Se é de direita, toma cloroquina, se é de esquerda, toma Tubaína!” Com certeza, os adoradores do “mito” devem ter achado a piada do século. Há tempos escrevi a este Fórum sobre o filme Bananas, de Woody Allen, retratando uma republiqueta das bananas onde o presidente, sem saber o que fazer, promulga uma lei obrigando os homens a usar cuecas para fora das calças. Com este presidente piadista que temos, já estou preparando minhas calças.

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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PROTOCOLO OFICIAL

É o protocolo oficial: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína”. Pena não existir nenhuma beberagem para falta de vergonha...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A QUEM ESTÁ ENTREGUE A REPÚBLICA

Com sua percuciência inigualável, Jair Messias Bolsonaro lança seu dito filosófico “a esquerda toma Tubaína e a direita, cloroquina”. E o Redensivir, remédio da moda e nova descoberta nos EUA, quem toma? Mas a absurda e inconsequente observação do presidente da República demonstra a quem está entregue a República. Talvez não saiba ainda que responderá civil e criminalmente pelos danos que a cloroquina causar a milhares de brasileiros, persuadidos a tomá-la pelas palavras presidenciais e pelas ações do INSS, que fará a insistência para o seu uso. E o tempo dirá, e bem dito, sobre o resultado das ações deste governo!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CLOROQUINA

Infelizmente, a cloroquina ficou associada à figura do presidente Jair Bolsonaro, daí ser repelida injustamente como uma das possibilidades de combate à covid-19. Fora isso, imparcialmente, gostaria de ponderar o seguinte: 1) o remédio é usado há muito tempo para tratar doenças importantes como a malária, lúpus e artrite reumatoide, apresentando efeitos colaterais pouco frequentes, aliás, como qualquer medicação. 2) É uma medicação barata, fácil de ser encontrada. 3) Alguém acha que os antibióticos são placebo no tratamento das pneumonias? Quando administrados tardiamente em casos de pulmões já gravemente atingidos, não impedem a morte, e nem por isso não são prescritos. O mesmo para a cloroquina, em casos gravíssimos, não pode surtir efeito. 3) Agora, quando muitas pesquisas médicas estão sendo feitas em casos iniciais, teremos a oportunidade de constatar a veracidade dessa possibilidade. Registre-se que é difícil de saber dessa eficácia, pois muitos infectados melhorariam independentemente do uso da cloroquina. Mas isso acontece em toda pesquisa de eficiência de medicamentos. Entram aí as pesquisas de significância que são altamente confiáveis.

 

Geraldo Siffert Junior, médico siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RECEITA POLÍTICA

Todos os meus conhecidos que foram infectados pelo vírus chinês se curaram com hidroxicloroquina, que custa menos do que R$ 5,00, mais azitromicina e um anticoagulante. Foi o caso de dois sobrinhos, o irmão de um amigo, o ex-ministro da Saúde deputado Ricardo Barros e Silvio, irmão dele. Foi, também, o caso dos dois médicos famosos de São Paulo conhecidos em todo o Brasil, que declararam ter tomado hidroxicloroquina. Portanto, não resta mais dúvidas para quem se infectar: exija do médico que lhe atender a receita que alguns julgam ser uma “receita política”.  

Euclides Sordi euclidessordi@hotmail.com

Maringá (PR)

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PRIORIDADES EQUIVOCADAS

Não adianta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou mesmo o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, dizer que a cloroquina é a solução mágica contra a covid-19. Os números falam mais alto. O coronavírus já matou 320 mil pessoas em todo o mundo. A medicina ainda não tem um protocolo definido para defender a população mundial. Pelo visto, vamos perder muitas vidas em razão do despreparo dos países em lidar com uma pandemia dessa proporção. Os cientistas construíram a bomba atômica, projetaram aviões supersônicos, enviaram o homem à lua, mas não se preocuparam com a saúde da espécie humana. Quanto dinheiro jogado fora, não é mesmo?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONTRA O MUNDO

Donald Trump e Jair Bolsonaro são aqueles dois adolescentes bagunceiros que sentam no fundo da classe e passam o tempo todo debochando de tudo, para chamar a atenção para suas personalidades narcisistas e doentias. Fazendo bullying na ONU e na Organização Mundial da Saúde (OMS), Trump e seu puxa-saco Bolsonaro revelam sua ignorância e incompetência para fazerem parte do quadro de líderes mundiais. Em sua falta de caráter e de bom senso, transferem seus problemas e carências para os outros, sejam pessoas ou nações. Brasil e Estados Unidos precisam aprender a escolher melhor seus presidentes em próximas eleições. 

   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PLANO B

Não dá para não ser pessimista. Ao que tudo indica, o Brasil perderá a guerra contra a covid-19, se é que já não a perdeu. A falta de liderança de um governo tatibitate, a prepotência, a ignorância e a insensibilidade nos levaram a essa situação. O caos virá. Já se fala em 20 milhões de desempregados. Até quando o governo terá condições de bancar o auxílio emergencial? O que será do grande contingente de pessoas sem renda para comer e pagar aluguel? Milhares virarão sem-teto? É hora de o governo pensar num plano de reconstrução pós-tempestade, contemplando também a reconstrução mental da população psicologicamente arrasada. Mas como, se o governo está em decomposição e não consegue ter um plano sequer para agora? Enquanto países da Europa estão na fase 3, ainda não saímos da 1, e fica-se discutindo cloroquina e lockdown. E o presidente faz piada. Por isso, sugiro que a sociedade civil elabore o seu próprio Plano Marshall, para apoiar parentes e amigos em situação drástica. A solidariedade será indispensável. Da minha parte, já estou transformando um quartinho de despejo em dormitório decente, para abrigar quem precise. Se muita gente fizer isso, estaremos colaborando para evitar o caos.

Luiz N. C. Loureiro loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

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REUNIÃO LIGHT

Uma sugestão para tornar produtiva a reunião virtual do presidente Jair Bolsonaro com os governadores dos Estados: Enquanto estes últimos discutem e decidem o que deveria ser feito para controlar as profundas crises de saúde e econômica causadas pela covid-19, o presidente faz seu passeio de jet-ski, conversa um pouco mais com os dirigentes dos clubes cariocas de futebol e termina com um bom churrasco. Evitam-se, assim, os usuais ensaios de propaganda pré-eleitoral e agressões verbais. Quem sabe assim enxergaremos alguma luz no fim do túnel. Presidente, a questão vai um pouco além de tomar cloroquina ou Tubaína!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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A PODRIDÃO DOS EXTREMOS

No mesmo dia em que o histriônico e abjeto presidente do Brasil encontrava razão para rir da nossa desgraça - com a opção cloroquina ou tubaína -, o ex-presidente e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva comemorava a pandemia com um “ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus”. Merece nota a cara de Mino Carta no vídeo, petista de quatro costados, que comanda a revista Carta Capital, desde sempre incondicionalmente alinhada ao PT. Complementa nosso desespero lembrar o que representa Centrão na política brasileira. Se ficar, o bicho come. Se correr, o bicho pega!

José Roberto Monteiro jm6042645@gmail.com

São Paulo 

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‘AINDA BEM’

Em entrevista, o ex-presidente Lula disse “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou este monstro chamado coronavírus”, para mostrar ao povo que o Estado é quem salva. A única coisa que o povo deve responder a este ser psicopata, 200 milhões em coro, é “ainda bem que a lei não permite que esta praga mais corrosiva que a pandemia volte ao poder”.

Roberto Moreira da Silva  rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

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IGUAIS

Enquanto o presidente Bolsonaro ignora os milhares de mortos, Lula torce pelo coronavírus. São nossos políticos que se preocupam com o Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CAMINHO

O defunto insepulto Lula da Silva declarou que o coronavírus foi um bem para mostrar que o Estado é o único caminho para resolver situações de crise. O líder petista se esqueceu de acrescentar que o Estado é o caminho mais fácil para o enriquecimento ilícito.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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OS CÁLCULOS DE BRAGA NETTO

Corretíssima a análise do general Walter Braga Netto ao apresentar um gráfico sobre a covid-19 no mundo utilizando o cálculo das mortes por 100 mil habitantes. Não houve truque algum, conforme o comentário feito no Estadão de 19/5 (página A2). Essa é a forma adequada a ser utilizada em qualquer análise estatística, fazendo referência ao universo que está sendo pesquisado, mostrando os resultados em qualquer relação representativa, seja porcentagem, por 10 mil habitantes, por 100 mil habitantes, etc. E, neste caso, os resultados são muito mais favoráveis para o nosso país, colocando-o em situação não tanto desesperadora, dando algum alento à nossa população, já massificada com notícias catastróficas pela maioria dos meios de comunicação. 

Sebastião A. Tartuci Aun sebastiao.aun@uol.com.br

São Paulo

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NÃO IRRACIONAL

Não vejo motivos para a afirmação estampada na Supercoluna (19/5) mencionando que os generais Walter Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos lideraram exibição de irracionalidade ao divulgarem o cálculo de mortes por 100 mil habitantes. A estatística descritiva oferece inúmeras maneiras de expressar dados, esta é apenas uma delas, além de ser uma forma verdadeira, e não irracional, de expressar os dados atuais. Ou será que vale somente expressar o número total de mortos, como normalmente a grande mídia nacional o faz? Longe de ser negacionista e isento de motivações político-partidárias, o problema existe, é muito grave e exige soluções. Na Europa, é normal informar os números de óbitos em relação ao número de casos confirmados. Parece não haver interesse da imprensa brasileira em divulgar os números dessa forma, pois, se assim for, ainda que muito preocupante, o Brasil estaria mostrando que o seu índice de letalidade está bem abaixo de muitos outros países. Recomendo consulta ao link: https://www.euronews.com/2020/05/18/covid-19-coronavirus-breakdown-of-deaths-and-infections-worldwide. 

 

Flavio Carlos Geraldo flavio@fg4mad.com.br

São Paulo

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ESTATÍSTICA

Não se pode comparar um país com 50 milhões de pessoas com um que tem 210 milhões e dizer que aqui está pior.

Paulo Carvalho paulo@novah.com.br

Ribeirão Preto

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CASOS FATAIS DE COVID-19

Parece até campeonato mundial: já somos o terceiro país do mundo com mais mortes! Mas qual é a população dos outros países? Por que não anunciam casos por milhão de habitantes? Só porque nesse quesito estamos bem abaixo dos outros? Precisamos de reportagens inteligentes, e não chulas.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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EMERGÊNCIAS

 

É fato que a pandemia do novo coronavírus está dizimando milhares de vidas em todo o mundo, levando milhões de pacientes a um dilema e ao apocalipse final, com a economia em colapso. Com medo de contrair a covid-19, muitas pessoas em todo o mundo estão optando por não procurar prontos-socorros, UPAs e hospitais. Diante do risco de contaminação pelo vírus, alguns preferem deixar os tratamentos médicos para depois, o que pode agravar o problema. Entretanto, há casos de emergências que oferecem maior risco de morte caso o paciente não tenha um atendimento adequado. O infarto, por exemplo, e o acidente vascular cerebral (AVC) são as principais causas de morte no Brasil e no mundo, e precisam de atendimento rápido. Nesse sentido, o brasileiro que está sentindo algum desconforto de saúde precisa enfrentar dois medos: o de ir ao hospital e correr o risco de ser contaminado pelo coronavírus e o de ficar em casa e correr o risco de morrer sem atendimento. Um exemplo disso é os Estados Unidos, onde um levantamento feito pelo site Angioplasty.org mostrou que o número de pessoas que morreram em casa de ataque cardíaco em Nova York, entre 30 de março e 5 de abril, foi 800% vezes maior do que no mesmo período de 2019. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil o infarto é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rapidamente possível. Já o AVC é outra situação que exige atendimento rápido. Por isso, para situações de saúde, avalie o contexto, consulte um médico e, em caso de emergência, não vacile, procure o pronto atendimento mais próximo de casa. A vida não tem preço. 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MORTES POR COVID-19

O vírus chinês, vulgo corona ou covid, foi muito bom para o Brasil, pois acabou com as mortes por infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), parada cardíaca, câncer, aneurisma cerebral, aneurisma de aorta, morte súbita, trombose pulmonar, acidentes de trânsito, diabetes Mallitus, suicídio, etc.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos 

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CADA UM FAZ A SUA LEI

No país do cada um faz a sua lei, em contra-ataque às denúncias de fraude e corrupção na cúpula da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES), o governador Wilson Witzel quer investigar o juiz Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, insinuando maldosamente que o operoso juiz está de olho numa vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Surreal a narrativa do ex-juiz, inquilino do Palácio Laranjeiras, para livrar a sua cara e a dos seus apaniguados das garras da Operação Favorito, que apura desvios em contratos, inclusive para a instalação de hospitais de campanha. Pelo inusitado de seu arrazoado, ficou claro que o criativo e fantasioso governador tem DNA de novelista orgânico, escritor de dramas e folhetos de cordel. Seguramente, se alcançado pela lei, não faltará espaço para o escrachado governante estrear como diretor de Núcleo de Entretenimento em alguma emissora de TV.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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GASTEM COM MODERAÇÃO

João Doria, Wilson Witzel e Jader Barbalho, já enrolados com a Justiça em relação a compras e, claro, causos duvidosos de gasto de dinheiro público com empresas de fachada ou com empresários corruptos já enrolados com a Justiça, querem ficar livres, leves e soltos para poderem gastar a rodo. Isso prova que no Brasil os políticos, mesmo os mais metidos a honestos, não conseguem se segurar diante de valores tão altos. Isso tem de ser investigado. Agora era a hora de gastarem, sim, mas com moderação.

Manoel Simplicio da Silva manoelsimpliciodasilva@bol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

A pandemia trouxe em seu bojo a volta da corrupção governamental. Contra o vírus, a vacina americana é uma esperança. Contra a corrupção, só nos resta chorar mais uma esperança perdida. O ex-capitão falhou em cumprir suas promessas de campanha e não nos trouxe nenhum benefício duradouro. Parece estar muito contentinho usando o cargo para brincar com seus filhos de “vamos cortar cabeças”, enquanto seu amiguinho americano, felizinho, brinca de “enriquecer”: acionista da Sanofi,  produtora de cloroquina, declara que a usa “todos os dias”. Já escuto o tilintar das moedinhas em seu cofrinho. Será que o genovês, se fosse vivo, se arrependeria de ter atazanado as cortes europeias para conseguir patrocínio para brincar de navegante e descobrir a América? Não seria melhor tê-la deixado para seus indígenas originais? Não há nada mais perigoso do que a selvageria de pseudo-homens-adultos, civilizados.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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AS FILAS DA MORTE

As filas da morte, como se referem alguns leitores às filas que se formam, particularmente, diante das agências da Caixa Econômica Federal (CEF) em busca do auxílio emergencial pago pelo governo, são decorrentes, paradoxalmente, da necessidade de viver. O sistema bancário não estava, nem poderia estar, preparado para a avalanche de gente em procura do apoio financeiro. É como o sistema de saúde. Como tirar do bolso 100 hospitais e 10 mil leitos de UTI. Aliás, a ativação de tantos meios de saúde, ao final, pode fazer se tornarem elefantes brancos, como os estádios da Copa. Tinha e tem de “achatar a curva”, procura diluída ao longo do tempo. As críticas devem ser ponderadas; a rebeldia do presidente quanto a, pessoalmente, atentar para as medidas de isolamento é uma delas. Querer um funcionamento normal do sistema financeiro, com atendimentos pessoais na era da informática, é mera crítica destrutiva ao governo. Desmoraliza o crítico!

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

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AUXÍLIO EMERGENCIAL

Curioso deparar com o presidente Jair Bolsonaro, populista da extrema-direita, eleito pelo voto do centro conservador, flanando nas pesquisas de opinião pública e vendo seu capital político aumentar entre a população mais carente. A lamentar que sofra as maiores agruras, nas intermináveis filas para tentar obter a ajuda governamental para sua sobrevivência. Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio, também populista, continua no outro extremo da política nacional, agora no ostracismo, e lamenta que o atual presidente invada o seu reduto eleitoral - população pobre menos informada - que considerava cativa do assistencialismo empregado pelo petismo em larga escala. Ambos utilizam do mesmo instrumento, o assistencialismo, para obter a gratidão do povo desvalido, para obter dividendos eleitorais. Revela a fotografia de um País desigual - imagem de uma mesma moeda na troca pelo voto, que se diz democrático, livre e soberano. Livre e soberano uma ova!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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UM PERIGO PARA O PEQUENO INVESTIDOR

A Moderna Inc. divulgou os testes preliminares para a vacina de mRNA contra a covid-19 e informou que pretende angariar fundos de US$ 1,25 bilhão por meio de oferta de ações no mercado americano. O pequeno investidor que se sentir atraído pela chance de investir na Moderna deve levar em consideração que é uma aposta muito arriscada, porque até o momento os resultados dos estudos são muito preliminares e, caso a vacina se demonstre inviável, o valor pago pela ação pode virar pó.

Thaís Pinheiro pinheiromthais@gmail.com

São Paulo

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REGINA DUARTE

Inacreditável, dois meses depois de assumir a Secretaria Especial da Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte vazou. Presumo que a saída dela não foi surpresa para ninguém, até porque, a meu ver, aquele “casamento” com o presidente não duraria um mês.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EX-COADJUVANTE

Participando da novela Bolsonaro, Regina Duarte entrou muda e saiu calada. Deve ter aprendido que, em novela com bandidos, namoradinha do Brasil não participa nem como secretariazinha de Brasília. 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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MARCA

Regina Duarte perdeu uma excelente oportunidade de ficar na memória brasileira como “a namoradinha do Brasil”. Com sua atuação no governo Bolsonaro, acredito que ela vai perdurar como “cortesã” e seu “Goebbels de saia”.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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PEIXE FORA D’ÁGUA

Apesar de dois meses na Secretaria da Cultura, a grande atriz Regina Duarte, como um peixe fora d’água e praticamente sem tomar posse, não se adequou ao cargo. Fez bem em sair.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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NA CINEMATECA

Repudiamos a ida de Regina Sem Arte para a Cinemateca Brasileira. Sua atuação como secretária de Cultura foi pífia e suas lamentáveis declarações a favor da ditadura militar, tortura e censura são inaceitáveis. O cinema brasileiro está à míngua e não merece esse tratamento humilhante e de total desrespeito da parte do antigoverno federal. Pessoas como ela não são e nunca serão bem-vindas na Cinemateca Brasileira.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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