Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2020 | 03h00

Pandemia

Letalidade crescente

Estamos no outono, já está esfriando e a letalidade do coronavírus aumenta nas estações frias, conforme observado na Europa e na China. O efeito das medicações (cloroquina e outras) até agora não logrou alterar de forma significativa a letalidade em lugar nenhum. O que obteve sucesso foi identificar os casos e abordar os contactantes ativamente, com identificação e isolamento tanto dos doentes como dos circundantes com testes positivos. Esse é um trabalho intenso, que demanda equipes móveis de visitação domiciliar e recursos em testes de PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction). Deve ser feita tanto a avaliação inicial quanto evolutiva do doente e de seus familiares, bem como dos vizinhos e de pessoas eventualmente contactantes (no trabalho, por exemplo). Assim o vírus é cercado e o número de doentes cede. Entende-se o desespero de governantes diante da pandemia, mas no momento não há bala de prata. Os serviços de saúde atendem os já doentes, mas o que precisamos é impedir os novos casos, e não somente pelo recolhimento domiciliar, pois este, mesmo idealmente, é apenas parcial. O número de pessoas já imunizadas pelo contato com o vírus ainda é muito reduzido, conforme pesquisa divulgada no Estadão (5,19%), portanto, o número de possíveis vítimas futuras permanece muito alto. Dá trabalho, mas resolve. A testagem de um único grande grupo, como o dos policiais, não parece fazer sentido, ainda mais que essas pessoas podem contaminar-se dias depois da avaliação inicial. Fica a sugestão aos governantes e órgãos de saúde.

BERNARDO EJZENBERG, médico

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Lula e o coronavírus

Lula da Silva considera que talvez o coronavírus traga aos administradores públicos uma visão mais humanista das necessidades de um país. Mas foi justamente esse senhor quem torrou bilhões de dólares com Copa do Mundo e Olimpíada!

JORGE JOÃO BURUNZUZIAN

BURUNLEGAL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Dupla macabra

O “ainda bem” de Lula conseguiu suplantar o “e daí?” e a “gripezinha” de Bolsonaro. Vergonha pouca é bobagem!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os salvadores da Pátria

Bolsonaro faz piadinha sobre a pandemia que assola o mundo inteiro, dizendo, aos risos, que só toma cloroquina quem quer, a esquerda pode tomar tubaína. O Lula abençoa esse monstro do coronavírus, que a natureza nos mandou para abrir os olhos daqueles que não enxergam. E são esses os nossos “salvadores da Pátria”? O que eles estão fazendo para ajudar a população nesta hora tão difícil para todos? Não fosse a magnitude da ajuda de muitas empresas, doando dinheiro, cestas básicas e máscaras; da população que faz campanhas; e das comunidades que, mesmo em dificuldades, ajudam aqueles que mais necessitam, teríamos muito mais gente morrendo, não só de covid-19, mas também de fome. Enquanto isso, o presidente só se preocupa com sua reeleição, montando bases partidárias, fazendo tudo para aparecer na mídia. Quanto aos problemas do Brasil e do povo brasileiro... Deixa pra lá.

MARINA R. BLANCO MALUFI

MMALUFI@TERRA.COM.BR

OLÍMPIA

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Corrupção

Arquivamento?!

Deixa entender: o filho 01 empregava um policial aposentado que o Coaf mostrou que movimentava milhões, condecorou um chefe das milícias que estava preso e cuja família trabalhava com ele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, abriu uma loja de chocolates que faturava horrores e – maravilha! – conseguiu comprar vários imóveis por preços muito abaixo do valor de mercado. E a Polícia Federal arquiva o inquérito? Estava tudo regular com esse senhor? Ou, usando a frase de um dos reis do crime para tentar descrever a situação, “está tudo dominado”?

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Eleições fraudadas

Ah, então essas eram as razões de fraude nas eleições a que se referiu o presidente nos EUA, quando disse que elas foram fraudadas e ele tinha as provas? Agora o sr. Paulo Marinho apresentou-as, ou seja, prorrogaram as investigações sobre o filho do presidente para que não atrapalhassem a campanha do pai. E seria também esse o motivo do desespero do presidente para interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro? Graças a Deus nosso ministro da Justiça era Sergio Moro, ou esse triste e rocambolesco episódio jamais viria à tona.

JOSÉ CLAUDIO BERTONCELLO

JCBERTON10@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Meio ambiente

Pária internacional

Reportando-me ao editorial Crime ambiental (21/5, A3), cada vez mais me dou conta do plano maquiavélico posto em prática pelos escudeiros do “mito”. Agricultores e pecuaristas embarcaram nas promessas eleitoreiras do candidato, do fim da corrupção sistêmica, dos acordos espúrios entre políticos, do “toma lá dá cá”, dos apaniguados pendurados nas saias familiares. E os cupins modernos da motosserra não perderam tempo. Os grileiros teleguiados aumentaram seu raio de ação. Os garimpeiros continuam na destruição das florestas, dos rios e de quaisquer seres que dependam da pureza das águas. Mas para nossas autoridades – vide Presidência da República – indígenas são apenas estatísticas a serem contabilizadas, não seres humanos, e a floresta é um bem passível de comercialização criminosa. Animais não constam nas planilhas da psicopatia insana dos destruidores da nossa fauna e nossa flora. Nossa floresta caminha a passos largos para uma destruição irreversível. Só Deus para olhar por nós, com seu amor misericordioso.

ALOÍSIO DE LUCCA

ALOISIODELUCCA@YAHOO.COM.BR

LIMEIRA

 

INTELIGÊNCIA PRESIDENCIAL

 

frase de Lula, ao atacar Jair Bolsonaro, “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”, além de ser maldosa, é burra, pois isenta de sentido. Um dia, quem sabe, o Brasil consiga um presidente mais estadista e menos fanfarrão!

 

Salvatore D’Onofrio salvatore3445@gmail.com

São Paulo

 

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MONSTRUOSO

 

Adivinhem quem disse as palavras a seguir: “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou este monstro chamado coronavírus” (entrevista à revista Carta Capital). São monstruosas as palavras deste ser inominável sobre a pandemia que está ceifando vidas e aumentando o contingente de desempregados  em razão do confinamento motivado pela falta de condições hospitalares para atendimento das pessoas infectadas.  Como este monstro pode fazer política em cima de cadáveres, quando ele foi o maior responsável pela situação de indigência em que se encontra a saúde pública brasileira, mistificando à época ao dizer que o sistema de saúde estava tão perfeito que gostaria de ficar doente, e construiu elefantes brancos no lugar de hospitais para coroar sua megalomania? Como se atreve a fazer críticas a seja lá o que ou quem, quando a corrupção correu solta em seu governo, raspando os cofres públicos? É um verdadeiro deboche se dizer em confinamento quando continua sangrando a população com os gastos de suas mordomias. O que merece este sociopata abjeto: grades ou camisa de força?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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ARAUTO DA TRAGÉDIA

 

Nem Stalin foi tão cruel quanto. Ergueu-se das trevas do túmulo moral no qual se decompõe a maldição de Luiz Inácio Lula da Silva. Do Brasil para o mundo, a voz lúgubre da morte, o arauto medonho da tragédia, o aproveitador infame da desgraça, o mensageiro sinistro do coronavírus.

 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

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DIRETAMENTE DO ESQUIFE

 

Só mesmo por aqui é permitido ao cadáver político de um dos maiores corruptos da história do País, Lula da Silva – condenado várias vezes mas em liberdade por força de uma das muitas excrescências exibidas pela nossa desacreditada Justiça –, continuar vociferando de dentro de seu esquife e, com uma petulância difícil de ser imaginada, declarar, num rompante de superficialidade verborrágica, ser uma bênção o aparecimento natural (?) do vírus pandêmico que está pulverizando a economia mundial e turbinando os índices globais de desemprego, pois, segundo ele, do alto de uma erudição de aluguel, fica assim demonstrada a necessidade da presença do Estado para enfrentar grandes crises. É desanimador, porém, pensar que a nossa máquina pública hoje se mostra às vezes frágil para fazer face às dificuldades, graças ao período de governo de seu partido que quase a arruinou, com consequências até hoje sentidas.   

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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LULA E O ESTADO

 

Nem os mais de 500 dias na prisão surtiram qualquer efeito em Lula, a ponto de ele comemorar – sim, comemorar – o surgimento do coronavírus, para justificar a necessidade do Estado para enfrentar crises. Lembre-se que com ele no governo foi desenvolvida a maior profissionalização corruptiva no Estado da história do Brasil. Se não, vejamos o luminar do petismo: “Quando eu vejo essas pessoas acharem que têm de vender tudo que é público e que tudo que é público não presta nada... Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”.  Lula é o político mais genial que o próprio conhece. Com sua declaração, demonstrou que a diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limite e prova com suas afirmações insanas, fruto de mente psicótica indicando uma perda de contato com o real.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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‘CORONALULA’

 

Nosso país foi dizimado pelo vírus Coronalula, que nos legou, além do segundo maior caso de corrupção da história mundial, a peste Dilma. Não satisfeito, enaltece o coronavírus por, supostamente, reforçar suas ideias estatizantes. Ainda bem!

 

Eduardo Alberto Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

 

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LUIZ INÁCIO

 

Ao ler a frase do ex-presidiário, temo o seguinte pensamento: molusco bom é molusco preso.

 

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

 

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PEGOU MAL

 

Apenas mais um escorregão de Lula, exaltando a criação do “monstro coronavírus” como um aliado comunista “que está fazendo os cegos enxergarem que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. Pegou mal até entre “eles”. Mas, analisando a situação, este vírus coroado como uma bênção da natureza, segundo Lula, veio paralisar todo o sistema capitalista, veio fechar fronteiras impedindo a circulação de gente e mercadorias, veio nos confinar em nossa casa, veio impedir a livre produção de bens e sua comercialização, fez com que atitudes autoritárias e violentas fossem impetradas por autoridades contra cidadãos que usassem de seu direito de ir e vir. Trouxe o medo e a insegurança, trouxe morte. Pois é... fez nos sentir estarmos a viver em pleno  século 21 dentro da cortina de ferro dos tempos da guerra fria. Nesta crise pandêmica, os sistemas opostos acabaram por se assemelhar, o que foi mais uma comprovação de que devemos continuar a defender com unhas e dentes nosso sistema de governo liberal e capitalista.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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E AGORA?

 

A decepção de eu ter ouvido o “ainda bem” de Lula, para mim, foi a mesma de eu ter ouvido o “e daí?” de Jair Bolsonaro, e estou desde então diante dessas duas pessoas me perguntando: E agora?

 

Renato Rosa da Silva renatosilva.kl@hotmail.com

São Paulo

 

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CRISE DE CIVILIDADE

 

Algumas pessoas têm a capacidade de exprimir em pequenas frases ideias geniais. Ou grandes tragédias, como é o caso de nosso presidente da República. Em poucas palavras, ele conseguiu demonstrar sua ideia de democracia: “Você não quer, você não faz”, desconsiderando que democracia implica direitos e deveres, em debate, consenso e adesão. Na sequência, afirmou que “quem é de direita toma cloroquina”, deixando clara sua opção pela ideologização ao lidar com esta tragédia mundial. Por fim, afirma que a esquerda deve tomar tubaína – frase somente possível a quem trata a nação com zombaria, descaso e soberba. Portanto, em pouco mais que uma dúzia de palavras está expressa a pior crise que já vivenciamos. Uma crise de civilidade e ética.

 

Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

 

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O CONGRESSO CONTRA BOLSONARO

 

Estão sendo encaminhados para o Congresso, via deputados da oposição, pedido de cassação do mandato de Jair Bolsonaro. Os argumentos são válidos e consistentes, porém o mais grave de todos – não sei se por comprometimento ou outra razão qualquer – não está sendo colocado nas argumentações. Refiro-me à intervenção da família Bolsonaro, sem exceção, na Polícia Federal, procurando atrapalhar e desviar o foco das investigações com respeito ao assassinato de Marielle Franco e seu motorista. Por que não pensar nisso?

 

Jorge T. de Rezende tomaz.rezende@uol.com.br

São José dos Campos

 

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IMPEACHMENT

 

Quantos parlamentares e lideranças políticas terão lido o fundamental artigo A pandemia da ignorância, de Eugênio Bucci? É hora de praticar o pensamento do filósofo R. W. Emerson: “Faça sempre o que tiver receio de fazer”.

 

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

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A PANDEMIA FISIOLÓGICA

 

Muito já se falou que o medo paralisa. E que a ignorância mata. Verdade, basta ouvir uma só pessoa e dar razão a ela. O professor Eugênio Bucci, em artigo apelativo e crivado de ódio pela ausência dos vermelhos no poder (21/5, A2), insiste em chamar de fascista o presidente que foi eleito prometendo salvar o Brasil da herança que recebeu, e não é preciso repetir. É fácil? Não é, pois estes abutres estão espalhados em todas as classes, assim como os “carneiros” a que ele se refere – é o gado que foi conduzido pelo PT, mas ele não viu. Onde estava? Deitado em berço esplêndido? Um professor da ECA-USP deveria aproveitar este espaço no jornal para cobrar gestão eficiente e séria dos governantes que em tempos de covid-19 estão roubando o dinheiro do povo, mas sobre isso nenhuma palavra. Sem UTIs, máscaras, respiradores, e o culpado é o presidente? A hora é de união, o povo merece respeito. Impeachment quem decide é o povo, assim como o voto. Seu sofrimento vem justamente daqueles que o deveriam proteger. Na veia existe algo mais letal chamado voto distrital puro, professor? Que a prescrição venha muito bem fundamentada, pois o cidadão precisa conhecer o poder que tem.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DE VOLTA AO CENTRÃO

 

Representantes da Comissão Arns, de Defesa dos Direitos Humanos, inspirada na incansável atividade do saudoso Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, nessa área, constituída por ex-ministros de Estado de três governos do Brasil, lançaram manifesto publicado no Estadão de 18/5 que realmente representa a maioria da população, que espera a destituição de Jair Bolsonaro. Independentemente de ideologia ou crença religiosa, urge a sua deposição, pois está comprovada a sua total inaptidão para exercer o cargo de presidente do País. A sua ideia fixa de que tudo em que acredita é a única verdade está nos conduzindo a uma quebradeira total. Ademais, é um governo que sofre, pasmem, a influência de um escritor que defende a teoria de que a Terra é plana, o que nos remete à República das Bananas. A sua fixação, embora leigo no assunto, para que se passe a utilizar a hidroxicloroquina para os pacientes do vírus já no seu início do tratamento é de um absurdo homérico. O remédio, segundo os médicos, apresenta inúmeras contraindicações, podendo vitimar inúmeros pacientes, sem, contudo, se ter a certeza de que poderá curá-los. Para tanto, editou a Medida Provisória 966, reduzindo as responsabilidades de agente público nas atividades ligadas à pandemia. Um autêntico salvo-conduto para as mais diversas ilações, incluindo aí atividades ilegais, ainda que aparentem ser corretas. Agora, diante da iminência de uma destituição, Bolsonaro corre para o Centrão, distribuindo cargos e verbas para as velhas raposas da nossa política. Voltamos, assim, às velhas práticas de sempre, com a desvantagem de termos o pior presidente da nossa história.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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RESPOSTA A TIO GENARO

 

Respondo hoje a sua mensagem, meu prezado tio Genaro. O que o senhor está ouvindo por aí não é mentira, o Centrão vai, mesmo, participar do governo Bolsonaro. Creia, é verdade, e o pano de fundo é a tal governabilidade. Eu sei que a tristeza tomará conta do seu coração, e não é para menos, o seu voto foi dado com muita empolgação. Várias vezes o senhor ouviu “o jeito de fazer política mudará. Não haverá barganha, será o fim do toma lá, dá cá”. Ah, meu prezado tio! Fomos todos enganados, é vergonhoso  ver participando do governo políticos que, por corrupção, já foram condenados. Há aqueles que pensam que isso não tem importância e que faz parte do jogo, mas, tio, bilhões de recursos públicos podem ser administrados por homens não probos. Falta-me coragem para falar com o tio Otto, até ele, que votaria no candidato do PT, ouviu-me e mudou o seu voto. Peça-lhe perdão por mim. Não esconda o meu constrangimento. À tia Ritinha, que tanto me abriu os olhos, fale do meu arrependimento. Tio, insista com todos a continuarem no isolamento social, principalmente com tia Celina. Ainda não existe remédio contra a covid-19, cientistas e médicos acham precipitado o uso de cloroquina. Termino sugerindo que gritemos todos num só coro: “Para 2022, queremos Sergio Moro”.

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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NORMAL SIM, NOVO NÃO

 

Há um fator muito importante em todo este cenário nacional que não tem sido levantado nas discussões, mas que pode ter um impacto importante em nosso futuro político e socioeconômico: o desalento e a desesperança total do cidadão em nosso sistema político. Fala-se em mais um impeachment. Se isso vier a ocorrer, teríamos, então, após a redemocratização, elegido cinco presidentes, três destituídos por impeachment e um preso. Além disso, temos no Senado 1 em cada 3 senadores respondendo a processos judiciais, segundo matéria recente. E um sem-número de deputados com conduta abaixo de qualquer crítica. Em toda a discussão que vem sido travada nos últimos meses, em nenhum momento levou-se em consideração o sentimento do eleitor. O que devem estar sentindo agora os eleitores carioca e fluminense? E os paulistas e paulistanos? E o amazonense? Afinal, são tantos escândalos de corrupção, inépcia administrativa, desvios e desmandos. O eleitor brasileiro está assustado com as faces que se apresentaram com a queda das máscaras provocada pelas crises. Bate um desalento tal que mina toda a esperança de termos um país decente. Políticos de carreira com mandatos infinitos, número absurdo de partidos, conchavos, fundo partidário, salários e benefícios de enrubescer o mais sínico dos sínicos. Tudo isso para fazerem o que em prol da população? É de perguntar: o eleitor tem importância para esta gente, após a contagem das urnas? Só posso crer que não. Muito também tem se falado em um “novo normal” após a crise. É certo que no mundo todo ocorrerão mudanças substanciais no modo como os países gerem sua economia e sua saúde. É de esperar, também, que algo ocorra no campo político. Mas isso lá na Europa, talvez em alguma parte da Ásia ou até mesmo na terra de Tio Sam. Mas por aqui? Infelizmente, não dá para supor que algo novo deva ocorrer. A classe política brasileira não demonstra dispender nenhum momento de preocupação com a população, apenas com o seu mandato atual e o próximo. Esse é o comportamento normal da classe política. Não se percebe um movimento colaborativo sequer entre as correntes no Congresso sem que se tenha como pano de fundo as próximas eleições. O momento é crítico e o desânimo só aumenta.

 

Laércio Chaves Martins mlaercio32@gmail.com

São Paulo

 

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AS DESCULPAS DE COLLOR

 

É estranho que o ex-presidente Fernando Collor de Mello tenha esperado mais de 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro pelo confisco da poupança – uma das estratégias econômicas mais desastradas da história do Brasil, que não só não trouxe benefício algum, como prejudicou muitos brasileiros e ainda piorou o cenário da época. O confisco pode não ter sido a causa, mas certamente contribuiu para o merecido impeachment do ex-presidente. Mesmo perante este e outros exemplos, há presidentes que ainda subestimam a força da opinião pública ao praticarem atos irresponsáveis e falar o que não devem.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SEM VERGONHA

 

Sem o mínimo de vergonha na cara, o ex-presidente Collor – após 30 anos – vem a público “se desculpar” pelo confisco da poupança que elaborou quando presidente do Brasil. Quantas pessoas que tinham poupado suas economias morreram e as que até hoje ainda estão vivas não puderam ainda levantar suas economias que um desqualificado confiscou? E ainda tem indivíduos que votam nele para senador! Imoral!

 

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

 

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A OMISSÃO DE GILMAR MENDES

 

A respeito da carta do leitor sr. Márcio da Cruz Leite (Fórum dos Leitores, 20/5), gostaria de fazer um adendo necessário. A decisão de que os bancos devem pagar a diferença aos poupadores já foi proferida pelo STF, mas por algum motivo escuso o ministro Gilmar Mendes (sempre ele) decretou a sustação dos processos, que ficarão dormentes até que ele reveja sua decisão. Ocorre que, enquanto não é possível proceder nenhuma ação de execução contra os bancos, os próprios bancos têm procurado os clientes que detêm créditos  propondo acertos extrajudiciais por valores que se situam entre 5% e 10% do valor dos créditos. Eu recebi proposta nesse sentido, em outubro de 2019, e após recorrer a um perito judicial para que fizesse os cálculos, optei por não celebrar o acordo. O mais grave é que a grande maioria da pessoas, muitas delas de idade avançada, não toma o cuidado de conferir o valor da oferta versus o valor do crédito efetivo, mesmo porque o cálculo é complexo. Dessa forma, com o beneplácito (?) de Gilmar Mendes, muitos poupadores estão sendo novamente espoliados pelas instituições financeiras. Neste momento em que a grande maioria das pessoas está impedida de trabalhar, esses valores devidos viriam na melhor hora possível, e não seria nenhuma benesse, mas apenas a reposição de seus direitos, fruto de vários anos de poupança e outros tantos de frustração.

 

Claudio  Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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DESCULPAS?

 

Segundo preceito judaico, somente aquele que sofreu uma ofensa pode perdoar, ou seja, ninguém pode perdoar uma ofensa que não sofreu pessoalmente. Destarte, sugere-se ao senhor Collor de Mello que peça desculpas, pessoalmente, àqueles idosos que na época do confisco se suicidaram, aturdidos por ficarem, de repente,  sem a possibilidade de usufruir de suas modestas poupanças, tão necessárias para a compra de remédios e outros itens indispensáveis para uma vida digna, certos de que com o avançar da idade a probabilidade de conseguirem um emprego era quase nula. Como diz velho ditado, “velhice não melhora ninguém, mas pode acentuar os defeitos”, pois uma vez cara de pau, sempre cada vez mais cara de pau!

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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CORRIGIDO

 

Aceito seu perdão, sr. Collor, desde que em dinheiro com juros e correção monetária.

 

Gerald Misrahi gersilm@hotmail.com

São Paulo

 

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CONFISCO

 

Pois é, sr. Collor, não aceitamos seus pedidos de desculpas após 30 anos. Conforme informa o texto do Estado (19/5, A5), “existem hoje pelo menos 144 mil poupadores ou seus herdeiros”, pois muitos já morreram, alguns inclusive por causa deste confisco. Como acreditamos, Collor vai passar direto pela porta do céu e vai para o inferno.

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

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SÃO PAULO NA PANDEMIA

 

Após a infeliz e equivocada decisão de ampliar o rodízio de veículos em São Paulo, da qual desistiu, o prefeito Bruno Covas inventou um maxiferiado. Assim, todos os que viajaram apertados nas conduções nos últimos dias poderão ficar amontoados em casa durante vários dias, e os que se infectaram no período do rodízio ampliado poderão transmitir para todos os de sua casa este malfadado vírus com mais facilidade. Ou não?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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EGOÍSMO

 

Na quarta-feira, ao ver pelo noticiário da TV o comportamento no mínimo incompreensível de alguns cidadãos com relação ao bloqueio dos acessos às praias, me perguntei o que poderia explicá-lo: irresponsabilidade, alienação total? Vi com espanto o motorista de um carro que, com suas pranchas de surf, queria a todo custo convencer o policial de que deveria ter o seu acesso liberado, o que não aconteceu, felizmente, e, ao ser perguntado pelo repórter, disse não estar preocupado porque iria para outro local com praia e citou o nome. Creio que essa atitude pouco solidária nada tenha que ver com falta de informação, mas talvez, isso sim, com uma enorme dose de egoísmo e ignorância que os faz pensar que apenas o “outro” será contaminado. E daí? Mas ignoram que o “outro” somos nós também.

 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

 

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ESTRADA FECHADA

 

Para que se tenha o esperado recolhimento de pessoas, dada a reconhecida ignorância de nossa população, é preciso que todos os acessos às praias sejam fechados. Proibir o trânsito nas Vias Anhanguera, Imigrantes, Mogi-Bertioga e para todo o litoral norte, Rodovia dos Tamoios. Só assim valerá a pena essa antecipação dos feriados de Corpus Christi e da Consciência Negra. Sem isso, o congestionamento das estradas vai ser o mesmo de sempre.

 

Aristides Castro Andrade de São Thiago a.cast@uol.com.br

Campinas

 

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FERIADÃO

 

A pandemia mostrou para o mundo que o esporte favorito dos brasileiros é afrontar as autoridades. Tudo bem que muitos paulistanos precisam sair de casa para trabalhar, mas muitos – e põem muitos nisso – saem de casa pelo prazer de afrontar as autoridades. Fazer o quê? Para evitar o colapso do sistema hospitalar, decretar um impossível lockdown? Pelo menos João Doria e Bruno Covas foram criativos e inventaram o grande feriadão. Vamos ver qual vai ser a reação da população em relação ao isolamento social.

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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Imaginar que o brasileiro, mesmo dentro de uma crise pandêmica e econômica, ia perder um feriadão destes é a demonstração inequívoca de que João Doria, em sua redoma elitista, desconhece e está longe totalmente da realidade das pessoas comuns.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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ALUGUEL EM FLORIANÓPOLIS

 

Catarinense, residente em São Paulo e casada com paulista, li com indignação a notícia de que a prefeitura de Florianópolis vetou a locação de imóveis para paulistas. Tencionava visitar minha filha e netos residentes em Floripa, mas tive de desistir, por força do decreto. Nem se argumente que a restrição visa a reduzir a disseminação do coronavírus, pois a proibição é só contra paulistas. Racismo puro!

 

Ingrida Stelzer ingrida.stelzer@gmail.com

São Paulo

 

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BANDEIRA NO CARRO

 

Um cidadão brasileiro no Estado do Ceará foi obrigado por um soldado a retirar uma pequena bandeira do Brasil, símbolo da pátria, da janela de seu carro. Mas o que é isso? Isto ainda é uma República federativa? Que absurdo!

 

Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira

 
 
 

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