Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 03h00

Pandemia

O assassinato da razão

Pelos dados oficiais de ontem, já são mais de 22 mil brasileiros mortos, 22 mil famílias devastadas. E haverá quem diga: e daí, o que é que eu posso fazer? A resposta e simples: 1) Respeite as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem o melhor corpo médico do planeta; 2) aceite e cumpra os conselhos e decisões da ciência e dos especialistas; ou 3) mostre o seu diploma de médico, com sua especialidade. Se nenhum desses critérios acima foi respeitado, então, sim: todas essas 22 mil mortes estão nas suas costas e não adianta culpar terceiros que fazem o possível para respeitar as regras corretas e de bom senso.

SYDNEY BRATT

SYDNEYBRATT@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO  

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Remédio eficaz

Nosso povo está morrendo, mais de 20 mil corpos empilhados Brasil afora. Famílias choram e sepultam diariamente os seus entes queridos, uma geração enterrando outra. Mas esse genocídio não é só por culpa do vírus, é também de uma administração (sobretudo a federal) estagnada por uma guerra ideológica que muito custa para o futuro desta República. Se não podemos deter o vírus biológico (por enquanto), que se detenha o vírus ideológico. Impeachment é o remédio, diferentemente da cloroquina, testado e de eficácia comprovada.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO

RENATO.MG@OUTLOOK.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Combinação catastrófica

O Brasil já passou por crises econômicas, políticas e maus governos. Mas nunca enfrentou o verdadeiro tsunami resultante da combinação B0lsonaro e covid-19. O Brasil está à beira de uma catástrofe. A recuperação, quanto mais demorar, mais lenta, difícil e dolorosa será. E o primeiro passo é o achatamento da curva de óbitos. Mas com Jair Messias Bolsonaro na Presidência não haverá nenhuma esperança de recuperação, mesmo após um fim do vírus, por sua demonstrada inaptidão para o cargo que ocupa.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

LARPRP@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Situação explosiva

O Brasil está vivendo o epicentro da pandemia na saúde e o hipocentro na gestão. Nem são necessários imagens e vídeo para comprovar.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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País doente

A covid-19 adoece a população, Bolsonaro adoeceu o Brasil. O que aconteceu com o País? Quando foi que abandonamos a ciência e a defesa do meio ambiente? Quando renegamos a arte e deixamos de acreditar em direitos humanos e valores civilizatórios? Em que momento passamos a detestar nossos professores e nossas universidades? Quando foi que nos tornamos milicianos, amantes das armas e da violência? Quando optamos pelo obscurantismo e pelo ódio? Em que momento abandonamos o mundo civilizado e nos tornamos uma nação que causa repulsa, em vez de admiração?

JOSÉ TADEU GOBBI

TADGOBBI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Ordens e ordens

No filme Glória Feita de Sangue, de 1957, estrelado por Kirk Douglas, dirigido por Stanley Kubrick e ambientado no inferno das trincheiras da 1.ª Guerra Mundial, um afetado general ordena um ataque suicida contra uma posição inimiga. O ataque fracassa e o vaidoso general, abrigado na segurança de seu posto de comando, longe da linha de frente, ordena à artilharia que abra fogo contra as posições ocupadas por suas próprias tropas, acusando-as de covardia. O capitão no comando da bateria recusa-se a obedecer à ordem homicida e exige confirmação por escrito, que, evidentemente, nunca chega. No Brasil de 2020, no caos da guerra contra uma pandemia furiosa, o capitão comandante-chefe, na segurança de seu bunker longe da linha de frente de combate ao vírus mortal, ordena ao general comandante do Ministério da Saúde que dispare contra sua própria população, emitindo nota que orienta o uso de medicamento de eficácia não comprovada e sabidamente causador de graves efeitos colaterais. Na ficção, a ordem criminosa do general é desobedecida pelo honrado capitão. Já na realidade do Brasil de hoje, de ponta-cabeça sob o desgoverno de um lunático, a ordem do capitão é prontamente obedecida pelo general.

RENZO GALUPPO

RENZO.GALUPPO@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Saúde militarizada

O general Pazuello nomeou mais quatro militares para o Ministério da Saúde. Nada contra. Mas gostaria de destacar que o Brasil dispõe de excelentes profissionais civis que atuam nessa área. 

JORGE A. NURKIN

JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Feriado antecipado

Ideais democráticos

Num momento crítico como o que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados por parte expressiva dos nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao respeito a todos brasileiros, nada mais oportuno, aproveitando a antecipação deste feriado, relembrarmos a data cívica de 9 de julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais no ano de 1932. Até hoje ela marca a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu desejando pôr fim aos desmandos autoritários de Getúlio Vargas e trazer de volta valores como liberdade e democracia, além de uma nova Constituição para o Brasil. Homenagear o Movimento Constitucionalista de 32, hoje em dia, é sinalizar que os ideais democráticos não morreram!

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, Comitê de Civismo e Cidadania (Coccid) da Associação Comercial de São Paulo. 

PENNATRINDADE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br  

CONTORNANDO A REGRA DE OURO

Em sessão do Congresso Nacional na quinta-feira (21 de maio), os deputados federais aprovaram, por 451 a favor e 1 contra (!),  lei que autoriza o governo federal a contrair dívidas para pagar salários de servidores e custeios. Se aprovado também pelos senadores, será disponibilizado crédito de R$ 343,6 bilhões, sob a fajuta justificativa, entre outras, de retomada de 10 mil obras paradas. Considerando que quem vai decidir a distribuição desses recursos são os próprios políticos e os servidores públicos, qual é a garantia que temos de que isso acontecerá? É angustiante saber que somos solapados, diuturnamente, no direito aos recursos destinados à saúde, educação e segurança, enquanto as deploráveis filas em busca de atendimento se formam e alguns milhares morrem, a educação é precaríssima e a segurança é um desastre de tal dimensão que milicianos têm mais autoridade na manutenção do isolamento social que o Estado. Acordem, brasileiros!   

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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FAÇA SOL OU CHUVA

No Brasil, qual seria o melhor investimento? Quando a economia vai bem, crescendo, poderia ser a Bolsa. Quando a economia vai mal, como agora, cheia de incertezas, poderiam ser dólar e ouro. Mas tem um – talvez o único – investimento que sobe nas duas situações neste país disfuncional: os salários da elite do funcionalismo público. Enquanto na pandemia uns perdem emprego, outros têm aumento salarial. Respondendo à pergunta, invistam em bons cargos públicos.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

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ONDE ESTÁ O DINHEIRO

O ministro Paulo Guedes não sabe onde está o dinheiro que deveria ajudar os cidadãos e as empresas para enfrentarem a paralisação dos negócios durante a pandemia. Segue um leque de opções: suspender a cobrança de todo tipo de taxas e impostos (Imposto de Renda, IPTU, IPVA, contas de água e luz, multas, tudo suspenso) até o ano que vem; reduzir o salário do funcionalismo público; confiscar o dinheiro do fundo partidário; usar as reservas cambiais; emitir dinheiro, sem medo da inflação. Alguém no governo já deveria estar pensando em como reerguer o País depois da pandemia, quem no Ministério da Economia não tiver nenhuma ideia sobre o que deverá ser feito, agora e no futuro próximo, deveria entregar o cargo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O BRASIL E A COVID-19

Rompemos a barreira dos 20 mil mortos pela covid-19. Embora muitos façam questão de pintar o quadro com cores fortes, esse número não é muito em relação a outros países. É incorreto usar números absolutos para comparar áreas com populações diferentes. O certo é verificar mortos ou infectados por milhão de habitantes. No Brasil, de 211 milhões, há 94 mortos por milhão, número parecido com o da Alemanha, que tem 95, mas menor que Portugal (117), Suíça (217), EUA (263), Irlanda (305), Suécia (361), França (420), Reino Unido (495), Itália (519), Espanha (587) e Bélgica (773). Logo, mesmo não tendo chegado ao pico epidêmico, estamos distantes dos pontos a que chegaram outras nações afetadas pela covid-19. Felizmente, a reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores transcorreu em paz. Oxalá eles consigam atuar unidos no combate à covid-19 e só pensem em política e eleições depois que o mal acabar. Também devem agir equilibradamente na busca das soluções de saúde, mas não negligenciar as da economia. Evitar que os salvos de morrer pelo coronavírus pereçam por fome ou outros males decorrentes da miséria.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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O QUE NOS AGUARDA

A pandemia do novo coronavírus atingiu 310 mil casos de infectados e provocou 20 mil mortes no Brasil, com uma letalidade de 6,5%. A curva exponencial ascendente ainda está longe de atingir o pico, o que só deve ocorrer nos próximos meses. As medidas de quarentena não têm se mostrado suficientes para deter o avanço da doença tanto nas grandes metrópoles como na interiorização do País. O sistema de saúde e os leitos de UTI estão no limite em vários lugares do País. A decisão de lockdown vai depender da realidade de cada região específica e, principalmente, nas capitais dos Estados.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CALAMIDADE

Em breve, ao que tudo indica pelo andar da avassaladora disseminação da macabra covid-19 no Brasil – mais de 310 mil infectados e acima de 20 mil mortes (21/5) –, não apenas as UTIs dos hospitais estarão lotadas, como também os cemitérios... #FiqueEmCasa.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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JAIR BOLSONARO

Chegamos aos 300 mil casos. E daí?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO ‘PAZ E AMOR’

Soou estranho e até inverossímil o comportamento do presidente Jair Bolsonaro na reunião com os governadores e os presidentes da Câmara e do Senado, na quinta-feira. Lembrou o “Lula paz e amor” do segundo mandato do ex-presidente petista. Como Bolsonaro não dá ponto sem nó, não há dúvida de que essa atitude plácida está relacionada, entre outras coisas, à divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril que deixou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, “incrédulo”. Após tantas e seguidas malvadezas, a pose de bom menino do presidente não convence ninguém. É mera jogatina política. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Parece mentira, mas o presidente Jair Bolsonaro resolveu “baixar a bola” e conseguiu manter uma reunião com todos os governadores que foi considerada sadia. De forma humilde e sem arrogância, ele e governadores levantaram a bandeira de paz. De imediato, o dólar caiu, a Bolsa subiu e o povo sorriu. Presidente, essa atitude – que não é difícil de ser tomada – é o que esperam seus mais de 57 milhões de eleitores. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O ADIAMENTO DO ENEM

Governo adia o Enem e embaralha todo o calendário universitário de 2021 (Estado, 21/5). Devemos reconhecer que tudo anda cada vez mais esquisito. Diante do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministério da Educação declara ter intenção de consultar os candidatos sobre nova data para realização do exame. Os secretários de Educação, que propugnavam o adiamento alegando defesa dos alunos mais pobres, estão contrários à tal consulta. Entendo que, quando eles insistiam em adiamento, o faziam sem consulta a ninguém. No momento em que o MEC tenta consultar os interessados diretos, estudantes, entre os quais temos os mais pobres que teriam sido defendidos pelos secretários de Educação, estes mesmos não aceitam uma consulta. Afinal, onde estamos? Qualquer alteração num exame sem consulta aos interessados me parece medida extremamente autoritária. Há probabilidade de que os estudantes insistam em manutenção da data ou que eles pretendam fazer o exame em data bem cedo? Se assim ocorresse, seria isso entendido como erro dos secretários de Educação, e daí vem o medo da consulta? 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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DE REPENTE, UM APAGÃO

De repente, atribui-se à pandemia o surgimento de um apagão no ensino público, sob a alegação de falta de recursos digitais para a condução das aulas e da impossibilidade de cumprimento da carga horária dos mais pobres, o que pode afetar o desempenho dos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Não existia ainda, no entanto, o flagelo da doença, quando os alunos brasileiros revelaram baixa proficiência em leitura, matemática e ciências, se comparados com os de outros 78 países, inclusive da América Latina, de acordo com avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), edição 2018 – ao final, portanto, da vigência da chamada “Pátria Educadora”, alardeada pelo governo petista, confirmando o fato de que as trevas na educação vêm de longa data e que pouco se fez para melhorar a qualidade do ensino. Fica mais fácil agora, para a oposição sistemática ao atual governo, surfar na onda do coronavírus para encobrir descasos de administrações anteriores quando exerciam o poder, a respeito de um setor fundamental que só foi lembrado por ocasião das campanhas eleitorais para ser rapidamente relegado após as respectivas posses.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Oportuna e necessária a reportagem recente do Estado sobre a falta de preparo do professor para o ensino online em nosso país. Foram ouvidos vários lados e especialistas, mas notei a ausência de vários atores fundamentais na pesquisa: o aluno e seus pais, as faculdades/universidades, o MEC e as Secretarias de Educação e Secretaria de Desenvolvimento Econômico (responsável pelas universidades públicas, as Fatecs e as Etecs). Sou professor de escola técnica e não tive qualquer formação escolar para ensino à distância, e fomos ativados e preparados para esta modalidade juntamente com a pandemia, e várias providências assim que fomos atuando e adotando. Ao aluno, resta aceitar e cumprir o que foi determinado, e, mais uma vez, sem ser ouvido e questionado se está aprendendo e até mesmo gostando deste tipo de ensino.

Alberto Utida alberto.utida0926@gmail.com

São Paulo

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ISOLAMENTO MEIA-BOCA

Contra a covid-19, o Brasil deveria parar uns dois meses. Parar totalmente. Parou molemente, parou meia-boca. A epidemia segue forte, matando. Os governadores e os prefeitos fazem o que podem. O governo federal bate cabeça, desorganizado. O presidente Bolsonaro nem sequer tem capacidade para entender o mal que faz ao País com sua irresponsabilidade ignorante. E agora, José? 

Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo

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LETALIDADE DO CORONAVÍRUS NO BRASIL

Os dados recentes dos países do Hemisfério Norte onde a pandemia está em desaceleração situam a mortalidade pelo coronavírus entre 4 e 6 pessoas por milhão de habitantes. Aplicados ao Brasil, onde estamos assistindo ao período de maior contágio, esses indicadores projetam uma catástrofe com cerca de 100 mil vidas perdidas, no total. A maior parte das perdas (80%) ainda estaria por ocorrer. Os países que lograram realizar as buscas de doentes e contactantes ativamente nos domicílios, como China, Nova Zelândia, Israel e outros, com estrito isolamento dos acometidos, tiveram taxas muito reduzidas de letalidade pelo vírus. Se quisermos ter melhor perspectiva, essa é a opção que se evidencia, e não a utilização de drogas questionáveis.

Bernardo Ejzenberg, médico bernardoejzenberg@yahoo.com

São Paulo

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ISOLAMENTO PARA TODOS OU PARA NINGUÉM

Mais de mil mortes por dia e os bailes funks e pancadões promovidos por traficantes continuam a ressoar pelas periferias e comunidades, perturbando o sono de trabalhadores, e autoridade alguma tem coragem ou vontade de interferir, porque o resultado é aquele que já sabemos: alguém dá tiro para o alto, a correria acontece, alguns saem feridos ou mortos e a culpa recai na polícia, como sempre relata a imprensa, e nossa PM não está mais disposta a carregar nas costas responsabilidade alheia. Outro fato incrível. O Ministério Público Estadual ordenou a retirada imediata da multidão de drogados e traficantes da região da cracolândia, até porque naquele quadrilátero há milhares de famílias que ali residem obrigadas a conviver com o crime e a imundície. Mas a Justiça soberana decidiu o contrário: os drogados ficam mais bem contidos naquelas ruas que passam por “limpeza” quase diária, além de receberem refeições e apoio. Então, a fábrica de covid-19 continua aberta no centro de São Paulo, pois metade dos drogados não permanece lá pela noite, volta para casa, carregados de vírus, para contagiar todos por onde passam. E querem que os índices de morte caiam, proibindo de sair quem precisa trabalhar tomando todos os cuidados pessoais possíveis para não se contaminar nem contaminar o próximo? Ataquem os focos de disseminação, quero ver se têm coragem, disposição e vergonha na cara. E não coloquem a polícia na linha de frente dos culpados pela inépcia, ela é coadjuvante de toda uma estrutura maior. Ou chamamos todos à responsabilidade dos fatos ou tudo vai continuar neste faz de conta ridículo. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ABRE E FECHA NO RIO

Não sei em troca de que promessa o prefeito aqui, do Rio de Janeiro, acreditou, durante o almoço com o presidente Bolsonaro, em Brasília, para concordar em reabrir parte do comércio. Agora, vai dar ainda mais confusão na cabeça do carioca: “o presidente manda abrir, o governador manda fechar e o prefeito manda reabrir”.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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REGINA DUARTE, NA HORA CERTA

Em artigo publicado no Estadão de 22/5/2020 (A6), Regina Duarte mostrou bem seu caráter e seu nível cultural. Seu português irrepreensível e claro explicou bem os problemas intestinais que grassam na classe artística e que transbordaram para as redes sociais. Os ataques insidiosos construídos contra ela marcaram o divisor de águas que havia entre os que a criticaram e os que a apoiaram. Regina não poderia atuar no palco da capital federal; sua verve não coaduna com os atores que por lá estão. Graças a Deus ela saiu na hora certa do governo, sem nada que maculasse sua beleza e sua biografia. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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REGINA DUARTE

Cumprimento Regina Duarte pela sua história de vida. Ela se manteve fiel aos seus princípios, mesmo convivendo com uma classe que se corrompeu. É uma pena que a classe de artistas no País esteja mais interessada na ajuda – ou, melhor, na boquinha – que governos podem ofertar do que em ter uma sociedade digna e justa. Estou certo de que Regina Duarte consegue se olhar no espelho todos os dias. Já sua classe, bom, esta se olha apenas para arrumar as mexas.

Claudio Hebling chebling@yahoo.com.br

São Paulo

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SECRETARIA DA CULTURA

Com a provável indicação do ator Mario Frias para o cargo, seria ele o próximo a entrar em fria?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CONTRADIÇÕES BOLIVARIANAS

Vivemos num mundo contraditório: embora a Venezuela detenha a maior reserva de petróleo do mundo, sua produção de petróleo não resistiu à má administração e à corrupção desenfreada dos socialistas. E o melhor exemplo são os cinco navios-tanque do Irã com 1,5 milhão de barris de combustível comprados para evitar o colapso no abastecimento de combustível do país. Estes navios estão chegando e ganharam fama, pois ameaçam desencadear um conflito com os EUA. Só que, enquanto isso, ouro remanescente das reservas da Venezuela flui para contas estratégicas do regime de Teerã. E milhões de venezuelanos fogem para o exterior para evitar a fome e a ditadura. Muito dinheiro do lado dos amigos de Maduro e muita carestia em sua terra. Juan Guaidó adverte que o carregamento representa a tentativa de presença iraniana em solo venezuelano. Ele tem boas razões de se preocupar com isso. Soldados venezuelanos podem desertar do exército de seu país. Mas soldados iranianos com uniforme da Venezuela não farão isso jamais. E não pensarão duas vezes se atiram ou não no povo revoltado da Venezuela.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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