Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

A tertúlia palaciana

Em torno de uma grande mesa, um senhor colérico preside a reunião, cobra ação enérgica de subordinados (ou seriam vassalos?), exige fidelidade canina, mostra todo o seu autoritarismo, distribui insultos. Sem respeito pelo cargo, com linguajar de pelada de várzea, vai destilando ódio e palavrões, num local que exige rito, liturgia, compostura e modos. A maioria dos subalternos se supera em bobagens, ofensas e pieguices, querendo agradar ao chefe e aplacar sua ira, emite pérolas que entrarão para a História da nossa República como exemplo de a quão baixo chegamos. O czar da Economia, Paulo Guedes, passa pito em colega, querendo mostrar superioridade intelectual, chama o Banco do Brasil de um palavrão e ameaça vendê-lo. A maioria ri. Ricardo Salles fala em aproveitar a pandemia, já que a mídia só se preocupa com a covid-19, para atacar o meio ambiente. Damares Alves, aos berros, quer a prisão de prefeitos e governadores. E Abraham Weintraub, teatralmente, dispara: "Eu (...) botava esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF". Brasília vira pocilga e alguns colegas assistem envergonhados ao circo de horrores. Não, aquele vídeo não era de uma reunião ministerial dentro do Palácio do Planalto, mas de uma discussão de um grupo de malandros depois de beberem todas, ou de um bando de moleques de rua sem educação e noção de nada. E tudo isso em meio a uma catástrofe que já ceifou milhares de vidas, por causa de um vírus que poderia ser combatido pelas autoridades ali reunidas. No vergonhoso vídeo a Nação pode ter uma ideia do nível das pessoas que nos "governam". 

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Incivilidade

Imaginar que esse presidente alcance o significado de "liturgia do cargo" é querer demais. Mas educação e boas maneiras são, sim, o mínimo que se pode exigir de um presidente da República. O que se vê no vídeo da reunião ministerial é um discurso raivoso, forrado de palavrões tão pesados que não ouso repetir. Sem controle, ofendeu barbaramente Doria, Witzel e todo o povo. Ignorou a pandemia, os mortos (e daí?) e seus familiares, demonstrando frieza e crueldade desmedidas. 

SILVIA TAKESHITA DE TOLEDO

SILVIATTOLEDO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Extrapolou

Armamento? Interferência? Palavrões? Simplesmente inaceitável a postura do presidente. Impeachment já!

MARIA LUCIA R. JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Vídeo escabroso

Estou enojado e com vergonha de ser brasileiro.

HELEO POHLMANN BRAGA

HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Desvario

Tal qual a obra de Sebastian Brant A Nave dos Tolos, em que a embarcação acolhe loucos de todas as categorias e promove um desfile das fraquezas humanas, o que se vê no vídeo da reunião ministerial de 22/4 é um bando de insanos, ignóbeis e insensatos embarcados numa nau à deriva.

LAURIBERTO DUARTE

LAURIBERTO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O que não houve

O que mais estarrece no famigerado vídeo da reunião "ministerial" não é o que ali houve - um chorrilho de impropérios alimentados pelo ódio, sempre repletos dos palavrões mais chulos -, mas, sim, o que não houve: uma palavra, sugestão, preocupação com os milhões de brasileiros que hoje vivem árduos e tormentosos dias, atingidos, muitos mortalmente, por essa pandemia Quanta indiferença, quanta insensibilidade, quanto desprezo por nosso povo! Mais virulento do que a covid-19 só mesmo esse time bolsonariano.

JUNIA VERNA FERREIRA DE SOUZA

JUNIAVERNA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Guerra civil?

No vídeo Bolsonaro diz que tem o poder e vai armar o povo. Será que ele referia só aos bolsonaristas? Ou é a favor de uma guerra civil no País?

EDGARD GOBBI

EDGARDGOBBI@GMAIL.COM 

CAMPINAS

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Democracia em risco

A sabotagem permanente de Bolsonaro ao esforço de combate ao coronavírus, contrariando orientações das autoridades de saúde internacionais e de seu próprio governo, o incessante incentivo à desobediência civil e a ameaça histriônica de não entregar o seu celular caso seja requisitado pela Justiça, bem como o contínuo autoritarismo manifestado pelo general Augusto Heleno, que culminou na nota ameaçadora às instituições, desnudam o fato de haver militares, tanto fracassados, como Bolsonaro, quanto na ativa ou na reserva, que se sentem acima da lei e da Justiça, evidenciando despreparo para o exercício do poder pela via democrática. Os 21 anos de ditadura e abusos que muitos de nós vivemos na juventude e a ameaça de Bolsonaro de mergulhar o País numa nova aventura autoritária, totalmente extemporânea, mostram com toda a clareza que os militares, principalmente os da ativa, devem retirar-se o mais rápido possível do governo para o exercício estrito de suas funções constitucionais, que é de onde melhor poderão trabalhar para auxiliar o País a se manter nos trilhos da democracia e do desenvolvimento, de onde ameaça descarrilar pelas ações insanas de um presidente incapaz e desequilibrado.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

JMOLIV11@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

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A nota

Pelo jeito, inconcebível e inacreditável (23/5, A3), o ministro Augusto Heleno andou abusando da tubaína...

MARCO AURELIO CATTANI

MARCOAURELIOCATTANI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Deplorável

Inconcebível e inacreditável é o Brasil continuar nesta deplorável administração.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

JWILSONLENCOIS@HOTMAIL.COM

LENÇÓIS PAULISTA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REUNIÃO HISTÓRICA

A reunião do dia 22 de abril de 2020, no Planalto, com a quase totalidade dos ministros presente, coordenada por Jair Messias Bolsonaro, presidente da República, e dada a público pela liberação do vídeo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deixa uma marca indelével na história do Brasil: parece um aglomerado disforme de desclassificados, usando linguajar próprio de locais de prostituição e de criminalidade, causando repugnância aos eleitores conscientes deste país.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU

Ao assistir ao tão aguardado vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, foi possível confirmar o que já se noticiava anteriormente sobre a intenção do presidente da República de interferir nos ministérios e trocar o que chamou de "segurança da minha família e dos meus amigos". Outros fatos que ainda não eram de conhecimento público também chamaram a atenção: o ministro da Educação e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sugerindo a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de prefeitos e governadores; o ministro do Meio Ambiente querendo aproveitar o momento "tranquilo" para desregulamentar a questão da Amazônia; o ministro-chefe da Casa Civil utilizando o Plano Marshall de exemplo e sendo repreendido pelo ministro da Economia; além do ministro do Turismo falando sobre a volta dos cassinos. Enfim, teve de tudo, e, ao mesmo tempo, não teve nada. Não se vê ninguém falando sobre medidas para conter o avanço do coronavírus ou mesmo ajudar as pessoas debilitadas financeiramente pela crise. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de a reunião ser um emaranhado de assuntos desconexos e aleatórios. Não havia uma pauta, mudavam de assunto constantemente e, depois, retomavam o que havia sido dito em outros momentos da reunião. Uma típica reunião de condomínio em que muito de inútil é falado e nada de importante é decidido. Não surpreende, esta é a cara do governo atual. As entrevistas na porta do Palácio da Alvorada nos mostram diariamente que o governo está totalmente sem rumo. Sem muito esforço, é possível encontrar uma série de contradições nas falas do presidente. Assuntos que já não estão mais em discussão são ressuscitados, seja por falta de coerência ou mesmo como cortina de fumaça. As opiniões seguem as tendências das redes sociais. A verdade mostra que o Brasil é um avião em queda livre e o piloto está batendo papo no corredor. Aguardemos os próximos passos da investigação. Ou, então, podemos começar a torcer para a grande mídia começar a elogiar os ministros e até mesmo o presidente, pois assim, conforme dito pelo próprio Bolsonaro, eles sairão do governo.

Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Goiânia

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PÁTRIA ARMADA, BRASIL

No vídeo da reunião ministerial, ficou claro que o presidente Jair Bolsonaro quer a população armada para se defender de prefeitos e governadores. O povo vai poder atirar à vontade, principalmente naqueles que poderão ser os adversários de Bolsonaro nas próximas eleições. Não ficou claro, porém, se a Pátria armada poderia usar as armas para se defender de ministros idiotas, da milícia carioca e de um presidente da República genocida.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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COMO EXPLICAR?

Difícil de explicar para nossas crianças e adolescentes que as imagens e as maneiras grotescas e fala chula exibidas em todo o Brasil são do presidente da República; que, assim como todos nós, ninguém pode tudo, nem o presidente; que a covid-19 está matando, daí a quarentena; que governadores e prefeitos devem ser tratados com o devido respeito; que armar a população buscando revoltas é incompatível com o pacífico regime democrático vigente; e que o Supremo Tribunal Federal é uma instituição permanente do Estado brasileiro, independentemente da fúria insana de ministros. Sinceramente, como brasileiro, sinto-me envergonhado de ter como presidente do meu país um indivíduo com tal comportamento e linguajar.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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UM GOVERNO VAZIO

Sou administrador de empresas e em minha vida profissional participei de incontáveis reuniões. Todas elas tinham algo em comum: um objetivo. No caso em questão, a reunião ministerial de 22 de abril, qual foi o objetivo? Bem, se o objetivo foi pouco claro, sua condução também não primou por ordenamento.  Destacam-se na fala presidencial, a meu ver, dois pontos: a avaliação sobre conduta dos ministros diante de críticas públicas e sua intenção de intervir na Polícia Federal. Este talvez fosse o real plano, já que alguns dias depois foi executado. Consequências deste ato: É permitido ao presidente fazer o que fez? Se sim, ótimo. Se não é e for passível de punição, que se puna. É isso o que a população espera. Como aspecto secundário da reunião destaca-se a fala de ministros. Pouco conteúdo concreto, seja discussão de planos de suas áreas, seja de resultados conquistados. Pasmem: nem na saúde! Isso demonstra o vazio de ideias, de ideais, de conteúdo deste governo. Palavras chulas, pobres no conhecimento do Português correto, estão conforme o palavreado que entendem para se comunicar. Foi uma reunião cristalina, elucidou o principal.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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REUNIÃO DIVULGADA

Os fatos são muitos. O nível do presidente Bolsonaro já não surpreende tanto. Mas evidencia seus anseios por dominar a Polícia Federal, de fato. Quanto aos demais, Damares apenas provou sua mediocridade, mas para Weintraub e Salles, acabou. Se tiverem bom senso, pedem para sair. Se o presidente tiver, os demite. Se ninguém tiver, eles ficam. Mas, para eles, acabou.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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RUMO

Achei muito boa e profícua a reunião ministerial do dia 22/4, com palavras e tons amenos e cordiais, principalmente pelo digníssimo e elegantíssimo sr. presidente da República, que começou discorrendo sobre temas gerais de Segurança (do País). Com a pauta da reunião bem definida e entendida por todos os presentes, tomou a palavra o sr. ministro da Educação, tecendo comentários concernentes ao STF, com termos elogiosos àqueles senhores. Em seguida, na voz do sr. ministro do Meio Ambiente, ouvimos excelentes ideias de como melhorar as ferramentas usadas no combate às queimadas na Amazônia. Após um pequeno aparte da sra. Damares, tomou a palavra o sr. ministro da Economia, que teceu comentários sobre como ativar a economia e socorrer as empresas na atual crise, também sugestões muito pertinentes e inovadoras. No final, após os comentários dos srs. presidentes do Banco do Brasil e da CEF, sobre crédito a juros bem baixos para todos no Brasil, encerraram a reunião, todos, com a certeza absoluta do rumo certeiro deste governo, o mesmo do Titanic...

José Claudio Bertoncello jcberton10@hotmail.com

São Paulo

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SORTE DO BRASIL

O País teve a sorte de assistir ao vídeo da reunião de 22 de abril. O presidente é contra ditadura. O presidente é contra o AI-5. O presidente é contra corrupção, entretanto o presidente desagradou pelo fato de ser a favor da família, entretanto o presidente desagradou por defender a Pátria e ainda tem o defeito de defender a liberdade. Alguém pode me desenhar?

Luiz de Camargo Fidelis camargofidelis@aasp.org.br

São Paulo

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REUNIÃO MINISTERIAL CÍVICA

Na reunião ministerial realizada em 22 de abril e encabeçada pelo presidente Jair Bolsonaro, este, por achar ser de seu pleno direito confundir educação com poder e mandar em tudo, utilizou palavras impróprias, imorais, ofensivas, obscenas, de baixo calão e denegriu a imagem de governadores, prefeitos e, inclusive, de seus próprios ministros, mencionando que, se não fizerem o que ele determinar, também serão substituídos. Foi lamentavelmente ofensivo, repudiante, escorchante e desconcertante assistir ao vídeo e nos depararmos, também, com falas absurdas de ministros inábeis, sem pudor, educação, bom senso, respeito e critério, como foi o caso do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao dizer "eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF" e "odeio o termo povos indígenas, odeio esse termo, odeio"; ou o caso do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, além de induzir fazer todo o discurso da desigualdade, vamos gastar mais, precisamos eleger o presidente, também mencionou que "a China é aquele cara que cê sabe que cê tem que aguentar, porque pro cês terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China" (vai ser muito propício para a China saber disso); ou o caso da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que afirmou que "a pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão a processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos". Do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ouve-se: "Enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De Iphan, de Ministério da Agricultura, de Ministério de Meio Ambiente". Se existe algo a comentar a respeito do que foi dito nesta reunião ministerial quanto ao seu conteúdo, menções, linguajar, considerações, opiniões e manifestações em geral, eu diria que é incomentável, para não correr o risco de sofrer sanções indesejáveis. Ou seja, cada um tem o direito de definir e deduzir como bem lhe convier, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GOVERNO DOENTE E SEM MÁSCARA 

O Brasil, que já viu de tudo em 520 anos de inúmeros governos desastrosos, ainda não vira nada parecido ao show de cafajestagem explícita, como a reunião ministerial de 22 de abril, revelada em vídeo pornô, dirigida pelo capitão presidente e estrelada por seus incríveis ministros. O desfile de declarações estarrecedoras começou com as queixas de Bolsonaro, recheadas de 29 palavrões, contra tudo e todos, pela falta de ajuda de Sergio Moro para tirar a Polícia Federal dos calcanhares de Aquiles de seus filhos e amigos no Rio de Janeiro. Após os delírios presidenciais e suas paranoicas teorias conspiratórias, o vídeo histórico mostrou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, querendo pôr na cadeia "os vagabundos" do STF e a ministra Damares Alves desejando processar e prender os governadores e prefeitos que estão cometendo crimes contra direitos humanos ao prender gente por causa do isolamento social. Finalmente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, convocando todos para aproveitar que a população e a imprensa estão voltados para a epidemia e desregular tudo de "baciada", permitindo o desmatamento geral, sua ambição maior. Faltou a fala do quarto Cavaleiro do Apocalipse, Ernesto Araújo, que deve ter tido sua participação tirada do vídeo por se tratar de assunto internacional... Uma pena não ouvirmos o chanceler inquisidor medieval. Fôssemos um país sério, este desgoverno teria acabado aí. Como somos uma ópera bufa, o circo mambembe continua sua marmelada em cartaz. Pandemia fora e pandemônio dentro. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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REUNÃO DE 22 DE ABRIL

Antes de Bolsonaro, alguns ministros deveriam ser candidatos ao impeachment.

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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ESTULTICE ACACHAPANTE

Linguagem chula, obscena, indecorosa, ofensiva, o que está acontecendo no Brasil é algo estarrecedor. Sinto vergonha e pena de o Brasil ser governado e representado por esta corja desqualificada e desequilibrada. 1) #PresidenteMorte: "Como é fácil impor uma ditadura aqui; o povo, se tivesse armado, iria para a rua"; "Eu acho que eu resumi hoje na frente do palácio em vinte segundos: eu não vou falar com vocês, porque  vocês não deturpam, vocês inventam, e potencializam" (candidato a ditador). 2) #MinistroIgnorante: "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF" (ignorante desqualificado). 3) #MinistroDinheiro: "Legalização do jogo pode ajudar o turismo. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário"; "É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou que o BNDE e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo" (a gente faz o que quer). 4) #VicePresidenteMorte: "Bota ordem nesse troço aí, dá logo um esporro..." (tô mandando). 5) #MinistroDeveres: "Fomos acometidos de algo muito grave, que é uma doença, e que foi levado ao paroxismo da histeria porque  serve a interesses de muitos" (pobres mortos). 6) #MinistroDesmatamento: "Então pra isso precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de covid e ir passando a boiada"; "Não precisamos de Congresso. Porque coisa que precisa de Congresso também, nesse fuzuê que está aí, nós não vamos conseguir aprovar" (enganador). 7) #MinistroIncivil: "Você também, caralho?" (boca suja). 8) #MinistroInfra: "Tivemos aí dois caras aí na história recente que pegaram terra arrasada e entraram pra História. Um foi o Roosevelt, o outro foi o Churchill. O terceiro vai ser o Bolsonaro" (Ave Caesar). 9) #MinistroDesunião: "E é, da mesma maneira, acho que o plano e, tá apontando pra isso, no nosso e, é a nossa dimensão nacional, também não pode ser um plano cego para, a, essas dimensões do, daquilo que nos traz, né?" (é alfabetizado?).

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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NADA DEMAIS

A divulgação do aguardado vídeo da reunião ministerial, longe de ser a bala de prata que traria a lume a prática de crimes pelo presidente da República, revela apenas e tão somente a preocupação de um homem público com os destinos de seu país. O tom e a forma como colocou as questões, embora passíveis de críticas por não corresponderem à dita "liturgia do cargo", são perfeitamente compreensíveis, pois fruto de sua indignação e revolta com atitudes de certas autoridades e instituições, bem como de setores da mídia que diariamente o acossam com o único objetivo de conseguir seu afastamento. Enquanto persistir este clima de oportunismo político, conflagração e de indevida usurpação de poderes ao governo democraticamente eleito, o Brasil jamais será uma nação verdadeiramente séria e respeitada. 

Gustavo Rogério g_down@live.com

Limeira

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VERGONHA PROFUNDA

A qualidade das falas na reunião mostra como a educação do brasileiro está tristemente distante e atrasada do mais remoto marco evolutivo. A comunicação divulgada expressa uma aberração xenófoba que corresponde com o alto grau da violência praticada nos lares do povo brasileiro. Pela primeira vez na minha vida, depois mesmo das mais estúpidas ações dos brasileiros, como Figueiredo preferindo o cheiro do cavalo ao cheiro do povo, Sarney e suas "fiscalas" fechando supermercado e entoando o hino nacional brasileiro, Collor, Zélia, os 50 mil cruzeiros e o bolero perdido, Lula e seus amigos mensaleiros e Dilma "armazenando vento", sinto profunda e imensa vergonha de ser brasileiro.

Maximilian Goehler mgoehler19@gmail.com

Sorocaba 

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REUNIÃO MINISTERIAL?

Das baixarias que ocorreram na reunião ministerial do dia 22 de abril, muita coisa já era conhecida. É lógico supor que seja esse o nível das demais, que agora foram suspensas pelo presidente Bolsonaro. Mesmo assim, ver o vídeo imoral choca pela descompostura do capitão, que nos fez lembrar cenas de um chefe de quadrilha cobrando e dando ordens ao seu bando, e não de um presidente se reunindo com seus ministros e assessores. Particularmente, não me espantei com os inflamados discursos dos ministros Weintraub, Salles e Damares, pois destes não poderíamos esperar algo diferente. O que me incomodou foi a postura dos ministros Sergio Moro e Nelson Teich - este com ar de assustado, ajeitava constantemente uma folha sobre a mesa -, pois deveriam abandonar o local e imediatamente pedir exoneração.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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A DEMOCRACIA SEGUE

Afora o palavreado chulo e grosseiro e uma série de insinuações pouco republicanas, não há nenhuma materialidade concreta no vídeo da reunião ministerial de 22 de abril capaz de imputar a Jair Bolsonaro algum crime de responsabilidade. Entre decepção de uns e felicidade de outros, o importante é constatar que este vídeo nunca teria chegado ao conhecimento público não fosse a plena democracia e liberdade em que vivemos. Apesar das bolsonarices, as instituições seguem íntegras e sólidas. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESSERVIÇO

O registro audiovisual da reunião presidencial ocorrida em 22 de abril deixa claro que apenas uma pequena parte do vídeo traz elementos que sejam objeto do inquérito que investiga a interferência do presidente na Polícia Federal. A decisão do ministro Celso de Mello de liberar a exibição da quase íntegra do vídeo, movida pela sua aversão ao presidente, veio tão somente gerar uma crise política totalmente desnecessária num trágico momento como o que vivemos. O sr. Saulo Ramos estava coberto de razão!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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TRISTE MOMENTO

Parece que o grande legado do governo Bolsonaro serão a caça aos "esquerdopatas" e quatro anos de retrocesso. Das urnas, um dia, ainda receberemos boas surpresas. Falta o que nenhum político gosta: um povo com acesso à educação.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BELIGERÂNCIA ENTRE PODERES

A manifestação de Augusto Heleno, além de “inconcebível e inacreditável” (23/5, A3), é mais uma cortina de fumaça aos atos governamentais presentes e pretéritos. A divulgação do vídeo da fatídica reunião ministerial de 22/4 pode não ter trazido elementos novos à denúncia de Sergio Moro, além do significativo olhar do presidente em sua direção, mas contém uma série de crimes por parte do alto escalão. Como o STF foi novamente atacado pelo ministro Abraham Weintraub na reunião, a declaração do chefe do Gabinete de Segurança Institucional pouco antes da divulgação do vídeo faz ressonância à beligerância entre os poderes. Um deles deverá ser desacreditado e frito ao longo da semana, com evidente preferência ao "sinistro" da Educação.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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JUSTIÇA

Decisão afrontosa e vergonhosa. A requisição do celular do presidente da República pelo STF sugere que a Justiça tem lado, pois até o sigilo de uma reunião de Estado foi quebrado, enquanto o do celular de Adélio não.

Orlando Rodrigues Maia ormaia@uol.com.br

Avaré

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NINGUÉM ACIMA DA LEI

O ministro do STF sr. Celso de Mello está demonstrando como deve agir uma democracia ao expor a reunião do dia 22/4 entre o presidente da República e seus ministros. Segundo as palavras do ministro, "ninguém está acima da lei". Acredito que, após essa medida jurídica contra o presidente da República, devam acabar também os foros privilegiados, as investigações sobre sigilo... afinal, como disse o senhor ministro do STF, "ninguém está acima da lei". 

Antonio Carlos Nogueira anogueira56@yahoo.com

São Paulo

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AVANÇO DE SINAL

Que Jair Messias Bolsonaro é uma pessoa despreparada para presidir um país não resta nenhuma dúvida, e que alguns ministros do STF estão ultrapassando os limites de suas competências também é fato consumado. O decano ministro Celso de Mello, próximo de vestir o pijama, intimou três ministros generais para depor sob ameaça de condução "debaixo de vara" e, agora, aventou a possibilidade de confiscar o telefone celular do presidente da República. Era só o que faltava!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TELEFONE

Fica a pergunta: quem pode requisitar o telefone do ministro? Ele entrega?

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

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INVESTIGAÇÃO NO SUPREMO

Em havendo a apreensão do telefone celular do presidente Jair Bolsonaro, para ser submetido a perícia, que o mesmo procedimento seja de antemão reconhecido como legal e legítimo, quando forem alvos de denúncias os membros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Câmara e do Senado, bem como de qualquer outro brasileiro, ou seja, teremos com certeza no Brasil uma volta nostálgica aos bons tempos dos pombos correios e dos sinais de fumaça.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ÚLTIMA CHANCE

Se Jair Bolsonaro ainda pretende salvar o seu governo, terá de descartar imediatamente os ministros Weintraub, Ricardo Salles, Damares e Augusto Heleno, e não pode se esquecer dos "zeros à esquerda". Essa será a última e única chance que lhe bate à porta. Abra os olhos, presidente!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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