Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O Inferno de Dante

Comparar a reunião ministerial de 22/4 ao Inferno de Dante, como Vera Magalhães, a meu ver seria diminuir o pandemônio que foi esse encontro, que deveria ser de alto nível. Arrisco dizer que assembleia de condomínio, lugar-comum para reuniões sem pés nem cabeça, é paraíso de coerência se comparada à conduzida pelo presidente Jair Bolsonaro. Sou levado a concluir que seu governo é uma piada, para não dizer coisa pior e cair no seu nível raso. Surpreende-me que somente Sergio Moro tenha saído logo desse barco em afundamento.

LUIZ ROBERTO COSTA

COSTALUIZROBERTO@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Realidade paralela

As várias demonstrações explícitas de Bolsonaro a favor da ditadura militar, da tortura e de preconceito rastejante pautam suas atitudes na Presidência, pois ele acredita estar presidente num regime ditatorial, seu sonho. Ao ser trazido à realidade de estarmos numa democracia comete arroubos e aquela última reunião ministerial demonstra sua realidade paralela.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Perfil baixo

Bolsonaro nunca enganou ninguém, sempre foi um tosco deputado despudorado, defensor da ditadura e da tortura, um homofóbico que gosta de humilhar quem não é a seu favor. Típico ditador.

JOSE CARLOS A ZANUTTO 

ZANUTTO146@GMAIL.COM

POMPEIA

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Armar a população

Bolsonaro escancara seu fascismo ao defender o direito da população à armas. Assim, diz, o povo poderia enfrentar prefeitos e governadores. O motivo? Medidas para diminuir contágio comunitário de uma doença que já matou mais de 20 mil brasileiros. Sua política armamentista nada tem que com proteção pessoal, mas com subversão civil, ataque a adversários políticos, organização de milícias e estímulo ao caos social. Seus camisas partas já estão se organizando. Cabe às instituições civis dar um basta nessa aventura fascista antes que seja tarde. Se é que já não é.

PEDRO MENDONÇA

PHMROSSI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Heresia

Afinal, quais são os princípios religiosos de Bolsonaro? Vive apregoando "Deus acima de tudo". Como quer, então, armar todos os cidadãos e transformar o ensinamento de Cristo "amai-vos uns aos outros" em "matai-vos uns aos outros"? Que religião lhe permite proferir palavrões de baixo calão e usar linguagem indecente?

HUGO JOSE POLICASTRO

HJPOLICASTRO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Esparrela

Esquecidos de que toda moeda tem dois lados, parlamentares do Centrão aceitaram com volúpia o convite para integrar a caravana de insanos que assombra o Planalto. Só conseguem enxergar os ganhos a auferir em troca de apoio ao governo. Ao fazerem barragem a um processo de impeachment, estão levando água ao moinho do nosso aprendiz de ditador e contribuindo para o sucesso de seu projeto autoritário. Se, por desgraça, o golpe se consumasse, o Congresso seria fechado e eles - tolinhos! - seriam as primeiras vítimas. Perderiam o mandato e só com muita sorte escapariam da cadeia. A cupidez é um defeito muito feio.

JOSÉ HORTA MANZANO

JH@MANZANO.LI

GENEBRA, SUÍÇA

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Boi de piranha

Quer me parecer que a fala exaltada do ministro Abraham Weintraub na reunião de 22/4 veio a feitio de torná-lo providencial boi de piranha que livrará os costados de partícipes, em especial de quem a comandou de modo não menos exaltado.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

JQF@TERRA.COM.BR

PIRASSUNUNGA

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Passa boiada

Aproveitando o momento em que a mídia está com sua atenção voltada para a covid-19, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, bem que poderia ser trocado. Ninguém perceberia nem faria falta. Ele nos deu uma boa ideia.

JOÃO A. R. PENNA

JAR.PENNA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sem conserto

Salles tentou se explicar sobre fala em que defende "passar a boiada". Como explicar o inexplicável? O estrago já foi feito.

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Queda dos extremos

Embora decrescentes em apoio, conforme os números mostrados no editorial Queda nas pesquisas (24/5, A3), os seguidores de Bolsonaro são, como os de Lula, persistentes e barulhentos, tendo em comum a incondicionalidade do apoio. A essa identidade se soma agora o ódio desses extremos ao ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, o brasileiro mundialmente famoso por sua integridade e por ter posto atrás das grades criminosos poderosos.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Semelhanças

Não me espanta o apoio de 25% a 30% a Bolsonaro, certamente o mesmo de Lula/PT, tendo como contraponto, citado no editorial de ontem a esse respeito, o Congresso e o Judiciário, este com seu rol absurdo de privilégios. Ambas as franjas também têm em comum detestar a imprensa livre, o que, aí, sim, é incompreensível, já que se trata da imprescindível fonte de informação confiável.

ALBINO BONOMI

ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Auxílio no exterior

Eu conheço um comissário de bordo brasileiro da United Airlines que reside há mais de 20 anos nos EUA e recebeu logo no primeiro lote o auxílio de emergência numa conta que tem no Brasil. Até que enfim alguém tocou no assunto.

CARLOS EDUARDO COUTINHO RIBEIRO

EDUARDOEDUARDO1971@YAHOO.COM.BR

RECIFE

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROCURA-SE UM MINISTRO DA SAÚDE

O próximo ministro da Saúde não precisa ser, necessariamente, um médico. Para o presidente Jair Bolsonaro, o que importa é que essa pessoa compartilhe de sua visão sobre o isolamento vertical, apesar da impossibilidade dessa proposta em razão das condições sociais e econômicas da população brasileira, especialmente nas preferias das grandes cidades do País; e que seja defensor do amplo uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, já que seu "guru" Donald Trump está tomando o medicamento, ao arrepio de seu próprio secretário de Saúde. Resolvido este problema central, pode-se pensar num militar e reciclar os serviços dos ministros (médicos) que foram por ele fritados anteriormente.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO INTERINO

Sem ser médico, preconiza a cloroquina. Por conta e risco! Sem ser padre ou pastor, apela para a religião ("vamos rezar"). É preciso ser muito tonto para botar fé num ministro desses...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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JOSÉ SERRA

Não custa lembrar que um dos melhores, senão o melhor, ministros da Saúde que nosso país já teve foi o economista e atual senador José Serra. Não tivesse ele enfrentado os grandes laboratórios internacionais, a situação da Saúde no Brasil seria muito pior.

Décio Ortiz decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

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UMA PANDEMIA NO QUINTAL

Era uma vez um vírus mortal que chegou ao Brasil por intermédio daqueles que hoje reclamam de que estão falindo, ou já faliram, porque esse vírus chegou por meio de pessoas que têm condições financeiras para viajar ao exterior. Porém, como tudo no Brasil gira em torno de política, o presidente da República falou que era uma "gripezinha" e mandou todo mundo ir trabalhar. Já alguns governadores, ou pelo menos o de São Paulo, resolveu trancar todo mundo em casa, e o coitado do povo ficou perdido igual cego em tiroteio. Porém o ministro da Saúde, a esta altura, foi demitido porque, sendo médico e após ter estudado anos e anos a fio para isso, não concordava em receitar um remédio que o presidente quer porque quer que o povo tome. No meio desse pequeno caos, o ministro da Justiça pede demissão e sai do governo literalmente colocando a boca no trombone. O novo ministro da Saúde assume e, quando vê de perto o atual cenário da saúde brasileira, puxa o carro e pede demissão - e o presidente querendo que o povo tome o tal remédio. Aí, vai o governador do Estado com o maior número de mortes e antecipa os feriados e diz pensar em decretar o tão famoso lockdown. E o presidente querendo que o povo use o tal remédio. E aqueles que trouxeram o vírus reclamando de que estão falindo, ou já faliram. Enquanto isso, aquele brasileiro que nunca teve condições de viajar ao exterior, nunca teve uma educação de qualidade, um atendimento de saúde decente, um emprego formal ou informal e comida digna na mesa está morrendo. De coronavírus? Não, a corrupção está assassinando milhares de brasileiros há anos nas filas dos hospitais. A falta de leitos não é uma situação inusitada deste momento, sinto informar, ela é uma dura realidade que já existe há anos. E o que é pior: ninguém está realmente preocupado com isso, uma parte defende o presidente, a outra defende o governador, e o povo morrendo. Por puro capricho da irresponsabilidade de governantes que resolveram fazer birra no play. Como diz o povo aqui do interior, é pakabá.

Rosângela Lopes rolopes20012@hotmail.com

Sarapuí

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A POLÊMICA CLOROQUINA

Muito se tem falado em relação a esse medicamento. A polêmica nome está ligada ao presidente Trump, dos EUA, e ao nosso, Jair Bolsonaro, que apoiam o seu uso amplo no tratamento contra a covid-19. Trump admitiu que está tomando hidroxicloroquina, mais suave, diariamente, para se prevenir ou para, se for infectado, ter maiores chances de sobrevivência à moléstia. Se é eficaz ou se cura, há quem duvide. Mas, por aqui, o grande infectologista e ex-secretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, ao ter os primeiros sintomas da infecção, tomou o medicamento, como ele mesmo admitiu, e teve alta hospitalar em poucos dias. E daí, seguimos o infectologista de fama mundial, em casos iniciais da doença, ou não?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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BULA

A cloroquina, quando era receitada para combater lupus e malária, era vendida nas farmácias sem receita médica e tinha os mesmos efeitos colaterais. Por que somente agora apareceram tantas inadequações? Será que é barata demais? Ou só agora leram a bula? Aliás, se nos dermos ao trabalho de ler a bula de qualquer fármaco, não tomamos nenhum deles. 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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EFEITOS COLATERAIS

Não sei por que tanta celeuma com a cloroquina. Meu pai se curou de uma malária, infectado no vale do Rio Paracatu, na época, sertão de Minas Gerais, há cerca de uns 60 anos. Febre alta e surtos de tremedeiras incontroláveis, foi o medicamento Aralen, à base de cloroquina, que o salvou. Se a cloroquina é eficaz contra o coronavírus é outra história, mas seus efeitos colaterais já são conhecidos há muito tempo. 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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AGUARDAMOS

Dois renomados médicos pesquisadores, dr. Anthony Wong e dra. Nise Yamaguchi, em várias entrevistas e artigos defendem o uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Explicam com detalhes em que momento a droga deve ser administrada associada a um antibiótico, o que, segundo eles, tem salvado inúmeras vítimas ao redor do mundo. Por outro lado, o que se lê é que testes demonstram a pouca eficácia da cloroquina, contrapondo o que defendem os dois renomados pesquisadores acima. Como a dose da cloroquina custa centavos de dólares, enquanto uma outra droga, de um laboratório americano, custa US$ 5 mil o frasco, fico me perguntando se além do problema político envolvido o que mais pode estar por trás desta discussão. Enquanto isso, a população fica sujeita às mais variadas ações tomadas pelas autoridades, sem saber o que fazer, aguardando quando será a sua vez de enfrentar o coronavírus.

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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POLÍTICA

Não há a menor dúvida de que o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina foi politizado. De um lado, há um grupo defendendo o uso diante dos primeiros sintomas de covid-19, outro grupo diz que na fase avançada da doença não há o que fazer. Outros dizem que há efeitos colaterais. Se todo cidadão lesse os efeitos colaterais dos remédios de acordo com a bula, ninguém tomaria remédio algum, pois na bula da dipirona, por exemplo, diz que a pessoa pode ter um choque anafilático. Enquanto se briga pelo uso ou não do remédio, muitas pessoas estão morrendo. O fato que deveria ser objeto de discussão é a grande prova de que os melhores médicos do País se curaram com o uso do remédio em questão. Um remédio tão simples, que era dado em posto de saúde, como é o caso em Rondônia, virou a joia da coroa. Sempre que vou fazer uma tomografia com contraste sou obrigada a assinar um documento no qual autorizo ou não o contraste. Sem contraste, a explicação é a de que o exame não fica bom, e nessa hora assino meu atestado de óbito em vida, pois qualquer reação que der eu posso morrer, pois assinei minha sentença de morte, consciente. E pior, cada vez que se usa o contraste o rim é prejudicado. Alguém já pensou em rever essa questão do contraste sem prejudicar o rim?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SEM PROTOCOLO DE TRATAMENTO

Até o presente momento, a cura milagrosa para o coronavírus não existe. O Ministério da Saúde publicou um documento, que não é um protocolo, estabelecendo que a cloroquina poderá ser utilizada pelos médicos desde os sintomas iniciais da doença. Diante dessa orientação, assinada por um general, e não por um médico, a responsabilidade é única e exclusivamente dos médicos. Os últimos dois ministros da Saúde se demitiram em razão de não concordarem com o presidente no que diz respeito ao uso da cloroquina. Essa orientação, produzida pelo Ministério da Saúde, não tem nenhuma comprovação baseada em estudos científicos. Continuamos sem um protocolo para ser utilizado no tratamento da covid-19.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VOCÊ ASSINARIA?

No hospital, o médico lhe apresenta o novo protocolo para prescrição da cloroquina num filho seu, com sintomas iniciais de coronavírus, mas o documento não tem a assinatura de um médico responsável nem a do coronel interino do Ministério da Saúde, com aviso de que você está ciente de que o remédio não tem garantia de resultados positivos e que pode agravar a situação clínica, de onde se deduz que pode levar à morte mais precocemente. Você autoriza a aplicação do remédio em seu filho? Tenho certeza de que nem mesmo os mais fanáticos seguidores do presidente 2020, que impôs o protocolo, tendo para isso trocado dois ministros da Saúde em plena pandemia galopante e contra as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), assinaria essa macabra autorização. Ainda mais sabendo da emissão de uma medida provisória que isenta o agente público que comete erros durante a pandemia. 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CLOROQUINA E TUBAÍNA

Segundo o capitão oráculo do Planalto, "a direita toma cloroquina e a esquerda toma tubaína". Ótimo. Esperamos que os democratas da Nação tomem só vitaminas, não esqueçam as experiências nefastas de governos totalitários e burros de esquerda e de direita e pensem melhor antes de votar nas próximas eleições presidenciais.

          

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PRESCRIÇÃO

Receitas do Dr. Bozonaro: "Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína", disse o presidente Jair Bolsonaro sobre a liberação da medicação. E quem é de centro, toma Bozoquina?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CAMPANHA

Brevemente, o presidente da República apresentará para o País e o mundo novos medicamentos para o combate à covid-19, a saber: clorofacil, cloromega, clorosena e cloromania. Com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, ampla campanha será divulgada para a utilização dos medicamentos. "Vem pros novos medicamentos você também!" ou "quem quiser tomar, que tome, quem não quiser, não tome".

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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IRRESPONSABILIDADE

Com um projeto de sua autoria, o ex-deputado federal Jair Bolsonaro conseguiu a aprovação da fosfoetanolamina, a "pílula do câncer", em 2016. A lei foi sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou por proibir sua comercialização, a pedido da Anvisa. Agora reincidente, ele conseguiu liberar a cloroquina para tratamento da covid-19. O editorial do Estadão A cloroquina e o crime de responsabilidade (20/5, A3) mostrou claramente a completa irresponsabilidade do presidente da República.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CRIME DE RESPONSABILIDADE

Jair Bolsonaro não tem o mínimo cacoete para médico, mas interfere dolosamente na condução ao combate à pandemia da covid-19, determinando - apesar de não ter tido coragem de assinar o protocolo - o uso indiscriminado da cloroquina contra a covid-19. Desacata e desrespeita a Constituição federal em vários de seus artigos. Sua administração está mais para um stand-up. Como disse o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, "nós estamos há dois meses sem perspectiva, essa é a verdade". Será que o Judiciário tem competência para lidar com este pandemônio?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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IMPRUDÊNCIA

Jair Bolsonaro comprometeu o seu mandato e a permanência na política ao proteger os seus filhos e insistir no uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Em atitudes prejudiciais ao Brasil, foi inflexível diante da saída dos ministros Henrique Mandetta e Sergio Moro do governo. Aliou-se ao Centrão no Congresso, para não ser impichado, praticando o toma lá dá cá que condenou em sua campanha eleitoral, admitindo em cargos importantes não técnicos para gerir vultosos recursos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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A SALVAÇÃO DO GOVERNO

Vou escrever um livro cujo título será Bolsonaro para ignorantes, com as mais diferentes facetas deste personagem histriônico, inclusive formado em medicina, PhD com profundo conhecimento da cloroquina, que ele considera a salvação do seu governo, que está indo ladeira abaixo.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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INCURÁVEL

Com efeito, a esta altura da pandemia sanitária, econômica e política que o Brasil enfrenta, não há cloroquina que cure ou prolongue a vida do terminal desgoverno Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INTERVENÇÃO NO MEIO AMBIENTE

As instituições brasileiras vêm sistematicamente desautorizando os desmandos do presidente da República em várias áreas, como ficou claro no episódio da Polícia Federal e da cloroquina. Uma intervenção imediata é necessária também na gestão do meio ambiente. Bolsonaro não mudou a Constituição, mas age como se tivesse mudado: pune aqueles que cumprem seu dever fiscalizando e coibindo energicamente o desmatamento e a mineração ilegal na Amazônia e premia os criminosos da floresta, madeireiros e mineradores ilegais são tratados como heróis e os grileiros recebem promessas de regulamentação de suas terras roubadas. Os índios são tratados como bandidos, Bolsonaro estimula a invasão das terras indígenas demarcadas, numa afronta à Constituição. O Brasil e o mundo esperam uma intervenção na pasta do Meio Ambiente do governo Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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'CRIME AMBIENTAL'

Excelente o editorial do Estadão de 21/5 sob o título Crime ambiental. Há anos acompanho o que vem ocorrendo em nosso País em relação ao meio ambiente e, se o histórico anterior já era desolador, no governo Bolsonaro tornou-se desesperador. Por ganância, quadrilhas muito bem organizadas vêm, há anos, invadindo as áreas pertencentes à União na Amazônia, contando com a leniência de vários governantes. A ignorância dos ex-presidentes sobre o real valor daquela floresta, que é a nossa maior riqueza, tem propiciado a sua exploração predatória há bastante tempo. Além de ser importante para o planeta, em vista do seu gigantismo, na conservação do meio ambiente, ela é responsável pelas precipitações das chuvas que irrigam o Sudeste, o Centro-Oeste e o Sul do Brasil, onde se localizam as nossas maiores propriedades do agronegócio. Entretanto, somente no mês de abril foram desmatados 529 km² na Amazônia, maior que a área de Porto Alegre (492 km²), ou 1/3 da área de São Paulo (1.521 km²), conforme aponta o editorial. É simplesmente escandaloso, principalmente por se tratar de um roubo descarado de madeira e terras, sem nenhum retorno para o patrimônio público. Os responsáveis pela guarda desse patrimônio extraordinário deveriam ser processados e condenados pela perda de tamanha riqueza, a começar pelo ministro do Meio Ambiente. Um ministro escolhido a dedo pelo presidente Bolsonaro, visto já estar condenado pela Justiça em primeira instância por falsificação de processo de conservação ambiental. Isso apesar de o presidente ter sido eleito para combater a corrupção. Contudo, o absurdo não parou por aí. Com a pandemia, a emissão de gases estufa no mundo, em média, diminuiu 6%. No Brasil, graças à política do presidente Bolsonaro, deverá aumentar entre 10% e 20%, devido ao desmatamento, ao aumento do consumo de óleo diesel e à diminuição do abate do gado, conforme informou o jornalista André Trigueiro, da GloboNews. Ou seja, o presidente Bolsonaro, se não for impedido, entregará ao seu sucessor um território arrasado e dilapidado. Para o presidente, a pandemia caiu do céu. Era tudo o que ele precisava para acabar com o mais belo meio ambiente do planeta, que é o nosso. Para ele, quanto mais perdurar o vírus entre nós, melhor.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SAÚDE NÃO TEM PREÇO

Na última quarta-feira (20/5) foi inaugurado junto do AME Barradas, em Heliópolis, o segundo hospital de campanha sob gestão estadual. Foram investidos R$ 915 mil para adequação do espaço e o custeio do hospital será de R$ 30 milhões em seis meses. O primeiro, o Hospital de Campanha do Complexo Esportivo do Ibirapuera, inaugurado em 1.º de maio, teve investimento de R$ 12 milhões e o custeio será de R$ 10 milhões mensais. Os dois foram construídos e postos em funcionamento em poucas semanas. Esses são apenas dois exemplos, entre tantos outros que acontecem pelo País, de que na hora do aperto a vontade política e o dinheiro aparecem e as coisas acontecem rapidamente. Não é difícil de imaginar o benefício que este dinheiro pode trazer para a saúde da população, se bem aplicado, em tempos não pandêmicos, na manutenção de hospitais públicos e postos de saúde, na aquisição de equipamentos e medicamentos, contratação de pessoal, etc. Uma das grandes lições que precisam ser aprendidas com a pandemia e a enorme crise sanitária que ela causa ao Brasil pode ser resumida na antiga e muito sábia frase: saúde não tem preço.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESAFIO AOS EMPRESÁRIOS

Vamos lançar um desafio aos empresários neste período de pandemia. Como pode um país com tantas empresas das mais variadas tecnologias e disponibilidade de mão de obra estar dependente de produtos importados de outros países, tais como máscaras, aventais, óculos de proteção, respiradores, insumos, testes e tantos outros produtos relacionados com a saúde da população? Esses produtos são estratégicos para a saúde da população. Será que os fabricantes de automóveis, de aviões, indústrias de papel, de tecido, de tecnologia, universidades, escolas de tecnologia, profissionais especializados, indústrias de informática, eletrônicas, hospitais de ponta, bancos, órgãos públicos e diversas outras entidades não conseguem se agrupar e dar uma resposta à população com a fabricação dos produtos necessários para a saúde da população e a preços de custo, sem ganhos e sem custos indiretos, para aparelhar os hospitais neste momento atual e para sempre neste país?   

Luiz Antonio Prezia lapa@eac.eng.br

São Paulo

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NINGUÉM SE HABILITOU?

Surpreendente perceber que, dias e dias despois de alcançada a produção de um protótipo de aparelho de respiração destinado a hospitais, por alunos e professores da USP, a estimado preço de R$ 1 mil na comercialização, ao invés dos mais de R$ 50 mil por unidade dos importados, nenhum empresário se candidate à produção, para prestígio da tecnologia nacional e criação de empregos, numa época tão difícil em termos gerais, na saúde e na economia.

José Geraldo de Jacobina Rabello jacobrabello@hotmail.com

São Paulo

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A PANDEMIA, A ECONOMIA E A TEIMOSIA

Estamos vivendo uma briga de egos e de interesses políticos em meio a uma terrível ameaça à saúde física, mental e econômica. Todos, indistintamente, políticos, empresários e profissionais da saúde, precisam se entender e tomar atitudes sensatas, baseadas não só na ciência, mas também na experiência. Enquanto em outros lugares já encontraram um meio-termo para a volta ao trabalho, de forma criteriosa e sustentada com controles rígidos, o maior e mais rico Estado brasileiro vive às turras com o governo federal e não entende o clamor da maioria da população que precisa trabalhar. Um dia, bloqueia algumas vias da capital e descobre ser uma atitude inócua; noutro dia, resolve impor o rodízio de veículos de forma mais rígida, o que se mostra também inviável porque sobrecarregou o sistema público de transporte, fazendo com que as pessoas se contaminem mais ainda. Alguém já pensou em instituir horários diferenciados de trabalho na grande São Paulo? O home office, para aquelas categorias que podem fazê-lo, já está em plena atividade e, com certeza, será o foco de muitas empresas de agora em diante. Alguém já pensou em negociar com os hospitais privados o pagamento pelos serviços que podem oferecer aos que não precisarem ser atendidos na rede pública de saúde? Com isso, o índice de ocupação diminuiria, não? O "fique em casa" é viável para poucos que dispõem de recursos para consumir por longo período, mas a grande maioria da população precisa trabalhar para comer e, além disso, para aqueles desafortunados que vivem em favelas, nem ao menos estes dispõem de espaço para viver. Portanto, entendo que já chegou a hora de os responsáveis pelo destino de todos os brasileiros discutirem alternativas viáveis de volta ao trabalho, e não ficar criando empecilhos para a circulação das pessoas. O governo federal, por sua vez, em que a maioria dos brasileiros confiava, troca de ministro da Saúde como quem troca de roupa, justamente num momento tão difícil para a saúde de todos. Vamos criar um grupo de trabalho, formado por profissionais da saúde, empresários e políticos, para encontrar uma solução compatível com os interesses de toda a Nação. Chega de picuinhas e de improvisos. Confesso que já cansou a todos. 

João Magro Ventura Joaomv@terra.com.br

São Paulo

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COMUNICAÇÃO NA QUARENTENA

Já se sabe que no isolamento social, mais de 50% das pessoas se infectam em casa, e a maioria dos pacientes provém das favelas. Ora, existe uma grande diferença entre viver confinada em favela e morar em casas ou apartamentos. Logo, a maneira de orientar a população durante o isolamento não deveria ser distinta? Deve existir uma maneira mais segura de proteger quem mora em barracos. A solução requer muita criatividade.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba 

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LIÇÕES DA PANDEMIA

Uma das principais conclusões que se tira da pandemia é de que a Lei Áurea "não pegou". Passados mais de 130 anos, percebemos nitidamente que nossas lideranças políticas sempre se comportaram como se a lei não existisse e a escravidão se disfarçou em racismo mantendo um tratamento análogo ao do passado. Dessa forma, metade da população brasileira não recebeu oportunidades para crescer com educação, saúde e saneamento básico e se instalou este desequilíbrio terrível que agora a pandemia traz à luz com toda a sua crueldade.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DESIGUALDADE E URGÊNCIA

A atual crise agravará sobremaneira as mazelas sociais que há muito o Brasil precisa enfrentar. As desigualdades sociais e econômicas expandiram em densidade catastrófica, aumentando o já grande número de alentados. É preciso que o governo abandone o estratagema ideológico e enfrente a pandemia de modo técnico e científico. Também se impõem políticas equitativas de transferência de renda federal, a exemplo do auxílio emergencial, que vise a reduzir as desigualdades sociais. Para o setor privado, é necessário que o governo crie incentivos como a desoneração da folha de pagamento, para que se mantenham os atuais empregos. Caso não tome medidas com a celeridade necessária, a crise será mais profundada e grave.

Renato Mendes do Nascimento renatonascimento@uol.com.br

Santo André

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EPICENTRO E HIPOCENTRO

O Brasil está vivendo o epicentro da pandemia na saúde e o hipocentro na gestão. Nem precisa de vídeo e de imagens para comprovar.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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O PERDÃO DE COLLOR

É lamentável que ainda em nosso desacreditado Congresso tenhamos figuras como Fernando Collor. Como renovar nossos parlamentares? Como injetar novas cabeças e que tenham fluindo no sangue a honestidade, se figuras assim ainda conseguem se reeleger? Após quase 30 anos, o referido congressista vem a público e pede desculpas à sociedade pelo assalto que fez às poupanças de milhões de brasileiros. Muitos até cometerem o suicídio em razão dessa medida, destroçando famílias pelo resto de sua vida. Como se esse pedido de perdão aplacasse a dor causada e, portanto, tudo bem. E o pedido de perdão vem justamente numa época em que o presidente da República, Messias, ressuscita outra figura nefasta: Roberto Jefferson. Seria coincidência? Acorda, Brasil.

Sérgio Alves sergioacesar@hotmail.com

Recife

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SE A MODA PEGA

 

Fernando Collor de Mello pediu desculpas pelo congelamento/indisponibilidade do dinheiro aplicado no sistema bancário, como uma das primeiras medidas de seu rápido governo. A desculpa apareceu agora, mas os prejuízos ficaram desde então. Se todos os presidentes da República que praticarem atos absurdos, inconsequentes ou incabíveis, depois, vierem pedir desculpas, não seria melhor fechar os tribunais de Contas e mesmo a Justiça deste país? Pedir desculpas sem processos e sem punições leva à criação do regime de irresponsabilidade democrática. Ou não?

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SARCÓFAGOS

Salvo engano, o Brasil é um dos poucos países, se não o único, entre os que afirmam ser orientados pelo que se convencionou denominar "Estado Democrático de Direito" - embora, no nosso caso, tal vinculação se mostre às vezes tênue, quase inexistente - cuja sociedade não consegue se livrar da influência de ex-presidentes que decididamente não deixaram saudade. Assim, FHC, Lula e Collor não permitem que o povo os esqueça e insistem em manter um triste protagonismo materializado por frequentes manifestações críticas, por meio dos meios de comunicação, como se seus períodos de poder constituíssem belos exemplos que deveriam ser aproveitados pelo atual governo, o que está longe da verdade. Hoje, se assemelham mais a cadáveres políticos que, de seus sarcófagos, emitem uivos que em nada ajudam o Brasil a atravessar o atual flagelo de pandemia, superposto à necessidade de ainda precisar solucionar graves problemas, originados em suas administrações. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O AVANÇO CHINÊS EM HONG KONG

É um golpe comunista da China querer tirar a autonomia de Hong Kong e decretar lei de segurança nacional. Uma clara violação do direito internacional e da fórmula de um país, dois sistemas. A ex-colônia britânica foi devolvida em 1997, com o compromisso de um acordo válido por 50 anos até 2047. Recentemente, os protestos pró-democracia e em defesa da autonomia incendiaram politicamente a ilha. Agora, claramente haverá um aumento da escalada da tensão política na região asiática.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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