Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Um para o outro

Congratulações pelo editorial Nascidos um para o outro (26/5, A3), que faz um comparativo comportamental entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Os dois põem seus interesses pessoais acima dos do Estado brasileiros, agem como se seu poder fosse ilimitado, tudo o que fazem diz respeito exclusivamente a seus projetos de poder, são inescrupulosos e só se importam com o sofrimento e a ansiedade da população na exata medida de seus objetivos e aspirações eleitorais. Basta ver a boçalidade pronunciada por Lula: “Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus para que as pessoas percebam que apenas o Estado é capaz de dar solução e resolver”. A mesma boçalidade demonstrada por Bolsonaro, no seu estilo grosseiro e dissimulado, quando, questionado a respeito dos milhares de brasileiros vitimados pela pandemia que atingiu o País, respondeu: “E daí?”. Ou quando se deu ao desplante de fazer uma piada maldosa, desdenhando do infortúnio de quem perdeu familiares: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, tubaína”. Bolsonaro e Lula são o resultado da degradação violenta da atividade política.

ANGELO TONELLI

ANGELOTONELLI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Siameses

Parabéns pelo editorial Nascidos um para o outro. Nunca antes neste país havia lido uma descrição tão realista sobre esses dois irmãos siameses.

LINCOOL WALDEMAR D’ANDREA

LINCE2037@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fruto da mesma árvore

Como num jogo de semelhanças, podemos estender as cartas idênticas ao comportamento de quem segue os “siameses”. Resultado de triste e óbvia reflexão a que me obriguei é que Bolsonaro e Lula são fruto da inépcia cultural, social, moral e fanática de um povo politicamente pueril, desprovido de compromisso com a coletividade do País. Eles pagam pra ver e vibram com a rivalidade da torcida. Enquanto isso, o mundo ri e o Brasil vai à míngua.

ANA SILVIA F. P. PINHEIRO MACHADO

ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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História repetida

Quando Lula foi apanhado no mensalão, a classe política relativizou, deixou passar. Depois todo brasileiro de bem se arrependeu, com o advento da Lava Jato. Agora nos deparamos com o mesmo dilema: Bolsonaro transgride, quase diariamente, o Estado de Direito e é preciso dar um basta. O Brasil não aceita mais caudilhos.

MÁRCIO MARCELO PASCHOLATI

MARCIO.PASCHOLATI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Advertência

O final do editorial Nascidos um para o outro não poderia ser mais exato e serve como advertência: “O bolsonarismo é um monstrengo antidemocrático que só ganhou vida e ribalta por obra e graça do lulopetismo”. Se não surgir uma terceira via, que precisa ser construída desde já, o resultado da próxima eleição presidencial pode ser um desastre tal que Maquiavel não só coraria, como aponta o editorial, mas seria acometido por verdadeiro surto psicótico.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Conflito de interesses

Nossa desastrosa cultura política – causa maior do nosso atraso social e econômico – continua a produzir, dia após dia, fatos e situações estarrecedores. Em meio à maior crise sanitária e econômica, os agentes políticos nos assombram com mentiras e versões distorcidas da realidade, em permanente clima de confrontação, num clima causado por projetos de poder em que o interesse público fica em segundo plano. Dentro de poucos dias veremos outra ocorrência insólita. Mais de 200 milhões de brasileiros terão seu destino decidido por uma única pessoa, que nós não elegemos, mas tem por obrigação defender a sociedade. Trata-se do procurador-geral da República, que poderá arquivar ou não processo em que o maior interessado é o mesmo que o escolheu para o cargo, num evidente conflito de interesses. É mais um absurdo deste nosso país, onde a própria quantidade de absurdos já é um absurdo. É preciso urgentemente encontrar um caminho para consertar o emaranhado de leis e normas que tornaram o Brasil um país ingovernável.

MANOEL LOYOLA E SILVA

MAGUSFE@ONDA.COM.BR

CURITIBA

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Vai confiando...

Depois de tudo o que já viu e ouviu, o procurador Augusto Aras vai acreditar numa suposta indicação para o STF, na vaga do ministro Celso de Mello, que se aposenta, pelo presidente? Aras viu o que aconteceu com o ex-ministro da Justiça. E deve pensar nas consequências de inocentar ou engavetar a ação contra Bolsonaro. Daqui a uns meses este vai dizer que a indicação era fake – e daí? Pensamento de Stephen King: “A confiança do ingênuo é a arma mais útil do mentiroso”.

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tudo por apoio

Autoconvidado, Bolsonaro bateu à porta da PGR. Porta por porta, não custa tentar. Talvez seja a porta da esperança...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Operando ‘milagres’

Mais de 57 milhões votaram em Jair Bolsonaro, mas a maioria não sabia que ele era de fato um verdadeiro “messias”: ressuscitou, por interesses próprios, a velha política, o Centrão, e conseguiu unir dois generais quatro-estrelas ao que existe de pior na política brasileira.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Baile da Ilha Fiscal

Li que o governo vai comprar uma esteira para o vice-presidente Hamilton Mourão, por R$ 44 mil, com TV, internet e “curso interativo”. E, não sei

por quê, imediatamente me lembrei do Baile da Ilha Fiscal...

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

LUIZMLEITAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

SE NÃO É INTERFERÊNCIA, É O QUÊ?

 

Depois da exoneração do ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro determinou a troca imediata do comando da PF do Rio de Janeiro, que, por sua vez, deflagrou sem perda de tempo a Operação Placebo, ontem, com direto a busca e apreensão na residência do governador do Estado. Isso tudo sem não antes avisar aos quatro ventos, por meio de sua emissária-mor, a deputada Carla Zambelli, que tal operação aconteceria. Se isso não é interferência política descarada na Polícia Federal, o que é, então?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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PERSEGUIÇÃO

 

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por eventuais desvios na construção de hospitais de campanha no Rio. Witzel explicou que é vítima de perseguições. A primeira dama, Helena Witzel, também foi alvo da Operação Placebo da PF, ontem. A pandemia da covid-19 criou a possibilidade de desvios de dinheiro público principalmente nas compras sem licitação. Witzel fez um pronunciamento dizendo que estava com a consciência tranquila e garantiu que a PF está engavetando as investigações dos membros da família Bolsonaro. Witzel citou o fascismo e afirmou que está lutando para evitar que Bolsonaro seja mais um ditador na América Latina.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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GOVERNADOR PLACEBO

 

Acordei em 26 de maio com as imagens da Polícia Federal (PF) nos endereços oficiais e particular do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, e também no escritório de sua esposa, cumprindo 12 mandados de busca e apreensão, decorrentes da Operação Placebo, que apura superfaturamento e corrupção na contratação emergencial de hospitais de campanha, aquisição de equipamentos, insumos e afins para o combate à covid-19 no Estado. Parabéns à operosa PF, em especial a quem batizou a operação. O falastrão e espaçoso governador-alvo, sem qualquer competência para ser genérico, não passa de um escrachado placebo político, fazendo jus a um beliche nas casas de detenção que abrigam os governantes que lhes precederam. Povo fluminense, quando aprenderemos a escolher e eleger um 01 de marca patenteada? O Rio de Janeiro não merece!

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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POLÍCIA INDEPENDENTE

 

No Rio de Janeiro, uma operação da Polícia Federal (PF) ontem, chamada oportunamente de Placebo, na residência oficial do governador Wilson Witzel, no imponente Palácio das Laranjeiras e em outros locais de seu convívio, reforça a premissa imprescindível da independência dessa gloriosa instituição. Essa garantia de poder executar suas atribuições, resguardada pela Constituição e por seu regimento interno, quanto à autonomia orçamentária, administrativa e financeira, é a base do seu indiscutível sucesso, pois inibe qualquer tentativa de desvirtuar sua atuação, para servir ou proteger a governantes de plantão, seus familiares e amigos. Que assim o seja e para sempre.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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EM CAUSA PRÓPRIA

 

O presidente Jair Bolsonaro segue implacável na produção de provas contra si mesmo: acusado de pretender usar a Polícia Federal para perseguir seus adversários políticos, além de proteger seu próprio clã, Bolsonaro não perde tempo em produzir evidências que comprovem a acusação de que ele quer transformar a PF numa milícia a serviço do clã Bolsonaro. Ninguém duvida de que haja motivos de sobra para investigar e punir os desvios de dinheiro público na área da saúde do Rio de Janeiro, mas a forma como as ações estão ocorrendo deixa enorme margem para que se suspeite de que procedem as acusações que pesam contra o presidente da República. As instituições não terão alternativa: ou prendem o governador Wilson Witzel ou terão de apear Jair Bolsonaro da Presidência da República.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MUDANÇA NA PF

 

Vimos a saída do governo do ministro da Justiça Sergio Moro de armas em punho e disparando diretamente no presidente Jair Bolsonaro. Sua troca de mensagens com a deputada Carla Zambelli e o próprio presidente deixou claro que a “pedra no sapato” do presidente Bolsonaro era o diretor da Polícia Federal (DF) Valeixo e que o presidente viu o momento de derrubar toda a estrutura com uma única tacada. Assim o fez. Apesar de pagar um preço político absurdo e não conseguir seu intento de nomear o diretor da PF preferido. Partindo para a reunião presidencial com seus ministros no dia 22/4, somente no que interessa ao tema, pudemos verificar que o presidente se queixou de forma explícita da incompetência de seu Serviço de Informação (Abin), que, segundo o presidente Bolsonaro, não conseguia lhe passar as informações necessárias, sendo mais útil seu serviço de informações particular. Importante ressaltar que a direção da “incompetente Abin” era do delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem. Concluindo, fica apenas a pergunta: qual o motivo da indicação de Ramagem para a direção da Polícia Federal, se ele não conseguia cumprir bem suas funções na Abin?

 

Edson R. P. Silva roberto.inv@hotmail.com

Jaú

 

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ADVERSÁRIO

 

Agora os bolsonaristas escolheram Sergio Moro como inimigo preferencial. Escolha errada, é só ver a história de cada um e fica muito fácil saber a quem dar razão. Continuo esperando o cumprimento das promessas de campanha, cada vez mais distante.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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SORRISO NERVOSO

 

Em meio a esta pandemia de covid-19, impressiona a indisfarçável angústia existencial de nosso mandatário, explicitada não só em seu semblante marcado por um misto de raiva e sorriso nervoso, como também, principalmente, pelas atitudes inusitadas que pratica cotidianamente. Exemplifica tais comportamentos a “visita” que fez à Procuradoria-Geral da República no momento em que aquela instituição e seu titular estudam a possibilidade de dar prosseguimento às investigações judiciais acusatórias que se relacionam com o inesperado visitante.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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POUCA SUTILEZA

 

As ações do presidente Jair Bolsonaro carecem de sutileza. Visitou de “improviso” o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), junto com representantes da indústria para criticar as medidas de contenção da covid-19, embora seu plano de usar a hidroxicloroquina tenha naufragado de vez. Se autoconvidou, novamente de surpresa, para visitar a Procuradoria-Geral da República (PGR) na segunda-feira e encontrar-se com Augusto Aras, que é responsável por investigá-lo. Está loteando seu governo com militares para garantir o apoio das Forças Armadas em eventual conflito entre os poderes. Dá uma de Superman indo (e levando muitos brasileiros) contra as regras de proteção contra a covid-19 porque sabe que já criou anticorpos. O que importa para ele são seus assuntos particulares, parar as investigações no Rio de Janeiro e em Brasília e aumentar sua chance na reeleição. O Brasil que se dane!

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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SUSPEIÇÃO DO PGR

 

A suspeição do procurador-geral da República, Antônio Augusto Brandão de Aras, no exame do inquérito e adotar providências contra o presidente Bolsonaro, depois de tantos afagos em público entre ambos, é óbvia. Assim se dá em relação a qualquer promotor de justiça que afaga um acusado antes de responsabilizá-lo ou não. O feito deve ser repassado a um dos subprocuradores-gerais da República, mediante sorteio, se quisermos assegurar minimamente nosso Estado Democrático de Direito.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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TRISTE FIM DE UMA CIDADÃ

 

Após assistir ao execrável vídeo da reunião ministerial de 22/4, eu me dei sete dias para me reposicionar sobre o exercício de minha cidadania. Passados dois dias, observei as seguintes reações ao vídeo e à situação brasileira: 1)         uma pesquisa da DLRosenfeld indicou “entusiasmo” e grande engajamento entre os apoiadores do presidente da República. 2)    90 oficiais da reserva divulgaram nota de apoio à fala do general Augusto Heleno, que ameaçou a Nação ao insinuar interferência militar. 3)          O presidente da República participou no domingo (24/5) de manifestação popular em Brasília onde eram exibidas frases absolutamente antidemocráticas. 4)      Donald Trump, tido pelo presidente Bolsonaro como “amigo”, proíbe a entrada de viajantes estrangeiros vindos do Brasil. E o Uruguai o e o Paraguai reforçam controles sanitários em nossas fronteiras comuns. 5) O Brasil vem registrando a maior fuga de capitais estrangeiros do País desde 1995, mas Paulo Guedes está calado.        6) O presidente, em campanha, prometeu cortar 30% dos cargos públicos, mas nós continuamos pagando os salários de 3.395 funcionários da Corte, no Palácio do Planalto. 7)        Nos tornamos um país tão desrespeitado que nem sequer somos convidados a participar dos debates internacionais sobre a pandemia. 8)     Muitos líderes de partidos, políticos e empresários parecem não ter mais poder do que eu, uma simples cidadã, pois só conseguem se indignar  e protestar, o que não produz nenhum efeito prático. Em 2017 eu tive um ímpeto republicano e decidi me engajar politicamente para combater a “criminalidade institucionalizada” pelos governos petistas. Acho que foi mais fácil do que é hoje, em 2020, combater a imbecilidade institucionalizada.  

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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ESTÔMAGO DE AVESTRUZ

 

Terminada a “reunião” no palácio, não pude deixar de fazer minha análise do ocorrido. Chocante foi a permanência no local e, depois, no cargo de vários dos presentes. Concluo que o poder suporta os maiores desaforos e constrangimentos, até escutar entre dezenas de absurdos, se não entendi mal, que se algum dos presentes fosse enaltecido pela mídia, seria demitido. Sempre considerei que uma equipe deve se orgulhar do fato de seus colegas receberem elogios, principalmente reconhecimento de seu superior. A respeito do restante do conteúdo e dos demais absurdos ocorridos, prefiro não comentar.

 

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

 

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LUNÁTICO

 

A ilação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na reunião ministerial do dia 22 de abril, de que o Brasil ainda vai surpreender o mundo no desenvolvimento econômico – além de se gabar de ter lido Keynes três vezes no original –, está longe de demonstrar a qualificação que o cargo que ocupa exige, mas demonstra, sim, ser ele um lunático. Decepção.

 

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

 

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SE SOUBESSEM

 

Ministros do governo Jair Bolsonaro disseram que, se soubessem da publicidade da reunião do dia 22 de abril, teriam se dedicado ao trato da covid-19. Como cinismo tem limite, fica claro que a preocupação com a pandemia nunca existiu, mas sim interesses infralegais – atos que não se encontram perfeitamente de acordo com os mecanismos legais –, como disse um cara de pau. Ora, o povo pasmo vai exigir a demissão “da boiada” destes milicianos, para o bem do País!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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A POSSE DE LUÍS ROBERTO BARROSO

 

No discurso de posse do ministro Luís Roberto Barroso na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele ressaltou o triste cenário atual do País, com mortes em razão da pandemia do coronavírus, perda do emprego de trabalhadores e as dificuldades das empresas. Ele afirmou, então, que “a educação não pode ser capturada pela mediocridade” e também fez a defesa da democracia criticando ditaduras do passado como a ditadura militar de 1964, sem citar a fala do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores na reunião de 22 de abril, em que defendeu enfaticamente armar a população para implantar uma ditadura através da liberação de armas e munições. Para finalizar, o ministro Barroso reafirmou: “Precisamos armar o povo com educação, cultura e ciência”. Como se vê, infelizmente o País atravessa uma fase muito difícil.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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EDUCAÇÃO

 

O ministro Luís Roberto Barroso tem absoluta razão de que precisamos armar o Brasil de educação, em especial depois que o PT nos colocou no último lugar do Pisa.

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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‘GUERRA DOS TROUXAS’

 

“Roubar-nos com a lei.” Foi assim, em caixa alta, que Fernão Lara Mesquita (A Guerra dos Trouxas e a saúde da democracia, 26/5, A2) chamou a atenção para o que a nossa sociedade passiva e néscia ignora. Que somos roubados há 200 anos pela privilegiatura, artífice da tal “Constituição Cidadã”, que de cidadã não tem nada, porquanto os deveres nela previstos só cabem ao contribuinte, enquanto os que dele se aproveitam têm, exercem e abusam de todos os direitos.

 

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

 

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BRASIL-EUA

 

Diante da proibição expressa da entrada de viajantes provenientes do Brasil nos EUA, “para que não infectem o povo americano”, conforme disse Donald Trump, cabe, por óbvio, ao governo brasileiro decretar de imediato a proibição da entrada de norte-americanos no País. Por oportuno, cabe lembrar que os EUA são atualmente o epicentro da covid-19 no mundo e têm nada menos que 5 vezes (!) mais infectados e mortos do que o Brasil.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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A COVID-19, O BRASIL E OS EUA

 

Não podemos deixar de atribuir total razão a Donald Trump quanto à vedação à entrada de brasileiros no território dos EUA ou aos que estiverem no Brasil nos últimos 15 dias, antes de aportarem no país. É notória a situação do Brasil no exterior, tendo o País atingido a segunda colocação em mortes e contaminados no planeta, graças à displicência de Jair Bolsonaro e de seu entorno de massageadores de ego. Relembre-se que a situação poderia estar bem pior, se os governadores dos Estados brasileiros não tivessem assumido a liderança nos seus locais de governo.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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A PANDEMIA CHEGA AO PICO?

 

Conhecido colunista diz ter ouvido de fontes da área de Saúde nos Estados e de hospitais privados que nesta semana ocorre o pico da pandemia no Brasil, e que o ápice já teria acontecido na semana passada, em São Paulo, e está previsto para os próximos dias, no Rio de Janeiro. Do recorde das 1.188 mortes/dia noticiado quinta-feira, dia 21, caímos para 653 no domingo, segundo boletins do Ministério da Saúde. Mesmo assim, as autoridades insistem no isolamento social, antecipam feriados e fazem outras restrições. Mas o trabalho volta timidamente em vários pontos do País, com medidas profiláticas para evitar o reaquecimento da infestação. As autoridades precisam traçar um plano para o pós-pandemia. No mínimo, investir massivamente em hospitais e outros setores da saúde, relegados por sucessivos governos nas últimas décadas. Os respiradores, equipamentos e mobiliário comprados emergencialmente para socorro contra a covid-19 precisam ser distribuídos estrategicamente e servir à população no seu dia a dia. E o povo, depois que a tormenta passar, ainda precisará continuar usando máscaras, evitando aglomerações e lavando as mãos assiduamente por algum tempo. O coronavírus nos obriga a novos hábitos.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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NOVOS TEMPOS

 

Com certeza depois desta endemia teremos mudança radical no nosso dia a dia. Precisamos mudar nossa cultura na tentativa de nos adaptarmos à nova realidade. Não podemos perder a esperança.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

     

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ATENDIMENTO NA PANDEMIA

 

O presidente Jair Bolsonaro é a favor da reabertura de tudo, tanto é só uma “gripezinha”. Eu gostaria de saber o que acontece quando um dos filhos pegar a covid-19, ele vai para a fila do SUS ou vai furar a fila? A pimenta nos outros não arde...

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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COINCIDÊNCIAS

 

A história se repete às vezes como farsa: “O presidente, impulsivo, autoritário e desconfiado da ciência mesmo nos melhores momentos, podia impor um controle arbitrário sobre a autonomia dos cientistas quando bem entendesse”. Este é um trecho do livro O Gene e se refere a Nixon quando, farto de seus assessores científicos, por vingança descartara o Comitê Consultivo de Ciência, provocando preocupação em toda comunidade científica.

 

Jose Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

 

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A VERDADE SOBRE A CLOROQUINA

 

Ninguém pode deixar de reconhecer que Jair Bolsonaro luta bravamente para que o Brasil não venha a falir. Sua luta, porém, esbarra nas suas atitudes violentas e provocativas que destroem tudo o que poderia haver de bom nas suas intenções. Ele acha que a cloroquina pode salvar vidas, mas seu apoio ao medicamento gera mil reações contrárias, muitas certamente das pessoas que não gostam dele. A pergunta que se torna fundamental é qual interesse que Bolsonaro teria nesta história, se não curar a covid-19? Por outro lado, a Anvisa avaliza seu emprego, mesmo sabendo dos seus raros efeitos colaterais. Também a Organização Mundial da Saúde, ao dizer que os estudos a respeito do uso são inconclusivos e não definitivos, não fecha a porta a esse tema. Como médico atuante, já a receitei para cinco pacientes que tiveram contato com portadores da covid-19 e começaram a ter sintomas leves, mas consideráveis, e os cinco ficaram bons. A dúvida que fica é se eles melhorariam espontaneamente, e não por causa da cloroquina. 

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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BOMBRIL

 

Como universitário, participei do Projeto Rondon em duas oportunidades, em 1970 e 1971, quando o uso do Aralen (cloroquina) era diário, como preventivo da malária. O novo ministro interino da Saúde assumiu e uma de suas primeiras medidas foi liberar o protocolo da cloroquina. Parece que a cloroquina para os militares tem mil e uma utilidades.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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