Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Vamos em frente

O editorial do Estado Resistir é preciso (27/5, A3) ressalta as intenções autoritárias do presidente Jair Bolsonaro e confirma a sua pobreza moral, cívica e intelectual, já sacramentada no vídeo da reunião de ministros de 22 de abril. A grande esperança que restou aos brasileiros não bolsonaristas é que o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a imprensa profissional somem forças para o equilíbrio político do País, sem desviar um milímetro da nossa Constituição. Vamos em frente!

EDGARD GOBBI

EDGARDGOBBI@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Autoritarismo explícito

Jair Bolsonaro descaradamente expõe o seu intento autoritário, como bem observou o crucial editorial do Estado de ontem. Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência, bem como jamais será capaz de se portar à altura do elevadíssimo cargo que ocupa. Trata-se de uma personalidade que combina autoritarismo e leviandade, ódio e inépcia. Totalmente impotente, ataca aqueles que julga serem seus algozes apenas por discordarem de seus tresloucados desvarios. E estimula seus cegos seguidores a ofenderem gratuitamente a imprensa independente, que expõe as sórdidas intenções dele. Esse circunstancial ocupante da Presidência e seus pares ministeriais promovem completo amesquinhamento e subversão dos valores republicanos e da democracia, conquistada a duras penas. Que por bem seja parado, por impeachment ou por denúncia do procurador-geral da República.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO

RENATO.MG@OUTLOOK.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Obrigação de todos

Respeitar a Constituição é obrigação impostergável de todos os brasileiros, incluídos o presidente da República e os militares. Assim, bem oportuno o editorial Resistir é preciso, cujo teor reflete a justa e jurídica aplicação do artigo 142 e de outros correlatos da nossa Carta Magna. Com efeito, para o presidente determinar a atuação das Forças Armadas no contexto desse artigo há necessidade de prévia autorização legislativa. Tanto é que o general Braga Netto, ora na reserva, para atuar no Rio de Janeiro na contenção da criminalidade, precisou que o presidente Michel Temer obtivesse antes a autorização do Congresso. Entretanto, se o princípio hermenêutico in claris cessat interpretatio (cessa a interpretação na clareza da lei) não é aplicado ao artigo 142, segundo entendimento de alguns, temos o STF como fiel intérprete da Carta Magna, para dizer a verdade jurídica contida no texto comentado. Então, como consequência, todas as forças vivas da Nação precisam resistir e impedir que passem por cima da nossa Lei Maior, porque o seu texto não foi discutido e aprovado para servir a interesses menores de grupos ou de candidatos a tirano.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Cópia de Maduro?

Quando defende formar uma milícia popular armada, o presidente Bolsonaro quer apenas dar a seus seguidores uma forma de se defenderem, sem importar se está errado ou não, ou ser uma cópia idiota do “presidente” venezuelano, Nicolás Maduro, criador de uma milícia popular com cerca de 1 milhão de seguidores treinados e armados para saírem em defesa do seu (des)governo? Tudo indica ser esse o sonho bolsonariano. Resta ver o que acham disso as Forças Armadas brasileiras, que esperamos que não pensem como os militares venezuelanos.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Canoa furada

Só espero que o Exército não embarque numa canoa furada, pois já temos problemas suficientes com a covid-19, não precisamos de uma nova crise. As Forças Armadas pertencem ao Estado e têm bom senso suficiente para se distanciarem da política. Amor à Pátria é o que todos devemos ter.

ALVARO SALVI

ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Repúdio à intimidação

A ameaça do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional merece o mais veemente repúdio público. A Nação não se deixará intimidar pelas palavras de quem se contaminou moral e escatologicamente pelo desatino psicótico que acomete o presidente da República. Ultrajou o sr. Augusto Heleno os seus cabelos brancos e enxovalhou a farda que um dia vestiu.

PAULO E. DE MELLO BAPTISTA

BANCADUVIVIER51@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Gol contra

Falo como eleitora não arrependida, mas decepcionada com o presidente Jair Bolsonaro. Como milhões de brasileiros, votei em Bolsonaro contra o PT, contra a velha política e na esperança de um Brasil melhor para todos. Mas Bolsonaro cometeu, a meu ver, até agora, três grandes erros imperdoáveis: 1) desmontou um partido que tinha maioria no Câmara dos Deputados, pois quase todos, se não todos, foram eleitos por conta dele; 2) perdeu o melhor e maior ministro da Justiça que todo país sonhava ter, pois era o símbolo da Lava Jato e um herói que lutou bravamente contra a corrupção, pondo na cadeia grandes e famosos bandidos, além de ter recuperado milhões roubados; e 3) aceitou negociar cargos – e todos sabem que isso tem preço. Quaisquer que sejam os seus motivos, o fato é que Bolsonaro perdeu a sua força e errou feio nas suas estratégias, se é que algum dia se preocupou com elas. Jamais vou aceitar a saída de Sergio Moro como um “traidor”. Moro era a nossa esperança de justiça. Sua saída só contentou setores que sempre torceram por sua queda e Bolsonaro cedeu. Daqui em diante, Bolsonaro vai governar escorado no Centrão, até o fim do seu mandato. E as privatizações? As reformas? Tudo parou. Bolsonaro estava com a bola e chutou-a no gol dos adversários. Virou refém.

IZABEL AVALLONE

IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A COVID-19 E O PARALELO HISTÓRICO


Apesar dos 24.512 mortos oficialmente reconhecidos, a pandemia do coronavírus ainda é menos letal que a da gripe espanhola, de 1918. Há 102 anos morreram 35 mil brasileiros e, pela diferença da população, se o mal de hoje tivesse a mesma extensão, seriam 250 mil mortos. Governadores e prefeitos começam a suspender a quarentena. Em São Paulo, João Dória anuncia que começará a flexibilizá-la e qualifica seu plano como “inteligente”. Há que adotar medidas eficientes para a saúde que não afetem tanto a economia. Senão, a covid-19 deixa de ter comparação com a gripe espanhola e encontra seu paralelo na crise de 1929, que colocou a economia do mundo na miséria e levou o Brasil a perder o mercado do café, seu principal produto, responsável na época por três quartos das exportações. Não sabemos por quanto tempo ainda teremos de conviver com restrições. Daí a necessidade de ações equilibradas e de cautela pela população. Quando tudo terminar, que os centros científicos continuem a pesquisa para conhecer o mal e produzir medicamentos eficientes ao seu combate. E que os governos, finalmente, passem a investir o necessário na estrutura da saúde pública para – na próxima pandemia, epidemia ou surto – não sermos pegos tão fragilizados como ocorreu na chegada da covid-19.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

        

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BRASIL NA PANDEMIA


O resultado apavorante da primeira pesquisa nacional para rastrear a imunidade de brasileiros à covid-19, feita pela Universidade Federal de Pelotas (RS), indicou que o número de infectados pode ser nada menos que sete vezes (!) maior do que mostram as estatísticas oficiais, que, até 26/5, registravam mais de 23 mil mortes e acima de 380 mil casos confirmados. A se confirmar a grandeza dos números, o Brasil ultrapassaria os EUA (mais de 1,5 milhão de contagiados), assumindo a vexatória primeiríssima colocação no ranking mundial, superando 2 milhões de infectados. Diante da estarrecedora pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro, para não matar o País de fome, quer matá-lo de cloroquina. Pode?!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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NA LUTA


Perguntar não ofende: de onde a Opas, órgão pan-americano da Organização Mundial da Saúde (OMS), tirou a previsão de 88.300 mortes no Brasil até 4 de agosto, em razão da covid-19? Com esse tipo de notícia, preferimos “se for para desistir, desista de se curvar e lute!”. A Opas não conhece o brasileiro, que pode estar ferido e cansado de lutar, mas jamais será visto no chão.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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SER OU NÃO SER?


Resultados de pesquisa britânica mostram que o índice de imunidade presumível no Brasil está muito abaixo dos 70% necessários de população já imune para evitar o ressurgimento rápido do novo coronavírus. Os pesquisadores concluíram que a porcentagem de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 varia de 0,13%, em Minas Gerais, a 10,6%, no Amazonas. São Paulo, com o maior número de casos confirmados, não passa de 3,3% da população infectada. Pois bem, pela minha idade, faço parte do grupo de risco, sigo as regras de maneira exata, faço uso de máscara e luvas ao ir ao supermercado ou farmácia, faço uso de álcool gel várias vezes ao dia e permaneço 95% do tempo isolada dentro de casa. Significa que não devo estar infectada, portanto não estou imune, e desta forma estou no grupo que aumenta a possibilidade de, por não estar imune, provocar uma segunda onda de coronavírus e ficar doente? Mas que diabo é isso? Se me isolo, não fico imune, se não me isolo, desobedeço às regras e corro o risco de me contaminar e ficar doente. Quem tem razão neste caso? O isolamento é bom ou ruim?


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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ODE À LOUCURA


Três são os caminhos que pode Jair Bolsonaro percorrer até sua destituição: 1) investigação das denúncias de Sergio Moro (este tem de passar pelo crivo do procurador-geral Augusto Aras e da Câmara; 2) impeachment (tem de ter aval e subscrição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia); e 3) cassação da chapa Bolsonaro-Mourão (menos provável, porque decorre do prosseguimento da petição da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura fake news durante a campanha presidencial de 2018). Mas, de todo modo, que um destes caminhos prospere, para o bem da Nação. Não é normal enaltecer o discurso tresloucado do governo Bolsonaro e, por conseguinte, tentar fazer comparações dizendo que em outros governos houve muita corrupção. De fato, houve corrupção, mas nada pode justificar a psicopatia de um presidente que põe em risco a vida de milhões de brasileiros ao liberar uma minuta – com a insigne do Ministério da Saúde, que, aliás, não tem ministro de facto – de um medicamento como a cloroquina, e que aposta na população armada como maneira de tornar o povo mais instruído ideologicamente e a par da democracia. Reparem: neste governo arma se alinha à democracia. Destarte, sabe-se que aqueles 30% de apoiadores que ainda restam ao signatário Bolsonaro entraram em êxtase ao ouvir os impropérios de seu representante maior na reunião do conselho de governo no dia 22 de abril de 2020. O representante da loucura e do sectarismo fala para convertidos. Triste do nosso país, que se afunda na disseminação de dois vírus, um real e outro engendrado pela pior política no subterrâneo do esgoto do Palácio do Planalto.


Elizeu Ferreira dos Santos elizeuferreirasantos@gmail.com

São Paulo


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NEGAÇÃO DA REALIDADE


A liberação de acesso ao vídeo da reunião ministerial na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, haveria provas da intenção do presidente da República de interferir em investigações da Polícia Federal, levou os partidários de Bolsonaro à conclusão ilógica de que a gravação demonstrou seu empenho no combate à corrupção e nada provou do que Moro afirmara. Ora, o vídeo – ainda que por mera hipótese nada prove – e um discurso virulento anticorrupção sem atos correspondentes não escondem que Bolsonaro tem produzido medidas que facilitam, sim, a corrupção. Entre elas, são exemplares a desfiguração do projeto anticrime de Moro – inclusive deixando de vetar a criação do juiz de garantias; a transferência  do Coaf do Ministério da Justiça para o Banco Central; e a distribuição de cargos-chave para o Centrão. Enxergar o contrário é negar a realidade.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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TIREM AS CRIANÇAS (E OS ADULTOS) DA SALA


A controversa reunião ministerial cujo vídeo veio a público, ao invés de chamar a atenção, como era de esperar, pelas denúncias sobre intervenção na PF, escancarou aos olhos estarrecidos da população o ambiente de pocilga que vigora no alto escalão do atual governo. Reuniões envolvendo equipe de governo deveriam ser uma oportunidade para abordar assuntos de máximo interesse nacional de forma integrada. O que se viu, todavia, foi, num clima de mesa redonda futebolística, o desfile de uma porção de baboseiras desconexas sobrepostas pelas exigências neuróticas do presidente de ter controle sobre as investigações que pudessem alcançar seus familiares. Eleito com discurso de promover “a moral e os bons costumes”, o presidente conduziu a reunião como se estivesse comandando uma convenção de milicianos. Trata de assuntos de interesse nacional com uma linguagem chula e rastaquera recheada de palavrões, para gáudio dos seus apoiadores que sentem com orgulho sua vulgaridade estampada na figura caricata do bronco capitão que ali colocaram. Pessoas que nunca se sentiram representadas pelos políticos tradicionais se deslumbram ao ver que os governantes podem ser tão boçais quanto sua própria vida. As redes sociais nas quais o bolsonarismo transita tão bem servem de plataforma perfeita para tais apoiadores que gostariam de ver os assuntos nacionais tratados em postagens no Facebook, ao invés de inextricáveis estudos acadêmicos. Dados científicos são sumariamente descartados por fake news, enquanto complexas políticas públicas são condensadas em tuítes de duas linhas, o tamanho que sua compreensão consegue alcançar sem fundir seus parcos neurônios. Deslumbram-se ao ver o presidente boca-suja dispensar cerimoniais consagrados, recebendo chefes de Estado trajando sandálias havaianas e camiseta de times de futebol. Um “homem do povo” no poder, que transformou o ritual de governar a Nação numa churrascada de domingo. Mito! A fatídica reunião consagrou esse modus operandi. O apático ministro Nelson Teich, então recém-empossado (tendo pulado fora do barco a tempo de salvar sua carreira de renomado oncologista), assistia atordoado à ministra da goiabeira ameaçar enjaular governadores e prefeitos que se interpusessem aos desejos do Capitão Cloroquina de botar todo mundo na rua pegando coronavírus. Sergio Moro, carrancudo, remoía-se de arrependimento imaginando a barafunda em que foi se meter, ao abrir mão de sua consagrada carreira de juiz da Lava Jato para participar daquele festival de baixarias e transgressões. Teve de escutar calado o ministro do Desmatamento recomendar que se aproveitasse da situação traumática do País ante a covid-19 para promover a trambicagem geral e irrestrita ao regramento ambiental e “passar a boiada” por cima dos entraves impostos pela legislação. Não menos patético foi o espetáculo encenado pelo ministro da (falta de) Educação, Abraham Weintraub, que recitou com peito aberto suas opiniões simplórias sobre indígenas enquanto pregava prisão aos “vagabundos” do STF. Os militares do alto escalão integrantes do governo evitaram entrar em polêmicas, assistindo com curiosidade àquelas idiossincrasias do governo de que participam. Não ousaram comprometer suas insígnias com a pantomima grotesca em curso, evitando se posicionar. O alheio vice-presidente Mourão parecia entretido anotando os afazeres da semana em sua agenda ou fazendo sudoku, esperando a balbúrdia terminar. Assistindo àquele circo de horrores, dá para ter ideia da seriedade com que o aloprado governo Bolsonaro trata questões de Estado. Pode-se entender o avanço desenfreado da pandemia no País. O sistema de saúde está à beira do colapso e os cadáveres se acumulam aos milhares, enquanto o Brasil é dirigido por donos de boteco. Perdeu o sentido a maior bandeira do governo eleito de impedir que a corrupção e outras práticas irregulares venham a jogar o País na lama. Bolsonaro e sua trupe demonstraram claramente que seu governo já chafurda nela.


Sérgio Sayeg sygsergio@gmail.com

São Paulo


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MAIS UM 22 DE ABRIL


22 de abril de 1500, descobrimento do Brasil, esquecido; 22 de abril de 2020, empobrecimento do Brasil, memorizado.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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INFERNO


Cirúrgico o artigo da Vera Magalhães O Inferno de Dante (24/5), especificando os Círculos do Inferno onde ficarão alojados Abraham Weintraub, Ricardo Salles, Damares Alves e o próprio Jair Bolsonaro. De acordo com o louvado poeta Dante Alighieri, o Inferno Inferior será o lugar de conselheiros de fraude, semeadores de discórdia, falsificadores e outros bandidos. É bom salientar, no entanto, o pensamento final da articulista: “O inferno descrito por Dante talvez não contenha círculos suficientes para descrever o que se passou em Brasília em 22 de abril”.


Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo


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REUNIÃO


Weintraub, Salles, Araújo, Damares, Heleno. Nada se pode esperar de quem nada tem a oferecer. Não esquecendo o chefe.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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MINISTRO DA EDUCAÇÃO


O ministro Weintraub, além de se referir ao STF como 11 “vagabundos” a serem presos, fala diretamente ao presidente quando diz “eu percebo que tem muita gente com agenda própria. Eu percebo que tem, assim, tem o jogo que é jogado aqui, mas eu não vim para jogar o jogo (...) A gente tá conversando com quem a gente tinha que lutar” (seria o Centrão?). Minha teoria é de que, se Bolsonaro lhe dá cartão vermelho, ele sai atirando.


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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FALTA DE EDUCAÇÃO


Quem mais deveria se ocupar da Educação é justamente aquele que mais trabalha contra ela, e que até agora não teve qualquer iniciativa a favor da triste classe estudantil brasileira. Mas, como o próprio disse em vídeo a que todos assistiram, ele detesta Brasília e só está lá para “lutar” (contra quem ele não disse). Papai e mamãe não devem ter tido tempo de lhe dar a necessária educação em casa. O Abraão bíblico, original, tinha como propósito unir as religiões e o mundo. O nosso aparentemente tem o propósito totalmente oposto.


Sydney Bratt sydneybratt@hotmail.com

São Paulo


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WEINTRAUB NO SENADO


Senado convoca Weintraub, que terá de explicar fala sobre prisão de ministros do STF (Estado, 25/5). Vai explicar o quê? Que foi um mal entendido? Que foi uma montagem?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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EXTRAPOLOU


O famoso e polêmico vídeo do dia 22 de abril liberado com pequenos cortes pelo ministro Celso de Mello teve a finalidade de averiguar se houve ou não tentativa de interferência do presidente da República na Polícia Federal. Se essa era a finalidade única e exclusiva do vídeo, por que as falas dos ministros Ricardo Salles, Damares Alves e Abraham Weintraub foram divulgadas? O decano do STF pisou na bola.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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A PF NO RIO DE JANEIRO


Algo de extremamente sério ocorreu no Rio de Janeiro envolvendo Jair Bolsonaro e seus familiares como penalmente responsáveis, antes de sua eleição. O acobertamento desse fato é a principal preocupação do presidente da República, em face de qualquer problema brasileiro. O desespero nesse foco é tão grande que o maquiavelismo desperta com todas as suas luzes de utilização do poder. A compra dos equipamentos da China deveria ter sido feita pelo Brasil, não por Estados federados, que pouco importaram para a ditadura chinesa, ao receber à vista e não entregar a mercadoria. Posta a bomba no colo dos governadores, só era necessária a instrumentalização da Polícia Federal para que fosse detonada, o que gerou as turbulências políticas em nosso país, agora ainda mais agravadas. A decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da lavra do ministro Benedito Gonçalves, conhecido como um técnico, o que no terreno jurídico é sinônimo de ético, não vem a público para que pudéssemos avaliar se houve ou não observância do devido processo legal, ou abuso de autoridade, na execução da decisão pela Polícia Federal?


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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BOLSONARO E A PF


O ataque ao governador do Rio de Janeiro já é a amostra do que Jair Bolsonaro pretendia quando mudou a Polícia Federal naquele Estado. Honorários de R$ 278 mil ao escritório de advocacia da esposa para negociação de R$ 80 milhões é totalmente desproporcional para qualquer propina que se respeite. E nada acontece com Flávio Bolsonaro. Estamos virando, mesmo, uma república das bananas...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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MUNIÇÃO


Deu para entender por que Bolsonaro queria tanto o controle da Polícia Federal. Começou ferrando o governador Witzel. Agora, terá munição para fazer bem mais.


Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo


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OPERAÇÃO PLACEBO


Senti cheiro de Gestapo!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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MIRA


A Polícia Federal “mira só na cabecinha” e pode acertar Wilson Witzel.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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EMPREGADOS DESOBEDIENTES


As crises que estamos vivendo (política e de saúde) geram a oportunidade de fazer dois lembretes que parecem esquecidos: todos os funcionários públicos e todos os políticos são pagos por nós, portanto são nossos empregados, e como tal devem ser tratados com respeito. Quando desobedientes, relapsos ou incompetentes, precisam e devem ser demitidos. A figura do ex é para todos, a exemplo de ex-engenheiro, ex-diretor, ex-mecânico ou ex-juiz. Não importa se foi demitido, aposentado, reformado ou outra situação, o importante é que ex não mais apita. Ex-capitão, ex-coronel ou ex-general não manda porcaria nenhuma, e continuam sendo nossos empregados, e custam caríssimo.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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MAUS PRESSENTIMENTOS


Conforme perspectiva de diversos analistas, o governo brasileiro precisa gastar muito para amenizar os efeitos da quarentena na economia, porém, em contrapartida, se preocupam com a trajetória do endividamento. A dívida bruta brasileira deverá passar dos 76% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2019, para algo entre 92% a 96% neste ano. Isso poderá nos causar grandes e surpreendentes transtornos, com novos gastos mediante a aplicação de velhas, tradicionais e conhecidas práticas que são de nosso pleno conhecimento. Ou seja, utilizando os argumentos acima, o governo terá todas as possibilidades para justificar novos porcentuais de impostos sobre os já existentes, a criação de outros, além de reeditarem a famosa Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). É bom ficarmos bem atentos, pois neste governo “o que se fala não se escreve”, como também é de nosso pleno conhecimento que todas as contas oriundas do governo só nós, a população, as pagamos. Independentemente da origem, né?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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AUMENTO DE GASTOS NA PANDEMIA


Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, versus Paulo Guedes é uma genial sacada do Centrão: rifar Paulo Guedes com um Ministério da Economia paralelo, destruindo a agenda de responsabilidade fiscal, a agenda liberal, imprimindo dinheiro, aumentando inflação e taxa de juros, enchendo parlamentares do Centrão com emendas e dinheiro para obras de infraestrutura, aumentando a dívida pública sem medo de enterrar o País de vez, e voltando ao tempo da felicidade de deputados, senadores e grandes bancos, com a economia da Nação jogada ao fundo do poço. Vai, Bolsonaro! O Centrão garante seu lado e de seu filhinho travesso até 2022.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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GOVERNO À VENDA


Na “liquidação” do desgoverno Bolsonaro tudo está à venda, exceto consciências, há muito em falta. Mas ainda há ótimas pechinchas de deputados, baratinhos e bem em conta...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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CORRETORES DE IMÓVEIS


Uma das profissões mais sofridas deste país, sem dúvida nenhuma, é a do corretor de imóveis, na grande maioria das vezes exercida por aposentados para complementação de renda. Entretanto, até esta profissão, que não leva risco nem a quem a exerce e muito menos aos clientes, porque não requer aglomeração ou outra ação de risco, está sofrendo sanções. Imaginem a situação de um profissional desta área que, antes de mais nada, tem de ter sorte e perseverança, ser impedido de trabalhar e dependendo de comissões para bancar as despesas de sua casa. É uma pena que o Creci, entidade que representa a categoria, não tenha conseguido sensibilizar o governo no sentido de liberar o trabalho para estes profissionais. Basta que para isso apresente um plano de trabalho, dotado de todas as ações pertinentes, como máscara, álcool gel e a estrutura que permita um trabalho que dê segurança para todas as partes envolvidas.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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BONS HOSPITAIS E BENEFÍCIOS FISCAIS


Desde 1933 a tradicional revista Newsweek tem espaço reservado para questões de saúde, assim como tantas outras publicações. Ocorre que há 2 anos ela veicula um ranking dos melhores hospitais do mundo, na verdade uma avaliação dos melhores centros médicos de 21 países. É um grande motivo de orgulho para nós, brasileiros, que o Hospital Israelita Albert Einstein esteja na 38.ª colocação e que o Hospital Sírio-libanês esteja entre o 51.º e o 100.º lugares (por uma questão de metodologia classificam numericamente os 50 primeiros, e depois por ordem alfabética do 51 ao 100). Sem qualquer sombra de dúvida, estes dados são muito significativos, principalmente por sabermos que estes hospitais lidam com recursos próprios e com a ajuda da comunidade, principalmente por doações de pura benemerência, já que não há qualquer benefício fiscal para doações deste tipo no Brasil. Ambos estão de parabéns! Num momento de pandemia, percebemos a importância de termos hospitais bem equipados, e só então tomamos consciência do trabalho maravilhoso que estas instituições fazem, já que, além de tratar doentes do setor privado, também mantêm convênios com o serviço público, o que tem colaborado para salvar milhares de vidas. Os três melhores hospitais do mundo, segundo a lista, são Mayo Clinic (Rochester), Cleveland Clinic (Ohio) e Massachusetts General Hospital (Boston), todos nos Estados Unidos, onde há leis que favorecem doações através de benefícios fiscais. Notem que não são localizados nas regiões mais ricas nem mais populosas do país. Tornaram-se referência em Medicina, inclusive com turismo médico proporcionando grande arrecadação para seus governos. Não sou contra benefícios para arte e cultura, muito pelo contrário, mas será que a saúde também não precisaria de incentivos, para que mais doadores pudessem contribuir, não somente no desespero, quando temos agora, mais de R$ 5 bilhões em doações das mais diferentes origens, por causa da covid-19? Por enquanto temos alguns salvadores da pátria, quer seja no campo da saúde, do esporte, da educação e até da moral, mas podemos e temos de melhorar isso. Não precisamos reinventar a roda, mas sim espelhar-nos naqueles exemplos que deram certo. Precisamos ter consciência do que realmente é importante, para quem sabe um dia podermos realmente progredir como nação.


Flavio Steinwurz flavio@steinwurz.net

São Paulo

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