Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Cegueira

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito porque convenceu quem já estava farto do governo de esquerda e dos desvios financeiros cometidos sem pudor. Prometeu governar com uma nova política, oferecendo como avalistas nomes de ministros acima de qualquer suspeita, incluídos os da área militar, generais que haviam representado o Brasil no exterior nos orgulhando. Passado tão pouco tempo, o que vemos é o presidente se desfazendo desses ministros e instituindo uma política similar à que combatia. Colaboradores de primeira hora são dispensados como se fossem traidores. Mantendo a sua conduta ilusionista, ele oferece a privatização do Banco do Brasil, a promessa de vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao procurador-geral da República, bilhões de reais a serem administrados por pessoas ligadas ao Centrão e o que mais aos generais transmutados em políticos. O caminho trilhado sem muita contestação, seja na área política pelos líderes do Congresso, do agronegócio, dos mercados ou militares, nos leva a crer que a trilha para um regime autoritário está mais do que pavimentada. Só cego para não ver.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Inércia assustadora

É inacreditável que um país com as dimensões do nosso se deixe tomar de assalto por uma súcia de incompetentes e marginais, enquanto nossas instituições assistem estupefatas e inertes aos maiores descalabros! Até quando suportaremos?

ALEXANDRE MARTINI NETO

AMARTINI906@GMAIL.COM

RIO CLARO

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Invasão de domicílio

Quando vi e ouvi o presidente Bolsonaro indignado com as operações policiais e os mandados judiciais na forma da lei, fazendo buscas em casas e escritórios de suspeitos de fake news, lembrei-me de como eram as coisas na ditadura militar. As invasões domiciliares eram realmente truculentas, sem mandado judicial e sem nenhum indício de infração ou crime. Bastava que algum desafeto fanático acusasse o infeliz de comunista para que policiais e milícias invadissem residências, escritórios, jornais, qualquer lugar, e cometessem barbaridades. Herzog e Rubens Paiva não me consta terem sido presos na forma da lei. Será que eu, que vivi todo aquele período, vou passar por isso de novo?

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

SHERIFFFARIA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Deixar-se dominar

No fim a maioria vence. Lembremo-nos da última ditadura, o povo, um marechal com credibilidade, políticos, juntamente com militares e praticamente a totalidade dos líderes da iniciativa privada, além de estudantes e de cabeças pensantes da época, todos unidos marcharam pelas ruas procurando dias melhores para o País. Mas a ganância do pessoal no poder acabou levando novamente o povo às ruas, pelo direito de escolher seu presidente e de os congressistas votarem uma nova Constituição. Isto posto, acreditamos ter resolvido o problema, com os objetivos alcançados. Infelizmente, está parecendo que não. Agora outros prepotentes precisam ser lembrados de que o poder ao povo pertence. Portanto, a meu ver, quando as ruas voltarem a ser ocupadas por multidões, veremos quem manda. Observaremos o povo novamente chamado às urnas e as rédeas mudando de mãos. A História confirmará esse prognóstico e olvidará o atual e os últimos governantes de triste memória. Oremos.

ITAMAR C. TREVISANI.

ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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Dilema militar

O esclarecedor artigo do general reformado Carlos Alberto Santos Cruz O militar e a política, no Estado de ontem, penso que reflete o pensamento dos militares da ativa e de muitos da reserva. Diz Santos Cruz que “o militar da reserva, seja qual for a função, não representa a instituição militar”. No entanto, em termos de imagem e percepção popular, é difícil dissociar o militar do cidadão. As Forças Armadas são instituições do Estado, da Nação, e não de governos, como sabemos. Mas o fato de o governo ter vários ministros militares, com brilhantes carreiras e currículos, e outros em cargos públicos de importância e visibilidade, expondo ao risco as suas biografias, mais as circunstâncias beligerantes e as enormes turbulências e os conflitos na gestão, diuturnos, fazem as Forças Armadas, em termos de imagem, sofrerem uma contaminação cognitiva popular, levando, infelizmente, à deterioração de sua merecida respeitabilidade e da aprovação popular. O receio é que qualquer fagulha pode ser muito perigosa e, nas várias esferas políticas e do poder, as piores leis básicas da estupidez humana prevaleçam, em detrimento da inteligência.

LUIZ A. BERNARDI

LUIZBERNARDI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Repercussão positiva

Posição correta, clara e alentadora a do general Santos Cruz em O militar e a política. Que o artigo tenha repercussão positiva entre seus pares da ativa.

CARLOS TEIXEIRA RAMOS

CARLOSRAMOS-NOVO@UOL.COM.BR

VARGEM GRANDE PAULISTA

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Vergonha

A insensibilidade, a ignorância e o fanatismo de certas pessoas, em especial de quem deveria comandar e dar diretrizes à educação da Nação, ultrapassa todos os limites da sensatez que devem nortear as atitudes, em especial, de quem detém cargo público e tem acesso à mídia. E pior ainda, partindo de alguém de ascendência judaica. A comparação do ministro Abraham Weintraub da trágica, cruel, arbitrária, vergonhosa Noite dos Cristais com as ações desencadeadas pela Polícia Federal por ordem do STF é totalmente ofensiva, descabida, perversa para com as vítimas da tragédia da humanidade que foi o regime nazista, em particular os judeus, suas principais vítimas. Ele que tenha hombridade, peça desculpas e demissão.

LUIZ NUSBAUM, judeu filho de sobrevivente do Holocausto

LNUSBAUM@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


GOVERNO BOLSONARO


Como é que um ministro da Justiça pode ingressar com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para livrar seu colega, o ministro da Educação Abraham Weintraub, e demais envolvidos no Inquérito 4.781 de prestarem esclarecimentos à Polícia Federal? Em primeiro lugar, o instituto do habeas corpus é sempre individual, como deveria saber o ministro da Justiça; depois, o pedido, caso não seja providência do próprio Weintraub, caberia ao advogado-geral da União. Além do mais, um ministro da Educação que é criticado por dez entre dez brasileiros bem informados e não anestesiados pelo bolsonarismo deveria saber que a tal “liberdade de expressão dos cidadãos”, constante na Constituição, leva também a que cada um que expresse sua opinião deva saber que responderá por ela, caso em desacordo com os princípios republicanos, como é o caso. Mostrando que o ministro Weintraub está despreparado, podemos citar mais uma de suas pérolas nada democráticas e contrárias à verdadeira história. Ele comparou a operação da Polícia Federal no inquérito das fake news esta semana à horda nazista na conhecida Noite dos Cristais, levada a efeito por forças paramilitares da SA e civis alemães contra os judeus (9-10/11/1938). No governo federal brasileiro, hoje, só se preocupam com tais assuntos, quando já havia mais de 25 mil mortos até o dia 27/5 pela covid-19  (número oficial), e quase nada fazem para amenizar o sofrimento de tantos brasileiros que perderam seus entes queridos. E mais: aplaudem e/ou incentivam os camisas pardas travestidos de patriotas contra os poderes legitimamente constituídos. 


Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha


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NAS TETAS DO GOVERNO


O ministro Weintraub continua mamando nas tetas do governo. Afinal, após mostrar seu lado miliciano, escalou o ministro da Justiça para impetrar pedido de habeas corpus em seu favor contra “ninguém”. Afinal, o ministro da (des)educação ainda não sabe que o Ministério da Justiça é órgão do Estado, e não para uso privado? Ministro, contrate um advogado particular, senão o STF vai acabar por prendê-lo. É o feitiço contra o feiticeiro!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DECLARAÇÕES DESCABIDAS


Os últimos acontecimentos envolvendo o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, ofendem a todos. Ele ofende um dos poderes, representado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ofende a ação da Polícia Federal no processo de obter provas robustas contra os que promovem notícias falsas e desafiam autoridades legais, além de ofender a memória da própria história ao comparar esta ação policial com a Noite dos Cristais, impetrada pelos nazistas aos judeus residentes na Alemanha, em 1938, destruindo e queimando centenas de sinagogas, prendendo, matando e destruindo suas propriedades. Um ato que sucedeu uma sequência de ações de discriminação de um governo autoritário, iniciadas em 1935, com as Leis de Nuremberg, e levou à prática de uma política de extermínio matando no holocausto 6 milhões de judeus, além de milhares de ciganos, testemunhas de Jeová, negros e outros indesejáveis do regime. Comparar a ação policial desta semana à Noite dos Cristais é uma demonstração de limitação de conhecimento, muito triste, advinda de um ministro da Educação. Apenas nos perguntamos: por que esta lembrança?


Abraham Goldstein, presidente da B’nai B’rith do Brasil, instituição judaica de direitos humanos

São Paulo


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OFENSA


Abraham Weintraub ofende os judeus e sua história ao comparar a operação da PF com a Noite dos Cristais – perpetrada pelos nazistas em 1938 –, minimizando a gravidade de seu significado histórico. O senhor pode não seguir o judaísmo, ministro, mas o sobrenome que carrega automaticamente o relaciona à comunidade judaica. Seja mais respeitoso, por favor!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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MINISTRO (?) DA EDUCAÇÃO


Como diz a meninada: Weintraub, pega o seu banquinho e sai de fininho. E eu acrescentaria: caladinho!


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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OFENSAS AO STF


O ministro Weintraub deveria preparar uma carta aberta para entregar ao STF nesta convocação, explicando claramente quais os fatos que, acumulados ao longo dos anos, o levaram ao extremo da indignação – como homem de bem que é – e que o induziram a fazer aquele polêmico desabafo com o arroubo verbal em tom inadequado, na reunião ministerial de 22 de abril. A carta listaria resumidamente todas as barbaridades, inconstitucionalidades e injustiças cometidas pelo STF nos últimos tempos, além das muitas omissões em punir políticos criminosos, engavetando quase todos os processos e fazendo-os deliberada e ardilosamente prescrever. Seria um ato épico de Weintraub.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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CONTEÚDO IMPRÓPRIO


O conteúdo do seguinte material deve ser classificado como impróprio para menores de idade e pessoas que ainda acreditam na vitalidade da democracia brasileira: a linguagem chula e as ameaças à democracia, despejadas diariamente pelo presidente Jair Bolsonaro, especialmente quando se dirige a seu (ainda) iludido “fã clube” em frente ao Palácio da Alvorada; as ameaças constantes de seus filhos, de alguns ministros notoriamente incompetentes e do pseudofilósofo Olavo de Carvalho sobre a ruptura no processo democrático brasileiro.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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REAÇÃO


A reação intempestiva da família Bolsonaro em relação à investigação sobre as fake news deixa a impressão clara de que devem ter alguma coisa que ver com isso.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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SINAPSES TOSCAS


Se o Supremo Tribunal Federal (STF) pode investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro, deixando de lado o Ministério Público Federal (MPF), numa atitude controversa, o que impede Bolsonaro de usar seu “sistema de informações particular” para investigar por conta própria os ministros do STF, em busca de nebulosidades comprometedoras? O raciocínio é meio tosco, mas é assim que funciona a mente de Bolsonaro, ou seja, através de sinapses toscas.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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BRASIS


No Brasil real, quando um pobre, especialmente afro, levanta a voz a um policial, ele é preso por desacato à autoridade, mas no mundo dos poderosos eles podem atacar e insultar até os ministros do STF, e nada acontece. Quantos Brasis existem dentro do nosso Brasil.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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NÃO CONFUNDIR


Discordar de decisões de ministros do STF ou de seu colegiado, e externar essa discordância, mesmo de forma veemente, é um direito protegido pela Constituição. Zeina Latif (Responsabilidade fiscal para todosEstadão, 28/5), com minha concordância, critica várias decisões da corte. Particularmente, abomino o impedimento de prisão após condenação em segunda instância, sinônimo de impunidade para crimes de colarinho branco. Coisa muito diferente é pleitear o fechamento do STF, ofender a pessoa de ministros, advogar a dissolução do Congresso Nacional, ameaçar com “ruptura institucional” (?) e conclamar pessoas para tanto. Isso está muito além da sagrada liberdade de expressão. Equivale a convidar pessoas para participar de estupro. Pena que J. R. Guzzo (Estadão, 28/5, A8) não consiga diferenciar uma coisa da outra.


José Renato de Moraes Grisi jrm.grisi@gmail.com

Ubatuba


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MEDALHA NO LIXO


Jair Bolsonaro ultraja e provoca as instituições condecorando o desprezível ministro da Educação com a Ordem do Mérito Naval. Apequenou a comenda.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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BOLSONARO PROVOCATIVO


O presidente Bolsonaro, em entrevista à emissora de rádio Jovem Pan, fez algumas declarações que no mínimo exigem das Forças Armadas alguma atitude, ainda que tardia – porque há muito sabemos todos que o presidente tem o apoio dos militares da reserva (todos?), mas agora o presidente coloca os da ativa numa situação estranha, porque dá a impressão de contar com estes também, caso sua situação possa caminhar para um hipotético impeachment. Essa impressão começa com sua recusa a entregar seu celular e o de seu filho, de acordo com pedido da Justiça, porque imagino que mesmo um presidente da República esteja sujeito às regras constitucionais. Para tornar mais estranho ainda seu comportamento, Bolsonaro declarou na entrevista ser Augusto Aras, atual procurador-geral da República, um nome possível para uma terceira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que deixa o procurador numa situação suspeita diante de decisões futuras, não importa se favoráveis ou contrárias a ele.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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SUBORNO


O procurador-geral da República, Augusto Aras, deveria seguir o exemplo do ex-ministro da Justiça e explicar ao presidente da República que ele não está à venda. A oferta de vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) para Augusto Aras ultrapassa o limite do razoável e configura crime de corrupção, conforme previsto no artigo 333 do Código Penal Brasileiro.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DIGA-ME COM QUEM ANDAS...


O presidente Bolsonaro percebeu que “vale mais um Aras na mão do que dois no STF voando”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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TROCA-SE


Mais uma vez Bolsonaro tenta usar vaga no STF como moeda de troca. A primeira foi com o ex-ministro Sergio Moro, que até sair do governo era tido pelo bolsonarismo como herói nacional. Saiu, e hoje é considerado traidor. Em muito se assemelha o tratamento dado ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Ao dizer que sua atuação é excepcional e que ele é um nome forte a assumir uma vaga no STF, Bolsonaro claramente coloca esse posto como “prêmio” na hipótese de Aras não o denunciar. Resta saber se Aras será premiado ou, caso não apresente a denúncia, considerado traidor.


Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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SETEMBRO


Quando setembro chegar, veremos se o católico – segundo seus dados – Augusto Aras tornou-se “terrivelmente evangélico”. Ou um arrependido, mas fiel, no aguardo do prêmio de consolação: ser mantido no atual cargo.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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A SUSPEIÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA


O procurador-geral da República, quando investido do dever funcional de avaliar um inquérito envolvente de possíveis atos da autoridade máxima do País, o presidente da República ou de autoridade que lhe são próprias, com foro especial no Supremo Tribunal Federal, pode ou não ser declarado suspeito de ofício pela Corte, porquanto não há ninguém que possa provocá-la, para lisura das bases de eventual processo? Cremos que sim. A suspeição está prevista, em sua lei processual mais imediata, no art. 145 do Código de Processo Civil; entre outros comandos, dispõe que há suspeição do juiz quando “interessado no julgamento do processo, em favor de qualquer das partes” (inciso IV). Cremos que a regra se estende ao Ministério Público. Agora, o alinhamento político fica claro quando Bolsonaro diz que poderá indicar Aras como ministro do STF, se surgir uma terceira vaga em seu mandato, depois das substituições por aposentadoria de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, “se desaparecer alguém (...)”. O mais correto seria Aras, que se ufana de ser um perfeito e justo jurista, dar-se como suspeito, por motivo de foro íntimo (parágrafo primeiro do artigo mencionado). Lado outro, passou da hora de o Congresso Nacional modificar o modo pelo qual são nomeados os ministro do STF.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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PATRIOTISMO


Se a turma lá de Brasília, a do “Pátria Amada Brasil”, fosse realmente patriota e estivesse a favor do Brasil e dos brasileiros, reveria com urgência as importações lá da China, especialmente. Milhares de empresas, fruto da enorme carga tributária incidente sobre produtos e mão de obra, fecharam as portas e demitiram, ou atuam hoje com importador de produto similar, já que é impossível concorrer em preço com produtos chineses. Deveriam aqueles senhores deixar de lado a verborragia ufanista e tratar de gerar empregos, dando aos empresários do Brasil condições de trabalho, começando pela desoneração fiscal. Ou será que gerar empregos na China é uma atitude patriota?


Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba


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POTÊNCIA REGIONAL


No cenário das relações internacionais a riqueza flui da periferia para o centro. O Brasil não deve aceitar ser periferia nem dos EUA nem da China, tem de lutar para ser centro, no mínimo uma potência regional. Com o crescimento da China, o cenário das relações internacionais vai deixar de ser unipolar com os EUA no centro e passar para um sistema multipolar com diversos centros regionais. É a oportunidade do Brasil de se transformar numa potência regional. O Brasil é um país com grande extensão territorial e população considerável. A sua localização no globo terrestre recebe grande quantidade de energia solar. Com grande extensão de terras agricultáveis e grande quantidade de água potável, pode produzir grande quantidade de alimentos e, pela agricultura, transformar energia solar em biomassa e biocombustíveis, como ensinou Bautista Vidal. Para se livrar do imperialismo americano, o Brasil deve deixar de rezar na cartinha neoliberal imposta pelo Consenso de Washington e adotar uma política econômica planejada considerando suas vantagens estratégicas. Deve usar como moeda regional o dinheiro do Brasil, controlado pelo Brasil, dinheiro lastreado em energia solar, energia não poluente e abundante no Brasil. O mundo caminha para a era dos robôs e da inteligência artificial, o que demanda uma grande quantidade de energia, alimento das máquinas. Para o Brasil deixar de ser periferia, deve romper com a hegemonia do dólar e investir em ciência e tecnologia, porque energia já tem.


Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo


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COVID-19 EM SÃO PAULO


Em meio ao relaxamento do isolamento social no Estado num momento em que não há arrefecimento do vírus, me deparo com o conselho de Fernando Reinach em seu artigo Manual de como abrir uma cidade em meio à covid-19 (Estadão, 27/5). Sim, a receita é simples, lógica e teoricamente de fácil implementação. Por que os municípios não a seguem? Há testes suficientes? Sem os testes, o que era simples torna-se impossível. Infelizmente.


Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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FLEXIBILIZAÇÃO DA QUARENTENA


O número de mortes aumentando, as contaminações disparando, sem testes para avaliar onde nos encontramos nesta pandemia, as UTIs sempre beirando a saturação e os governos municipais e estaduais falando em flexibilizar? Eu só queria entender...


Heleo Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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BRUTA CONFUSÃO


Esta alternativa para o fluxo de pessoas em cinco etapas, sendo a da capital com abertura de lojas de rua e shoppings, estes com horário limitado, não vai impedir que pessoas da zona vermelha frequentem a capital. Para tanto, elas precisam se deslocar a pé ou de carro, além dos ônibus. E onde as cidades se delimitam por ruas com São Paulo, como Diadema e São Bernardo? Basta atravessar a rua. Isso dará uma bruta confusão, ou não, com aglomeração. Como farão para limitar esse possível fluxo? Fazer nada será pior, embora mais cômodo. E aguardaremos nossos luminares por uma solução com maior ou menor confusão, que de certo teremos.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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RECLAMAÇÃO LATAM


Escrevo a esta redação para reclamar do mau atendimento oferecido pela empresa Latam Airlines, que, em função da pandemia de coronavírus (codiv-19), adiou por duas vezes voo do Aeroporto de Guarulhos para o de Navegantes, em Santa Catarina. O primeiro voo (LA 3876) estava marcado para o dia 20 de maio, mas foi remarcado para 1.º de junho (LA 3344), voo que também foi cancelado. Diante disso, pedi para que não houvesse nova remarcação do voo e que a empresa me devolvesse o dinheiro pago por duas passagens para mim e para minha esposa no valor de R$ 1.157,62, que cobria os bilhetes 9572129951435 e 9572129951369. No dia 21, um atendente de nome Ícaro (protocolo n.º 25683227) informou que, em uma semana, até o dia 28, a quantia seria reembolsada, com o envio para o meu e-mail de travel voucher. No mesmo dia, a atendente Amanda Santos (protocolo n.º 25650190-256501194) confirmou que o reembolso seria feito no prazo mínimo, até o dia 28. Isso, porém, não ocorreu até agora. No dia 28, o atendente Jonathan Silva (protocolo 25823107), do call center de João Pessoa (PB), desta vez, disse apenas que iria recuperar as conversações que tínhamos tido com os atendentes anteriores. Nas ligações que tenho feito para a Latam, cada atendente dá uma informação, passando outros prazos, o que passa a impressão de que a empresa está tergiversando para adiar o máximo possível a devolução do dinheiro. Acredito que o mesmo procedimento esteja sendo adotado com outros consumidores que tiveram seus voos cancelados.


Adelto Rodrigues Gonçalves marilizadelto@uol.com.br

Praia Grande


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GILBERTO DIMENSTEIN


Falece Gilberto Dimenstein, um jornalista comprometido com a Educação do Brasil. Com muito pesar, o Todos Pela Educação lamenta o falecimento, na manhã de ontem, de Gilberto Dimenstein, que esteve conosco desde o início de nossa jornada, em 2006, quando ajudou a fundar o movimento. E sua participação foi marcante: veio dele a ideia de ter 2022, ano do bicentenário da independência do Brasil, como o prazo para as 5 Meta do Todos – afinal, um País só pode ser independente com uma Educação de qualidade para todos. Jornalista premiado que passou pelas principais redações brasileiras, Gilberto também marcou o Brasil se posicionando sem hesitação em defesa dos direitos humanos e atuando em prol da Educação, inconformado com o baixo valor dado a ela. “Um dos grandes desafios do Brasil é a Educação virar um assunto pop. Alçar e derrubar governos a partir da sua plataforma educacional”, disse em participação especial em nosso vídeo de 10 anos. O Brasil, o jornalismo, a Educação e o Todos sofrem uma perda inestimável neste fatídico 2020. Enviamos nossas condolências e sentimentos a seus familiares e amigos, principalmente nestes tempos tristes de pandemia em que eles não terão acesso a todo o carinho presencial que certamente merecem.


Adriana Manarim, assessora de Imprensa do Movimento Todos Pela Educação adriana@todospelaeducacao.org.br

São Paulo


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A morte de Gilberto Dimenstein é uma perda pessoal muito dolorosa para mim. Além do destacado jornalista e escritor, ganhador de Prêmios Esso e do Jabuti, que teve uma vida de generosidade, dedicada à construção de uma sociedade mais justa e da valorização do respeito aos direitos humanos, Dimenstein foi meu cunhado. Era um exemplo de pai e avô, dedicado, presente e carinhoso. Neste momento de profunda dor, fica minha solidariedade para toda nossa família.


Aloizio Mercadante, ex-ministro e presidente da Fundação Perseu Abramo assessoria.mercadante@gmail.com

São Paulo

 

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