Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

‘Terroristas’

Enquanto apenas seus apoiadores saíam às ruas, Jair Bolsonaro achava legítima a manifestação. Imaginava que a oposição não sairia, principalmente pelo que apelidou de “gripezinha”. Enganou-se. E esse equívoco pode custar-lhe o mandato. Por isso agora, para Bolsonaro, as manifestações da oposição são ilegítimas e quem delas participa é “terrorista”. E quem usa símbolos nazistas, prega o terror, a violência, defende o fechamento do Supremo Tribunal e do Congresso é o quê? Quem é terrorista, realmente?

LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

RIO VERDE (GO)

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Liberdade de expressão

O presidente Bolsonaro vem sendo adulado dominicalmente em Brasília e faz questão de participar dessas manifestações sem se preocupar com suas bandeiras antidemocráticas. Mas bastou um grupo de oposição ocupar a Avenida Paulista para desagradar ao aspirante a ditador. Como, porém, bem lembrou editorial de ontem do Estado (A3), a rua é pública e aberta à situação e à oposição.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Às ruas, sim

Não sou terrorista nem marginal – tenho netos, doutorado pela USP, sou vice-presidente de finanças de uma grande empresa. Votei no presidente contra o PT, mas vou às manifestações contrárias a seu governo pelo que S. Exa., seus ministros e apoiadores fazem contra a democracia, como todos a entendem, menos eles. Quando seu filho diz que é assim que se chega à ditadura, tal qual Chávez fez, e S. Exa. nem o repreende, faz-me correr o risco da covid-19 e ir às ruas, porque este governo põe em sério risco a Constituição democrática que S. Exa. jurou cumprir.

CÁSSIO M. DE REZENDE CAMARGOS

CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Milícias digitais

Pela primeira vez na minha já longa vida fui insultado digitalmente de canalha, bandido, petista safado. Tudo isso por críticas ao desgoverno do capitão neste Fórum. Sou engenheiro, nunca fui político, mas desde os tempos de faculdade sigo com grande interesse o desenvolvimento de políticas que levem ao que, a meu ver, sintetiza o ideal democrático: a igualdade de oportunidades para todos os brasileiros. Em 2018 votei no capitão exclusivamente para evitar o PT, apesar de prever problemas decorrentes do seu despreparo, já evidente na época. Mas com seu então tripé de apoio – Sergio Moro, Paulo Guedes e militares – passei a defender paciência até 2022. Todavia quando veio a covid-19 e, depois, a saída de Moro – que era a garantia de justiça nesse governo –, o capitão entornou o caldo de vez, com seus “e daí?”, “quem manda sou eu!”, e por aí foi... Voltando aos insultos, são reações típicas de seguidores de mitos despóticos. O que é difícil de entender, e preocupante, é ver militares tentando desculpar o capitão por seus arroubos, ameaças e ataques aos Poderes constituídos, alegando que ele estaria apenas reagindo a ataques por ser “autêntico”. O que é só meia-verdade, pois quem primeiro ataca é ele. Quanto à autenticidade, ele é realmente autêntico, basta ver sua atuação na reunião ministerial de 22 de abril, em que, entre ameaças e palavrões, ele indicou como seu objetivo a proteção dos filhos e dos amigos. Uma autêntica demonstração do que é o governo Bolsonaro, que assim passará à História.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Opinião infeliz

A cada pronunciamento, entrevista ou artigo publicado, o vice-presidente Hamilton Mourão me decepciona mais. Acreditava ser ele pessoa equilibrada, de bom senso e, na medida do possível, um mediador. Mas seus comentários em 3/6 (A2) neste jornal me frustraram. Referindo-se às manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, acusa genericamente uma das partes de abuso, delinquência, badernas e de estar a serviço do “extremismo internacional”. Claro que em manifestações desse tipo pode haver pessoas cujo objetivo é tirar algum tipo de vantagem ou simplesmente criar confusão. Não se deve também desprezar a possibilidade de existirem elementos infiltrados. Aquela mulher com um taco de beisebol, afastada gentilmente por um policial militar, pretendia o quê? E Sara Winter, que ameaça autoridades, posa com pistolas automáticas e faz arremedos da KKK, é o quê? Pior que as opiniões do sr. Mourão só mesmo a definição de Jair Bolsonaro: manifestante é terrorista.

HELEO POHLMANN BRAGA

HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Barbaridades

Fiquei desapontada com o artigo do vice-presidente. Sempre o tive em alta conta, porém ele foi totalmente parcial no artigo de 3/6. Concordo que baderneiros são caso de polícia. Mas o general só mencionou problemas do grupo que está contra o presidente e se calou sobre todas as barbaridades que comete o grupo a favor, incluindo o próprio presidente. Decepção!

INÊS HOMEM DE MELO

INESHMELO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sobre tolerância

Pelo jeito, o nosso vice-presidente está vivendo numa realidade paralela. Pelas falas, expressões e ações, quem está buscando criar no País uma autocracia bolsonarista são o presidente e seus filhos. Quando o vice fala de tolerância, esta deve vir acompanhada do respeito às leis e às decisões judiciais. O presidente e ministros de Estado já verbalizaram não estarem dispostos a manter-se nesses limites. Que saibam exercê-la, pois é nosso único caminho.

DEMERVAL PARAISO

DESANPA@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Sabedoria popular

Ainda a respeito do artigo do general Mourão Opinião e princípios, só tenho uma coisa a dizer: o pior cego é aquele que não quer enxergar...

AZOR DE TOLEDO BARROS FILHO

AZORTB@GLOBO.COM

SÃO PAULO

 

‘VENDETTA’

 

Bolsonaro vetou o uso de R$ 8,6 bilhões, provenientes da extinção do Fundo de Reservas Monetárias, liberados por decisão de parlamentares para serem repassados a Estados e municípios para o combate ao novo coronavírus. A decisão dos parlamentares foi importantíssima, considerando os números recordes de mortes dia a dia no País, com grande possibilidade de nos tornarmos o novo epicentro da pandemia da covid-19. Já o veto tem um toque especial de vendetta do presidente Jair Bolsonaro contra João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A PRAIA DO PRESIDENTE

 

O presidente Bolsonaro acaba de vetar para Estados e municípios uma verba aprovada pelo Congresso de R$ 8,6 bilhões, do fundo de reservas formado por receitas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que seria destinado aos gastos do combate à covid-19. Ou seja, salvar vidas não é a praia de Bolsonaro. Mas ele se diverte autorizando gastos com verbas milionárias das nossas estatais – recursos dos contribuintes – para alimentar as redes sociais e outros veículos de comunicação, a disseminação de fake news contra seus opositores... Ou seja, a cara do Brasil sem rumo.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR

 

Nesta época de pandemia, a ajuda oficial à população é indiscutivelmente necessária. Prefeitos e governadores detêm poderes para adotar medidas restritivas visando ao controle do avanço da contaminação, conforme decidido por unanimidade pelos ministros da Corte Suprema, bypassando, assim, o governo federal. Grande parte dos Estados e municípios brasileiros, incluindo alguns dos mais atingidos pela doença, encontra-se em situação falimentar e depende, portanto, de Brasília para se defender do vírus, ficando seus titulares na cômoda situação de receptadores, com o bônus ainda de algum ganho político, pois a responsabilidade de gerar os recursos não é deles. O pior é que, apesar disso, se constata uma lamentável malversação de recursos, evidenciada por manobras de agentes oficiais em ações de corrupção. Por outro lado, com um presidente da República que contraria tudo o que é preconizado pelos institutos de pesquisa no sentido de recomendar um distanciamento social, e transmite ao povo, em consequência, exemplo desconcertante, não surpreende que, por aqui, o pior ainda esteja por vir, como alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘MODUS OPERANDI’ NO RJ

 

Para ver como na política nada se renova: no Rio de Janeiro, saiu a dupla Cabral-Adriana e entrou Witzel-Helena. O modus operandi: contratos suspeitos com a Bioslab. Estes caras nem sabem disfarçar, continuam roubando na área da saúde, pois até agora nada foi resolvido para quem precisa dos serviços – o povo. Este é usado em época de eleição, e depois morre nas filas dos hospitais.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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O RIO E SEUS BANDIDOS

 

O vice-governador Cláudio Bomfim de Castro e Silva agrava a crise institucional no Estado do Rio de Janeiro. Cláudio nomeou parentes para receberem um dinheirinho fácil dos cofres públicos. Cláudio poderá assumir o governo do Rio, caso o impeachment de Wilson José Witzel interrompa o seu mandato de governador, eleito em 2018. Enquanto o povo fluminense passa fome e contabiliza 6 mil óbitos e 59 mil casos confirmados de covid-19, Witzel compra respiradores e monta hospitais de campanha assinando contratos superfaturados. Apesar dos altíssimos custos, algumas unidades estão com os cronogramas atrasados e talvez nunca sejam concluídos. Com apenas 35% do esgoto do Estado tratado, o saneamento básico continua em estado de calamidade, contribuindo para o crescimento de casos da covid-19. Infelizmente, estamos vendo comportamento semelhante ao dos antigos governadores daquele Estado que seguem encarcerados nas penitenciárias ou rastreados pelas tornezeleiras eletrônicas.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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TUDO POR R$ 1,99

 

Em reação às recentes exonerações no secretariado do governador Wilson Witzel, que ofereceu os cargos a deputados para se livrar de um iminente impeachment, não me chocou o que disse o deputado André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj): “Comentam no Palácio Guanabara que deputado é igual a jujuba: em qualquer esquina pode se comprar”. Alguma novidade, deputado? Logrando ou não êxito a comercialização do governador, em contraponto, é sabido que jujubas e outros bombocados de origem duvidosa sempre estiveram à venda no Palácio Tiradentes (RJ), sede do Legislativo fluminense, e em tantas outras Casas Legislativas Brasil afora. Com a política nacional em metástase moral, atingindo o Judiciário, há quem afirme à boca pequena que nos porões, túneis e corredores das casas supremas há ambulantes juramentados que oferecem bugigangas e tira-gostos jurídicos por R$ 1,99 e um flash da mídia tradicional. Barbaridade, sendo verdade!

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CORRUPTOS E O CORONAVÍRUS

 

Corruptos, que têm a coragem de fraudar e roubar dinheiro dedicado a salvar vidas, deveriam ter julgamento sumário, sem direito a apelação, além de prisão perpétua e trabalhos forçados, já que não podemos usar cadeira elétrica, que seria mais do que justa.

 

Carlos Icarahy Gonçalves icarahyrg@gmail.com

São Paulo

 

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AUXÍLIO EMERGENCIAL

 

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de 8 milhões de pessoas receberam a ajuda de R$ 600 indevidamente, pois estavam irregularmente cadastradas. Possíveis falhas já estavam previstas, porém não nessa quantidade. O correto seria, na ocasião do cadastro, no regulamento constar a seguinte advertência: “Se for constatada má-fé na ocasião da inscrição, o recebedor deverá devolver em dobro a quantia recebida”. Com essa advertência, garanto que as fraudes poderiam cair bastante.

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

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PUNIÇÃO

 

É um acinte que pessoas em posição privilegiada estejam se beneficiando do auxílio emergencial de R$ 600 dado pelo governo. Isso não é ser esperto, é ser canalha, todos os canalhas que têm renda, posses, emprego e estão recebendo o auxílio emergencial deveriam ser punidos no máximo rigor da lei.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTRATÉGIA POLÍTICA

 

O escolhido presidente do Banco Nacional da Bahia (BNB), Alexandre Borges Cabral – indicação do PL, do conhecido mensaleiro Wademar Costa Neto – foi demitido pouco depois de tomar posse, depois que foi revelado que está sendo investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades na Casa da Moeda, notadamente já conhecidas antes mesmo da indicação. Agora vai ser escolhido outro nome para o banco, com a obrigatoriedade de ser pelo mesmo indicador. Pode até ser que o novo escolhido seja um bom gestor, qualificado e tudo o mais. Se for assim, é menos mal, mas a estratégia política do famoso toma lá dá cá, que vai permitir que ele chegue lá, com toda certeza terá supremacia sobre qualquer boa intenção e qualificação que possa existir neste novo escolhido.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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CENTRÃO

 

Quer dizer que o governo primeiro aceita a indicação e nomeia para um cargo que movimenta mais de R$ 8 bilhões, no Ministério da Saúde, e só depois vai ver se o indicado é mesmo idôneo? Teremos mais indicados que não durem 24 horas?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ÚLTIMA ALTERNATIVA

 

Os impedimentos de Fernando Collor de Mello e de Dilma Rousseff foram precedidos, como é do conhecimento de todos, por manifestações massivas de rua. Tais manifestações foram, sem dúvida, o componente mais importante e decisivo para o desencadeamento dos respectivos processos. Se as ruas voltarem a ser tomadas de forma sistemática e intensa por movimentos contrários a Jair Bolsonaro, não haverá presidente da Câmara dos Deputados, tampouco Centrão ou toma lá da cá capaz de segurar um processo de impeachment contra ele. Se o presidente e seu entorno ainda forem possuidores do mínimo de lucidez (o que parece bastante duvidoso), este é o momento de baixar a bola, respeitar os demais Poderes e a Constituição e levar o mandato até o fim. Impeachment nunca é bom para ninguém. Como diz o ex-presidente FHC, “deixa marcas”. Na atual conjuntura, atiraria o País, já devastado economicamente pela pandemia, num abismo sem fundo. Mas talvez seja a última alternativa para salvaguardar a preciosa democracia de um mandante irresponsável e seus seguidores.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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‘A RUA NÃO TEM DONO’

 

A respeito do oportuno editorial A rua não tem dono (4/6, A3), cabe dizer que a Avenida Paulista, símbolo maior da Pauliceia, tem sido ocupada há várias semanas pelas manifestações de bolsonaristas camisas pardas, sobretudo diante da sede da Fiesp, que igualmente fazem uso dos símbolos pátrios – bandeira, cores verde-amarelo, hino e quetais –, como se deles fossem legítimos e únicos proprietários. Parafraseando Castro Alves, a rua é do povo, como o céu é do avião, sem qualquer discriminação. À Avenida Paulista, pois, brasileiros de qualquer partido, time, gênero, etnia e religião!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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MILITARES NO GOVERNO

 

Dá bem para perceber por que no Poder Executivo não se deve ter tantos militares da ativa, mesmo quando mesclados com alguns da reserva: eles estão acostumados a acatar sem vacilar as ordens do superior, principalmente quando o superior é um ex-militar. Agem segundo a norma imperativa nos quartéis, de “mandou, se faz”. Apenas quando pressionados pela imprensa discutem e podem rever medidas que executaram. Na ilustrativa reunião ministerial de 22 de abril, que em princípio era para definir o Plano Brasil, nenhum deles falou nada enquanto eram falados tantos despautérios e o plano era esquecido. E vem, agora, o vice-presidente da República, que naquela reunião aceitou tudo quietinho, se pronunciar contra os que vieram às ruas no final de semana, chamando-os de bagunceiros (EstadãoOpinião e princípios, 3/6, A2). Tem ele a mesma opinião do chefe Bolsonaro, que taxativamente diz que os manifestantes contra seu governo são “terroristas” (Estado, 4/6). Terrorismo é liderar grupo sabidamente armado na pregação de invasão do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso e da edição de um novo AI-5. Isso, sim, é crime, pela Constituição. Infelizmente, para nós, com a conivência de militares no governo, o chefe vem renegando o juramento que fez quando tomou posse.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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‘OPINIÃO E PRINCÍPIOS’

 

Não entendi a lógica aplicada às manifestações pelo vice-presidente (Estado, 3/6). As manifestações pela democracia são tachadas de abuso, balbúrdia ou extremismo. As manifestações pró-governo que incluíram ataques às liberdades e à imprensa, inclusive com agressão física a jornalistas, são vistas como excesso retórico? Hum...

 

Maria Ísis M. M. Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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ÓCULOS NOVOS PARA MOURÃO

 

Sugiro que o vice-presidente Hamilton Mourão troque as lentes dos óculos. E volte ao planeta Terra. Mourão prega tolerância, sensatez e diálogo. Jair Bolsonaro não sabe o que é isso, mostra que desconhece boas virtudes, faz tudo ao contrário. Pondere com Bolsonaro. Como general e auxiliar com mais idade e experiência de vida que o chefe da Nação, não deve apoiar nem participar de manifestações antidemocráticas, que defendem o fechamento do STF e do Congresso. Que ponha freios na língua. Pare de xingar jornalistas, provocar governadores e ameaçar jornais e televisões. Explique ao presidente que liberdade de expressão não admite ofensas nem intimidações, que isso fere a lei e dá cadeia, aos covardes que usam redes sociais com pseudônimos. No seu veemente arrazoado (Estado, 3/6), impregnado de imenso fervor cívico, Mourão enfatiza erros dos adversários. Seria apropriado e oportuno o vice Mourão começar a contabilizar os erros do próprio governo, de Bolsonaro e inflamados seguidores. Creio, também, que foi infeliz a reflexão do vice Mourão ironizando os “setentões” do jornalismo. Asseguro que a esmagadora maioria deles jamais fugiu de suas obrigações profissionais e tem amor pelo Brasil tanto quanto o general Mourão. Muitos deles já partiram, não podem mais se defender das aleivosias do vice-presidente. De minha parte, repilo enfaticamente a melancólica perfídia do vice Mourão.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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MOVIMENTOS ANTIFASCISTAS

 

Não há nenhuma originalidade nos ataques verbais de Donald Trump e Jair Bolsonaro contra os movimentos antifascistas, chamando-os de terroristas. Adolf Hitler também acusava a Resistência Francesa de terrorismo, em decorrência dos atos de sabotagem durante a França Ocupada (1940-1944). Agora, o contexto é outro, e claro que devemos condenar os minoritários atos de vandalismo, saque, destruição e incêndio, mas apoiar as pacíficas manifestações antirracismo nos Estados Unidos.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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CASO GEORGE FLOYD

 

E a história se repete, mais um negro morto numa ação policial desastrosa. Não fossem o fervor da indignação, a repercussão massiva da imprensa e a chocante imagem de um policial branco asfixiando um homem negro que clamava por sua vida, sem dúvidas este seria mais um caso de “morte em decorrência de ação policial” (como se registram mortes da espécie aqui, no Brasil) e o caso entraria para um mar sem vista das estatísticas, apenas um número e nada mais. Embora a violência das manifestações seja repudiável, a resposta é aceitável e necessária. Não podemos admitir ou ver com naturalidade, como no caso do menino João Pedro, a eliminação sistemática de negros. É preciso de uma vez por todas minar é expurgar o estereotipo racista que mata diariamente pessoas negras por toda parte. Mais do que não fechar os olhos ou se colocar contra tais atrocidades, é preciso manifestar, é preciso lutar por igualdade ampla, geral e irrestrita.

 

Renato Mendes do Nascimento renato.mg@outlook.com.br

Santo André

 

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RACISMO

 

A Rede Globo fez um belíssimo programa a respeito do racismo que aqui, em nosso país, impede o crescimento dos jovens, aliás, os mata, num regime dissimulado que os mantém em situação pouco diferente da escravidão que os trouxe para cá. Que este momento nos faça acolher essa legião de brasileiros que merecem a oportunidade de uma vida melhor. Faço votos de que seja nossa chance de redenção.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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CRLV

 

O Detran-ES está dificultando a vida do contribuinte. Não mais envia pelos Correios o Certificado de Registro de Licenciamento (CRLV) após a quitação para regularização do veículo. É muito cômodo para o governo e desconfortável para o proprietário. É mais uma dificuldade para o contribuinte.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 
 
 
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