Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Passando recibo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, chamou ontem os manifestantes contra o seu governo de marginais, terroristas, maconheiros e desocupados. Disse que eles não sabem o que é economia e querem quebrar o Brasil. E ameaçou usar as forças de segurança se os “marginais” extrapolarem os limites da lei. A repressão foi a tônica desse pronunciamento de Bolsonaro, que só aceita quem gosta dele. As divergências são repudiadas pelo chefe de Estado, que se diz defensor da democracia. O presidente parece não se preocupar com a covid-19, que já matou 34 mil brasileiros e contagiou 618 mil. Ele se esquece de nomear um ministro para a Saúde e fica passando recibo para aqueles que o criticam.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Quem semeia ventos...

Pode existir maior desafio que a união das torcidas do Corinthians e do Palmeiras para enfrentar os fanáticos bolsonaristas? E a elas se vão se somar outras mais, até que o contingente de democratas insatisfeitos nas ruas seja expressivo para fazer tramitar o impeachment de Bolsonaro. Quem vive semeando ventos vai colher a indesejada tempestade.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Tropeço

Após cem dias de pandemia, mais de 2 milhões de informais e invisíveis ainda não conseguiram receber a primeira parcela de R$ 600 do auxílio de emergência. A burocracia e a lerdeza governamentais são o exemplo de “como não fazer”. Ao mesmo tempo o presidente, sem proteção facial e distanciamento social, desce de helicóptero e cavalga entre seus camisas pardas. Mas tropeça e cai de joelhos à entrada de um hospital em Goiás. Afinal, quando é que Bolsonaro vai deixar suas “peripécias” para trás, a fim de, literalmente, não cair do cavalo?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Já deu

Parabéns a Ignácio de Loyola Brandão pela coluna Chega, presidente. Abra o jogo (5/6, H8), na qual, em poucas palavras conseguiu demonstrar todo o sentimento da população brasileira, que a cada dia que passa se sente mais apreensiva, com medo, impaciente e angustiada com as possíveis futuras ações do autoritário governo federal. Um dos melhores textos do ano, brilhante. Eu me identifiquei com todas as palavras. Chega, presidente, acabe logo com isso!

ALEXANDRE DODSWORTH BORDALLO

89ADBORDALLO@YAHOO.COM.BR

JUIZ DE FORA (MG)

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Político bolsonarista

Ainda sobre o artigo Opinião e princípios (3/6, A2), fica cada vez mais claro o que o vice-presidente, Hamilton Mourão, é um político do bolsonarismo, sem nenhum traço do personagem confeccionado para o general de alternativa, da palavra tranquila, referência de equilíbrio. Seu texto expõe uma fantasia: uma sociedade brasileira pacífica, bem conduzida, nas mãos de um governo competente, de repente sendo perturbada e ameaçada por grupos terroristas que, calculadamente, resolveram atacar no fim de semana passado. Pior: eles contam com cúmplices instalados na imprensa, no Judiciário, no Congresso. Uma estratégia, como se vê, na linha do terrível marxismo cultural globalista contra o qual o bolsonarismo veio combater, com a bênção de Trump, Deus, Pátria & Família. Mourão nem sequer tem dúvidas: não há crime nos fins de semana na porta do Planalto, com o presidente estimulando, participando e agradecendo o apoio de grupos com faixas exigindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso e a volta da ditadura militar. Também é absolutamente legal, pauta perfeita de uma reunião ministerial, exigir armar a população para reagir a medidas legais de prefeitos e governadores em meio a uma pandemia que o irresponsável negacionista se recusa a reconhecer. Para Mourão, é inadmissível haver racismo no Brasil, motivo pelo qual não cabe importar reivindicações alienígenas. A propósito, aliás, devem ter sido extraídas do folclore brasileiro as máscaras e tochas no grupo de madrugada, na Praça dos Três Poderes, ameaçando o STF. Mourão tem de ser visto como o que, de fato, é: um político bolsonarista.

ANTÔNIO MÁXIMO M. DA ROCHA

MAXIMOJEREMIAS@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Quimera

Cheguei a acreditar que o Brasil estaria em melhores mãos se o vice ocupasse o lugar do presidente. Mas ao tomar conhecimento de seus critérios e opiniões no artigo de 3/6, concluí que foi só mesmo uma ilusão.

MIRTELA SOFIA GORI MAIA

GGMAIA@GMAIL.COM

ITATIBA

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Estratégia superada

Faltou ao general Mourão esclarecer no artigo o que entende por princípios quando assiste, sem dar um pio, a seu colega presidente da República cortejar, adular, apoiar e incitar uma fração minoritária de classe média clamando por um Estado autoritário, em franco namoro com o neonazismo. Todos condenamos atos de violência e a depredação de patrimônio (público ou privado), mas falar disso para desviar a atenção do que realmente ameaça o País é estratégia velha e inútil. E se o general não percebeu, o racismo não está tão longe dos palácios em que circula.

WILMAR DA ROCHA D'ANGELIS

WILMAR.UNICAMP@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Contra o racismo

Amor ao próximo

Minhas homenagens a Modesto Carvalhosa por seu artigo Racismo e amor (5/6, A2). O dr. Carvalhosa teve a sensibilidade de perceber que as manifestações pelo assassinato, nos EUA, de George Floyd não tiveram ódio nem agressividade, mas uma empatia dos manifestantes, de todas as origens, com a possibilidade de uma convivência social em harmonia e com respeito por todas as pessoas. Um pouco de alento nestes tempos de radicalização.

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

 

BOLA FORA

 

A nefasta política ambiental brasileira corroborada pelo “passar a boiada” do ministro Ricardo Salles fez com que os verdes europeus se manifestassem contrários ao acordo União Europeia-Mercosul. Depois dos austríacos, os holandeses também se posicionaram contrários ao acordo. Nada ainda foi sacramentado, mas, pelo andar da carruagem, parece que o negócio vai melar.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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PASSA BOI, PASSA BOIADA

 

Aparentemente o ministro do Meio Ambiente não só passou a boiada pela Amazônia, como também sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, já que a Holanda e a Áustria vetaram o acordo por conta da questão ambiental. Agora, ser prejudicado pelo desgoverno de Jair Bolsonaro não é mais “privilégio” exclusivo dos brasileiros.

 

Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

São Paulo

 

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ACORDO COMERCIAL COM A EUROPA

 

Depois de 20 anos de negociações, a Comunidade Europeia deu sinal verde para o acordo de comércio com o Mercosul. Porém, há inimigos do Brasil cujos nomes são Jair Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, que entenderam que o objetivo desse ministério é destruir o meio ambiente entregando-o a milicianos invasores. Na Europa já temos votos contrários ao acordo em virtude dessa destruição estimulada pelo nosso (des)governo. E dane-se o acordo, o importante é beneficiar a milícia!

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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IMAGEM DO BRASIL NA LONA

 

Jair Bolsonaro, literalmente, joga a imagem do Brasil na lona. Por causa do seu total desprezo pela Floresta Amazônica, o Parlamento da Holanda acaba de rejeitar acordo do Mercosul com a União Europeia, exaustivamente costurado ainda na gestão de FHC e com negociações concluídas por Michel Temer. A decisão holandesa impede que este importante acordo, por falta de unanimidade, vá adiante. E isso certamente vai prejudicar empresas exportadoras brasileiras, principalmente do setor agrícola, e impedir que milhões de empregos sejam criados no País. Mas o prejuízo não para por aí... Parlamentares democratas do Congresso dos EUA, pelo mesmo motivo, também decidiram se opor a qualquer acordo comercial com o Brasil. Somam-se a essas lamentáveis notícias outras atitudes de Bolsonaro, que em agosto de 2019 se negou a aceitar os números do Inpe sobre desmatamento na Floresta Amazônica, chamando seu diretor de mentiroso. Na ocasião, Bolsonaro se indispôs, inclusive, com líderes europeus e a Alemanha decidiu suspender ajuda financeira para a proteção da Amazônia de R$ 150 milhões e a Noruega, de outros R$ 133 milhões. Cadê o governo?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DIA DO MEIO AMBIENTE

 

O Brasil não teve muito que comemorar ontem (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente. Primeiro, porque o Brasil nunca teve tanta devastação em seu território, principalmente na Amazônia, que em abril foi a maior em dez anos. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon), a área devastada corresponde à capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, cerca de 530 km2, com 171% (coincidência essa centena?) no mesmo período do ano passado. Tão e mais grave é o fato de o governo, de posse de informações como estas, ainda manter no cargo de ministro do Meio Ambiente um sujeito que não só ignora a gravidade do problema, como o apoia e autoriza, como ficou claro na reunião do ministerial de 22/4, em que Ricardo Salles disse que “tem de se aproveitar o momento de pandemia para passar a boiada”. Contra fatos não há argumentos, e o que alguns do governo Bolsonaro estão fazendo mostra que estão ali para destruí-lo. E o País, seja perante o próprio povo, seja perante o mundo civilizado, não pode mais aceitar essas agressões à natureza.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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PAGAREMOS CARO

 

No meio das dores do mundo, no Dia Mundial do Meio Ambiente, nada temos a comemorar, a não ser a inação dos governos de todo o mundo que viraram reféns do coronavírus, quando 3,5 bilhões de terráqueos foram colocados para dentro de seus lares com o isolamento social, o confinamento. Mesmo assim, o planeta Terra continua a nos fornecer água, energia, alimentos e habitat, mas o que temos feito para retribuir tudo isso? Muito pouco. Nossa Floresta Amazônica sofreu um desmatamento, de janeiro a abril deste ano, de 529 km2, área equivalente ao município de Porto Alegre e sua região metropolitana, e nada foi feito pelos governos, que não fiscalizam madeireiros, garimpeiros e posseiros que tomaram conta e agem na destruição da floresta, onde a biodiversidade pede socorro. O Brasil pagará caro por essa omissão de não combater o desmatamento na Amazônia e na Mata Atlântica, que perdeu 30%, nos últimos três meses, dos 4% que existiam intactos, e ainda nosso suposto ministro do Meio Ambiente queria “passar a boiada” para continuar a tragédia. Nossos produtos e nossas commodities serão boicotados na União Europeia, ficando somente com o mercado chinês, que agora subiu em 200% o preço de todos os seus produtos que combatem a covid-19, e exigem pagamento antecipado, a preço de ouro e ainda nos mandam equipamentos antigos. Enquanto isso, nossos produtos entram lá a preço de banana.

 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

 

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ABERRAÇÃO ARTIFICIAL OU REAL?

 

O cenário nacional só não se parece (nada) com chanchada – mas lembra muito ambientes esquizofrênicos e sociopatas; como atração circense, seria emblemático de circo de horrores ou freak shows. Cão raivoso e enlouquecido, ele circula por todos os espaços. Boneco articulado, olhar insano, tomado por um complexo persecutório assustador dentro de mente doentia, perturbada e perturbadora. Atônitos, assistimos em moto contínuo a insanidades surrealistas, enquanto países estrangeiros, já convencidos desse exuberante exotismo, certamente, sei lá..., olham uns para as caras dos outros e balançam as cabeças, em vórtice. O perigo disso tudo é o “acostumar-se”. Quando a loucura se traveste de hábito e passa a ser o “novo normal”, há que dar o basta antes de o caos se tornar a tragédia há muito anunciada. Foi tão tenebroso e dissimulado o período petista que a resposta dos eleitores veio a conselho do desespero de alguns e do horror de outros. E o mais delicado de todo esse barroco nacional é que são esquecidos exemplos históricos de “ah, isso logo passará e será esquecido”. Aves de rapina não têm esse complemento à toa. E, enquanto isso, o macaquinho falador continua a dar seus pulos macacais sob aplausos de seus minions descerebrados. Quando há fé demais, o mau cheiro aporta depressa, também demais.

 

Nelson Monteiro de Abreu Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

 

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INSTITUIÇÕES FUNCIONANDO

 

Procuradoria-Geral da República, Saúde, Educação, Meio Ambiente, Relações Exteriores, Direitos Humanos, Cultura e Fundação Palmares. Será que ainda é consenso de que as instituições estão funcionando em nosso país?

 

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

 

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O TRIUNFO DA BOÇALIDADE

 

O Brasil é um país capitalista clássico, com sua sociedade, história e economia construídas sobre fundamentos tradicionais, para que toda a engrenagem funcione e a vida em sociedade siga seu curso, com os necessários debates democráticos.  Porém é com assombro que assistimos à destruição diária de todos os valores básicos, substituídos por um ambiente de desrespeito e mentiras, ignorância e boçalidade. Os desafios colocados são gigantescos, e atingimos um ponto-limite, a partir do qual a impossibilidade de superá-los vai nos conduzir a um caos nunca antes visto, assim como temos visto coisas nunca antes imaginadas.  A sociedade civil organizada, as instituições, vão conseguir impedir a destruição em curso?

 

Francisco Eduardo Britto edbritto@gmail.com

São Paulo

 

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O PRESIDENTE E O ROCIM

 

Toda vez que revejo a cena do último domingo, me vem à cabeça as origens do “Grito do Ipiranga”. Para nós, brasileiros, paulistas ou paulistanos, por nascimento ou por adoção, a história do que estava fazendo D. Pedro I à beira do riacho. Antigamente, o sonho de todo governador, lato senso, era ser retratado a cavalo, que sempre foi imortalizado como um dos animais mais dóceis e úteis utilizados no transporte humano. Quanto mais nobre o figurão, mais nobre o cavalo. Estátua equestre sempre foi um símbolo obrigatório numa determinada época da humanidade. Longe de ser uma ironia, a posição de força de Jair Bolsonaro traça, para mim, um paralelo entre a “humanidade” de D. Pedro I preso às dores intestinas e o ato de Bolsonaro, desprovido de propostos e finalidades. Vale a pena ler em livro o que realmente afligia D. Pedro I e o porquê dos emissários da Corte lá terem entregue a carta que deu origem à Independência do Brasil.

 

Jacques G. Lerner jaxxtheone@gmail.com

São Paulo

 

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NAS RUAS COM O CAPITÃO

 

Jair Bolsonaro, com unhas e dentes, defende a livre expressão das ruas. Mas só a favor. “Democraticamente”, como diria o general Figueiredo, e os contra ele “prende e arrebenta”...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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CENÁRIO MACABRO

 

Para cada 10 mil casos de covid-19, morrem no Brasil 552 pessoas contaminadas, 114 no Chile, 301 na Argentina, 309 na Colômbia e 476 no Peru. A crise mundial na área da Saúde encontra no Brasil mais um maligno componente, que é a crise política. O sombrio resultado dessa confusão causada pelas nossas autoridades se traduz em 34.039 mortes em 615.870 brasileiros contaminados (5 de junho). É inconcebível permanecer sem um ministro da Saúde diante de uma pandemia com essa gravidade. Decisões isoladas e divergentes nas esferas municipais, estaduais e federal transformam-se neste nefasto ambiente em que vivemos atualmente. Até quando essa situação vai durar?

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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ISONOMIA

 

Se o Ministério da Saúde não necessita de um ministro para coordenar e desempenhar as funções que lhe são atribuídas, por isonomia, o País não necessita de um presidente para ser governado. Recado dado!

 

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

 

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PERDEU A HORA

 

Não sei o que ainda está fazendo no governo o ministro Paulo Guedes! Ele não é um liberal na economia? E não vê que o momento não é mais para um ministro da Economia liberal?

 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

 

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DESVIO NO AUXÍLIO EMERGENCIAL

 

Ao tomar conhecimento de que funcionários públicos no Estado do Paraná, milhares de integrantes das classes A e B e, pasmem, ate presidiários receberam parcelas do auxílio emergencial, pergunto-me que tipo de cruzamento de informações é realizado pelos órgãos de controle do governo, órgãos estes que são pagos – e muito bem pagos – pelos nossos impostos. Uma dessas “beneficiadas” ainda teve o despudor de confirmar isso num noticiário da TV Bandeirantes! Eu me esforço para ser otimista, mas será que com esse tipo de povo o Brasil tem futuro?

 

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

 

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INFORMAIS E INVISÍVEIS

 

Após 100 dias de pandemia, mais de 2 milhões de informais e invisíveis ainda não conseguiram receber a primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600,00. A burocracia e a lerdeza governamental são o exemplo de “como não fazer”. Ao mesmo tempo, o presidente da República, sem nenhuma proteção facial e distanciamento social, desce do seu helicóptero e vai cavalgar junto de seus apoiadores camisas pardas – sem falar da queda na entrada de um hospital em Goiás. Afinal, quando Bolsonaro vai dar bons exemplos e deixar suas “peripécias” para trás para, literalmente, não cair do cavalo?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

 

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CARLOS WIZARD

 

O bilionário que terá cargo na Saúde defende cloroquina com prevenção, outro nome nada associado à saúde e a ciência num momento tão delicado entrou para satisfazer o ego do presidente da República, e o Brasil vai rumo ao buraco e só vê aumentar o contágio e as mortes pela covid-19.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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BILIONÁRIO ‘CLOROQUINISTA’

 

“Caso você queira, especificamente, vou pedir para a assessora mandar um calhamaço de pelo menos 100 estudos comprovados internacionalmente de eficácia (da cloroquina)” – (sic) Carlos Wizard Martins, novo capo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde. Se o sr. Wizard conseguir ler em inglês (suponho que sim, já que foi professor de inglês), eu lhe indicaria se informar melhor em https://www.nejm.org/coronavirus (The New England Journal of Medicine).

 

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

  

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NO SANGUE

 

A mídia informa que, no número de infectados, a porcentagem de curados é muitas vezes maior do que a dos mortos. Por que não se fazem análises do sangue dos curados para descobrir qual foi a química que derrotou o corona? Se eu fosse CEO de fábrica de produtos farmacêuticos, já teria feito a análise, achado a resposta e eu e a minha empresa já teríamos enricado

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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É PRECISO FISCALIZAR, SIM

 

As medidas tomadas no Brasil nesta pandemia claramente não foram para salvar vidas. Gastaram bilhões do dinheiro público, quebraram a economia, fizeram o carnaval, não controlaram a temperatura de quem chegava aos aeroportos internacionais, inventaram hospitais de campanha, fecharam o povo em casa em nome de preservar vidas e jogaram o povo nos transportes públicos, e o número de contaminados triplicou. Em São Paulo, hospitais da campanha vazios, e o governo Doria gastou R$ 80 milhões e paga R$ 15 milhões por mês para a manutenção deles. Manutenção de quê, se nem povo existe lá dentro? Deputados foram fiscalizar o hospital da campanha e foram barrados. Se um deputado não pode entrar nesses locais, pode-se imaginar o que acontecerá com quem entra ali e outros que fingem entrar? O Iabas, aquela empresa fraudulenta do Rio de Janeiro, também está em São Paulo. Quando se diz que os hospitais não estão preparados para salvar pacientes com covid, é porque os respiradores que há lá não servem, além da mão de obra ineficiente. Para piorar, os pacientes relatam que nos lugares onde estão o frio é imenso. Quando as autoridades são questionadas, imediatamente dão respostas evasivas para que possam defender prefeitos e governadores. Na verdade, a quarentena serve para preservar a vida daqueles que podem ficar em casa com o sacrifício dos outros. Futuramente, muita coisa virá à tona, mas para muitas famílias terá sido muito tarde. São Paulo, que era o epicentro da covid, está controlada. O motivo é simples: teremos eleições.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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COVID-19

 

A TV Globo divulgou, em 4/6/2020, que o Brasil ultrapassou a Itália no número de mortos pela covid-19. O Brasil tem 2 mil mortos a mais que a Itália. Só não informaram que a Itália tem 63 milhões de habitantes e o Brasil tem 210 milhões. Em síntese, para igualar-se à Itália, o Brasil deveria ter mais de 200% de mortos em relação à Itália. Por que não informar com isenção e honestidade?

 

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

 

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POVO CIVILIZADO

 

Por que em Florianópolis morreram apenas 32 pessoas por covid-19 e, nos últimos 30 dias, não houve mais casos fatais? Resposta simples e óbvia: povo civilizado.

 

Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

 
 

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