Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Brincar de ditadura

Disse, com razão, o eminente ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes: “Vamos parar de brincar de ditadura”. Mas uma das insatisfações do povo com o Estado brasileiro e suas instituições elitistas, que enfraquecem a defesa do Estado Democrático de Direito ante o bolsonarismo, está justamente no combate à corrupção, combalido pela proibição da prisão de corruptos em segunda instância pelo próprio STF. Tema cooptado com hipocrisia, mas com maestria, pelo bolsonarismo, hoje o combate à corrupção serve de justificativa indevida para o embate antidemocrático dos camisas pardas, quando miram os corruptos de esquerda, nunca os do Centrão e os filhos do presidente. Se há muito tivéssemos parado de brincar de ter um corrupto favorito nos tribunais, talvez nenhum messias da vida se tivesse aproveitado dessa temática para ganhar as urnas.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Antes que seja tarde

O ministro Gilmar Mendes mencionou que se continuarem a inércia e o silêncio dos brasileiros perante o comportamento autoritário e antidemocrático do sr. Jair Bolsonaro, poderá ser tarde para recuperarmos a plena democracia. Está mais do que na hora de tomarmos uma atitude mais severa e clara contra as atitudes ditatoriais do presidente. Ridículo, por exemplo, querer escamotear os dados reais da pandemia da covid-19. Não é isso que vai reduzir a gravidade da situação. Manipular dados sempre foi ato de regimes totalitários, ditatoriais.

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cavaleiro do apocalipse

Por coerência, espera-se que o primeiro mandatário da Nação seja uma pessoa sensata e centrada, merecedora de respeito, mas comprovadamente esse não é o caso do sr. Jair Bolsonaro. O País vivendo uma crise sem precedentes, necessitando de urgentes atitudes e providências nas áreas da saúde e da economia, e o sr. Bolsonaro e asseclas perdendo precioso tempo dedicando-se à negação, manipulação e ocultação de notícias sobre a pandemia, como fizeram seus soezes ídolos à época da “redentora”, quando em situação similar no caso da epidemia de meningite. O Messias, que deveria trazer paz e esperança, na realidade é um cavaleiro do apocalipse travestido.

LAURO BECKER

BYBECKER@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Projetos de poder

O editorial Democracia defensiva (7/6, A3) nos leva a reflexões. Diferentemente da citada Alemanha, pós-guerra e atual, não temos partidos. Estes não passam de aglomerados de pessoas que se unem para mamar nos Fundos Partidário e eleitoral, assaltando nossos bolsos, indevidamente, para manter essas organizações privadas. E pior, em seus subterrâneos se abrigam indivíduos que não convidaríamos à nossa casa, mas são eleitos e assumem funções públicas, eternizando sobrenomes no Executivo e no Legislativo. E o Judiciário se esvai em benesses, confirmadas pelos tribunais superiores. No desânimo geral, vemos que nos últimos 17 anos a função de governar e a de legislar se tornaram projetos de poder, camuflados por uma inócua polarização nas ruas e no âmbito familiar, habilmente pavimentados por conspurcados falsos líderes. Devemos sair às ruas, sim, mas por uma razão uníssona: a imediata realização de reformas administrativa, política e eleitoral.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Caminhos e descaminhos

O editorial deste domingo veio na linha e no espírito esperados de uma imprensa voltada para o bem da Nação. Responder com belicosidade ao comportamento tosco e agressivo do atual mandatário do País não nos trará benefícios, só alimentará as intenções autoritárias vigentes. Ao mostrar caminhos e denunciar descaminhos, o Estado será muito mais efetivo na defesa da nossa capenga democracia. Parabéns.

CARLOS BOER

LCBOER@SERCOMTEL.COM.BR

LONDRINA (PR)

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Tristeza e vergonha

Fiquei muito triste com a atitude de representantes de nossas TVs católicas. Para mim não foi surpresa. Fiquei envergonhado ao ver padre Jonas “ungindo” Bolsonaro. Fiquei envergonhado com a imagem de Nossa Senhora de Fátima sendo levada ao curralzinho onde Bolsonaro diariamente fala ao seu gado. E fiquei envergonhado por ver essa atitude dos ditos católicos conservadores. Que pena, que pena... Uma Igreja que tem tantos mártires torturados, desaparecidos, mortos pela ditadura, agora vai ao presidente de pires na mão para pedir ajuda em troca de bênçãos e apoios. É o fim do mundo. Botaram mordaça na Igreja profética.

FRANCISCO PAES DE BARROS

PAESDEBARROSFRANCISCO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Simonia

A ala conservadora da Igreja Católica, incluída a tal Rede Vida de Televisão, deveria envergonhar-se de, em troca de verbas, dar apoio a um presidente da República que se diz cristão, mas é defensor da ditadura militar que o Brasil sofreu, admirador do torturador coronel Brilhante Ustra, participa de atos políticos em defesa de uma intervenção militar no País e quer armar a população brasileira. Um autoritário que manda jornalista calar a boca, usa palavras de baixo calão com subordinados, menospreza os demais Poderes da República e parece não estar nem um pouco preocupado com tantas vidas de brasileiros e brasileiras que, infelizmente, se foram por causa da covid-19, etc., etc. Assim como alguns políticos, parece que os interesses de certos representantes da Igreja também estão acima de qualquer coerência.

JOSÉ ANTONIO FERIEL LOPEZ

FERIEL1206@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A que ponto chegamos

Preciso ir ao médico, urgente: ontem tive saudades da Dilma!

ABELARDO VILLAS-BÔAS

ABEVILLAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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OS NÚMEROS DA COVID-19

Impressionante como o Jair Bolsonaro não está preparado para ser o presidente do Brasil. Sabe que a covid-19 pode ser seu inimigo mortal, que vai derrubar o seu governo, e para resolver isso seu governo anuncia – isso mesmo, anuncia – que vai esconder os números reais de infectados e óbitos pela doença. Meu Deus, é muito tosco!

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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QUEREMOS INFORMAÇÃO

 

Inacreditável a retirada do sítio com estatísticas oficiais do governo brasileiro sobre a covid-19 argumentando que os Estados estariam manipulando o número de mortes para receber mais recursos para o combate à doença. Quem está manipulando os dados é o governo federal, tentando esconder uma tragédia nacional que não consegue controlar. O Ministério Público deve agir, invocando a Lei de Acesso à Informação, para obrigar o governo a voltar a divulgar o total de mortes e casos. 

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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SIGILO

A tentativa criminosa do governo de tentar dar invisibilidade aos mortos pelo coronavírus demonstra o que já sabíamos, afinal Bolsonaro tentou esconder o Queiroz desde sempre...

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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VÃ TENTATIVA

A vã tentativa governamental de tentar esconder os números reais de vítimas da covid-19, com mudanças da divulgação escamoteando os dados da pandemia, é impressionantemente perigosa e criminosa. Equivale àquele animal que esconde a cabeça no buraco ao perceber um furacão ao seu redor. Felizmente, as cabeças pensantes do País e a imprensa livre não permitirão que mais uma tragédia nos atinja.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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IMPERTINÊNCIA

Seria muita impertinência nossa, reles mortais eleitores arrependidos, de saber o porquê de o Ministério da Saúde haver suprimido várias informações do relatório diário da covid-19 como históricos, gráficos, comparativos... Agora, só temos a Rede Globo para nos informar... (risos).

José Abu Jamra Neto joseabujamra@icloud.com

São Sebastião

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PREVARICAÇÃO

Se o recém-nomeado secretário da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde está seguro em afirmar que “alguns municípios e Estados estão inflacionando os dados (número de doentes e óbitos) para receber benefícios federais”, é seu dever fazer que essas situações sejam comunicadas ao Ministério Público ou à Polícia. Fora disso, é prevaricação. Se isso ocorre, deve procurar punir os responsáveis e acertar os números, e não mudar as normas até agora adotadas pelo ministério. Afinal, ele está ali para ajudar ou para perturbar?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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MAIS UM VENTRÍLOQUO

Seguimos acompanhando as escolhas e substituições dos ministros, secretários e assessores pelo presidente da República. Na área da Saúde, nestes dias, assumiu um empresário de sucesso e riquíssimo, Carlos Wizard. Nem bem foi efetivado, falou asneiras. Ele não tem culpa. Curiosidade, apenas: será que esse nobre cidadão tem conhecimento que o credencie a assumir cargo nesse ministério? Ou teremos um leigo administrando assunto em pasta tão importante para a população, “mais” um boneco de ventríloquo?

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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NÚMERO DE MORTOS

O presidente Bolsonaro informou em 4/6, em entrevista, que o governo passaria a divulgar o número de mortos pela covid-19 somente às 22 horas e que também seriam somente aqueles registrados nas últimas 24 horas. Talvez seja aquilo que estão fazendo de não divulgar os dados acumulados, mas com a queda vertiginosa no número de mortes de sexta-feira (5/6) para sábado (6/6). Suspeitei que o governo estaria desprezando aquelas mortes que eventualmente tenham ocorrido anteriormente às 24 horas da apuração, ou seja, óbitos que foram registrados no sistema de controle após o seu fechamento. Obviamente, se esses registros defasados fossem para um acumulado, que fosse divulgado periodicamente, o prejuízo não seria tão grande, mas mesmo assim é um absurdo. Por fim, tudo isso se vocês tiverem acesso aos dados das Secretarias de Saúde.

Luís Evandro Santos de Sá luis.sa16@gmail.com

São Paulo

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A CONFERIR

Além da generalizada falta de confiança entranhada em quase todas as atividades da vida nacional – origem, em última análise, de grande parte das mazelas que atormentam o País e que travam de maneira danosa qualquer esforço de promover crescimento econômico e aperfeiçoamento democrático –, está a surgir mais uma possível ramificação deste sentimento de descrédito a impressão de que os secretários estaduais de Saúde estariam distorcendo os dados extraídos dos ábacos por eles utilizados para computar o número exato de vítimas fatais por dia da pandemia de coronavírus. Tomara que tais inexatidões decorram da falta de adestramento na operação dos referidos elementos calculadores, efeito que pode facilmente ser corrigido. Caso contrário, ficará a sensação de uma lamentável má-fé na divulgação dos resultados. Se, porém, nenhuma dessas hipóteses for comprovada, é possível supor a existência de um processo de manipulação dos números pelo Ministério da Saúde. A conferir.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CFM

Inaceitável o silêncio do Conselho Federal de Medicina. Quando virá em alto e bom som atender à sua responsabilidade ética e firmar publicamente sua posição?

Carlos Serafim Martinez, médico gymno@uol.com.br

Campinas

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PRESIDENTE GENOCIDA

O Brasil vive momento trágico e sombrio. Talvez o pior em seus 520 anos. Em plena pandemia do coronavírus, com mais de 35 mil brasileiros mortos, Bolsonaro zomba da pandemia, vai contra a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ofende e humilha as vítimas e suas famílias em luto. Ele foi eleito o pior líder mundial na crise do coronavírus e levou o Brasil ao isolamento e à condição de pária mundial. Bolsonaro é um assassino e genocida. Seu lugar é na cadeia. Cada dia que passa com ele e sua gangue no poder representa a morte gratuita de milhares de brasileiros, que estão indefesos diante da pandemia. Até quando ficaremos de braços cruzados diante de tamanhas barbárie e hediondez?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PARA QUEM NÃO É CEGO

Em 28 anos como deputado e um ano e meio de presidência, Jair Bolsonaro não pensa noutra coisa se não impor uma ditadura militar tendo ele como “marechal ditador”. A pandemia apressou seus planos e a necessidade de armar e municiar sua claque de fanáticos furiosos. A pergunta que ecoa em todo o País é até quando as Forças Armadas estão dispostas a permanecerem caladas. Fiéis à Constituição e ao Estado de Direito ou dispostas a entrar na aventura de um tenente inssureto? Há um golpe à vista para quem não é cego ver. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DENISE FRAGA

Em entrevista à TV Cultura, a atriz foi perguntada como ela se referia ao atual presidente e ela prontamente respondeu: Delinquente. Concordo com a Denise.

Márcio Marcelo Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT OU MORTE

Ainda faltam três meses para o 7 de setembro, em meio ao caos da pandemia do novo coronavírus, mas um grito sufocado quer sair e ecoar por todo o País: Impeachment ou Morte. Libertar, assim, o País da opressão obscurantista que tomou conta do Brasil.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MANIFESTAÇÕES NO BRASIL E NO MUNDO

É sem dúvida super legítima e bem-vinda a pauta das manifestações iniciadas nos EUA, à exceção do apoio à violência havida no início, que não deve encontrar no Estado de Direito guarida ou concessões. No mesmo sentido, qualquer cidadão de boa-fé e que tenha o mínimo de empatia e algum conhecimento do segregacionisto racial que ainda vivemos no Brasil deve apoiar a causa. Entretanto, constitui um ato criminoso e atroz em momento de pandemia global em que o Brasil é epicentro promover aglomerações de qualquer natureza, seja qual for a pauta, mesmo que urgente como esta. Enquanto brasileiros perdem seus empregos, empresários perdem seus negócios, famílias perdem sua renda e a economia nacional se aproxima de um colapso, manifestações eclodiram indiferentes ao direito de reunião estar restrito pela calamidade pública. Ironicamente, no Brasil a pauta exorbitou a questão racial e transformou-se em campanha político-partidária movida por oportunismo evidente, com a inclusão de outras pautas de oposição ao governo. Surgida uma oportunidade de “bater” no governo, aqueles que mais apoiaram um longo lockdown e a maior severidade na restrição de locomoção em detrimento das contas públicas – com aumento para o funcionalismo e queda colossal da arrecadação – e a falência iminente do setor privado, esqueceram suas bandeiras de outrora. Feita a devida ressalva de que a pauta racial merece e precisa ser debatida às claras no Brasil, e que acabada a pandemia este tema deveria se desvestir das bandeiras de esquerda e de oportunismo opositor e virar de uma vez um tema nacional, as manifestações me lembram o outrora “quase” aliado de Mussolini  (já que está na moda o tema fascismo): “Aos amigos tudo, aos inimigos o peso da lei!” (Getúlio Vargas). Por fim, a extrema direita, que também não representa a direita democrática e aberta ao diálogo, sem dúvida não representa ameaça à democracia maior do que a própria extrema esquerda. São duas faces toscas de uma mesma moeda, que se retroalimentam por um saudosismo da ditadura e do comunismo, e que não tiveram força para atribuir a Lula poder autoritário, e não terão condições de fazer o mesmo em favor de Bolsonaro.

Rodrigo Bruno Nahas rodribnahas@hotmail.com

Sao Paulo

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O APOIO DA IGREJA CATÓLICA

Jair Bolsonaro está virando o Brasil de cabeça para baixo! Apavorado por ter seu mandato ameaçado, o presidente faz o diabo para auferir apoio. Manchete do Estadão de sábado denunciava que Ala da Igreja Católica oferece apoio em troca de verba (6/6, A4). Ou seja, emissoras de TV e rádios ligadas à igreja propõem elogiar o governo em troca de publicidade, escambo nada republicano que não pode ser o papel da Igreja. Simplesmente deplorável! Como diz Gilmar Mendes, o governo está sem bússola. Esta ala da Igreja Católica, de oposição à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não pode apoiar Bolsonaro, que não respeita a vida.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OS ‘VENDILHÕES DO TEMPLO’

Causou-me indignação a notícia de sábado no Estadão de que uma ala da Igreja Católica havia oferecido ao presidente Jair Bolsonaro seu apoio na mídia contra concessões e anúncios do governo. É uma verdadeira operação de toma lá da cá, com toda certeza, sem a aprovação da CNBB.

Fabio Duarte de Araujo fabionyube2830@gmail.com

São Paulo

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DIABÓLICO

“Evangelizar é preciso”, assim como se informar também é preciso, Reginaldo Manzotti, padre, cantor e desinformado a respeito do desgoverno reinante. Oferecer “mídia positiva” para um falso messias, em troca de uma $alvação, chega a ser diabólico. Como desprezar os atos de Bolsonero? De que adianta um olhar carinhoso de Nero, se Roma está pegando fogo? “Uma batalha espiritual”, ou uma batalha material, com verbas públicas. Sou leitor de Dom Odilo P. Scherer e simpatizante da CNBB, mas telespectador desta baixaria, não mesmo. Sou católico, sinto vergonha desta postura anticristã. Não perderei o meu tempo com Rede Vida, em tempos de morte. Abro o jornal e sigo vivo, melhor do que me iludir com falsos profetas. “Bolsonaro é uma grande esperança”, querem dinheiro, está explicado. 

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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RELIGIÃO DE OCASIÃO

Sempre soube que política e religião não devem se misturar. Não bastasse a “bancada da Bíblia” – ala de deputados evangélicos do Congresso cujo papel foi fundamental para a eleição de Jair Bolsonaro, com seus integrantes gritando “glória a Deus” para todas as idiotices do presidente, agora é a vez de a Igreja Católica, por meio de padres famosos e empresários, se rebaixar literalmente, desprezando a ética e os valores cristãos em troca de verbas para publicidade. Lamentável.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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LIÇÕES DA COVID-19

Esta pandemia nos trouxe à memória que, apesar de diversos planos econômicos, governo liberal, esquerda e, atualmente, de direita, ainda vivemos no conto da Belíndia. Observem que em São Paulo a adesão ao “fica em casa” ficou em torno de 50%, ou seja, metade das famílias paulistas depende da fonte de renda diária para viver. A maioria dessas pessoas é autônoma, por exemplo: diarista, taxista, ambulante ou prestador de serviço. Quando analisamos os números das pessoas cadastradas no auxílio emergencial, ficamos ruborizados, é muita gente passando privações. Infelizmente, as pessoas não aderem ao “fica em casa” por opção. Ao contrário do que se pensa, se ficarem em casa, faltará tudo o que elas tem, que é um prato de comida para o dia seguinte.

Josué F. Silva josuejfs@outlook.com

São Paulo

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RENDA MÍNIMA

Em meio a esta pandemia da covid-19, depois da oportuna ajuda do governo de destinar R$ 600,00 por três meses a mais de 60 milhões de trabalhadores informais, muito se fala em manter permanente esse benefício. Inviável, porque o custo é altíssimo.  Porém, em seu artigo publicado no Estadão com o título Renda básica é impagável? (3/6, B2), a economista Monica De Bolle destaca um estudo interessante dos pesquisadores do Ipea e da USP no qual se sugere pagar benefício de meio salário mínimo, hoje R$ 522,50, para todas as crianças, inicialmente de 0 a 6 anos, de famílias pobres e vulneráveis. Isso seria complementar aos programas sociais já existentes, como o Bolsa Família. Pelos dados oficiais de 2019, são por volta de 9 milhões de crianças de 0 a 6 anos matriculadas nas creches e pré-escolas, sendo 96% em escolas públicas. Pela sua relevância, passada esta pandemia da covid-19 e a atividade produtiva voltando de forma plena, essa pauta de renda mínima para crianças não pode ser abandonada.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmnail.com

São Carlos

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PRECIPITAÇÃO REDONDA

O queimar de largada da federação carioca pela volta do futebol só prova que a única sincronia entre as entidades regionais é a precipitação. O que nos resta é lamentar e torcer para que as medidas sejam bem planeadas... ou que ao menos sejam planeadas.

Valentin Furlan valentinmilanesifurlan@gmail.com

Botucatu

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MUSEU NACIONAL COMPLETA 202 ANOS

O local onde a ciência brasileira nasceu, floresceu e se difundiu pelo País acaba de completar 202 anos de existência. Numa série de ações realizadas de forma remota, o Museu Nacional traz palavras de esperança e otimismo na sua reconstrução, que podem ser acompanhadas gratuitamente nas mídias sociais dessa instituição. Nestes tempos em que a voz da ciência não tem sido ouvida por diferentes agentes governamentais, vemos o quanto o Brasil precisa do Museu Nacional em pleno funcionamento, para o bem da sociedade.

Alexander Kellner, diretor kellner@mn.ufrj.br

Rio de Janeiro

 

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