Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Os dados da gripezinha

Os dados consolidados de casos de morte pelo novo coronavírus no Brasil estão sendo escamoteados. No pior momento da pandemia, o governo assume atentado ao bom senso e, pior, ao que está inscrito no artigo 37 da Constituição Federal: “A administração pública (...) obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. O País chegando a 40 mil óbitos por covid-19 e o presidente Jair Bolsonaro comete crime de responsabilidade, desdenhando das mortes: “É destino de todo mundo morrer um dia”... E assim corre em direção a um possível processo de impeachment, segundo a Lei n.º 1.079, de 10/4/1950, que define os crimes de responsabilidade. Ainda não satisfeito, Bolsonaro achou benfazejo substituir o falecido Ministério da Saúde do Brasil pelo neonato “Ministério da Censura e do Abatimento Público”.

ELIZEU FERREIRA DOS SANTOS

ELIZEUFERREIRASANTOS@GMAIL.COM

SÃO VICENTE

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Números oficiais

A mudança de metodologia adotada pelo Ministério da Saúde para contar o número de mortos vem tendo resultados impressionantes: o que, num primeiro momento, havia sido anunciado como sendo um total de 1.382 mortes por covid-19 no País num dia, mais tarde, caiu para 525. Uma diferença de 857. Ou seja, 60% do problema foi resolvido com uma canetada. Nem a descoberta de uma vacina teria impacto tão grande em tão pouco tempo. Genial: em vez de tratar os pacientes, tratam-se os números! Cura assim tem tudo para virar mito. E moda.

JORGE ALBERTO NURKIN

JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ministério ideal

Depois de duas tentativas frustradas, o nosso presidente finalmente encontrou um ministro da Saúde capaz de reduzir drasticamente o número de óbitos causados pela covid-19!

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Dama sinistra

Ela toma assento nas reuniões presidenciais sem pedir licença. Põe a foice no canto da sala, esparrama sua túnica negra na cadeira, ajeita o capuz para ver todos os presentes e assente com a cabeça (ou melhor, o crânio) a cada decisão tomada. Sua chegada empesteia o ar com o odor de incontáveis cadáveres, mas ninguém reclama, nem os arrogantes generais, já que a consultoria dela passou a ser essencial. A eminência parda do governo Bolsonaro é uma senhora sinistra, a morte.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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Golpe estatístico

Os números estão sendo torturados pelo golpe estatístico. Vivemos num universo paralelo. Será preciso um salto quântico para voltar à realidade.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Tática do golpe

Jair Bolsonaro está trabalhando há tempo para dominar as polícias estaduais e “bolsonarizá-las”. Além disso, deliberadamente, está retardando a entrega dos recursos destinados às pequenas empresas, provocando o aumento do desemprego, e também aos desassistidos, que não conseguem receber suas ajudas. Quando estourar a revolta provocada deliberadamente pelo governo, surgirá a desculpa para dar o golpe para “restabelecer a ordem”.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desilusão cívica

Eu tinha 20 anos quando participei da minha primeira eleição. Queria eleger bons representantes. Até hoje não consegui. Os partidos não depuram seus candidatos, eles os escolhem a esmo e pela quantidade de votos que levarão para a legenda. Essa é a impotência do cidadão, como descrita no editorial Democracia defensiva (7/6, A3). A despeito dos amplos direitos que a Constituição nos assegura, a dificuldade de eleger alguém competente é que alimenta a desilusão cívica. Nós, cidadãos desencantados, não conseguimos eleger um bom timoneiro. É por isso que não nos sentimos participantes do Estado. Reforma política é o que precisamos. Não quero a ditadura. Mas como conseguir essa reforma com os representantes que temos?

SÉRGIO BRUSCHINI

BRUSCHINI0207@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Diferenças sociais

Nos meus percursos diários, entristece-me notar o crescente número de moradores de rua. Chama-me mais ainda a atenção nestes dias em que o mundo discute as questões sociais e do racismo. Desses desfavorecidos, que vivem sob as marquises dos prédios, quase 100% são negros. Não é possível que no Brasil não consigamos enxergar essas pessoas. Temos de encontrar um caminho para reduzir a brutal diferença de oportunidades, geradora dessa imensa desigualdade. Não tenho dúvidas de que teremos uma solução quando a sociedade inteira, como diz o Evangelho, vestir saco e fizer uma penitência coletiva.

JOSÉ PACHECO E SILVA

JOSEPACHECO@LATER.COM.BR

SÃO PAULO

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Infraestrutura

‘O custo Brasil nos portos’

Clara a análise do editorial sobre a recente auditoria portuária do Tribunal de Contas da União (7/6, A3). Loteamento político e gestores desqualificados nas Docas, porém, surpreendem menos pelo fato e mais por recalcitrarem 13 anos após a criação da SEP (hoje SNPTA): fim dessas práticas e “choque de gestão” não foram motivações para sua criação e as bandeiras de todos dirigentes desde então? Também, nesse quadro, entrar no século 21 com 100% das operações privatizadas não é surpreendente? Valeria análise. Importante o destaque do editorial para a autonomia portuária, o benchmarking internacional. Daí, “lipoaspiração” dos processos decisórios é a prioridade!

FREDERICO BUSSINGER, consultor

BUSSINGER@BUSSINGER.COM.BR

SÃO PAULO

DECISÕES DO GOVERNO


Um dia, o governo resolve que não vai mais informar os dados da covid-19. No dia seguinte, volta atrás, mas inventa outra forma de apresentação dos números; depois, muda a informação alterando o número de mortes em 50%, sem justificar o motivo. Depois da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, dá para suspeitar de que as novas decisões foram tomadas num botequim ou numa boca de fumo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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DESINFORMAÇÃO


O governo federal não consegue distribuir, com competência, uma bem-vinda e providencial ajuda emergencial para desassistidas vítimas da pandemia da covid-19 – milhares que não precisavam do dinheiro o receberam e milhares que necessitam dele ainda não conseguiram receber e continuam tentando. Agora, resolveu mostrar que também tem seu lado maquiavélico e, por intermédio do Ministério da Saúde, atrasou a divulgação dos números da pandemia para prejudicar um jornal de uma rede de televisão, como o próprio presidente fez questão de informar, suprimindo os números da totalização dos infectados e mortos no País. Para complicar mais a desinformação, no domingo forneceu números distintos em horários diferentes. Em meio a uma verdadeira catástrofe na Saúde, que é mundial, o aparelhado ministério se dedica a desinformar e desperdiça energia valiosa, que empregada na direção certa poderia salvar muitas vidas perdidas para a pandemia, que já chegou ao equivalente de uma morte por minuto.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ASSIM JÁ É DEMAIS


Não contente com o pandemônio, o governo Bolsonaro agora resolveu criar mais confusão no fornecimento dos números relacionados à covid-19. Numa hora, desdiz o que já havia dito, alterando significativamente, entre dois balanços diários, o número de mortos – uma diferença de singelos 857 óbitos. Fica clara a intenção de Jair Bolsonaro de brincar com as mortes causadas por esta “gripezinha” tratada com cloroquina, como ele quer. Para resolver tal anomalia, só colocando camisa-de-força no presidente. Afinal, assim já é demais! 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CIRCO DE HORRORES


O presidente define a covid-19 como uma “gripezinha”, define qual remédio deve ser usado nos hospitais, tenta proibir os Estados de fazerem quarentena, o ministro da Saúde é um general que nada tem que ver com a Saúde, o secretário de Ciência e Tecnologia tem como experiência ser dono de rede de cursos de inglês. No governo, há ministro que declara que a Terra é plana. E Secretarias de Saúde em vários Estados estariam fraudando licitações para a compra de equipamentos médicos. Isso é um país ou um circo de horrores?


Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo


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MAR DE LAMA


Três palavras – “manchado”, “desmoralização” e “declínio” – constavam dos títulos dos editoriais do dia dedicado aos oceanos (8/6), paradoxalmente refletindo o mar de lama em que está imerso o desgoverno deste país. Ao menos as ruas começaram a emitir a voz da maioria dos descontentes, ainda que se protegendo do coronavírus. Escondendo os mortos, explicita-se o autoritarismo de um governante que apenas e sempre trabalhou pelo benefício de sua família e amigos. Chega! Fora!


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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SURREALISMO EXAGERADO


O Brasil, definitivamente, é um país peculiar. Em plena crise sanitária, econômica e política, com ameaças graves e ostensivas à democracia, o filósofo/astrólogo e guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, encontra espaço para divulgar vídeos agressivos dirigidos ao presidente da República, repletos de palavrões, chamando-o, entre outras coisas, de fraco e covarde e acusando-o de nada ter feito “contra o avanço do comunismo”. Que comunismo? A Nação assiste a seguidos arroubos bolsonaristas de tendência fortemente de direita e o filósofo fala de ameaça comunista? Para arrematar, o empresário bolsonarista Luciano Hang apela a um grupo de WhatsApp solicitando recursos para Carvalho, que estaria – coitadinho! – em dificuldades financeiras, e assim poder continuar “lutando pelo Brasil” (?). Surrealismos ocasionais fazem parte da vida, mas isso já é exagero!


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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FEITICEIRO CONTRA O ‘FEITIÇO’


No início da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro surgiu a figura até então desconhecida do guru Olavo de Carvalho. Suas teorias filosóficas que não saíam do meio universitário passaram a ser divulgadas pela mídia. Sua popularidade veio à tona. Indicações de que seria uma peça-chave no governo se tornaram reais e seus aliados começaram a ocupar postos dentro do Palácio do Planalto, tendo como protetora a família presidencial. O feitiço deu certo. Tornou-se comum repercutirem o mau humor do feiticeiro, que atingia tudo e todos. Por vezes, chegava aos subordinados mais próximos do presidente. Suas teorias filosóficas tupiniquins começaram a ser respeitadas e admiradas por aqueles que nem sequer imaginavam o conteúdo delas e o governo, por sua vez, perdendo o controle de tudo e de todos. Hoje vemos um presidente cheio de boas intenções, com excelente apoio popular e que não consegue mostrar por que está no cargo e nem sequer impõe o respeito a que tem direito pela posição que ocupa. Suas iniciativas, muitas vezes, são barradas por aqueles que falam o que querem e agem com poderes que poderiam ser questionados dentro dos meios jurisdicionais. Não o faz. Prefere continuar como se fosse “lavadeira”. Dentro desse contexto, o feiticeiro virou contra seu feitiço e, para não sair de sua personalidade medíocre, porém idolatrada pelos tolos, colocou a boca no trombone. Bem feito para o feitiço.


Edson R. P. Silva Roberto.inv@hotmail.com

Jaú


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EFICIÊNCIA


O bolsonarismo é eficientíssimo em destruir reputações: consegue até mesmo fazer generais cumprirem ordens obscuras de um capitão meia-boca...


José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília


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FAKE NEWS


O jornalista J. R. Guzzo volta a me surpreender negativamente com o teor de sua coluna no Estadão de domingo (7/6, A7), com o título O que é falso?. Apreciaria que alguém mais esclarecido lhe desenhasse o que é fake news, porque ele revela não saber fazendo uma pergunta-chave: o que é uma notícia falsa? Espantando-me, ele irrompe taxativamente: “A única coisa boa que poderia acontecer com a lei das fake news é cair no arquivo morto”. Está se referindo a projetos com os quais o Congresso Nacional está buscando alterar as legislações do Código Penal e do Marco Civil da Internet para criminalizar os transgressores. Ademais, o jornalista deveria saber que quem atua nesse segmento opera a chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta do grande público. Aduzo que um robô criado pelos programadores desses grupos é o responsável por disseminar o link nas redes chegando a disparar informes a cada dois segundos, o que é humanamente impossível de cotejo. Frise-se que é comum o uso de servidores de fora do País em lan houses. Propaga-se que há 1,4 milhão de seguidores robôs no perfil do Twitter do presidente Jair Bolsonaro, aditando-se que com cada disparo por robôs, uma hashtag, se gastam R$ 20 mil. A deputada Joice Hasselmann, ex-aliada do presidente, destaca o uso de R$ 500 mil de dinheiro público para os ataques de “perseguição de desafetos” da família Bolsonaro, incluindo a utilização do “gabinete do ódio”. Guzzo, reconhecido como contumaz defensor do presidente Jair Bolsonaro, saiu da revista Veja em 15/10/2019 porque ficou insatisfeito com a recusa na publicação de sua coluna com críticas aos ministros do STF e assertivas veladas sobre o resultado da votação da prisão em 2.ª instância. Por fim, marcando posição, julgo que é inconcebível aventar que o veterano jornalista não saiba que fake news é um termo em inglês que significa, em tradução literal, notícias falsas, que foi criado para representar a divulgação de conteúdos duvidosos em redes sociais reforçando um pensamento por meio de mentiras e da disseminação do ódio.


Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos


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‘O QUE É FALSO?’


Se o sr. Guzzo (7/6, A7) não sabe o que é fake news, destruidora de reputações, que um jornalista explique a ele!


Cesar Araújo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo


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PERTINENTE


Achei bem pertinente o artigo O que é falso? (J. R. Guzzo, Estadão, 7/6, A7). Destaco: “Só se pode proibir legalmente alguma coisa se a lei diz o que é essa coisa. O que é ‘fake news’?” Nunca se viu, em 520 anos de história, políticos brasileiros querendo que se diga a verdade. Tal discussão, que se tornou jurídica, foi tida como de urgência, urgentíssima. Agora adiada. É muito justo e correto proibir o uso de robôs, identidades falsas ou outras patifarias eletrônicas. Notícias falsas só podem ter um juiz: o público. Como o articulista comenta muito bem, “este não pode ser tratado como um idiota, incapaz de julgar as informações que recebe”. Essas “notícias falsas”, trazendo-as para o Português, sempre vão existir neste mundo virtual e inseguro que vivemos. Estas devem ser analisadas em âmbito pessoal. Mesmo na nossa mídia, lemos “erramos” e notícias corrigidas na próxima edição. Isso seria falso? A meu ver, não, simplesmente uma informação errada, sem má-fé. Finaliza o articulista: “O resto é violar o artigo 5 da Constituição brasileira”.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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TERGIVERSAÇÃO


J. R. Guzzo, em seu artigo de domingo (7/6), mais uma vez demonstra sua inclinação nitidamente bolsonarista ao tergiversar sobre fake news (a propósito do controvertido projeto de lei que nem sequer foi votado), objeto de investigação do ministro Alexandre de Moraes. Quero lembrar que no artigo do penúltimo domingo praticamente Guzzo desqualificou a investigação do mencionado ministro, ao afirmar que ela daria em nada. Candidamente, diz não saber o que sejam fake news (a lei). Que seu destino é cair no arquivo morto, ou seja, a lei e, por via de consequência, as fake news. Quero lembrar que o mencionado articulista foi praticamente o único jornalista do Estadão a calar-se diante ao circo de horrores do dia 22 de abril. 


Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo


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CAOS NOS CEMITÉRIOS


Oportuníssima a matéria do jornalista Mateus Vargas, de Brasília, no Estado de 6/6, Abin fez alerta sobre caos em cemitérios (página A20). Percebi que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faz agora um alerta para o Planalto sobre o mesmo que já faço aqui, em Rio Claro (SP), como iniciativa cidadã de interesse público desde 2009 e ainda sem resposta do governo municipal, alertando a promotoria, a prefeitura, a Câmara Municipal e o povo locais por meio do meu “Movimento cívico por mais um cemitério público municipal”, pois o nosso São João Batista está há tempos lotado e sem espaço para mais túmulos; o outro, chamado Das Palmeiras, está localizado em vertente que dá para o Ribeirão Claro, que desagua no Rio Corumbataí, afluente do Rio Piracicaba, e as águas poluídas deste não servem para o abastecimento da cidade de Piracicaba, o que é feito pelas águas do Corumbataí, que também já corre riscos de degradação.  Outro cemitério de menor porte é o Evangélico, ou “dos alemães”, que está em excelente estado de conservação, mas quase lotado. O Estadão vem há tempos publicando matérias sobre a situação dos cemitérios no Brasil, pois são um item importantíssimo do saneamento ambiental, com reflexos nas bacias hidrográficas, mormente quanto à poluição das águas de subsolo, poços e lençol freático. Em matéria recente, mostrou fotografia de milhares de túmulos sobrepostos em cemitérios na cidade do Rio de Janeiro, que resolvem a falta de terrenos para tal finalidade. Não se enterra mais em cova rasa, sepulta-se em túmulos com paredes e fundo de alvenaria, evitando a poluição. O bilionário mecenas Bill Gates alerta, também, para em breve uma pandemia de tifo por falta de saneamento e contaminação global do meio ambiente. Onde estão as obras de saneamento do (des)governo Bolsonaro, que poderiam gerar milhares de empregos e estimular a economia nacional?


Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


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COVID-19 E LUTA ANTIRRACISMO, O QUE TÊM EM COMUM?


Vemos o movimento antirracista atingindo o Reino Unido. Seria uma nova Primavera Árabe no campo dos direitos civis (de fato) e da luta antirracista? Talvez sim. Que lições ter-se-á aprendido com o passado recente? Algumas com certeza ficarão, mas haveria alternativa a essa violência toda que se viu nos EUA? Quando se atinge um ponto de não retorno, a reversão é impossível. Tudo o que foi feito teria de ter sido feito no “antes”; o antes é o que vai dizer se é possível resolver a questão do “contágio” previamente à saturação do “sistema de saúde”. O equivalente a uma espécie de achatamento da curva de propagação da covid-19 (atenuando, ou resolvendo, o problema). No racismo, ao invés do isolamento social, a compaixão, empatizando com quem sofre e ajudando a procurar formas de se endereçar o problema. Sem radicalismos, mas de forma efetiva. Problemas estruturais como este só são resolvidos com novos paradigmas e eles só vêm com a criação de novas estruturas que causam tanto menos dano quando mais assumirmos a nossa parcela individual de responsabilidade no estado das coisas. A mudança só é possível mudando nós mesmos.


Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo


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MONUMENTOS ABAIXO


Monumentos dedicados a escravocratas são depredados nos EUA e as autoridades falam em removê-los definitivamente. Se a moda pega no Brasil, veríamos estátuas homenageando traficantes de escravos, senhores de engenho, bandeirantes, muitos com títulos de nobreza, serem derrubadas. A coisa iria longe!

     

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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‘A BAILARINA DE AUSCHWITZ’


entrevista ao Estado (8/6, H8) da corajosa e valente sobrevivente do Holocausto Edith Eva Eger, de 92 anos, é um verdadeiro primor de lucidez, sabedoria e otimismo perante as adversidades do cotidiano. Uma verdadeira lição de vida de quem passou viva pelo inferno nazista de Auschwitz e dele conseguiu sair fortalecida e com um doce sorriso nos olhos e nos lábios. Como destaque, a frase “não há problemas, há desafios”. Uma inspiração para todos. Bravo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O STF TARDA, MAS NÃO FALHA


Gostaria de demonstrar minha “solidariedade” ao deputado Paulinho da Força, pela condenação a dez anos de prisão por desvios no BNDES. Espero que a Justiça lhe dê mais anos por processos pendentes e encostados.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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COISA BOA!


Lendo o artigo Meu Brasil brasileiro, de Elena Landau (Estado, 22/5), citado por Fabio Giambiagi no O que aconteceu com o Brasil? (Estado, 3/6), os dois muito bons, apesar de preocupantes, me deram esperança. Eu nasci em 1973, no final do governo Médici, mas o primeiro presidente de que lembro foi Figueiredo, e minha primeira incursão política foi nas Diretas Já. Chorei com a morte de Tancredo e votei em Lula contra Collor (carreguei bandeira vermelha, eu era jovem e as meninas mais lindas eram de esquerda, não tinha como ser diferente). Depois do evento FHC (Plano Real, telefonia, etc.), me transformei num liberal convicto, sem perder o foco no social, porque isso faz parte da liberdade, é liberal. Não sofri na ditadura, até porque minha família não foi ativista. Meu pai era focado no trabalho, não tinha profundidade política. Lembro que cantarolava para mim o refrão de O meu Guri, de Chico Buarque, com orgulho sem se preocupar com o conteúdo da letra. Conta minha mãe que os poucos parentes que moravam em São Paulo (viemos do sul do País) achavam que ele estava com os militares, porque crescia na vida. Mas era só trabalho. Eles eram os primos que faziam as reuniões com bossa nova e violão. A coisa boa do Brasil. Como em Nova York os jovens protestando contra o racismo e cantando Lean on Me, de Bill Winters. Coisa boa! Acho que minha geração ainda tem o ranço deste conservadorismo retrógrado que estamos vivendo hoje, mas acredito que os millennials são, em sua maioria, liberais, democratas e contra este fanatismo visceral e religioso dos trumpistas e bolsolulistas. Bolsonaro é um dinossauro. Politicamente, já nasceu morto. Ele vai cair. Biden ganhará nos EUA e teremos novamente uma luz liberal que vai florescer com investimentos vindos do mundo todo! Viva a liberdade! Vive la FranceIl fascismo è fuorileggeAll men are created equal! Claro, temos muito trabalho pela frente. É preciso tratar com responsabilidade e carinho a educação, o investimento em pesquisa e tecnologia, a saúde, a economia, diminuir as desigualdades, etc. Mas com certeza voltaremos a ser o país do futebol, do carnaval, do bom churrasco e da caipirinha. Coisa boa!


Daniel Bertuzzi Vilela daniel@sanityconsultoria.com

São Paulo


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O QUE ACONTECEU?


Em seu artigo recente, Fábio Giambiagi perguntou: “Quatro décadas e meia depois daquela época, a pergunta que não quer calar é: o que aconteceu com o Brasil?”. Eu arriscaria dizer que nessas quatro décadas e meia, a ausência de uma educação pública decente nos conduziu à situação em que estamos.


Francisco Eduardo Britto edbritto@gmail.com

São Paulo


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LUIZ CARLOS TRABUCO CAPPI


Estadão enriquece seus leitores ao trazer para seu rol de articulistas regulares Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco. Em tempos em que as discussões devem ser cada vez mais plurais, o que permite formar opinião de maneira independente, trata-se de valiosa contribuição ao bom e democrático debate. É assim que evoluímos. Parabéns ao jornal.


Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP presidencia@secovi.com.br

São Paulo


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ANTES (E DEPOIS) DO CORONAVÍRUS


O executivo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do Bradesco, diz que as pandemias indutoras de mudanças e, em meio à crise, as empresas e seus colaboradores encontram os ganhos de produtividade que mantêm vivos os negócios (As grandes crises aceleram a históriaEstadão, 8/6, B5). Apesar de já ter matado 400 mil ao redor do mundo, 37 mil dos quais no Brasil, o coronavírus é um divisor histórico e social. Finda sua infestação, nada mais será como antes. O comércio tradicional perderá uma significativa fatia para a loja virtual, trabalhadores colocados emergencialmente em home office não voltarão ao posto original pois descobriu-se que em casa produzem mais, não se estressam nem gastam com transporte e indumentária. Consolidam-se os trabalhos e aulas por videoconferência e outros meios remotos, que ganharão novo fôlego com a internet em 5G. Precisam, também, os políticos se entender e deixar de remar para lados opostos. Chega de manifestações contra pessoas. Os que saem às ruas em protesto têm de lutar contra o desemprego, as más condições de saúde e educação e outras inconformidades, independentemente de quem esteja sentado na cadeira de governo. Os poderes institucionais precisam parar de brigar para, com isso, evitar que seus membros, em vez de respeitados, sejam execrados pelo povo e passem como vilões para a implacável História.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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‘AS GRANDES CRISES ACELARAM A HISTÓRIA’


Parabéns ao Estadão, por publicar o artigo do sr. Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, que traz para nós, leitores deste jornal, a sua análise do momento de pandemia que vivemos, nossas incertezas e as necessidades de reinventar nosso comportamento pessoal, profissional e social. Mostra de forma objetiva o caminho da interação e da melhor formação em busca de uma melhor produtividade, tendo como principal meio a tecnologia. Traz em seu artigo também esperança, ao lembrar a Segunda Guerra Mundial, quando países foram dizimados e foram reconstruídos com grande êxito, a exemplo do Japão. Lembra, também, o respeito que devemos ter com as instituições legalmente constituídas, para assim evoluirmos com sustentabilidade, destacando o nosso sistema político, a democracia.


Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com

Ourinhos


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TRABUCO


O sr. Luiz Trabuco, do Bradesco, poderia ter inaugurado sua coluna no Estadão explicando a verdade sobre as operações irregulares de câmbio  https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN23901J-OBRBS que levaram o banco e oito executivos a serem multados pelo Banco Central para encerrar o processo. A “nota padrão” do banco, típico blá blá blá, não explica nada, inclusive não diz quem são os diretores que, ao que parece, devem continuar na direção do Bradesco. Quanto ao valor da multa, não vale nem comentar.


José A. Penteado Vignoli vigplan@uol.com.br

São Paulo

        

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IMPOSTO DE RENDA


No programa da Receita Federal disponibilizado para a Declaração Anual do Imposto de Renda há uma falha nociva ao contribuinte quando, em Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, há cobrança do imposto relativo a alugueres além do já corretamente recolhido. Faz tempo que tem sido assim. Quando há lucro em ações, renda variável, é impecável, sem lesar o contribuinte. Sugiro que a Receita corrija o programa. Pedir o ressarcimento do relativo à declaração atual e anteriores é pedir muito, mas estará de bom tamanho se doravante não mais acontecer tal usurpação.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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