Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Omissão e reputação

Perfeita a colocação sobre os militares no governo em Notas & Informações de ontem. Leva muito tempo para construir uma reputação, mas é muito rápido destruí-la. Não são apenas más ações que destroem reputações. A omissão também as destrói. Diante de tanto desrespeito à Constituição e à vida, fico pasmo ao ver a inação dos militares dentro e fora do governo. Adicionalmente, aceitam pôr sua reputação em risco ao consentirem na manipulação de dados sobre a pandemia e povoar o Ministério da Saúde com leigos em saúde. Já que, no meu entender, os militares não agem, urge que movimentos como Basta!, Todos Juntos e outros se unam para evitar o fim da democracia no Brasil.

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO

MARIO@MARIOFONSECA.COM.BR

SÃO PAULO

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Retirada estratégica

“É igualmente triste, e preocupante, que generais e coronéis se disponham a assumir o jogo sujo, sem nunca terem visto uma curva epidemiológica, mas prontos para a missão: bater continência e cumprir as ordens do presidente que nenhum médico decente cumpriria” – Eliane Cantanhêde, 9/6. Essa afirmação, vinda de uma jornalista experiente e que conhece a vida brasileira há muitos anos, me preocupa. Aprendi como aluno do curso de Cavalaria do CPOR de Curitiba nos anos de 1962, já acadêmico de Direito, a admirar profundamente o Exército Brasileiro. Oficiais da mais alta formação – como o subcomandante, tenente-coronel engenheiro Edson Giordano Medeiros, herói da FEB – me ensinaram valores que até hoje guardo na alma: disciplina, hierarquia, civilidade, coragem e respeito. Está mais que na hora de fazerem uma retirada estratégica do lugar onde nunca deveriam estar.

MARCOS BRAZ

MBRAZ@ONDA.COM.BR

CURITIBA

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Velha política em ação

Durou pouco a promessa de campanha de Jair Bolsonaro de ter, “no máximo”, 15 ministérios. Com a nomeação de Fábio Faria para a recém-recriada pasta das Comunicações, agora já são 23. Agradar ao Centrão e faltar com a palavra dada parecem ser a nova rotina do presidente. Se isso não é “toma lá dá cá”... Quem esperava mudanças se decepcionou. E muito!

M. DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO

ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Expectativas frustradas

Passados 17 meses, o presidente Bolsonaro ainda não disse a que veio. A impressão que tenho é de que, surpreendido com a vitória na eleição, qual criança que deseja muito um brinquedo, quando o ganhou não soube o que fazer. Neste ano, que por causa da pandemia já reputo perdido, seus eleitores, e até não eleitores, esperavam uma coordenação dos recursos federais, a interlocução com os governadores dos Estados – também democraticamente eleitos – e, diferentemente do que ele afirma após ter sido contrariado em decisão do STF, fazer a parte que cabe ao ente federal na gestão do SUS. Infelizmente, nada disso tivemos. Dia após dia, estupefatos, não percebemos entendimento, coordenação nem sequer a inteligência de aprender com as experiências alheias para fazer diferente. O quadro atual é de mais medo ainda, com a retomada das atividades nos Estados sem garantia de segurança para a população. Pensando politicamente, poderia o presidente ter surfado na onda da pandemia e agir de forma a se cacifar para 2022, mas nem isso soube fazer. Aguardemos agora algum desfecho que mude nossa História. Ou que não sobrevenham mais dificuldades nos dois anos e meio que ainda restam do mandato.

DEMERVAL PARAISO

DESANPA@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Rei do gado

Votei nesse cidadão na esperança de ver cumpridas as tão sonhadas reformas eleitoral e tributária e abolida a famigerada e corrupta gestão petista. Mas o que se vê é um sujeito desqualificado e incompetente brincando de rei do gado. Cadê a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dez salários mínimos? Nem a correção pela inflação da tabela progressiva foi feita, causando aumento indireto na já elevada carga tributária imposta à classe média. E as privatizações? Ele que não venha culpar a pandemia, pois, ao que se saiba, nenhum projeto foi encaminhado para discussão. Nunca torci tanto para o tempo passar rápido e ver o fim desse desgoverno.

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

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Queda do capitão

Água mole em pedra dura... Tudo é uma questão de tempo.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Troca de gentilezas

O presidente norte-americano, Donald Trump, vai enviar para o Brasil 2 milhões de doses de cloroquina, para o combate à covid-19. Em retribuição, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, poderia enviar-lhe 2 milhões de doses de fosfoetanolamina, a “pílula do câncer”...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Em São Paulo

Vacina anunciada

Parabéns ao governador paulista, João Doria, pelo anúncio da nova vacina contra o novo coronavírus, já em fase final de testes. A vacina será produzida no Instituto Butantã, em parceria com um laboratório chinês. A iniciativa do governador Doria é uma aula de como o governo pode e deve agir em benefício do País e do seu povo.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Feriado triplo

O nosso governador antecipou o feriado de 11 de junho para maio. E agora decretou ponto facultativo para os funcionários públicos estaduais nos dias 11 e 12! Nada como comemorar um feriado três vezes... Para o povo, a conta.

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS


DINHEIRO PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS


Sem sombra de dúvidas, vivemos num país onde seus governantes não têm nenhum critério nas atitudes que tomam – em alguns casos, atitudes malévolas, especialmente quando envolvem políticos mal intencionados e desinteressados no bem do Brasil e de sua população, pois só visam a benefícios e vantagens próprias, para seus partidos e seus pares. Basta ver que, mesmo o País vivendo uma situação calamitosa causada pela pandemia mundial da covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá R$ 2,034 bilhões para financiar as futuras campanhas eleitorais. Tal situação caracteriza a má intenção e o desprezo dos políticos pelo País. Basta ver o resultado do levantamento feito pelo Estadão no final de abril que mostrou que 269 deputados eram a favor de encaminhar parte deste dinheiro destinado às campanhas para o combate ao vírus. Além disso, temos mais uma informação a citar: 11 projetos de lei sobre o assunto foram apresentados e sua aprovação dependia da maioria simples. Essas propostas, no entanto, com já era esperado, não prosperaram na Câmara. Consequentemente, o PT embolsará R$ 200,9 milhões, o PSL embolsará R$ 193,7 milhões e o restante do roubo oficializado será distribuído de maneira uniforme entre todas as siglas restantes.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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JUSTIÇA


Fraudes na aquisição de material hospitalar para combater o coronavírus vão se avolumando. Já houve casos suspeitos em diversos Estados e prefeituras e, até então, somente o Rio de Janeiro deu início a processo de impeachment do governador Wilson Witzel. Dizem que a Justiça tarda, mas não falta. A nossa Justiça é uma verdadeira piada, quando comparada à de outros países. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, está detido há mais de 70 dias pelo uso de documentos falsos no Paraguai, mostrando que até a Justiça de lá não é tão cega quanto a nossa.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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UNANIMIDADE


O Estado do Rio de Janeiro, além de ostentar a triste marca de, ao longo dos últimos três anos, ter cinco ex-governadores presos ou frequentadores temporários de cadeias, acusados de corrupção, acaba de exibir um show talvez nunca observado ao longo da chamada Nova República, isto é, desde 1985: o acolhimento unânime, pela sua Assembleia Legislativa, de um dos 14 pedidos de impeachment do atual mandatário por envolvimento em manobras irregulares, ao adquirir, sem o devido processo regulamentar de licitação, com nítido favorecimento a empresas inidôneas, equipamentos destinados a combater a pandemia de coronavírus na sua federação, uma das recordistas de morte e contaminação. É lamentável constatar que, de novo, o eleitor fluminense parece ter cometido erro fatal ao consagrar mais um político desprovido de amor pelo povo que o escolheu e insensível ao seu sofrimento.


Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DESVALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES


A respeito da carta do leitor sr. Luigi Vercesi Previdência – Passado imprevisível, publicada no Fórum dos Leitores de 10/6 (A3), gostaria de aplaudi-lo pela manifestação. Confesso que, quando li a notícia, não acreditei, achei que fosse fake news. Estes homens que decidiram reduzir o salário dos professores só estão onde estão porque, antes de se tornarem o que são hoje, passaram pelas mãos dos professores. Um país que trata dessa forma os professores merece qual respeito? E os deputados, senadores e vereadores que se elegeram com os votos dos professores prometendo olhar por eles, fizeram o quê? Volta e meia vemos partidos indo ao Supremo Tribunal Federal (STF) por motivos pífios, mas esta decisão não incomodou nenhum parlamentar? O que fez a deputada federal Bebel, tida e havida como a defensora dos professores, justamente os mais afetados, do ensino fundamental I e II, por essa lei esdrúxula? Espero que os professores, quando receberem seu “prêmio” nos holerites, lembrem muito bem em quem votar, pois uma vez no poder estes oportunistas ficam de costas para a população.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DEMOCRACIA EM RISCO


Em mais um ato que demonstra seu desapreço pela democracia, o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória que permite ao, no mínimo, polêmico ministro da Educação a indicação de reitores de instituições federais de ensino superior enquanto perdurar o estado de calamidade pública. Não é a primeira vez que Bolsonaro tenta driblar eleições. Foi assim em duas oportunidades ano passado, quando deixou de nomear o procurador-geral através da lista tríplice e quando não nomeou reitor aquele mais votado. Em que pese não haver afronta a nenhuma lei, os atos de Jair Bolsonaro ratificam aqueles outros que se veem todos os dias: a democracia está em risco no País.


Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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REFLEXO


Ministro da Deseducação do Brasil quer nomear reitores das universidades públicas tão idiotas quanto ele e seu chefe. Weintraub, por meio de medida provisória, que deve ser derrubada no Congresso, quer, a pretexto da covid-19, destruir as universidades do Brasil. Seu ódio à ciência e à cultura refletem o obscurantismo de um clã vivendo nas brumas medievais.

  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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A REAÇÃO DO CONGRESSO


O teor do artigo 207 da Constituição federal reza que: “Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. Nada do que se dispõe protege o direito de nomear os reitores. Em qualquer organização, cabe ao seu diretor maior a competência de nomear seus auxiliares, podendo este transferir sua prerrogativa para quem bem entenda. No caso de dirigentes do serviço federal, cada ministério tem sua rede diretiva e por extensão deve caber ao ministro da área, desde que autorizado pelo presidente a cuidar de nomeações/designações. Abandonado esse critério, não falemos exclusivamente sobre Ministério da Educação, a nenhum ministério caberia a prerrogativa de nomear. Se o Parlamento se insurge contra essa prerrogativa, tudo faz crer que passa a haver ingerência de um poder, Legislativo, em outro, Executivo. Essa tem sido disputa de longa data, e é evidente que o Parlamento se curva ao espírito de corpo das universidades, na tentativa não de ter autonomia, como reza a Constituição, mas independência, o que não é constitucional. Eis por que deve o Parlamento ter mais respeito pela Constituição, servir ao contribuinte em geral, e não aos funcionários de universidades, e evitar se envolver no tema.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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RELEVÂNCIA E URGÊNCIA?


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1.º Esta Medida Provisória dispõe sobre a designação de:

I - reitor e vice-reitor pro tempore para universidades federais; e II - reitor pro tempore para institutos federais e para o Colégio Pedro II.

§ 1.º As hipóteses previstas no caput se aplicam no caso de término de mandato dos atuais dirigentes durante o período da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia dacovid-19, de que trata a Lei n.º 13.979, de 6 de fevereiro de 2020.

§ 2.º O disposto nesta Medida Provisória não se aplica às instituições federais de ensino cujo processo de consulta à comunidade acadêmica para a escolha dos dirigentes tenha sido concluído antes da suspensão das aulas presenciais.

Art. 2.º Não haverá processo de consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, ou formação de lista tríplice para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino durante o período da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da covid-19, de que trata a Lei n.º 13.979, de 2020.

Art. 3.º O Ministro de Estado da Educação designará reitor e, quando cabível, vice-reitor pro tempore para exercício:

I - durante o período da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da covid-19, de que trata a Lei n.º 13.979, de 2020; e

II - pelo período subsequente necessário para realizar a consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, até a nomeação dos novos dirigentes pelo Presidente da República.

Art. 4.º Na hipótese prevista no art. 3.º, o reitor da instituição federal de ensino designará os dirigentes dos campi e os diretores de unidades pro tempore.

Art. 5.º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 9 de junho de 2020; 199.º da Independência e 132.º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub

Qual o motivo para esta MP? Qual a relevância e urgência que a justificam? Como é possível colocar na mão de um desequilibrado, desqualificado e ignorante como o sr. Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub (ministro da Deseducação) a designação dos reitores e vice-reitores? É dever democrático que as Casas do Congresso Nacional a rejeitem de pronto.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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SERÁ?


Será que nomear por MP reitores nas universidades federais por quatro meses é para poder bisbilhotar e...


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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LEMBRANDO CHACRINHA


Chacrinha, personagem criado por Abelardo Barbosa, representava tudo o que era fora do normal, tornando famosos os seus programas de auditório. Aparecia sempre com novidades inesperadas como, por exemplo, distribuir bacalhau ao seu público. Entre os seus bordões, lembrei-me, na atual conjuntura do País, do impagável “eu vim para confundir, não para explicar”. Eram programas para divertir as pessoas. Infelizmente, a conduta do nosso presidente da República se assemelha muito ao Chacrinha, no sentido de que veio para conturbar, não para governar. Desde o começo, o presidente tem se mostrado avesso a seguir as regras da democracia, inclusive desrespeitando o isolamento social. Chega a ser surreal. O que ele fez com o Ministério da Saúde em plena pandemia supera em muito qualquer extravagância que Chacrinha tenha cometido. Exonerou o ministro, um médico competente, e colocou em seu lugar um general que não é da área da medicina. Também substituiu cerca de 25 técnicos da Saúde por militares não familiarizados com aquela área. Fez pior, determinou que os números diários de infectados e mortos pelo coronavírus, de fundamental importância para as autoridades estaduais e municipais desenvolverem as suas políticas, passassem a ser manipulados ao sabor da vontade do presidente. Suas ordens foram acatadas e, de repente, o número de infectados e os óbitos caíram como por milagre. Mas o “milagre do embuste”. Além de uma ilegalidade, pois não cabe ao presidente decidir o que quer ocultar ou não da realidade, foi de uma inutilidade de tal quilate que não conseguimos sequer atinar o motivo que o levou a tamanha incoerência. De fato, como os dados sobre a pandemia são elaborados pelas Secretarias de Saúde dos Estados, qualquer cidadão alfabetizado e com acesso à internet poderá calcular o total correto. Para facilitar a vida das pessoas, criou-se de imediato um acordo entre os principais meios de comunicação, que passaram a fornecer os dados corretos. A OMS, da ONU, retirou os dados do governo brasileiro do cálculo mundial e o Brasil se tornou a República das Bananas, envergonhando todos nós.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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CONSELHO


Conselho ao presidente Bolsonaro: governe como um estadista e pare de dar pitacos sobre assuntos de Saúde. Deixe que os cientistas cuidem disso.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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PROJETOS MIRABOLANTES        


Conforme o editorial do Estadão Coragem moral (9/6, A3), o Ministério da Saúde dificulta o acesso às informações diárias da pandemia para os meios de comunicação, deixando claro aos brasileiros em geral que tudo não passa de uma decisão política do presidente Bolsonaro para que o número de mortes pelo coronavírus fique sempre abaixo de mil por dia. E mais, após as críticas de integrantes da Força Aérea Brasileira, o presidente Bolsonaro também acaba de revogar o decreto que permitia que o Exército Brasileiro tivesse aviões. Diante desses recentes acontecimentos, será que o Centrão, partidos políticos com vários processos judiciais, não vai influenciar mais o presidente Bolsonaro, sem partido político, para novos projetos mirabolantes?


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


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SEM TETO


Bolsonaro, o presidente “amigo” de Donald Trump, que o inspira a cometer atos insanos, acaba de voltar atrás em mais um deles. Trata-se da revogação do decreto que permitia ao Exército ter seus próprios aviões. Num momento grave como este, quando, além da crise sanitária e econômica, o Brasil enfrenta uma outra, tão ou mais séria, que é a institucional, o presidente ainda provoca, principalmente, a Aeronáutica, que, por não dispor dos recursos necessários, tem tido vários problemas como aviões obsoletos e insuficientes para cumprir seu papel de proteger, por exemplo, nosso espaço aéreo e a Amazônia Azul, que tanta cobiça desperta. Talvez incitado por algum incitatus da República tupiniquim, que desejava realizar um possível sonho do presidente (que parece brincar de Forte Apache, soldadinhos de chumbo, de guerras, até de secessão, etc.), felizmente, a ideia não prosperou e o dinheiro da população deve servir para diminuir os impactos das milhares de mortes e dos infectados pela covid-19, do desemprego e os demais provocados pelo PT, muitos sem controle no atual governo.


João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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REVOGAÇÃO DE DECRETOS


Parece brincadeira. Cria decreto, revoga decreto, cria decreto, revoga decreto, e assim por diante!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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QUE TAL MÍSSEIS NUCLEARES PARA A FORÇA AÉREA?


Agora que o bom senso do Ministério da Defesa falou mais alto, boicotando a intenção do “capitãozinho” de prover o Exército com aeronaves de asa fixa, é de esperar que ele tente novas “proezas”, tais como dotar a Marinha de tanques de guerra, o Corpo de Fuzileiros Navais de submarinos nucleares e a Força Aérea de mísseis intercontinentais  ICBM com ogivas atômicas do tipo MIRV, de reentrada múltipla independente na atmosfera. Enquanto isso, a cada dia que passa mais de mil brasileiros morrem na hecatombe.  Quem fomos eleger...   


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


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INTERESSES VARIADOS


Lula foi eleito em 2002, reeleito e fez sucessora (Dilma) e saiu com 83% de aprovação. A sucessora foi responsável por modernizar a Polícia Federal, a CGU e instituir a Transparência Brasil. Ambos (como os governos anteriores), fizeram um governo de “coalizão”. Em 2010 o candidato a vice-presidente seria Nélson Jobim, mas o PMDB não abriu mão de Michel Temer (muito conhecido por seus métodos), assim como em 2014, foi reeleito com Dilma. Eduardo Cunha, eleito presidente da Câmara (pelo Centrão), Dilma entrou em colisão com o Centrão para valer. Esperar lisura de um “alguém” que permaneceu quase 30 anos no Centrão e foi um dos seus líderes é o mesmo que esperar o agricultor que plantou morango colher  também melão, abóbora e melancia. Na democracia, todos somos iguais perante a lei, sem tantos privilégios para tão poucos. Falta cumprir.


Valdomiro Trento valdomirotrento@hotmail.com

Santos


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BARBADA


Em 2018, na eleição para a Presidência da República, todo mundo queria enfrentar Jair Bolsonaro no segundo turno pois seria uma barbada vencê-lo, mas ele mostrou força nas suas promessas e venceu. Em 2022, após mandato, continuará sendo o adversário ideal, mas agora não haverá promessas que convençam. Seria mais interessante para ele tentar salvar seu mandato.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TÁTICA FINANCEIRA


É sobejamente conhecida a tática de seguir o rastro do dinheiro para combater, pelo lado financeiro, terroristas, traficantes e criminosos em geral. O excelente colunista Fernando Gabeira, que lutou com armas contra a ditadura militar, forneceu semanas atrás, neste jornal, a senha para combatermos a atual escalada autoritária deste governo pelo lado da não-violência. Os empresários Luciano Hang (Rede Havan), Edgard Corona (Smart Fit), Júnior Durski (rede de restaurantes Madero) e Carlos Wizard (Mundo Verde, entre outras, sendo que a rede de ensino de idiomas não pertence mais a ele) perfilaram-se ao lado do atual presidente nas suas insanidades. Tendo tudo isso em mente, decidi fazer a minha pequena parte, exercendo minha liberdade de escolha e não consumindo produtos ou serviços dessas empresas.


José Roberto dos Santos Vieira jrdsvieira@gmail.com

São Paulo


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SANGUE TIPO A


A meio da entrevista à CNN sobre o estágio da pandemia no País, manifestando inteira preocupação e espanto com o que até então se sabe e se divulga às escâncaras sobre a covid-19, o governador Romeu Zema (MG) disse que soube até que os cidadãos que têm tipo sanguíneo A são menos propensos (?) a contrair o novo coronavírus! Se A positivo ou negativo, ficou no ar! Belíssima e extensa pauta para as coletivas da confusa e partidária Organização Mundial da Saúde (OMS). Porque cientificamente são oito tipos de sangue, a OMS poderá dizer e desdizer o “fato” a posteriori, apontar e negar, pari passu, que o tipo sanguíneo salvador é outro e, ao fim, por absurdo, fazer a correlação com aqueles que sofrem de gota (ácido úrico), por exemplo, para desespero dos cientistas, médicos, pesquisadores e afins que estão em busca da cura da doença exterminadora, e para gáudio dos inconformados militantes e emissoras esquerdistas que, visando à derrubada do governo central, torcem pelo fracasso das medidas sanitária e econômica adotadas emergencialmente pelos Ministérios da Saúde e da Economia, torcendo até mesmo, valha-me!, pela expansão da curva de óbitos. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lucas, 23:24).


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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VACINA À VISTA


Enquanto o errático e obscurantista desgoverno Bolsonaro demite um ministro da Saúde atrás do outro e insiste em receitar a polêmica e não recomendada cloroquina para combater a tenebrosa e mortífera pandemia da covid-19, o governo Doria (PSDB-SP) acaba de firmar importante parceria entre o respeitado Instituto Butantan e a gigante farmacêutica chinesa Sinovac Biotec para a produção da tão aguardada vacina imunizante, que deverá estar disponível no primeiro semestre de 2021. O Brasil precisa de políticos com visão, liderança e perfil de estadista, não de boquirrotos reacionários, autoritários e incompetentes. Bravo, São Paulo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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