Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2020 | 03h00

Pandemia

Filmar leitos de UTI?!

É inacreditável que o presidente da República tenha sugerido a seus apoiadores que busquem uma maneira de entrar em hospitais para filmar o que se passa nas UTIs que recebem pacientes com o coronavírus. Chega a ser surpreendente essa incitação a ato que pode ser considerado criminoso. Tenho uma sugestão melhor para o sr. presidente: vá ele próprio visitar os hospitais. Nada de ir ao Einstein ou ao Sírio. Vá aos hospitais do SUS das Regiões Norte e Nordeste. Se não quiser ou não puder ir tão longe, visite os hospitais de São Paulo ou do Rio, ou talvez aquele de Juiz de Fora onde foi atendido. Converse com médicos e enfermeiros que lutam na linha de frente. Estou certo de que eles lhe darão uma visão real e correta de tudo o que está acontecendo, poupando-o de seguir dando sugestões irresponsáveis e fazer comentários errados sobre essa pandemia.

MARCOS CANDAU

CARVALHCANDAU@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Loucuras presidenciais

Sabemos da superlotação das UTIs, mas certamente ainda haverá vagas de hospício.

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Consórcio

O elogiável consórcio Estado, G1, O GloboExtraFolha e UOL trouxe à tona que, no governo Bolsonaro, a ordem dos fatores altera o produto!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Saúde do povo

As mortes pela covid-19 no Brasil poderiam ser em números muito inferiores se os governos passados tivessem investido em saneamento básico – metade da população não tem esgoto –, na saúde, na educação e construído hospitais decentes. Porém esses governos anteriores não se importaram com a saúde do povo. Ao contrário, implantaram a corrupção generalizada em todas as estatais, quebraram a Petrobrás e construíram estádios desnecessários a preços superfaturados, além de outras mazelas. Aliás, benesses com dinheiro do povo imperam em todos os Poderes, que só querem levar vantagem em tudo. Ad exemplum, salários altíssimos, bonificações espúrias, como auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-paletó, auxílio-capinha, carro oficial, motorista, passagens aéreas, plano de saúde e inúmeros outros penduricalhos. E ainda permanecem as regalias dadas a ex-presidentes e ex-governadores. Vergonha nacional! Então, perguntamos: e o povo? Ora, o povo morre de covid-19!

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

WALTERROSA@RAMINELLI.COM.BR

SÃO PAULO

*

Fundo eleitoral

Segundo noticiado, PT e PSL receberão singelos R$ 400 milhões do fundo eleitoral. Essa aberração seria muito mais bem aplicada na compra de respiradores para os enfermos, no combate à pandemia do coronavírus, em vez de ser usada pela politicalha para conseguir se manter respirando na UTI do Congresso. Ora, que se desliguem o tubos dos políticos!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Perguntar não ofende

Data venia, o que chegará primeiro: a vacina ou os respiradores chineses?

MOISÉS GOLDSTEIN

MG2448@ICLOUD.COM

SÃO PAULO

*

Infraestrutura

Apesar de Bolsonaro

Novamente o agronegócio salva o Brasil, conforme editorial de 11/6 (A3). Acrescento que há que reconhecer também que, em meio à pandemia e ao pandemônio criado por Bolsonaro, Weintraub, Salles e outros, duas ilhas de excelência no governo contribuem para os resultados do agro: Tereza Cristina, na Agricultura, e Tarcísio de Freitas, na Infraestrutura. Eles têm apresentado resultados concretos na recuperação e duplicação de rodovias, no avanço das ferrovias, em privatizações, já influindo decisivamente nos resultados deste ano e criando condições para uma importante redução do custo Brasil em médio prazo.

CÉSAR GARCIA

CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Memória histórica

Devagar com o andor

O assassinato de George Floyd, nos EUA, reacendeu o revisionismo escravocrata, com exagero. Estátuas derrubadas, outras próximas disso, mudança do nome de ruas, tudo isso está sendo feito em larga escala. Patrulhas ideológicas de plantão apontam obras de Monteiro Lobato e até Os Sertões, de Euclides da Cunha, como racistas. Muita calma nessa hora!

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

*

Borba Gato

Sobrou até para o nosso Borba Gato, que virou alvo de críticos do racismo e da escravidão, com os quais ele nada teve que ver, numa cópia mequetrefe de procedimentos do exterior por desorientados tapuias. Bem ele, o querido e destemido Borba, homenageado no quarto centenário de São Paulo com uma estátua de 10 metros de altura pesando 20 toneladas, sito à Avenida Santo Amaro, aqui, na capital. Bandeirante, combatente cercado de índios por todos os lados, atacado com flechas, tacapes e bordunas, jamais se acovardou. Ele os enfrentou e derrotou em suas incursões pelo mato do interior do Brasil. Encontrou ouro e diamantes, fez de Sabará, em Minas Gerais, na época, uma das maiores, se não a maior mina aurífera, enquanto Portugal deitava e rolava com esse ouro. Isso até hoje causa inveja, daí a vingança – aliás, se fosse séria, teria na fila outras personagens mais importantes da nossa História, mas falta coragem para acusá-los ou, então, não chamam a atenção. Portanto, os acusadores que se acalmem, porque o corajoso e heroico bandeirante paulista tem admiradores que o defendem. Gostem ou não, sua estátua é prova de seu gigantismo e um marco de arte no acervo da nossa História.

MARIO COBUCCI JUNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

MP DEVOLVIDA


devolução da medida provisória (MP) que autorizava o ministro da Deseducação, Abraham Weintraub, a nomear os reitores das universidades federais acabou com mais um abuso do presidente miliciano. A salvação da nossa democracia passa pela resistência das instituições aos abusos constantes deste grupelho do gabinete do ódio que não elegemos, mas que quer controlar o Brasil. Cumprimento Davi Alcolumbre por mais esta mensagem de que as fronteiras da Constituição devem ser respeitadas.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

AVANÇO SOBRE AS UNIVERSIDADES


A medida provisória que autorizaria o ministro da Educação a impor reitores das faculdades federais caracterizava bem o estilo do governo Bolsonaro. Um setor que é da maior importância para o nosso desenvolvimento não pode ficar sujeito a atitudes com nítido caráter político e eleitoreiro. Fez certo o Congresso em reagir a mais esta atitude do desgoverno.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

SUSPEITA DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO


Juiz quebra sigilo do escritório de Ricardo Salles (Estadão, 11/6). Chegou a vez do sinistro do Meio Ambiente ter vasculhadas e investigadas sua conduta. O mesmo que queria deixar a “boiada passar” terá de se defender de acordo com a Justiça, a ampla defesa e contraditório, coisa que seu governo desconhece.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

FIEL RETRATO


A cada vez mais famosa reunião do capitão Bolsonaro com seus ministros no dia 22 de abril de 2020 foi o perfeito retrato de uma caquistocracia. Afora as palavras chulas, o que chamou a atenção foi a mediocridade dos participantes, com destaque para o semiletrado Weintraub, o obtuso Ernesto Araújo, a debiloide Damares e o contraventor Ricardo Salles, que já foi condenado por improbidade na Fazenda Pública, em São Paulo. E não podia faltar a manigância do ministro dos banqueiros, Paulo Guedes, com a ideia de privatizar o Banco do Brasil, para entregar de vez o setor financeiro a um oligopólio de quatro bancos. Enfim, como poderia um tenente paranoico, que foi expulso do Exército por indisciplina, ter ministros melhores do que esses? Urge que este mentecapto seja destituído, antes que destrua as instituições democráticas e transforme o País numa enorme república de bananas, governada por milicianos.


Joaquim Francisco de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro


*

HONESTIDADE


O maior argumento dos bolsonaristas é de que neste governo não temos nenhum grande escândalo de corrupção. Acho muito pouco para presidir um país como o Brasil não roubar – aliás, é uma obrigação, mas para nossos problemas precisamos de gente competente.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

ERA SÓ QUESTÃO DE TEMPO


Nosso ilustre presidente da República, que sempre afirmou que faria um governo totalmente diferente dos que nós tivemos até então – que distribuíam cargos, verbas, trocavam favores e faziam negociatas no famoso toma lá, dá cá, bem conhecido por nós –, teve vida curta, apenas um ano e meio, pois já mostrou, com seu novo comportamento e suas novas atitudes, ter aderido ao e se familiarizado com o esquema de acordos com as velhas raposas políticas de Brasília. Bolsonaro aderiu ao esquema em que só rolam e vingam negociatas, interesses, benefícios e vantagens próprios, para seus pares e partidos, porém no caso de Bolsonaro isso inclui seus filhos. Basta ver que o famoso Centrão pediu ao presidente 700 cargos, e ele já o atendeu em 300 e, em breve, distribuirá mais uma ou duas centenas de cargos ao grupo. Esta semana, recriou o Ministério das Comunicações para dá-lo ao Centrão, e a pasta será assumida por Fabio Faria (PSD-RN), sobre quem Bolsonaro, questionado a respeito, se limitou a dizer: “Não lembro qual o partido dele”. Isso após ele ter afirmado que iria reduzir o montante de ministérios para 17. Só se comprova, desta forma, que os políticos no Brasil são todos iguais e que tudo é só uma questão de tempo para adaptação e conluio, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

O PRESIDENTE VAI ÀS COMPRAS


O Brasil continua sua sina de chorar pelas milhares de mortes causadas pela covid-19. Já são mais de 40 mil, com o triste recorde de ter quadruplicado o número em um mês. Enquanto caminhamos por uma estrada cheia de sofrimento – e de incertezas –, o governo federal insiste com suas insanas teses, entre elas as de dificultar a divulgação dos dados oficiais, administrar remédios milagrosos e acabar com o isolamento social como forma de aquecer a economia com a população indo para as ruas comprar, vender e os demais segmentos voltando à normalidade. Nesta toada, uma vez que a ciência continua recomendando o isolamento obrigatório, e no diapasão de dar maus exemplos, o presidente Bolsonaro, olhando para o próprio umbigo, resolveu continuar indo às compras e escancarar isso de vez, criando mais um ministério, o das Comunicações (durante a campanha, Bolsonaro prometia apenas 17), para tentar salvar sua pele e não cair pelo cadafalso do Congresso Nacional. Desvinculado da Ciência e Tecnologia, o ministério será o 23.º do governo e ficará a cargo do deputado federal Fábio Faria, genro de Silvio Santos, dono do SBT, e filiado ao PSD, do Centrão e de Gilberto Kassab, pessoas que deste negócio de comprar e vender entendem muito bem.


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


*

QUEM QUER DINHEIRO?


Depois de emplacar o genro como ministro das Comunicações, Silvio Santos lançará o perfume Jair Bolsonaro?


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


*

SBT


Roletrando a democracia, deu-se o golpe do baú. No topa tudo por poder, o Brasil vai dançar e, se alguém perguntar qual é a música, com certeza será a marcha fúnebre. Vamos sorrir e cantar! Como as colegas de trabalho, Bolsonaro vem aí, la-lá, la-lá, la-lá, Bolsonaro vem aí, la-lá...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


*

O TERRÍVEL...


O presidente Jair Bolsonaro disse em campanha que lutaria terrivelmente contra a corrupção. Mas, agora, se associa terrivelmente ao Centrão! Pela lógica, aquele ministro do STF “terrivelmente evangélico”, quem poderia ser, Zé Dirceu?


José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília


*

UM MINISTRO PARA COMUNICAR E PACIFICAR


A disposição do presidente Jair Bolsonaro de melhorar a comunicação no seu governo é algo positivo. Preferimos acreditar que, mais do que ser genro de Silvio Santos, a decisão da investir Fabio Faria no posto de ministro das Comunicações se deve ao fato de ser  membro de uma família de alto prestígio político e detentora de veículos de comunicação no Rio Grande do Norte, ter atuado na área antes de eleger-se deputado e, atualmente, ser um parlamentar com bom trânsito entre seus pares. Alguém com perfil para a estratégica missão. Torcemos para que o novo ministro goze da confiança do presidente e, em razão disso, tenha liberdade para, nos momentos de tensão, demovê-lo de atitudes extremadas. Evite que Bolsonaro se confronte com veículos de comunicação e repórteres que o abordam, mesmo quando a pergunta for indigesta. Basta não responder, como sempre fizeram os chefes de Estado, inclusive os do regime militar (exceção a João Figueiredo, que, no entanto, teve grandes dissabores por causa disso). Com isso, os ataques tenderão a diminuir ou até acabar, pois, como se diz nas redações, não “rendem”.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

        

*

O BRASIL AVANÇA


Apesar do difícil enfrentamento da covid-19 e de outros problemas econômicos, bem como do maior de todos eles, Jair Messias Bolsonaro, o Brasil caminha e vai em frente graças aos impulsos do agronegócio, que este ano vai ter maior participação no Produto Interno Bruto (PIB), e graças aos brasileiros que se manifestam e vão às ruas para defender o seu regime democrático. E o bom é que o País caminha em frente, enquanto o julgamento de Bolsonaro está sendo feito em todo o planeta, com a seguinte sentença resumida: ele é o grande mal da Nação.


José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


*

O PAPEL DO AGRONEGÓCIO


Não há dúvidas de que o agronegócio carrega o Brasil nas costas, hoje mais do que nunca. Seria oportuno que o agronegócio ocupasse um papel ainda maior no governo, o presidente Bolsonaro atrapalha muito mais do que ajuda e o agro é o único que tem cacife para colocar um paradeiro nos equívocos diários do governo e o País no caminho certo. O agronegócio deveria buscar protagonismo nas questões ambientais, impor o desmatamento zero, frear o avanço desordenado da mineração ilegal e salvar a Amazônia da destruição, que seria catastrófica para a agricultura brasileira e para o planeta. O agronegócio deve trabalhar em conjunto com o turismo, o País tem um potencial enorme e pouco explorado nessa área. Longe das praias,  praticamente não existe turismo estrangeiro no Brasil, preservar e explorar racionalmente  atrações como o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia é o caminho para o Brasil se tornar um dos principais polos turísticos do mundo. O agronegócio pode faturar muito mais se englobar o turismo e a preservação ambiental às suas práticas.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

O PRESIDENTE E A AGRICULTURA


Por mais que este jornal discorde das atitudes do presidente Bolsonaro, é impossível desconsiderar o enorme apoio que ele tem emprestado ao setor agrícola. Tereza Cristina, Tarcísio de Freitas, Paulo Guedes e Ricardo Salles estão no governo graças  ao presidente e com ações coordenadas e indispensáveis ao bom direcionamento do setor. Os problemas da agropecuária estão na permanente sabotagem ao Código Florestal exercida pelo ambientalismo  exacerbado,  no protecionismo europeu e numa versão inadmissível de imobilismo do espaço amazônico. 


Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo


*

DEUS É BRASILEIRO


É uma verdade incontestável dizer que Deus é brasileiro, porque, depois dos governos Lula, Dilma e, agora, com Bolsonaro, ainda estamos vivos e cheios de esperança. O agronegócio continua bombando, apesar da crise econômica, dos milhares de mortos e infectados, com recuperados e imunizados. Manifestações pró e contra o governo, que pregam o fechamento do Congresso e do STF e saudosas da ditadura e do AI-5, para muitos, é liberdade de expressão, para outros são falas antidemocráticas. Sai governo e entra governo, e continuamos como dantes no quartel de Abrantes!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

PROVOCAÇÃO


O ex-presidente Lula provocou o ex-juiz Sergio Moro ao desafiá-lo para um debate, numa postagem nas redes sociais, e acrescentou: “Eu tô provocando o (Sergio) Moro e o (procurador da República Deltan) Dallagnol para debater comigo, ao vivo. Se a Globo quiser fazer, eu topo. Porque é preciso desmascarar esses canalhas e mostrar o que eles fizeram ao País”. Espera aí, alto lá! Quem são os canalhas? O procurador e o ex-juiz? E o que eles fizeram ao País? E o que ele, Lula, fez ao País? O pior é que temos ainda muitos cegos neste país.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*

REABERTURA EM SP


Quando o governador João Doria tomou para si o protagonismo das medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Estado, era enfático ao dizer que tudo seria decidido com base na Ciência. Entretanto, nos últimos dias optou por ignorar os números alarmantes do crescimento e óbitos e casos na Capital e no interior, mesmo tendo sido alertado do risco de uma eventual reabertura por especialistas. O infectologista Davi Uip passou pelo estrago da doença, e não o vemos mais nas entrevistas coletivas no Palácio dos Bandeirantes. O secretário Rossieli Soares também foi recentemente acometido pelo vírus, outro fato desagradável. A conclusão a que se chega é de que Doria não teve sensibilidade e expertise para administrar a crise com o devido pulso e responsabilidade. Se sua vitória nas urnas ocorreu com pequena margem de vantagem em relação ao então candidato Marcio França, lembremos que ele “grudou” em Bolsonaro e colou a imagem do PT no então adversário, além de ter sido pouquíssimo cavalheiro com Geraldo Alckmin. Caso cogite disputar a Presidência da República em 2022, seria novamente vencedor?


Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba 


*

JUSTIÇA DE MÃOS LIMPAS


A Justiça paulista também lava as mãos com sabão e álcool-gel. Tal qual Pôncio Pilatos. O governador romano não simplesmente atirou Jesus à sanha das massas ávidas de sangue, fundamentou sua decisão em norma processual romana segundo a qual as condenações à morte eram da competências de assembleias populares, não dos governadores das províncias. Absolutamente correto, como têm feito os juízes paulistas: impedir que todos morram em razão dos aglomerados, que, dentro de 15 dias,  produzirão miasmas insuportáveis pelos que se safaram, é problema do Executivo, não do Judiciário. Errado. A Constituição da República deve ser interpretada desde o título que atribui a nosso Estado: Democrático de Direito. Admitamos que o atributo democracia, fundado na divisão e equilíbrio entre os poderes (checks and balances), esteie o pensamento de que essa questão é exclusiva do Executivo (ou do Legislativo). Mas, quando se fala que, além de democrático, o Estado é de Direito, vem a interrogação: a quem compete interpretar e aplicar as normas jurídicas?  E o claustro dos magistrados fica ainda mais apertado diante da corrente liderada pelo eminente constituinte português J. J. Gomes Canotilho, ao acrescentar ao caráter democrático o qualificativo de constitucionalizado. E nossa Constituição tutela primacialmente o valor vida. Como escapulir uma instituição de sua responsabilidade, nessas circunstâncias?


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


*

IGNORÂNCIA OU MÁ-FÉ?


Como noticiado na quarta-feira pelo Estadão, o ministro da Saúde ainda não entendeu que a inclusão dos óbitos atrasados  nos totais de óbitos diários é uma medida estatisticamente necessária para compensar as parcelas que, por variadas razões, seus registros ultrapassam as 24 horas, passando assim para o dia seguinte. Não é uma compensação perfeita, pois o erro de um dia é compensado pelo erro do dia anterior, mas mantém a integridade da curva representativa da evolução dos óbitos em 24 horas. Ignorá-los gera dados sem qualquer valor estatístico. Além disso, o novo sistema proposto é facilmente manuseável, fornecendo qualquer valor desejado. Por exemplo, se a contagem de óbitos por 24 horas vinha indicando 1 mil óbitos/24 horas, e o valor máximo desejado for 600, basta suspender o reconhecimento a partir de 600, até completar as 24 horas. Dessa maneira, a informação diária de óbitos por 24 horas nunca mais ultrapassará os 600 desejados, e os excedentes passarão diária e automaticamente para as listas dos ignorados por atraso. Truque ou ignorância?


Luiz Antonio Ribeiro Pinto braslcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


*

SANEAMENTO BÁSICO


O saneamento básico no Brasil é um problema secular, causador de inúmeras doenças, de par com tamanha e tanta infelicidade. Como consequência da falta de saneamento básico, são vários os riscos à saúde da população não contemplada com ele: “As doenças com maiores incidências devido a exposição com esses ambientes são: leptospirose, disenteria bacteriana, esquistossomose, febre tifoide, cólera, parasitoides, além do agravamento das epidemias tais como a dengue” (captado do Google). Segundo reportagem no jornal O Estado de S.Paulo (31/5/2020, A3), no Brasil existem 100 milhões de habitantes sem esgoto tratado e 35 milhões de habitantes sem água potável. Reflito e imagino que o Brasil estará muito melhor quando esse problema for resolvido.


Eurípedes Kühl euripedes.kuhl@terra.com.br

Ribeirão Preto

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.