Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2020 | 03h00

O Brasil sob Bolsonaro

Não consigo respirar...

...de desânimo. O que esperar de um país que, nesta pandemia, se tornou líder no mundo em número de mortes por dia de compatriotas? O que esperar quando se vê que a miséria aumenta assustadoramente por incompetência e indiferença de um governo no lidar com essa tragédia, pois, ao invés de proteger a população, estimula o contágio, insistindo em descuidar da saúde do seu povo, negando-nos, sobretudo, um norte, que só um bom e responsável ministro da Saúde poderia dar? Até da manipulação de dados ousou lançar mão para escamotear os efeitos desastrosos de sua conduta! Para completar a sucessão de malfeitos, tentou impor por medida provisória que reitores de universidades federais fossem nomeados por esse ministro da Educação que declara em alto e bom som que, por ele, o Supremo Tribunal, um Poder da República e um dos pilares da democracia, poderia sumir do mapa. “Imprecionante” e assustador! Daí se vê como o medo é um mau conselheiro na hora de votar. Para evitar algo visto como mau, optou-se por um mal maior. Agora só nos resta lamentar e esperar que Deus nos perdoe tanta imaturidade. Boas oportunidades não nos faltaram, mas não aproveitamos. Em tempo: não sou petista nem comunista.

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

Aparelhamento

Está mais que claro, o ministro Abraham Weintraub pretendia aparelhar as universidades com bolsonaristas, da mesma forma que, lamentavelmente, fez a esquerda ao longo dos tempos. Se houvesse um mínimo interesse em implantar um sistema permanente, não ideológico, apolítico, em que o mérito presidisse a escolha dos reitores, o ministro teria – por projeto de lei – se espelhado nos exemplos dos países do Primeiro Mundo, como os EUA, onde a população, pelo voto, escolhe os dirigentes das escolas públicas.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Crer, obedecer, combater

A suposta “guerra” contra a educação e a cultura ora em curso em Brasília não é fortuita. São os “elos fracos” do processo civilizatório, pois não dependem de punhos, armas físicas e hormônios (naturais ou artificiais); contam basicamente com neurônios, sinapses traduzidas em ideias e discursos, ditos narrativas, fundados em princípios e valores abstratos, transmitidos historicamente. Figuradamente, é a cena do valentão ignorante que quer prevalecer ao estudioso, nerd ou não, pela musculatura; o clássico bully covardão que extorque os mais fracos, para seus propósitos. Isso sempre existiu? Sem dúvida. Mas ao longo da História os “fracos” fizeram avançar a civilização, habilmente construindo limites à testosterona impulsiva. Em tempos em que o valentão vira modelo de sucesso, temos um problema. A opressão não se atém ao parquinho do colégio, espalha-se, invade as mentes, contamina os princípios e valores abstratos. E os estudiosos se põem a serviço da força opressiva, constituindo uma legião de corpos adestrados, que abdicam das sinapses. Afinal, na cadeia de comando cabe agir, não pensar. “Crer, obedecer, combater”, antigo lema de um desses regimes aparentemente bem-sucedidos no início, mas catastróficos no final.

ROBERTO YOKOTA

RKYOKOTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

O 24.º ministério

De uma só tacada o presidente Bolsonaro matou vários coelhos: afasta os militares no governo de assuntos delicados, atende ao Centrão, melhora sua blindagem no Congresso, satisfaz a ala evangélica e aproxima ainda mais o SBT, um formador de opinião. Quanto ao indicado, há versões. O recriado Ministério das Comunicações, o 24.º, talvez seja realmente necessário para melhorar a imagem do governo, interna e externa, claramente desfavorável e decadente, a não ser para o núcleo duro de seus eleitores. Em vários sentidos, não há somente erros e ações ruins, mas o processo é confuso e turbulento, findando por agravar e denegrir qualquer bem realizado. Dada a amplitude da tacada, relembrando George Orwell no livro 1984, a expectativa é que não sejam fundidos no Ministério da Comunicação os Ministérios da Verdade e da Propaganda, que, traduzindo para a novilíngua, se tornaria o Ministério do Comprove!

LUIZ A. BERNARDI

LUIZBERNARDI51@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

‘E daí?’

Ao criar um novo ministério para melhorar a imagem do governo, o presidente só vai gastar tempo e o nosso dinheiro de maneira inútil. Jamais será reeleito, perdeu sua melhor chance ao ser incompetente para lidar com a pandemia. Mostrou quem realmente é.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Herança maldita

Nunca antes neste país tivemos uma herança maldita criada pelo próprio presidente para administrar nos seus próximos 30 meses (se conseguir chegar lá).

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Esticando a corda

Invasão de UTIs de hospitais? É sério isso? Pôr em risco sua tropa e os próprios pacientes? Afrontar instituições de saúde? O que o presidente quer?!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

*

História repetida

Uma bela aula o artigo A Revolta da Vacina, de Simon Schwartzman (12/6, A2). Nosso povo, que desconhece História, já cumpre seu fado de repeti-la.

ALEXANDRE MARTINI NETO

AMARTINI906@GMAIL.COM

RIO CLARO

*

Abandonados por Deus

Estou convencido de que Deus deixou de ser brasileiro. Depois de Bolsonaro, mandou um tal de Hang e um tal de Olavo para nos atazanar. Volta, Senhor!

JOSÉ ROBERTO PALMA

PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

_____________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BARBARIDADE

É inacreditável que o presidente da República tenha mandado pessoas invadirem hospitais para filmar leitos vazios e comprovar as suas patéticas teorias conspiratórias. O presidente da República poderia simplesmente ordenar um levantamento sobre este assunto, pelos canais competentes, começando pelo Ministério da Saúde, que ele inutilizou colocando ali um bando de leigos despreparados para comandar o setor, na pior crise de saúde pública da história. Jair Bolsonaro precisa ser afastado do comando da Nação imediatamente, não é possível continuar ignorando todas as barbaridades criminosas que este cidadão comete diariamente, além dos evidentes sinais de distúrbios psiquiátricos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

PROCURADO

212 milhões de brasileiros procuram o Ministério da Saúde do desgoverno de Jair Bolsonaro! Alguém viu?

  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

CABEÇA DE DEPUTADO

O presidente Bolsonaro perdeu a maior oportunidade da sua vida para se transformar num dos maiores líderes dos últimos tempos. Ao invés de conclamar todas os seguimentos da sociedade quando chegou a pandemia, em março, preferiu ser diferente de todos e lutar contra. Esquecendo que era o presidente da República, posicionou-se como um deputado federal, como foi nos últimos 27 anos aproximadamente. Poderia ter convidado o Congresso Nacional (deputados e senadores), o Supremo Tribunal  Federal  (STF) e o povo, de certa maneira. Quando o ministro Paulo Guedes anunciou uma ajuda para todos os desempregados e uma verba para fomentar todas as necessidades do Ministério da Saúde, todos estariam no mesmo lado, porque o nosso inimigo era o coronavírus (covid-19). Mas o presidente, ainda pensando como deputado, imaginou que todos estariam contra ele e preferiu seguir as orientações dos filhos e ser o diferente. Agora, está pagando um alto preço por não ter sido o líder no momento certo, quando o País perdia milhares de brasileiros que morreram por causa da doença, e nunca se pronunciou de maneira efetiva a respeito. Lamentável ter perdido essa oportunidade, infelizmente! Tornou-se um presidente comum, não é o líder que gostaríamos que fosse e hoje está envolvido em tantas confusões. Quando ganhou as eleições em 2018, passou para os brasileiros a ideia de uma grande mudança, escolhendo a dedo todo o seu ministério, mas, tempos depois, dispensou um dos homens mais incríveis no Ministério da Saúde e, em seguida, criou problema com o homem mais forte da Justiça, que tinha a confiança dos brasileiros, esperançosos de que ele resolveria os problemas de falcatruas deste país. Logo depois, o presidente tomou medidas descabíeis chamando pessoas que não permaneceram nos seus cargos, e a tranquilidade acabou. Ainda pior: dizia que não haveria toma lá dá cá como em governos anteriores. Bem, dizer o quê? Agora, porém, é hora de esperar e rezar para que o Supremo entenda que é preciso ter um grande bom senso em pensar que o País está passando por um sério momento e precisa ter cautela com as consequências das medidas que virão pela frente. Faço um apelo também ao Congresso Nacional, que tenha a cautela para perceber que não é o momento de confrontar, mas que todos pensem nas vidas que já perdemos e pensar seriamente em alguma solução. É hora de união de todas as forças para voltarmos à tranquilidade que este país merece.

Elisiário dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

*

PRODUTO DO PT

Jair Bolsonaro é um produto PT, com todo respeito. O alienado achou que ser presidente era a mesma coisa que ser um deputado federal do baixíssimo clero por 28 anos. E sabem de quem também é a culpa? Dos eleitores cariocas que o mantiveram na ativa. Este cara que hoje governa o País está se lixando, não tem a menor noção do que é ser presidente de um país. Nós nos livramos de ladrões para cair nas garras de um verdadeiro imbecil.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

*

PRESIDENCIALISMO

Por uma série de razões que se perdem na História, o regime republicano vigente no País acabou por criar o condenável e interesseiro presidencialismo de coalizão, institucionalizando o descarado tomaladacaísmo à Centrão. Os desgovernos lulopetistas, de lamentável memória, implantaram o sórdido e nefasto presidencialismo de corrupção, em que mãos sujas apoderaram-se do público como se privado fosse. E o que se vê neste reacionário, autoritário e absolutista desgoverno bolsonarista é a belicosa prática do presidencialismo de colisão, em que vale o cada um por si e Bolsonaro contra todos. Já passa da hora de fazer novamente um profundo e sério questionamento do atual regime e de suas implicações na governabilidade do País diante das vantagens do parlamentarismo. Do jeito que está não pode continuar.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

BAÚ DA MUITA FELICIDADE

No dia 24 de maio deste ano, Silvio Santos mandou tirar do ar o Jornal do SBT por conter críticas ao presidente, a quem chama de seu “patrão”. Menos de 20 dias depois, seu genro e deputado Fabio Farias é anunciado como ministro das Comunicações. Assim, teremos garantido o Roletrando da emissora e, quem sabe, o lançamento futuro da Colônia Jair Bolsonaro by Jequiti. 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

*

E DAÍ?

O atual governo se elegeu tendo como uma das muitas bandeiras a redução do número de ministérios para o olímpico número 15. Chegar à marca de 23, um aumento de mais da metade, sem nem mesmo ter atingido a metade do mandato, é um sinal evidente de que não vai parar por aí. Mas não precisava ofender a nossa já tão maltratada inteligência – pois nunca acreditei mesmo – dizendo que o recriado Ministério das Comunicações, com R$ 2,3 bilhões de orçamento, não irá gerar gasto extra nenhum, é zero. Talkei? Então, Fábio Farias – que é genro do Silvio sempre Santo, que espertamente apoia todos os governos –, filiado a um partido do Centrão coligado aos companheiros dos governos petistas no assalto aos cofres públicos, trocará seu salário de deputado federal pelo de ministro, pau a pau; não inflara o novo ministério, com tantas bocas abertas à espera no Centrão; e sua vaga na Câmara dos Deputados será extinta. E daí?

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

INSACIÁVEIS

Outros partidos também querem ministério. E agora, Bolsonaro, quantos novos ministérios serão criados para atender a todos eles?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

MISSÃO

Espero que este novo Ministério da Comunicação não crie um departamento de destruição de reputação de adversários.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

EXISTE AMEAÇA?

A situação política do País está assustando muita gente. A questao é: para onde vai caminhar o Brasil? Quem acompanha diariamente pelo jornal os passos do presidente Bolsonaro e processos que tramitam do Supremo Tribunal Federal não tem tido sono tranquilo. Na quinta-feira (11/6), ao ler a crônica de Luís Fernando Veríssimo Frente ampla, fiquei ainda mais intranquilo. Será que o fim de Bolsonaro & filhos já está mais ou menos traçado? Eu tenho a mesma opinião do colunista do Estadão, espero que a mudança de governo, se houver, seja pacífica e democrática.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

*

O GOVERNO E AS UNIVERSIDADES

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, fez muito bem em devolver ao Palácio do Planalto o entulho embrulhado como medida provisória (MP) que daria poderes ao repulsivo ministro da Educação, Abraham Weintraub, de substituir reitores como bem entender. A indecorosa e repugnante MP de Bolsonaro fere e insulta a Constituição. Gesto estranho, cretino e patético de Bolsonaro mostrar apreço pelo Legislativo. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MP DAS UNIVERSIDADES

O governo federal poderia privatizar todas as universidades federais do Brasil. O dinheiro arrecadado nessas privatizações seria destinado a bolsas de estudos para estudantes de baixa renda. Nas mãos da iniciativa privada, essas instituições ficarão bem melhor, onde terão maiores investimentos para serem mais eficientes. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

*

PANDEMIA E REABERTURA EM SP

Senhores governador e prefeito de São Paulo, eu aplaudi de pé tudo o que foi feito até agora, mas depois das atitudes tomadas nos últimos dias, com a reabertura de tudo, me decepcionei. Ou os senhores voltam atrás e fecham tudo, mas tudo, ou vamos ter uma explosão de contaminação, e de mortes, como não houve no mundo todo. Os senhores brigaram, se dedicaram para proteger a população em nome da saúde e da ciência, mas agora parece que desistiram de tudo. É absurdo abrirem shoppings, comércio de rua, etc. Olhem a madrugada no centro de São Paulo. Parece que ninguém tem medo de nada, e assim vamos ficar, nesta lenga-lenga de quarentena, até quando? Pensem logo, pois a coisa vai ficar feia. Sou do interior, idoso, e não aguento mais ficar em casa, dependendo de outras pessoas para fazerem tudo por mim. 

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

*

COVID-19 NO ES

Os vila-velhenses menosprezam o coronavírus. Na Praia da Costa, mais precisamente na orla, Avenida Gil Veloso, a metade dos transeuntes, de bicicleta, a pé, caminhando ou correndo, não usa a máscara protetora. Daí a tendência de a covid-19 se prolongar por tempo indeterminado. Queira Deus que, em breve, seja elaborada a vacina salvadora, senão o vírus sobreviverá por muitos e muitos meses...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

OS NÚMEROS DA COVID-19

Fez bem Pazzuelo, ministro interino da Saúde, em voltar atrás na tal recontagem das mortes e de infectados pela covid-19, embora os que mais reclamem sejam os secretários estaduais de Saúde, sob o guarda chuvas de um informal Conselho de Secretários, isto é, a coligação de acusados pela distorção. É possível que exista subnotificação neste Brasil imenso, onde a precariedade de um sistema de saúde pública – não tão precário – se sujeita à falta de médicos ou meios para diagnósticos precisos. Então, é possível que haja uma supernotificação, afinal têm sido constatados casos de corrupção neste período, particularmente pelo afrouxamento da legislação de responsabilidade fiscal. Daí a supernotificação é a maneira mais fácil de obter mais recursos do governo federal. Afinal, era prática corrente, até pouco tempo, na administração pública, pedir o dobro para ganhar metade. Melhor que, diante da suspeita de fraude, o caso seja entregue à Polícia Federal.

Paulo Melo Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

*

A VONTADE DO PRESIDENTE

Quem disse que o presidente Bolsonaro não é honesto? Ele pede coisas absurdas, mas confessa que o autor do pedido foi ele próprio. Foi assim com a estatística diária de mortes pela covid-19. Ele disse que o número diário de mortos teria de estar abaixo de mil, e o Ministério da Saúde cumpriu rigorosamente o pedido do superior, o número ficou abaixo de mil. Questão de cumprimento de ordens...

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

*

A REALIDADE

Diante de números tão assustadores, creio que será bom perguntar: quantos milhões de habitantes têm o Reino Unido e outros países que “competem” com o Brasil? Nosso país tem 220 milhões. É uma questão de proporcionalidade. A verdade é que os números maiores ou menores não influem sobre a realidade trágica: pessoas de todas as idades e níveis sociais estão sendo mortas por um vírus do qual ainda muito pouco se sabe.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

*

PRIMEIRO, O BRASIL

Independentemente do fato de a Europa vetar ou não a entrada de turistas brasileiros dentro de suas fronteiras, eu defendo o fato de que nós, brasileiros, devemos hoje dar prioridade ao turismo interno e, inclusive, parar de comprar importados para tentar salvar o comércio e a indústria de produtos nacionais abalados com a pandemia. O Brasil depende de nós, de nossa consciência e de nossa noção de brasilidade. Vamos batalhar pelos nossos!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

PLANOS DE SAÚDE

As empresas de planos de saúde, além de agirem da forma que mais lhes convier independentemente das consequências causadas em plena pandemia da covid-19, que já provocou mais de 40 mil mortes e infectou 800 mil, além de aumentar brutalmente o número de desempregados, gerando um caos total no País, não aliviaram para ninguém o valor das mensalidades, para auxiliar ao menos durante esta crise, e ainda se deram ao luxo ameaçando deixar de atender os inadimplentes. Fora tudo isso, que já é agir como absoluto e totalitário num momento crítico em que deveriam ao menos contemporizar, estão praticando aumento das mensalidades em 11,5%, quando a inflação acumulada dos últimos 12 meses foi de 4,01%. Ou seja, continuamos caminhando de mal a pior, além de completamente abandonados à nossa própria sorte pelo governo e políticos em geral, os quais elegemos para defender nossas causas, interesses e reivindicações mínimas necessárias para sobreviver decentemente. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

NO IRÃ

Milhares de mortos por covid-19 no Irã e focos de infecção se espalhando por todo o país, mas as centrífugas persas continuam trabalhando a todo vapor para produzir a bomba atômica com o objetivo de matar milhões. Só não pensaram que, no dia em que ela ficar pronta, o estrago causado pelo coronavírus será somente um leve aperitivo perante o que virá dos céus. Ninguém leva o arsenal iraniano na brincadeira, o problema é que Teerã não leva a sério o arsenal dos outros países e o efeito que suas ameaças têm sobre a disposição dos demais de enfrentar de frente os aiatolás.  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.